Arroz, feijão, farinha e açúcar … por 1 voto…!

Eleição municipal é coisa do passado! Só daqui há quatro anos… Será?

Na pequenina Toledo, atrás da serra de Extrema, a eleição pode não ter acabado! Tudo por causa de duas cestas de alimentos, oferecidas por telefone a uma eleitora!!!

Eram quase onze da noite de sábado quando policiais militares que passavam por uma rua da periferia da cidade, resolveram abordar os ocupantes do veiculo Fiat Strada Fire. Ele era conduzido por Jose Roberto de Souza, 45 anos e levava com ele sua esposa Esmarina A.Oliveira de Souza, 45 anos… Levava também duas “cestas básicas” de alimentos. A terceira pessoa ao lado do veiculo era a senhora Isabel Alves de Caldas Barbosa, 39. Ela estava recebendo a doação das cestas! Em troca tinha apenas que digitar o numero do candidato Édio Donizete na urna no dia seguinte!!!

De acordo com o artigo 229 da Lei 4737/65, isso é crime!!!

O casal de comprador de voto jurou de pés juntos que era inocente.

– Nós só estamos fazendo uma caridade! – Disse dona Esmarina com cara de “pelamordeus não nos prenda seu guarda”.

Dona Isabel também fez cara de choro, mas pelo menos foi sincera…

– Eu estava tããããão necessitada!!! – Choramingou ela.

Para o delegado de plantão, em Pouso Alegre, não houve choro nem vela e nem fita amarela… enquadrou os mercadores do voto na lei. O trio pôde deixar a delegacia no final da madrugada e chegar a Toledo a tempo de votar no seu Edio Donizete… de graaaaça!

De graça não! Cada um deixou R$ 1,2 mil reais no cofre do contribuinte…

E o processo continua correndo na justiça. Muitos políticos já se elegeram assim… Alguns perderam o mandato depois!

 

7 de outubro passou. É hora de varrer as ruas…

Acabou!!!

Acabou a festa, acabou a farra, acabou a sujeira, acabou a poluição sonora e visual, acabou a intriga, acabou a troca de farpas & espinhos… A eleição passou!

Vai ficar um pouco de ranço, um pouco de magoa, mas o tempo logo apaga!

É hora de Pouso Alegre voltar aos trilhos e seguir em frente. Afinal vivemos em uma cidade bela, pacifica abençoada, em constante desenvolvimento… Ninguém segura Pouso Alegre!!! Nem os políticos!

Na década passada a cidade viu seu crescimento estagnar. O fato se deve em parte à inércia dos governantes, em parte à falta de atrativos oferecidos pelos governantes e principalmente às turbulências da economia brasileira.

Nos últimos dois anos o crescimento voltou à acenar … O sinal verde do desenvolvimento voltou a acender. Talvez a reeleição do atual prefeito, que detinha certas cartas na manga, tenha sido providencial. Mas é necessário fazer, muito mais do que fez até agora, muito mais do que propalou até agora.

É sabido que a saúde publica, se nos últimos anos saiu da UTI, continua se convalescendo na enfermaria.

É sabido que a educação em Pouso Alegre é tão debilitada quanto a brasileira, uma das piores do mundo.

A infra-estrutura da cidade ainda é aquela do século passado… A região sul da cidade cresceu vertiginosamente nos últimos anos e tudo tem que passar pela Avenida Vereador Antonio da Costa Rios. A bela Ayrton Sena não tem utilidade, pois acaba desaguando na Olavo Gomes de Oliveira. A tão sonhada ligação da Ayrton Sena ao Distrito Industrial parece povoar o sonho apenas de motoristas, não dos administradores. A Dique II – queime minha língua por favor -… não deixe que ela sirva apenas para angariar votos! Tem também a Perimetral Oeste para ser duplicada e a via Noroeste, ainda cruas.

