A delinqüência juvenil e suas conseqüências

A jovem balconista A.F. de Godói, 19 anos, estava quieta no seu canto, no meio da tarde fria de quinta feira, em uma loja de malhas na aconchegante Monte Sião, quando de repente entraram dois malacos apressados e apavorados… Um deles sacou uma pistola, apontou tremendo para a garotinha e exigiu o dim-dim. Sem muito dialogo, mas querendo ver os pequenos assaltantes pelas costas o quanto antes, a jovenzinha levantou os braços, como quem diz; fiquem à vontade.

Mas eles não ficaram à vontade… Atrás da pistola preta, a dupla de delinqüentes juvenis era a síntese do “157 nervoso”… Estavam mais apavorados do que a balconista. Tinham tanta pressa de deixar o local, que levaram somente a bolsa da jovenzinha, sem saber o que havia dentro… Havia o celular e documentos pessoais de A.F.Godói.

Os homens da lei foram chamados e uma hora depois bateram na porta da casa do assaltante de meia tigela C.H.M.Rosa, 16 anos, morador da região central da cidade. Mais apavorado do que antes, o garotão vazou pelos fundos, pulou muros e quintais e acabou caindo os braços da lei. E. F.M. seu comparsa, também “dimenor”,  conseguiu dobrar a serra do cajuru… ou seria Serra do Morro Pelado?

Na residência do pequeno assaltante os policiais encontraram a pistola usada no assalto e a bolsa roubada da balconista. Ah, a pistola preta era de plástico, dessas que se compram em lojas de 1,99…

Acompanhado da mãe – que jura que é a primeira vez que o filho comete este tipo de crime – C.H.M.Rosa foi sentar-se ao piano do delegado Waldir Pelarico em Pouso Alegre.

Mas quem vai pagar por este crime?

Bem, vamos ao que vem depois…

O roubinho mixuruca aconteceu às 15:15h… O meliante foi preso, quero dizer “apreendido” – menor nunca é preso –  uma hora depois. Os policiais continuaram perseguindo seu comparsa por mais um tempo e quando terminaram de redigir o B.O., raspava seis da tarde. Estava encerrando o expediente local e o procedimento especial de menores teria  ser feito no plantão noturno regionalizado. E lá foi o assaltante pé-de-chinelo para Pouso Alegre, 90 quilômetros dali, com um cabo, um soldado, a mãe dele e a jovenzinha assaltada, todos na viatura policial. Chegaram à P.Alegre por volta de oito da noite, esperaram na fila para sentar ao piano. O procedimento terminou por volta de meia noite. Os policiais que deixaram sua cidade desguarnecida, a mãe do delinqüente e a jovem balconista chegaram em casa no inicio da madrugada… O delinqüente que usou arma para subjugar a vitima, embora de brinquedo, ficou preso, quero dizer, apreendido – “dimenor” não fica preso.

E não acabou aí! Para ratificar ou não apreensão do delinqüente, o promotor de justiça tem que entrevistá-lo tão logo seja comunicado de sua apreensão. Tem mais um problema, como a cadeia de Monte Sião está interditada, C.H.M.Rosa ficou preso, desculpe, apreendido no Hotel do Juquinha em Pouso Alegre, por isso ele terá que ser conduzido em viatura policial ou da Suapi por dois agentes até Monte Sião, local do crime, desculpe, do ‘ato infracional’ – “dimenor” não comete crime! Se o promotor constatar que ele é de fato primário e não cometeu nem meia dúzia de delitos ainda e perceber nele o “animus arrependidus”, poderá dar-lhe apenas um puxão de orelha – no sentido figurado, tocar nele, nem pensar! Caso contrario C.H. será levado de volta para o Hotel do Juquinha… Para estagiar no crime e aprimorar seu “modus assaltandis”.

Toda essa tramitação, esse trabalho , esse custo… Por causa do roubo de uma bolsa vazia, praticado com uma pistola de plástico!!!

Ah, o tempo todo eu chamei o pequeno assaltante de “delinqüente”… Posso ser processado e preso por isso!!! 

Perdoai Cristo, perdoai os políticos, … Eles não sabem o que fazem!

