Zinho & Fonfon… nascidos para morrer

      Moravam numa casa simples no meio da subida da rua 09. Não havia muros na frente e nem nos fundos. Nas laterais os muros dos vizinhos serviam de divisa. A primeira vez que fui à casa deles levar-lhes uma intimação, mesmo que fosse necessário entregar-lhe pessoalmente, teria que entregar à sua avó, pois antes de descer da viatura ouvi o ranger de um sofá velho e o tropel de alguém correndo em direção ao quintal. Dona Bê ligeiramente confusa e aborrecida atendeu a porta e perguntou em tom desacorçoado; “Pra quem é desta vez?”. O ‘convite’ da Delegacia de Orientação a Menores, para esclarecer mais um furto na vizinhança, era para Zinho e Fonfon, pois a vitima não tinha certeza qual era qual.

       Foi assim que conheci W. e E.R. Pereira, os irmãos de vida desregrada e curta, no charmoso bairro conhecido por “Nem”… nem Pouso Alegre, nem santa Rita. Construído nos anos 90 com toda infra-estrutura, com ruas largas, asfaltadas, bem iluminadas, bem arborizado, escola municipal, moderna, igrejas, à margem de uma rodovia federal, agora com moderno trevo de acesso – falta apenas um campo de futebol e um ginásio poliesportivo – supermercados e muitos botecos, o bairro Cidade Jardim tem tudo a ver com o nome e faz inveja a dezenas de cidades do Estado de Minas em qualidade de vida e bem estar social. Com centenas de famílias honradas, honestas, ordeiras e cumpridoras dos seus deveres, que vieram realizar seus sonhos da casa própria e ter um cantinho para descansar após o labor, vieram também os desocupados, dissimulados, gatunos sorrateiros, larápios, traficantes, aviõezinhos e  nóias para atormentar a vida dos pacatos cidadãos.

        Em 2004, dois deles conheceram o fim trágico da maioria dos adolescentes que enveredam pelas sendas do crime, e escreveram uma página negra na jovem história do Cidade Jardim. Os garotos, na flor da idade, provaram do próprio veneno que espalharam pelas ruas do bairro desde a puberdade. Zinho, 18 e Fonfon, 19 anos, eram figurinhas carimbadas na Delegacia de Orientação a Menores da 13ª DRSP. Furtos, roubos, brigas, ameaças, uso de drogas, tiros em via publica e até estupro faziam parte de seus currículos desde os treze anos. Embora sem estabilidade financeira, sempre gostaram de enxada de cabo longo… para ficarem longe do trabalho. Suas ocupações eram a cama, sempre nas quebradas da noite depois que as ruas ficavam desertas, sopas em pratos fundos, sombra e água fresca, comida quente e chamego, e “o que é seu é meu… e sai de baixo senão leva porrada”. Os irmãos viviam sob a tutela da avó, de expressão ranzinza e amarga e de um tio quarentão que parecia ter mais o que fazer do que cuidar de sobrinhos mal educados. Vieram de São Paulo. Os pais, nunca soubemos ao certo que destino levaram. Más línguas diziam que eram separados, outros diziam que haviam morrido no crime na capital paulista e outros afirmavam que tanto o pai quanto a mãe estavam hospedados em hotéis do contribuinteem São Paulo, por roubos e trafico de drogas. A avó que sempre acompanhava os pequenos meliantes nas audiências no gabinete da delegada Maria Inês Xavier, se limitava a dizer – com poucas palavras – que o filho e a nora estavam trabalhandoem São Paulo.Aliás, assistimos a metamorfose do humor e comportamento de dona Bê. No inicio ela comparecia às audiências, recebia os puxões de orelha dos netos, tentava explicar, justificar… prometia mais rigor e vigilância na educação dos pupilos e quase pedia desculpas pelos mesmos. Foi se transformando. Mais adiante entrava muda e saia calada do gabinete da delegada. Limitava-se ouvir e concordar com acenos de cabeça. Já estava desacorçoada com os netos delinqüentes e desistira de fazer qualquer coisa para muda-los. Para transformá-los em homens de bem. Toda semana  um novo B.O. era registrado pela PM contra os irmãos Zinho e Fonfon. Se não conseguira torcer os netinhos enquanto ainda eram pepinos, agora não torceria mais. Alguém os quebraria…..

