Preso foge da Delegacia de Policia

O fato aconteceu no final da noite desta segunda,15, na delegacia regional de Pouso Alegre. Mas a liberdade durou apenas três horas!

Numa noite fresca de 1982 sentimos pela primeira vez o dissabor de ver um preso escapar pelo vão dos dedos. A sensação é parecida com chupar cabo de guarda-chuva velho! Interrogávamos um suspeito de pelos menos meia dúzia de furtos a residências em Pouso Alegre. Sabíamos quem eram os ladrões… faltavam as provas! A confissão era uma delas! Quando ele começou a abrir o livro, fui à Inspetoria da velha delegacia da Silvestre Ferraz, duas salas ao lado, checar suas informações no livro de “registro de crimes contra o patrimônio”. Como não encontrei o BO a que ele se referia, o Adair foi me ajudar. Enquanto procurávamos, o Paixão também chegou para ajudar. E o preso ficou no ‘confessionário’ aos cuidados apenas do Barbosa! Não havia riscos. Afinal, o preso estava algemado, sem o cinto, com a calça na mão, justamente para dificultar seus movimentos! Dois minutos depois o Barbosa também chegou à Inspetoria para ajudar a procurar o tal registro. No minuto seguinte nós quatro perguntamos juntos:
– Quem está no ‘confessionário’ com o preso ???
Ninguém. E não havia necessidade. Não havia mais preso no confessionário! Foram necessários poucos segundos para que ele batesse asas!
Quando estávamos no meio da rua tentando avistar sua sombra em cima do telhado da velha delegacia, único local possível para se fugir, o Mauricio Chiarini que chegava em casa com amigos, ao lado da delegacia perguntou:
– Vocês estão procurando um preso que fugiu algemado e seminu? Nós acabamos de encontrar com ele lá perto do portão da Rinha…!
Demorou vários meses para esclarecer aqueles furtos…
Naquele mesmo ano eu estava no mesmo confessionário interrogando o Peixinho, às dez da manhã. Quando ele terminou de contar para quem havia vendido a televisão furtada do Dr. Afonso Celso, eu fui à inspetoria pedir uma viatura para continuar as diligencias. Um minuto depois o colega Mairinques, que havia ficado com o Peixinho, também chegou à Inspetoria. Antes que eu perguntasse a ele onde estava o nosso preso, o detetive Pomarola, – que na época era ainda um meninão gordo e cabeludo que trabalhava com seu pai no escritório em frente, me respondeu… Depois de bater timidamente nas minhas costas ele falou… com a boca e com os braços:
– Saiu um cara algemado correndo ali do fundo da delegacia!
Era o nosso preso Peixinho… Ensaboado!
Esse eu consegui recapturar. Corri sem vê-lo por vários quarteirões, atravessei a linha férrea da Avenida Brasil, entrei na várzea do Aterrado e finalmente o alcancei na beira do Rio Mandú – essa história está na pagina 37 do livro “Meninos que vi crescer”!
Fugas de presos são assim… Basta um descuido do policial, e o preso, que nunca se descuida, bate asas e levanta voo! Mesmo que ele esteja sem o cinto, tendo que segurar as calças, ou com as mãos presas por algemas, se houver possibilidade de fugir… ele foge! Motivo para o bandido fugir não falta: ele não tem nada a perder! E pode ganhar um valioso prêmio… a liberdade!
No final da noite desta segunda, 15 de maio, aconteceu mais uma fuga deste tipo na delegacia de polícia civil de Pouso Alegre. Quem dobrou a serra do cajuru foi o meliante Wagner Aparecido Roque, 27. Ele havia sido recapturado duas horas antes na cidade de Cachoeira de Minas. Wagner o “Negão” era fugitivo da cadeia de Itajubá, para onde fora levado uma semana atrás, depois de ser preso preparando para dar o bote em um posto de combustíveis na vizinha Piranguinho.
Negão, 27 anos, está na estrada do crime desde o fim da adolescência. No entanto, não costuma criar raízes atrás das grades. E é do tipo valentão! Daqueles que gostam de rolar na poeira com os homens da lei. Em 2011 a Juíza Criminal da Comarca de Itajubá mandou chamar Negão à sua presença para dar-lhe uns puxões de orelha. Negão, que estava cumprindo pena no regime aberto, engrossou com a juiza! Quando os policiais chegaram para conduzi-lo para o presidio, Negão rolou na poeira com os homens da lei…! Mesmo na presença da ‘Mulher da Capa Preta’!
As onze e meia da noite desta segunda, depois de ter sido preso num mocó em Cachoeira de Minas, Wagner Negão esperava no ‘corró’ da DP o momento de pegar o taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha. Mesmo dentro do ‘corró’ ele continuava com as pulseiras de prata. Mas bastou um minuto de descuido para Wagner Negão bater asas e levantar voo! Três horas mais tarde ele voltou a andar no taxi do contribuinte. Wagner Negão foi novamente recapturado às três da manhã na BR 459, perto da Maria Fumaça.
Apesar de ter sido recapturado poucas horas depois da fuga da DP, pelos mesmos policiais que cochilaram, Wagner Negão deixou uma peteca quente para os policiais segurarem!