O povo de Pouso Alegre merece e a cidade exige vias de escoamento do transito mais rápidas e seguras! Caso contrario o progresso não andará.

Enfim… Parabéns Sr. Agnaldo! Parabéns por ter ‘inaugurado a reeleição’ na historia do município!

Não houve surpresa na sua reeleição… Mas não se esqueça que o Sr. está devendo, como ficaram devendo seus dois antecessores…

Renovação na Camara!

Quase nada de novo também na eleição do legislativo. A voz do povo que dizia que a atual câmara era a pior de sua historia se confirmou nas urnas. Apenas dois se reelegeram.

Dulcinéia passou os quatro anos em evidencia, na mídia e na sombra do prefeito. Era natural que se reelegesse.

Helio da Van surpreendeu pela quantidade de votos. Embora tenha se afastado um pouco do reduto que o lançou na política, seus cães & gatos e outros bichos lhe garantiram honrosa reeleição. Não se esperava tanto.

Entre os marinheiros de primeira viagem, apenas duas surpresas: O jovem Brás, 24 anos, um dos quarenta candidatos do São Geraldo eleito com 1.248 votos e Ney Borracheiro, que se elege na terceira tentativa.

Os demais, cada um tinha um motivo para ser eleito. Dr. Paulo Valdir investiu em atendimento medico. O radialista Flavio Alexandre, a melhor voz do radio de Pouso Alegre, pessoa humilde e politizada, já estava merecendo. Gilberto Barreiro, de família numerosa e pelo custo da campanha não poderia perder. Rafael Huhn, Mauricio Tutty e Wilson Tadeu estavam com a faca e o queijo nas mãos. Mario de Pinho tem no curriculo trinta anos de trabalho comunitario-religioso no bairro São Geraldo. A ‘high society’ precisava de um representante, o escolhido foi Hamilton Magalhães. Ayrton Zorzi tem seus evangélicos cativos e Lilian Siqueira, esta sim ficou devendo… Esperava-se pelo menos o triplo dos votos, mas chegou lá!

Fred Coutinho e Rafael Prado, duas das mais caras campanhas desta eleição foram vitimas da aberração chamada coeficiente eleitoral …

O eleitor de Pouso Alegre, excetuando aqueles muitos que trocaram seus votos por um tanque de gasolina ou o pagamento de uma conta de luz, estão de parabéns… Mostraram pacifica e democraticamente que quem não cuida dos interesses do povo, não merece ganhar R$ 8.300 por mês.

Senhores eleitos, parabéns, mas… Coloquem as barbas de molho

Abaixo, segue lista completa dos vereadores eleitos:

Dr. Paulo · PSL · 2.330 votos

Flávio Alexandre · PR · 2.242 votos

Hélio da Van · PT · 1.755 votos

Gilberto Barreiro · PMDB · 1.567 votos

Adriano da Farmácia · PTN · 1.427 votos

Braz · PPS · 1.248 votos

Wilson Tadeu Lopes · PV · 1.190 votos

Rafael Huhn – Feijão · PT · 1.188 votos

Dulcinéia (Néia) · PV · 1.051 votos

Maurício Tutty · PV · 1.045 votos

Hamilton Magalhães · PTB · 1.041 votos

Nei Borracheiro · PPS · 923 votos

Mário de Pinho · PT · 908 votos

Lilian Siqueira · PSDB · 783 votos

Pastor Ayrton Zorzi · PMDB · 751 votos

Cachorros & Cachorradas = O Lobo & o Carneiro… e os carrapatos!

Conheci o Carneiro ainda menino, de calças curtas e pés no chão, no final da rua Mons. Dutra, no bairro Primavera. Do meio de uma renka de irmãos e irmãs, o garotinho branquelinho, de sorriso fácil, deve ter ganho seu apelido por causa dos cabelos loiros cacheados, parecendo o fornecedor de lã… Apesar de nos conhecermos da rua e sermos ‘malungos’, nunca estreitamos relacionamento. Nos aproximamos em 1990, quando eu dirigia a LEPA e ele foi levado pelo Jose Maria Simões, para ser o ‘barateiro’ do ‘carteado’ na sede da liga.

