Resposta de uma médica carioca à mãe de Cabral

O maior bandido que já pisou o Rio de Janeiro, responsável pela morte de centenas de cidadãos fluminenses cariocas nas filas dos hospitais, por falta de atendimento, de leitos ou de medicamentos – isso pra ficar só na questão da saúde, sem falar nas pessoas que já morreram no Rio por falta de segurança e outras mazelas – condenado a 87 anos de cadeia, – por enquanto – foi transferido da prisão de Benfica, no Rio – onde tinha TV de 65 polegadas e banquete de lagostas – para uma prisão federal em Curitiba.

Durante a transferência, nesta quinta-feira,17, o perigoso bandido que, de 2007 a 2014 foi Governador do Rio de Janeiro com o nome de Sergio Cabral, aparece como um bandido comum que é, com pulseiras de prata nas mãos e nos pés!
Indignada com o que chamou de ‘humilhação’ ao pobre filho, a mãe do politico fez um desabafo, publicado num grande jornal carioca neste domingo, 20.
Veja o que disse a mãe do bandido que desviou cerca de R$ 270 milhões de reais dos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro:

A medica reumatologista Francinne Machado Ribeiro, que conhece bem a realidade da saúde na Cidade Maravilhosa, respondeu ao desabafo da mãe do bandido preso; Veja sua resposta publicada em sua pagina no face neste domingo,20.

“Dona Magaly Cabral,
também sou mãe. E nas horas vagas sou médica. Trabalho em um hospital público. De uma universidade. Estadual. No Rio de Janeiro. Como tal, assisti, impotente, a uma enxurrada de solicitações de medicações essenciais para a vida de milhares de pessoas ser negada por falta de compra. Vi, aterrorizada, centenas de leitos serem fechados no HUPE por falta de repasse de verba. E tive, desesperada, que negar admissões e internações justamente por falta de leitos.
O que durante algum tempo parecia ocorrer pela crise financeira se mostrou uma farsa.
Descobri, perplexa, que o dinheiro de merenda escolar e remédio era desviado para que o governador do Estado e sua esposa advogada esbanjassem em iate, quadros, viagens com fotos cafonas, joias e privada automatizada.
E, não por acaso, este senhor era seu filho.
Desculpe a minha falta de empatia, mas discordo categoricamente da sua afirmação. Seu filho não “cometeu erros”. Ele fez algo mais grave. Ele cometeu crimes. C-r-i-m-e-S. No plural. É fato que ele não deu ordens de matar, a partir da cadeia. Por um motivo muito simples: ele matou muita gente com sua caneta. Que lhe foi concedida para cuidar deste estado e não para se esbaldar em Paris com guardanapos na cabeça e Loubotin nos pés.
Abre parênteses para update:
Da cadeia ele não “mandou invadir”. No entanto, os lares dos cidadãos do estado foram invadidos com as imagens das mordomias concedidas ao seu filho. Enquanto milhares de presos semianalfabetos, negros e pobres apodrecem na cadeia superlotada, onde adquirem, entre outras coisas, tuberculose e sarna. E de sua nora desfrutando do conforto do seu apartamento no Leblon, ao passo que outras milhares de mães presidiárias são afastadas dos seus filhos.
E não, não compartilho da máxima que as mães podem tudo. Caso não tenha percebido, vou lhe contar um segredo: seu filho lhe deu presentes caros nos últimos anos? Saiba que eles custaram os rins, corações e fígados de pessoas doentes.
Fecha parênteses.
Humilhação é mendigar remédios e salários que lhe são devidos por direito. É ser achincalhado publicamente pelo seu patrão, como nós médicos fomos. É assistir inúmeros pacientes morrerem por falta de antibiótico e perderem seus transplantes por falta de imunossupressores.
Dona Magaly, me desculpe se não sinto compaixão e se acho que as algemas são um castigo leve demais.
Ao contrário da senhora, que tem acesso à coluna, sou mais uma médica tentando enxugar gelo todos os dias, além de tentar reconstruir, com muito trabalho, o hospital que seu filho quebrou.
Infelizmente, o meu lamento não desfaz a desgraça das inúmeras famílias que seu filho provocou. Isso sim faz sentido, minha senhora.”