       No dia 12 de julho Zinho completaria 18 anos. Idade crucial para os meliantes. A partir daí, se caísse de novo nas malhas da lei, não teria choro nem vela e nem fita amarela, seria cana. Depois dos 18 não tem mais ‘procedimento especial de menores’, não tem mais audiência com o promotor da infância e da juventude, nem com o juiz apenas para receber um ‘sabão’ e ‘passar a mão na cabeça’. A partir dos dezoito todo cidadão brasileiro é imputável, responde criminalmente pelos seus crimes – em tese, pelos menos. Talvez por isso Zinho tenha sumido. Desde o dia 10 ele não aparecia em casa para as atividades habituais de comer, beber, dormir… e dizer palavrões, grosserias e ameaças a quem quer que lhe fizesse alguma ‘cobrança’, a começar pela avó. No principio a família sentiu certo alivio. Não tinha policia e nem vizinhos aborrecidos batendo à sua porta. Até porque o pequeno meliante não tinha compromisso com nada e ausentar-se de casa por dois ou três dias sem dar satisfação era rotina. Mas com o passar dos dias os familiares, especialmente o parceiro de feiúra, Fonfon, que sabia muito bem o mato em que lenhava, começou a preocupar-se. Teria Zinho sido preso? Será que algum dos seus muitos desafetos teria ‘acertado seus passos’? Teria ele entrado em conflito existencial devido a maioridade ou se arrependido dos seus crimes e se pendurado na ponta de uma corda num galho de uma arvore? Quem sabe tivesse arrumado um emprego como um cidadão mortal comum, temente a Deus e quisesse fazer uma surpresa para a velha avó, aparecendo em grande estilo no final do mês, com o salário no bolso e um abraço no rosto para dizer; “Vó, criei juízo. Agora sou um homem de verdade e vou te dar um pouco de alegria e conforto”!!! Será??? Ou quem sabe uma mulatinha qualquer tivesse se enrabichado com ele e o chamado na chincha…? Dizem que a mulher poe o homem nos trilhos…  Como as ultimas conjecturas eram pouco prováveis, o melhor mesmo era procurá-lo, ainda que sua ausência fizesse pouca faltaem casa. Afinal, se ele não se importava com ninguém, havia quem se importasse com ele. Passaram a procurá-lo. Delegacia de Policia, hospitais, casa de pseudo-amigos, de inimigos, IML…

        Eu estava licenciado do trabalho policial e por isso não sabia do desaparecimento do garoto que vira crescer. Da janela do escritório do jornal ao lado da delegacia vi o perito Luiz Cláudio manobrando a viatura, saindo para cumprir mais uma missão. “Encontraram um corpo boiando no Rio Sapucaí, perto da Alpargatas”, disse ele. Aquela era a noticia mais quente do dia. Parei tudo e peguei carona na viatura. Ao passar por uma curva do rio, numa ilha, um canoeiro havia avistado um corpo em posição de gorila enroscado numa galhada. No barco do pescador fomos até o cadáver que boiava plácido, só de bermuda e já bastante decomposto nas águas sujas do rio. Viramo-lo apenas para as fotografias, pois era quase impossível reconhece-lo e a única lesão que pudemos constatar antes do estomago sair pela boca, foi um pequeno orifício no meio da testa. Mais tarde o legista Vitor Romeiro confirmou que a causa ‘mortis’ fora o único tiro à queima roupa, típico de execução, cuja marca vimos ainda no rio. Noticia ruim viaja no lombo do vento na velocidade da luz e poucas horas depois os familiares de Zinho chegaram ao IML para ver se o corpo do rio era dele. Era.

       As investigações dos colegas da Homicídios esclareceram rapidamente o crime do rio. Mas isso somente aconteceu depois do enterro de Fonfon.  Excetuando a avó e os tios, e aquelas pessoas que tentavam incutir alguma coisa de frutífera na cabeça e no coração dos irmãos Zinho e Fonfon, todas as demais pessoas do seu convívio eram do submundo do crime. Fonfon, o meliante mais velho, 19 anos, não tardou a descobrir o assassino do seu irmão. Mas Bandido que é bandido não entrega o algoz para policia… ele mesmo cobra a divida. Mal enterrou o irmão no sábado, Fonfom tratou de ir à forra. Passou a ameaçar o suposto assassino, por telefone e foi pessoalmente à sua casa ali mesmo no bairro. Não morreu no dia do enterro do irmão porque não o encontrouem casa. Namanha seguinte, um domingo ensolarado, foi esperar o algoz do irmão na esquina da rua 10 com 24. Quando Lagartixa e Eraldo passaram pilotando uma Brasília em direção ao campo do Chaves, pulou à sua frente e começou o discurso. Quando quis sacar a arma já era tarde. Foi lento. Recebeu um tiro nas axilas e caiu no asfalto ainda fresco da manhã. Para ter certeza de que não teria aborrecimentos, Lagartixa desceu da Brasília, se aproximou do corpo agonizante e atirou na cabeça, mesmo ‘modus matandi’ do irmão dele uma semana antes. Zinho sepultado no sábado, Fonfon morto no domingo e sepultado na segunda.

