Os vendedores de fazenda da esquina da Catedral!

Eram cinco ou seis vendedores vendendo e comprando entre eles para fisgar os matutos…!

O casarão cheio de janelas na esquina, deu lugar ao Edifício Teixeira…!

Contar historias de Pouso Alegre é fácil… O difícil é escolher apenas uma história para contar! São Tantas.
Tem histórias da infância, histórias vividas, historias antigas, histórias que eu investiguei, histórias policiais…!
Essa é uma de meia idade, dos anos 1970… Uma historia pouco conhecida. É a historia dos “Vendedores de cortes de fazenda”!

No inicio da década de 70, o lugar mais perto que se achava roupas feitas para comprar, era na famosa Rua Maria Marcolina, no Braz, ou na Rua 13 de Maio, em São Paulo. Em Pouso Alegre, quem precisasse de roupa, tinha que comprar a ‘fazenda’ e levar às costureiras para fazer. Alfaiate só tinha o Keide, na Dr. Lisboa; o Gouveia, na Dom Nery; o Mario, na Com. Jose Garcia, e mais uns dois ou três que só faziam ternos e ainda assim, por encomenda!

Casas para comprar o tecido, a ‘fazenda’, não faltavam…
Tinha a Casa Senador, a Casas Pernambucanas, Casa Mendes, a ‘Cotonfil’ e tantas outras.

E tinha também os vendedores ambulantes de fazenda!
Eles faziam ponto na calçada da Praça Senador José Bento, naquele trechinho, entre a esquina da Afonso Pena e a Casa Morato.

Na época o Edifício Teixeira – construido no lugar onde fora o casarão do Senador Eduardo Amaral-, ainda estava na base. O terreno era cercado por um alto muro de tábuas.
Naquele trecho de calçada havia comerciantes de todo tipo…
Tinha o ‘Dito Seleiro’, cujos filhos vendiam selas, arreios, chibatas de couro, bainha de facões, etc.
Tinha vendedor de picolé ‘Milk Money’, com carrinho ambulante;
Tinha vendedor de panos de prato…

Eu era o vendedor de Raspadinha…! Aliás, fui o único garoto na história de Pouso Alegre a vender Raspadinha! E não é essa que vocês estão pensando, não…
Ficava quase na esquina da Afonso Pena, ao lado dos filhos do sorumbático Dito Seleiro, de olhos vermelhos!
No mesmo trecho, andando pra lá e pra cá, de acordo com a conveniência, ficavam os vendedores de fazenda…!
Tinha o Ze Maria, o Ze Gato, o Ze Bonitinho, o Josias, o Osvaldo, o Alicam…
Eu só soube o nome deles décadas depois nos clubes de carteados nas imediações do Mercado Municipal.
Eram uns seis ou sete ladinos, todos mancomunados entre si para ‘tomar’ o dinheiro dos capiaus que por ali passavam.
Era difícil escapar de suas artimanhas!

O golpe funcionava assim:

* Quando o capiau – cidadão geralmente usando calça caqui, camisa lisa ou listrada com a fralda por dentro da calça, chapéu e botina rústica de couro – passava, denotando que era ‘da roça’, geralmente trazendo a guaiaca recheada, um dos vendedores então se aproximava e oferecia o corte de tecido!
* Enquanto o vendedor tentava enrolar o cliente indeciso, outro companheiro passava de mãos vazias, parava, fingia se interessar pelo corte, dizia que estava muito barato e ‘comprava’ os tecidos…
* Incentivado pelo ‘comprador’, o capiau também acabava comprando alguns cortes…
* Às vezes, quando o capiau estava relutante em cair na tramoia, o vendedor propunha uma compra casada;
* – Olha, estes seis cortes a cinquenta cada um, dá 300… São os últimos que tenho… Se vocês juntos arrematarem o resto, eu faço tudo por duzentos cruzeiros… cem para cada um, quase metade do custo! – dizia ele… e fechava o negócio.
* O falso comprador então se afastava, ia tomar um cafezinho no mercado municipal ali perto, – ou uma dose de suco de gerereba! – e meia hora depois voltava para devolver os cortes e pegar seu dinheiro de volta!
E o ciclo recomeçava, com os personagens em papeis invertidos!

Os estelionatários do calçadão da Casa Morato ‘deram’ a manta em muitos capiaus ingênuos que por ali passaram ostentando seu embornal de lona cor de terra a tiracolo!

Eu tinha na época 12 anos de idade. Achava aquilo curioso, mas não sabia exatamente o que estava acontecendo.
Sim, mas, o que havia de mais em os camelôs usarem aquele ardil para vender o seu produto?
Bem… é que, se não fosse a ladainha do vendedor e principalmente do falso comprador, o matuto não compraria nada!
Além do mais, os cortes de tecido ‘empurrados’ na lábia goela abaixo do roceiro, eram da pior qualidade… Não valiam sequer um quinto do preço pelo qual eram vendidos!

Uma década depois, já na policia, eu entendi que, o que os vendedores de fazenda do calçadão da Casa Morato faziam, era uma modalidade de “Conto do Vigário”!

Décadas depois reencontrei os vendedores de fazenda nos clubes de carteados nas imediações do Mercado Municipal. Não eram tão velhos mas quase tinham vida desregrada. Hoje quase todos já morreram. Um deles, ironicamente eu levei agonizante para o pronto socorro numa quarta feira de 1992. Na segunda-feira seguinte eu soube que o baianinho Josias havia sido sepultado no sábado anterior!