Estivemos com a Doutora Francinne na semana passada. Por acaso ela é reumatologista da minha esposa.
Faço minhas suas palavras Francinne!

“Gaticidio” no bairro Santa Rita

Mulher abandona gato na rua e em seguida atropela o bichano

O sinistro aconteceu nesta sexta-feira no bairro Santa Rita, a dois quarteirões do Forum Orvietto Butti. Imagens da câmera de segurança de um morador vizinho captaram o momento em que uma mulher para o um veiculo Fiat Palio vermelho, desce do carro e joga um gato de duas cores, parecendo ser filhote, na beira da rua e volta para o carro. O bichano também tenta voltar para o carro mas as portas já estão fechadas. Nesse momento a mulher passa o carro por cima do gatinho e o deixa agonizando na beira da rua.
Veja o vídeo.

Adeus João Cavalo…

Hoje deve ter ‘conselho arbitral’ no céu. Presididos pelo saudoso cartola Aguinaldo Falcão, João Cavalo já deve estar em calorosa discussão com Hailtom Custodio, Jorge Carpineti, “Gustinho” Balbino, Edson “Corinho”, “Tião Cueca”… outros grandes boleiros que, cada um com seu estilo, escreveram com letras de ouro belas paginas no futebol de base de Pouso Alegre. Eles devem estar discutindo o Regulamento da Copa Lepa de Futebol Infantil 2018!

João Cavalo era uma pessoa simples como seu nome: João Batista Ferreira
Simples também era sua profissão… Ele era pedreiro!
Simples também era sua casa… uma casinha pequena na vargem de cima do velho Aterrado, construída muito antes de o calçamento chegar ali. Aliás para chegar em época de chuvas, precisava de canoa!
Nas ‘horas vagas’ João Cavalo ensinava futebol para garotos carentes do bairro São Geraldo – E não só do bairro. Muitos garotos de Pouso Alegre, inclusive meus dois mais velhos adquiriram intimidade com a redonda na sua escolinha. Mas foi muito mais do que um professor de futebol… foi professor de vida. Ensinou centenas, milhares de crianças, adolescentes e jovens a ser homens, corretos, honrados!
Tinha eu jeito peculiar, contundente, incisivo, decidido… Era um bravo homem e um homem ‘brabo’. Defendia com unhas & dentes seu ponto de vista. Mas não queria nada que não fosse direito e correto e pra todos. Com João Cavalo oito era oito, e oitenta era oitenta!
Era politizado mas não era político. Não esperava que alguém fizesse… Arregaçava as mangas e fazia ele mesmo.
Construiu, à base de cabo de enxada, o campo do Santamaria. Arrancou raízes de arvore e touceiras de capim no enxadão para construir o campo simples como ele, do seu Santos F.C. que servia a todos os clubes da cidade numa época em que tínhamos um futebol vibrante, com oito campeonatos de futebol por ano.
Nobres, no, entanto eram seus ideais… Com sua escolinha de futebol, João Cavalo afastou centenas de garotos das drogas.
João Cavalo estava doente há vários anos. Morreu de insuficiência renal nesta quinta-feira, 18.
Seu combalido corpo foi sepultado no Distrito de Crisolia/Ouro Fino, onde nasceu há quase setenta anos.
O boleiro João Cavalo já estava fazendo falta…
O homem João Cavalo fará muita falta no Aterrado… fará muita falta na nossa sociedade.
Temos hoje poucos homens simples e honrados da estirpe do amigo João Cavalo.
Hoje deve ter ‘conselho arbitral’ no céu. Presididos pelo saudoso cartola Aguinaldo Falcão, João Cavalo já deve estar em calorosa discussão com os rivais Hailtom Custodio, Jorge Carpineti, “Gustinho” Balbino, Edson “Corinho”, “Tião Cueca” – outros grandes boleiros que, cada um com seu estilo, escreveram com letras de ouro belas paginas no futebol de base de Pouso Alegre. Eles devem estar discutindo o Regulamento da Copa Lepa de Futebol Infantil 2018!
Firmeza como sempre, meu amigo… Não permita ‘gatos’ neste campeonato…!

