"Simplorio" & "Finorio" voltam a atacar em Pouso Alegre

Desta vez a famosa dupla de vigaristas levou com eles um “simplorinho”… E conseguiu vender um bilhete premiado por R$ 1.800 reais!

O famoso Conto do Vigário tem origem nos vigários das paroquias do interior, que tinham que falar muuuuito para convencer e conquistar seu ‘rebanho’…!

O conto do bilhete aplicado na boa senhora, de 62 anos, aposentada, moradora do bairro Santa Luzia, no final da tarde desta quinta,09, é o mesmo de sempre.
Ela foi abordada na rua, perto de sua casa, por um cidadão jovem, de vinte poucos anos, humildemente trajado, com uma tremenda pinta de somôngo! Com um arrastado sotaque caipira , o moço pediu informações sobre um tal brechó e de repente começou contar a sua vida sofrida na roça, onde trabalha de sol a sol para ganhar R$500 por mês e o patrão ainda desconta o consumo de energia elétrica.
Quando o falso caipira conquistou a confiança – e a pena – da dona Maria, ele disse que tinha um bilhete de loteria na algibeira. Se o bilhete estivesse premiado, todas suas agruras seriam resolvidas…
Foi aí que apareceu Finoria! E ela trazia com ela um garoto aparentando 17 anos…
A vigarista boa prova, se dizendo advogada, disse que escutou a conversa, e se ofereceu para consultar o bilhete na casa lotérica, via celular. No minuto seguinte a advogada informou que o bilhete do pobre coitado com cara de pelamordedeus estava premiado! E o premio era de 22 milhoes! Era só abrir conta no banco e sacar o caminhão de dinheiro.
Mas havia um problema: o pobre simplório não sabia ler e não podia abrir conta no banco!
E dona Finória tinha solução… Se ele desse 100 mil para cada uma, elas o ajudariam a abrir a conta…!
Mas ainda faltava um detalhe: tanto a advogada quando dona Maria tinham que dar uma “prova de confiança”… Tinham que ter dinheiro, tinham que deixar com ele ao menos 20 mil reais para provar que eram honestas!
Armada a arapuca, foram todos ao banco sacar primeiro a grana da prova de confiança. A advogada mostrou um pacote de 20 mil… folhas de papel picado!
Dona Maria só tinha R$800 reais na conta e fez um empréstimo de mil reais e entregou ao Simplório. Como a ‘prova de confiança’ não era suficiente, a dupla de vigarista convenceu dona Maria a voltar ao banco para insistir com o gerente para liberar um empréstimo maior!
Quando dona maria voltou ao banco em busca de mais dim-dim, e finalmente se deu conta de que havia caído no famoso do conto do vigário, Simplorio, ‘simplorinho’ e Finória já haviam dobrado a serra a serra do cajuru levando os R$ 1.800!

Solidariedade…

O Jonas Beraldo precisa de você! Ele é nosso vizinho, de Silvianópolis!

Diagnosticado com câncer, aluno da Unipampa de Caçapava Jonas Beraldo precisa de recursos financeiros para seguir o tratamento

Jonas Beraldo, mais conhecido como Neto, tem 32 anos e é natural da cidade de Silvinópolis, em Minas Gerais. Estava no penúltimo ano de Engenharia Ambiental na Unipampa de Caçapava do Sul, quando descobriu um câncer no final do ano passado.

Voltou para sua cidade natal e iniciou o tratamento na cidade vizinha de Pouso Alegre, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Realizou ao longo deste ano sessões de quimioterapia e mais recentemente uma cirurgia que retirou parte do intestino.

Após, o estudante iniciou o tratamento para as lesões no fígado, porém agora precisa de um cuidado específico onde será realizada pulsão e a colocação de um dreno no fígado. O tratamento mais barato e próximo de ser realizado é no Hospital Adventista de São Paulo.

No entanto, a família não possui condições de arcar com este custo e o tempo é curto para ele realizar este procedimento. Por isso, familiares e amigos de Jonas criaram uma campanha na internet de financiamento coletivo.

O objetivo da campanha é arrecadar dinheiro para que o estudante possa seguir o tratamento. A meta da campanha é arrecadar R$ 30 mil.