Policia fecha “refinaria de cocaína” em Cachoeira de Minas

E prende dois traficantes com mais de 60 quilos de droga!

O Saldo da refinaria de drogas de Cachoeira de Minas: 38 Kg de pasta base de cocaína, 7 Kg de crack, 19 Kg de cocaína refinada, três porções de cocaína refinada, R$ 1.110,75 em dinheiro, R$ 2,5 mil em cheques e quatro balanças.

A operação foi desencadeada no final da tarde desta segunda, 17, no bairro Bateia, zona rural de Cachoeira de Minas, divisa com Pouso Alegre. A refinaria ficava num sitio cercado de arvores, o que dificultava o acesso da polícia. Foram semanas de investigações até que o Juiz da Comarca de Cachoeira de Minas expedisse o mandado de busca para o mencionado sitio. O “mandamus” do Homem da Capa Preta foi cumprido em conjunto pelas policias civil, militar e GAECO (órgão vinculado ao Ministério Publico de Minas Gerais) no crepúsculo desta segunda. Durante o cumprimento do mandado, um dos traficantes, que estava chegando ao local num veículo Renault Logan conseguiu fugir do veículo e se embrenhar no mato. Outros dois foram surpreendidos com a boca na botija. Janilton Francisco Faria e Alberto Carlos Casalechi Filho estavam na cozinha embalando cocaína para entrega.

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Da esquerda para direita Janilton Francisco Faria e Alberto Carlos Casalechi Filho os 65 quilos de drogas e apetrechos…

No local a polícia apreendeu vários sacos de farinha do capeta e diversas barras de pasta base da droga. Apreendeu também balanças de precisão, uma prensa, uma betoneira e vários tambores com gesso e produtos químicos que seriam usados no refino e preparo de cocaína e crack, além dos veículos Renault Logan prata e um Fiat Strada verde, -segundo Janilton, pertencente a seu pai.

No fundo falso do Renault Logan de onde saiu o fujão Gerson Francisco Faria, havia mais barras de pasta base para fazer farinha do capeta e pedra bege fedorenta.

Alberto Carlos Casalechi Filho e Janilton Francisco Faria, residentes na Baixada do Mandú em Pouso Alegre receberam as pulseiras de prata da lei e foram sentar ao piano do delegado de plantão de Pouso Alegre, de onde subiram para o Hotel do Juquinha.

Oi… esse cheque é seu?