      O assassinato do menino no rio fora mais covarde e glamouroso. Enquanto o bairro crescia em população e noticias policiais, os irmãos órfãos cresciam em malfeitorias e maldades. Aos 18 e 19 anos Zinho e Fonfon eram os lideres do crime no Cidade Jardim. Liderança é uma posição sempre cobiçada. No caso do crime, para assumi-la, basta eliminar o líder. Além disso, os franzinos irmãos, o que tinham de truculência verbal, lhes faltavaem inteligência. Eramburrinhos, desonestos e presunçosos demais. Davam bandeira e podiam comprometer a honra dos criminosos do bairro. O melhor era eliminá-los. Isso seria brincadeira de bandido. E foi brincando que Zinho morreu uma semana antes do irmão. Foi com um grupo de amigos – da onça – nadar no rio Sapucaí, há duzentos metros abaixo da BR que corta o bairro, sem saber que sua morte já estava arranjada. Em dado momento, quando saiu da água, o desafeto o esperava no barranco e o mandou de volta. Quando ele ficou de pé, a meio metro dele Lagartixa apontou a 9mm e puxou o gatilho. Nem precisou jogá-lo ao rio. O impacto da bala fez o serviço. Enquanto o grupo de meliantes voltava para o bairro, de corpo e alma lavada, sem peso na consciência, o corpo franzino e desnudo do jovem Zinho ‘que vi crescer dando-lhe conselhos nunca ouvidos’, descia lentamente as águas barrentas do velho Sapucaí até enroscar-se numa galhada na curva perto da Alpargatas. Seu aniversario de 18 anos não teve bolo e nem o tradicional parabéns. Foi comemorado em silencio, por lambaris, piabas e mandis, ali naquela curva deserta de rio, margeando uma pequena ilha. Semelhantemente à historia dos irmãos Mazinho, assassinados por Max Peter em 2000 no Chapadão, a paz voltou ao Cidade jardim. Depois da morte precoce dos irmãos R.Pereira, o jovem bairro sumiu das paginas policiais. Dona Bê também pode reencontrar a paz…

Policia Civil prende mula na rodoviaria de Pouso Alegre

       Amigos ocultos da lei digitaram o 181 e avisaram que um rapaz mulato alto, bonito e sensual estava prestes a desembarcar no terminal rodoviário de Pouso Alegre, vindo de Mogi Mirim, trazendo na mochila uma encomenda especial e proibida. O incansável delegado Gilson Baldassari reuniu seus pupilos Alberto, Teobaldo, Balca, Andréia, Ozanam Rafael e Thiago e foi para o terminal, preparar a recepção para o viajante. Ás cinco da tarde ele chegou no  ônibus branco-grená da Gardênia e desembarcou com pinta de somongó. Tão logo pisou a plataforma recebeu o abraço afetuoso e firme da detetive Andréia e teve sua mochila confiscada. A informação era quente. O rapaz trazia vários pacotes bem embrulhadinhos, cerca de meio quilo de farinha do capeta e pedra bege fedorenta, comprados numa pracinha qualquer de Mogi Mirim. O jovem Gerry Diego Santos Tume, 18 anos, como todo bom traficante pilhado com a mão na massa, esperneou e disse que a massa não era dele. Não era mesmo. Ele do traficante Rogério Felipe dos Santos, o Lelinho e de sua esposa Jaqueline Aparecida Domingos, residente no velho Aterrado. Gerry era apenas o ‘mula’. Ele fora à cidade de Mogi Mirim buscar a droga para Lelinho, em troca da quitação de uma  dívida de droga que tinha com ele, no valor de 250 reais.

       Com as informações fornecidas pelo mula,  os detetives foram visitar o ‘casal vinte’ no aterrado e em sua residência apreenderam vasta lista de clientes nóias e material para embalagem de drogas.