Criada na quarta-feira, dia 8 de novembro, a campanha já teve adesão de 101 pessoas e arrecadou R$ 8.937,00. Quem puder ajudar com alguma quantia em dinheiro pode acessar o site da campanha clicando aqui.

Amigos e familiares salientam que todo tipo de ajuda é bem vindo, bem como através de orações e corrente positiva: “Queremos que o Neto vença esta batalha para que realize muitos sonhos”.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/juntos-pelo-neto

Por Eduardo Schneider

Você viu esse carro?

Ele foi furtado no final da tarde desta terça-feira, defronte o Asilo Bethânia da Providencia em Pouso Alegre.

Por ironia do destino, o velhinho foi furtado justamente perto do asilo dos velhinhos! Foi ali, na Rua Olegario Maciel, no centro de Pouso Alegre, que a senhora Neusa Batista Freitas, moradora do bairro Vista Alegre, estacionou seu Fiat Uno Mille 2 portas, vinho, placas GRR-0659, no meio da tarde de ontem. Quando ela voltou ao local, por volta de cinco da tarde, seu Uno vinho 1996 havia ido embora nos braços de outro!
Ajude o ‘uninho’ da dona Neusa a voltar pra casa!

Policia Civil prende assassino de policial

“Gardenal” era procurado desde 2013 quando matou um policial à paisana durante um assalto em São Paulo.

Tiago Lopes Magalhães no momento da prisão. Ele vivia com outro nome em Cambui

A prisão do latrocida aconteceu no final da tarde desta segunda-feira, 06, na cidade de Cambui-MG, a 54 quilômetros de Pouso Alegre e 140 de São Paulo. Os homens da lei chegaram até o assassino após extensas investigações feitas pela policia militar paulista. O assassino Tiago Lopes Magalhaes, 29, vulgo “Gardenal”, estava mocosado na cidade sul mineira com nome falso.
O crime de Gardenal e seu bando aconteceu no dia 12 de julho de 2013 no bairro da Barra Funda, na capital paulista. Durante assalto a um estabelecimento Comercial os assaltantes passaram a revistar todos os presentes. Ao ver que seria identificado, pois portava na carteira sua identidade funcional, o policial militar à paisana reagiu, e foi morto.
A investigação que culminou com a prisão de Gardenal em terras mineiras ontem à tarde, foi encetada pela “Divisão PM Vitima” da policia militar de São Paulo. Tiago Lopes Magalhães, o Gardenal, foi levado para o presidio da Barra Funda, onde está com a prisão preventiva decretada. Quatro policiais militares de São Paulo participaram da prisão do matador de policial.

Semana começa com roubos em Cambui

Pouso Alegre está há seis dias sem nenhum roubo… Mas na vizinha Cambui!!!

A pequena Cambui de 27 mil habitantes , às margens da Fernão Dias, por mais que lute e labute, não consegue ficar longe das páginas policiais! No final do dia desta segunda-feira, 06, aconteceu mais dois arroubos à mão armada na cidade. Se servir de alento, os assaltantes quase sempre são ‘de fora’!
O primeiro roubo da tarde aconteceu a um deposito de gás de cozinha no Jardim América. No momento em que o comerciante fazia o acerto com um cliente no escritório, tres guampudos encapuzados entraram, um deles portando uma pistola, tocando o terror. O da pistola se atrapalhou e acabou puxando o gatilho. A azeitona quente ricocheteou na parede e atingiu a perna da comerciante. Os bandidos dobraram a ‘Serra da Canguava’ levando celulares e três cheques de clientes.
O carro usado pelos ladrões, um GM Cruze, placas OPC-0580, é clone de outro registrado na cidade de São Jose da Varginha!


