A rotina do Rabo Verde

O louco mais querido da cidade…

“A rotina do Rabo Verde” e outras trinta cronicas policiais estão no livro “Quem matou o suicida”.

A figura carrancuda dentro de um conjunto cáqui encardido, debaixo de um chapéu amassado fazendo sombra para o par de olhos azuis, com um saco nas costas, sem saber ler ou escrever, sem lenço & sem documentos e sem um teto para chamar de seu, Rabo Verde figura entre as personagens mais ilustres de Pouso Alegre no Século XX…

Até a poucas décadas, antes do advento dos celulares e seus aplicativos, quando as pessoas tinham tempo para olhar e sentir a rotina à sua volta, era possível perceber alguns personagens do cotidiano se misturando à nossa história. Toda cidade, grande ou pequena, tinha seus personagens assim. Pouso Alegre teve vários no século passado. Chimango, Maria Coquinha, Ananias, Padre Mateus, Nego Artur e tantos outros. Quando, nas rodinhas de saudosistas, falamos dos personagens folclóricos que marcaram a cidade, o primeiro que nos vem à mente é o… “Rabo Verde”!

A expressão inquieta, o jeito soturno, o modo sacudido de emitir as palavras – muitas ininteligíveis – a mania de resmungar sozinho palavras desconexas sem uma sequência lógica de fala, a sujeira do traje, o saco de roupa que sempre carregava nas costas, a mania de catar comida no lixo – embora não lhe faltasse uma alma boa para encher sua marmita gratuitamente ou em troca de capina de quintal – faziam de ‘seu’ Antônio Barnabé um louco! Mas era um louco inofensivo. Jamais fazia mal a alguém. Desde que não lhe chamassem pelo apelido de Rabo Verde! Aí, além dos palavrões impublicáveis, pedras, tijolos, sabugos, ou qualquer objeto que estivesse ao seu alcance tornava-se uma arma! As crianças se divertiam com sua brabeza… Os pais arrancavam os cabelos de preocupação! Passada a raiva, ele fazia troça do próprio apelido!

-Quem tem o rabo verde, seu Antônio?

– Arara, papagaio… e eu!

Durante décadas, desde meados do século passado, essa figura simples fez parte da rotina das pessoas em Pouso Alegre…

– O Rabo Verde foi preso… Ele foi levado no ‘forninho’ pra delegacia, o filho do delegado foi pro hospital, muito sangue… Ele tá muito machucado… – disse estabanado o garoto entrando correndo no Empório Goulart, no final da tarde!

– Calma, menino! Conta essa história direito! Por que prenderiam o Rabo Verde? Ele não faz mal a ninguém. O que tem o filho do delegado com isso? – interrompeu o comerciante enquanto servia uma dose de Fernet a um freguês cativo…

– Dessa vez acho que ele fez, sim… Ele deu uma pedrada na cabeça do menino, o filho do delegado!

– Espera, espera, espera… Você está dizendo que o Rabo Verde acertou uma pedrada na cabeça de um garoto? E o garoto é filho daquele delegado novo que chegou à cidade?!

– … É isso mesmo. Nóis tava lá na beira da linha esperando pra ver a Maria Fumaça, aí o Rabo Verde tava passando… e a pedrada acertou bem na cabeça do Serginho…

– Peraí, vocês mexeram com o pobre coitado? Por que não correram?

– Nós corremos, mas o Serginho não sabia que tinha que correr…

– Caramba! Filho do delegado… e lerdo! – comentou um freguês do empório entrando na conversa.

– É. Mas é que ele é novo na cidade. Veio da capital. Ainda não conhece as molecagens do interior – interveio outro freguês assíduo do empório.

– E esse delegado novo também não conhece o Rabo Verde. Dizem que ele é um capeta! Vai querer arrancar o couro do pobre coitado! Precisamos fazer alguma coisa. Alguém precisa ir à delegacia explicar para o delegado que o ‘nosso’ Rabo Verde não bate bem da cabeça…

Um dos fregueses do Mario Goulart, que costumava chegar sempre no finalzinho da tarde para bebericar o suco de ‘gerereba’ e jogar conversa fora, se prontificou a ir  à delegacia. Primeiro para saber a gravidade da situação; segundo, para tentar livrar a barra do Rabo Verde.