 

Fui conhecer outro dia, o Cristo Redentor… Duas horas de espera na estação, meia hora de subida íngreme para finalmente ter uma das mais belas vistas panorâmicas do mundo. Era um sábado ensolarado, uma da tarde, estava lotado. Aparecer sozinho na foto, impossível!

Estacionamento numa ruela no inicio da linha férrea por 30 reais – para um flanelinha que só vimos na chegada, é claro – 44 reais de passagem mais refrigerante e um salgado; 80 reais por pessoa. Tudo bem! Depois de uma dezena de viagens à Cidade Maravilhosa, agora posso dizer que conheço, ‘in loco’, uma das 7 Maravilhas Modernas do mundo. Valeu a pena!

Em meados do anos 90, não me lembro bem, saí numa manhã de domingo para visitar o Cristo que estava sendo construído na Serra do São João. Cá embaixo, na Rua Três Corações, vimos a imponente estatua, cheia de andaimes, escora, sendo construída. Estava quase pronta. Dois quilômetros adiante, já na estradinha, depois do segundo mata-burro, olhamos para a serra e… surpresa!!!  O Cristo não estava mais lá!!!

Aceleramos e chegamos ao cume da serra minutos depois. Lá estava o Cristo, todo esparramado no chão! Havia caído, antes mesmo de ser concluído. Ainda bem que não havíamos chegado lá.

Pouso tempo depois, ao assumir seu segundo mandato como prefeito, Jair Siqueira se propôs e construiu o Cristo do São João. Maior, mais imponente, mais seguro do que o caíra. Foi modelado pelo artista Ceará – ao contrario da media do seus conterrâneos, imenso, quase tão grande quanto a estatua. Depois da grande obra, morou vários anos em Pouso Alegre e jogou no time do João Gordo do Cascalho. Era goleiro dos bons, nos dois sentidos, tanto debaixo do arco quanto atrás de um copo. A ultima vez que joguei contra ele foi no Campo das Cabritas, em 2004. Entre uma defesa e outra, sorvia um generoso gole do suco de gerereba da garrafa ao pé da trave… – atualmente está construindo outro semelhante para um prefeito na sua terra natal. Mas esta é outra estória.

Em 2001 voltei ao pé do Cristo como policial. O proprietário do terreno de acesso à estatua havia proibido a entrada de estranhos em sua terras e conseqüentemente fechado o acesso ao grandioso monumento à fé cristã. Fui investigar os fatos.  Logo na entrada da fazenda fui barrado  por um funcionário em uma guarita com dois cães Rotweiller. Não sei que desfecho a pendenga teve na justiça, mas o Cristo, cujo aceso já era complicado, foi completamente abandonado.

Quase na mesma ocasião em que conheci o ‘cartão postal numero 1 do Brasil, fui visitar o Cristo “Redentor” da Serra do bairro São João. Fui matar a saudade e conferir os motivos do desabafo do Alexandre Araujo no jornal Folha de Pouso Alegre, meses atrás. Não que eu duvidasse das informações e razoes do fundador e diretor do Museu da cidade, mas eu já estava com saudade de ver a cidade lá de cima. É um local majestoso. Logo abaixo do morro se espalha a grande mata da prefeitura. Centenas de hectares de mata fechada, visitada apenas por meia dúzia de aventureiros – Outro dia o professor Célio e alguns amigos se aventuraram por lá e se perderam! – Às costas do Cristo, mais mata. Olhando ao longe avista-se os municípios de Congonhal, Silvianopolis, se vê a Fernão Dias, Santa Rita do Sapucaí, o município de Estiva, de Borda da Mata e todo o rico Vale do Rio Mandu descendo das Anhumas, Imbuia, Pantano, Cajuru até se misturar com as águas do Sapucaí Mirim, na Airton Sena. Ao pé da mata do Cristo se descortina a bela Pouso Alegre, cidade que vi crescer e se multiplicar. Éramos 39 mil quando cheguei. Hoje somos quase 140 mil pousoalegrenses!

Mas e o Cristo?

Oh , tristeza!!!