Furto no hospital regional

A vitima é uma senhora de 86 anos. O larapio aproveitou um minuto que ela se ausentou do quarto para visitar sua bolsa!

Bons tempos aqueles de 1921 quando o hospital foi inaugurado. Naquela época os meliantes de plantão respeitavam ao menos os hospitais!

Furto é furto tanto no brasil, quanto na Belgica ou no Nepal. O que muda é o número do artigo e suas sanções. Mas a tipificação continua a mesma: “subtrair para si coisa alheia móvel”. Em alguns países do Oriente Medio fala-se que a pena pelo desvio de comportamento social ou psicológico do cidadão desajustado ou vitima da sociedade – ou simplesmente… sem vergonha! – é a amputação da mão leve. Cá em terras tupiniquins abençoadas por Deus, a pena varia entre 1 e quatro anos. Com pena tão ínfima e a falta de cadeias ou colônias penais onde o larápio possa pegar no cabo da enxada e conquistar os bens que os outros já conquistaram com seu trabalho, furtos simples … dão nada, não! Por isso mesmo os mãos leves desavergonhados estão cada vez mais ousados… e sem vergonha! Estão furtando crianças e velhinhos indefesos… Até nos hospitais!
O Hospital Regional Samuel Libânio em Pouso Alegre tem sido palco frequentes destes covardes espetáculos. Médicos, enfermeiros e pacientes tem ficado doentes de raiva ou indignação com a atitude de larápios que furtam seus celulares, bolsas, carteiras e dim-dim. Nem os enfermos pálidos e convalescentes ou os acidentados desvalidos sobre macas à espera de atendimento escapam da sanha covarde dos larápios de plantão!
A ultima vitima de furto no interior do referendo nosocômio foi uma senhora de 86 anos. Ela fazia companhia ao marido na noite desta segunda-feira, 15, quando o vergonhoso crime aconteceu. Rachel contou que havia feito um saque bancário de cinco mil reais e havia deixado o dinheiro dentro da sua bolsa sobre o sofá no quarto. Ainda segundo a aposentada, durante a noite ela se ausentou do quarto onde estava o marido durante alguns minutos por quatro vezes. Foi num destes momentos que sua bolsa recebeu a visita do mão leve e seu rico dinheirinho, que tinha outros compromissos, criou pernas! Vergonhoso!

Suborno no exame de motorista

Ao ‘escorregar’ na baliza, o garoto tentou ‘comprar’ os examinadores para aprova-lo no exame de baliza… E foi preso!

Onde está agora, por uns tempos, Giovani não precisará de carteira de motorista!

