“Velhinhos” são furtados nas imediações do Hospital

Desta vez foram um Uno Mille e uma caminhonete Fiorino Treking

Já virou… Carros que passam horas e até um dia inteiro nas imediações do Hospital Regional Samuel Libânio, enquanto seus donos acompanham seus parentes no hospital, viraram prato predileto dos meliantes. Os dois últimos furtos aconteceram no meio desta semana.
Rosana estacionou seu Uno Mille bege, placas GXF-1536, Silvanópolis, ano 1991, ao lado da igreja N.S. de Fatima, às seis e meia da manhã de quarta e foi acompanhar a mãe no hospital. Ao voltar ao local, as oito da noite, seu Uno impaciente havia ido embora nos braços de outro.
O jovem Douglas, morador do Massaranduba, também deixou seu carro ‘por conta do Abreu’ nas imediações do hospital. Ele estacionou a caminhonete Fiat Fiorino Treking, azul, ano 97, placas de Bueno Brandão, às oito da noite de quarta, na rua Saturnino de Barros Cobra, a dois quarteirões do nosocômio, e passou a noite na companhia da esposa que havia dado à luz. Quando voltou ao local onde havia deixado o carro, no inicio da tarde desta quinta, nem o rastro da caminhonete achou…!

Matou motociclista atropelado e foi dormir

Estava tão embriagado que quase vinte e quatro horas depois ele não se lembrava de nada!

O crime aconteceu às dez da noite do primeiro dia do ano na MG 179, no trevo de Espírito Santo do Dourado. Julio Cesar Pereira, 23, morador do bairro Congonhalzinho, município de Silvianópolis voltava da “Praia” conduzindo seu VW Gol cinza quando chocou-se com a motocicleta Honda 125 vermelha, conduzida pelo lavrador Jamil Costa Pimentel, morador do bairro dos Fernandes. A violência do choque arrancou a perna do motociclista. Parte dela ficou presa no para-lamas do Gol! Quando a policia chegou ao local, o lavrador já estava morto.
Apesar da violência do choque, o motorista do Gol seguiu em frente. Estacionou o Gol no pátio do Posto Rio Cervo, pulou para o banco de trás e entregou-se às caricias de Morfeu. Quando a policia chegou ao posto, a poucos metros do local do crime, Julio Cesar estava no terceiro sono, como se nada tivesse acontecido. Apesar da confusão mental causada pelo suco de gerereba, o jovem se recusou a soprar o bafômetro! Nem era preciso… Ele tinha todos os sinais da embriagues: olhos vermelhos, fala desconexa, pernas bambas e o terrível bafo de jiboia! Além disso, parte do membro inferior do motociclista ainda estava presa no para-lama do seu Gol!
Ao sentar ao piano do delegado Altair Mota Machado, Julio Cesar disse que não se lembrava de nada!
O douto e veterano delegado, professor de Direito Penal, no entanto, se lembrou de tudo que aprendeu e ensina a seus alunos na FDSM… e enquadrou Julio Cesar Pereira no crime de homicídio doloso! Aquele em que o cidadão se amarra no pé de cana, e mesmo assim pega o volante do seu carro e sai pela estrada, mesmo sabendo que poderá matar alguém!
Às seis da tarde desta segunda, 02, ainda sem saber de nada, Julio Cesar aguardava no ‘corró’ da DP o táxi

Julio Cesar: - Eu estava bebendo na Praia... Não sei o que aconteceu!

Julio Cesar: – Eu estava bebendo na Praia… Não sei o que aconteceu!

do Magaiver que o levaria para o Hotel do Juquinha!

Meninos que vi crescer… Entre os ‘adultos’ de Pouso Alegre!

Airton Chips e seu "Meninos..." e Maristela Saponara Correa, Secretaria da Academia Pousoalegrense de Letras e autora do livro "Teatro Municipal de Pouso Alegre".

Airton Chips e seu “Meninos…”, e Maristela Saponara Corrêa, secretaria da Academia Pousoalegrense de Letras e autora do livro “Teatro Municipal de Pouso Alegre”.

Na ultima de outubro, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Pouso Alegre, em parceria com a Biblioteca Municipal Prisciliana Duarte de Almeida, realizou uma exposição de livros no saguão da Biblioteca Municipal, na Praça Senador Jose Bento. O objetivo do evento era, além de comemorar a Semana Nacional do Livro, expor as obras e homenagear os autores pousoalegrenses. Cerca de 100 livros de 89 autores radicados em Pouso Alegre foram expostos.

O livro de crônicas policiais “Meninos que vi crescer”, de autoria deste blogueiro, esteve em exposição.