Nenhum daqueles vendedores de fazenda, que passaram a ‘manta’ nos capiaus no “Calçadão da Casa Morato” nos anos 70, conseguiu comprar sequer um palmo de terra com o dinheiro ganho na venda fraudulenta de ‘cortes de fazenda’!

Tentativa de homicídio na Perimetral

“Irmão do Gilberto” recebe quatro golpes de faca nas costas… Tudo por causa de uma pedra bege fedorenta mal dividida!

Gilmar – ou seria o Gilberto? – saiu da Apac para comemorar o Dia das crianças, mas foi parar no hospital regional…!

O crime aconteceu no meio da tarde quente desta quarta-feira, 11, na Avenida Perimetral, no centro de Pouso Alegre. A vitima foi socorrida pelos “Anjos do Samu” e levada para o Hospital Regional Samuel Libânio.
A primeira versão do crime foi o próprio Gilmar Rodrigues de Oliveira quem contou aos policiais. Segundo ele, estava caminhando pela Perimetral quando de repente recebeu um golpe de faca nas costas e saiu correndo.
– Eu estava de costas quando recebi o primeiro golpe e saí correndo… Nem vi quem me deu as facadas – contou ele.
A segunda versão foi contada pela pivô da tentativa de homicídio, Rebecca Larissa Vigo, garota de programa. Elas e outros nóias foram abordados nas margens do Rio Mandú, onde se reúnem para fumar crack…:
– Foi sacanagem do Gilmar, doutor! Ele saiu da cadeia ontem e nós combinamos um programa no ‘terrão’… Em troca nós dois íamos fumar uma pedra juntos. Quando nós começamos queimar a pedra, ele tomou de mim pra queimar sozinho! Aí nós brigamos, ele tentou me jogar no rio, eu escapei dele e ele foi embora. Quando os meus amigos ficaram sabendo eles foram atrás dele, e o Paulistinha deu as facadas nele … – contou Rebeca.

Este é o interior da APAC, onde Gilmar vive há vários anos…


A terceira versão do crime deveria ser contada por Cleber Fernandes, 32, conhecido pelas alcunhas de Paulistinha ou “Demonio”, figurinha fácil da polícia de Cambui por crimes diversos, mas ele preferiu o silencio. E em silencio sentou ao piano, assinou o 121 c/c 14 do CP e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.
Gilmar Rodrigues de Oliveira, 42, também conhecido pelo epíteto de “Irmão do Gilberto”, havia saído da APAC na terça-feira,10, para comemorar o Dia das Crianças. Ele cumpre pena no regime semiaberto por furtos, uso de drogas e um homicídio cometido em 2009.

… Mas as vezes ele ganha uma ‘saidinha’, e passa uma semana em lugares assim, como o irmão Gilberto!


Devido à semelhança com o irmão gêmeo, Gilberto, que também leva um homicídio nas costas, eles, às vezes são confundidos pela policia. Numas das abordagens feitas pela PM na cracolândia do Rio Mandú, Gilmar disse que se chamava Gilberto… Até que o irmão Gilberto também foi detido, e ‘a casa caiu’!

Uma criança por um par de chinelos havaianas!

Você acha que conhece o Brasil? Acha que o perfil do brasileiro cá do rico Sudeste ou do Sul, é o mesmo do brasileiro do Nordeste? Então leia essa historinha simplesinha passada – aliás, que está se passando – no Piauí!


Jose de Ribamar Pereira Lima tem 52 anos. Ele cumpre pena de 18 anos, por estupro de menor de idade, na penitenciaria agrícola Major Cesar Oliveira, na cidade Altos, há 38 KM de Teresina, no Piauí. Foi lá que ele conheceu o lavrador Gilmar Francisco Gomes, 49, que também cumpriu pena de 8 anos por dois estupros de menores e atualmente está no regime aberto.
Jose Ribamar está no regime semiaberto e trabalha na horta da colônia agrícola. A lavoura é administrada pelos presos, que comercializam os produtos e, em época de colheita, contratam trabalhadores e pagam 20 reais por dia. É ele que decide quem deve contratar para trabalhar na colheita da colônia agrícola.
Gilmar e a esposa Sebastiana são alguns desses trabalhadores avulsos, que ganham 20 reais por dia. O sonho do Gilmar é ter um prego fixo na lavoura. Toda vez que Gilmar pede emprego fixo na horta da colônia, Jose Ribamar desconversa e diz que à noite, sente muita solidão na cela da cadeia.
No semana passada Gilmar e a mulher Sebastiana da Silva, a convite de Ribamar, foram trabalhar na irrigação da lavoura. E levaram com eles os filhos menores, um de 13 e outro e 9 anos. Em troca cada um ganhou um prato de comida.

À tarde, o menino mais velho perguntou à mãe se poderia dormir no presidio.
– Pra que menino – questionou Sebastiana.
Gilmar interveio e disse com veemência, que o garoto ficaria lá, já que Ribamar seu compadre se queixava de solidão. E ele ficou.
As duas da madrugada, durante uma inspeção de rotina, os agentes penitenciários encontraram o garoto de 13 anos na cela de Jose Ribamar!