… Tentou, mas não conseguiu. Afinal, lesão é lesão tanto na capital quanto na pacata Pouso Alegre de vinte mil habitantes!

E o “Rabo Verde” foi se hospedar no Velho Hotel da Silvestre Ferraz!

Para continuar lendo a “Rotina do Rabo Verde”, acesse… https://www.facebook.com/blogdoairtonchips/shop/

*Em Pouso Alegre, o livro está à disposição na Livraria Intelecto e em todas as bancas de jornais.

“Quem matou o suicida”

Este é o título do novo livro de Airton Chips.

“Quem matou o suicida”… o livro caçula de Airton Chips

      Seis anos depois de “Meninos que vi crescer”, o colunista policial e escritor Airton Chips lança agora seu segundo livro de crônicas policiais.

“Quem matou o suicida?” segue a mesma linha de “Meninos que vi crescer”, lançado em 2014. São crônicas policiais vivenciadas pelo policial e colunista ao longo da sua carreira, nos últimos quarenta anos. Algumas são tensas, tristes, macabras… Outras são hilárias, divertidas, comoventes, saudosistas…

No controverso título “Quem matou o suicida”, – a intrigante estória de um fazendeiro encontrado morto na ponta de uma corda no meio do mato, numa pequena cidade do interior de Minas – mais importante do que saber quem é o assassino, é perceber a fragilidade da investigação policial que, por isso mesmo, na maioria das vezes deixa o assassino impune. O tino policial, a argucia do velho detetive e o desfecho da história de “Quem matou o suicida”, no entanto, ‘pagam o ingresso’!

“Quem matou o suicida” é apenas uma das trinta e uma histórias deste denso livro que desnuda o heroísmo do policial; que o exibe como um mortal comum, sujeito a erros, medos, deslizes profissionais e… traições! “O último dia do policial”; “Porque os cães não atacavam Fernando da Gata”; “O batateiro do bigode falho”; “Os fantasmas do velho hotel da Silvestre Ferraz”; histórias macabras como “O esquartejador de Silvianópolis”; “O assassinato de Silvio Santos”; “Larissa de Extrema”; “Larissa de Pouso Alegre” são uma amostra disso.

“Paulinho & Mariana, os pais do nóia JC”, mostra o drama de uma família cujo filho aos dezesseis anos trocou o banco da escola pelo banco da esquina com os amigos de ‘baseados’ e nunca mais conseguiu deixar as drogas. A curta história passada em um plantão médico, com o título “Tragicomédia no Hospital Frei Caetano” mostra a precocidade com que os adolescentes iniciam perigosamente nas drogas. Além desta o livro traz outras histórias hilárias tais como “A múmia de Bueno Brandão e os Três ossos pequenos”; “O louco e a cascavel” e; “Um puta bandido e um porra policial”.

O bucolismo, o saudosismo e a transformação sociocultural de Pouso Alegre no último meio século estão presentes nas histórias “Ribeirões da minha infância”; “A lenda do Zorro da Zona Boêmia”; “Anos 70, a década de ouro da humanidade” e; “O mistério do Corpo Seco” – que misteriosamente ‘sumiu’ do primeiro livro do autor.

Além dos casos policiais, vivenciados ou investigados pelo autor ao longo da carreira, o livro traz comoventes histórias de vida, de superação, tais como: “Maria, 90 anos de solidão”, “Guermina e o Catre”, “O menino que dormia nas caixas de maçã” …

E para começar a leitura: “A rotina do Rabo Verde”! o louco mais querido de Pouso Alegre no século passado, com lugar cativo na galeria de pessoas ilustres do Museu Tuany Toledo. Enfim, uma obra para matar a saudade dos tempos idos, para desnudar a alma do ser humano e, constatar que ainda existem profissionais que amam o que fazem – profissionais capazes de levar uma “Mensagem à Garcia”! -, mas estão cada vez mais escassos!