Foi ali que conheci também o Lobo, companheiro inseparável do Carneiro…

Por mais que Carneiro desprezasse e tentasse se ver livre do fiel amigo, ele sempre seguia seus passos e na maioria das vezes, apenas o seu cheiro… E sempre estava à seu lado. Era baixo, forte, troncudo, pêlos grossos e compridos quase se arrastando pelo chão. Pêlos desarrumados e sujos… Acho que nunca viu um chuveiro ou mesmo uma mangueira no quintal. Banho!!! Só quando chovia.

Carneiro almoçava cedo em casa no Santo Antonio e descia a pé até os barzinhos em volta do Mercado Municipal. Podia-se contar nos dedos – da mão esquerda – os dias da vida de Carneiro em que ele não virou um copo de Suco de Gerereba… E o fiel Lobo descia a Getulio Vargas ou Otavio Meyer ao seu lado. Às vezes na frente, às vezes arfante, atrás… O dia que Carneiro estava atrasado para o trabalho e descia de onibus, Lobo vinha correndo no rastro. Minutos depois de sua chegada na Liga, Lobo chegava com a língua de fora. As vezes chegava antes do Carneiro. E se deitava como de habito na varanda da Liga na Mons. Jose Paulino.

Enquanto Carneiro cuidava do carteado, do meio dia até a madrugada, Lobo ficava na varanda do prédio. Dormia de roncar o dia inteiro… De noite fingia dormir, mas estava sempre atento. Se chegava um conhecido na liga, ele apenas abria os olhos sem mexer com a cabeça. Se fosse estranho, imediatamente Lobo se levantava, se empertigava e latia forte para avisar o dono e até impedir a passagem…

Certa tarde de muito calor, notei pequenas pintas marrons na parede bege da Liga. Coisa à toa, não dei importância. No dia seguinte pela manhã as pintas não estavam mais lá. Também não dei importância. Outro dia, por acaso voltei a perceber as mesmas pintas na parede. Passei a observar e vi que as pintas redondas e achatadas, do tamanho de uma tampa de canetas bic, outras maiores, estavam… se mexendo!!! Observei melhor… Eram carrapatos!!! Três, cinco, oito…? Não…!!! Eram 18, 20, 25 carrapatos da cor de chocolate, de variados tamanhos! Eles subiam lentamente pela parede bege propiciando uma bela combinação de tons de cores, até sumir próximo ao telhado… Aquela debandada de parasitas estava abandonando o Lobo. Nem os carrapatos suportaram a falta de higiene do velho, peludo e dócil Lobo!!!

Menos mal que estavam abandonando o corpo peludo do Lobo!  O problema era… Para onde iriam? Dentro do escritório, das salas de jogos, da cozinha nenhum carrapato foi visto. Mas, havia a questão do nojo, da falta de higiene! Era preciso dar um fim nos carrapatos… ou no seu hospedeiro!

Carneiro, era o típico bom carneiro, nunca berrava. Não sei por inteligência ou por natureza, era de falar pouco e escutar muito. Ele não era meu subordinado, mas nosso relacionamento era respeitoso e cordial. No entanto, sempre pareceu que ele tinha medo de mim, embora não tivesse motivo.

Quando pedi a ele para não trazer mais o Lobo – e seus carrapatos – para o trabalho ele não objetou. Mas a separação era praticamente impossível. Nos primeiros dias Lobo atrasou um pouco mais para chegar à Liga… precisou de alguns minutos para roer as cordas que o prendiam e as tabuas do portão, antes de descer calmamente a Otavio Meyer, parar no bar no da Maria, na esquina do mercado e seguir em frente, o cheiro do dono.

