Assaltantes de lanchonete caem na fronteira

Com a policia sul mineira cada vez mais perspicaz e  eficiente no combate à criminalidade, resta aos meliantes – que ainda estão soltos – atravessar a fronteira para tentar a sorte em terras paulistas. Foi o que fizeram os assaltantes Alex Henrique Batista Tavares, 22 e L.M. Vilas Boas, moradores do Alto da Serra, na bocólica Monte Sião. Eles atravessaram o Portal da Divisa, inaugurado na noite de 30 de dezembro de 2004 em busca de outras opções foram assaltar a lanchonete “Nova Opção” na bela vizinha paulista, Aguas de Lindóia.

Entraram como se clientes fossem. De repente um deles sacou um trabuco HO 32 enferrujado e exigiu o dim-dim. Só havia uma merreca no caixa, cerca de 200 reais, por isso levaram também os celulares. Antes de terminar o assalto, chegaram dois clientes – verdadeiros – um deles numa motoca CG 125. Já que o caixa da lanchonete “Nova Opção” estava vazio, os assaltantes apelaram por uma segunda opção, levaram a motocicleta de Giancarlo Morais Maciel. Foi preciso distribuir alguns socos e pontapés para tomar a chave da moto, mas levaram… E voltaram para a capital das malhas por uma estrada vicinal.

Em poucos minutos a noticia do assalto à lanchonete se espalhou no Circuito das Águas paulista. Mas foi a policia mineira quem mais uma vez acabou com a farra dos meliantes. Eles foram presos quando acabavam de cruzar a fronteira, tentando se desfazer da moto e do trabuco em um terreno baldio.

Como em Minas Gerais não existe mais policia civil e nem presídios nas delegacias de comarcas nos fins de semana os assaltantes Alex Henrique e o ‘dimenor’ L.M.Vilas Boas, cujo crime cometeram em Águas de Lindóia, foram presos em Monte Sião, levados para a delegacia regional de Pouso Alegre e, deppis de assinarem o 157 foram se hospedar no Velho Hotel Menino da Porteira, em Ouro Fino.

Quem nasce em “Cachoiera” de Minas, é….????

Nome de praça homenageia professora com erro de português.

O internauta João Batista dos Santos, de Três Corações (MG), flagrou um erro de português em uma placa localizada em uma praça que está em construção na cidade. Onde se deveria ler “Profª. Marta Bezerra” está escrito “Prof. Marta Bezerra”.

“Se a professora Marta Bezerra – que morreu no ano passado – visse o que está escrito na placa que designa a praça em sua homenagem no bairro onde morava, certamente iria ficar inquieta. Professora de língua portuguesa e defensora do idioma e da correta aplicação da ortografia, certamente não hesitaria em mandar consertar”, afirma o internauta que já foi aluno da professora.

O fato traz à tona uma das primeiras materias publicadas neste blog no ano passado, sobre uma placa candidamente fincada na margem da BR 459, no bairro Serrinha em santa Rita do Sapucaí. Veja a matéria.

“Retrato da educação no Brasil

20 10 2011

Terminou outro dia a greve – recorde – de 112 dias dos professores de Minas. Aliás, terminou como todas as outras nos anos anteriores; com os professores com uma mão na frente e outra atrás. Enquanto isso, os estudantes brasileiros se formam, recebem seus canudos e ingressam  na faculdade ou no mercado de trabalho escrevendo assim:

A placa está ali a quinhentos metros da cidade de Santa Rita, saída para Pouso Alegre, na descida do bairro Serrinha, acima da ‘vivenda’ do “Psicoteca” – Aliás, ‘psicoteca’ é corruptela de ‘psicotécnica’, resultado da cultura ou incultura do Sr. Sebastião ao pronunciar tal palavra – há cinco anos, desde a conclusão das obras de recapeamento e ampliação da BR 459.

O erro não é somente gráfico, mas também fonético, afinal cachoeiiiiiiiira soa bem diferente de cachoiêêêêêêêêra….

De quem é a culpa?

Do funcionário do DENIT/DER que mandou pintar a placa? Ou do ‘profissional’ que pintou a dita cuja? De ambos. E acrescento ainda mais dois culpados. O cidadão cachoeirense e a escola.

