Assassinato em Munhoz

Em volta de uma ‘carreira’ de ‘farinha do capeta’, no capô do carro, Dandara recebeu cinco golpes de faca e morreu. O motivo do crime seria uma caguetagem sofrida anteriormente por um dos envolvidos!

Du Bragança…

Tres homens, dois com passagens pela policia por crimes diversos, estão envolvidos no crime. A participação de cada dos envolvidos no sinistro ainda continua obnubilada. Segundo consta do BO da policia militar, que prendeu o trio em poucas horas depois do crime, o autor dos golpes de faca que matou a jovem Dandara Camargo Brandão foram desferidos pelo amigo Eduardo Aparecido Camargo de Miranda, 36, o “Du Bragança”, mas ele alega que contou com a ajuda dos amigos Vitor Jose Pedro, o Vitão, 24, e Rony Charles Moraes de Araujo, o “Barbudo” 25.

Rony ,alcunhado pela PM devido às diversas abordagens, sendo uma delas por uso de droga e outra por porte de arma branca, de “Barbudo”…

Era fim de noite quando “Du Bragança” e Vitão chegaram ao Bar da Adriana, mãe de Dandara, onde ela estava na companhia de Rony “Barbudo” e saíram os quatros para usar drogas. Depois de passarem em outro bar, foram para uma estrada deserta no bairro Serraria, no GM Corsa branco de Du Bragança. A pretexto de conversar à sós, Du Bragança e Dandara desceram e se afastaram alguns metros do carro. De repente Du começou esfaquear Dandara. Rony e Vitão desceram do carro e interromperam a agressão. Du Bragança fugiu imediatamente no Corsa deixando os tres no local. Dandara morreu alguns metros depois do local onde fora esfaqueada, tentando caminhar em busca de socorro.
Essa é a versão de Vitão, que teria tentado socorrer a amiga.
Rony Barbudo se afastou a pé do local e foi preso mais tarde em casa. Ele disse à PM que inicialmente fora buscar socorro, mas achando que fora uma simples briga entre Du Bragança e Dandara, foi para casa dormir.
Eduardo Bragança foi preso algumas horas depois, tentando fugir da cidade em uma motocicleta, em direção à cidade de Bragança Paulista. Ele levava na garupa a amiga Ana Paula.

A versão de Du Bragança é ainda mais confusa. Primeiro ele admitiu que tinha uma rusga com Dandara, por conta de uma caguetagem anterior. Depois diz que no momento em que estava cheirando a carreira de ‘farinha do capeta’ no capô do Corsa, na estrada, Dandara tentou agredi-lo com uma pedra. Nisso Vitão desceu do carro e segurou Dandara, e Rony esfaqueou a amiga. Ele, Du, teria apenas tomado a faca das mãos de Vitão. Mas admite que, num ‘momento de loucura’, teria dados vários golpes de faca na cabeça, pescoço e costas de Dandara! Mais tarde disse que iria ‘assumir’ sozinho o crime.

Vitão ja ‘deve’ um homicídio cometido em 2014…

Dandara morreu antes de chegar ao nosocômio, nos braços de Vitão.
Todos os envolvidos sentaram ao piano do paladino da lei na Delegacia Regional de Policia de Pouso Alegre. Apenas Du Bragança de Rony Barbudo ficaram presos.

À exceção de Rony Charles Moraes de Araujo, o “Barbudo, contra o qual há registros de abordagens pela PM e os registros de uso de droga e porte de arma branca, os demais, Eduardo Aparecido Camargo de Miranda, o “Du Bragança”,  Vitor Jose Pedro, o “Vitão”, e Dandara Camargo Brandão, são figurinhas fáceis no álbum da policia por brigas e envolvimento com drogas. Em 2011 Dandara escapou por pouco da morte, quando, durante uma briga na rua, recebeu um golpe de faca no abdome e teve as vísceras expostas. Em abril de 2014 depois de uma briga iniciada no mesmo Bar da Adriana, “Vitão” matou a golpes de faca o desafeto Ueslem Alves. Ele estava em liberdade aguardando o julgamento pelo homicídio.

O crime aconteceu no inicio da madrugada do dia 02 de setembro, numa estrada deserta, na zona rural de Munhoz, a 90 quilômetros de Pouso Alegre… Mas, para a policia, ainda tem carta fora desse baralho…!