Está lá tal qual disse Alexandre Araujo… Completamente abandonado! Nunca mais viu sequer uma mão de tinta. Está triste calado, solitário, perscrutador no alto da serra… Embora zele, com seu olhar paterno e serio, por todos nós, ninguém se lembra dele. Ninguém fala Nele…

Secretaria de Turismo!?

Nem deve saber de sua existência!

Mas porque o Cristo de Pouso Alegre está abandonado?

Porquê o acesso à vista mais privilegiada e bela da região, mais bela do que Poços de caldas ou Caxambu, ou Serra Negra, ou Águas de Lindoia… é tratado com tanto descaso? O que nosso Cristo fez de errado???

Ele teve o azar de nascer filho político…!!!

Já se tornou comum no Brasil, obra política de um, ser desvalorizada, menosprezada, abandonada pelos políticos adversários. Ninguém adota o filho político de outro. Cada administrador quer ter o seu próprio filho e que se dane o filho do adversário, mesmo que ele seja útil ou necessário à população que pagou a sua gestação e nascimento. Cuidar e melhorar uma obra do adversário é admitir que ele fez uma coisa boa. Por isso, nem pensar!

Essa é a mentalidade vigente dos nossos políticos.

Quem construiu a imponente estatua, não concluiu o acesso e nem fez a infraestrutura necessária para receber os turistas! Terminado o mandato do “pai” do Cristo, sem ter concluído seu projeto, veio o pai adotivo que, de 2001 a 2004, se limitou a brigar com o dono das terras para manutenção da estrada como estava, mas não melhorou o acesso e não realizou as obras necessárias para receber os visitantes.

O próprio “pai” do Cristo voltou ao poder em 2005, num mandato tumultuado por cassação e talvez nem mesmo uma visita tenha feito ao “filho” ilustre no alto da serra!

O atual pai adotivo, embora tenha muita intimidade com Cristo, de quem se aproximou no seminário, nada fez pelo monumento ao Cristo do São João. Interveio na reativação do sino e na pintura da Catedral, mas não moveu uma palha pelo filho ‘adotado’ no ponto mais alto do municipio. Os badalos do sino da majestosa Catedral soam muito mais alto que o silencio da estatua no alto da serra. Na atual campanha eleitoral nenhum dos três candidatos a prefeito e nenhum dos 280 candidatos a vereador se lembrou do Cristo…

– Educação e saúde rendem muito mais votos…!

É verdade. A combalida educação e a esfarrapada saúde do município – e do país – embora tenham tido algum progresso, precisam de mais atenção.

Mas, quem sabe um pouco de lazer, um pouco de distração, um pouco de fé não fizessem bem ao espírito das pessoas!!! O orgulho que os cidadãos de Poços de Caldas, de Caxambu, de Serra Negra, de Águas de Lindóia, nossos vizinhos, sentem do seu Cristo redentor de braços abertos abençoando suas cidades com os turistas a seus pés, melhora sua auto-estima, sua saúde, sua educação, sua qualidade de vida…

E olha que nenhuma destas cidades possui uma serra e um Cristo tão majestoso quanto Pouso Alegre!!

Uma estradinha asfaltada, um bondinho ou um teleférico de pouco mais de 300 metros ligando o Parque Natural a seus pés, uma lanchonete ou restaurante, uma loja de souvenir à sua volta, funcionando ao menos nos finais de semana, é coisa de sonhador, não é Cristo?  Isso não dá voto, não é mesmo?

O Cristo da serra do São João, apenas 4 metros menor do que o seu ‘homônimo’ famoso na Cidade Maravilhosa, não tem e jamais terá tanto charme, magia e ‘dólares na túnica’. No entanto, a médio prazo, pagará o seu investimento e poderá se tornar referencia turística para Pouso Alegre e região.

Enquanto eu e o Alexandre sonhamos com o mais belo cartão postal de Pouso Alegre, cercado de turistas, de crianças, de jovens, de casais de namorados, admirando uma das mais belas paisagens do Sul de Minas… Enquanto sonhamos que um dia os políticos escolhidos pelo povo, vão governar para o povo e não para seu ego, Você, que cuida de todos nós, continua aí no alto da serra, abandonado, olhando triste p’ra nós… Que também nada fazemos!

Apesar dos políticos, não nos abandone, Cristo. Perdoe-os… Eles não sabem o que fazem!