O funcionário do DENIT ou encarregado da obra deveria escrever no papel os dizeres a serem pintados e conferir a ‘obra’ depois de pronta. O ‘artista’ que pegou no pincel, se não sabia escrever, deveria consultar quem sabe antes de ‘pintar o sete’.

Tudo bem, não dá para esperar muito destes dois; um é empregado do governo e fiscalizando ou não a qualidade da obra, vai receber seu polpudo salário no fim do mês – Aliás, obra do DENIT… Põe polpudo nisso!!! O outro, tanto faz; cachoeira, cachoiera ou cachorreira … o que importa é que o dimdim ‘escorra’ para seu bolso.

Mas e o cidadão cachoeirense??? Por ali passam diariamente centenas de cachoeirenses todos os dias… será que não sentem nem mesmo um arranhão no orgulho ao verem o nome de sua cidade escrito de forma errada? Ou será que nunca repararam?

Bem, se o cidadão ‘cachoierense’ não se importa em ver o nome de sua cidade deturpado, se o funcionário do DENIT não se importa em ver a competência do seu trabalho atestada e se o pintor de placas não se importa em pintar publicamente sua ignorância, desculpem-me. Deixem a placa lá. Serve ao menos para alguns motoristas mais atentos se distrair na viagem, pintando comentários pejorativos sobre os três. Enquanto isso, os governos deixam seus estudantes meses sem aula por causa de cento e poucos reais e se justificam dizendo que estão cumprindo a lei… Mais correto seria se tivessem pintado; “Cachorrada” dos polit….”, bem, deixa prá lá…

Não se surpreendam se na próxima placa escreverem “Cachorreira” de Minas…. ”

Até a manha desta sexta, 01 de Junho de 2012, a placa continuava imaculada no local!!! Ou seria maculada?

Passos 16… A matança continua!!!

Depois de uma tentativa com dois tiros, na quarta e outra com três tiros, no domingo, os assassinos de plantão da bela Passos, conseguiram finalmente mandar o 16º passense para a chácara do padre. O assassinato aconteceu ao pé da noite desta terça, 29, no bairro Casarão, com requintes de execução.

Eram sete e meia da noite quando o jovem Wesley Matheus Maciel, 23 anos, foi alvejado ao chegar do trabalho. O macambúzio assassino estava atrás de um poste a poucos metros do portão e ao vê-lo, atirou primeiro no abdome, para derrubá-lo. Em seguida descarregou a pistola .40 – arma de uso restrito das Forças Armadas – em sua cabeça. Algumas balas chegaram a cravar-se no asfalto da rua impossibilitando sua retirada.

Um dos irmãos de Delei, que estava numa esquina da rua, assistiu de longe o assassinato e chegou a correr atrás do assassino até que ele entrou e desapareceu em um matagal ali perto.

Segundo a policia militar, Wesley Matheus, o Lelei, era amante de Severina do Popote e da ‘erva marvada’, mas não tinha passagens pela policia.

Para o delegado Marcos Pimenta e seus detetives, que estiveram no local do sinistro fazendo os levantamentos iniciais, o crime pode ter sido motivado por vingança, pois tempos atrás  Lelei e outros jovens se envolveram numa briga no bairro e ele foi jurado de morte.

Enquanto a mãe de Lelei era levada desmaiada para o hospital e o pai esbravejava:  “Quem fez isso terá que pagar, meu filho não fazia mal pra ninguém”, a policia contabilizava o 16º homicídio na cidade em 2012.

Se a matança na bela e rica Passos de 106 mil habitantes não parar, vai sobrar pouca gente para contar a historia…!!!

Entrou na manguara do marido… mas perdoou!!!

Ao mandar o marido para a cadeia ontem à noite em Bueno Brandão, a senhora Angelita Vera Lucia dos Santos Mariano, 42, pôs fim a 21 anos de casamento. Eles tem dois filhos e nos últimos cinco anos, desde que ele se apaixonou por Severina do Popote, o relacionamento começou deteriorar. Ontem ela recebeu um telefonama anônimo onde uma interlocutora debochada chamava-a de ‘chifruda’!!!! E dizia estar tendo um caso com seu marido. Quando ele chegou em casa, no final da tarde, Angelita exigiu explicações. Não teve diáologo. Paulo Jose Mariano, 41 anos chutou o pau da barraca e foi para o boteco. Voltou duas horas depois. Ao retomar a discussão, desceu a manguara na esposa.