      Era apenas mais uma das inúmeras operações de combate ao trafico de drogas da policia civil, com auxilio dos “amigos ocultos da lei”. Mas, dadas as tendências sexuais e comportamento esdrúxulo  do mula – ele é gay – a operação ganhou contornos hilários. Ao descer do ônibus e sentir as maos firmes da detetive Andréia em seus braços, Gerry armou um tremendo barraco: “Que isso? Quem é você? Me larga sua doiiiida !!! Andréia, já sabendo que a “fanta era uva”, entrou na dele; “Calma menina.. eu sou policial, vou apenas prende-la …”. Ao negar que a droga era dele, Gerry tentou ocultar o verdadeiro dono fazendo birrinha histérica, quase bateu o pezinho; “… Eu não posso falar, não posso falar senão eles me matam….”. Mas com receio dos puxões de orelha, falou. E foram se hospedar todos, mula ‘donzela’ viciada inadimplente e o casal Lelinho/Jaqueline, no mesmo hotel do Juquinha, depois de assinarem o 33 e o 35 da lei anti-drogas.

 

 

Ciume causa morte em Ouro Fino

       Fabiano Tadeu e Rubia Campos Silva, moradores do jardim Aeroporto em Ouro Fino, viveram um conturbado romance e por algums tempo dividiram os cobertores. O bichinho do ciúme pôs fim ao casamento  e cada um seguiu seu rumo. Mas… Rubia de 27 anos, parece que não foi avisada, pois não sai do pé do moço. No inicio da madrugada deste domingo, ao sair de casa, Rubia viu o ex-marido com uma rival e foi tirar satisfação. Ao final de um breve trololó, Fabiano de 28 anos perdeu as estribeiras e enfiou uma faca de cozinha na ex-cara-metade. Rubia ainda chegou a ser socorrida e levada para o PS, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

      Após o sinistro destempero, Fabiano foi se abrigar na casa da mãe dele, perto do local do crime, onde foi preso meia hora depois.

     Como não existe delegado de policia nas comarcas nos fins de semanas, o assassino foi levado para o plantão regional em Pouso Alegre e depois de assinar o 121, voltou para a terra do Menino da Porteira, para se hospedar no hotel do contribuinte pelos próximos 20 anos.

Passos conhece sua 28ª vitima de homicídio

     A prospera cidade meio mineira meio paulista banhada pelo Rio Grande, conseguiu bater seu próprio recorde – lastimável recorde!!! – ficou cinco semanas sem enterrar nenhum filho. O ultimo passense havia batido a porta de São Pedro no dia do advogado, 11 de agosto. Desde então o banditismo da cidade, a pretexto de acerto de contas do trafico de drogas, havia distribuído muita azeitona quente, quase sempre à traição, mas os meliantes – ossos duros de roer – resistiram. Não deu mais. Na madrugada deste domingo mais um passense, o 28º no ano, o dobro de todo o ano passado, foi mandado para a chácara do padre.

      A policia ainda não sabe quem descarregou os trabucos, mas, pelo modus operandi, local do crime de vida pregressa do morto, não teve dificuldade para deduzir os motivos.  A vitima da vez é o jovem Douglas Lima Rafael, que na próxima quinta feira completaria 26 anos. Ele foi sumariamente executado com 18 tiros, no bairro Novo Horizonte, o Recanto das Margaridas de Santa Rita ou velho Aterrado de Pouso Alegre, numa rua notoriamente conhecida como ‘boca de fumo’, provavelmente por credores ou concorrentes do trafico de drogas.

     Apesar da pouca idade, Douglas Rafael já era figurinha fácil no álbum da policia de Passos, por uso e trafico de drogas e tentativa de homicídio. “Ele estava fazendo hora extra” comentou um vizinho, pois levava no corpo as marcas de bala de uma tentativa frustrada de homicídio meses atras.

      Nem mesmo as iniciativas dos órgãos públicos do município para conter a escalada do crime de homicidio, com programas de reinserção e ocupação social de jovens envolvidos com drogas, conseguiram conter o triste recorde. Até o dia 15 de maio, quando as autoridades se reuniram em busca de soluções e lançaram os programas,  inclusive direcionado à crianças, trocando armas de brinquedos por brinquedos de verdade, 14 pessoas já haviam sido assassinadas. No dia seguinte à Audiência Publica que envolveu juizes, promotores, assistentes sociais, conselheiros tutelares, policias e deputados da região, aconteceu o 15º homicídio .

      Depois de varias tentativas bem e mal sucedidas, a cidade de 96 mil habitantes, dobrou o numero de assassinatos. A grande maioria das vitimas tem passagens pela policia por envolvimento com drogas e tem menos de 30 anos.

      Só para o leitor se posicionar, em Pouso Alegre, com população oficial de 130 habitantes, aconteceram até agora apenas 7 homicídios, todos esclarecidos.