Tudo isso narrado com bom humor, de um jeito gostoso de ler, por alguém que cresceu em contato com as pessoas, nas ruas, observando o comportamento humano. Alguém que viveu e há décadas conta casos policiais na imprensa de Pouso Alegre.

A ‘família’ está aumentando…

“Quem matou o suicida” pode ser encontrado e adquirido nas livrarias e bancas de jornais de Pouso Alegre e região, ou, através do site “www.facebook.com/blogdoairtonchips/shop” – entregue sem custo em qualquer lugar do Brasil.

Vá buscar ao seu!

 

Morreu Sargento Campos, o algoz de “Fernando da Gata”

Vinte e sete anos depois ele voltou ao local do sinistro para me contar como foi o duelo!

Sargento Campos em 2009, no local onde travou o duelo em 1982.

Morreu na manha deste sábado, 11, o policial aposentando e ex-vereador Jose Lucio Campos, 75. “Sargento” Campos, patente na qual exerceu a maior parte dos seus trinta anos na Polícia Militar de Minas Gerais, ganhou notoriedade por ter enfrentado sozinho e matado o famigerado bandido cearense conhecido nacionalmente pelo epíteto de Fernando da Gata. O duelo aconteceu no crepúsculo do dia 02 de setembro de 1982, em um matagal na margem direita do Rio Sapucaí, no bairro Pouso do Campo, em santa Rita do Sapucaí. Campos estava sozinho vasculhando a capoeira ribeirinha quando o bandido apareceu solitário e sorrateiro e desobedeceu a tradicional ordem de “mãos ao alto”.

Foram apenas dois tiros… um de cada trabuco. O tiro do Sargento Campos foi certeiro… E o bandido tombou com uma bala no lado direito do peito.

Apesar de mortalmente ferido, o temido ladrão de joias e estuprador conseguiu se levantar e tentou dobrou a serra do cajuru… Mas morreu de hemorragia a poucos metros do local onde foi baleado.

Foto feita na Inspetoria da Delegacia de Policia de Santa Rita do Sapucaí em novembro de 2009. Nesse dia, a meu convite, a fim de contar em detalhes e mostrar o desfecho da perseguição ao bandido, Campos levou-me ao local do duelo.
A história completa contando “Os últimos dias de Fernando da Gata” está no livro “Meninos que vi crescer”, publicado em 2014.

Sargento Campos foi eleito e exerceu com discrição e honradez dois mandatos de vereador por Pouso Alegre, de 1993 a 2000. Poderia ter sido eleito mais cedo, não fosse a ‘aberração’ do ‘quociente eleitoral’. Em 1988, na primeira eleição que disputou, obteve 408 votos, sendo o segundo mais votado naquele pleito no município.

Campos é um daqueles raros homens que por onde passam, sem fazer alarde, deixam sua marca. Foi assim na polícia militar onde atuou por trinta anos na defesa do cidadão, das instituições e do meio ambiente como policial florestal. Foi assim nos oito anos como vereador da rica e progressista Pouso Alegre, enobrecendo como poucos nossa casa de edis! – Um exemplo a ser seguido pelos atuais e pelos futuros representantes do povo. Foi assim ao longo de sua vida pessoal/familiar. Foi sempre assim no convívio com as pessoas no seu bairro, na sua comunidade… por onde passou.

Ter livrado Pouso Alegre e região do famigerado bandido “Fernando da Gata” foi só um detalhe na vida do denodado policial. Sargento Campos será lembrado pelos pouso alegrenses que tiveram a felicidade de conviver com ele, como um dos mais nobres cidadãos da nossa história recente.

Seu corpo está sendo velado na Funerária Santa Edwiges e será sepultado no cemitério Parque Jardim do Céu, neste domingo, 12, as 8h da manhã.

Descanse em paz, amigo!

 

* Breve nas livrarias… um novo livro de crônicas policiais de Airton Chips!