Ver meu “Meninos…” entre as obras de Amadeu de Queiroz, João Beraldo, Jorge Beltrão, Octavio Miranda Gouveia e outros conterrâneos ilustres deixou-me ligeiramente garboso e motivado a lançar o segundo volume!

livro  Meninos que vi crescer, livro robusto com 50 crônicas policiais vivenciadas pelo autor na cidade de Pouso Alegre e região, contadas ao longo de 469 paginas, já está à venda nas livrarias e bancas de revistas de Pouso Alegre e através do site “meninosquevicrescer.com.br”. No entanto, o lançamento formal da obra será feito no inicio do ano que vem, em parceria com a Academia Pousoalegrense de Letras!

 

Homicídio em Silvianopolis

"Paulinho pipas": Depois do barulho na Festa do Rosario, silencio total na DP...!

“Paulinho pipas”: Depois do barulho na Festa do Rosario, silencio total na DP…!

O crime aconteceu no inicio da madrugada desta segunda por ocasião 235ª Festa do Rosário na velha Santana do Sapucaí, rebatizada de Silvianópolis. Tudo começou com o galanteio – ou seria uma cantada – de um ‘festeiro’ a uma jovem que estava na companhia do namorado Anderson Aparecido da Silva, o “Gordo”. Ao tirar satisfação com o Dom Juan, teve inicio a pendenga mortal. Em meio ao forrobodó que se formou em via publica, o cidadão Paulo Alexandre Tomazinni sacou um trabuco e atirou no peito do jovem Cleusano Barbosa Teixeira que estava na companhia do irmão Cleomarcio. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Regional Samuel Libanio, mas lá chegou sem vida.

Cessada a contenda com o tiro fatal que vitimou Cleusano, os envolvidos foram para suas casas. Foi lá que os homens da lei prenderam Paulinho Pipas e logo depois Anderson “Gordo”.  E novo tumulto começou na porta do quartel da PM onde os familiares dos suspeitos tentaram evitar suas prisões. No final, cinco envolvidos receberam pulseiras de prata e foram levados para a Delegacia Regional de Pouso Alegre. Incluindo Elvis Teixeira, cunhado e Erica Teixeira, esposa de Paulinho Pipas.

Segundo Evellin Caroline, namorada de Anderson, ela teria sido – sem querer – o pivô da confusão que culminou com a morte de Cleusano.

– Um desconhecido me fez um galanteio, de repente meu namorado passou a agredi-lo e no calor da confusão o Paulo sacou a arma e atirou … – disse ela!

A autuação terminou já no fim da tarde desta segunda na Delegacia Regional de Pouso Alegre. Paulo Alexandre Tomazini, 36, o “Paulinho Pipas”, usou a prerrogativa do silencio… mal disse seu nome! E em silencio assinou o 121.

Este foi o quinto homicídio em Silvianopolis… desde 1985! O primeiro desde então durante as festas do Rosário!

 

Noia de Santana caiu de novo…

 

Uellerson curtiu apenas 5 dias de liberdade...!

Uellerson curtiu apenas 5 dias de liberdade…!

Desfilavam os homens da lei pela famosa Sapucaí, às nove da noite criança desta segunda, 06, quando avistaram um vulto soturno saindo de um terreno baldio ao lado do imóvel 333! O vulto era Uellerson Machado da Silva, recém completados 33 anos, mas não trazia consigo nenhum objeto ou indicio de crime. No entanto, como ele saia do terreno baldio, os policiais resolveram varrer o terreno. Lá encontraram lanternas, facas e 18 barangas de pedras bejes fedorentas dentro de uma caixa de cigarros, prontas para comercio e uma pedra maior, que daria outras dez baranguinhas de dez reais!

Como bom cabrito que é, Uellerson não berrou! Não disse uma palavra sobre a propriedade da droga. E nem era preciso! Se estava no lote do qual ele tinha a chave, era dele! Além do mais sua capivara falou por ele. Uellerson Machado, morador do Bairro do Morro na velha Silvianópolis, – essa é velha mesmo, quase trezentos anos! – possui diversas passagens pela policia por apropriação indébita, roubos e trafico de drogas. Já se hospedou em varias penitenciarias do Estado de Minas.

Uellerson havia esbarrado nos homens da lei pela ultima vez na madrugada do dia 17 de dezembro de 2013. Esbarrou e caiu exatamente na mesma ‘boca’ da Sapucaí, com a mesma quantidade de pedras: 18 e a noticia foi publicada aqui no Blog também no dia 18 de dezembro! No entanto, na prisão do ano passado, Uellerson Machado da Silva se chamava “Marcelo Henri da Silva” e com este nome foi recolhido ao Hotel do Juquinha. A mentira foi desfeita pelos leitores de Silvianópolis aqui mesmo no Blog. Pessoas que conhecem os irmãos que seguem trajetórias diferentes, logo comentaram que o nóia que aparecia na foto era Uellerson e não seu irmão Marcelo que nunca pisou fora da linha. A denuncia foi levada ao delegado de Combate ao Trafico e dias depois Uellerson voltou a sentar ao piano do paladino da lei para inocentar o irmão mais novo e assinar o crime de falsidade ideológica.

