Desafio do desodorante: o novo perigo virtual

Sábado, dia 03 de fevereiro, Adrielly Gonçalves, uma linda menina de apenas 7 anos, moradora de São Bernardo do Campo, São Paulo, resolveu imitar um vídeo que circula pela internet chamado “desafio do desodorante”.

A história jamais ganharia destaque na internet, se a linda garotinha não tivesse morrido após tentar vencer o “desafio do desodorante”. Ocorre que ao colocar o frasco com o produto na boca, Adrielly acabou inalando grande quantidade de desodorante aerossol, e teve uma parada cardíaca. A família da criança chegou a levá-la para um Pronto Atendimento, onde os médicos tentaram de tudo, mas não foi possível reanima-la.

O chamado “desafio do desodorante” tem variações de vídeos que mostram pessoas inalando o produto, e outras congelando partes do corpo com o uso do aerossol.

O que os vídeos não mostram são os males que decorrem destes atos, que podem ir desde uma geladura (espécie de queimadura por baixas temperaturas) com necrose e consequente perda de tecido no local, intoxicações, lesões cerebrais e até a morte.

Na primeira foto, um “desafiado” aplica o aerossol sobre a perna. Na segunda foto, a lesão causada na mão de uma criança que cumpriu seu “desafio”.

Casos de “desafios” vem se propagando na internet.

Lembram-se do “Desafio da Baleia Azul” em 2017? Do “desafio da asfixia”, onde jovens se asfixiavam em vídeos, levando a morte de jovens em 2016? “Desafio Planking” em 2011, onde pessoas deviam ficar com corpo reto, suspensas, em superfícies altas? “Desafio da Canela em pó” em 2016, onde crianças aspiravam canela? “Desafio do gás Hélio” onde pessoas aspiravam o gás para falar fino… Entre outros vários e perigosos “Desafios”…

Todos estes “desafios” só nos mostram o verdadeiro desafio que é manter nossos filhos seguros diante de tantas informações que são veiculadas na internet. Afinal, o mundo hoje é totalmente “conectado”. Natural que as crianças e jovens também sejam!

Então fiquem atentos às dicas que seguem:

1 – Dê mais atenção ao seu filho: Parece uma dica boba, mas… onde está seu filho neste momento enquanto você lê esta matéria? Que tipo de site ele está acessando?

2- Instale um programa de controle parental: Não sabe do que se trata? Deixe seu comentário que podemos abordar este tema em um próximo post.

3- Limite o tempo de conexão: A vida virtual é muito sedutora. Mas existem muitas atividades “off-line”. Que tal convidar a garotada para um tradicional pic-nic?

4- Limite acesso a aplicativos de mensagens que permitam conexão com desconhecidos: Aplicativos tipo chats, messager, etc, podem conectar seu filho a pessoas não tão bem intencionadas.

5- O principal:  Abrace seu filho… antes que os perigos o abracem.

Padre Paulinho da Canção Nova passa bem…

Ele deve receber alta hospitalar ainda nesta quarta-feira,31. Causa do envenenamento ainda continua obscura!

Em vídeo gravado ainda no quarto da Clinica Santa Paula em Pouso Alegre, onde está internado desde o sábado,27, o padre Paulo de Oliveira Nogueira da Costa, diz que está bem e agradece as orações e manifestações de melhoras que recebeu de seus amigos e fiéis. Padre Paulinho agradece também a policia que vem tentando descobrir as causas do envenenamento. Ele deixou a UTI e agora está em um quarto para observação. Mas deve deixar o hospital ainda nesta quarta-feira.
Enquanto isso, o mistério sobre como o veneno foi parar na sua comida continua. Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Valdir Jorge Pelarico Junior, de Ouro Fino, está descartada a possibilidade de a carne ter saído do açougue já contaminada, pois a mãe do padre comeu parte dela na sexta-feira e nada aconteceu. A policia continua com as duas linhas de raciocínio: o envenenamento do padre e sua mãe pode ter sido tanto acidental quanto tentativa de homicídio!