Cabo Bruno… Uma vingança guardada por quase 30 anos!!!

     Cabo Bruno é assassinado um mês após ganhar liberdade (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Este homem magro, grisalho, de semblante suave, trazia na alma as cicatrizes de mais de 50 mortes. Nos anos 80, quando era cabo da policia militar do Estado de São Paulo, ele chefiou o grupo que ficou conhecido como “Esquadrão da Morte”. Segundo as investigações da época, o grupo que fazia justiça com as próprias mãos, executou mais de 50 pessoas na periferia de São Paulo. A maioria bandidos… Alguns inocentes!

Florisvaldo de Oliveira, 53 anos, o “Cabo Bruno” como se notabilizou, foi preso pela primeira vez em 1983 e levado para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. Entre 1983 e 1990, o ex-policial militar fugiu três vezes da unidade, sendo uma delas depois de fazer funcionários reféns. Em maio de 1991, foi recapturado pela quarta vez, e nunca mais saiu. Responsabilizado pela morte de pelo menos 20 pessoas na periferia de São Paulo, foi condenado a 120 anos de cadeia. Cumpriu 27 anos nas prisões de Taubaté e Tremembé no Vale do Paraíba. Cinco deles na solitária.

Cabo Bruno é beneficiado com saída temporária (Foto: Reprodução/TV Globo)

Apesar da condenação de 120 anos pelos vários crimes acumulados, a Constituição brasileira diz que a pena máxima não pode ultrapassar 30 anos, por isso as condenações foram unificadas. Ele sairia da cadeia daqui a três anos.

Em 2009, com mais de 20 anos já cumpridos, com bom comportamento prisional, segundo exames criminológicos e atuando como pastor evangélico na prisão, Cabo Bruno passou a cumprir a pena no regime semi-aberto, na mesma unidade prisional de Tremembé, no pavilhão P2, separado dos demais apenas por uma muralha.

Em agosto ultimo, na saída temporária dos presos nos Dia dos Pais, Cabo Bruno deixou a penitenciaria pela primeira vez. Depois de 21 anos fechado, o ex-chefe do esquadrão da morte finalmente pode ver o sol nascer redondo… A saída foi comemorada por amigos no site de relacionamento da mulher dele, uma cantora evangélica que se casou com Florisvaldo dentro da penitenciária

Em 14 de agosto de 2012, o promotor Paulo José de Palma, responsável pelo processo do Cabo Bruno, encaminhou um parecer favorável ao indulto para a decisão final da Vara Criminal. Junto com o parecer do promotor, baseado em lei que prevê a liberdade definitiva para presos com bom comportamento e com mais de 20 anos de prisão cumpridos, foram encaminhados documentos com elogios de funcionários e da própria direção da P2 quanto à conduta do recuperando Florisvaldo na unidade. Após 27 anos de prisão, ele deixou a penitenciária… no dia 23 de agosto.

Faltavam quinze minutos para a meia noite desta gelada quarta feira, 26 quando Cabo Bruno pagou definitivamente pelos seus crimes. Ele voltava de um culto religioso na vizinha Aparecida, já estava perto de casa, no bairro Quadra Coberta em Pindamonhangaba, Vale do Paraíba, quando dois homens se aproximaram, um de cada lado da rua e descarregaram dois trabucos contra seu peito e sua cabeça. Eram pistolas 45 e 380, segundo as cápsulas vazias que ficaram no chão. Ele estava acompanhado de familiares, no entanto só ele foi atingido. A liberdade só durou quatro semanas e meia…

Seus executores, certamente a mando de parentes de suas vitimas, cumpriram uma vingança guardada desde o inicio dos anos 80!!!

Fim da viagem para ‘guincheiro rodado’

O cidadão Jonatas de Matos Costa, 28 anos é mais ‘rodado’ que pratinho de micro-ondas, especialmente no Vale do Rio Doce. Teófilo Otoni, Nanuque, Governador Valadares é seu quintal de casa.  Na verdade ele vive literalmente na estrada… atualmente no Sul de Minas, rebocando carros sinistrados. ‘Oficialmente’ Jonatas possui em sua capivara, um 157 e um 304.