Assalto violento em Ouro Fino

Assaltante usou uma carabina para bater nos caseiros e obrigá-los a entregar o dinheiro.

O sinistro aconteceu no Sitio Santa Filomena, no bairro do Alto, na terra do Menino da Porteira. Eram onze da noite desta terça, 03, quando o assaltante chegou usando capacete, quebrou a janela da cozinha e entrou fazendo terror. O guampudo sabia que havia dinheiro em casa, por isso pegou uma carabina de ar comprido, da própria vitima, e usou para persuadi-lo a entregar o dim-dim. O caseiro, mesmo debaixo dos golpes da arma. Quando o assaltante começou bater com a carabina na cabeça de sua esposa, ele enfim revelou onde estavam guardado os R$5 mil.
Deixando um rastro de violência para trás, o assaltante dobrou a serra do cajuru na garupa de um motoqueiro que o esperava do lado de fora da casa. O casal de caseiros, Ana Maria, 63 e Eurico, 66, foi levado pela PM para o nosocômio local com ferimentos generalizados causadas pelos golpes da carabina.

Assassinato em Monte Verde

Garçom morreu com golpes de faca no pescoço e tiros de revolver calibre 22.

O crime aconteceu ao pé da noite desta segunda-feira,02, no bairro Vila das Fontes, na estancia climática de Monte Verde, a ‘Suissa Brasileira’, a cem quilômetros de Pouso Alegre.
Carlos Teodoro Silva Tomas de Oliveira, 23, recebeu pancadas na cabeça, golpes de faca no pescoço e vários tiros de revolver calibre 22. Embora tenha sido socorrido com vida, não resistiu e morreu ao dar entrada no hospital.
Minutos antes dos tiros uma testemunha que chegava em casa, viu os suspeitos Jone Deivid de Abreu Martins e Juliano Soares de Oliveira espreitando a vitima. No sábado, quando o carro de Juliano, um fusca, foi ‘esfaqueado’ e incendiado perto de sua casa, Carlos Teodoro foi apontado como suspeito dos danos, por conta e uma desavença pessoal anterior. Carlos, que namora uma prima de Juliano, teria sido atraído por ele ao local do sinistro.
A faca com as marcas indeléveis do crime e o revolver calibre 22 com seis capsulas deflagradas e uma picotada foram encontradas ao lado do corpo agonizante do garçom.
Jone Deivid de Abreu Martins e Juliano Soares de Oliveira não foram encontrados pela policia para dar entrevistas.

Policial Civil localiza o Gol que matou o cachorro

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O cachorricida não foi encontrado, e mesmo que fosse, não seria preso, pois cachorros não são protegidos pelo código penal!