Adeus João Cavalo…

Hoje deve ter ‘conselho arbitral’ no céu. Presididos pelo saudoso cartola Aguinaldo Falcão, João Cavalo já deve estar em calorosa discussão com Hailtom Custodio, Jorge Carpineti, “Gustinho” Balbino, Edson “Corinho”, “Tião Cueca”… outros grandes boleiros que, cada um com seu estilo, escreveram com letras de ouro belas paginas no futebol de base de Pouso Alegre. Eles devem estar discutindo o Regulamento da Copa Lepa de Futebol Infantil 2018!

João Cavalo era uma pessoa simples como seu nome: João Batista Ferreira
Simples também era sua profissão… Ele era pedreiro!
Simples também era sua casa… uma casinha pequena na vargem de cima do velho Aterrado, construída muito antes de o calçamento chegar ali. Aliás para chegar em época de chuvas, precisava de canoa!
Nas ‘horas vagas’ João Cavalo ensinava futebol para garotos carentes do bairro São Geraldo – E não só do bairro. Muitos garotos de Pouso Alegre, inclusive meus dois mais velhos adquiriram intimidade com a redonda na sua escolinha. Mas foi muito mais do que um professor de futebol… foi professor de vida. Ensinou centenas, milhares de crianças, adolescentes e jovens a ser homens, corretos, honrados!
Tinha eu jeito peculiar, contundente, incisivo, decidido… Era um bravo homem e um homem ‘brabo’. Defendia com unhas & dentes seu ponto de vista. Mas não queria nada que não fosse direito e correto e pra todos. Com João Cavalo oito era oito, e oitenta era oitenta!
Era politizado mas não era político. Não esperava que alguém fizesse… Arregaçava as mangas e fazia ele mesmo.
Construiu, à base de cabo de enxada, o campo do Santamaria. Arrancou raízes de arvore e touceiras de capim no enxadão para construir o campo simples como ele, do seu Santos F.C. que servia a todos os clubes da cidade numa época em que tínhamos um futebol vibrante, com oito campeonatos de futebol por ano.
Nobres, no, entanto eram seus ideais… Com sua escolinha de futebol, João Cavalo afastou centenas de garotos das drogas.
João Cavalo estava doente há vários anos. Morreu de insuficiência renal nesta quinta-feira, 18.
Seu combalido corpo foi sepultado no Distrito de Crisolia/Ouro Fino, onde nasceu há quase setenta anos.
O boleiro João Cavalo já estava fazendo falta…
O homem João Cavalo fará muita falta no Aterrado… fará muita falta na nossa sociedade.
Temos hoje poucos homens simples e honrados da estirpe do amigo João Cavalo.
Hoje deve ter ‘conselho arbitral’ no céu. Presididos pelo saudoso cartola Aguinaldo Falcão, João Cavalo já deve estar em calorosa discussão com os rivais Hailtom Custodio, Jorge Carpineti, “Gustinho” Balbino, Edson “Corinho”, “Tião Cueca” – outros grandes boleiros que, cada um com seu estilo, escreveram com letras de ouro belas paginas no futebol de base de Pouso Alegre. Eles devem estar discutindo o Regulamento da Copa Lepa de Futebol Infantil 2018!
Firmeza como sempre, meu amigo… Não permita ‘gatos’ neste campeonato…!

Duas noticias…!

Boa tarde estimados leitores…
Estou de volta! E trago duas noticias… Uma boa, e outra ruim!