Deus seja louvado!!! Ainda bem que foi você, uma pessoa boa e honesta, que achou! Você merece uma recompensa por isso. Vou te dar um par de sapatos…

Foi mais ou menos assim o diálogo travado entre as duas mulheres de meia idade no centro de Pouso Alegre, no meio da manhã desta quarta-feira, 08.
Dona Maria passava defronte o Banco Mercantil quando viu uma senhora à sua frente derrubar ao chão uma folha de cheque. Honesta e bem intencionada, ela se abaixou, pegou o cheque e fez a clássica pergunta:
– Esse cheque é seu?
Ao ouvir a pergunta, a senhora de cerca de 60 anos, usando blusa listrada e óculos se grau, virou-se, juntou as mãos, chamou meia dúzia de santos e fez a cena de beata agradecida.
E não ficou só nas palavras. A beata de óculos fundo de garrafa – que não passava de armação -, fez questão de dar uma recompensa à dona Maria, pela honestidade.
– A senhora salvou minha vida. Se a senhora não tivesse devolvido o cheque eu estaria perdida… Vou te dar um par de sapatos para compensar sua honestidade – disse a vigarista.
Dona Maria não sabe explicar muito bem o que se passou. Mas diz que neste interim surgiu outra senhora, morena, obesa e entrou na conversa, e também ganhou um par de sapatos não se sabe bem por quê.
E para dar autenticidade ao engodo, a morena obesa foi primeiro buscar seus sapatos novos na loja da beata óculos fundo de garrafa ali perto. Voltou minutos depois exibindo um pisante novo.
‘Autenticado’ o engodo, dona Maria, 52 anos, moradora do bairro Cruzeiro em Cachoeira de Minas, pegou seu vale-sapato e foi à Rua Pedro Adão número 1620 buscar também seu pisante novo. O detalhe é que ela deixou sua bolsa com as duas mulheres conversando na porta do banco! Depois de andar de uma ponta a outra da Rua Pedro Adão de pouco mais de cem metros de extensão à procura de um número que nunca existiu, dona Maria voltou à porta do banco para pegar sua bolsa. Mas só o pó… A beata dona do cheque e a morena obesa, há muito haviam dobrado a serra do cajuru… Levando sua bolsa ‘com tudo dentro’. Inclusive R$ 360…!

Perseguição e tiros em Cachoeira de Minas

Estavam os policiais Marcus e Antonio Claret, o primeiro sentado sobre a motocicleta da policia civil, e o segundo ao lado da viatura policial, trocando figurinhas sobre os últimos acontecimentos policiais da cidade, às onze da noite de sexta, 27, na pracinha central de Cachoeira de Minas, quando por ali passou um Chevrolet Monza em velocidade incompatível com a via, tirando fina da moto do policial.

A reação foi imediata… Detetive e soldado saíram pelas ruas da cidade tentando abordar o motorista que parecia mamado!  Mas perderam a pista! E teria sido melhor se não tivesse achado…!

Meia hora depois Marcus estava sentado sobre a moto numa encruzilhada do bairro Alto das Cruzes tentando se comunicar com o soldado, quando eis que surge o mesmo Monza no mesmo ritmo! E passa levantando poeira! Levantou poeira também a azeitona quente que saiu da .40 do policial em direção à roda trazeira do Monza quando ele passou!

Alguns minutos depois finalmente o policial avistou o Monza parado… Do lado de dentro de uma porteira na entrada de uma propriedade!  Marcus se aproximou de arma em punho, se identificou e fez a clássica pergunta;

– Por que você correu da policia?

– Porque eu estava dirigindo bêbado, caralho!

– Ok, então mantenha as mãos onde eu possa ver e me dê sua carteira de habilitação…!

Neste momento o moço que se dizia chamar Reginaldo Rodrigues Lopes, conhecido pela alcunha de “Nego”, ‘cresceu’! Ao tirar a carteira do bolso ele a jogou no chão e foi em direção ao policial. Advertido para parar Nego continuou caminhando na direção do policial à meia luz do farol da moto! Mesmo com o primeiro tiro de advertência que se cravou a poucos centímetros dos seu pés, ele continuou se movendo… Até que sentiu o aço quente da azeitona .40 rasgando a carne da perna!!!