As imagens do veiculo VW Gol verde escuro fazendo uma manobra brusca para atropelar propositalmente os dois cães que descansavam inocentemente deitados na beira da rua, correram as redes sociais. Captadas pela câmera de uma residência no bairro Ibirá, a norte de Pouso Alegre, as imagens ‘bombaram’ na redes sociais!! Faces, blogs, WhatsApp foram replicados e em pouco mais de uma hora o “cachorricidio” ‘doloso’ do bairro Ibirá já havia sido visto por mais de 40 mil pessoas!
Com tantas visualizações, com tanta covardia, com tanta maldade, com tanta comoção virtual social, com tanta celeuma, dezenas, centenas, milhares de pessoas pararam tudo que o que faziam na tarde de domingo, 1º de Outubro para tentar chegar ao assassino de cães!
Quem seria o motorista do gol verde assassino?
Quem tem intimidade com a internet conseguiu aproximar as imagens do Gol e conseguiu ver a placa traseira. Mas não viu o suficiente! Viu apenas duas letras e dois números!
Dentre as milhares de pessoas indignadas com a crueldade e covardia com os inocentes cãezinhos, estava uma policial civil, que embora detenha um cargo que 99% das pessoas não associam à investigação policial, é 99% investigativa. E ela recebeu de um internauta, amigo oculto da lei, a informação que faltava: dizia ele: “Conheço um cara assim assado, que tem um carro idêntico ao das imagens. Ele tem o andar jongolhó idêntico ao cachorricida. Seu nome é xyz e já foi meu vizinho”.
Juntando as imagens do carro assassino, parte da placa alfanumérica e o primeiro nome do suspeito… Eureka: a medica legista identificou o carro, o nome e o endereço do cachorricida do Ibirá! E passou o resultado da sua investigação à Policia Militar. Prendê-lo agora é trabalho dos homens da lei. Informações ainda não oficiais dão conta que a PM localizou o carro assassino na garagem da casa do dono, no bairro Faisqueira, conforme havia informado a medica legista, mas o dono do carro, B.L.S. não foi localizado!
Mas não se animem senhores defensores do cães inocentes fracos & oprimidos… Não existe no Código Penal Brasileiro a figura típica do assassinato doloso ou não de cães, que possa mandar o cachorricida para o Hotel do Juquinha. O mais perto que a lei passa do cidadão covarde, bruto, insensível, desequilibrado, que dá uma guinada no volante do seu carro para, propositalmente atropelar um cão é o artigo 32 da Lei 9605/98, que reza o seguinte:”Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa”.
Portanto, seja o assassino de cães preso ou não em flagrante, ele será levado para a DP, sentará ao piano, assinará o famigerado TCO e voltará belo e formoso para casa! E, daqui a cinco ou seis semanas sentará ao piano do Homem da Capa Preta. Não ficará um dia atrás das grades! Sua pena de no máximo um ano será trocada por uma cesta básica, ou algumas semanas limpando o canil municipal! Ou quem sabe, alguns sacos de ração para os cãezinhos do canil…!
… Mas valeu toda a comoção virtual social para localizar o cachorricida! Mostra que o ser humano está mais sensível à vida… Que o ser humano se importa com a vida… Mesma que seja com a vida de um animal!
Ah, o moço que matou o cãozinho no Ibirá, tem várias passagens pela polícia por infrações de transito, por infração à Lei Maria da Penha, ou seja… Está acostumado a agredir mulher!!!

Latrocínio no Paraíso dos Pescadores

Um dos assaltantes que matou o empresário havia recebido a visita da policia civil para uma busca em sua casa poucas horas antes do crime! Enquanto a policia reunia a imprensa para a coletiva na DP, o investigado, que não fora preso por falta de provas, estava cometendo o latrocínio.

Ewerton “Xanxão” Sanches: será que esses olhos verdes ja não foram vistos em outras cenas de crimes na região?

O frustrado roubo à transportadora aconteceu às dez e meia da manhã de sexta-feira, 29. Os três assaltantes chegaram pelos fundos do quintal da residência do empresário, que fica ao lado da transportadora, no bairro Paraiso dos Pescadores, e tentaram tomar o celular da irmã do empresário, para evitar que ela desse o alarme. Impossibilitada de usar o aparelho ela colocou a boca no trombone. No minuto seguinte os irmãos Renato e Walder apareceram. Assustados com a presença de estranhos agarrando a irmã, eles entraram em luta corporal com os assaltantes, sem perceber que eles estavam armados… E aconteceu o inevitável! Dois dos assaltantes, um com um 38 e outro com m 32 atiraram nos irmãos! Frustrado o assalto, os ladrões fugiram do local margeando o Rio Sapucaí em direção à Lagoa Vermelha. Pouco tempo depois os policiais abordaram na beira do rio, dois deles, Ewerton Sanches, o “Xanxão”, e Roni da Silva Vitor. Ambos estavam com as roupas molhadas! Minutos mais tarde outra equipe da policia militar abordou outro ‘molhado’, Carlos Alberto da Silva, o “Dez”, nas proximidades de Bloquel.

Carlos Alberto “Dez” da Silva: terceiro a ser preso, ele contou quem planejou e como foi o roubo


Foi Carlos Alberto da Silva, o “Dez” quem deu com a língua nos dentes. Segundo ele seis pessoas participaram do roubo à transportadora. Ele, Xanxão, Roni e ainda Milton “Zoio”, Rodrigo “Carioca” e Fernando Ribeiro dos Reis. O sexteto de assaltantes chegou ao local do crime em um VW Gol conduzido por Bruno “Zóio”.
– Eu estava’ com o ‘cano’ 32, o “Xanxão” estava com o cano 38 e o Roni com a faca – confessou o meliante. Aliás, o motoboy “Dez” confessou todo o mecanismo do crime, desde o convite e planejamento de Ewerton “Xanxão”, morador do Cidade Jardim, para o cometimento do crime. Só não contavam com a reação dos empresários.