Apesar de ter uma respeitável capivara que inclui assaltos à mão armada e trafico de drogas, Uellerson o ‘noia’ de Santana, não criou raízes no Hotel do Juquinha! Saiu de “alvarau” na ultima quinta feira dia 02 de outubro… E para confirmar o velho ditado que diz que “o criminoso sempre volta à cena do crime”, quatro dias depois, na segunda feira, lá estava ele de novo na “boca da Sapucaí”…! Desta vez não tentou usar o nome do irmão. Assinou mais um 33 e voltou para o lar-doce-lar do Hotel do Juquinha!

 

 

Assassinato em Silvianópolis… O batateiro do bigode falho

Coreto

Eles passaram horas abraçando a loira gelada e jogando bilhar no barzinho atrás da igreja enquanto o cozinheiro do rancho fazia compras de mantimentos no supermercado do Jairo há poucos metros dali. Alguns eram amigos da lida na lavoura de batata. Outros eram apenas colegas de trabalho na mesma atividade. Por isso mesmo, embalados pelo suco de gerereba dois deles, Brandão e Andrade – eles eram de Bom Repouso e lá meia dúzia de pessoas tem o sobrenome Pereira ou qualquer outro! O restante dos moradores do município ou é Brandão ou é Andrade! – se desentenderam e trocaram farpas & espinhos. No momento do embarque na carroceria do caminhão para voltar ao rancho na lavoura acabaram trocando também alguns pontapés. Não continuaram porque o caminhão já estava de saída e a chuva forte de verão de chegada! Se acomodaram como puderam na carroceria suja de terra, se protegeram com lonas e seguiram para o rancho já debaixo de chuva. Eram oito peões acostumados com a vida rustica e dura da lavoura de batatas. Passavam a semana inteira nos ranhos nos municípios vizinhos. No final de semana moravam na cidade de Bom Repouso!

Aquele final de semana de outubro, por causa da colheita que precisava alcançar preço no mercado, não puderam voltar para casa. Só foram até a cidade porque o cozinheiro precisava comprar mantimentos. Na volta para o acampamento no bairro Catiguá, já debaixo da chuva fria os dois batateiros, Brandão e Andrade, resolveram reacender a discussão e a troca de farpas & espinhos. O caminhão empoeirado fazendo barro, entrou por uma estradinha vicinal margeando o Rio Santa Barbara passou por um mata-burro e em poucos minutos chegou ao acampamento. Todos desceram do caminhão e correram para a proteção do rancho de sapé… Menos um, menos o Andrade! Mas onde estaria ele?

Será que embalado pelo sacolejar do caminhão sob efeito do suco de gerereba teria dormido?

Será que preferira continuar na carroceria do caminhão sob a lona para evitar novos atritos com Brandão?

O motorista foi checar… Andrade não estava lá! Mas onde estaria? O que acontecera?

Será que ele saltara do caminhão em movimento? Teria caído?

Ou quem sabe, empurrado…!?

Silvianopolis I

O motorista manobrou o caminhão e voltou no rastro pela estradinha barrenta esperando ver o companheiro acenando molhado na beira da estrada… E viu!

Mas Andrade não estava acenando!

Ele nunca mais acenaria!

Ele estava na vala do mata-burro… Agonizando! Com o sangue escorrendo da cabeça e se misturando à agua cristalina da chuva! Seu coração ainda batia, mas seu cérebro já não dizia mais nada. Quando chegou ao Hospital Maria Eulália minutos depois, o medico Jose Rodrigues constatou;

– Sinto muito! Não há mais nada a fazer… Ele está morto!

O domingo amanheceu chovendo fino. À medida que o dia crescia a chuva aumentava! Por volta do meio dia a chuva branca, fria, caia forte no bairro da Saúde e em toda Pouso Alegre. Eu havia acabado de almoçar e estava deitado no sofá vendo televisão enrolado numa cobertinha. Estava no paraíso… Barulho da chuva mansa caindo no telhado, enxurrada limpa, quase cristalina correndo ágil na Rua Evaristo Valdetario até sumir nas bocas de lobo! De repente a musica doce e ritmada da chuva foi cortada pelo som estridente da campainha parecendo cigarra esgoelada! Muito a contra gosto levantei do sofá arrastando a cobertinha e coloquei a cara numa fresta da janela do corredor… Só vi um guarda chuva junto ao portão! Debaixo dele estava nossa vizinha, dona Lourdes… Senti imediatamente um arrepio! Não de frio, mas de mau agouro! Não que dona Lourdes fosse portadora de más noticias. Na verdade ela era portadora de ‘todas’ as noticias…! Era a única no quarteirão que possuía telefone residencial! – Na minha casa o primeiro telefone só chegaria treze anos depois! Salario de detetive cursando faculdade, casado com professora e dois filhos ainda em fraldas, não dava para comprar telefone em 1985! – Casada com um operário da Refinações de Milho Brasil, Dona Lourdes era costureira, no tempo em que as lojas vendiam tecido! Ganhava muito mais do que o marido. Costureira era uma rendosa profissão! Ela era uma micro industriaria e tinha telefone justamente por causa do seu ateliê de costura, da sua micro empresa! Portanto minha referencia para recados, bem como de vários vizinhos, era dona Lourdes. E para ela sair de casa e atravessar a rua debaixo daquele aguaceiro ao meio dia e meia de domingo, noticia boa não era…!