Aconteceu o segundo homicídio do ano em Pouso Alegre

A vítima era ‘morador de rua’ e fazia ‘bicos’ de ‘chapa’ nas imediações do mercado municipal.

Apesar de ter família em Pouso Alegre, Agnaldo “Baianinho” optara pela vida da rua.

O funesto crime aconteceu na noite ainda criança deste domingo Dia Internacional da Mulher, no bairro Recanto dos Fernandes, ao norte da cidade. Vitima e algoz, que viviam na rua, se abrigavam da chuva sob a mesma marquise de uma loja de produtos agrícolas na Avenida Alberto Paciulli quando se desentenderam e entraram em vias de fato. Durante a discussão, o mais jovem, de cerca de 35 anos, acabou sobrepujando o companheiro e o matou com uma camisa envolta em seu pescoço. Parte das cenas foram presenciadas por uma testemunha que passava pelo local no momento da contenda.

Tão logo chegou ao local do macambúzio crime e constatou o óbito, a polícia militar, seguindo pistas de amigos ocultos da lei, saiu na sombra do assassino. Ele foi abordado pouco tempo depois ainda nas imediações do local do crime. No momento da abordagem policial o suspeito tinha as vestes em desalinho, com sinais da luta e alguns pertences da vítima. Apesar das evidencias o suspeito jurou de pés juntos que era inocente. Mas recebeu as pulseiras de prata e pegou carona no táxi do contribuinte para a DP.

A polícia não divulgou o nome do autuado e desconhece os motivos do crime. No entanto, presume-se que tenha resultado de uma discussão banal entre vítima e algoz estando ambos sob os efeitos do álcool. A causa mortis, segundo o delegado de homicídios, foi asfixia por enforcamento com a camiseta.

Depois de sentar-se ao piano do paladino da lei e assinar o 121, o homicida pegou o taxi do Magaiver e foi se hospedar no Hotel do Juquinha. As investigações continuam abertas.

Agnaldo “Baianinho” Neves dos Reis, 50 anos, embora vivesse na rua, por opção, tinha família em Pouso Alegre. Ele vivia de fazer bicos como ‘chapa’ nas imediações do Mercado Municipal, era pacato e bem quisto pelas pessoas que o conheciam.

Esse foi o segundo homicídio do ano em Pouso Alegre em 2020. Sessenta e um dias depois do primeiro!

Dona “micha” está de volta…

Revelando segredos nos bairros nobres da cidade!

Moradores dos bairros Fatima I, II e Altaville já receberam sua visita esta semana.

Uma das câmeras mostra o trio de ‘micheiros’ saindo de uma residência furtada. Um dos ladrões, para não chamar a atenção dos vizinhos, usa roupas do dono da casa.

Ela não tem personalidade, não é feita em série numa linha de montagem. A sorrateira “micha” é feita a partir de uma chave velha qualquer ou de um pedaço de metal. Usando um esmeril elétrico ou até uma ‘lima’, em poucos minutos um meliante fabrica uma micha. A chavinha falsa, embora não pareça, ao penetrar no escurinho de cadeados e fechaduras nas mãos de um especialista, consegue revelar segredos e abrir portas e portões, e deixar o caminho livre para os ‘micheiros’!

Os ladrões ‘micheiros’ são tão raros e ‘experts’ – e logo se tornam conhecidos da policia – que não agem no seu habitat natural. Eles se associam a outros gatunos sorrateiros e rodam o país invadindo casas e apartamentos e cometendo furtos sem deixar marcas ou pistas, distantes de casa. Nalgumas vezes, depois de pegarem o que querem nas residências que sabem que estão desocupadas, na saída trancam novamente portas e portões deixando atrás de si um mistério. Quando o dono da casa chega e descobre que foi furtado… e não encontra vestígios de arrombamento, pensa:

“O ladrão só pode ter entrado pelo buraco a fechadura!”. E foi mesmo!

As vitimas dos ‘micheiros’ são escolhidas à dedo!