O imbróglio aconteceu ao pé da manhã desta segunda,15, na cidade de São Lourenço, circunscrição do 17º DPC de Pouso Alegre.
Deu tudo errado para o jovem Giovani Belo dos Santos, 18, morador da cidade serrana de Itamonte. Ele foi fazer os exames de motorista pela primeira vez e, por garantia levou R$2.400 na algibeira para, caso não passasse nos exames, comprar a aprovação. Ainda na fase de baliza ele cometeu as falhas suficientes para ser reprovado. Mas não se deu por vencido. Antes de descer do carro Giovani sacou um embrulhinho de bala da algibeira e fez a proposta indecente:
– Moço, por favor não me reprove… Estou com o dinheiro aqui. Eu trouxe os R$ 1.200 para pagar o exame.
O examinador nada respondeu. E enquanto finalizava a pauta, outro examinador se aproximou do veiculo e Giovani repetiu:
– Por favor, não me reprovem porque eu estou precisando da carteira. Eu ouvi dizer que se pagasse R$1.200,00 por cada fase do exame – baliza e direção – eu passaria. Eu estou com o dinheiro aqui!
Ao ver a nuvem negra no rosto dos examinadores e prevendo a tempestade, a instrutora da autoescola de Itamonte tentou intervir…
– Por favor, relevem. Não levem em consideração o que ele está dizendo… Ele é muito novo, não sabe o que está falando!
Mas não teve choro e nem vela e nem fita amarela… Giovani recebeu as pulseiras de prata, desceu no taxi do contribuinte e foi sentar-se ao piano do paladino da lei na DP. Lá o jovem candidato a motorista abriu mais ‘páginas do imbróglio’. Disse que tomou conhecimento que era prática comum pagar para ser aprovado nos exames, por isso combinou com a instrutora de Marcela que levaria dois pacotinhos R$1,2 mil separados, embrulhados em papel de bala para dar aos examinadores para ser aprovado em cada fase do exame. O dinheiro seria, segundo ele, entregue à instrutora, mas como não teve contato com ela antes de entrar no carro, resolveu entregar diretamente ao examinador, porque, segundo ele, acreditou que todos os examinadores participavam do suposto esquema de aprovação no exame de direção.

Giovani de fato portava dois pacotinhos de R$1,2 mil na algibeira. Além do dinheiro, pivô do infortúnio do jovem, a polícia apreendeu também seu aparelho celular, a fim de investigar suposta participação da instrutora Marcela Cristina Batista Parrela no crime de corrupção passiva.
Giovani assinou o 333 do Código Penal, cuja sanção privativa de liberdade varia de 2 a 12 anos de estadia gratuita no Hotel do Contribuinte.

Simplório & Finório atacam novamente

Desta vez a aposentada foi parar no hospital!

Como dona Cida, tem muita gente por aí que também vai cair no Conto do Vigário este ano… outra vez!

O golpe desta vez foi encenado na Rua do Rosário, no centro de Pouso Alegre. Dona Cida, 67 anos, passava por ali distraidamente pensando na morte da cabritinha, quando a dupla se aproximou. Um era moreno claro, gordo e alto, de olhos castanhos e usava camisa cor de rosa… O outro era moreno claro, baixo e usava camisa listrada. Segundo dona Cida, os dois se aproximaram juntos e foram logo dizendo que tinham um bilhete premiado no valor de 600 mil e precisavam da ajuda de alguém que tivesse documentos e conta no banco para receber o premio. Se dona Cida ajudasse, eles lhe dariam metade do prêmio. Nesse preço dona Cida topou a parada na hora. Ela só tinha que provar que era gente boa, que tinha dinheiro na mão para deixar com eles. Imediatamente a aposentada foi ao banco do Brasil, sacou R$ 5 mil e entregou para a dupla.
O desfecho do caso dona Cida não explica muito bem. Diz ela que ao passar pela rua Conego Jose Oriolo, no bairro Santa Filomena, ela desceu do carro da dupla e só então percebeu que havia caído no conto do vigário.
Embora pareça hilário, o caso é serio. Depois de se dar conta de que havia ficado só com o cabo do guarda chuva na mão, dona Cida passou mal! Teve que ser atendida no pronto socorro do hospital regional Samuel Libanio onde ficou em observação durante quatro horas. Enquanto isso a famosa dupla “Simplório & Finório” dobrava calmamente a serra do cajuru em um Vectra prata, com cinco mil reais na guaiaca, em busca da próxima vítima…!

Roubos gêmeos

O assaltante roubou dinheiro e cigarro na padaria no sábado pela manhã e no domingo voltou à mesma padaria e roubou a mesma coisa!

Depois de sofrer tres tentativas de homicídio nos últimos quatro anos, aqui “Liano do Rick” estará seguro!