Tarado estupra enteada no banheiro

Ao levantar-se pela manhã de quinta, a domestica I.C. moradora do bairro São Judas em Cambuí, percebeu a ausência da filha P.P. de 14 e também do amasio R.A.S. de 31 anos à mesa do café. Chamou, procurou, chamou e sem obter respostas, pediu ajuda ao filho, também adolescente e arrombaram a porta do banheiro. Lá estava o tarado, mantendo relações sexuais com a pequena enteada.

     Indignada, revoltada e enfurecida a domestica soltou os cachorros no amasio e chamou os homens da lei. O padrasto tarado recebeu pulseiras de prata e desceu no táxi do contribuinte para a DP onde sentou-se ao piano e assinou o 217 A e foi se  hospedar  no hotel do contribuinte.

      Este tipo de crime hediondo costuma ter duas penas; a do codigo penal, que varia de 8 a 15 anos e a do presidio, onde o estuprador paga sempre na mesma moeda, com juros e as vezes com a vida. Dificilmente um estuprador escapa de ser estuprado na prisão.

      A garotinha, desta vez pilhada em flagrante, admitiu que esta foi a segunda vez que foi estuprada pelo amasio da mãe!!!!

Estuprador rouba moto com revolver de brinquedo

      Este é o tipo de meliante que chamamos no meio policial de “apetitoso”. Roubou uma moto 125, tentou roubar uma caminhonete e foi para outra cidade tentar roubar uma moto mais potente… com um revolver de plástico.

    Quando o motoboy D.S. chegou para entregar um lanche na rua Abrilino Vieira Rios, no Jardim Olímpico em Pouso Alegre, às dez e meia da noite de quinta, o cliente o esperava no portão. Ao invez de puxar a carteira, o soturno cliente vestindo calça escura e blusa de moleton, puxou o capuz na cara e sacou um trezoitão. O endereço era só para atrair a vitima. Escudado no trabuco, o assaltante tomou a pochete com R$ 180 reais e documentos, o capacete, a motocicleta Honda Fan e de quebra levou também o x-bacon para fazer uma boquinha na viagem. E misturou-se ao burburinho da fresca noite.

      Antes de pegar a estrada, o meliante parou ao lado de uma caminhonete Mitsubishi L200 que manobrava na porta de casa no bairro São Carlos, apontou o trabuco e exigiu o dim-dim. Não levou porque o motorista I.S. já estava com o motor ligado e arrancou com a possante deixando o assaltante na poeira.

      Uma hora mais tarde o mesmo assaltante apetitoso encostou a motoca roubada numa outra Honda Twister na Rua da Pedra em Santa Ritado Sapucaí, mostrou o mesmo revolver e pediu a moto mais potente. Diante da ameaça, o pintor R.P. 25 anos, que levava um garupeiro, desceu para entregar a moto e neste momento percebeu que a trezoitão era… de plástico. Que desaforo!!! Encorajado o pintor tentou dominar o assaltante da arma de brinquedo e quase se deu mal. Ele tinha uma carta na manga, na verdade uma faca na cinta e rolaram na poeira da Rua da Pedra, no inicio da madrugada. Vizinhos que perceberam o guaiú chamaram os homens da lei e o assaltante de motoqueiros foi parar na DP onde disse chamar-se Leonardo Alves. Na delegacia de plantão de Pouso Alegre onde é velho conhecido, constatou-se que o meliante era na verdade Emerson Luiz Barbosa, o Dequinha, 28 anos, atualmente foragido do Hotel do Juquinha, onde cumpria pena por estupro…E para lá voltou para mais uma temporada.

      Emerson Dequinha tem historia pra contar.. ou pelo eu tenho dele. Órfão de pai assassinado ainda na infância, aos 13 anos ele apaixonou-se pela erva marvada. Para os braços da pedra bege fedorenta foi um pulinho. Para sustentar o vicio, fez o que todo nóia faz; entrou no mundo dos furtos e roubos. No inicio de uma fresca madrugada de setembro de 2000 vizinhos da marcenaria do Fernando no Jardim Olímpico, perceberam uma estranha movimentação e chamaram os homens da lei. Dequinha então com 17 anos foi pilhado com a boca na botija no interior da marcenaria e levado para a DP. Depois de assinar um Procedimento Especial de Menores, como não consegui contactar nenhum conselheiro tutelar, pequei a viatura e levei o meliante até sua casa na travessa Cordeiro Olimpio no Velho Aterrado e o entreguei à sua mãe. Tão Logo virei a esquina da casa do Cirilo Bola Sete, Dequinha saiu de casa, atravessou todo o Aterrado à pé e voltou à marcenaria do Fernando. Quando a policia o prendeu horas antes, ele já havia enchido um daqueles coletores de lixo laranja com ferramentas da marcenaria e deixado do lado de fora e ninguem se deu ao luxo de olhar no carrinho. Ao voltar ao local do crime, já no final da madrugada, o único trabalho foi empurrar o carrinho cheio de ferramentas até as imediações da sua casa. Antes do sol se levantar Dequinha já havia trocado plainas, enchós, sipios, serrotes e motosseras por meia dúzia de pedras beges fedorentas com o traficante Zelão. E para completar sua façanha, jurou de pés juntos que havia vendido as ferramentas para o comerciante Pierre Jambasse. Me lembro de ver o desespero e as lagrimas no rosto do velho comerciante, que, por ter o feio habito de intrujar objetos furtados, acabou sendo processado por receptação.