– Primeiro elas – as vitimas  – tem que morar em cidades de porte médio para cima, onde os vizinhos mal conhecem os vizinhos e, se conhecem, chegam e saem de casa com o vidro escuro do carro levantado… para não ter que dar o ‘bom dia’!

– Tem que ser bairros ricos, pois micheiros que se preza não pegam no pesado… eles não carregam moveis e eletrodomésticos. Os micheiros furtam joias, relógios caros, dinheiro, celulares, notebooks e objetos pequenos que caibam na algibeira da própria calça ou, no máximo, numa mochila chique, também furtada da vitima!

– Antes de colocar a ‘micha’ na fechadura, o ‘micheiro’ estuda o ‘ambiente de trabalho’… observa os movimentos da vítima, se inteira de sua rotina, sabe se ela foi ao supermercado, à academia ou se foi buscar o filhinho na escola… e  sabe o momento exato em que a casa estará vazia à sua disposição! Casas com grades vazadas através das quais se observa a presença ou não de carro na garagem, ajudam o ‘micheiro’ a escolher suas vítimas.

– Para os sorrateiros ‘micheiros’ é importante que na casa da vitima não tenha cachorros de porte médio ou grande que vivam nos quintais. Além de ameaçar suas canelas ou traseiros, os latidos dos ‘latildos’ podem, no mínimo, chamar a atenção do vizinho!

– Os ‘micheiros’ não tem caras de lombrosianos e nem de ‘mondrongos’! Muito contrário! Eles são pessoas bem apessoadas e circulam pela cidade bem trajados, geralmente em bons carros alugados, sem chamar a atenção. Onde se hospedam se apresentam como turistas, de passagem ou representantes comerciais – pessoas acima de qualquer suspeita. E não ficam mais do que uma semana numa cidade. Tempo suficiente para observar e escolher meia dúzia de incautas vítimas.

– As visitas dos ‘micheiros’ costumam acontecer quase sempre na hora do chá da tarde… quando o anfitrião está ausente!

Quando a policia começa registrar os misteriosos furtos e juntar as informações sobre possíveis suspeitos, tais como veículos estranhos rondando o bairro, é hora de bater em retirada. Se a coleta foi boa ou não, o ‘micheiro’ e seu bando – agem sempre em grupos de dois a quatro – voltam para a cidade de origem, devolvem o carro alugado e vão vender a res furtiva. Dias depois já está ‘trabalhando’ novamente a quilômetros de distância das últimas vítimas!

Este carro, um Mitsubishi ASX, placa GAS-0638, foi visto circulando nas imediações das residências

Nesta primeira semana de fevereiro varias residências de Pouso Alegre receberam a sorrateira visita de ‘micheiros’. Os furtos ocorreram nos bairros Fatima I e II e Altaville. Todas as residências se encaixam no perfil acima: meio da tarde; casa sem cães grandes; garagens visíveis…

Precavidamente o ‘micheiro’ não para seu carro na porta da casa que vai ‘visitar’. Afinal, tudo que ele vai furtar cabe nas algibeiras e numa mochila. O carro para a fuga, rápida e sorrateira, fica nas ‘quebradas’…

Apesar da precaução, os ‘micheiros’ que visitaram Pouso Alegre esta semana deixaram rastros. Câmeras de segurança particular registraram a presença de um veículo Mitsubishi modelo ASX, branco, placas GAS-0638, nas imediações das residências furtadas.

Prender e processar um ‘micheiro’, só se for com a boca na botija… Mas isso é mais raro do que você que está lendo essa noticia abrir a porta da sua casa com uma chave ‘micha’!

Daqui a alguns meses, ou anos, caso não estejam atrás da fechadura num hotel do contribuinte qualquer, os ‘micheiros’ que deixaram rastro em Pouso Alegre esta semana, talvez voltem à cidade para mais uma temporada de furtos. As vítimas que ora receberam visitas inesperadas, por conta da natural intensificação das medidas de segurança depois que a raposa arrombou o galinheiro, dificilmente serão revisitadas.

Mas é bom lembrar que ‘micheiros’ são uma espécie não tão rara, e protegida… ao menos pelas circunstâncias!