Mesmo ferido Nego sacou o celular e ligou para o vizinho Jose Evanildo dos Reis dizendo que estava ferido. Não tardou chegaram os vizinhos Jose Evanildo e o filho Junior. E aí, além de aumentar a tensão, começa a controversa!

Segundo o detetive Marcus, Jose Evanildo e o filho estariam armados e, depois de se identificar e determinar que baixassem as armas, ambos caminharam até a moto com intenção de apagar seu farol! Mais dois tiros saíram da pistola do policial como advertência! E teriam saído mais se a pistola não tivesse travado! O recurso foi se afastar do local e se esconder nas sombras da noite enquanto pedia reforço policial. Jose Evanildo e o filho alegam que não estavam armados!

A situação somente voltou às claras com a chegada, primeiro dos Bombeiros que socorreram Nego com um tiro na perna e depois, da policia militar, que chegou para dar apoio. Durante as buscas no local do imbróglio, perto da porteira onde balas de .40 sibilaram, tendo uma rasgado a perna do fujão Nego, os policiais não encontraram as supostas armas alegadas pelo detetive!

No inicio da madrugada todos sentaram ao piano do delegado Wellington Clair, na Delegacia Regional de Pouso Alegre. Na ausência de qualquer conduta típica por parte de Jose Evanildo e seu filho, o douto paladino da lei, professor de direito penal, mandou soltá-los.

Reginaldo “Nego” Rodrigues Lopes, depois de medicado, pagou três salários de fiança por dirigir mamado e desobedecer a ordem policial, e voltou para casa. O detetive Marcus teve a arma – do estado – recolhida e responderá por lesões corporais!

Tudo por conta de loiras geladas, da sedutora Severina do Popote e da ânsia de fazer cumprir a lei…!

 

Policia prende assassinos do gesseiro

Bruno, o baixinho, é o chefe da quadrilha de ladrões de moto; O de camisa branca é Sergio Diovane, intrujão da moto roubada do Cesar; Gabriel é o que fo reconhecido pelo gesseiro e deu os golpes; O Gordinho é o 'dimenor' L.F... Todos estão por conta do contribuinte no Hotel Recanto das Margaridas.

Bruno, o baixinho, é o chefe da quadrilha de ladrões de moto; O de camisa branca é Sergio Diovane, intrujão da moto roubada do Cesar; Gabriel é o que foi reconhecido pelo gesseiro e deu os golpes; O Gordinho é o ‘dimenor’ L.F… Todos estão por conta do contribuinte no Hotel Recanto das Margaridas.

Desde que foi comunicada do latrocínio do gesseiro Cesar Jose de Carvalho, ao pé da manha desta terça na cidade de Conceição dos Ouros, a policia não descansou enquanto não colocou as pulseiras de prata nos assassinos. Foram quase quatro vinte e quatro horas de perseguição e outras tantas para esclarecer o crime, sentar os assassinos ao piano e manda-los para o xadrez!

O fio da meada foi a informação de um amigo oculto da lei que diz ter visto um dos suspeitos tentando esconder a arma do crime em um pasto nas imediações de sua casa. Para a prisão dos suspeitos foi um pulinho!

O primeiro suspeito a receber a visita dos homens da lei foi o furador de poço Bruno Henrique Costa, residente no Bairro Santa Barbara em Conceição dos Ouros. A entrada em sua casa foi autorizada pelo Homem da Capa Preta da Comarca de Cachoeira de Minas. Lá os policiais encontraram os indícios do crime, tais como roupas e sapatos sujos de barro e gesso e dois amortecedores de moto!

Interpelado sobre o que fizera na noite anterior, Bruno Henrique respondeu que ficara em casa assistindo filmes na companhia dos amigos Lucas e Gabriel. Era quase isso… Na verdade eles passaram parte da noite ‘participando’ de um filme… De terror!

 

Pedaços de caibros...