Bruno “Zóio”…


Renato Nazareno de Souza recebeu três tiros na região abdominal e morreu no local. Walder Nazareno recebeu dois tiros, um no braço e outro na perna. A irmã deles, Maria Lucia recebeu coronhadas de revolver na cabeça e pancadas no olho. Ambos foram internados no nosocômio sem risco de vida.
Segundo a perita da Policia Civil, que esteve no local do sinistro e periciou as armas, do revolver calibre 32, usado por “Dez” saíram seis tiros. Do trezoitão usado por Ewerton saíram três. As outras três balas não saíram porque picotaram!

Rodrigo Carioca…


Durante as diligencias os militares foram informados por amigos ocultos da lei que os fujões haviam dispensado os dois revolveres usados no crime, por sob o muro de uma casa desabitada na rota de fuga. No local mencionado os policiais apreenderam as armas, celulares e toucas ninjas usadas no crime.

Rony…


Milton Bruno “Zoio” Teixeira Messias, Fernando Ribeiro Reis e Rodrigo Alessandro “Carioca” Palmeira foram presos numa construção na rota de fuga para o Cidade Jardim. Eles fingiram ser peões da obra, mas não colou!
Todos os envolvidos são suspeitos de roubos recentes nas vizinhas cidades de Conceição dos Ouros, Congonhal, Estiva, São Gonçalo do Sapucaí, Silvianópolis e Pouso Alegre.

Fernando…


O detalhe irônico nessa história, é que um dos bandidos havia recebido visita da polícia poucas horas antes do crime. Às seis da manhã Ewerton Sanches, o “Xanxão”, 39 anos, morador do Cidade Jardim recebeu em sua casa uma equipe da “Operação Notus”! Eles procuravam drogas e outras provas de crimes, mas só encontraram e apreenderam um celular.

Segundo Carlos Alberto “Dez”, Ewerton é o que portava o 38, cujas três balas picotaram…


À exceção de Carlos Alberto “Dez” da Silva, que ‘deu’ toda a fita, todos os demais envolvidos no latrocínio do empresário do transporte juraram de pés juntos que são inocentes. Mas sentaram ao piano, assinaram o 121 c/c 157 e subiram – de novo – para o Hotel do Juquinha, onde poderão ficar nos próximos trinta anos!

Policia Civil mostra as armas…

Graças a uma Resolução do Conselho Nacional de justiça, acatando pedido da Secretaria de Direitos Humanos, a policia agora não pode mais mostrar seus presos de frente…!

A operação batizada com um nome curto, mas que sugere, e pretende soprar o crime para bem longe do Sul de Minas, foi realizada antes de o sol desta sexta-feira, 29, nascer. Entre mandados de prisão e de Busca & Apreensão eram mais de 40 alvos. Trinta e nove pessoas receberam as pulseiras de prata da lei. Doze em flagrante. As demais, já com a ‘carta branca’ do Homem da Capa Preta!
Um dos alvos é um estudante segundanista de medicina. Ele não foi encontrado em casa, no Santo Antonio, quando os policiais chegaram para o café da manhã, e nem na sala de aula da faculdade onde foi procurado mais tarde. Mas a batata do futuro medico está assando. Ele está na lista dos investigados por tráfico de drogas!
A mitológica Operação Notus, envolvendo cerca de 150 policiais lotados no 17º Departamento de Policia Civil de Pouso Alegre, que engloba as regionais de Pouso Alegre, Itajubá e São Lourenço, com dezenas de viaturas, helicóptero e cães adestrados, se estendeu às cidades de Santa Rita do Sapucaí, Heliodora, São Sebastião da Bela Vista, São Gonçalo do Sapucaí, Congonhal, Ouro Fino, Borda da mata, Monte Sião e Pedralva. O ‘vento sul’ soprou até a cidade paulista de Itapira.

Ladrões, intrujões, traficantes puderam perceber neste final de setembro, que a Policia Civil de Minas, cá no sul, apesar dos pesares, está muito viva! Aquela pergunta que os ouvintes do programa “Tudo Junto & Misturado” costumam me fazer às terças e sextas-feiras na Super Radio 90 FM, está respondida com ação: a Policia Civil não morreu! É bem verdade que há tempos vem recebendo o salário atrasado; que hoje tem menos investigadores do que tinha em 1980; que o que resta não consegue trabalhar atrás do computador e ir pra rua, exercitar o tirocínio policial, ao mesmo tempo… Mas continua disposto a mostrar as armas e ‘soprar’ o crime para longe!
No entanto, por ironia do destino, um dos investigados e abordados pela policia civil antes do sol nascer – e não foi preso por falta de provas, – quatro horas mais tarde participou de um roubo à mão armada, onde um empresário morreu… conforme veremos no próximo post!