Ele deixou o ‘velho hotel’ da Princesinha do Vale do Rio Doce em julho do ano passado e resolveu mudar de vida… Começou mudando de nome! Até ontem Jonatas se chamava “Thiago Nascimento Barros”…

No final da tarde desta quarta, aconteceu um acidente corriqueiro, de transito na MG 290, perto de Ouro Fino. Quando o caminhão guincho chegou para rebocar os carros batidos, os patrulheiros resolveram checar também os documentos do motorista do guincho. Mera formalidade de rotina… Que ironia! A CNH apresentada pelo motorista do caminhão-tratror tinha uma cara pálida, embaçada… papelzinho mixuruca, descorado, seco… sem marca d’agua. Consultando o “sistema” constataram… A CNH com nome de Thiago Nascimento Barros tinha outra foto, bem diferente!!!

“Derrubado”, Jonatas abriu o livro. Abriu parcialmente na verdade. Disse que havia ‘ganhado de presente’ a carteira fria, com nome de outro, de um amigo em Governador Valadares.

Depois de assinar o 304 na DP de Pouso Alegre, Jonatas, o ‘rodado’, estacionou pelos próximos 4 anos… no Hotel do Juquinha!

Prosa mineira… ( da capital )

Sapassado, era sesetembro, taveu na cuzinha tomano uma pincumel e cuzinhanu um ki di carne com mastumate pra fazer macarronada com galin assada. Quascaí de susto quando ouvi um barui vindo de dendoforno, parecendo um tidiguerra.

A receita mandopô midipipoca dentro da galinha prassá. O fornisquentô, o midipipoca istorô e u fiofó da galinha ispludiu!

Nossinhora!

Fiquei branco quinein um lidileite!

Foi um trem doidimais!

Quacaí dendapia!

Fiquei sensabê doncovim, ontocô, proncovô…

Oi procevê quilocura!

Grazadeus ninguém semaxucô!!!…

Eltinho & Alexander… Presos antes de cometer o crime!

Eles foram presos por causa do ‘sapatinho’ de Cinderela…!

 

      Foram presos na madrugada de domingo, dois guampudos armados nas imediações da Avenida Tuany Toledo, no bairro Fátima I. Segundo o BOPM, a dupla rondava os estabelecimentos comerciais ali instalados, se preparando para assaltá-los.

De acordo com relato policial, por volta de dez e meia da noite receberam a informação de que o cidadão conhecido por “Eltinho”, ou “Tinho”, acompanhado de um comparsa, estaria se preparando para assaltar o restaurante Andurah, quando ele encerrasse suas atividades comerciais, no final da madrugada.

De posse da informação, os homens da lei intensificaram o policiamento ostensivo naquele caro reduto comercial, onde estão instalados alguns dos principais restaurantes da cidade, tais como Circuito das Águas, Cantina, Mercearia, Costela no Bafo, Andurah, entre outros. Já no inicio da madrugada, abordaram os cidadãos Elton Augusto Pereira, 29 e Alexander Sandro de Paula Moreira, 18, por ali, com pinta de somongós.  Com a dupla não havia nada de ilícito, exceto a chave de um veiculo GM. Eltinho e o companheiro se recusaram a informar onde estava o veiculo cuja chave levavam na algibeira

Os policiais saíram então à procura do veiculo GM que abrisse com a referida chave. O ‘sapatinho de cristal’ era um Celta preto, placas HMY-9064, estacionado numa rua paralela ao caro restaurante… Foi nele que o ‘delicado pezinho’, quero dizer, a chave GM se encaixou. A dupla de futuros gatunos da noite tinha bons motivos para ocultar o carro! É que no seu interior havia objetos ilícitos que poderia mandá-los para a cadeia antes mesmo de colocar qualquer plano criminoso em ação… Sob o banco do motorista havia um trabuco Rossi calibre 38 e sob o passageiro, outro revolver Taurus 32.

Mesmo o delicado pezinho tendo se encaixado no sapatinho de cristal, Eltinho continuou jurando de pés juntos que o Celta preto armado até os dentes não é dele – Talvez não seja mesmo – Tudo bem. Tem hora que as evidencias falam por si só.