      Dois anos depois desta façanha, Emerson Dequinha, já com uma capivara quilométrica, ao passar pela Rua João de Barros no Foch II, encostou um trabuco na costela da jovem D.S.L. 20 anos, que voltava da escola, arrastou-a para aquele terreno baldio que separa o Foch do Aterrado e ali estuprou a estudante durante meia hora, com o revolver encostado na sua cabeça. Será que não era de plástico? Se era ou não, Dequinha está pagando pelo crime até hoje…

Santarritense vai buscar vitoria em Uberlandia

      Depois da segunda derrota seguida dentro de casa, desta vez para o Araxá, o ‘Robozinho do Vale’ vai a Uberlândia enfrentar o CAP nesta quarta à noite.

 

    Nem mesmo o uniforme branco, numero 1,  evitou  que o jovem time do Vale da Eletrônica perdesse para o experiente time do Triangulo, diante de sua torcida, na nublada manha de domingo. O time dirigido pelo técnico Cleber, zaqueirão formado pelo Galo na década de 90, começou pressionando e logo no inicio, numa jogada confusa na área, conseguiu abrir o marcador. O Robozinho do Vale empatou poucos minutos depois e parecia que iria reagir, mas a experiência do time visitante fez a diferença.

      O esquadrão do Araxa, com o belo uniforme preto e branco semelhante ao do Galo – tem penas mas é Ganso – com vários jogadores veteranos e ‘rodados’ no futebol, não teve muita dificuldade para dominar o jogo e impor seu ritimo. O tempo todo rondou a área adversária.

      Para desespero da pequena e agitada torcida do Santarritense a pelota desfilou livre, leve e solta inúmeras vezes na porta do seu gol e acabou entrando mais duas vezes.

       Apesar da derrota, o time do Vale da Eletrônica, que só venceu uma vez na competição, ainda tem chance de passar para a outra fase do certame e continuar sonhando com o titulo ou o acesso à Primeira Divisão, graças à desistência do Araguari, que não aquentou a pressão da falta de dinheiro e à derrota do Jacutinga, que também voltou a perder em casa para o Cap-Uberlandia.  Se cantar afinado esta noite no Parque do Sabiá, contra o time que o bateu por 3×0, o Robozinho do Vale mantem viva a esperança do torcedor.

 * Aos 42 anos o ‘guarda-roupa’ revelado pelo Atlético na década de 90 e depois defensor do ‘Porco’ paulistano e do futebol europeu, ainda está em forma.

* Erick – Guarde este nome. Aos 11 anos o garotinho da Escolinha do Bugalu toca fácil e com estilo na pelota. Não se surpreenda se aos 22 ele estiver envergando uma ‘amarelinha’.

Aconteceu… em Pouso Alegre

      No famoso Desfile Cívico-militar da garbosa Dr. Lisboa, em Pouso Alegre, também teve “Protestos Contra a Corrupção” no ultimo dia sete de setembro. O movimento, no entanto, reuniu pouco mais de meia dúzia de gatos pingados. Coincidência ou não a administração municipal atualmente é do mesmo partido que abriga os maiores ratos de Brasília.

Secretaria de Defesa Social manda soltar meliantes por falta de delegados para autua-los

      Se perguntarmos ao cidadão mortal comum, aquele que paga impostos para ter segurança, saúde, educação, etc…, qual o principal motivo do crescente aumento da criminalidade, 9 em cada 10 responderão; a impunidade. E a impunidade tem varias faces. O meliante fica impune devido a benevolência e frouxidão das leis, por inoperância e ineficácia do trabalho de prevenção da policia, por falta de policiais para prendê-lo, por falta de presídios onde hospedá-lo, sem falar, é claro dos motivos muito especiais inerentes aos ‘mortais incomuns’ que colocamos em Brasília.