O segundo roubo aconteceu às nove e meia da manhã desta terça, 07. Tres guampudos, sendo dois atrás de trabucos entraram na loja “The Point” e fizeram a proposta de halloween:
– Gostosuras ou… Travessuras?
Sem esperar resposta o trio fez a limpeza dos caixa e dobrou a serra da Canguava em um Fiat Uno cinza com placas de São Paulo.
A policia militar foi chamada e saiu na sombra dos assaltantes paulistas. Enquanto seguiam pela Fernão Dias, os policiais de Cambui avisaram os co-irmãos de Camanducaia. No cesso norte da quase tricentenária cidade mantida pelo famoso distrito de Monte Verde, os policiais avistaram o Fiat Uno cinza e apontaram o trabuco. Enquanto o passageiro do Uno e deitava no chão avisando que tinha um trezoitão na cinta, o motorista do veiculo manteve uma mão para o alto e outra na cintura, segurando o 22 , até que o policiais encostaram o bacamarte na sua orelha.
João Carlos de Castro Souza, 25, o que relutou em se entregar e entregar o revolver calibre 22, e J.P.S., 17, o que tremeu e entregou logo o revolver calibre 38, saíram de São Paulo de manhazinha para cometer os assaltos em Cambui. Segundo o “dimenor”, na companhia de outro parceiro, que fugira num Fiat Palio, já havia assaltados outras duas lojas na cidade anteriormente.
João Carlos Castro de Souza assinou o 157 e deverá se hospedar no Velho Hotel de Extrema. O ‘dimenor’ J.P.S…. bem, o ‘menino’ só tem 17 anos! Não pode responder pelos seus crimes…!

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Uma boa noticia…

O ‘mês azul’ começou azul – na America do Sul – em Pouso Alegre, sem crimes violentos!

Quatro dias sem TV! Quatro dias em família, revisitando lugares e conhecendo novos, andando de bicicleta na maior cidade do país, no Parque Burle Max…! Melhor… hospedado na casa de um ‘vegano’, alimentando o que há de mais saudável! Quatro dias sem internet! Quadro dias sem ouvir e sem acessar notícias ruins. Quatro dias sem publicar notícias macambúzias!
Mas tudo que é bom tem fim – o que é ruim também! – por isso voltamos à realidade. E para surpresa, ela não é das piores. Ao menos cá em terras manduanas!
Nos primeiros dias do ‘mês azul’ Pouso Alegre não registrou um único crime violento. Não teve homicídio, não teve estupro, não teve roubo…! Nos cinco primeiros dias do ‘novembro azul’, tudo azul na América do Sul!
Aconteceram como de praxe, pequenos furtos, especialmente de ‘meninas dos olhos’.  Mas ficou nisso. Perto do vizinho ‘mês rosa’, onde aconteceram quatro assassinatos só em Pouso Alegre, 40% dos crimes capitais num só mês, novembro começou com o pé direito, obrigado! Que continue assim…

Leia logo mais: André do Prado caiu nas malhas da lei…

Morador de Pouso Alegre negocia com presidiário de Bangu I

Ele contratou um empréstimo de R$ 3 mil e pagou adiantado uma taxa de 400 reais.

O imbróglio aconteceu no final da manhã desta quarta-feira, Dias de todos os santos, no bairro Cidade Jardim! Precisando de dim-dim para acudir as contas, o industriário A.J.A.R. encontrou a solução para suas finanças em um site no Facebook.
Depois de passar copia de seus documentos pessoais e bancários e fazer o deposito na conta de uma tal de Beatriz A.S.Gonzaga, A.J. recebeu uma mensagem do suposto funcionário da financeira, que dizia…:
– Aê Mané… a parada é o seguinte: tô preso aqui na ‘penita’ de Bangu I! Sua grana já está com o ‘comando’, tá ligado? Agora tu tem duas ‘opção’… ou aceita ou então vamo usá seus dados como laranja, igual essa ‘mina’ aí! Vou te mandar os boletos pra tu pagar as parcelas do empréstimo…!

Será que não foi esse preso que aplicou o golpe no A.J.?


Para reforçar a ameaça, o meliante anexou à mensagem uma foto do interior do famoso presidio Carioca.
No futuro, muito provavelmente os documentos do industriário serão usados para novos golpes…!

Fim das investigações em Bom Repouso

Policia Civil prendeu os comparsas do vereador que matou o rival!