Pedaços de caibros…

Lucas e Gabriel foram localizados em um pasto não muito distante dali e como haviam esquecido de combinar o álibi com Bruno, caíram em contradição. A seguir os policiais localizaram na beira de um mato vários pedaços de caibros  e uma faca quebrada com manchas de sangue  e gesso, usados no assassinato de Cesar.

Com a casa caída, Bruno tentou empurrar toda a responsabilidade para os parceiros Lucas e Gabriel. Quanto à moto roubada do gesseiro ele disse que estava na posse do intrujão Sergio Diovane Braz, morador da cidade de São Bento do Sapucaí. Já no final da noite os policiais apresentaram as pulseiras de prata à Diovane no bairro Canta Galo na cidade serrana e recuperou a moto roubada.

Segundo a policia apurou, o roubo foi cometido pelo trio Bruno Henrique Costa, 18, Gabriel Fernando da Fonseca, 18 e L.F.A.P. 17, todos residentes no município de Conceição dos Ouros. Os assassinos usaram os pedaços de madeira da própria fabrica de gesso – usados para fazer escoras – para golpear a vitima por todo corpo, especialmente na cabeça, conforme necropsia.

– Era apenas para levar a moto, mas o Cesar me reconheceu… Aí eu tive que bater na cabeça dele com o pedaço de pau – confessou Gabriel Fernando da Fonseca.

O gesseiro Cesar foi inicialmente atacado com uma faca e recebeu alguns golpes superficiais nas costas, como mostram a necropsia, mas a faca se quebrou!

 

Moto roubada do Cesar.

Moto roubada do Cesar.

Logo depois de matar o gesseiro, Bruno foi levar a moto roubada para o intrujão na cidade São bento do Sapucaí. De manhãzinha Sergio o trouxe de volta para Conceição dos Ouros na mesma moto roubada. Na ocasião sugeriu e ajudou os assassinos a queimarem as roupas usadas no crime no inicio da madrugada. Isso faz dele participe de todo o crime. Como não existe crime perfeito, esqueceram de queimar todas as provas do crime!

Segundo policiais civis de Cachoeira de Minas, que participaram ativamente da caçada aos assassinos do gesseiro, a quadrilha de ladrões de motos composta por Bruno Henrique,L.F., Gabriel Fernando e Sergio Diovane há meses vinha sendo investigada pelos policia da comarca. O quarteto é suspeito de dezenas de furtos de motos na região do polvilho! Agora o caldo engrossou!

 

 

Cachoiêra de Minas continua lá…

Placa proxima
Placa distante
Esta crônica foi publicada aqui no Blog no dia 20 de outubro de 2011 com o titulo; “Retrato da educação no Brasil”. De lá para cá muitos carros passaram cantando pneus a poucos centímetros dela; muita agua passou no leito do Rio Sapucaí alguns metros abaixo; milhares de pessoas leram o ‘vacilo’; Cachoiera ganhou o mundo através do Blog… E nada mudou!

“Terminou outro dia a greve – recorde – de 112 dias dos professores de Minas. Aliás, terminou como todas as outras nos anos anteriores; com os professores com uma mão na frente e outra atrás. Enquanto isso, os estudantes brasileiros se formam, recebem seus canudos e ingressam  na faculdade ou no mercado de trabalho escrevendo assim:

A placa está ali a quinhentos metros da cidade de Santa Rita, saída para Pouso Alegre, na descida do bairro Serrinha, acima da ‘vivenda’ do “Psicoteca” – Aliás, ‘psicoteca’ é corruptela de ‘psicotécnica’, resultado da cultura ou incultura do Sr. Sebastião ao pronunciar tal palavra – há cinco anos, desde a conclusão das obras de recapeamento e ampliação da BR 459.

O erro não é somente gráfico, mas também fonético, afinal, cachoeiiiiiiiira soa bem diferente de cachoiêêêêêêêêra…

De quem é a culpa?

Do funcionário do DENIT/DER que mandou pintar a placa? Ou do ‘profissional’ que pintou a dita cuja? De ambos. E acrescento ainda mais dois culpados. O cidadão cachoeirense e a escola.