O garotinho contou aos agentes, que à noite ficou vendo televisão, enquanto Ribamar ficou deitado na cama, de calção. Quando sentiu sono, também de calção, o menino deitou na cama ao lado de Ribamar.
Em depoimento na policia o adolescente contou que Ribamar lhe deu um par de sandálias havaianas de presente e havia prometido comprar um videogame e um celular no Dia das Crianças para ele e para o irmão mais novo.
O Ministério Publico do Piauí abriu um procedimento para investigar denúncias de que crianças e adolescentes entram e saem da Colônia Agrícola e muitas vezes dormem lá.
Repórteres de VEJA que estiveram no local, constataram que os portões do local ficam abertos o tempo todo, inclusive à noite, e que as alas das celas é separada da estrada que dá acesso ao prédio principal apenas por cercas de arame farpado, baixas.
O Conselho Tutelar do Piauí suspeita que Gilmar esteja oferecendo os filhos para passar a noite com presos na colônia agrícola, e pediu à justiça que tirasse os meninos da guarda da família.
“É muito triste, mas essas famílias lidam com a violência sexual sob outra ótica. Esse senhor, por exemplo, já estuprou duas mulheres. Todos seus filhos – incluindo outros quatro maiores de idade que moram em outra cidade – sabem disso e tratam o assunto como se fosse a coisa mais natural do mundo”, conta uma conselheira tutelar.
Na quarta-feira,04, por determinação da Vara da Infância e Juventude da Justiça do Piauí, Gilmar Gomes e Sebastiana perderam a guarda dos quatro filhos menores. Gilmar, que cumpria pena de estupro no regime aberto, teve a prisão preventiva decretada.
Veja abaixo o que disseram os pais, Gilmar e Sebastiana, ao repórter Ullisses Campbell, da revista VEJA.

“ Repórter: Porque os senhores deixaram o filho no presidio junto com um adulto que cumpre pena por estupro?
Gilmar: Ele pediu pra ficar lá.
Sebastiana: Ele não pediu. Você que insistiu (falando para o marido). Meu filho nem queria ficar lá. Nem eu queria deixar ele ficar. Quando eu estava chegando em casa, me deu um aperto no coração, mas não tinha como pegar ele de volta.

R.: Porquê?
Sebastiana: Fiquei com medo que o Ribamar fizesse algo com meu filho, que é muito magrinho e fraco. Mas não deu para eu voltar e comecei a chorar.

R.: A senhora acha que o Ribamar fez algo com o seu filho?
Sebastiana: O meu filho diz que não. Mas achei esquisito os dois estarem dormindo na mesma cama, com o meu filho vestindo só um short. Ele nunca dorme só de short. Acho que ainda ia acontecer alguma coisa, mas os agentes penitenciários impediram.

R. : Alguns dos seus filhos já haviam dormido no presidio?
Gilmar: Não, mas sempre tem criança trabalhando na lavoura e, como elas ficam lá até tarde, acabam dormindo por lá. Mas não acontece nada.
Sebastiana: Minha filha de 15 anos pediu para dormir lá uma vez, mas não deixamos.

R. : A policia suspeita que vocês deixaram o menino em troca de favores.
Gilmar: Isso não é verdade. O Ribamar dava as coisas pra minha família, mas não pedia nada em troca. Ele só queria ajudar.
Sebastiana: O Ribamar disse que queria que o menino dormisse lá porque ele se sentia muito sozinho à noite. Como ele sempre dava trabalho pra gente na lavoura da colônia agrícola, meu marido aceitou deixar o garoto lá. Ele prometeu nos dar emprego fixo na plantação.

R.: Em troca do que?
Gomes: Em troca da nossa amizade.

R.: Tem medo do que vai acontecer?
Sebastiana: A nossa vida desmoronou. Em uma semana tiraram os nossos filhos, nos acusaram de “vender” uma criança, tomaram nossa casa e agora estão dizendo que seremos presos.
Gomes: Se eu tiver que pagar pelo que fiz, pagarei.

R.: O senhor não sabia dos riscos que seu filho corria?
Gomes: Não, porque o Ribamar é meu compadre, como se fosse da família.

R.: Mas o Ribamar, assim como o senhor, tem condenação por estupro de menores.
Gomes: Eu não sabia disso. Nem sei se é verdade. Queria mesmo pedir perdão pelo que fiz e gostaria, se possível, que alguém me arrumasse um bom advogado. ”

E ele vai precisar…
Momentos depois dessa entrevista Gilmar Francisco Gomes recebeu as pulseiras de prata da lei e passou para o lado de dentro da grade! O seu ‘compadre’ também.

Eu não gostaria de tirar o foco social desta triste história, falando em política… Mas não posso me abster! Não posso deixar de colocar uma pulguinha atrás da orelha do leitor: daqui a exatamente um ano, eu, você, o Gilmar, a Sebastiana estaremos escolhendo nossos novos governantes!

Gaeco faz faxina em Pouso Alegre

E apreende drogas, armas, veículos, celulares e prende 20 meliantes!

Tchurk ainda não havia acabado de cumprir sua pena de 11 anos relativa à ‘quadrilha da mara’… e voltou para o Hotel do Juquinha!

