Maria da Penha leva nóia para o Hotel do Juquinha

Alguém aí se lembra do famoso artigo 16 da extinta e charmosa Lei 6368/76?

Refresque a memória: Dizia o seguinte: “Adquirir, guardar ou trazer consigo para uso proprio, substancia entorpecente ou que cause dependência fisica ou psiquica”… etc, etc. “Detenção de 6 meses a 2 anos”.

A famigerada lei mandou muito jovem cidadão promissor na vida para o velho hotel da Silvestre Ferraz, no tempo em que superlotação prisional era coisa de cidade grande…

Em agosto de 2006 ela foi substituida pela Lei 11.343. Seu artigo correspondente agora é o 28, que diz: “Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

I – advertência sobre os efeitos das drogas;

II – prestação de serviços à comunidade;

III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

…………

§ 7o  O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado” – Mentira deslavada!!! O poder publico não atende direito nem velhinhos hipertensos e diabéticos e os pacientes portadores de outras doenças do cotidiano, muito menos os que buscam a doença da droga com as próprias mãos…!!!

… E por aí vai. Ou seja, o caboclinho que consome a droga e, entre outras reações, entra em paraNóia, sofre as sanções acima descritas… Que não dá mais cadeia!!!

A menos que… Sob efeito da droga ele cometa outros crimes, inclusive o de tentar arrancar o pescoço da irmã e espezinhar o pai para conseguir dinheiro para aplacar a fissura!!!

Este foi o caso do cidadão Lincon Roberto Brandão, morador do velho Aterrado. Ele tem 34 anos e a mais de dez  caiu no mundo das drogas. Desde a madrugada desta terça ele vinha infernizando a família para que lhe dessem dinheiro para saciar o vicio. De manhã foi pra rua. Pediu, implorou, mendigou, mas… necas de catibiribas! Sem dim-dim ou um celular, um radio, uma bicicleta, uma moto ou  outro objeto de troca… não há drogas!

Às dez da manhã Lincon voltou a atormentar a família. Foi ao boteco do pai, pegou a irmã Daniele Rodrigues pelo pescoço e jurou que separaria sua cabeça do corpo se ela não lhe desse dinheiro para drogas.

– Me dê o dinheiro, eu quero pedra… – dizia desesperado!

O pai, Luiz Roberto de Lima Brandão, naturalmente tentou salvar a filha das garras do filho fissurado mas acabou estatelado ao chão após um violento empurrão.

Os homens da lei foram chamados e o nóia desceu com pulseiras de prata no taxi do contribuinte para a DP. Tanto a irmã com o pescoço ardendo quanto o pai, meio esfolado, manifestaram expressamente o desejo de processar Lincon pelo crime de lesões corporais, de acordo com a Lei Maria da Penha. Ele até que poderia se livrar solto para responder o processo em liberdade, mas quem não tem 5 pratas para comprar uma pedra bege fedorenta, não tem R$622 reais para pagar a fiança. O que a nova lei antidrogas não fez, Maria da Penha fez… Mandou o nóia para o Hotel do Juquinha.

Esta é a triste rotina de famílias, cujo jovem filho ou filha, numa curva qualquer da vida conheceu, experimentou e abraçou a droga… E tem incautos que ainda acha que deveria ser liberada!!!

 

Escorregou no 28 … caiu no 33!

Silvio Firmino da Silva, 25 anos, diz que é dependente da erva marvada desde os 18. Para sustentar o vicio ele costuma colaborar com os fornecedores, servindo-se  de ‘mula’, levando a droga de um lugar a outro.

Ontem à noite ele passava por uma rua sombria e deserta de Cambuí levando uma ‘encomenda’ de erva, quando os homens da lei mandaram encostar na parede. Silvio dispensou o bagulho e passou sebo nas canelas. Depois de alguns quarteirões, com a língua de fora… Perdeu. Mesmo assim, somente entregou os pontos depois de rolar na poeira com os homens da lei e receber as pulseiras de prata.