Hoje é dia dela… Severina do Popote!!!

A sedutora senhora de quase cinco séculos está fazendo aniversário!

Produzida no Brasil desde que o país era criança em fraldas – 1530 – a bebida produzida com caldo de cana fermentado é a única genuinamente brasileira! No Período Colonial tornou-se símbolo da resistência ao colonialismo de Portugal. Mais tarde no Império, tornou-se símbolo da Independência do Brasil.
Passou por vários status sociais. Dos escravos aos senhores de engenho. Do proletariado à burguesia! Apreciada pela elite dominante do século dezenove, frequentou até o palácio real. Com a proclamação da república em 1889, perdeu duplamente a nobreza! A partir de então o chic era beber vinho, champanhe e Whisky importados. E a velha cachacinha virou “bebida de pobre”, vendida em botecos…!
Ficou assim marginalizada durante quase um século! A partir de 1980 começou reconquistar seu espaço. Hoje só no município de Salinas, Nordeste de Minas, existe cerca de 60 alambiques. Todos tentando seguir os passos da septuagenária conterrânea Havana, que não se encontra por aí a menos de R$ 560 a garrafa.
Em 1995 o escrivão de policia aposentado, Sr. Lima, se valendo do bom relacionamento com a alta sociedade pouso alegrense, entrou no ramo da cachaça. Trazia de salinas a famosa “Lua Cheia”. Comprei algumas dele à R$ 4 a garrafa de 600ml. A Velho Barreiro ou a 51 custavam na época R$1,70 o litro! Hoje a mesma Lua Cheia custa no mercado, em média, R$ 90.
Há muito que se falar deste novo filão de ouro brasileiro – coincidência ou não, a cachaça ouro predomina sobre a prata em todas as prateleiras e cachaçarias – que a cada dia, com roupagem nova, ganha mais o mercado estrangeiro. Tem até um ator americano fazendo comercial de uma cachaça brasileira. E olhe que nem é das melhores!
Mas voltemos ao titulo desta embriagante matéria!
Um pouco da Historia da Cachaça no Brasil
Antes de falarmos do dia Nacional da Cachaça, que é comemorado no dia 13 de setembro, vamos entender um pouco sobre como surgiu nosso querido destilado e sua importância histórica e cultural.
De certa forma podemos dizer que a história da Cachaça acompanha a história do próprio Brasil. O primeiro registro da nossa cachacinha se deu quando a agua que evaporava em torno da moenda onde se fazia a rapadura e o açúcar, e ardia ao cair nas costas dos escravos, foi chamada de ‘agua ardente’! Quando os mesmos escravos começaram a beber aquela agua e ficar eufóricos, e consequentemente mais produtivos, tiveram que batiza-la de “Aguardente”! Dai o primeiro nome da nossa cachaça.
A descoberta da cachaça pelos escravos, foi portanto por acidente! No processo de fabricação das rapaduras, moía-se a cana de açúcar, fervia-se a garapa e deixava-se esfriar em formas, de forma que ficasse somente o extrato que era usado para adoçar as bebidas, como café, sucos entre outras. Porém uma vez ou outra esse processo dava errado, e o caldo fermentava e tinha que ser jogado fora, pois não era aproveitado para adoçar. Por sua vez esse caldo esverdeado e escuro era chamado pelos escravos de ‘cagaça’, remetendo a algo que se dava errado. Entretanto, era consumido por alguns escravos, que após beber, trabalhavam com uma certa euforia e contentamento, fazendo até com que o trabalho rendesse mais.
Vendo que os escravos trabalhavam entusiasmados, os senhores de engenho por sua vez incentivavam os escravos a consumir a bebida. E se era bom para os escravos, devia ser bom também para o restante da população, que logo a adotou! E a bebida ganhou espaço importante na economia colonial, sendo usada por comerciantes como moeda de troca. Isso fez com que a cachaça se tornasse concorrente da bagaceira, do vinho, produzida em Portugal.
No entanto, para a corte portuguesa, essa atitude era uma afronta ao poder da metrópole, e foi decretada a proibição da bebida para os negros. Para intimidar os senhores de engenho e produtores de Cachaça, estabeleceu-se um decreto através do qual era cobrado um imposto abusivo sobre a fabricação e venda da Cachaça. Inicialmente os produtores acataram as taxas, porém, chegou em um certo momento, como acontece até hoje, que estava prejudicando-os e, claro, pois não estavam conseguindo arcar com seus custos. E partiram então para a ilegalidade. A corte não deixou barato: ordenou a destruição de alguns alambiques, causando indignação com alguns revoltosos.
O descontentamento dos produtores provocou uma rebelião contra a metrópole que, em 1660, data do marco histórico, estabeleceu-se a ‘Revolta da Cachaça’.
No dia 13 de Setembro de 1661 indignado com as leis decretadas na Carta Real que também em 13 de setembro do ano de 1649, havia proibido a venda e a comercialização em todo território colonial, os proprietários de alambique e de plantação de cana de açúcar tomaram o poder na cidade do Rio de Janeiro, por aproximadamente cinco meses. Após a tomada do poder os rebelados foram reprimidos pela corte com extrema violência. Seu líder, Jerônimo Barbalho Bezerra, foi capturado, enforcado e decapitado. Como forma de repressão às revoltas e para amedrontar a população e evitar movimentos semelhantes, sua cabeça foi pendurada na cidade!
Essa ciumeira do Império, colocou a cachaça na ilegalidade, sendo consumida em sua maioria por escravos e pessoas com pouca renda. Por isso sua imagem ficou denegrida e associada a uma qualidade inferior às demais bebidas.
Mas a estonteante bebida – que, 320 anos depois seria rebatizada por este jornalista com o pomposo nome de ‘Severina do Popote’ – apesar de rustica, descoberta acidentalmente, continuou se aperfeiçoando.
Com o passar do tempo, passou a ser destilada, filtrada e seu processo de fermentação foi melhorado. Hoje é fonte de divisas para o país. Os mais tradicionais ‘mercadões’ municipais abrigam ao menos uma cachaçaria. Os mercadões municipais de Belo Horizonte e de Curitiba juntos, tem duas dezenas de lojas que só vendem cachaças!
Da branca ou da amarela? Como chegaram a essa coloração e esses sabores? Isso também foi acidental.