Os homens da lei foram chamados e o casal foi se sentar ao piano da delegada Romilda Miranda em Pouso Alegre. Paulo Jose alegou que a esposa é agressiva e que ela propria se feriu para incriminá-lo. Disse também que ultimamente vem dormindo na carroceria do caminhão para evitar encrenca com a esposa.

Apesar de se vestir de anjo, Paulo Jose, que  escapou das garras de Maria da Penha recentemente graças ao pagamento de fiança, desta vez sentiu na pele e no bolso o peso de suas próprias mãos. Não teve choro nem vela e nem fita amarela. Angelita Vera Lucia – que é uma pessoa só – exigiu seu afastamento do lar e que ele mantenha distancia dela.

Como era reincidente, a delegada arbitrou fiança em R$1 mil reais… E o motorista destemperado – ou azarado – foi se hospedar no velho hotel de Campo Mistico

Em Ouro Fino aconteceu um barraco parecido, mas o desfecho foi diferente…

O cidadão M., 29 anos, deixou o trabalho ao pé da noite fria de ontem e antes de ir para casa, passou num boteco para espantar o frio. Ao chegar em casa segurando uma bela tocha, com o terrível bafo de jibóia, o técnico em computação desenteneu-se com o enteado F. de 9 anos e desceu-lhe o borralho. A mãe do garoto, B., de 31 anos, naturalmente tentou defender o filho e também entrou na manguara.

A policia foi chamada e depois de levar o garoto com escoriações na cabeça e convulsão para o Pronto Socorro, levou o casal para a Delegacia Regional de Pouso Alegre.

Pelas agressões contra o garoto, que ficou internado no hospital de Ouro Fino, como manda a lei 9.099, M. assinou um TCO e deve ser condenado pelo juizado especial a pagar uma ou duas cestas basicas.

Pelas agressoes praticadas contra a amasia, não aconteceu nada… Cheia de escoriações pelo corpo, ela perdoou o amasio….!!!!! E Talvez tenham voltado para casa de mãos dadas!!!  Bem, Maria da Penha fez a parte dela….

Quem quer um defunto…!?!?!?

     O hospital Regional diz: ‘este corpo não nos pertence mais’…

     O IML não recebe ninguém, muito menos um morto, sem documentos…

     A funerária também não vela defunto sem o atestado de obito ou de necropsia…

     A família não pode levar seu morto sem autorização das autoridades…

     Se não fosse um descaso com a vida – ou com a morte? – a historia de Everton Cesar seria macabra!!!

Quem passou pela Prefeito Sapucaí na tarde desta segunda e viu um carro funebre da funeraria Ferraciolli estacionado na beira da rua, com um caixão la dentro não podia imaginar…. mas o caixão não estava vazio!!! Dentro dele estava o maltratado corpo do jovem Everton “Pitô” Cesar Ribeiro Raimundo. Como ele foi parar –literalmente – ali?? Graças à burocracia e informações desencontradas e quem sabe um pouquinho de falta de humanidade…

Tudo começou anos atras quando Everton apaixonou-se perdidamente por Severina do Popote. Paixão doentia, que ninguém está livre de contrair… Ele nunca mais conseguiu se afastar do álcool. Tornou-se alcoólatra crônico. Bebeu pela ultima vez no sábado, 26, à noite. Ao sair do boteco no velho Aterrado, desequilibrou-se, foi ao chão e bateu com a cabeça. Conseguiu chegar à casa da tia, onde mora, ali perto do boteco, mas não acordou mais. Na manha de ontem seu único sinal de vida era a respiração.

A pedido da tia, foi levado pelos bombeiros para o PS do Regional. A tomografia mostrou hemorragia intracraniana. Um imenso e irreversível coágulo no cérebro. Ele nunca mais levantaria um copo. Parou de respirar na manhã enevoada e fria desta segunda.