Sei que a maioria prefere primeiro a noticia ruim, mas vou contrariar a maioria… Vou começar pela noticia boa.
Como todo brasileiro e filho de Deus, costumo fazer uma ‘fezinha’ na Mega Sena de vez em quando, especialmente na ‘mega da virada’! Tenho uma combinação de números que costumo repetir. Em 2016, durante passeio na Times Square, em Nova York, ao comprar um ‘biscoitinho da sorte’, recebi uma daquelas mensagens que vem dobradinha com alguns números. Antes de viajar no ano passado, repeti meus joguinhos e, desta vez, acrescentei os números da sorte que ganhei por acaso em Nova York. Fiz três combinações de números e, confesso, até esqueci que havia jogado! Como das outras vezes não acompanhei o sorteio ontem à noite. Hoje de manhã, com tantas mensagens e brincadeiras no WhatsApp, lembrei dos joguinhos, e fui conferir!
Bem, vou resumir!
Terei que fazer mudanças radicais na minha rotina a partir de agora!
A partir desta terça-feira, 02 de janeiro de 2018, vou me levantar às sete da manhã, fazer uma caminhada de 40 a 60 minutos; um dia à pé, outro de bicicleta – não posso deixar o peso exceder os atuais 83 quilos!
As oito farei o café para minha esposa e em seguida a mamadeira do Daniel. Depois do café e do banho, ligarei meu computador em busca de informações sobre os últimos acontecimentos policiais, políticos, esportivos e sociais da minha cidade e do resto do mundo. Os fatos relevantes abordarei com seriedade e irreverencia aqui no blog. Duas vezes por semana abordarei os mesmos assuntos no programa “Tudo Junto & Misturado” na Super Radio 90.9. Três vezes por semana vou jogar futebol: duas com a garotada, inclusive meus amados filhos e outra com os másters do clube – embora eu ainda seja garoto, rsrsrs! Além de outras atividades rotineiras, vou me recolher um pouco para finalizar o volume II do livro “Meninos que vi crescer” que pretendo lançar em abril…
Quanto aos tais ‘números da sorte’ que joguei na ‘mega da virada’!
Bem… confira os números abaixo!

Como podem ver, não ‘coincidiu’ nenhum número!
Não acertei nadica de nada!
Essa é a noticia boa… Não terei que mudar nada na minha rotina!
Ainda bem, pois sempre fui muito feliz com a vida que Deus me permitiu escolher e sempre abençoou! Vou poder continuar sendo a mesma pessoa que sempre fui…
Tudo bem que a partir de hoje eu posso me tornar mais sábio, mais manso, mais afável, mais doce, mais amigo, mais iluminado… Mas para isso eu não preciso de dinheiro!

E a noticia ruim?
Bem… Com 250 milhões de reais eu poderia ajudar a melhorar a qualidade de vida de algumas pessoas!
Poderia construir creches, escolas, postos de saúde, casas para pessoas carentes… Enfim. Mas não poderei fazer nada disso, pois os números da sorte não coincidiram com os que eu joguei. Materialmente não poderei fazer – quase – nada para as pessoas à minha volta.
Mas quem precisar de um sorriso sincero, de uma palavra de otimismo, de um ouvido paciente, de um amigo afetuoso… é só estender a mão!
Não posso colocar nada no seu bolso, mas posso colocar amizade, esperança e fé em seu coração!

Feliz 2018!

Solidariedade

Bebê com “retinopatia da prematuridade” precisa de sua ajuda para fazer uma cirurgia… com urgência!

A pequena Ana Vitoria Cid de Oliveira chegou ao mundo antes da hora, com menos de 24 semanas de gestação. Chegou pesando 620 gramas, ficou 5 meses na UTI e um mês na pediatria antes de sentir o calor do colinho dos pais em casa. Ana Vitoria não estava pronta para enfrentar o mundo, por isso trouxe com ela hidrocefalia, paralisia infantil e agora, com um ano e três meses, descobriu-se que tem também um descolamento da retina chamado “retinopatia da prematuridade”! Para não perder de vez a vista, ela precisa fazer uma cirurgia que custa R$12 mil reais.