A operação batizada de “Nevoa II” foi desencadeada no alvorecer desta quinta-feira, 05 de outubro. Vinte meliantes que vinham sendo investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado) foram sacudidos dos braços de Morfeu para receber as pulseiras de prata.
A ação dos policiais militares e patrulheiros federais, coordenada pelo Ministério Publico, visando combater o tráfico de drogas na cidade, apreendeu 01 Kg de ‘pasta base’, 350 gramas de cocaína em pó, 153 barangas de farinha do capeta, 03 porções de pedra bege fedorenta, uma baranga de maconha, balanças de precisão. Além das drogas aprendeu também, 01 revolver calibre 38, R$ 1.791 em dinheiro, 06 aparelhos celulares, 01 rádio transceptor na frequência da PM, aparelhos eletrônicos e dois veículos. ‘Participaram’ da operação os cães farejadores e um helicóptero da PM.
Vinte meliantes, todos com mandados de prisão preventiva foram presos.
Entre os presos está Rodrigo Leonardo Inácio, o ‘Tchurk”, 30 anos. Tchurk é figurinha fácil no álbum da policia. Ele era um dos vinte e três integrantes da ‘quadrilha da Mara’, desbaratada pela Policia Civil em 2010. No ano seguinte Tchurk recebeu seu ‘prêmio’ pela participação na quadrilha: 11 anos e um mês de estadia gratuita no Hotel do Juquinha. Ao todo a quadrilha da Mara recebeu 225 anos de cana. Rodrigo Leonardo “Tchurk” Inacio, preso ao pezinho desta manhã, portanto, ainda não havia quitado seu debito com a sociedade.
Essa foi a segunda grande operação policial de combate à criminalidade em Pouso Alegre em menos se uma semana. Na sexta-feira passada, a PC ‘varreu’ a área do 17º Departamento de Policia Civil e prendeu 39 meliantes.

Assassinato em Monte Verde

Garçom morreu com golpes de faca no pescoço e tiros de revolver calibre 22.

O crime aconteceu ao pé da noite desta segunda-feira,02, no bairro Vila das Fontes, na estancia climática de Monte Verde, a ‘Suissa Brasileira’, a cem quilômetros de Pouso Alegre.
Carlos Teodoro Silva Tomas de Oliveira, 23, recebeu pancadas na cabeça, golpes de faca no pescoço e vários tiros de revolver calibre 22. Embora tenha sido socorrido com vida, não resistiu e morreu ao dar entrada no hospital.
Minutos antes dos tiros uma testemunha que chegava em casa, viu os suspeitos Jone Deivid de Abreu Martins e Juliano Soares de Oliveira espreitando a vitima. No sábado, quando o carro de Juliano, um fusca, foi ‘esfaqueado’ e incendiado perto de sua casa, Carlos Teodoro foi apontado como suspeito dos danos, por conta e uma desavença pessoal anterior. Carlos, que namora uma prima de Juliano, teria sido atraído por ele ao local do sinistro.
A faca com as marcas indeléveis do crime e o revolver calibre 22 com seis capsulas deflagradas e uma picotada foram encontradas ao lado do corpo agonizante do garçom.
Jone Deivid de Abreu Martins e Juliano Soares de Oliveira não foram encontrados pela policia para dar entrevistas.

Policial Civil localiza o Gol que matou o cachorro

https://www.facebook.com/heliodavan/videos/pcb.1443986575648874/1443986305648901/?type=3&theater

O cachorricida não foi encontrado, e mesmo que fosse, não seria preso, pois cachorros não são protegidos pelo código penal!

As imagens do veiculo VW Gol verde escuro fazendo uma manobra brusca para atropelar propositalmente os dois cães que descansavam inocentemente deitados na beira da rua, correram as redes sociais. Captadas pela câmera de uma residência no bairro Ibirá, a norte de Pouso Alegre, as imagens ‘bombaram’ na redes sociais!! Faces, blogs, WhatsApp foram replicados e em pouco mais de uma hora o “cachorricidio” ‘doloso’ do bairro Ibirá já havia sido visto por mais de 40 mil pessoas!
Com tantas visualizações, com tanta covardia, com tanta maldade, com tanta comoção virtual social, com tanta celeuma, dezenas, centenas, milhares de pessoas pararam tudo que o que faziam na tarde de domingo, 1º de Outubro para tentar chegar ao assassino de cães!
Quem seria o motorista do gol verde assassino?
Quem tem intimidade com a internet conseguiu aproximar as imagens do Gol e conseguiu ver a placa traseira. Mas não viu o suficiente! Viu apenas duas letras e dois números!
Dentre as milhares de pessoas indignadas com a crueldade e covardia com os inocentes cãezinhos, estava uma policial civil, que embora detenha um cargo que 99% das pessoas não associam à investigação policial, é 99% investigativa. E ela recebeu de um internauta, amigo oculto da lei, a informação que faltava: dizia ele: “Conheço um cara assim assado, que tem um carro idêntico ao das imagens. Ele tem o andar jongolhó idêntico ao cachorricida. Seu nome é xyz e já foi meu vizinho”.
Juntando as imagens do carro assassino, parte da placa alfanumérica e o primeiro nome do suspeito… Eureka: a medica legista identificou o carro, o nome e o endereço do cachorricida do Ibirá! E passou o resultado da sua investigação à Policia Militar. Prendê-lo agora é trabalho dos homens da lei. Informações ainda não oficiais dão conta que a PM localizou o carro assassino na garagem da casa do dono, no bairro Faisqueira, conforme havia informado a medica legista, mas o dono do carro, B.L.S. não foi localizado!
Mas não se animem senhores defensores do cães inocentes fracos & oprimidos… Não existe no Código Penal Brasileiro a figura típica do assassinato doloso ou não de cães, que possa mandar o cachorricida para o Hotel do Juquinha. O mais perto que a lei passa do cidadão covarde, bruto, insensível, desequilibrado, que dá uma guinada no volante do seu carro para, propositalmente atropelar um cão é o artigo 32 da Lei 9605/98, que reza o seguinte:”Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa”.
Portanto, seja o assassino de cães preso ou não em flagrante, ele será levado para a DP, sentará ao piano, assinará o famigerado TCO e voltará belo e formoso para casa! E, daqui a cinco ou seis semanas sentará ao piano do Homem da Capa Preta. Não ficará um dia atrás das grades! Sua pena de no máximo um ano será trocada por uma cesta básica, ou algumas semanas limpando o canil municipal! Ou quem sabe, alguns sacos de ração para os cãezinhos do canil…!
… Mas valeu toda a comoção virtual social para localizar o cachorricida! Mostra que o ser humano está mais sensível à vida… Que o ser humano se importa com a vida… Mesma que seja com a vida de um animal!
Ah, o moço que matou o cãozinho no Ibirá, tem várias passagens pela polícia por infrações de transito, por infração à Lei Maria da Penha, ou seja… Está acostumado a agredir mulher!!!