Esfolado do nariz ao dedão, ele alegou que apenas a baranga de erva que estava na algibeira era dele… acabara de comprar para fazer um baseado. Não teve choro e nem vela e nem fita amarela. Sentou ao piano, assinou o 33 e foi se hospedar no velho Hotel da Cel. Lambert.

Mamado, armado e ‘perigoso’ em Heliodora

… Ele desmanchou foguetes para ‘fabricar’ munição  e atirar na esposa

Juliano Gonçalves, 44 anos, morador do bairro Vista Alegre na cidade de “Barbara bela do norte estrela, que o meu caminho sabes guiar…”, é um sujeito bom e trabalhador… Só não pode abraçar a Kátia…ça. Principalmente se tiver tomado o ansiolítico Diazepan. Aí sim, de gato ele vira leão…!

No sabado à noite ele foi a uma festa na cidade – É dificil ir à uma festa e não dar uns amassos na loira gelada, não é mesmo? – Pois, é. Juliano não resistiu aos encantos da loira e chegou em casa pisando alto. Para desentender-se com a esposa Rita de Cássia, 41 anos e descer-lhe o borralho, foi uma gotinha!!! Em meio ao trololó, ele disse que iria matá-la! Pacientemente desmanchou três foguetes, retirou a pólvora, juntou bucha vegetal, minusculas esferas de metal e fez a munição da espingarda –  esta perigosíssima arma aí da fotografia – saiu em busca da esposa.

Apesar da pontaria do marido não ser das melhores, especialmente naquelas condições e da provável ineficiência da ‘winchester’ caseira, dona Rita preferiu não ficar na frente… O tiro se perdeu no espaço e ninguém se feriu. Nem mesmo o incauto atirador, que tomou apenas um coice no braço. Doeu mesmo foi no bolso, pois ao ser levado para a Delegacia Regional de Pouso Alegre Juliano sentou-se ao piano, assinou um 15 da Lei 10.826 e precisou desembolsar R$ 622 reais, mais honorarios advocaticios, para poder voltar para casa…

Estupro na capital das malhas

Por falar em ‘moda antiga’, na sexta à tarde aconteceu um estupro nestes moldes nos arrebaldes de Monte Sião.

Rodrigo Pereira da Silva, 27 anos, estava indo para o trabalho quando resolveu parar num boteco na beira da estrada no bairro Mococa, onde alguns amigos e amigas amassavam uma loiras geladas. Depois de contribuir com alguns copos e desfiar seu charme de Dom Juam para cima da amiga C.C.C.G. 19 anos, Rodrigo ofereceu-se para levá-la para casa, na garupa de sua motoca. No meio do caminho resolveu mudar o itinerário e levar a garotta para o mato, literalmente!!!

Ao receber o convite direto e indiscreto C. se sentiu vexada e ameçou saltar da moto em movimento. Ele acelerou e pararam num local ermo, numa estrada vicinal. Quando a moto parou a garota saltou primeiro e saiu correndo. Com a libido à flor da pele, Rodrigo correu atrás, agarrou a mocinha pelo pescoço, arrastou-a para um matagal ali perto e fez o que os amantes fazem entre quatro paredes, só que… contra a vontade dela.

Depois de satisfazer seus instintos bestiais o estuprador foi gentil… ofereceu carona. C. preferiu voltar para casa à pé e sozinha do que mal acompanhada. Acabou recebendo outra carona e quando chegou em casa comunicou o crime aos homens da lei e pediu providencias.

Rodrigo recebeu as pulseiras de prata no seu local de trabalho, algumas horas depois. Ao piano  do delegado de plantão de Pouso Alegre ele admitiu ter feito o bem-bom com a garota, mas…

– Eu conheço ela. Nós transamos de comum acordo. Ela me pediu R$ 50 reais para comprar pedra. Eu não quis dar, por isso ela chamou a policia para mim… – disse ele.

Será???

Inocente ou culpado, Rodrigo – o tarado? – assinou o 213 e foi se hospedar no Hotel Menino da Porteira.