Elton e Alexander sentaram ao piano, assinaram o 14 da 10.826 e… Alexander pagou fiança e foi curtir o domingão. Já Eltinho, o moço que nega as evidencias, já estava preso!!! Ele cumpre pena no regime semi aberto  da APAC e estava de “saidinha temporária” desde sexta feira 21… Deveria voltar para o ‘campus’ da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados na segunda feira… Ao invés do presídio rumo oeste, na MG 290, Eltinho tomou o rumo norte, foi se hospedar no Hotel do Juquinha, na BR 459.

O banquete à luz de velas no Andurah, fica para a próxima….

Da Galeria Pagé para Pouso Alegre…

A princesinha do vale do Rio Doce, ao pé do Pico do Ibituruna. É para lá que iriam os celulares ‘made in Paraguai’…

 

       Ao pé da noite desta segunda, a Policia Rodoviária Federal fez uma bela apreensão de aparelhos celular na rodovia Fernão Dias. A apreensão se deu no Posto de Fiscalização do bairro Cruz Alta, durante abordagem de rotina a uma caminhonete Mitsubishi L-200 Triton, placas de Governador Valadares. O piloto Leandro Ferreira Borges, 31, trazia além dele e de dois comerciantes conterrâneos,  191 aparelhinhos ultra modernos, “made in Paraguai”, naturalmente sem nota fiscal.

O comerciante, estabelecido na bela cidade do leste mineiro, que mais exporta brasileiro para o Estados Unidos, admitiu que comprou a mercadoria no Shopping Oriental e na Galeria Pagé, na 25 de Março, em São Paulo, para distribuir para a mineirada… sem pagar impostos!

O delito está previsto no artigo 334 do Código Penal Brasileiro – contrabando – cuja pena varia de 1 a 4 anos de detenção e comporta fiança. Leandro e os amigos seguiram viagem, mas deixou para os cofres do Estado R$ 1,5 mil reais de fiança além dos 191 aparelhinhos ‘na caixa’…

O molho saiu mais caro que o peixe!

Maria da Penha e o destempero em Extrema…

Há pouco mais de um ano, L.C.G.D., 25 anos e João Pedro Bonifacio, 28, resolveram juntar os trapos e foram morar juntos no bairro Morbidelli, em Extrema. Nos primeiros meses era “só Love”… Se a lua se escondia atrás da nuvens;

– … É de ciúmes de você meu amor – Diria ele todo meloso.

Não demorou muito o romantismo deu lugar a ofensas, aviltamentos e dor. Desde o inicio do ano, se a lua se esconde atrás das nuvens…

– É porque vai chover, sua burra!

E vem tempestade…!!!

L. disse que vem suportando calada as ofensas e agressões do amasio, com vergonha da sociedade, para não expor seus problemas conjugais. Por isso nunca denunciou João Pedro à policia. Ontem também não denunciaria, se vizinhos não tivessem chamado os homens da lei.

O casal estava no evento “Moto Fest”, quando sem motivos aparentes o amasio começou a desfiar o rosário de ofensas chulas e infames, chamando-a de vagabunda, dizendo que ela ‘dá para todo mundo’ e outros impropérios que, convém poupar o leitor. Das vias de fato passou aos fatos… Desceu o borralho na cara-metade, desta vez em publico. Amigos do deixa disso puseram fim ao vexame e L. se afastou do local no carro de um amigo comum do casal. João Pedro foi para casa.

Meia hora depois vizinhos chamaram a policia, pois acharam que havia alguém arrombando e destruindo a casa de João Pedro. E havia mesmo, mas era o próprio João Pedro Bonifacio. Ele havia arrombado a porta da casa e estava destruindo tudo.

– Só ficaram as lâmpadas – disse L. mais tarde.

– Eu perdi as chaves… – Disse ele à policia, que foi embora.

Quando o carro do amigo parou defronte a casa, antes de L.descer, João Pedro saiu, só de camiseta, com o resto todo do corpo à mostra e tentou surrar a companheira. O carro seguiu alguns metros e L. foi se refugiar na casa de vizinhos, enquanto o amigo comum, apavorado, para preservar a amizade – se é que dá para ser amigo de alguém assim! – foi embora, denunciar o fato à policia.