– Telefone pra você, de Silvianópolis… – gritou ela ao pé do portão com os pés nadando na enxurrada…

Não disse que noticia boa não era!?

Fazenda

Eu trabalhava em Silvianópolis há poucos meses. Por causa do meu habito de escrever muito e minuciosamente em meus relatórios, tinha sido ‘promovido’ a escrivão! Esse era meu lucro! Olha o que eu ganhei por escrever mais que os outros? Agora eu teria que sair de casa no meio de um domingo chuvoso daquele para trabalhar! Há trinta e quatro quilômetros de casa, do outro lado da linha na velha DP da Julio Correa Beraldo, na quase tricentenária Silvianopolis, o carcereiro Marcio Pereira deu a ‘boa nova’;

– Ô Chips, teve um homicídio aqui na cidade ontem à tarde… O chefe mandou chamar você pra vir aqui fazer o flagrante! – disse ele com cero prazer de me tirar do meu conforto!

Peguei meu Chevetinho cinza 74, mais rodado do que bolsinha da Perimetral e cortei a estrada. Não podia reclamar. Com poucos meses de trabalho o austero, justo, rustico e bondoso delegado João Leal já havia me dado regalias – sem eu pedir! Eu ia e voltava do trabalho de carona com o Fernando Santa Rosa, meu colega de faculdade, chefe do Posto do Banco do Brasil na cidade. Chegava por volta de nove e meia da manhã e saia lá pelas três e meia da tarde! Ser chamado para trabalhar num domingo ou outra ocasião especial em Silvianopolis era tão raro quanto ganhar no bicho! Em doze anos fui chamado três vezes: quando o Cuca e o cunhado Ze Galinha mataram o concunhado Derly com um canivete; quando o filho mais velho do empregado do Volta Seca e mais dois meliantes de Machado assaltaram varias residências numa madrugada até ser preso roubando a moto do Celestino Santos; e naquele domingo, por causa da morte suspeita do batateiro ‘Andrade’!

Silvanopolis III

Ao chegar à delegacia debaixo do diluvio fui direto ‘aquecer’ minha Olivetti Linea 88… Quando o papel já estava na maquina pedi que trouxessem o suspeito. Sua fisionomia, suas vestes e seu bigode ainda estão ululando em minha memoria. Parece que ainda estou vendo o batateiro entrando no gabinete empurrado pelo carcereiro Marcio, exalando seu terrível bafo de jiboia, tão costumeiro em dias de expediente quanto mais num domingo chuvoso daquele – estou falando do carcereiro! O Brandão que entrou sala tropeçando por causa do empurrão, acompanhado de outros dois PMs quase tão raivosos quanto o Marcio – porém sóbrios! – vestia calça jeans suja de terra, quase caindo por causa da ausência do cinto e camisa de tergal em dois tons de amarelo, o do tecido e o do barro!  Nos pés trazia apenas barro amarelo que subia pelas canelas brancas da calça com a barra parcialmente dobrada. Os cabelos castanho escuro, lisos e mal cortados, estavam em total desalinho… próprios daqueles que veem pente duas vezes por semana: nos sábados à noite antes de ir para o buteco e nas manhãs de domingo antes de ir à missa! Pele queimada de sol, rosto magro desidratado com a barba rala por fazer…! Mas o que mais chamou atenção no suspeito Brandão foi seu bigode! Isso aconteceu em outubro de 1985, há 29 anos… Nos próximos 29 anos ainda vou lembrar daquele bigode! Por duas razões; primeiro pela sua falha! O segundo motivo pelo qual o bigode falho do batateiro vai ficar gravado eternamente na minha memoria, o leitor vai saber no final!

Cadê o casarão historico dos Gouveia na esquina...?

Cadê o casarão historico dos Gouveia na esquina…?

Brandão tinha apenas metade do bigode! O do lado direito ‘faltava’ alguns fios! Do lado esquerdo ‘havia’ alguns Não havia bigode! Em lugar dos fios da cor do cabelo, havia um vermelhidão! Como se ele tivesse com alguma alergia… Será que ele estava aparando o bigode quando foi preso e teve que interromper a ‘operação’?