O tradicional pãozinho francês ainda estava quentinho, as seis e quinze da manhã do sábado,13, quando o assaltante chegou à padaria Super Pão do bairro Cruzeiro e fez o pedido:
– Me dá um maço de cigarro…
Recebendo a mercadoria nociva aos pulmões, ao invés de sacar da algibeira o dim-dim para paga-la, o freguês sacou um estilete e fez novo pedido:
– Passa também o dim-dim!
… E foi embora, levando o maço de cigarros e cerca de 40 reais em dinheiro do caixa.
As nove e quinze da noite do domingo, 14, o mesmo bat-meliante voltou ao mesmo bat-local. Desta vez ele não usou o estilete para ameaçar a balconista… usou a língua! Disse que estava armado e exigiu o dim-dim. E mais uma vez limpou o caixa da padaria, pouco mais de quarenta reais. Para completar a pouca renda do assalto, o assaltante levou mais cigarros: dois pacotes, um de Derby e outro de Hollywood. Como na manhã do dia anterior, o meliante dobrou a serra do cajuru montado numa bicicleta velha. Mas, como ‘pote tanto vai à fonte…’ desta vez ele se deu mal!
O assaltante da Padaria Super Pão foi preso minutos depois na baixada do Mandu. Ele tentou se esconder no bar da Baiana, mas acabou recebendo as pulseiras de prata. Juliano da Cruz Gomes, figurinha fácil no álbum da polícia, ainda levava na algibeira o dim-dim e os cigarros roubados da padaria.
Juliano da Cruz Gomes, 23, é duro na queda. Nos últimos quatro anos ele sobreviveu a três tentativas de homicídio. A primeira foi em maio de 2014. Na ocasião ele foi alvejado na porta de sua casa na baixada do Mandú. Recebeu tiros na virilha, nos braços e nas costas. Em janeiro de 2017 “Liano do Rick” tomou mais uma saraivada de balas na porta de sua casa. Em maio do mesmo ano o garotão sofreu nova investida dos inimigos de rua. Desta vez ele foi alvejado dentro do quarto… Foi arrancado dos braços de Morfeu por tiros de revolver, mas conseguiu escapar dos seus algozes se refugiando no forro da casa com apenas um tiro na bunda!
Com a prisão pelos roubos ‘gêmeos’ à Padaria Super Pão do bairro Cruzeiro, “Liano do Rick” sentou ao piano, assinou o 157 e subiu no taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha. Agora ele está em segurança!

Assassinos do Osvaldo Fraga não serão punidos

É que o crime aconteceu na há vinte anos e os responsáveis pela morte do comerciante não foram identificados e o crime prescreveu!