A família informou que ele apenas caira ao chão e batera a cabeça. O neurologista que leu sua tomografia acha que o traumatismo foi muito grande para uma queda de menos de 1,70 de altura, por isso não assinou o óbito. Só o medico legista poderá afirmar se ele caiu ou se algum objeto ‘caiu na cabeça dele’…

No inicio da tarde a funeraria de Plantão retirou o corpo do necrotério do hospital, mas sem ter para onde levá-lo, deixou-o dentro do coche fúnebre, onde ele passou a tarde. Quando os documentos ficaram prontos o IML já havia fechado. A família indignada, que desde a manhã tentara velar seu morto, ante a iminência de o corpo passar a noite na rua, intensificou o esperneio. Através da diretoria da Associação de Moradores do bairro São Geraldo, o caso chegou ao jornal Folha de Pouso Alegre e a este Blog. Às oito da noite, finalmente o corpo do jovem Everton Pitô foi recolhido ao IML para ser necropsiado nesta terça de manhã.

E assim caminha a humanidade…

Estelionatario suja o nome do ‘amigo’ em Monte Sião

Ele veio de Ituiutaba para esquentar o comercio da capital das malhas com cheques frios mas entrou numa gelada…

A bela e aconchegante Monte Sião está vivendo o auge do seu comercio de malhas. Ocasião propicia para comprar blusas, jaquetas e afins para se proteger do frio que está batendo à porta. Com a bucólica e rica cidade soltando clientes pela ladrão, é ocasião propicia também para vigaristas de plantão espalhar seus cheques frios no aquecido comercio local.

Foi assim que o ituiutabano Charles Martins Silva, 24 anos, encheu um quarto de hotel de mercadoria quentes pagas com cheques frios. A fotografia na identidade que Charles exibia para os comerciantes era dele, mas o nome e também o talão de cheques – naturalmente sem fundos – pertenciam a Gustavo Adriano Silva… Charles já havia comprado mais de 18 mil reais se blusas quentinhas com cheques frios dos comerciantes Rogério aparecido de Azevedo, Alessandro Aparecido Alves e Everaldo Aparecido Azevedo e de mais de dez comerciantes menores, quando entrou em fria. Foi um destes comerciantes que percebeu que a foto do Charles estava mal colada sobre o nome de Gustavo… não colou. Charles ‘cover’ de Gustavo foi preso pela PM no centro, tentando passar mais um borrachudo. Ele estava num Fox do motorista Eduardo Batista Domingues e o produto da naracutaia estava no hotel esperando completar a carga para voltar para o Tringulo Mineiro.

Ao sentar ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre, Charles disse na cara dura que conhece de vista a pessoa de Gustavo Adriano Silva em Ituiutaba e Gustavo teria dito a ele;

– ‘Estou a fim de sujar meu nome na praça’…

Para ajudar o ‘amigo’ que conhece ‘apenas’ de vista, Charles colou sua foto sobre a dele e saiu pelo mundo passando cheques sem fundo!!!

E já que o assunto era sujar nome na praça, o delegado resolveu sujar o do Charles! Aplicou-lhe uma fiança… de R$14,500 reais!!! Charles cara lavada assinou o 171 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Passos 14, 15… a matança agora é em familia

Se esta noticia fosse dada pelo meu amigo “Leandro.Com”,  na TV Libertas, ele certamente faria pose e perguntaria: Gente!!! O que está acontecendo em Passos??? Quanta violência!!! Agora até filho está matando pai!!! Meu Deus, cruz credo!!!

E eu estou me sentindo culpado com o comentário que fiz quando noticiei o 13º homicídio ocorrido na quinta feira: “Passos é assim, quando matam um de manhã, amarram outros dois para matar de tarde ou no dia seguinte”.

Aconteceu quase isso. Não tive nem tempo de noticiar o 14º crime acontecido na manha de ontem, terça, quando um “dimenor” chegou acompanhado de outro de 22 anos e descarregou um revolver em um desafeto de 39 anos. Ele morreu a caminho do hospital em virtude dos cinco tiros no tórax e abdome.

Ontem à noite outro passense bateu à porta de São Pedro pedindo hospedagem eterna. Ele morreu dentro do quarto da casa da ex-mulher, espancado pelo próprio filho de 19 anos.