Mas parecia que não havia sido cortado, mas sim arrancados fio a fio! Cheguei a pensar que ele sofresse de alopecia ou outra doença que fizera os fios do bigode cair, ou talvez tivesse sido atacado por ratos no rancho improvisado na beira do batatal!

Durante o interrogatório de um suspeito é fundamental olhar nos seus olhos… Se os lábios disserem mentira, os olhos talvez não digam a verdade, mas dirão que os lábios estão mentindo! Isso é fato! Mas por mais eu tentasse olhar nos olhos do suspeito, meus olhos sempre escorregavam para as manchas vermelhas do bigode falho. Embora fosse formado em datilografia na escola da D. Eurides – quem não fez datilografia em Pouso Alegre com D. Eurides? – eu não conseguia digitar sem olhar o teclado – culpa de uma instrutora da escola que me paquerava e por isso deixava que eu levantasse o papelão para olhar o teclado durante o curso! – por isso a cada frase que digitava na Linea 88 com fita de duas cores, eu tinha que levantar o olhar para o suspeito à minha frente… E tudo que eu via era o bigode falho.

Brandão vinha sendo interrogado pelo carcereiro Marcio e por todo o efetivo da PM de Silvianopolis – o sargento Amador, o cabo Gomes e os soldados Gama, Onicio e Arcanjo e oficialmente pelo delegado João Leal. A todos repetira a mesma ladainha:

– Sou inocente!

Silvianopolis II

Seu atrito com o colega Andrade enquanto ele ainda estava vivo não passara de discussão! Mas alguns dos seis colhedores de batata que estavam na carroceria do caminhão tentando se proteger da chuva, alegaram que eles trocaram alguns sopapos! Havia inclusive testemunhas oculares da briga deles antes mesmo de embarcarem no caminhão defronte a loja de moveis do Jose Alberto de castro, no inicio da chuva… Eram as irmãs Marotti – Flertei com a mais bela delas durante anos, embora nosso flerte nunca tenha passado de um tímido “oi” quando nos encontrávamos na rua ou nos bailes da Festa do Rosario! Afinal eu era um homem casado, sério e policial… Tinha que dar exemplo! – Duas delas aguardavam apreensivas na ante-sala da DP para sentarem ao meu piano! Tremendo de medo de represálias como toda testemunha, elas confirmaram que viram Andrade e Brandão discutindo e trocando sopapos antes de subirem no caminhão…

Apesar das evidencias, não conseguimos provar que Brandão havia jogado deliberadamente o desafeto Andrade naquela vala do mata-burro no crepúsculo daquele sábado, debaixo da chuva torrencial. Mas mesmo jurando de pés juntos que era inocente, ele assinou o 121 e na manhã seguinte foi levado para o velho Hotel da Silvestre Ferraz em Pouso Alegre.

Nunca mais vi o batateiro do bigode falho. Dois meses depois eu soube que, orientado pelo seu advogado, para conseguir a liberdade provisória pois era primário, com emprego – quase – fixo e bons antecedentes, ele havia confessado o assassinato do colega de lavoura na primeira audiência com o Homem da Capa Preta. Eu não tinha porque me sentir aliviado, pois durante quase uma hora eu o torturara apenas com perguntas capciosas tentando pegá-lo em contradição. Mas teve colega que tirou um peso enorme dos ombros ao saber que ele havia finalmente confessado o assassinato do colega na passagem do mata-burro.

Voltei a ouvir falar do “batateiro do bigode falho” cerca de doze anos depois, quando voltei a trabalhar na DP de Pouso Alegre. E o que ouvi não foi nada agradável! Eu soube através de um preso que convivera com ele alguns meses, que seu bigode esquerdo fora arrancado naquele domingo chuvoso… Com um alicate!!! Pior!!! Quem arrancou seu bigode com o alicate tentando arrancar sua confissão, fora o detetive “Chips”…!!!

A pergunta que eu não fizera à ‘Brandão’ ou aos colegas naquele domingo, os ‘manos’ do velho Hotel da Silvestre Ferraz fizeram quando ele chegou na segunda;

– Que isso mano? O que aconteceu com seu bigode? É doença ‘braba’? – Quiseram saber os companheiros de cela.

Como Brandão não conhecia ninguém na delegacia de Silvianopolis e o único nome que ouviu foi o meu, ou talvez o carcereiro Marcio deliberadamente tenha se identificado com meu nome, Brandão respondeu:

– Foi um “detetive com apelido de Chips” que arrancou meu bigode!

Durante anos o detetive Chips foi temido e odiado pelos hospedes do velho Hotel da Silvestre Ferraz, pela tortura que praticara contra o pobre “batateiro do bigode falho”!