Familiares que chegaram ao sobradinho da Rua São Pedro no final da tarde daquele longínquo primeiro domingo de 1998 depararam com uma cena chocante: o corpo do comerciante de 68 anos jazia estendido no chão da cozinha. Havia manchas e poças de sangue por todo lado. Uma lesão grande na cabeça, próxima à orelha com afundamento de crânio, evidenciava que houvera luta feroz no local. O criminoso, para estar na cozinha da casa, era conhecido.
Familiares e policia fizeram várias perguntas:
– Teria sido um roubo malsucedido?
– Teria sido um caso passional? – ele era separado da primeira esposa.
– Teria sido algum atrito familiar com resultado acidental?
– Teria sido vingança de algum desafeto pessoal ou comercial?
Todas as perguntas ficaram sem respostas.
Nos dias que se seguiram dezenas de pessoas sentaram ao piano do paladino da lei na delegacia de homicídios e prestaram depoimentos. A policia chegou a deter alguns suspeitos, mas não conseguiu provas que os colocassem na cena do crime. Os irmãos Reanir de Lima, responsáveis por vários latrocínios na cidade por aquela ocasião, eram os principais suspeitos, mas também foram descartados. Nas semanas e meses seguintes, sempre que surgia uma pista, por mais tênue que fosse, a polícia ia atrás, mas sempre dava com os burros n’agua. Até que aos poucos, a medida que o crime se distanciava na curva do tempo, o assassinato do comerciante foi sumindo da memória das pessoas e da policia até cair no esquecimento e tornar-se apenas um maço de papel num arquivo morto. Oswaldo Fraga, pai de quatro filhos, dono de um mercadinho na entrada do bairro Santo Antônio, era uma pessoa simples, trabalhadora, muito conhecida e querida pelos parentes e amigos. Apesar disso seu inesperado e brutal assassinato virou apenas um dado na estatística criminal da cidade que até então não era tão violenta. O assassino aos poucos pode dormir tranquilamente debaixo do manto do mistério.
Quatro anos atrás recebi uma mensagem – como tantas que recebo – aqui no blog. Um leitor queria me passar algumas informações sobre um antigo crime acontecido em Pouso Alegre, caso eu estivesse interessado. Encontramo-nos numa movimentada pracinha da cidade. As informações eram sobre o caso “Oswaldo Fraga”! Segundo o leitor do blog o assassino do comerciante fora um parente dele, parente afetivo, que, portanto, o conhecia. O homicida, de idade próxima dos quarenta anos, viera de outro Estado com esse propósito e cometera o crime por encomenda. Naquele domingo mesmo, após matar o comerciante, o assassino dobrou a serra do cajuru – aliás, dobrou ao menos duas grandes serras para voltar para casa em outro Estado. “O” mandante do crime continua morando em Pouso Alegre… Não muito distante do local do sinistro.
Tais segredos haviam chegado casualmente ao conhecimento do leitor tempos antes e somente depois de sentir-se seguro decidiu confiá-los a mim diante da promessa de pés juntos que eu não revelaria seu nome.
As valiosas informações que poderiam esclarecer o assassinato do comerciante, foram levadas imediatamente ao delegado de homicídios. No entanto, carente de recursos e principalmente de pessoal, a policia civil não levou as investigações adiante… e o homicídio continuou enterrado!

Tarde demais para os assassinos se apresentarem na DP…


Nesta quinta-feira, 04 de janeiro de 2018 o assassinato do comerciante Oswaldo Fraga completou 20 anos. O crime prescreveu, extinguiu, caducou, escafedeu-se, ‘já Elvis’! O assassino e seu mandante podem agora sair da toca e andar livremente por aí sem medo de serem investigados. Podem até dizer no barzinho da esquina o que fizeram, ou mesmo confessar ao delegado de policia que mataram o comerciante, que jamais serão presos ou condenados!
O cidadão que obteve as informações fez a sua parte… O Estado não fez a sua!

Abstinência de drogas leva a cidadão a alucinações

… Ele destruiu tudo dentro de casa, comeu os vidros quebrados e passou a beber agua de esgoto. A cidade não tem Centro Psiquiátrico, o SAMU se recusa a recolhe-lo e o caso não é da alçada da policia. Sem saber o que fazer a família teme que ele coloque fogo na casa!

