Congonhal: PM derruba membro do PCC com drogas na pousada

A bucólica e aconchegante ‘Pousada Carolina’, ao pé da serra de São Domingos em Congonhal recebeu um reforçada equipe da policia militar ontem ao pé da noite. Mas os policiais não foram descansar da Operação Carnaval, não senhor. Pelo contrario, atendendo denuncia de amigos ocultos da lei, foram completar a Operação Carnaval Sem Drogas.
O anfitrião dos homens da lei foi o ‘doutor’ Adilson Teixeira, de 26 anos, que diz ter curso superior completo. Ele tem um belo currículo. Nascido em Guarulhos-SP, morando no alto da serra em Senador Amaral, Adilson já caiu por furto, roubo a mão armada crimes de transito e estava vazado do velho hotel de Cambuí desde o dia 11 de fevereiro. Além de ser fujão, Adilson, conhecido na Pousada por “Lausane” mantinha com ele no quarto da pousada – esta não foi a primeira vez que um traficante caiu ali –  62 gramas de farinha do capeta e 135 gramas de erva marvada.
Apesar de todas as evidencias, Lausane esperneou e tentou arrancar as grades da viatura e da cela na DP com os pés e com a cabeça, até parecer desmaiar. Acabou no pronto socorro do Regional, mas era tudo ‘chilique’. A simulação de desmaio, segundo a policia militar, foi uma tentativa de relaxar a vigilância, para facilitar um possível resgate por membros do PCC paulista ao qual, suspeita-se que ele pertença. Não teve chance. Com pulseiras de prata nos braços e nas canelas, peiado como um garrote bravo, Adilson “Lausane” Teixeira sentou-se ao piano, assinou um 33 e foi se hospedar desta vez no Hotel – cinco estrelas – do Juquinha.

Vizinho estupra garotinha de 8 anos em Monte Verde

          Ao chegar em casa no bairro Bela Vista, Distrito de Monte Verde, ao pé da noite de terça, a domestica M. encontrou  a filhinha T.S.S. tomando banho. Nada de novo, exceto pelo fato de que a água que escorria do seu débil corpinho era vermelha. Olhando melhor ela constatou que a calcinha que a menina de 8 anos havia jogado num canto do banheiro estava manchada de sangue. M. quis saber o que acontecera e a menina então contou que havia sido estuprada pelo vizinho Sumario Cristiano da Silva. Segundo a garotinha, ela fora à casa do vizinho pedir ajuda para encher o pneu de sua bicicleta. Ele então a levou para o quarto, tirou sua  roupa e abusou do seu corpinho.

          Antes de fritar o pedófilo tarado no 213, o delegado Gilson Baldassari encaminhou a garotinha ao IML. O sempre competente medico legista Vitor Romeiro, constatou a veracidade do coito vaginal e das lesões alegadas.
Após enquadrar o pervertido nas iras do código penal, o atento delegado Gilson recomendou ao delegado de Camanducaia que continue a investigar o caso, pois Sumario Cristiano da Silva, 26 anos,  pode ter abusado também do casal de enteados de nove e dez anos que vive com ele.
O pedófilo de Monte Verde está morando no velho Hotel de Camanducaia.

        O B.O. foi atendido no local dos fatos pelo policial militar, cabo Domingos Vitor Rafael.

Atualizada em 15 de julho de 2013 às 18:20h.

Post atualizado às 12:21h do dia 24 de setembro de 2013.

Morfeu e barranco complicam vida do viajante

Apesar de saber que a combinação de  álcool e volante pode dar cana, pouca gente se deixa intimidar. Juliano Gonçalves do Prado, 30 anos, morador de Mogi Guaçu que o diga. Ele estava em Borda da Mata e tinha que voltar para casa, mas não ligou para o sábio conselho. Se amarrou no pé-de-cana, entrou no carro e pegou a estrada. Perto de Jacutinga o sono bateu, a estrada ficou reta e o carro foi se espatifar no barranco. Mas Juliano teve sorte… Além do susto, apenas alguns arranhões.
Quando os patrulheiros chegaram para socorrê-lo e registrar o B.O. ele se dispôs a soprar o bafômetro. Como era de se esperar, 9.08 dlg de suco de gerereba no sangue. E Juliano refez o caminho de volta, passou por Ouro Fino, inconfidentes, Borda e veio parar no piano da delegada de plantão de Pouso Alegre. Sem os 1.240 reais para pagar a fiança… Deu cana!!!