Latrocínio no Paraíso dos Pescadores

Um dos assaltantes que matou o empresário havia recebido a visita da policia civil para uma busca em sua casa poucas horas antes do crime! Enquanto a policia reunia a imprensa para a coletiva na DP, o investigado, que não fora preso por falta de provas, estava cometendo o latrocínio.

Ewerton “Xanxão” Sanches: será que esses olhos verdes ja não foram vistos em outras cenas de crimes na região?

O frustrado roubo à transportadora aconteceu às dez e meia da manhã de sexta-feira, 29. Os três assaltantes chegaram pelos fundos do quintal da residência do empresário, que fica ao lado da transportadora, no bairro Paraiso dos Pescadores, e tentaram tomar o celular da irmã do empresário, para evitar que ela desse o alarme. Impossibilitada de usar o aparelho ela colocou a boca no trombone. No minuto seguinte os irmãos Renato e Walder apareceram. Assustados com a presença de estranhos agarrando a irmã, eles entraram em luta corporal com os assaltantes, sem perceber que eles estavam armados… E aconteceu o inevitável! Dois dos assaltantes, um com um 38 e outro com m 32 atiraram nos irmãos! Frustrado o assalto, os ladrões fugiram do local margeando o Rio Sapucaí em direção à Lagoa Vermelha. Pouco tempo depois os policiais abordaram na beira do rio, dois deles, Ewerton Sanches, o “Xanxão”, e Roni da Silva Vitor. Ambos estavam com as roupas molhadas! Minutos mais tarde outra equipe da policia militar abordou outro ‘molhado’, Carlos Alberto da Silva, o “Dez”, nas proximidades de Bloquel.

Carlos Alberto “Dez” da Silva: terceiro a ser preso, ele contou quem planejou e como foi o roubo


Foi Carlos Alberto da Silva, o “Dez” quem deu com a língua nos dentes. Segundo ele seis pessoas participaram do roubo à transportadora. Ele, Xanxão, Roni e ainda Milton “Zoio”, Rodrigo “Carioca” e Fernando Ribeiro dos Reis. O sexteto de assaltantes chegou ao local do crime em um VW Gol conduzido por Bruno “Zóio”.
– Eu estava’ com o ‘cano’ 32, o “Xanxão” estava com o cano 38 e o Roni com a faca – confessou o meliante. Aliás, o motoboy “Dez” confessou todo o mecanismo do crime, desde o convite e planejamento de Ewerton “Xanxão”, morador do Cidade Jardim, para o cometimento do crime. Só não contavam com a reação dos empresários.

Bruno “Zóio”…


Renato Nazareno de Souza recebeu três tiros na região abdominal e morreu no local. Walder Nazareno recebeu dois tiros, um no braço e outro na perna. A irmã deles, Maria Lucia recebeu coronhadas de revolver na cabeça e pancadas no olho. Ambos foram internados no nosocômio sem risco de vida.
Segundo a perita da Policia Civil, que esteve no local do sinistro e periciou as armas, do revolver calibre 32, usado por “Dez” saíram seis tiros. Do trezoitão usado por Ewerton saíram três. As outras três balas não saíram porque picotaram!

Rodrigo Carioca…


Durante as diligencias os militares foram informados por amigos ocultos da lei que os fujões haviam dispensado os dois revolveres usados no crime, por sob o muro de uma casa desabitada na rota de fuga. No local mencionado os policiais apreenderam as armas, celulares e toucas ninjas usadas no crime.

Rony…


Milton Bruno “Zoio” Teixeira Messias, Fernando Ribeiro Reis e Rodrigo Alessandro “Carioca” Palmeira foram presos numa construção na rota de fuga para o Cidade Jardim. Eles fingiram ser peões da obra, mas não colou!
Todos os envolvidos são suspeitos de roubos recentes nas vizinhas cidades de Conceição dos Ouros, Congonhal, Estiva, São Gonçalo do Sapucaí, Silvianópolis e Pouso Alegre.