Aconteceu o primeiro assassinato do ano em Pouso Alegre???

A vitima é uma mulher que morava sozinha, na zona rural, a cinco quilômetros do centro da cidade. A policia suspeita de latrocínio!

A policia civil vai investigar o caso…

 

O suposto crime aconteceu durante a madrugada desta terça-feira, 07 de janeiro, no bairro Cabritas, zona rural a noroeste da cidade.

O sinistro foi descoberto por volta de dez da manhã quando um irmão da vitima foi à casa dela, chamou-a no portão e não foi atendido. Preocupado, ele pulou o muro, e através da janela viu o corpo da irmã imóvel num cômodo a casa, aparentemente amarrada e ferida.

Os anjos do Samu, foram imediatamente chamados e constataram que ela estava morta e tinha as duas mãos amarradas, nas costas.

A pericia da policia civil constatou que a vitima tinha um corte superficial no rosto, próximo ao pescoço. Não há informações do IML se a lesão poderia ter causado a morte. 

Chamada ao local para registrar o crime, a policia militar deparou com a casa da vítima toda revirada, com moveis e roupas espalhadas pelo chão. A suspeita é que a idosa tenha sido assaltada e morreu durante a madrugada. O provável roubo pode ter sido a “concausa” da morte.

A policia civil, responsável pela investigação, instaurou inquérito policial e trabalha com a hipótese de latrocínio, mas ainda não tem pistas que possam esclarecer os fatos e levar aos supostos assassinos.

Jandira Ribeiro da Costa tinha 59 anos, era viúva e morava sozinha. Seus prováveis assassinos sabiam destes detalhes e esperavam encontrar dinheiro em sua casa.

A morte da viúva solitária no bairro das Cabritas neste sétimo dia do ano, por quaisquer que sejam os motivos, “pode” ter sido o primeiro assassinato de 2020 em Pouso Alegre.

Em 2019 foram cinco assassinatos no município. O primeiro do ano passado aconteceu no dia 13 de janeiro, resultado de briga entre vizinhos no bairro Cidade Jardim. O último havia ocorrido, à pauladas, supostamente por ‘acerto de contas’, no bairro Colina Verde, no dia 24 de outubro, há 74 dias.

Um gatuno roubou a gata…

… E deixou seu dono desconsolado!

O sinistro aconteceu no final da tarde desta sexta-feira,31, na rua Daria Bueno, na pequena Estiva, ‘capital do morango’. O objeto da cobiça alheia – ou res furtiva – trata-se de um filhote de gata da raça ‘azul russo’, com aproximadamente 6 meses de idade.

O dono do manhoso e exótico bichano acredita que o gatuno aproveitou um momento de descuido ou exibição do seu charme na calçada defronte a casa, para passar as unhas afiadas na gata.

Ele está desconsolado!

Se o sumiço da gata do Pedro Marcos foi ação de um gatuno, ou se ela simplesmente foi dar um rolê e perdeu o rumo de casa, o fato é que o Pedro Marcos está com o coração partido com a ausência da sua gata russa.

Anote aí o seu celular do Pedro Marcos: 9.9989-6031. Ele ficará muito feliz se você ajudar sua gatinha a voltar para os seus braços!

Assalto à luz da manhã no Fátima I

Quando o dono da casa entrou na garagem os assaltantes já estavam no fundo do quintal esperando por ele.

Enquanto dobrava a serra do cajuru pela área verde do bairro, o assaltante ‘nariz de papelão’ exibiu a cara para todas as câmeras por onde passou!

O sinistro aconteceu sob a luz forte do sol da manhã desta quinta-feira,30, no setor leste do bairro Fátima I, em Pouso Alegre.

Ocupada com seus afazeres domésticos, a dona de casa não percebeu a invasão dos meliantes. Quando o marido chegou da rua e entrou com o carro na garagem lateral da casa, os dois meliantes encapuzados portando trabucos sugiram dos fundos do quintal e renderam o casal. Queriam dim-dim que achavam que havia na casa.