Com o declínio do ciclo açucareiro, no século XVII, a descoberta do ouro no interior da colônia, tomou seu lugar na economia nacional. Por este motivo, houve uma grande migração da população para o interior do país, mais especificamente Minas Gerais. Com isso era necessário transportar a produção das Cachaças que eram feitas em sua maioria em cidades litorâneas, para Minas Gerais, onde tinha um grande mercado e oportunidades para o crescimento.
Os produtores transportavam para o interior as cachaças brancas (puras) em barris de madeira e devido ao tempo que era gasto para transportá-los, através do contato com as madeiras, a cachaça acabava alterando o sabor, amarelando e tomando aromas diferenciados. Assim foi descoberto um processo de aperfeiçoamento do nosso destilado. Com a descoberta, os produtores viram a oportunidade de diferenciar as suas Cachaças das concorrentes. Hoje, cerca de 90% da garrafas expostas nas prateleiras da cachaçarias, é amarela.
Com o aprimoramento da produção, a Cachaça começou a ter atenção dos nobres e ser consumida em banquetes do palácio e confraternizações.
A ‘agua’ que pingava e ‘ardia’ nas costas dos escravos e quando consumida os deixava ‘alegrinhos’, há quase quinhentos anos, se tornou a bebida típica e grande fonte de economia no país. Gera empregos diretos, indiretos e em 2016 gerou aproximadamente 14 milhos de dólares para o Brasil.
Por essas e por outras, em 2010, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de Lei do Deputado Valdir Colatto, que institui o dia 13 de setembro o “Dia Nacional da Cachaça”.
Hoje é 13 de setembro… Dia de comemorar o dia do destilado 100% brasileiro, que emprega, que gera renda e nos faz feliz!
Portanto abrace a sedutora Severina do Popote… Mas sempre com moderação!

Trezeguê” desta vez se deu mal…

Ele invadiu a residência de um aposentado para roubar e saiu de lá direto para o pronto socorro, com pancadas na cabeça!