Fernando…


O detalhe irônico nessa história, é que um dos bandidos havia recebido visita da polícia poucas horas antes do crime. Às seis da manhã Ewerton Sanches, o “Xanxão”, 39 anos, morador do Cidade Jardim recebeu em sua casa uma equipe da “Operação Notus”! Eles procuravam drogas e outras provas de crimes, mas só encontraram e apreenderam um celular.

Segundo Carlos Alberto “Dez”, Ewerton é o que portava o 38, cujas três balas picotaram…


À exceção de Carlos Alberto “Dez” da Silva, que ‘deu’ toda a fita, todos os demais envolvidos no latrocínio do empresário do transporte juraram de pés juntos que são inocentes. Mas sentaram ao piano, assinaram o 121 c/c 157 e subiram – de novo – para o Hotel do Juquinha, onde poderão ficar nos próximos trinta anos!

Policia Civil mostra as armas…

Graças a uma Resolução do Conselho Nacional de justiça, acatando pedido da Secretaria de Direitos Humanos, a policia agora não pode mais mostrar seus presos de frente…!

A operação batizada com um nome curto, mas que sugere, e pretende soprar o crime para bem longe do Sul de Minas, foi realizada antes de o sol desta sexta-feira, 29, nascer. Entre mandados de prisão e de Busca & Apreensão eram mais de 40 alvos. Trinta e nove pessoas receberam as pulseiras de prata da lei. Doze em flagrante. As demais, já com a ‘carta branca’ do Homem da Capa Preta!
Um dos alvos é um estudante segundanista de medicina. Ele não foi encontrado em casa, no Santo Antonio, quando os policiais chegaram para o café da manhã, e nem na sala de aula da faculdade onde foi procurado mais tarde. Mas a batata do futuro medico está assando. Ele está na lista dos investigados por tráfico de drogas!
A mitológica Operação Notus, envolvendo cerca de 150 policiais lotados no 17º Departamento de Policia Civil de Pouso Alegre, que engloba as regionais de Pouso Alegre, Itajubá e São Lourenço, com dezenas de viaturas, helicóptero e cães adestrados, se estendeu às cidades de Santa Rita do Sapucaí, Heliodora, São Sebastião da Bela Vista, São Gonçalo do Sapucaí, Congonhal, Ouro Fino, Borda da mata, Monte Sião e Pedralva. O ‘vento sul’ soprou até a cidade paulista de Itapira.

Ladrões, intrujões, traficantes puderam perceber neste final de setembro, que a Policia Civil de Minas, cá no sul, apesar dos pesares, está muito viva! Aquela pergunta que os ouvintes do programa “Tudo Junto & Misturado” costumam me fazer às terças e sextas-feiras na Super Radio 90 FM, está respondida com ação: a Policia Civil não morreu! É bem verdade que há tempos vem recebendo o salário atrasado; que hoje tem menos investigadores do que tinha em 1980; que o que resta não consegue trabalhar atrás do computador e ir pra rua, exercitar o tirocínio policial, ao mesmo tempo… Mas continua disposto a mostrar as armas e ‘soprar’ o crime para longe!
No entanto, por ironia do destino, um dos investigados e abordados pela policia civil antes do sol nascer – e não foi preso por falta de provas, – quatro horas mais tarde participou de um roubo à mão armada, onde um empresário morreu… conforme veremos no próximo post!

Hoje é dia dela… Severina do Popote!!!

A sedutora senhora de quase cinco séculos está fazendo aniversário!