Diante da ação ameaçadora e violenta dos assaltantes – um deles aplicou uma gravata no aposentado – a dona da casa passou mal e, ante a iminência de perder os sentidos, pediu um copo d’agua. Quando o meliante que a acompanhava pela casa se distraiu, ela acionou o alarme sonoro de segurança.

Diante da iminência da chegada da polícia, os assaltantes desistiram do roubo, galgaram o muro fronteiriço do vizinho – provavelmente por onde entraram – e dobraram a serra do cajuru levando apenas o molho de chaves do carro e da casa.

A policia militar foi acionada através da RPP do bairro e rapidamente chegou ao local. Neste momento os homens da lei patrulham o bairro em busca dos assaltantes!

O molho de chaves levado pelos ladrões foi encontrado pelos policiais nas imediações.

Assaltantes mirins…

A dupla usou uma faca de cozinha para ameaçar e roubar a dona da loja no São João

A policia militar não teve muito trabalho no final de semana do Dia das Mães em Pouso Alegre. Excetuando um roubo básico a um taxista, que pegou os clientes no centro da cidade, e entregou a eles tudo que levava na algibeira, no bairro São João; algumas dezenas de barangas de maconha, crack e cocaína apreendidas com formiguinhas na Baixada do Mandu e no Jardim Yara em Pouso Alegre e em Santa Rita do Sapucaí, nada mais alarmante foi registrado na região do 17º Departamento de Policia, sediado em Pouso Alegre. O crime mais ‘cabuloso’ foi praticado por dois perigosos assaltantes no bairro São João.

O sinistro aconteceu na tarde morna de de sexta-feira,11. Foi um roubo básico. Os dois delinquentes esperaram o momento de menor movimento, entraram na loja, fizeram caras de maus, um deles exibiu uma faca de cozinha e disse que faria picadinho da dona se ela não entregasse o dinheiro do caixa. Pedindo assim tão delicadamente a comerciante concordou em atender, entregou o dim-dim, e tão logo viu a ameaçadora dupla virar a esquina levando seu minguado dinheirinho, chamou os homens da lei.

Os assaltantes foram presos pouco tempo depois nas cercanias do local do crime e com eles recuperada parte da res furtiva. Um dos assaltantes tem 13 anos de idade. O outro tem 12…!

PRF atropela mula na Fernão Dias

A jovem levava três quilos de pasta base de cocaína no bagageiro do ônibus que seguia para o Norte de Minas!

Mister é bom de “Faro”…

A apreensão da droga aconteceu durante uma abordagem de rotina a um das centenas de ônibus que cruzam diariamente a rodovia federal, no final da noite desta terça-feira,07, no posto do bairro Cruz Alta em Pouso Alegre. A droga foi localizada pela dupla de ‘policiais especiais’ Heros e Mister, também conhecidos como “Faro” & “Fino”! O bilhete de passagem colado na mochila identificou sua dona.

T.A.P. de 27 anos, disse que levava a droga de São Paulo para Janaúba, no Norte de Minas. “Eu peguei com um desconhecido no terminal rodoviário do Tietê… Quando chegasse ao destino eu ia receber, de outro desconhecido, mil reais…”, contou a ‘mula’ aos policiais.

A viagem da ‘mula’ terminou bem antes do previsto, na delegacia da policia civil de Pouso Alegre. Depois de sentar ao piano do paladino da lei e assinar o 33, T.A.P. pegou o taxi do Magaiver e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Tres quilos de pasta base de cocaína; alguns quilos de cal; um pouco de cimento, querosene, ácido sulfúrico, acetona, amônia e soda cáustica – tudo bem misturadinho – podem aumentar a droga – e que droga!! – para uns dez quilos de farinha do capeta e uns três de pedra bege fedorenta.

No varejo, distribuído por dezenas de formiguinhas nas vielas e esquinas da “baixada do Mandú”, ou noutras biqueiras quaisquer da cidade, podem render cerca de 130 mil reais! E assim caminha a humanidade…