Faltavam poucos minutos para a ‘hora da mula manca’ desta terça-feira,12, quando o aposentado Darcy Raimundo da Silva foi lentamente despertado dos braços de Morfeu! Apesar da penumbra sonolenta do seu quarto ele pode perceber que havia um vulto soturno revirando seu guarda roupa! Ao tentar entender o que estava acontecendo, ouviu a voz cavernosa da assombração:
– Fica na sua aí coroa, senão te mato! – Ameaçou o assaltante, levando a mão à cintura, sugerindo estar armado.
Depois de pegar um relógio que estava em uma caixinha de madeira, a assombração da meia noite continuou vasculhando o quarto na presença da vitima, como se estivesse na sua própria casa.
Foi aí que o borracheiro aposentado resolveu reagir; pulou sobre o assaltante, rolou com ele na poeira, recebeu e distribuiu socos & pontapés e… levou a melhor:
– Eu consegui pegar um pedaço de madeira no chão da borracharia e dei uma paulada na cabeça dele – contou o aposentado de 73 anos.
Com a cabeça sangrando, o assaltante resolveu bater em retirada. Pulou a janela da cozinha, por onde entrara, passou pelo quintal da vizinha e ganhou a rua. Mas não foi longe! Sentou na porta da casa da vitima e ficou ali, sentindo as pernas bambas – com o relógio roubado na algibeira – esperando a chegada dos ‘anjos do Samu’. E com eles vieram também os homens da lei.
Luiz Guilherme Luciano de Souza Carimba, o “Trezeguê”, 23 anos, figurinha fácil no álbum da policia, foi levado para o nosocômio municipal. A medica que o atendeu, aconselhou ‘observância’ durante 24 horas para avaliação de danos neurológicos. Por isso o assaltante permanece internado no nosocômio sob escolta policial. Somente depois disso ele poderá ser levado para a DP, onde sentará ao piano do paladino da lei para assinar o 157.
O borracheiro aposentado, de 73 anos, que foi surpreendido na penumbra do seu quarto, também sentou ao piano e será processado pelas pauladas que desferiu na cabeça do soturno assaltante!
O frustrado assalto aconteceu no bairro Quenta Sol, na – quase – tricentenária São Gonçalo do Sapucaí, a 70 quilômetros de Poso Alegre!

Lipa & Grilo, os formiguinhas da Sapucaí

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Eles protagonizaram uma das mais agitadas perseguições policiais do ano na Baixada do Mandú nesta segunda…

A velha Sapucaí começa a um quarteirão da avenida principal e vai se abrindo para o sudeste da Baixada do Mandú