Assassinato à moda antiga em Heliodora

Eles se encontraram no boteco do Cristiano, no centro da cidade de Heliodora, no meio da tarde deste domingo, 17. Não se sabe exatamente se foi por  causa da cor dos olhos, do penteado, do modelo da camisa ou se por um motivo ainda mais banal! O fato é que trocaram farpas e espinhos, disseram desaforos um ao outro, um chamou o outro para o tapa, até que Clodoaldo Coutinho, de 39 anos, o Jamaica fez a famosa ameaça:

– Vou te matar!!!

Entre morrer e matar, Dimas Altieres Ferreira, 31, preferiu matar. Só faltou retrucar:

– Então mata agora, senão eu te mato…!

Foi até sua casa ali perto, pegou a primeira faca de cozinha que encontrou, uma bem grande para fazer medo e foi conferir quem iria morrer. Encontrou Jamaica perto do bar e sem mais delongas cravou-lhe a lapiana diversas vezes. Oito nas costas e quatro no abdome. Jamaica – que não veio da America Central – foi para o hospital da cidade, moribundo e logo em seguida para o IML de Pouso Alegre.

Quando a policia chegou ainda estava por ali e tentou se desfazer da arma do crime jogando por sobre o muro de um quintal. Algumas horas depois ele sentou-se ao piano do delegado de plantão, assinou o 121 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Homicídios assim estão saindo de moda… Mas continuam dando de 6 a 20 anos de cana!

Pista alternativa…??

Não.

O palio foi parar no canteiro depois de tomar um empurrão na trazeira.

A motorista Vanderleia, 36 anos, de Borda da Mata, devidamente habilitada, reduziu para convergir a esquerda na Vicente Simões, no ‘point da galera jovem’, quando o motorista de um caminhão, distraído, bateu na sua trazeira.

Ele conseguiu uma façanha, o cumulo da rapidez, bater na trazeira e na frente…!!! É que ao bater na guia o Palio virou-se para a direita e recebeu o outro choque na frente também. Coisas de cidade de 140 mil habitantes com 70 mil veiculos e motoristas apressados e impacientes…!

O acidente aconteceu à uma da tarde de sol quente desta terça, Dia dos Namorados. O Palio novinho tinha seguro, ninguem se machucou e ironicamente nem atrapalhou o transito…!

Pouso Alegre chega ao 5º homicídio em 2012

Com a criminalidade em baixa nas cidades que circundam Pouso Alegre, apenas roubos de celular,  embriagues ao volante, distribuição de suco de gerereba para ‘dimenor’ e outros delitos pequenos marcaram o fim de semana com feriadão de Corpus Cristi, exceto….!!!

A Delegacia de Crimes Contra a Vida assumiu na manha desta segunda, 11, as investigações sobre o homicídio ocorrido no bairro Colinas dos Bandeirantes, na madrugada de sábado.

Homem de 22 anos é morto com 5 tiros (Reprodução EPTV)

Jorge, o jovem que recebeu os três tiros sem chance de defesa, dentro de sua propria casa, pode ter sido o mesmo que na madrugada de quinta invadiu uma casa no bairro e apos roubar 700 reais e um DVD, tentou estuprar a dona da casa. Não conseguiu executar o hediondo crime, porque foi surpreendido por um tio da vitima que chegou casualmente ao local buzinando seu carro.

Caso se confirme a autoria do crime, a motivação estará explicada, ou vice-versa: justiça pelas próprias mãos.

A qualquer momento estaremos divulgando os detalhes das investigações encetadas pelos pupilos do zeloso delegado Gilson Baldassari.

Quem quer o Pudinho Preto

Ele só tem 60 dias de vida. Mas sua historia começa no longínquo ano canino de 2008.

A entrada da fazenda Nosso Paraizzo, no bairro Vintém  em Santa Rita do Sapucaí e o bairro dos Coutinhos, em Congonhal, tem algo em comum: ambos são pontos de abandono de cachorros!!!