Como a maioria dos brasileiros a Ana Vitoria depende do SUS! E o SUS… bem, o SUS é o SUS que todos conhecemos! Por isso amigos estão fazendo uma “vaquinha” para ajudar a bebezinha a fazer a cirurgia e ter a chance de ver o mundo. A cirurgia tem prazo para ser feita.
Se você que está lendo essa postagem puder ajudar, com qualquer quantia, acesse o link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ana-vitoria-cid-oliveira e ajude a Ana Vitoria a ver seu rosto nas redes sociais, no futuro.

O pedido de divulgação desta “vaquinha” me foi enviado pela amiga virtual e amiga da família, Lucimara Martins, Cel. (35)9.9911-0955. A mãe da garotinha Ana Vitoria, Jéssica Cid de Oliveira, moradora de Ipuiuna, a 40 quilômetros de Pouso Alegre, atende pelo Cel: 9.9994-8661.
Colabore se puder e … se o seu coração mandar!
A vida, desde já, agradece.

Confraternização da Policia Civil

Fim de ano batendo à porta! É momento de confraternização entre familiares, amigos, grupos de peladeiros, empresas, instituições…

Este sábado, 09, foi dia de festa para os policiais civis do 17º Departamento de Policia Civil de Pouso Alegre, afinal, ninguém de ferro e os policiais também são filhos de Deus…!

O dia festivo começou logo cedo, às dez da manhã, com o tradicional torneio de futebol soçaite entre escrivães, detetives e delegados de policia. Logo em seguida foi servido um lauto almoço, regado a muita loira… gelada para os adultos, e ‘refri’ para as crianças e abstêmios! – Teve até uma garrafa de Ypióca 160 que alguém ‘levei’, a qual caiu no gosto dos diretores da chinesa XCMG. Aliás, guardaram até a garrafa vazia, como recordação!

Em meio aos comes & bebes o delegado Cesar Augusto, chefe do Departamento, ladeado por André Corazza, delegado regional, fizeram o sorteio de presentes à crianças e adultos. Teve desde creme de barbear, passando por bicicleta até TV de 32. A festa aconteceu nas dependências do Sesi e varou o dia ensolarado!







Para a festa de fim de ano da Policia Civil ficar completa, só falta agora o governo do Estado atualizar o pagamento dos servidores, cuja primeira parcela ainda não caiu na conta, e pagar também o 13º ainda este ano.

Yago… o milagre da vida!

Ele passou quatro meses no ventre da mãe inerte e outros seis meses numa incubadora, até finalmente poder deixar o hospital e ir para casa nos braços do pai!

“É o dia mais feliz da minha vida” disse o motorista e entregador Eduardo de Noronha, 25 anos, ao sair do hospital com o filho no colo, depois de oito meses do nascimento. Na terça feira 21, ele carregou no colo o filho Yago e o levou pela primeira vez para fora do hospital.
O “Pequeno Guerreiro”, como ficou conhecido em Campo Grande-MS, nasceu há sete meses e 21 dias com apenas 1,05 quilo. A mãe, Renata Sodré, 22, vítima de um AVC, teve morte cerebral quando estava no quarto mês de gravidez. Eduardo e familiares, no entanto, decidiram levar a gravidez adiante e tentar salvar o bebê. Com ajuda de aparelhos os médicos conseguiram manter os órgãos da mãe funcionando. Ao final da 27ª semana de gestação Yago veio ao mundo – e a mãe pode enfim ser enterrada.
A chegada do bebê, tão pequenino e frágil, trouxe também apreensão e incertezas. Ele havia herdado uma serie de bactérias do corpo sem vida da mãe e muitos dos seus órgãos ainda não estavam bem formados, como os pulmões, o intestino e a retina. Ficou seis meses na UTI e passou por cirurgias de alto risco no coração e nos olhos, além de receber tratamento com antibióticos fortes para curar seu quadro de infecção. O neonatologista Valter Peres, que o acompanhou desde o nascimento, diz que chegou a duvidar que Yago pudesse sobreviver. “Mas ele sempre foi forte, lutou muito pela vida”.
O pai o visitava diariamente e o viu crescer na incubadora até chegar aos 3,5 quilos. Em março deste ano, quando foi entrevistado por VEJA, pouco antes do nascimento do filho, Eduardo chorou pela fatalidade que acometera sua mulher e que poderia também atingir seu filho. Passados oito meses, o pai voltou a chorar… mas desta vez de alegria, ao sair do hospital com Yago, saudável!
Mistério, fé, esperança… milagre!?
Quem teve que esperar seis semanas para levar seu filhinho com 1,8 quilos para casa, saberá responder!