O funcionário do DENIT ou encarregado da obra deveria escrever no papel os dizeres a serem pintados e conferir a ‘obra’ depois de pronta. O ‘artista’ que pegou no pincel, se não sabia escrever, deveria consultar quem sabe antes de ‘pintar o sete’.

Tudo bem, não dá para esperar muito destes dois; um é empregado do governo e fiscalizando ou não a qualidade da obra, vai receber seu polpudo salário no fim do mês – Aliás, obra do DENIT… Põe polpudo nisso!!! O outro, tanto faz; cachoeira, cachoiera ou cachorreira… o que importa é que o dimdim ‘escorra’ para seu bolso.

Mas e o cidadão cachoeirense??? Por ali passam diariamente centenas de cachoeirenses todos os dias… Será que não sentem nem mesmo um arranhão no orgulho ao verem o nome de sua cidade escrito de forma errada? Ou será que nunca repararam?

Bem, se o cidadão ‘cachoierense’ não se importa em ver o nome de sua cidade deturpado, se o funcionário do DENIT não se importa em ver a competência do seu trabalho atestada e se o pintor de placas não se importa em pintar publicamente sua ignorância, desculpem-me. Deixem a placa lá. Serve ao menos para alguns motoristas mais atentos se distrair na viagem, pintando comentários pejorativos sobre os três.

Enquanto isso, os governos deixam seus estudantes meses sem aula por causa de cento e poucos reais e se justificam dizendo que estão cumprindo a lei…! Mais correto seria se tivessem pintado; “Cachorrada” dos polit….”, bem, deixa prá lá…

Não se surpreendam se na próxima placa escreverem “Cachorreira” de Minas…”

Em 2014 a rodovia que havia sido totalmente reformada em 2006, passou por nova reforma. Aliás, reforma desnecessária e inexplicável, uma vez que só tinha alguns buraquinhos aqui e acolá. Muito mais gritante é construir uma 3ª faixa no trecho da MG 350, que liga Itajubá ao alto da serra da Mantiqueira, e, melhor ainda, até Piquete, caminho inevitável de milhares de romeiros que dobram a serra com destino à Padroeira do Brasil e ao Rio de Janeiro. Esse é um mistério que, embora saibamos, não nos arriscamos explicar! Um dia ‘aquele pessoal de Brasilia’ irá prestar contas lá no ‘escritório de cima’…!

O fato é que durante a operação tapa buraco – no bolso de alguns políticos! – a placa de Cachoiera foi retirada na margem da via. Aí eu pensei:

– Bem, a reforma da pista servirá para alguma coisa além e financiar campanha politica… Finalmente, oito anos depois, irão corrigir a grafia da placa!

Mas… para minha surpresa, a placa voltou ao mesmo local com a mesma grafia tal qual era antes!

Meu Deus, pelos meus professores da infância, pelos meus netinhos que ainda não nasceram… Será que nem desta vez perceberam o erro?

Pelo andar da carruagem, não… Cachoeira de Minas continua Cachoiiiiiiiiiieeeeeeeeera de Minas!

 

 

PM prende ‘formiguinha’ em Cachoeira de Minas

Fogueira de CachoeiraA prisão do traficante formiguinha ocorrida neste sábado, 10, na ‘terra do biscoito’, é do tipo: “sonho de consumo de todo policial”! Antes de chegar ao meliante os policiais abordaram um nóia saindo de sua casa com três barangas! E ele disse com todas as letras:

– Comprei do João Lucio!

Antes de armar a arapuca para pegar o formiguinha, os homens da lei de Cachoeira de Minas receberam a informação de um amigo oculto que dizia o seguinte:

– O João Lucio costuma vender a droga no Bar do Betinho! Ele fica por ali à espera dos nóias e quando eles aparecem, João Lucio vai até sua casa, pega a droga e no caminho do bar entrega ao cliente! Ele costuma carregar uma faca com ele… – enriqueceu de detalhes o amigo oculto da lei.