Ederson dos Santos, Mateus Espedito e Darnei Freitas


Desde o sumiço do mecânico Ederson Rabuske, no final da noite do dia 15 de outubro, a população e principalmente a namorada dele, Fernanda Caroline Brandão, sabiam que o vereador e xará, Ederson dos Santos, estava por trás do crime! Só não tinham as provas! Ele chegou a ser detido pela policia, mas jurou de pés juntos que era inocente.
Três dias depois, sabendo que não ficaria impune por muito tempo, o vereador se apresentou à policia, confessou o crime e levou a polícia ao local onde havia enterrado o corpo. E afirmou que cometera o crime sozinho!
Nem as crianças da creche acreditaram no vereador, muito menos a polícia. Para não ‘assustar’ os cumplices do assassinato, o delegado responsável pela investigação, Renato Mendes, evitou o quanto pode a imprensa. E quando não pode, falou apenas o necessário. E continuou investigando o caso até provar que o vereador não agiu sozinho.

Corroborou com a investigação, os levantamentos periciais feitos no local do encontro do cadáver e o laudo de necropsia do IML. Segundo a medica legista, Tatiana Telles e Koeler de Matos, as lesões encontradas no cadáver do mecânico, morto a tiros, sugerem que ele foi carregado, e não arrastado, por mais de uma pessoa, do local que recebeu os tiros letais até o local em que foi enterrado na beira do riacho.
Paralelamente às buscas pelas provas periciais, a polícia civil de Cambui, responsável pela investigação na Comarca, já havia interceptado conversas entre Ederson dos Santos, o ex-namorado inconformado, e seus cumplices, Mateus Espedito Damião Garcia e Darnei Ferreira de Freitas. A polícia captou a troca de áudios entre os assassinos durante a campana que eles fizeram no domingo à noite para surpreender e sequestrar o mecânico perto da casa de sua namorada, e a execução do crime, na fazenda Campo Alto, a 14 quilômetros da cidade.

Mateus


A prisão dos cumplices do hediondo assassinato, cometido pelo até então vereador e presidente da câmara municipal de Bom Repouso, aconteceu na madrugada desta quinta-feira, 26. Mateus Expedito foi preso na cidade de Ouro Fino. Era lá que ele estava mocosado desde antes do assassinato premeditado do mecânico gaúcho Ederson Rabuske. E não por acaso. Mateus vinha sendo investigado pela PC por outro homicídio cometido na mesma cidade de Bom Repouso, no dia 14 de agosto. – leia: Execução em Bom Repouso. Por conta deste homicídio apurado pela PC, Mateus estava com a prisão preventiva decretada pelo Homem da Capa Preta de Cambui.

Cesar Augusto Monteiro, Chefe do 17º Departamento da PC, André Corazza, Delegado Regional de Pouso Alegre, Renato Mendes, delegado da Comarca de Cambui: 100% de êxito na apuração do homicídio passional de Bom Repouso.


No momento da prisão, na cidade do Menino da Porteira, numa operação cercada de cautelas para o êxito da missão, Mateus foi surpreendido com um revólver calibre 38, abarrotado de balas, debaixo do travesseiro. Não teve tempo de usá-lo! No seu ‘muquifo’ havia também uma adolescente de 17 anos, o que lhe valeu, além do flagrante de porte de arma, o enquadramento no crime de Corrupção de Menores.
Quando do homicídio cometido pelo meliante Mateus Expedito no dia 14 de agosto, ele teve ajuda do amigo e então vereador Ederson dos Santos, que deu fuga para ele em um veículo Fox da prefeitura de Bom Repouso. A amizade entre o vereador e o bandido Mateus era antiga!
A prisão dos comparsas do assassino de Bom Repouso aconteceu graças a uma cartada – arriscada! – do sempre zeloso e atento delegado de Cambui, Renato Mendes, que não pediu a prisão preventiva do então vereador e, depois de colher sua confissão na semana passada, o liberou. Mas continuou monitorando seus passos, até que ele voltou a fazer contato com o cumplice Mateus, confirmando sua participação no crime e delatando seu esconderijo em Ouro Fino.
Darnei de Freitas, o terceiro cumplice no assassinato do mecânico gaúcho, foi preso na noite de quarta-feira, quando chegou de São Paulo, onde se mocosara desde o assassinato do dia 15. Ele voltou a bom Repouso para cometer um novo crime. Ele e o parceiro Mateus planejavam assaltar um produtor de morangos nesta sexta-feira, 27.
Com a prisão dos comparsas, o delegado pode enfim pedir, e, a mulher da capa preta da comarca de Cambui decretou a prisão temporária de Ederson dos Santos, o qual, um dia após confessar parcialmente o crime, havia renunciado ao mandato de vereador e consequente cargo de presidente da Câmara Municipal.
O trio de assassinos foi preso por conta do Mandado de Prisão temporária expedido pela justiça de Cambui, com validade para trinta dias, o que, inevitavelmente será convertido em Prisão Preventiva. Com isso, o ex-vereador e agora assassino Ederson dos Santos, o duplo homicida Mateus Espedito Damião Garcia – além dos homicídios de Bom Repouso, Mateus responde também por roubos em Jacutinga -, Darnei Ferreira de Freitas, estão hospedados no Hotel do Juquinha, em Pouso Alegre, onde deverão ficar até o julgamento do pelo assassinato do mecânico gaúcho Ederson Rabuske, cujo único crime foi se apaixonar pela ex-namorada do vereador. Cada um pode pegar até 30 anos de cadeia.