“Nói que é pobre…”!

Você quer passar momentos alegres, descontraídos, dar gargalhadas…? Então você tem que assistir ao show “Nói que é pobre”, do humorista Cleber Rosa!
Ele está com a agenda cheia, mas reservou um tempinho pra você. Cleber – aquele da ‘reclamação do dia’, que fala num caipirês/mineirês que dá gosto ouvir – estará no Clube Literário e Recreativo de Pouso Alegre nesta sexta,24 de novembro, à noite.
Adquira seu ingresso e vá morrer de rir – bem, morrer também não, né, você ainda tem muito que ler no blog do Airton Chips, mas vá ter ao menos uma dor de barriga de tanto rir – com a ‘prosa’ alegre do Cleber!
“Nói que é pobre” tem colocado um sorriso deste tamanho na cara de quem senta por alguns minutos na frente do Cleber!

Você não vai perder, vai?

Hoje é dia dela… Severina do Popote!!!

A sedutora senhora de quase cinco séculos está fazendo aniversário!

Produzida no Brasil desde que o país era criança em fraldas – 1530 – a bebida produzida com caldo de cana fermentado é a única genuinamente brasileira! No Período Colonial tornou-se símbolo da resistência ao colonialismo de Portugal. Mais tarde no Império, tornou-se símbolo da Independência do Brasil.
Passou por vários status sociais. Dos escravos aos senhores de engenho. Do proletariado à burguesia! Apreciada pela elite dominante do século dezenove, frequentou até o palácio real. Com a proclamação da república em 1889, perdeu duplamente a nobreza! A partir de então o chic era beber vinho, champanhe e Whisky importados. E a velha cachacinha virou “bebida de pobre”, vendida em botecos…!
Ficou assim marginalizada durante quase um século! A partir de 1980 começou reconquistar seu espaço. Hoje só no município de Salinas, Nordeste de Minas, existe cerca de 60 alambiques. Todos tentando seguir os passos da septuagenária conterrânea Havana, que não se encontra por aí a menos de R$ 560 a garrafa.
Em 1995 o escrivão de policia aposentado, Sr. Lima, se valendo do bom relacionamento com a alta sociedade pouso alegrense, entrou no ramo da cachaça. Trazia de salinas a famosa “Lua Cheia”. Comprei algumas dele à R$ 4 a garrafa de 600ml. A Velho Barreiro ou a 51 custavam na época R$1,70 o litro! Hoje a mesma Lua Cheia custa no mercado, em média, R$ 90.
Há muito que se falar deste novo filão de ouro brasileiro – coincidência ou não, a cachaça ouro predomina sobre a prata em todas as prateleiras e cachaçarias – que a cada dia, com roupagem nova, ganha mais o mercado estrangeiro. Tem até um ator americano fazendo comercial de uma cachaça brasileira. E olhe que nem é das melhores!
Mas voltemos ao titulo desta embriagante matéria!
Um pouco da Historia da Cachaça no Brasil
Antes de falarmos do dia Nacional da Cachaça, que é comemorado no dia 13 de setembro, vamos entender um pouco sobre como surgiu nosso querido destilado e sua importância histórica e cultural.
De certa forma podemos dizer que a história da Cachaça acompanha a história do próprio Brasil. O primeiro registro da nossa cachacinha se deu quando a agua que evaporava em torno da moenda onde se fazia a rapadura e o açúcar, e ardia ao cair nas costas dos escravos, foi chamada de ‘agua ardente’! Quando os mesmos escravos começaram a beber aquela agua e ficar eufóricos, e consequentemente mais produtivos, tiveram que batiza-la de “Aguardente”! Dai o primeiro nome da nossa cachaça.