Pense numa cena de filme de chanchada-policial com dois bandidos sendo perseguidos por vários mocinhos tentando, prendê-los com droga, na quebrada mais quente da cidade! Ao serem perseguidos eles pulam muros & quintais, sobem em telhados, caem de telhados, invadem residência, são descobertos debaixo da cama, encaram policiais, rolam com eles na poeira, recebem pulseiras de prata, tentam dobrar a serra do cajuru mesmo algemados até que finalmente sentam ao piano do paladino da lei… e acusam a policia de agressão e de forjar provas!
Pois sim! Agito muito maior do que eu reproduzi nestas singelas linhas aconteceu no meio da tarde desta segunda-feira, 11, nos quarteirões limítrofes das ruas Juruá com Sapucaí! Na Baixada do Mandu, claro!
Tudo começou às três e meia da tarde quando amigos ocultos da lei avisaram que os irmãos Bruno “Grilo” e Nailton “Lipe” Coutinho estavam distribuindo pedra bege fedorenta e farinha do capeta à preços módicos numa quebrada da Sapucaí.
Segundo a PM, Bruno atendia o cliente na rua, recebia a ‘ararinha’, se dirigia ao portão de um terreno murado ali perto, batia levemente no portão, recebia um pequeno volume das mãos de Nailton e levava até o cliente. Era o legitimo trafico formiguinha!
Depois de observar por alguns minutos o modus operandi dos irmãos e ver que eles saíram do local e entraram em Fiat Uno azul, os homens da lei deram o bote… E começou a chanchada policial!
Ao ver seu veiculo cercado por varias viaturas, o piloto abandonou o veículo e passou sebo nas canelas. Tropeçou na pressa e rolou na poeira duas vezes, mas levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima! Por cima mesmo… Galgou um muro, pulou no telhado, passou para o outro, passou para o terceiro e desceu no quintal da quinta casa! Parecia ter despistado a policia. Até que uma criança saiu gritando no portão:
– Tem um moço feio no meu quarto…!!!
Mesmo encurralado dentro de casa, Nailton não se rendeu. Somente com a ajuda da sisuda senhora “Tonfa” os policiais conseguiram dominá-lo e presentear-lhe as pulseiras de prata!
Dominada a situação, os policiais refizeram parte do trajeto do fujão – menos subir nos telhados, é claro – e apreenderam uma sacola plástica deixada pelo caminho, contendo R$1.700 reais, além de ouros R$ 172 na algibeira do moço.
Mas as cenas de cinema de quinta – para preencher madrugadas de Natal, quando todo mundo já foi dormir empanturrado de vinho tinto com leitoa e peru – ainda não tinha acabado! Ao ver o comboio se aproximando do formigueiro, quero dizer, do terreno murado, onde os irmão imitavam formiguinhas saúvas, Bruno passou sebo nas canelas, pulou o muro, saiu pelos fundos, passou como um corisco pelo acampamento cigano e dobrou a serra do cajuru!
No formigueiro abandonado às pressas, os policiais encontraram uma balança de precisão e demais petrechos comumente usados para dolagem de drogas tais como rolos de fita, pinos vazios, faca, lamina e o característico cheiro de drogas diversas. Havia maconha até dentro de garrafa pet… com agua!
A ultima cena do agitado imbróglio protagonizado por mocinhos & bandidos, já no inicio da noite do inesquecível 11 de setembro, aconteceu distante da Baixada do Mandú. Ao ser levado do quartel da PM, onde se redigiu o BO de sua prisão, para o taxi do contribuinte que o levaria para a delegacia de policia, Nailton tentou nova fuga, debaixo das barbas dos policiais! E novamente sucumbiu com a força da maré contraria. Sucumbiu mas fez barulho, gritando aos quatro ventos que estava sendo agredido pelos policiais! Mas neste momento ele já estava sendo assistido pelo seu causídico que presenciou toda a cena!
E lá foi o formiguinha Nailton “Lipe” Raimundo Coutinho, 30, sentar ao piano do paladino da lei na DP. O mano Bruno “Grilo” de Jesus Coutinho, 20, que recentemente deixou a hospedagem gratuita do Hotel do Juquinha, ainda não recebeu a ‘estatueta’ pela sua atuação na ‘chanchada’ de ontem… Mas a batalha está assando pra ele!

PM fecha ‘biqueira’ do “Geléia”

Juliano Monteiro foi preso minutos depois de um nóia sair de sua casa com as narinas esbranquiçadas de farinha do capeta!

Denuncias de amigos ocultos da lei levaram a polícia às proximidades da biqueira do cidadão conhecido pela alcunha de “Ju Geleia”, no bairro Alto da Aparecida, em São Gonçalo do Sapucaí nesta segunda-feira, 11. Os policiais chegaram na noite ainda criança e ficaram à distância, filmando o movimento, até que um nóia se aproximou, fez a transação comercial, consumiu imediatamente o ‘produto’ e se afastou do local com as narinas esbranquiçadas pela farinha do capeta! Abordado e interpelado, ele não teve como tapar a luz da lua com a peneira… e deu com a língua nos dentes!
– Eu comprei a farinha do “Ju Geléia” por dez reais! – disse ele se encolhendo de medo do… traficante.
Juliano Monteiro, o “Ju Geleia”, 35, foi preso no minuto seguinte, perto de sua casa. Os dez reais do nóia ainda estava em sua algibeira. Na sua casa havia mais, muito mais. R$ 3.688 em dinheiro de porta de igreja! Droga mesmo havia pouca coisa: apenas 9 barangas de farinha do capeta, mocosada num buraco do muro do quintal. Havia também na cozinha, um rádio HT, ligado e sintonizado na frequência da policia. Se ele estivesse em casa, saberia que os homens da lei estavam na sua sombra!
Diante dos indícios e provas da traficância, “Ju Geléia” derreteu, quero dizer, desceu para a Delegacia Regional de Policia Civil de Pouso Alegre, na companhia da amasia Rafaela Isabel Garcia, que disse que não sabia de nada sobre as atividades do amasio!