Certa tarde de 2008 ao chegar à residência do Osvaldo, fui recepcionado por um minúsculo cãozinho viralatas. Ao ver o carro parar defronte o portão ele saiu correndo da varanda e veio latindo em minha direção. Mas, como todo bom viralatas, atravessou o buraco na cerca – aquele que fizera anos atrás para o Campeão – e veio cheirar a barra da minha calça. Tinha corpo e orelhas de pincher, pernas, cor, rabo e comportamento de viralatas. Também era menos ardido que um pincher… Osvaldo disse que viu quando o passageiro de um Uno prata abriu a porta e o soltou ali perto da igreja, dois dias antes. O cãozinho caído de mudança ficou por ali e como Osvaldo lhe deu comida, ele – o pincher espigado – o adotou. Na semana seguinte quando lá cheguei, não recebi as boas vindas do peralta cãozinho amarelo. Nem poderia! Ele estava amarrado…

– O que houve? O cãozinho cometeu algum crime para você prendê-lo?

– Cometeu, sim. Homicídio. Aliás, ‘galinhacidio’… O danadinho matou dois franguinhos e uma galinha. Vou ter que desfazer dele…

Quando cheguei em casa naquela noite, depois do futebol, disse à Tatiana, à queima roupa:

– Venha ver o Pingo. Veja se você gosta dele!

– Que Pingo? Do que você está falando…?

– Venha ver…

Foi paixão à primeira vista!… E uma torrente de perguntas, exclamações e chamegos!

-Oh, que gracinha! Onde você achou? Quem te deu? Como está magrinho! Como ele se chama. Coitado, está com fome… Parece Pincher! Que pêlo bonito! Hum, precisa tomar banho!!! Vamos arrumar uma casinha para ele. Não podemos deixá-lo aqui fora… O tigrão poderá bater nele…

Bateu um ciúme… Quase me arrependi de tê-lo adotado!

Pingo foi o décimo terceiro cachorro a integrar a matilha da fazenda naquele fim de ano. Vivia solto como todos os demais.

Quando Domênica, a única que tinha lugar cativo dentro de casa, entrou no cio, Pingo teve que morar com ela na area de serviço, para não ser estraçalhado por Atila, Tigrão, Rock Boy e outros. Nenhum dos gigantes alcançava a pequenina Yorkshire para copular, mas nenhum deles resistia aos seus ‘encantos de donzela’! Domênica ficou prenha pela primeira vez. Ainda bem. Assim ela poderia garantir a estirpe do Pingo, pois ele…?!

Mesmo sabendo que agora tinha uma casa definitiva para morar, uma bela e dengosa companheira e breve teria uma renca de filhos para criar, Pingo nunca deixou suas aventuras. O inverno de 2009 foi um dos mais rígidos dos últimos anos e chegou muito antes do dia 21. Chegou na primeira semana de junho. Alheio ao frio e suas obrigações, Pingo saiu – provavelmente – no inicio da noite para caçar lebre no cafezal ou quem sabe para pular a cerca com a cadela da vizinha… E nunca mais voltou. Teria ele se desesperado, ante a iminência de ser pai, e fugido de casa? Melhor seria se fosse apenas isso.

Quando tentou voltar para casa o portão estava fechado. Ele tentou entrar pelo vão da tela… mas seu destino estava traçado. Enroscou-se e ficou preso na tela, ao relento, na noite gelada. Na manhã seguinte, notando sua ausência, o caseiro saiu a procurá-lo. Seu pelo curto e dourado estava russo de geada. Pingo nunca mais anunciaria a chegada de alguém na fazenda. Foi sepultado sob o sol morno do meio dia, com as devidas honras, num canto do jardim. Seus três filhos do tamanho de ratos nasceram órfãos de pai semanas depois. O único macho da prole viveu apenas um dia. Uma das meninas foi doada tão logo aprendeu a manejar os talheres, quero dizer… desmamou. A outra, que se parecia mais com o saudoso Pingo, ficou morando na fazenda e foi batizada de Dominick! Uma indecifrável mistura de pincher-viralata com Yorkshire Terrier.