Se esta foi a primeira, não seria a ultima vez que colegas de trabalho usariam meu nome para se esconder, para tirar vantagem ou simplesmente para me sacanear! Nos vinte e sete anos em que estive em atividade na policia, mesmo sem saber, ‘ganhei’ a paternidade de vários filhos espúrios… Sem ter sequer emprestado meu sêmem!

 

Policia sacode Silvianópolis… E prende 7

      Entre os assaltantes estava Guilherme Lopes, o “assassino do baile funk”, que deixou o Hotel do Juquinha no ultimo dia 12 de março depois de ter matado o desafeto Michael Douglas…

 

Waldecir "Tita" Pereira disse que droga era do filho "Titinha"...

Waldecir “Tita” Pereira disse que droga era do filho “Titinha”…

A mega operação policial – para os padrões da pacata e bucólica Silvianópolis – teve a participação de 40 policiais; dez civis e 30 militares vindos das comarcas de Espirito Santo do Dourado, São João da Mata, Turvolandia, São Gonçalo do Sapucaí e Pouso Alegre. A ação dos policiais desencadeou-se no raiar do dia de sábado, 09, comanda pela intrépida Cibele Molinari, Delegada de Policia da velha Santana, munida de nove Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Homem da Capa Preta da Comarca, baseado nas investigações do ‘fiel escudeiro’ detetive Moises…

A operação foi antecipada em virtude do assalto ocorrido ao pé da noite de sexta, 09, no Mercadinho do Juarez, na Praça Elesbão de Abreu no centro da cidade, pois entre os suspeitos do roubo estavam alguns dos traficantes investigados pela Policia Civil. Os assaltantes levaram do estabelecimento cerca de R$ 6 mil incluindo quase nove quilos de moedas diversas. O grupo realizou o assalto na ‘Praça do Correio’ porque precisava ‘arrecadar fundos’ para comemorar o aniversario de Cauê, que estava completando 20 aninhos!

A reunião dos meliantes para comemorar durante toda a noite o aniversario do colega, facilitou o trabalho da policia. Embora tivesse em mãos nove mandados individuais, os policiais tiveram que revirar apenas cinco ‘mocós’… Em dois deles encontraram dois grupos de três reunidos para comemorar o ‘niver’ do ‘parça’…

Tita filho, Maicon e Alexsander foram presos no mocó do Julo Cezar na Rua Sagrados Corações. Cauê, Julio Cesar e Guilherme Henrique Lopes estavam mocosados na casa do Cauê, no Tanque. Com eles a policia encontrou parte do dinheiro roubado do mercadinho, inclusive quilos e quilos de moedas e o cano serrado da espingarda usada no assalto. Em quatro mocós, revistados superficialmente, uma vez que os investigados já estavam enquadrados no 33, os policiais não encontraram drogas. Tita Pai foi preso em casa e desandou em chorumelas, dizendo que a droga encontrada pela policia em sua casa pertencia a Tita filho.

– Não posso deixar de autuar Tita pai numa situação dessas! Ele que convença o Juiz que a droga é do filho… – declarou a delegada Cibele, que conhece pai e filho desde outros carnavais! Aliás, eu também conheço! Tita pai é do meu tempo. Nos idos dos anos 80 e 90 ele já me olhava de longe, com pinta de somongó. Ele era um dos quatro ou cinco jovens espertos de Santana que usavam drogas. Pelo andar da carruagem Tita foi um ‘bom’ exemplo para o filho que virou traficante…!

À exceção de Waldecir “Tita” Pereira, que assinou apenas o 33, Cauê Ricardo Ramos Benevente que comemorava os vinte anos, Júlio Cesar Pascoal dos Santos, 18, Waldecir “Titinha”Pereira Junior, 20, Maikon “Lagarto” Daniel Oliveira dos Santos, 18, Alexsander “Mosquito” Rodolfo de Oliveira Silva, 19, e Guilherme Henrique de Oliveira Lopes, 20, todos os demais presos assinaram também o 157 pelo assalto ao Mercadinho do Juarez e foram se hospedar no Hotel do Juquinha.

Guilherme H.O.Lopes: - Esquenta não, seus "Mané"! Logo estaremos na rua de novo...

Guilherme H.O.Lopes: – Esquenta não, seus “Mané”! Logo estaremos na rua de novo…

Dentre os assaltantes e traficantes presos no ultimo sábado em Silvianópolis está o jovem Guilherme Henrique de Oliveira Lopes, residente em Pouso Alegre. Ele havia sido preso no dia 16 de setembro, dois dias depois de assassinar a tiros o desafeto Michael Douglas de Miranda, no interior da Danceteria Maracanã, no final do baile funk. Guilherme Lopes, 20 anos este preso preventivamente até março passado. No dia 12 ele saiu em liberdade provisoria para aguardar o julgamento. Há duas semanas já esteve envolvido em uma troca de tiros com outro desafeto no barro São João. Há julgar pelos últimos acontecimentos, parece que Guilherme fez um bom estagio no crime durante os seis meses que passou atrás das grades no Hotel do Juquinha.