Já que estavam na delegacia, finalmente L. C. criou coragem e ‘chamou’ Maria da Penha.

João Pedro, o destemperado, sentou-se ao piano do delegado de plantão de Pouso Alegre, assinou o 147, pagou três salários de fiança e voltou para Extrema. Não se sabe para onde, pois L. C. quer distancia dele… Pelo menos 200 metros…!

Em São Gonçalo, havia drogas até no lixo…

Uma batida policial de surpresa em um boteco do bairro Ponte Preta em São Gonçalo do Sapucaí, na noite de sábado, provocou um verdadeiro pandemônio e uma ‘nuvem de pó branco’ no local… É que vários deles estavam ‘envoltos’ pela ‘farinha do capeta’!!! Cada um dispensou a droga como pode…

O primeiro, ao ser abordado debruçado na porta do carro que distribuía a droga, abriu a cápsula e derramou o pó branco no chão. Outro correu, jogou no vaso sanitário e deu descarga. Outro dispensou na pia do banheiro e abriu a torneira. E teve quem jogou as barangas no cesto de lixo do boteco… Que desperdício!!!

Balança de precisão, drogas, dinheiro e celulares foram apreendidos (Foto: Polícia Militar)

Toda a confusão aconteceu por causa da diferença numérica entre policiais e nóias-traficantes… Eram inicialmente apenas dois policiais para cinco suspeitos. Ao final, com a chegada de reforços, foram presos Hermes Antunes de França, 25, Tiago Faria Camilo, 24, Cleiton Azevedo de Oliveira, 21, Rosenal Deyvid  Carvalho da Cruz, 19 e Jose Rodolfo Papini de Paula, 22 anos. Cada um tem uma estoria para boi dormir. Hermes e Claiton disseram que são usuários e estavam li por acaso. Claiton disse que comprou de Rodolfo e quando viu os policiais chegando derramou o pó no chão. Rosenal disse que seu negocio é loira gelada… Estava no bar apenas bebendo. Não sabe de nada de drogas.

A estória de Jose Rodolfo era mais interessante. Começou contando a estória clássica;

– Sou usuário. Comprei a droga de um caminhoneiro desconhecido…

E a balança de precisão?

– Comprei também do caminhoneiro…

E vai fazer o quê com ela?

– Nem sei o que vou fazer, não, mas estava muito barato…!

Além das cápsulas ‘esvaziadas às pressas’, da balança de precisão, do veiculo de Jose Rodolfo usado para o trafico, os policiais apreenderam também cerca de R1,2 mil reais em dinheiro miúdo.

Se os cinco suspeitos contaram estórias obnubiladas, o  delegado de plantão contou ao Juiz da Comarca, através de oficio, uma estória só, clara e concisa, nos seguintes termos; “… ratifico a prisão de Hermes, Claiton, Rosenal, Tiago e Jose Rodolfo no artigo 33 da Lei 11.343”  e os encaminho para estadia gratuita no Hotel do Juquinha”.

Mula planta coca ao pé do muro do Texas

Policiais que rondavam as imediações da danceteria Texas Country no final da noite de sábado, perceberam quando um rapaz abaixou-se ao pé do muro e depositou cuidadosamente um objeto… Era ‘farinha do capeta’. 26 papelotes do pó…

Era só mais um traficante formiguinha. No entanto, ao sentar ao piano do delegado de plantão o jovenzinho Willian Vilas Boas Ferreira, morador da rua Juriti, no São João, alegou que era ‘mulinha’!!! Como se isso fosse isentá-lo do crime de trafico de drogas, William saiu com essa;

– Eu tava ‘no sossego’ na rua de casa, mano, aí apareceu dois malucos, me entregou a droga e falou pra mim levar e deixar lá no pé do muro…

Mas quem eram os caras?

– Sei não, mano! Nunca vi os cara… Só sei que um chama Diego e o outro Tiago. Nunca vi os cara! Eles falaram que iam me matar se eu não levasse…!

Bem, mulinha ou formiguinha, Willian o garoto da farinha que ‘derreteu’ ao pé do muro do Texas, assinou o 33 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha. É melhor do que morar na ‘cidade dos pés juntos’, né…!