De posse da valiosa informação os policiais militares se postaram à distancia e armaram a arapuca. Quando viram o cidadão Diego Honorio Aparecido saindo da casa de João Lucio, deram o pulão. Diego foi pego com três barangas de farinha do capeta e imediatamente abriu o livro:

– Sou usuário! Acabei de comprar do João Lucio por vinte reais?

Instalado o flagrante os policiais entraram na casa de João Lucio sem esperar convite! E ainda bem que não esperaram, pois João Lucio já tentava vazar pelos fundos do quintal levando outras dez barangas e o resultado da ‘transação comercial’ de farinha na algibeira. E também uma faca junto ao tornozelo esquerdo! No local do crime João Lucio disse aos policiais que havia entrado no ramo comercial de drogas há duas semanas. Já o nóia que adquiriu a droga e caracterizou a traficância disse que compra dele há mais de um ano!

Na delegacia de policia de Pouso Alegre, onde sentou ao piano do paladino da lei, João Lucio naturalmente optou pelo silencio. Disse apenas uma frase?

– Só vou falar em juízo – E subiu silencioso e taciturno para o Hotel Recanto das Margaridas em Santa Rita do Sapucaí!

João Lucio, cujo nome de batismo é João Paes da Silva, tem 62 anos. Ele assinou seu ultimo 33 em novembro de 2009, recebeu a reprimenda de 2 anos e dois meses de cana e passou boa parte desse tempo hospedado no Hotel do Contribuinte  vendo o sol nascer quadrado…!

Ah, o nóia Diego Honorio, 28, que sem querer derrubou a casa do João Lucio, embora ja tenha assinado um 180, um 147 e um 33, desta vez assinou apenas o 28…!

Festa de Cachoeira bate recorde… De furto de veículos

Foi-se o tempo emq ue as festas juninas na pequena cidade eram puras e inocentes como o namoro de Rosinha & Chico Bento ...!

Foi-se o tempo em que as festas juninas nas pequenas cidades eram puras e inocentes como o namoro de Rosinha & Chico Bento …!

As vitimas são todas visitantes, pessoas que foram das cidades vizinhas para saborear comidas e bebidas típicas das festas juninas e espantar o frio em volta da tradicional festa de São João, que cresce a cada ano. Desta vez o que mais cresceu foram os furtos! Uma Parati de Santa Rita, uma S-10 de Conceição dos Ouros, uma Outlander, um Ford Fiesta, um Fiat Uno e um Eco Sport de Pouso Alegre.

Todos os veículos furtados estavam estacionados nas ruas próximas ao centro da pequenina cidade enquanto seus donos festavam. Quando as vitimas chegaram para buscar os carros… Só o pó!

Nem o post que publicamos aqui no Blog no meio da semana falando sobre o avanço dos furtos e roubos na cidade ajudaram a evitar os crimes!

Tres dos carros roubados eram de mulheres e três pertenciam a homens!

Até o momento nenhum dos carros roubados voltou para casa!

 

 

Furtos & Roubos assustam população de Cachoeira de Minas

Caminhão do Zé Treta furtado na semana passada!

Caminhão do Zé Treta furtado na semana passada!

A informação vem de um assíduo leitor do Blog. Segundo ele, só neste mês foram quatro roubos de veículos. Nem o caminhão do vice prefeito “Zé Treta”, carregado com massa de mandioca, escapou da sanha dos ladrões! No inicio do mês furtaram uma motocicleta na porta de casa. Dias depois, um assaltante usou um facão para ameaçar o motociclista e tomar dele sua moto!

Talvez para comemorar os furtos bem sucedidos – até o momento! – os ladroes roubaram também uma vaca! Essa deu um pouco mais de trabalho. Os ladrões mataram, picaram e desossaram a pobre malhada em pleno pasto, deixando apenas a cabeça como prova do crime!

Na manhã desta terça, 23, mais um furto de veiculo!