Ao embarcar no taxi do Magaiver com destino ao Hotel do Juquinha, o “assassino do bale funk” teria dito com sarcasmo à plateia que aguardava na porta da DP:

– Esquenta não, seus Manés… Logo estarei de volta…!

Será…!?

 

*** Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!***

 

Leia também:  Passageiro “delirante” dá tiros de pistola no interior do ônibus

Marreco e o Jatobá verde

 

        De acordo com a lei brasileira, existe duas situações em que o cidadão pode ser preso mesmo não tendo cometido crime. Trata-se das situações “de Depositário Infiel” e “Pensão Alimentícia”. No caso de pensão alimentícia a lei não deixou a famosa ‘brecha’. Não tem choro nem vela nem fita amarela. Deveu não pagou… Vai em cana!

       São as prisões mais insossas que existe. Se existe algum glamour na profissão policial, as prisões por ‘depositário infiel’ e ‘pensão alimentícia’ são as menos românticas! Aliás, estas aguadas prisões cíveis são atribuições do Oficial de Justiça, não da policia. Ao Mandados são encaminhados para a delegacia de policia quando os oficiais não dão conta do recado. Não que sejam prisões perigosas é que às vezes os devedores, para protelar o pagamento do débito ou cumprimento da obrigação, desaparecem, se escondem mais do que Osama Bin Laden, por isso o abacaxi vai parar na mão da policia.

       Recentemente um rico empresário de Pouso Alegre – que diga-se de passagem fez fortuna de forma meteórica e inexplicável – contraiu débitos alimentícios com a ex-cara metade. Para protelar o pagamento da pensão ele simplesmente soverteu do mapa. Como se tratava de um cidadão bastante conhecido, os oficiais se uniram na caça ao figurão. Mas não obtiveram sucesso… Ele abandonou os próprios negócios para esquivar-se da divida! Dizem que foi curtir uma praia em Ubatuba onde possui vários imóveis… Só deu as caras em terras manduanas quando conseguiu fazer um acordo vantajoso com a ex.

        Depois deste caso teve um outro empresário, não tão bem sucedido mas de boa estirpe, que viu-se na mira dos oficiais de justiça. Os dedicados garotos se uniram para prender o inadimplente a qualquer hora do dia ou da noite. Armaram a arapuca até no interior da Faculdade de Direito onde o caloteiro estudava. Mesmo assim ele conseguiu burlar a lei e evitar a hospedagem gratuita no velho hotel da Silvestre Ferraz.

        Em 27 anos de policia ‘convidei’ centenas de inadimplentes de pensão a me acompanhar à delegacia de Policia. Embora todo cidadão seja igual perante a lei, dei a cada um um tratamento diferente, de acordo com o trabalho que me deram. Por exemplo, se o sujeito me recebeu na porta de sua casa e aceitou meu convite ‘diboa’, deixei que ele ficasse no corró da delegacia e até mesmo no banco da Inspetoria esperando seu Advogado fazer a ‘correria’ e conseguisse o Alvará judicial suspendendo sua prisão. No entanto se ele se escondia debaixo da cama, no sótão ou no quintal do vizinho, ele ia direto para o xadrez do velho hotel. Tive alguns casos engraçados.

        Em Silvianópolis havia um devedor de pensão mais liso que quiabo. Ele morava com a mãe e uma irmã solteirona. Toda vez que eu ia prendê-lo, por mais rápido que eu fosse ele conseguia vazar. Morava num sitio no bairro dos Vitorinos. A casinha amarela simples, a um metro do chão na beira da estrada, tinha um pequeno curral ao lado, um pomar nos fundos e o resto era pastagem de braquiária. No meio do pasto pelado um frondoso pé de Jatobá que carregava no inverno. A estrada que levava à sua casa há menos de um quilometro tinha uma pequena colina e depois uma depressão. Da colina podíamos ver seu vulto plácido na janela pitando seu ‘paieiro’. Mas quando sumíamos na depressão da estrada ele sumia da janela! Quando chegávamos a casa podíamos sentir o cheiro do cigarro de palha feito de fumo de rolo de Poço Fundo que ele estivera pitando… Mas nunca o encontrávamos! Revistávamos cada palmo da moradia; do piso ao teto, geladeira, fogão, guarda roupa, forro do sofá, quintal, cisterna, pomar e nada do caloteiro. Sem voltávamos com s mãos abanando!