Ajude a Ivana a encontrar o 'seu' Papai Noel

Ele colocou um brilho especial nos seus olhos e manteve viva a magia do Natal…  11 anos atrás!

Foi você quem deu este cartão para a Ivana no Jardim Morumbi em Pouso Alegre, em 2006?

O Natal está chegando. Já podemos ver a longa barba branca – ainda que de mentirinha – dos papais noéis pelas ruas e Shoppings; Já ouvimos, ainda que discretamente, o meloso som da harpa anunciando a chegada do Natal; Já podemos sentir o cheirinho da leitoa ou do peru dourado sobre a mesa; o cheiro do vinho tinto suave… já podemos ver a mesa farta, rodeada de irmãos, sobrinhos, primos e o sorriso mateiro do velho pai na ponta da mesa, tentando esconder a felicidade de ver novamente a família reunida em sua casa; já podemos ver a impaciência das crianças empurrando o prato, loucas para rasgar o papel colorido daquele embrulho que está sobre a estante para ver se ganhou realmente o presente que pediu…!
É a magia do Natal que já bate à nossa porta…!
Mas nem todas as crianças poderão rasgar apreensivas o papel colorido e desembrulhar seu presente!
Muitos pais não poderão colocar esse brilho divino nos olhos dos seus filhos!
Mas você – que está lendo essa matéria – pode fazer uma criança feliz. Mesmo que por algumas horas… mesmo que seja só por ocasião deste Natal!
“Adote uma cartinha”! Aquela que uma criança deixou na agencia, ou aquela que a criança colocou pessoalmente na sua caixa de correio!
Foi através de uma pessoa sensível e bondosa, que queria fazer uma criança feliz, que os olhos da garotinha Iva Santos brilharam às vésperas do Natal de 2006. Ela tinha 11 anos e nunca esqueceu aquele gesto do “Papai Noel” do Jardim Jatobá, em Pouso Alegre. A generosidade daquela pessoa foi um incentivo para a Iva sonhar e correr atrás dos seus sonhos.
A Iva cresceu, se tornou uma bela mulher, universitária, que hoje busca sua realização pessoal e profissional, através dos estudos. E quer conhecer aquele Papai Noel que naquele dezembro de 2006 fizeram seus olhos brilharem, e mantiveram viva a magia do Natal.
Veja a mensagem que ela enviou ao Blog…
“Bom dia. Me chamo Ivana e atualmente moro em Mogi Mirim SP para cursar a faculdade. Na minha infância fui abençoada pela visita de pessoas especiais. E hoje desejo encontra-las para agradecer. Gostaria que se possível, você utilizasse da influência sobre a mídia para divulgar. Grata!
Iva
Bom dia!
É chegado a data das comemorações, Natal e festas de fim de ano.
Nesta época várias crianças são encantadas pela magia deste período e incentivadas a entrarem em contato com o Papai Noel para fazerem seus pedidos, já que se portaram bem pelo ano todo.
Em 2006, quando tinha 10 anos, eu passei por isso!
E hoje, 11 anos depois, quero, se possível conhecer os ajudantes que proporcionaram um momento tão especial à mim, sendo certamente um dos mais excepcionais da minha existência. Na época, inocente, eu agradeci, entretida com os presentes. Mas hoje, com maturidade e conhecimento, com o coração repleto de gratidão, gostaria de ficar face a face com as pessoas que proporcionaram isso a mim! Agradecer e dizer que isso foi um dos maiores incentivos para eu estar onde estou hoje, e moldar a minha personalidade. Dizer que hoje sou eu quem sigo o exemplo de solidariedade desta família.
Infelizmente se intitularam como Papai Noel para manter a tradição.
Mas me lembro bem de uma mulher acompanhada por um jovem se aproximarem de mim, na rua de casa no bairro Jatobá em Pouso Alegre, enquanto eu brincava. Em suas mãos carregavam um saco enorme transparente e dentro um conjunto completo de material escolar da moranguinho com muitas coisas! Mais perfeito do que uma criança imaginaria.
A única coisa que hoje restou e que guardo com carinho, talvez ajude na identificação é este cartão no qual anexo a história.
Portanto se você reconhece esta letra ou se recorda de um momento como esse, eu estou a sua procura. Reconheço que em 11 anos muita coisa pode mudar, mas o não já é nosso, não é verdade?!
Então ao pessoal, peço que me ajudem também!
A encontrar o Meu Anjo.
E espero que um depoimento como este incentive famílias a realizarem os sonhos dos mais carentes. Garanto que a maior gratidão fica para quem realiza . É surreal!
Agradeço desde já!”