Produzida no Brasil desde que o país era criança em fraldas – 1530 – a bebida produzida com caldo de cana fermentado é a única genuinamente brasileira! No Período Colonial tornou-se símbolo da resistência ao colonialismo de Portugal. Mais tarde no Império, tornou-se símbolo da Independência do Brasil.
Passou por vários status sociais. Dos escravos aos senhores de engenho. Do proletariado à burguesia! Apreciada pela elite dominante do século dezenove, frequentou até o palácio real. Com a proclamação da república em 1889, perdeu duplamente a nobreza! A partir de então o chic era beber vinho, champanhe e Whisky importados. E a velha cachacinha virou “bebida de pobre”, vendida em botecos…!
Ficou assim marginalizada durante quase um século! A partir de 1980 começou reconquistar seu espaço. Hoje só no município de Salinas, Nordeste de Minas, existe cerca de 60 alambiques. Todos tentando seguir os passos da septuagenária conterrânea Havana, que não se encontra por aí a menos de R$ 560 a garrafa.
Em 1995 o escrivão de policia aposentado, Sr. Lima, se valendo do bom relacionamento com a alta sociedade pouso alegrense, entrou no ramo da cachaça. Trazia de salinas a famosa “Lua Cheia”. Comprei algumas dele à R$ 4 a garrafa de 600ml. A Velho Barreiro ou a 51 custavam na época R$1,70 o litro! Hoje a mesma Lua Cheia custa no mercado, em média, R$ 90.
Há muito que se falar deste novo filão de ouro brasileiro – coincidência ou não, a cachaça ouro predomina sobre a prata em todas as prateleiras e cachaçarias – que a cada dia, com roupagem nova, ganha mais o mercado estrangeiro. Tem até um ator americano fazendo comercial de uma cachaça brasileira. E olhe que nem é das melhores!
Mas voltemos ao titulo desta embriagante matéria!
Um pouco da Historia da Cachaça no Brasil
Antes de falarmos do dia Nacional da Cachaça, que é comemorado no dia 13 de setembro, vamos entender um pouco sobre como surgiu nosso querido destilado e sua importância histórica e cultural.
De certa forma podemos dizer que a história da Cachaça acompanha a história do próprio Brasil. O primeiro registro da nossa cachacinha se deu quando a agua que evaporava em torno da moenda onde se fazia a rapadura e o açúcar, e ardia ao cair nas costas dos escravos, foi chamada de ‘agua ardente’! Quando os mesmos escravos começaram a beber aquela agua e ficar eufóricos, e consequentemente mais produtivos, tiveram que batiza-la de “Aguardente”! Dai o primeiro nome da nossa cachaça.
A descoberta da cachaça pelos escravos, foi portanto por acidente! No processo de fabricação das rapaduras, moía-se a cana de açúcar, fervia-se a garapa e deixava-se esfriar em formas, de forma que ficasse somente o extrato que era usado para adoçar as bebidas, como café, sucos entre outras. Porém uma vez ou outra esse processo dava errado, e o caldo fermentava e tinha que ser jogado fora, pois não era aproveitado para adoçar. Por sua vez esse caldo esverdeado e escuro era chamado pelos escravos de ‘cagaça’, remetendo a algo que se dava errado. Entretanto, era consumido por alguns escravos, que após beber, trabalhavam com uma certa euforia e contentamento, fazendo até com que o trabalho rendesse mais.
Vendo que os escravos trabalhavam entusiasmados, os senhores de engenho por sua vez incentivavam os escravos a consumir a bebida. E se era bom para os escravos, devia ser bom também para o restante da população, que logo a adotou! E a bebida ganhou espaço importante na economia colonial, sendo usada por comerciantes como moeda de troca. Isso fez com que a cachaça se tornasse concorrente da bagaceira, do vinho, produzida em Portugal.
No entanto, para a corte portuguesa, essa atitude era uma afronta ao poder da metrópole, e foi decretada a proibição da bebida para os negros. Para intimidar os senhores de engenho e produtores de Cachaça, estabeleceu-se um decreto através do qual era cobrado um imposto abusivo sobre a fabricação e venda da Cachaça. Inicialmente os produtores acataram as taxas, porém, chegou em um certo momento, como acontece até hoje, que estava prejudicando-os e, claro, pois não estavam conseguindo arcar com seus custos. E partiram então para a ilegalidade. A corte não deixou barato: ordenou a destruição de alguns alambiques, causando indignação com alguns revoltosos.
O descontentamento dos produtores provocou uma rebelião contra a metrópole que, em 1660, data do marco histórico, estabeleceu-se a ‘Revolta da Cachaça’.
No dia 13 de Setembro de 1661 indignado com as leis decretadas na Carta Real que também em 13 de setembro do ano de 1649, havia proibido a venda e a comercialização em todo território colonial, os proprietários de alambique e de plantação de cana de açúcar tomaram o poder na cidade do Rio de Janeiro, por aproximadamente cinco meses. Após a tomada do poder os rebelados foram reprimidos pela corte com extrema violência. Seu líder, Jerônimo Barbalho Bezerra, foi capturado, enforcado e decapitado. Como forma de repressão às revoltas e para amedrontar a população e evitar movimentos semelhantes, sua cabeça foi pendurada na cidade!
Essa ciumeira do Império, colocou a cachaça na ilegalidade, sendo consumida em sua maioria por escravos e pessoas com pouca renda. Por isso sua imagem ficou denegrida e associada a uma qualidade inferior às demais bebidas.
Mas a estonteante bebida – que, 320 anos depois seria rebatizada por este jornalista com o pomposo nome de ‘Severina do Popote’ – apesar de rustica, descoberta acidentalmente, continuou se aperfeiçoando.
Com o passar do tempo, passou a ser destilada, filtrada e seu processo de fermentação foi melhorado. Hoje é fonte de divisas para o país. Os mais tradicionais ‘mercadões’ municipais abrigam ao menos uma cachaçaria. Os mercadões municipais de Belo Horizonte e de Curitiba juntos, tem duas dezenas de lojas que só vendem cachaças!
Da branca ou da amarela? Como chegaram a essa coloração e esses sabores? Isso também foi acidental.


Com o declínio do ciclo açucareiro, no século XVII, a descoberta do ouro no interior da colônia, tomou seu lugar na economia nacional. Por este motivo, houve uma grande migração da população para o interior do país, mais especificamente Minas Gerais. Com isso era necessário transportar a produção das Cachaças que eram feitas em sua maioria em cidades litorâneas, para Minas Gerais, onde tinha um grande mercado e oportunidades para o crescimento.
Os produtores transportavam para o interior as cachaças brancas (puras) em barris de madeira e devido ao tempo que era gasto para transportá-los, através do contato com as madeiras, a cachaça acabava alterando o sabor, amarelando e tomando aromas diferenciados. Assim foi descoberto um processo de aperfeiçoamento do nosso destilado. Com a descoberta, os produtores viram a oportunidade de diferenciar as suas Cachaças das concorrentes. Hoje, cerca de 90% da garrafas expostas nas prateleiras da cachaçarias, é amarela.
Com o aprimoramento da produção, a Cachaça começou a ter atenção dos nobres e ser consumida em banquetes do palácio e confraternizações.
A ‘agua’ que pingava e ‘ardia’ nas costas dos escravos e quando consumida os deixava ‘alegrinhos’, há quase quinhentos anos, se tornou a bebida típica e grande fonte de economia no país. Gera empregos diretos, indiretos e em 2016 gerou aproximadamente 14 milhos de dólares para o Brasil.
Por essas e por outras, em 2010, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de Lei do Deputado Valdir Colatto, que institui o dia 13 de setembro o “Dia Nacional da Cachaça”.
Hoje é 13 de setembro… Dia de comemorar o dia do destilado 100% brasileiro, que emprega, que gera renda e nos faz feliz!
Portanto abrace a sedutora Severina do Popote… Mas sempre com moderação!