O comerciante Salvatore Santorelle estacionou sua pick up Fiat Strada Working preta, placa FMA-5565 na Rua Mario Gaviolli no bairro Santa Barbara e, acostumado a deixar o carro aberto em cidade pequena, deixou até a chave na ignição – deu sopa para o malandro em prato fundo e ainda forneceu o canudinho! – e foi tratar de negócios no galpão em frente. Dez minutos depois quando saiu do galpão… Nem o pó! Sua Strada havia pegado estrada em outros braços!

No intervalo do furto, populares viram uma moto com dois ocupantes rondando o local! Porém até o momento desta publicação o Sr. Salvatore continuava à pé…!

São muitos os motivos que podem estar causando esta onda de crimes na pacata Cachoeira de Minas. O mais latente no entanto, atende pelo nome juridicamente pomposo de “impunidade”! A policia militar, responsável pelo policiamento ostensivo, para evitar o crime, não consegue ser onipresente… A Policia civil, que deveria investigar o crime depois do leite derramado, não tem recursos e nem material humano para isso. E quando têm, as leis são flácidas…! E quando são duras, não há vagas nas cadeias para manter o meliante fora de circulação! Com isso o crime vai caminhando a passos largos e invadindo as pequenas cidades do interior…!

Apesar de tudo a policia continua fazendo o que pode. Ainda que lentamente, a batata dos meliantes de Cachoeira de Minas está assando…!

Assalto em Cachoeira de Minas

CachoeiraO sinistro aconteceu às nove e meia da manhã embaçada de domingo, 24, no centro de cachoeira de Minas. A vitima foi escolhida aleatoriamente pela dupla de assaltantes ‘John Lennon & Ribamar’ residentes na vizinha Conceição dos Ouros.

Maria Jose Ferreira, 39 anos, moradora do bairro Cruzeiro, havia acabado de sair de um açougue e passava defronte a prefeitura, quando o Gol GT 86 preto parou a seu lado. O passageiro John Lennon, saltou do carro, agarrou a bolsa à tiracolo de Maria Jose e tentou toma-la. Maria Jose, que sabe o quanto custa ganhar seu suado dinheirinho, resistiu e lutou com o assaltante… Mas foi vencida! Depois de dar vários socos na cabeça da vitima, rasgar sua roupa e jogá-la ao chão o assaltante foi embora levando sua bolsa com documentos, um celular e R$260.

Ladrões pés-de-couve que são, eles não se preocuparam em apagar os rastros… Foram vistos tomando o caminho do bairro Beira Rio, em direção à cidade vizinha! Quando chegaram à capital do polvilho os homens da lei já os esperavam para dar as boas vindas!

Apesar de terem sido pilhados com as provas do crime – bolsa roubada no carro e dinheiro no bolso de um deles – os artistas John Lennon & Ribamar juraram de pés juntos que eram inocentes. O reconhecimento formal da vitima, ainda com as marcas latentes das agressões sofridas na frente da prefeitura, sanaram qualquer duvida! Os assaltantes sentaram ao piano do paladino da lei em Pouso Alegre e assinaram o 157.

Com nome de ex-presidente da republica, ex-senador e ‘dono’ do Estado do Maranhão, “Jose Ribamar” Moura Venancio, 42, é figurinha fácil no álbum da policia. Ele já havia deixado seu rastro de crimes nas cidades de Sapucaí Mirim e Paraisopolis até chegar ao bairro BNH em Conceição dos Ouros, onde mora. Ameaças, furtos e trafico de drogas são seus artigos prediletos.

John Lennon Luiz Ribeiro, 24, apesar do nome mais famoso, tem a capivara mais modesta. Pesam contra ele apenas dois processos: um por ameaça e outro por porte de arma!

Ambos haviam descumprido normas da condicional e eram procurados pela justiça. Agora o caldo engrossou! O assalto na Rua da Prefeitura de Cachoeira de Minas no ultimo domingo pode render à dupla ‘John Lennon & Ribamar’ de 5 a 15 anos de cana!