Voce que presenteou a Ivana com este cartão há 11 anos, pode revê-la no seu perfil Iva Santos.

Agora a Ivana quer realizar outro sonho… Agradecer pessoalmente a pessoa que, sem saber, foi muito importante ma vida dela!

…Nós que já precisamos de binóculos para enxergar nossa infância, de tão distante que ela ficou, ainda podemos sentir aquela emoção doce, molhada, sem palavras, do Natal – como eu senti lendo a carta da Iva. Nós talvez não consigamos mais sentir a magia de ganhar um presente de Natal… Mas podemos sentir a emoção impagável de colocar um sorriso no rosto de uma criança!
Adote uma ‘cartinha’…

Os vendedores de fazenda da esquina da Catedral!

Eram cinco ou seis vendedores vendendo e comprando entre eles para fisgar os matutos…!

O casarão cheio de janelas na esquina, deu lugar ao Edifício Teixeira…!

Contar historias de Pouso Alegre é fácil… O difícil é escolher apenas uma história para contar! São Tantas.
Tem histórias da infância, histórias vividas, historias antigas, histórias que eu investiguei, histórias policiais…!
Essa é uma de meia idade, dos anos 1970… Uma historia pouco conhecida. É a historia dos “Vendedores de cortes de fazenda”!

No inicio da década de 70, o lugar mais perto que se achava roupas feitas para comprar, era na famosa Rua Maria Marcolina, no Braz, ou na Rua 13 de Maio, em São Paulo. Em Pouso Alegre, quem precisasse de roupa, tinha que comprar a ‘fazenda’ e levar às costureiras para fazer. Alfaiate só tinha o Keide, na Dr. Lisboa; o Gouveia, na Dom Nery; o Mario, na Com. Jose Garcia, e mais uns dois ou três que só faziam ternos e ainda assim, por encomenda!

Casas para comprar o tecido, a ‘fazenda’, não faltavam…
Tinha a Casa Senador, a Casas Pernambucanas, Casa Mendes, a ‘Cotonfil’ e tantas outras.

E tinha também os vendedores ambulantes de fazenda!
Eles faziam ponto na calçada da Praça Senador José Bento, naquele trechinho, entre a esquina da Afonso Pena e a Casa Morato.