       Um dia tive uma ideia para resolver o mistério do sumiço do Marreco… Saltei da viatura alguns metros antes da colina e fiquei observando o sitio de longe, enquanto meu colega descia o tobogã e batia na porta da casa. O caloteiro saiu sorrateiro da janela correu para o quintal atravessou o pomar entrou no pasto aberto atrás do pomar e foi se empoleirar no frondoso jatobá a cem metros dali no descampado, de onde sempre ficava dando risada as nossas custas! Desta vez rimos por ultimo. Desci lentamente a estradinha poeirenta, passei pela casa e convidei o colega para colher jatobá! Chegando ao pé da centenária arvore comecei dar tiros nas frutas marrons que envergavam os galhos… No terceiro tiro o caloteiro gritou lá de cima;

– Pode parar de atirar… O ‘jatobazão’ aqui ainda não está maduro… – E desceu para os nossos braços. Marreco nunca mais deixar de pagar pensão alimentícia!

         A prisão dos caloteiros de Monte Sião foi mais sutil e interessante… Mas esta já é outra história…

PM prende mecânico armado até os dentes na ‘Praia’

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A visita dos homens da lei em busca de armas sem porte ou registro, nesta terça, 29, aconteceu na oficina mecânica do cidadão João Vinicius de Faria no centro da Praia – também conhecida como Espirito Santo do Dourado. Segundo denuncia de amigos ocultos da lei, João Vinicius, além da ocupação de mecanico de veiculos na pequena cidade serrana, capital da banana, ocupa o tempo livre negociando armas de fogo. Sem muito esforço, os policiais encontraram na oficina duas espingardas calibre 36. Na residência de João Vinicius ali perto estavam as munições das duas carabinas e outras de calibres diversos.

João Vinicius de Faria, 58 inicialmente teria dito que é negociante de armas. Ao sentar ao piano do delegado de plantão na Regional de Pouso Alegre, mudou a versão…

– Eu tenho estas espingardas há mais de 10 anos… Comprei do ‘seu’ Miguel em São Jose do Alegre… Ele já morreu! – Esse ‘seu’ Miguel é conhedido aqui no blog por “João Tapira”!

– E porque o Sr. mantem estas armas na oficina? – Teria perguntado o delegado.

– … É pra defender dos assaltantes, né doutor?

O paladino da lei deve ter pensado: Se o assaltante chegar à oficina, voce manda ele esperar uns minutos, corre até sua casa, pegas as munições, volta pra oficina, coloca nas espingardas e põe o assaltante pra correr, né!!! – Mas guardou pra ele o pensamento. Afinal, arma sem munição ou munição sem arma, dão cana do mesmo jeito.

Para complicar um pouco mais a vida do mecânico João Vinicius, os policiais encontraram uma motocicleta judiiiiiiiiadinha, judiiiiadinha, sem documentos em sua oficina. A placa da motoca consta como sendo furtada. Ele diz ter comprado do Ovidio por R$ 700 reais para desmanche!

No frigir dos ovos João Vinicius assinou o 12 da 10.826 e o 180 do CP. Após pagar R$ 680 reais de fiança dobrou a serra da Praia em liberdade.

 

Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!

Policia civil prende mula com 22 quilos de maconha

         A droga viajava na mala preta para Silvianopolis… Mas o destino era o Hotel do Juquinha!

         Bons tempos aqueles em que os BOs de Santana do Sapucaí eram somente sobre acidente de transito… Batida de carroça! Hoje a droga chega, e chega de mala cheia…!

Junia Eufrasio Fernandes : Estou levando a droga para a mãe do "Santista" em Silvianópolis...

Junia Eufrasio Fernandes : Estou levando a droga para a mãe do “Santista” em Silvianópolis…

       Ao pé da noite desta quinta, 26, o telefone pessoal do detetive Teobaldo, pupilo do delegado Gilson Baldassari, da Delegacia Especializada de Combate ao Trafico de Drogas de Pouso Alegre, recebeu uma mensagem de um amigo oculto da lei…

– Está chegando à cidade um carregamento de ‘erva marvada’… Uma mulher jovem de cabelos longos está trazendo de São Paulo e vai descer na rodoviária. A droga vai ser levada para Silvianópolis…

         O sempre antenado Teobaldo chamou o parceiro André Luiz e, pelo sim pelo não, foram para o terminal rodoviário para dar as boas vindas à mula. Tiveram que ter paciência! Quando a bela jovem de 26 anos desceu do ônibus e seguiu sorrateiramente para o ponto de taxi eles se aproximaram. Quando guardou a mala preta na mala branca do taxi a jovem recebeu uma proposta dos detetives:

– Se você nos deixar ver o que tem na mala, nós pagamos sua corrida…!

        Junia Eufrasio Fernandes, residente na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, titubeou… Pensou em agradecer a ‘gentileza’ mas logo percebeu que a coisa era séria. Conforme a denuncia, a mala preta continha 22 quilos de maconha em tabletes.

       Antes mesmo de seguir para a delegacia Continuar lendo