      Muito bem, como se não bastasse esta renca de motivos para os mortais comuns rirem da nossa cara, o governo de Minas criou mais um. Agora todo ‘cidadão infrator’ que for pego em flagrante cometendo crime cuja pena não ultrapasse 4 anos de detenção, poderá ser colocado em liberdade pelo policial que o prendeu. Basta intimá-lo para comparecer na delegacia de policia no primeiro dia útil para sentar-se ao piano.

       Porque chegamos a este ponto de afrouxar ainda mais a lei? Por falta de delegados nas delegacias de Comarcas para ratificar a prisão do meliante no período noturno e finais de semana. Vamos trocar em miúdos; Há mais de trinta anos a policia civil vem se debatendo contra a desvalorização da categoria e distorções salariais. Lutando basicamente para ganhar um salário equivalente ao do promotor de justiça. Nada mais justo, pois ambos, embora em poderes diferentes, são fiscais da lei. A tarefa do delegado é muito mais árdua, pois enfrenta o touro bufando, à unha, nas delegacias, nas ruas, nos velhos Aterrados da vida, sem saber de onde virá o tiro. O zeloso promotor de justiça espera sentadinho em seu gabinete, o meliante com cara de santo, cheirando a sabão de coco, com sua melhor roupa, de braços dados com a cara-metade para mostrar que é pai de família, chamando-o de excelência. … E recebe o triplo do seu salário no fim do mês. Os requisitos para ingressar na carreira? São praticamente os mesmos, mas as provas para delegados são tão ou mais difíceis. Não obstante esta discrepância salarial e de valores, os delegados continuaram trabalhando nos últimos trinta anos…. cerca de 60, 90, 120 e alguns até 168 horas por semana, ou seja, de segunda a domingo, sem ganhar um centavo a mais por isso. Encheu. Não dá mais. A classe dos manjuras, escudada na Constituição Federal, decidiu andar na lei. Desde abril ultimo os delegados de Minas estão trabalhando 40 horas por semana. Como o Estado possui quase 900 municípios e menos de 800 delegados de policia – quase metade está na capital – foi criado o Plantão Regionalizado. Desde então o charmoso e chato Plantão de Policia, com delegado, escrivão, detetive e alguns bate-paus, virou artigo de luxo… só nas 58 delegacias regionais do interior. Quais as conseqüências praticas disso? Simples. Se um gatuno sorrateiro passar a mão leve numa motoca lá na pequenina Munhoz, ele terá que subir e descer a serra, passando por Bueno Brandão, Inconfidentes e Borda da Mata para sentar-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre.Viagenzinha atoa, de pouco mais de 80 quilômetros. Se João Ratão for pego com o trezoitão na cinta, rondando um posto de gasolina na calada da noite na fronteiriça Itacarambi, nas barbas do velho Chico, com um pé na Bahia, aí a coisa se complica um pouco mais. Serão cerca de 280 quilômetros até a regional de Montes Claros para assinar o 14 da 10.826. Detalhe. Muitas destas cidades possuem apenas uma viatura policial e meia dúzia de PMs… Enquanto eles viajam para ratificar a prisão do meliante, a cidade fica sem viatura e sem policia, “por conta do Abreu”…. se ninguém cuidar, nem eu.

      O Estado tem duas opções… Contratar mais delegados de policia, ou… Mandar soltar o ‘cidadão infrator’ pego com a boca na botija. O que fez? Mandou soltar!!! Semana passada a Secretaria de Estado de Defesa Social publicou resolução mandando soltar todo meliante pego em flagrante, cujo crime prevê pena inferior a quatro anos. Além de jogar a possibilidade de punição do infrator no lixo, a medida põe em choque as policias civil e militar. Somente o delegado de policia, que é técnico em direito tem o poder para analisar a gravidade do crime e arbitrar ou não fiança e liberar o infrator. Pela Resolução da Secretaria, o cabo PM ou até o soldado mais antigo poderá soltar o meliante. Se a conjuntura não fosse trágica e obnubilada seria hilária. Imagine a cena; A PM surpreende o famigerado Filipinho na penumbra da pracinha do Jefinho, esperando o momento certo para dar o bote e assaltar – mais uma vez – o posto Zezão do meu amigo Nando. O sargento diz pra ele: “Filipinho, a delegacia da cidade está fechada, sem delegado de plantão e nós estamos sem gasolina para levar você para Pouso Alegre. Você vai assinar o B.O. e na segunda feira vai se apresentar à Delegada Stela Reis para ser indiciado em I.P.. É melhor você levar cigarro, cuecas e creme dental, pois você tem mais de uma dúzia de processos rolando na justiça. Pode ser que o juiz decrete sua preventiva e você suba para o Hotel Recanto das Margaridas…”. Alguém ai acha que o Filipinho, o Careca, o Gaguinho, o Pé-de-Pano e tantos outros notorios meliantes comparecerão na delegacia para ‘se’ processar?