A melhor definição para Dominick talvez seja… “é uma figura”. Sapeca, estridente, corajosa e dócil. Se receber um cafuné ela deita e rola querendo mais. Aventureira… – achou o portão aberto ela vai passear. Já foi roubada duas vezes em Santa Rita e fugiu de casa outras duas em Pouso Alegre. Diferentemente da Lassie, que deita diante do portão, encosta a cabeça no chão fica olhando triste, esperando um aceno para correr atrás da gente, e não sai do lugar a não ser se for chamada, Dominick nem espera o portão eletrônico abrir direito… Quer ser a primeira  sair na rua. E se não tomar uma sonora bronca vai passear cheirando aqui e acolá com suas perninhas curtas parecendo uma maquininha automática.

Estou com uma obra – interminável – em casa. Por isso temos que deixar o portão aberto. Para conter o espírito aventureiro de Dominick, tivemos que mantê-la acorrentada. Conseguimos evitar sua fuga mas não a natureza, não o seu cio… O namorado – talvez ela já tivesse mantido encontros secretos com ele em outras escapadas, não sabemos – veio de longe. Era um Poodle preto. Quero dizer Poodle-Vira, né. O fato de ter encontrado Dominick amarrada não diminuiu o assanhamento do macho. Aliás, deve tê-lo deixado ainda mais excitado, pois em poucos minutos ele fez a corte e… ‘apagou’ o fogo da Dominick! O resultado está aí… Este lindo “Pudinho Preto”, filho de Poodle-Vira com Yorkshire-Pincher-Vira, neto de uma pura donzela Yorkshire com um aventureiro Pincher-Vira…

O Pudinho Preto é fofo demais da conta. É a mais pura miscigenação das raças Pincher-Yorkshire-Poodle. Não deve crescer muito, mesmo assim em nosso quintal não há espaço para ele, sua mãe aventureira e o ‘pequeno’ Átila, filho de um legitimo Pointer Inglês com uma São Bernardo. Por isso ele está procurando uma nova família que queira adotá-lo.

A historia do fofucho “Pudinho Preto”, por enquanto dá menos de uma pagina. Mas você pode fazer dela um livro!!!

Topa? Quer levá-lo para sua casa?

Empresario de Pouso Alegre é assassinado a tiro e esquartejado pela esposa

O empresário Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, gerente proprietário da empresa alimenticia Yoki, com filial no Distrito Industrial de Pouso Alegre, foi assassinado pela esposa Elize Araujo Matsunaga, no interior do apartamento do casal em São Paulo. Depois de matar o marido com um tiro de pistola 765 na nuca, Elize arrastou o corpo para o quarto da empregada – que dispensara – e o esquartejou. As partes serradas do corpo, Elize colocou em sacos plásticos previamente comprados para este fim, colocou em malas e pela manhã deixou o apartamento para jogar os pedaços do corpo no mato. Abandonou os sacos nos arredores de Cotia, há 40 km de São Paulo, onde foram encontrados no dia 27 de maio.

O mega-empresario, cuja empresa do ramo de alimentos acaba de ser vendida para uma empresa americana por R$2,2bilhoes de reais, estava desaparecido desde o dia 20 de maio. Ele fora visto pela ultima vez na véspera, às sete da noite do dia 19, quando desceu do apartamento para pegar uma pizza. Seu desaparecimento foi registrado na policia, pelos seus parentes, no dia 22.

No dia seguinte ao sumiço do empresário, sua esposa Elize, 38 anos, foi vista saindo do predio de manhã, com três malas com rodinhas. Ela só voltou para casa no final da noite.

Mulher do executivo, presa desde a noite de segunda-feira (Foto: Carlos Pessuto/Futura Press/AE)

Elize, que tinha formação de enfermeira, curso de direito e fazia cursos de tiros com o marido, teve a prisão temporária decretada e foi presa na segunda feira. No soturno apartamento onde matou e esquartejou o marido, enquanto a filhinha de um ano dormia, a policia encontrou evidencias do crime tais como sacos plásticos com tarja vermelha, semelhante aos que continham os pedaços do empresario, encontrados na beira da estrada de Cotia.