Na época o Edifício Teixeira – construido no lugar onde fora o casarão do Senador Eduardo Amaral-, ainda estava na base. O terreno era cercado por um alto muro de tábuas.
Naquele trecho de calçada havia comerciantes de todo tipo…
Tinha o ‘Dito Seleiro’, cujos filhos vendiam selas, arreios, chibatas de couro, bainha de facões, etc.
Tinha vendedor de picolé ‘Milk Money’, com carrinho ambulante;
Tinha vendedor de panos de prato…

Eu era o vendedor de Raspadinha…! Aliás, fui o único garoto na história de Pouso Alegre a vender Raspadinha! E não é essa que vocês estão pensando, não…
Ficava quase na esquina da Afonso Pena, ao lado dos filhos do sorumbático Dito Seleiro, de olhos vermelhos!
No mesmo trecho, andando pra lá e pra cá, de acordo com a conveniência, ficavam os vendedores de fazenda…!
Tinha o Ze Maria, o Ze Gato, o Ze Bonitinho, o Josias, o Osvaldo, o Alicam…
Eu só soube o nome deles décadas depois nos clubes de carteados nas imediações do Mercado Municipal.
Eram uns seis ou sete ladinos, todos mancomunados entre si para ‘tomar’ o dinheiro dos capiaus que por ali passavam.
Era difícil escapar de suas artimanhas!

O golpe funcionava assim:

* Quando o capiau – cidadão geralmente usando calça caqui, camisa lisa ou listrada com a fralda por dentro da calça, chapéu e botina rústica de couro – passava, denotando que era ‘da roça’, geralmente trazendo a guaiaca recheada, um dos vendedores então se aproximava e oferecia o corte de tecido!
* Enquanto o vendedor tentava enrolar o cliente indeciso, outro companheiro passava de mãos vazias, parava, fingia se interessar pelo corte, dizia que estava muito barato e ‘comprava’ os tecidos…
* Incentivado pelo ‘comprador’, o capiau também acabava comprando alguns cortes…
* Às vezes, quando o capiau estava relutante em cair na tramoia, o vendedor propunha uma compra casada;
* – Olha, estes seis cortes a cinquenta cada um, dá 300… São os últimos que tenho… Se vocês juntos arrematarem o resto, eu faço tudo por duzentos cruzeiros… cem para cada um, quase metade do custo! – dizia ele… e fechava o negócio.
* O falso comprador então se afastava, ia tomar um cafezinho no mercado municipal ali perto, – ou uma dose de suco de gerereba! – e meia hora depois voltava para devolver os cortes e pegar seu dinheiro de volta!
E o ciclo recomeçava, com os personagens em papeis invertidos!

Os estelionatários do calçadão da Casa Morato ‘deram’ a manta em muitos capiaus ingênuos que por ali passaram ostentando seu embornal de lona cor de terra a tiracolo!

Eu tinha na época 12 anos de idade. Achava aquilo curioso, mas não sabia exatamente o que estava acontecendo.
Sim, mas, o que havia de mais em os camelôs usarem aquele ardil para vender o seu produto?
Bem… é que, se não fosse a ladainha do vendedor e principalmente do falso comprador, o matuto não compraria nada!
Além do mais, os cortes de tecido ‘empurrados’ na lábia goela abaixo do roceiro, eram da pior qualidade… Não valiam sequer um quinto do preço pelo qual eram vendidos!

Uma década depois, já na policia, eu entendi que, o que os vendedores de fazenda do calçadão da Casa Morato faziam, era uma modalidade de “Conto do Vigário”!

Décadas depois reencontrei os vendedores de fazenda nos clubes de carteados nas imediações do Mercado Municipal. Não eram tão velhos mas quase tinham vida desregrada. Hoje quase todos já morreram. Um deles, ironicamente eu levei agonizante para o pronto socorro numa quarta feira de 1992. Na segunda-feira seguinte eu soube que o baianinho Josias havia sido sepultado no sábado anterior!

Nenhum daqueles vendedores de fazenda, que passaram a ‘manta’ nos capiaus no “Calçadão da Casa Morato” nos anos 70, conseguiu comprar sequer um palmo de terra com o dinheiro ganho na venda fraudulenta de ‘cortes de fazenda’!