Elias Jose Camilo, 39 anos, estava proibido por Maria da Penha, de se aproximar da ex-esposa Gilda Flor Lara Camilo. Contrariando a ordem judicial, ele voltou ao local dos conflitos para discutir a relação e os direitos perdidos. Em defesa da mãe, Evandro Lara Camilo, de vinte anos, entrou em luta corporal com o pai e para subjugá-lo usou uma fita adesiva e o asfixiou até a morte.

O crime aconteceu no bairro Teka. Pai e filho tinham envolvimento com drogas. Foi o segundo do dia, o 15º do ano na bela Passos de 100 mil habitantes, às margens do majestoso Rio Grande.

Paulinha de Cambuí e os sabonetes de maconha…

Antes ela queria vender drogas para soltar o marido! Agora quer levar droga para ele dentro do presídio!!!

      O olhar triste da jovem Paula Cristina da Silveira, parece de resignação com seu destino. Mas bem que, com um banho de loja, ela poderia ser uma ótima balconista, recepcionista de consultório, professora de creche ou até mesmo uma doce moçoila casadoira e futura mãe de dois ou três filhos… Poderia. Mas uma vida regrada assim seria muito monótona e sem graça para ela. Paulinha que “… levava crack na bolsa de oncinha”, apesar do olhar triste prefere viver perigosamente levando drogas de um ponto a outro da cidade e até para o presídio.

Paula Cristina foi presa no dia 06 de maio ultimo no momento em que agendava uma entrega de pedra perto do estádio municipal de Cambuí. Na ocasião ela disse ao delegado que vendia drogas para custear os honorarios de um advogado para soltar seu amado Vando Cleiton da Silva, que há três meses se hospeda no velho Hotel da Cel. Lambert, justamente por distribuir drogas… O homem da capa preta analizou sua capivara e viu que ela era primaria, por isso devolveu-lhe a liberdade dois dias depois. Mas… como “pau que nasce torto, nunca se endireita”, Paulinha, de olhar de pidão, quer a qualquer custo, qualquer custo mesmo, dar ‘assistência’ ao amado Vandinho…

No domingo pela manhã, mesmo sabendo que não era dia de visita e nem de entregar nada no presídio, Paulinha fez cara de “… eu não sabia” e tentou entregar uma encomenda ao marido na cadeia. O agente responsável fez cara feia e mandou a mocinha catar coquinho. As três da tarde Vandinho simulou estar passando mal na cela e disse que somente o remédio que Paulinha queria entregar de manhã poderia salvá-lo. Deve ser verdade, pois era um remédio muito especial. Ligaram e Paulinha veio trazer o ‘remedio’… Eram na verdade alguns pacotes de cigarros e dois sabonetes Lux cor de rosa, recheados com… maconha!!!

… E Paulinha, que antes “levava crack na bolsa de oncinha”, agora leva erva marvada dentro do sabonete, na sacolinha, assinou seu segundo 33 do mês e voltou para o velho hotel da Cel. Lambert.

Mas tem o lado bom! Pelo menos ela poderá ver o amado Vandinho todo dia…

Passos 13… A matança continua

O titulo bem que poderia ser o de um seriado de quinta filmado nas rebarbas de Beverly Hills ou no outro extremo da terra do Tio Sam, em Miami… Mas não é ficção. É realidade nua e crua, aqui pertinho, no extremo norte da região Sul do Estado… em Passos.

Já são treze  passenses assassinados na cidade este ano. Quando a situação chegou a este ponto caótico no ano passado, as autoridades sentaram para conversar e buscar soluções para conter a onda de homicídios. Criaram dois projetos: Cursos Profissionalizantes – padeiros e marceneiros – para jovens delinqüentes e egressos da cadeia e Campanha de Desarmamento. Tomaram até as armas de plástico das crianças. Era 15 de maio. O numero de homicídios triplicou até o fim do ano.