Se declarando desde o inicio, inocente, ao sentar-se ao piano do manjura no final da manhã desta quarta, 06, a assassina confessou e contou com detalhes o macabro crime. A motivação teria sido o ciúme exacerbado que sentia do marido. Elise achava que Marcos, com quem estava casada há dois anos, a estava traindo e chegou a contratar um detetive particular para investigá-lo.

O que chama a atenção neste crime brutal, não é tanto a frieza,  mas a estupidez em achar que ficará impune, que não seria descoberta….

Na tentativa de cometer um crime perfeito, dando sumiço no corpo do marido, a jovem, bonita, milionária e… burra, cometeu três falhas grosseiras.

Primeiro: sumiu com o corpo dentro do prédio, vigiado 24 horas por câmeras;

Segundo: saiu do prédio de manha carregando três malas grandes e voltou horas depois sem as malas…

Terceiro: Na segunda feira, antes de ser presa, fez entrega espontanea das armas do marido à Guarda Municipal. Uma delas, a mesma que disparou a bala assassina, que deverá ser periciada pela balística. Sem contar que dispensou a empregada e a babá na noite do crime! Só faltou doar as roupas do morto para um bazar…!!!

Podia ao menos ter “pintado o cabelo de preto” antes de aparecer para todo o Brasil diante das cameras. As loiras agradeceriam…!

Caminhão de café tomba e ‘derrama’ uma quadrilha…

Um acidente banal envolvendo um caminhão carregado de café no meio da tarde de domingo, na MG 458,  começa desmontar uma forte quadrilha de ladrões de café na região.

Brasileiros criam pé de café descafeinado

O acidente aconteceu na estrada que liga Heliodora a rodovia Fernão Dias, perto da divisa com Careaçu. O bruto era dirigido por Lorimar Muniz Cardoso, 32, quando perdeu o controle e tombou numa curva. Lorimar e o ajudante Reginaldo Rodrigues Brito, 33, foram socorridos pela Policia Militar de Careaçu e levados para o hospital regional Samuel Libanio em Pouso Alegre.

A organização criminosa começou aparecer no cenário policial, quando o comandante da policia militar entrou em contato com o destinatário das quase 500 sacas do ouro negro, para retirada da carga da pista. O gerente da suposta empresa compradora respondeu;

– …Deve ser engano. Não compramos e não estamos esperando nenhuma carga de café…!

Contatado também pelo policial,  o responsavel pela empresa que vendeu o café, que ficara espalhado na pista vigiado pelos PMS para evitar saque, também disse desconhecer a venda:

– Não, não expedimos nenhuma carga de café neste fim de semana!

A própria policia militar acabou apurando que a Nota Fiscal fora emitida na verdade em 14 de novembro do ano passado e adulterada para legalizar café roubado na região. No hospital, onde estavam internados em observação, o motorista confirmou que tanto o café quanto o caminhão tombado, eram roubados. Sua missão era levar a carga até um posto de combustíveis nas proximidades de Pouso Alegre.

Durante as investigações encetadas pela PM, o motorista Lorimar teria recebido uma ligação telefônica, onde o dono de um armazém questionava:

– Quando é que vocês vão pegar o restante do café? São cinco caminhões! Até agora vocês pegaram somente quatro. Preciso desocupar o barracão!!!

O fato aconteceu no domingo à tarde mas chegou ao conhecimento da Policia Civil, responsável pelas investigações de furtos e roubos na região, somente na segunda à noite. A esta altura, quando a dupla Lorimar & Reginaldo foi interrogada pela delegada da policia civil, já havia sido orientada por um advogado da quadrilha para “calar o bico”.

Reginaldo Rodrigues Brito saiu direto do Hospital Regional para a DP e depois de assinar o 180 foi se hospedar no Hotel do Juquinha. O motorista Lorimar Muniz Cardoso, morador de Itaguaí-RJ, continua internado no hospital regional, escoltado pelos agentes da Suapi. Seu destino é o mesmo do ajudante.

A policia civil vai agora puxar o fio da meada, que pode levar a uma poderosa quadrilha de ladrões de café que há anos vem agindo na região.