No outro dia Carneiro amarrou Lobo a uma corrente. Que problema!!! Ninguém dormiu na vizinhança enquanto Carneiro não chegou. Lobo latiu, chorou e uivou até ouvir a voz do dono… de madrugada!

A única maneira de livrar-se do Lobo era doá-lo a alguém. Mas ninguém queria um cachorro de meia idade, com porte de Beagle e pelagem de Pequinês, encardido, mesmo que não soubessem que ele era o maior taxista de carrapato da cidade! O jeito então era abandoná-lo longe de casa.

Na madrugada seguinte, depois de encerrar a sessão de carteado, Carneiro colocou Lobo no porta malas do carro de um amigo e ele o soltou na entrada do Pantâno. Naquela mesma madrugada, antes do galo cantar, Carneiro precisou se levantar ainda grogue, exalando seu característico cheiro de bagaço de cana, para abrir o portão… O amigo Lobo estava lá arranhando o portão, tentando entrar para proteger a casa do dono!

Carneiro ainda fez mais duas ou três tentativas de despachar Lobo, mas ele sempre voltava para casa… E com ele os carrapatos!  Até que;

– Carneiro, embale o Lobo para viagem. Amanha é dia de ir à Silvianopolis… Vou levar o Lobo e jogá-lo no Rio Cervo. Quero ver ele trazer os carrapatos para cá de novo…!!!

Se pensam que Carneiro se amofinou! Se enganaram carrapatamente!

A uma da tarde do dia seguinte Carneiro estava, como de habito, sorridente na porta da liga me esperando. Dentro do saco de estopa marron, imóvel, alheio ao seu  destino, podia-se ouvir a respiração ofegante de Lobo…

Parei o Escort prata sobre a ponte do Rio Cervo, na divisa dos municípios de Pouso Alegre com Espírito Santo do Dourado. Abri o porta-malas, desatei lentamente a cordinha que amarrava o saco de estopa… Lobo havia se ajeitado na traseira do carro. Estava sentado dentro do saco. A língua de fora… Não disse uma palavra, não fez um movimento. Apenas fitou-me seu par de olhos pidões! Afastei-me um metro da traseira do carro, apoiei as mãos no parapeito da ponte da estrada deserta e olhei para baixo. As águas sujas do pequenino Rio Cervo desciam rápidas lá embaixo, se desviando de pedras e de galhos podres de arvores, seguindo seu inexorável destino em direção ao mar… Nenhum animal sobreviveria àquelas pedras fincadas em pouco mais do que uma lamina de água suja. Esperei um minuto, que pareceu uma eternidade, ali encostado na ponte, torcendo para meu amigo Lobo pular do porta-malas, sair correndo até se enfurnar numa chácara qualquer da beira da estrada… Mas ele permaneceu imóvel dentro do saco. Seus olhos tristes pareciam querer dizer;

– Estou em suas mãos… Faça o que mandar seu coração!

Não esperei que ele repetisse… Mudo como ele, fechei a tampa do carro, entrei, dei partida e fui embora.

Quando o cabo Pinheiro passou ao longo do corredor da cadeia de Silvianopolis no inicio da tarde daquela terça feira, notou que as três celas sempre vazias, desta vez tinha um preso e perguntou;

– Qual o B.O. deste pobre diabo?

– Trafico ilícito de carrapatos…! Respondi

– Quanto tempo ele vai ficar aí?

– Até que alguém pague sua fiança e o leve para uma casa de tratamento e recuperação! Quer tentar?