A descoberta da cachaça pelos escravos, foi portanto por acidente! No processo de fabricação das rapaduras, moía-se a cana de açúcar, fervia-se a garapa e deixava-se esfriar em formas, de forma que ficasse somente o extrato que era usado para adoçar as bebidas, como café, sucos entre outras. Porém uma vez ou outra esse processo dava errado, e o caldo fermentava e tinha que ser jogado fora, pois não era aproveitado para adoçar. Por sua vez esse caldo esverdeado e escuro era chamado pelos escravos de ‘cagaça’, remetendo a algo que se dava errado. Entretanto, era consumido por alguns escravos, que após beber, trabalhavam com uma certa euforia e contentamento, fazendo até com que o trabalho rendesse mais.
Vendo que os escravos trabalhavam entusiasmados, os senhores de engenho por sua vez incentivavam os escravos a consumir a bebida. E se era bom para os escravos, devia ser bom também para o restante da população, que logo a adotou! E a bebida ganhou espaço importante na economia colonial, sendo usada por comerciantes como moeda de troca. Isso fez com que a cachaça se tornasse concorrente da bagaceira, do vinho, produzida em Portugal.
No entanto, para a corte portuguesa, essa atitude era uma afronta ao poder da metrópole, e foi decretada a proibição da bebida para os negros. Para intimidar os senhores de engenho e produtores de Cachaça, estabeleceu-se um decreto através do qual era cobrado um imposto abusivo sobre a fabricação e venda da Cachaça. Inicialmente os produtores acataram as taxas, porém, chegou em um certo momento, como acontece até hoje, que estava prejudicando-os e, claro, pois não estavam conseguindo arcar com seus custos. E partiram então para a ilegalidade. A corte não deixou barato: ordenou a destruição de alguns alambiques, causando indignação com alguns revoltosos.
O descontentamento dos produtores provocou uma rebelião contra a metrópole que, em 1660, data do marco histórico, estabeleceu-se a ‘Revolta da Cachaça’.
No dia 13 de Setembro de 1661 indignado com as leis decretadas na Carta Real que também em 13 de setembro do ano de 1649, havia proibido a venda e a comercialização em todo território colonial, os proprietários de alambique e de plantação de cana de açúcar tomaram o poder na cidade do Rio de Janeiro, por aproximadamente cinco meses. Após a tomada do poder os rebelados foram reprimidos pela corte com extrema violência. Seu líder, Jerônimo Barbalho Bezerra, foi capturado, enforcado e decapitado. Como forma de repressão às revoltas e para amedrontar a população e evitar movimentos semelhantes, sua cabeça foi pendurada na cidade!
Essa ciumeira do Império, colocou a cachaça na ilegalidade, sendo consumida em sua maioria por escravos e pessoas com pouca renda. Por isso sua imagem ficou denegrida e associada a uma qualidade inferior às demais bebidas.
Mas a estonteante bebida – que, 320 anos depois seria rebatizada por este jornalista com o pomposo nome de ‘Severina do Popote’ – apesar de rustica, descoberta acidentalmente, continuou se aperfeiçoando.
Com o passar do tempo, passou a ser destilada, filtrada e seu processo de fermentação foi melhorado. Hoje é fonte de divisas para o país. Os mais tradicionais ‘mercadões’ municipais abrigam ao menos uma cachaçaria. Os mercadões municipais de Belo Horizonte e de Curitiba juntos, tem duas dezenas de lojas que só vendem cachaças!
Da branca ou da amarela? Como chegaram a essa coloração e esses sabores? Isso também foi acidental.