Lipa & Grilo, os formiguinhas da Sapucaí

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Eles protagonizaram uma das mais agitadas perseguições policiais do ano na Baixada do Mandú nesta segunda…

A velha Sapucaí começa a um quarteirão da avenida principal e vai se abrindo para o sudeste da Baixada do Mandú

Pense numa cena de filme de chanchada-policial com dois bandidos sendo perseguidos por vários mocinhos tentando, prendê-los com droga, na quebrada mais quente da cidade! Ao serem perseguidos eles pulam muros & quintais, sobem em telhados, caem de telhados, invadem residência, são descobertos debaixo da cama, encaram policiais, rolam com eles na poeira, recebem pulseiras de prata, tentam dobrar a serra do cajuru mesmo algemados até que finalmente sentam ao piano do paladino da lei… e acusam a policia de agressão e de forjar provas!
Pois sim! Agito muito maior do que eu reproduzi nestas singelas linhas aconteceu no meio da tarde desta segunda-feira, 11, nos quarteirões limítrofes das ruas Juruá com Sapucaí! Na Baixada do Mandu, claro!
Tudo começou às três e meia da tarde quando amigos ocultos da lei avisaram que os irmãos Bruno “Grilo” e Nailton “Lipe” Coutinho estavam distribuindo pedra bege fedorenta e farinha do capeta à preços módicos numa quebrada da Sapucaí.
Segundo a PM, Bruno atendia o cliente na rua, recebia a ‘ararinha’, se dirigia ao portão de um terreno murado ali perto, batia levemente no portão, recebia um pequeno volume das mãos de Nailton e levava até o cliente. Era o legitimo trafico formiguinha!
Depois de observar por alguns minutos o modus operandi dos irmãos e ver que eles saíram do local e entraram em Fiat Uno azul, os homens da lei deram o bote… E começou a chanchada policial!
Ao ver seu veiculo cercado por varias viaturas, o piloto abandonou o veículo e passou sebo nas canelas. Tropeçou na pressa e rolou na poeira duas vezes, mas levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima! Por cima mesmo… Galgou um muro, pulou no telhado, passou para o outro, passou para o terceiro e desceu no quintal da quinta casa! Parecia ter despistado a policia. Até que uma criança saiu gritando no portão:
– Tem um moço feio no meu quarto…!!!
Mesmo encurralado dentro de casa, Nailton não se rendeu. Somente com a ajuda da sisuda senhora “Tonfa” os policiais conseguiram dominá-lo e presentear-lhe as pulseiras de prata!
Dominada a situação, os policiais refizeram parte do trajeto do fujão – menos subir nos telhados, é claro – e apreenderam uma sacola plástica deixada pelo caminho, contendo R$1.700 reais, além de ouros R$ 172 na algibeira do moço.
Mas as cenas de cinema de quinta – para preencher madrugadas de Natal, quando todo mundo já foi dormir empanturrado de vinho tinto com leitoa e peru – ainda não tinha acabado! Ao ver o comboio se aproximando do formigueiro, quero dizer, do terreno murado, onde os irmão imitavam formiguinhas saúvas, Bruno passou sebo nas canelas, pulou o muro, saiu pelos fundos, passou como um corisco pelo acampamento cigano e dobrou a serra do cajuru!
No formigueiro abandonado às pressas, os policiais encontraram uma balança de precisão e demais petrechos comumente usados para dolagem de drogas tais como rolos de fita, pinos vazios, faca, lamina e o característico cheiro de drogas diversas. Havia maconha até dentro de garrafa pet… com agua!
A ultima cena do agitado imbróglio protagonizado por mocinhos & bandidos, já no inicio da noite do inesquecível 11 de setembro, aconteceu distante da Baixada do Mandú. Ao ser levado do quartel da PM, onde se redigiu o BO de sua prisão, para o taxi do contribuinte que o levaria para a delegacia de policia, Nailton tentou nova fuga, debaixo das barbas dos policiais! E novamente sucumbiu com a força da maré contraria. Sucumbiu mas fez barulho, gritando aos quatro ventos que estava sendo agredido pelos policiais! Mas neste momento ele já estava sendo assistido pelo seu causídico que presenciou toda a cena!
E lá foi o formiguinha Nailton “Lipe” Raimundo Coutinho, 30, sentar ao piano do paladino da lei na DP. O mano Bruno “Grilo” de Jesus Coutinho, 20, que recentemente deixou a hospedagem gratuita do Hotel do Juquinha, ainda não recebeu a ‘estatueta’ pela sua atuação na ‘chanchada’ de ontem… Mas a batalha está assando pra ele!