No dia seguinte, quando Carneiro perguntou do Lobo, respondi curto, grosso e sério;

– Se a correnteza tiver andado bem, seu cãozinho carrapatento já deve estar chegando ao Rio Sapucaí, lá embaixo, nos Vitorinos…

Na quinta feira quando cheguei para trabalhar na Delegacia de Silvianópolis o baixinho cabo Pinheiro, de arrastado sotaque carioca, já estava no Destacamento, contiguo à delegacia e cadeia. Ao seu lado havia um cachorro cochilando. Era baixote, marrudo, imensos pêlos lisos escovados e tosados, cor de mel… Quando ele abriu os olhos preguiçosos para olhar-me de esgueio e mexeu levemente a ponta do longo rabo, lembrei do Lobo. Antes que pergunta chegasse à boca e ganhasse som a conclusão chegou ao cérebro… Vendo minha mudez sem olhar para mim, o cabo ‘carioca’ emendou com uma ponta de ironia e sarcasmo…

– Ele só precisava de banho, tosa e escova… Eu mesmo fiz!

A viagem de volta do Lobo foi bem mais confortável. Ele veio cochilando de rosquinha no tapete, na frente do banco do passageiro. Quando passamos sobre a ponte do Rio Cervo dei uma olhada discreta pela janela e outra para ele… Acho que vi seus olhos se abrir e fechar lentamente! Não sei se ele quis dizer:

– Viu o que você quase fez?

Ou se:

– E aí, valeu a pena?

Ou quem sabe…

– Obrigado por ter me dado uma segunda chance…

Difícil foi agüentar a boca aberta do carneiro nos dias seguintes. Ele, que já era risonho, não parava de sorrir!!! Embasbacou-se no momento em que viu Lobo, lindo, louro belo e faceiro cor de mel – e sem carrapatos – entrando na varanda da Liga.

Meses depois eu deixei a liga e perdi o contato com os dois amigos. Alguns anos mais tarde eu soube que a singela amizade havia chegado ao fim. Carneiro, na casa dos 30 anos, morreu precocemente, como era esperado. Seu fígado não suportou mais o banho diário de álcool. Cirrose hepática!!!

Lobo, que resistira ao ataque diário de dezenas de carrapatos e escapara do vôo cego no Rio Cervo, não resistiu ao inexorável passar dos anos. Já era bem maduro na época destes fatos. Pelo seu porte físico, deve ter vivido mais uns cinco anos, até os treze ou catorze anos…

Será que Lobo & Carneiro se encontraram no outro mundo?

Por causa da loira… matou o pangaré!

O comerciante Genesio C.M. da Silva, 47 anos, morador do Arvore Grande, em Pouso Alegre, divorciado e sem nem um passarinho para tratar, como a maioria dos cidadãos que não são de ferro, se amarra numa loira gelada… Às vezes passa dos limites!

Nesta quinta, 4, depois do trabalho foi fazer seu happy hour sozinho no barzinho de um amigo ao pé da serra de Espírito Santo do Dourado. Amassou a loira gelada a se atracou com a Kátia…ça até o amigo baixar as portas do boteco. Na volta para casa, quase pegou a encruzilhada e foi bater às portas de São Pedro…

Genésio seguia lentamente pela MG 179 conduzindo sua S10 preta, quando de repente dois cavalos surgiram na beira da estrada. Com os faróis apagados e sem dar sinal cruzaram a pista de rolamento. Na verdade era apenas um cavalo baio, mas depois de tanto suco de gerereba, Genésio viu dois e tentou desviar de um deles… Com os reflexos embaçados ele chamou seu possante na chincha, mas não conseguiu desviar e nem frear a tempo… Pegou justamente o cavalo verdadeiro!!!

Apesar da baixa velocidade, o incauto pangaré foi arremessado longe. Ficou estirado no chão mormo da pista deserta. O mata-cachorro amenizou o estrago da caminhonete. Genésio sofreu apenas um galo na testa.

A mesma sorte não teve o pangaré ignorante das leis de transito. Ele não portava nenhum documento ou qualquer sinal que o identificasse e ficou ali, estrebuchando na beira da pista, até partir para o andar de baixo! Pobre pangaré, que queria apenas abocanhar uma touceira de capim mais tenra do outro lado da pista…!!