Com o declínio do ciclo açucareiro, no século XVII, a descoberta do ouro no interior da colônia, tomou seu lugar na economia nacional. Por este motivo, houve uma grande migração da população para o interior do país, mais especificamente Minas Gerais. Com isso era necessário transportar a produção das Cachaças que eram feitas em sua maioria em cidades litorâneas, para Minas Gerais, onde tinha um grande mercado e oportunidades para o crescimento.
Os produtores transportavam para o interior as cachaças brancas (puras) em barris de madeira e devido ao tempo que era gasto para transportá-los, através do contato com as madeiras, a cachaça acabava alterando o sabor, amarelando e tomando aromas diferenciados. Assim foi descoberto um processo de aperfeiçoamento do nosso destilado. Com a descoberta, os produtores viram a oportunidade de diferenciar as suas Cachaças das concorrentes. Hoje, cerca de 90% da garrafas expostas nas prateleiras da cachaçarias, é amarela.
Com o aprimoramento da produção, a Cachaça começou a ter atenção dos nobres e ser consumida em banquetes do palácio e confraternizações.
A ‘agua’ que pingava e ‘ardia’ nas costas dos escravos e quando consumida os deixava ‘alegrinhos’, há quase quinhentos anos, se tornou a bebida típica e grande fonte de economia no país. Gera empregos diretos, indiretos e em 2016 gerou aproximadamente 14 milhos de dólares para o Brasil.
Por essas e por outras, em 2010, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de Lei do Deputado Valdir Colatto, que institui o dia 13 de setembro o “Dia Nacional da Cachaça”.
Hoje é 13 de setembro… Dia de comemorar o dia do destilado 100% brasileiro, que emprega, que gera renda e nos faz feliz!
Portanto abrace a sedutora Severina do Popote… Mas sempre com moderação!

Cavucada 48

Não, não se trata de nenhum produto de beleza que promete deixar a cútis das quarentonas com maciez de bumbum de bebê, ou algo parecido, não…!
Quarenta e oito é o número de velinhas que o nosso amigo Alexandre Reis Assunção, o popular “Cavucada” soprou no último domingo, 28 de maio! 48 anos bem vividos, com muita inocência, muita paz, muita amizade, e muita sabedoria.

Aos 48 anos Cavucada parece um menino! E é um menino! Não tem mais do que dez anos de idade, embora o conheçamos há mais de trinta anos sempre com aquele sorriso e a mansidão de um monge tibetano.
Cavucada estava deitado no sofá de sua casa no Belo Horizonte quando parei o carro defronte sua casa no meio da tarde desta quarta, 31. Através da porta aberta ele me viu, e mesmo que eu não estivesse indo especificamente visita-lo e levar-lhe uma lembrancinha pelo seu aniversário, eu teria que parar para dar-lhe um abraço. Tão logo me viu, ainda no interior da sala, ele foi logo chamando meu nome e perguntando dos meninos…
– He Chips, vamos chegar… Cadê o Diego, o Marcelo…?
Assim é o nosso amigo Cavucada… Ele não esquece as pessoas que lhe querem bem.
Pena que ele tem se tornado mais caseiro… Cada vez o vemos menos pelas ruas da cidade. Embora o portão agora com grades estivesse aberto, Cavucada passa os dias em casa, esperando a irmã e o irmão que trabalham o dia inteiro. Só à noite quando eles chegam, ele sai para dar uma voltinha na rua. Está feliz com a nova pintura que a irmã mandou fazer na casa. Fala nela o tempo todo;
– A casa ficou mais nova, ficou bonita né, Chips!
Apesar da mudança de hábitos nos últimos anos, Cavucada continua distribuindo sorrisos a quem o visita, e abordando qualquer assunto do momento, especialmente a performance do seu Palmeiras… Que vai ser campeão de novo!
Esse é Cavucada, ‘menino que vi crescer’, mas que permanece na mais doce infância! Menino de coração puro; menino que, sem fazer força, deixa um rastro de alegria por onde passa.
Feliz aniversario Cavucada!

* Leia mais sobre o Cavucada aqui no blog…