A reportagem é do site Brasil Metrópole, de São Gonçalo do Sapucaí

“Uma família procurou a reportagem do Brasil Metrópole, na manhã desta quarta-feira (03), em busca de ajuda. Segundo a família, Juliano dos Reis, de 39 anos, encontra-se em situação crítica. O rapaz foi flagrado por vizinhos e familiares, comendo cacos de vidro na rua e bebendo água de esgoto. A família, reside no bairro São José, em São Gonçalo do Sapucaí.
Ainda segundo a família, ele está completamente fora de si e tem alucinações o dia todo; “Procuramos o CRAS e lá, disseram que devíamos procurar o Centro Psiquiátrico. Não tem como deixar ele aqui desse jeito. Ele quebrou a casa toda. Quebrou copos, comeu os copos, comeu quadros, está comendo vidro, papel. Estamos indignados, não temos para onde correr. Liguei no SAMU, eles vieram e disseram que não iriam colocar a mão nele, por estar agressivo. Na PM, eles falam que não é caso deles. Estamos pedindo ajuda, pelo amor de Deus. A população está toda com medo. Estamos com medo dele colocar fogo na casa”, explica a irmã Rosana Alves.
No Centro de Atenção Psicossocial, da prefeitura de São Gonçalo do Sapucaí, o coordenador, Wellington Carvalho, explica que Juliano ainda não possuí um laudo médico, por não ter passado em nenhuma consulta; “A família queria uma internação, e eu expliquei que a internação só em São Sebastião do Paraíso, e demora meses. Porque os hospitais psiquiátricos estão acabando aos poucos. Na verdade, ele precisa passar por uma consulta, para fecharmos um laudo. Juntamente com a Secretária de Governo da prefeitura, eu estive visitando a família. Na ocasião, conversamos e explicamos a situação. De acordo com a família, ele estava com abstinência de crack e está tendo alucinações. Sendo assim, agendamos uma consulta no PSF para medicá-lo, até ele passar pela psiquiatra”. Segundo o coordenador, somente após a consulta com um psiquiatra, é que Juliano terá um laudo, com a possibilidade de ser internado ou não. De acordo com o CAPS, Juliano deverá receber já nesta semana, os primeiros atendimentos possíveis. Um representante da Secretaria de Assistência Social, também esteve na casa da família, nesta tarde.”

“Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!”
Airton Chips

Aconteceu o primeiro homicídio do ano

Foi só cutucar o diabo com vara curta que ele mostrou os chifres!
O sinistro aconteceu poucas horas depois da publicação da estatística de homicídios do ano passado aqui no blog, na noite ainda criança deste terceiro dia do ano novo!

A vitima da vez é Rafael Bernardes dos Santos, 31, o Cebolinha. Ele foi executado com 07 tiros de revolver de calibre fino numa quebrada da ‘baixada do Mandu, na localidade conhecida como “campo dos ciganos”, as nove e meia da noite desta quarta-feira, 03. Antes do ocorrido, Cebolinha estivera numa padaria ali perto e se afastara dizendo que iria cobrar uma dívida. Pelas circunstâncias do crime, parece que ele é que foi cobrado! Rafael Cebolinha recebeu sete tiros, sendo dois nas pernas, dois no abdome, dois nas costas e o sétimo tiro na testa.
O autor do crime, segundo populares que ouviram os estampidos ecoando nas imediações, é P.H.R.S. conhecido pela alcunha de “Perninha”. O garotão de 16 anos foi detido minutos depois do crime chegando em sua residência, limpinho, como se estivesse chegando de Paris e jurou de pés juntos que é inocente.
Rafael Bernardes dos Santos, o “Cebolinha” era figurinha fácil no álbum da policia. Tem dezenas de abordagens e fugas na condução de motos em atitudes suspeitas pela cidade. Tais abordagens sempre visaram descobrir o que ele levava com tanto zelo e pressa de um lugar a outro. Numa de suas prisões, no entanto, ele estava parado. Em outubro de 2013 Cebolinha foi preso em casa, no bairro São João, com 650 barangas de farinha do capeta. Mas não deixou a peteca cair… Disse que a droga era de um cunhado!
Apesar da prisão com a boca na botija, o Cebolinha não criou raízes na cadeia. Saiu em julho de 2014 sem ter sentado no banco dos réus. Voltou a ser preso em novembro de 2015 mediante mandado de prisão expedido pelo Homem da Capa Preta. Mas, como vimos, Cebolinha não é muito de criar raízes…! Ontem estava de novo em liberdade. Se a justiça penal foi branda com ele em relação ao trafico, os próprios envolvidos foram implacáveis. Ao ser morto ontem à noite Rafael Cebolinha levava na algibeira uma folha de papel com nomes. A policia ainda não sabe se são nomes de clientes ou de inimigos do trafico.