O quadrúpede dono do atropelado, responsável por manter uma cerca segura na beira da estrada, não apareceu para registrar o equinocidio, deixando à Genesio toda responsabilidade com o féretro e com seus prejuízos.

Talvez se Genésio não tivesse se enlevado tanto com a loira gelada, poderia ter evitado a morte do pangaré!!!

“Minutos de Sabedoria”

     

        “A educação no lar é a base da felicidade de nossos filhos.

       Dê toda a sua atenção para a formação do caráter de seus filhos, sobretudo por meio dos exemplos de sua própria vida.

       Não discuta jamais com sua esposa.

       Não dê jamais um passo errado.

       Viva de tal forma que seu filho possa orgulhar-se de você, vendo em seu exemplo o modelo que ele deve seguir, para ser um homem de bem”.

 

“Minutos de Sabedoria”

      

        “A educação no lar é a base da felicidade de nossos filhos.

       De toda a sua atenção para a formação do caráter de seus filhos, sobretudo por meio dos exemplos de sua própria vida.

       Não discuta jamais com sua esposa.

       Não dê jamais um passo errado.

       Viva de tal forma que seu filho possa orgulhar-se de você, vendo em seu exemplo o modelo que ele deve seguir, para ser um homem de bem”.

Final da trégua em Passos… Mataram mais um!

Foi a trégua mais longa na guerra entre nóias e traficantes que vinham assolando a bela Passos desde janeiro do ano passado. Quarenta e dois dias sem assassinato. O ultimo ocorrera na Praça da Igrejinha da Penha, no dia 18 de julho p.p.

Foto: Passos News

Mas a bandeira branca foi desarvorada… Na madrugada de domingo 30, mais um passense bateu à porta de São Pedro pedindo hospedagem eterna. A bola da vez foi o cidadão Talmo Rosa de Paula. Para variar, mais uma vitima de homicídio envolvida com o crime. Tálmo cumpria pena na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, pela pratica de 147, 155 e 33. Ele estava de saidinha temporária e não retornara para a APAC quando foi assassinado pelas costas. Segundo sua mulher…

– A gente estava num barzinho até as quatro da manhã tomando cerveja. Aí ele pegou a bicicleta e foi comprar cigarro numa padaria aqui perto e não voltou mais…

Quando saiu para procurar o marido, ela o encontrou caído ao lado da bicicleta, na rua Ceará, no bairro Bela Vista.

Segundo a policia militar que registrou o fato às 05:40h da manhã, Talmo foi alvejado enquanto pedalava sua bicicleta, com 4 tiros nas costas, com arma de pequeno calibre.

Talmo Rosa de Paula, 28 anos, morador do bairro Casarão, é o 22º conterrâneo de Selton Melo a se mudar para a chácara do padre em 2012. No mesmo período do ano passado, foram 30 homicídios!

Praticamente na mesma hora em que o fugitivo da APAC morria no bairro Bela Vista, outro cidadão era baleado pelas costas no bairro Califórnia. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e não corre risco de – perder a – vida.

A guerra entre bandidos na bela Passos, continua…!    

Capeta manda marido bater na mulher em Toledo

Tem mulher que parece ter nascido para tomar manguara! Pelo menos é o que pensa o cidadão Renato Aparecido de Moraes, 28 anos, morador da pequenina Toledo, incrustada na Serra da Mantiqueira, perto de Extrema. Ele está casado com a jovem M. de O. Simas, 19 anos, há 7 meses e há 4 meses fez dela gato & sapato.

Na ultima sexta feira, depois de voltar de uma sessão de Umbanda, desceu o borralho na cara-metade. No sábado acordou a esposa às sete da manhã com socos, pontapés e puxões de cabelo. Questionado pela esposa aflita e chorosa…

– Porque você está me batendo?

Ele respondia apenas…

– Você nasceu para apanhar… Eu gosto de bater em mulher…!