E o cidadão que paga impostos e clama por segurança….

7 anos de cadeia por roubo de cuecas

        Em tempos em que a policia federal – leia-se imprensa, jornalismo investigativo – descobre a cada dia uma nova maracutaia nacional, com milhoes de reais sendo desviados dos cofres do contribuinte para as guaiacas de parentes e amigos dos ‘representantes’ que colocamos em Brasilia – primeiro o Ministerio dos Transportes, depois o da Agricultura e agora o do Turismo… cheios de maçãs podres, o que não é nenhuma novidade, diga-se de passagem – vale lembrar alguns casos de cidadãos simples mortais, que vão parar atras das grades, por furto de galinhas. E são justamente os bipedes galinaceos que começam ilustrando esta simples e curta materia. Em 85, quando cheguei para trabalhar na minha saudosa Silvianopolis, o velho hotel da Julio Correia Beraldo tinha apenas um preso; Carlinhos Lobão. Um negro alto, meio curvado, voz de trovão, com quase dois quilos de beiços. Trabalhava como ‘chapa’, de bermuda e chinelos,  na agropecuaria do Heleno durante o dia e à noite ia dormir na cadeia. Assim foi durante um ano e meio. Seu crime? Numa noite quente de outubro invadiu o quintal de um vizinho no bairro do Lava-pés e furtou uma galinha, para fazer uma ‘frangada’ regada a suco de gerereba com os amigos. Carlinhos Lobão não reclamou da justiça, não esperneou, não mordeu ninguem. Pagou de ‘diboinha’ seu debito social e durante um ano e meio não comeu galinha, nem frango, nem franguinha…. não de noite, pelo menos.

       Outro dia contei nesta mesma coluna a historia daquela simpatica e bondosa senhora que desfilou pelos corrredores do Baronesa protegida pelo ‘habito’, visitando sorrateiramente as gondolas e na saida foi barrada pelo segurança levando na bolsa a tiracolo refis de barbeadores…. sem pagar. Ela desceu no taxi do contribuinte para a DP e não foi autuada em flagrante e portanto não subiu para o hotel do Juquinha, porque a delegada de plantão foi muito sensata, mas sentou-se ao piano e assinou um 155. Ah, ela é freira….

       Na segunda feira do ultimo carnaval, meu conterraneo T. pulou o muro do quintal da casa da senhora D., lá em Congonhal e furtou uma calcinha que estava secando no varal. Ele não explicou o que pretendia fazer com a ‘langerri’ da vizinha, mesmo assim também contou com o bom senso do delegado de plantão para não ter que se travestir de boneca no hotel do Juquainha. Só não escapou do piano e esta sendo processado por furto.

        Mas o motivo que me faz tomar seu tempo meu estimado leitor, são as cuecas.  Não as minhas Lupos e Bad Boys e nem as suas. Mas as velhas e surradas cuecas de elanca de M.T.V, que também estavam penduradas no varal. Elas foram alvo da cobiça do cidadão C.F.M. na cidade de Alfenas. Na calada da noite o moço de 27 anos galgou o muro da residencia, desceu sorrateiro no quintal e passou a mao leve em tres cuecas e um par de meias e tentou dobrar a serra do cajuru. Foi delatado pelo “Totó” que estava de guarda e caiu nas malhas da lei. Apesar da indignação, o vizinho declarou ao juiz que as peças intimas eram bastante usadas e portanto não tinham valor material e nem mesmo sentimental, por isso o douto homem da capa preta, baseado no principio da insiginificancia da ‘res furtiva’, absolveu o larapio de cuecas. O sempre zeloso Representante do Ministerio Publico discordou e sob a alegação de que o meliante sem roupa de baixo tinha maus antecedentes e tendencias a delinquir, recorreu da descisão. O processo subiu e C.F.M. foi então condenado pelo TJMG a 7 anos de prisão pelo furto das cuecas e meias velhas. A pendenga continua acalorada e parece que não vai esfriar tão cedo, pois o STJ acatou a primeira descisão da Comarca de Alfenas e o absolveu. Novamente o dignissimo MP recorreu e o caso das cuecas furadas – que apesar de lavadas continuam fedendo para C.F.M. – pode parar no Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, nos bastidores – ou seria nos esgotos? – da Esplanada dos Ministérios….