Semana passada, depois que a policia localizou o corpo do comerciante Lucas Vinicius, assassinado com fios de computadores de sua propria lan-house, a preocupação veio novamente à tona. Numa reunião com lideranças políticas e a SEDS em Belo Horizonte na quarta feira passada, ficou acertado que: “A Casa do Adolescente Infrator será construída e acreditamos que fique pronta no final deste ano ou no começo do ano que vem” em Passos, afirmou o delegado Marcos Pimenta, que participou da reunião.

Ledo engano pensar que a Casa do adolescente infrator irá resolver o problema da criminalidade em Passos. Primeiro que esta “casa” não ficará pronta em menos de um ano. Segundo, medidas isoladas não surtem nenhum efeito, como não surtiram no ano passado.

Aliás, enquanto se discutia a criminalidade na capital, meliantes tentavam diminuir a população da cidade, à bala. Foram três tentativas. Na madrugada de terça, 15, um motoqueiro atirou contra um catador de sucata, 42. Não morreu porque a bala enroscou-se  na suas costelas. Na quarta à noite um delinqüente de 16 anos atirou no rival de 22 anos. Ele foi chamado na porta de casa e quando saiu recebeu um tiro na bunda. Escapou da morte porque foi mais rápido que os atiradores que chegaram de motocicleta. Na sexta outro homicida chegou de moto na casa do desafeto e foi logo mandando bala. O rapaz de 22 anos foi atingido por  5 tiros e morreu no local. Um amigo que estava na casa recebeu dois tiros e corre serio risco de perder a vida. A mulher do morto, grávida e com um bebe de colo, ficou no meio da saraivada de balas. Escaparam milagrosamente…

Na bela Passos é assim… Quando matam um de manhã, amarran outros dois para matarem de tarde ou no dia seguinte!!! Os fatos acima provam que não estou brincando…

Jovem tem “um branco” e mata namorada em Santa Rita

Final de semana violento… Homicidio em Passos, tentativa em Pouso  Alegre, dinheiro falso em Congonhal, mulher levando ‘sabonete drogado’ para o marido na cadeia, advogado atropelando e abandonando motoqueiro na Fernão Dias, assalto em via publica, ressureição do “Já Morreu”… E para fechar o fim de semana, um jovem tem um surto de loucura e criva a namorada de facadas no interior de sua casa em Santa Rita do Sapucaí…

Eram quase seis da tarde de domingo quando o cidadão  L.R.M. residente no bairro Santa Barbara, em Piranguinho, recebeu um telefonema do filho. Do outro lado da linha o garotão Anderson Martins Rodrigues, sensivelmente perturbado dizia:

– Pai, acho que eu fiz uma burrada…!!! Matei a Tamires….

L. e demais familiares chegaram rapidamente à casa do filho no bairro Rua Nova em Santa Rita. Apesar de ter chamado o pai, Anderson trancou a casa e foi necessario insistir muito para que ele abrisse a porta. A cena que o pai do jovem presenciou não era nada agradável. Parecia ‘set’ de filmagem de filme de terror. Sob o sofá da sala debaixo de um lençol, jazia o corpo da jovem Tamires Carolina Souza, que no dia 05 de março fizera 18 anos.

Ela tinha um corte profundo no pescoço, na jugular e outros quatro furos nas costas. Seu sangue estava espalhado por toda casa. Nas roupas, no chão, nos moveis, na cozinha e até nas paredes da casa do assassino. O sangue que ainda circulava em suas veias, não seria suficiente para preservar-lhe a vida. Ela ainda foi levada pálida para o PS, mas já não respirava.

Quando o pai entrou Anderson teve mais um acesso de furia e passou a chutar e quebrar moveis e utensílios  domésticos, juntando-os aos copos, pratos e talheres já destruidos na cozinha. Ao pai Anderson Martins, de 19 anos disse que “teve um branco”, por isso matou a jovem com quem trabalhava e  que começou namorar ha um mês.

Ao sentar-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre o jovem industriário, que nas redes sociais se diz “simpático, inquieto, divertido e disponível para novos relacionamentos…” ficou calado. Diz que só vai se pronunciar em juízo. Também, falar o quê…?

Calado, caladinho, caladão, o jovem “do branco”, de mente obscura, que pintou sua casa de vermelho com o sangue da namorada, vai viver dias negros e taciturnos, com seus fantasmas, no hotel Recanto das Margaridas.