Quando entraram no carro para ir à casa da mãe dele, Renato retomou a violência, esmurrando sua cabeça e apertando suas pernas, tentando bater em seus pés. Enquanto descia a manguara na esposa, Renato esbravejava, como se tivesse falando com alguém invisível;

– Tem que bater na cabeça e na sola dos pés, para não deixar marcas, senão pode ser preso…

Mas foi. Foi preso sim. Na DP M.O. contou que vinha recebendo pancadas há quatro meses;

– Ele me batia e dizia; “se eu for preso, vou é te matar”… Por isso não denunciei antes, com medo de morrer – choramingou a jovem esposa.

Batia e assoprava;

– Depois que ele me batia ele pedia desculpas, quase chorava. Falava que era espírito que deixava ele nervoso e desorientado… – acrescentou M.O.

Renato, numa atitude rara nos valentões, não negou a violência. Disse que bateu na esposa na sexta à noite e na manha de sábado puxou seu cabelo, tentou estrangulá-la e apertou suas pernas, mas justificou seu comportamento;

– Ontem eu fui a uma sessão de Umbanda… Os espíritos ‘me influenciaram’ a agredir minha esposa… – Disse ele.

O delegado de plantão no entanto, não se deixou influenciar pelos ‘maus espíritos’. Enquadrou o brucutu no 129 e arbitrou fiança em R$ 1.240  reais.

Por ora a violência está suspensa…

Policial suicida em Boa Esperança

O fato aconteceu no final da manhã desta segunda 1º de outubro.

O corpo já sem vida do agente da policia civil Eudimar de Souza, foi encontrado pelos colegas de trabalho no interior do quarto da republica em que moravam na rua Topázio, bairro Alvorada, na cidade de Boa Esperança. Ele tinha a marca de um tiro na cabeça. A arma usada para o auto-extermínio estava ao lado do corpo inerte.

Eudimar era natural de Caratinga-MG, tinha 26 anos e recentemente desfizera o casamento. Os colegas de trabalho que encontraram seu corpo já sem vida, não explicaram os motivos do suicídio, mas acreditam que seja devido à separação da mulher.

Neste momento o corpo do detetive está sendo periciado no IML de Varginha.

“Missão de Amor” leva nóia para Hotel do Juquinha

Foi preso na hora do almoço deste domingo o cidadão Fabiano Luiz Silva, 32, morador do bairro Limeira. Ele desfilava pela cidade pedindo donativos para a casa de recuperação de drogados, “Missão de Amor”… sem autorização.

As onze da manhã Fabiano esteve no Restaurante Beverly pedindo donativos, mas o proprietário não sentiu firmeza nos seus argumentos e resolveu chamar a policia. Minutos depois ele foi preso na Com. Jose Garcia levando com ele três recibos, um de trinta, outro de cinqüenta reais e um terceiro em branco. O dinheiro arrecadado se destinava a seus próprios bolsos.

Chamado na Delegacia para explicar o imbróglio, o diretor da casa de recuperação Missão de Amor, João Rocha de Morais Neto, explicou que Fabiano esteve internado em sua instituição para tratamento, mas fugiu de lá pouco tempo depois de chegar e desde então tem arrecadado donativos no comercio em nome da instituição.

Fabiano Luis explicou que fora preso há quatro meses por furto de celular e após ter ficado no Hotel do Juquinha por 10 dias, foi se recuperar na referida instituição. Diz ele que entrou com 47 reais no bolso e quando saiu não recebeu nada. Afirmou também que durante os dias em que esteve em tratamento, seu primo, pastor Rodrigo, levou dinheiro para ele na casa, mas o dim-dim não chegou até ele.

Quanto à sua “missão de amor” com o dinheiro alheio, Fabiano Luis disse que não tinha a esclarecer…!!!

Mas o artigo 171 do Código Penal esclarece: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento” é estelionato, cuja pena varia de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis. Logo…a  missão do Fabiano em nome da “Missão de Amor”, levou- o de volta ao  Hotel do Juquinha…