Estupro mal contado em Borda da Mata

A garotinha J.S.Silveira, 17 anos, procurou a policia militar no final da tarde de ontem, 23, alegando ter sido estuprada pelo cidadão Orlei Costa dos Santos. Em prantos a adolescente contou que estava na casa de amigos no bairro Buracão, quando o rapaz a levou para o quarto e disse:
– Quando eu estava preso seu namorado ficou com minha mulher… agora eu vou ficar com você. E a possuiu contra sua vontade.
Os policiais saíram em rastreamento e meia hora depois localizaram o suposto tarado nas imediações e lhe ofereceram as pulseiras de prata e o taxi do contribuinte.
Ao sentar-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre, Orlei jurou de pés juntos que era inocente. Contou que ele, a garotinha e um casal de amigos estavam na quadra do referido bairro quando resolveram ir para a casa deles ali perto e passaram a degustar um garrafa de vinho. No embalo de ‘Baco’ foram para o quarto e… se entregaram ao bem-bom. Logo depois do ato sexual consentido, passaram a discutir a relação, aí sim se desentenderam, discutiram e a garotinha saiu chorando e foi chamar a policia.
A versão do acusado de estupro foi confirmada pelo casal que a – quase – tudo presenciou. Segundo J.P. e J., o doce ‘afair’ entre Orlei e a adolescente começou na quadra, com um beijo compartilhado e somente ‘azedou’ porque o namorado dela que está preso é uma ‘pedra’ no caminho deles.
Diante de tal conjuntura, a sensata delegada de plantão, Lucila Vasconcelos, embora defensora das mulheres indefesas, deixou de ratificar o flagrante e voltaram todos para a terra do pijama.
… E a garotinha que arrume outra historia para contar ao namorado quando ele sair da prisão.

Detetive Sidraque é assassinado em Monte Sião – 22 de fevereiro

Olá meus estimados leitores.

     Já estava com saudades de vocês. Espero que tenham se divertido ou descansado muito no carnaval. O meu foi um pouco corrido. No sábado Festa da Uva em Vinhedo, domingo churrasco em família, segunda anfitrionando familiares e à noite o falecimento de uma pessoa querida me levou para o Rio de Janeiro. No final da quarta quando abri o computador recebi um convite irrecusável dos meus filhos para ver o São Paulo fazer um papelão diante do Bragantino… Só agora pude finalmente trazer alguma coisa de novo para vocês. Comecemos com o singelo tributo ao companheiro Sidraque…   

Em 1996 o capixaba Sidraque Correia da Rocha, 36 anos, veio para Minas em busca de sonhos e ingressou na policia civil. Alguns de seus colegas ouviram-no perguntar ainda na Acadepol;
– O que eu estou fazendo aqui? Por que será que entrei para a policia?
E ele mesmo responder…
– Acho que é por causa do meu senso de justiça, de heroísmo…
Esta conjectura introspectiva do jovem policial mostrou em pouco tempo a muita gente quem era Sidraque. Ele foi designado inicialmente para trabalhar em Pouso Alegre. Daqui seguiu para Extrema, de lá voltou para perto da família em Teófilo Otoni e, a pedido, voltou para o Sul de Minas… Para São Gonçalo do Sapucai, depois Careaçu, Silvianópolis e novamente Pouso Alegre.
Apesar de ter trabalhado em poucas cidades em 7 anos, ele se tornou conhecido e lembrado em todo o Estado, através do curso de formação policial que fez com outros 400 detetives de todos os rincões das Minas Gerais, na academia de policia civil. Conhecido justamente por este jeito às vezes introspectivo, outras expansivo, outras espeloteado sem dizer coisa com coisa, mas sempre com autenticidade, generosidade e bom humor.
Contam alguns colegas que, numa de suas tiradas, uma senhora chegou à recepção da delegacia de policia e disse que havia sido roubada, tendo o meliante levado todo seu dinheiro e seus documentos. Sidraque, olhando muito atentamente para ela exclamou;
– Nossa!!! E agora. O que a senhora vai fazer???
No segundo seguinte ele se deu conta de que ela estava ali em busca de respostas e atitudes e não de perguntas e tratou de registrar o B.O. para ela.
O policial de origem libanesa era na verdade um grande artista. Era musico, poliglota – falava razoavelmente sete idiomas – e nas horas de folga trabalhava de pintor de parede, cabeleireiro, dedetizador e dava aulas de grego, aramaico e latim.  Quando chegou a Pouso Alegre em l996, pintou todo prédio da delegacia regional… e não recebeu um centavo por isso!!

O domingo de carnaval, 22 de fevereiro de 2004, amanheceu chovendo em toda região. Durante uma pequena aragem por volta de dez da manha, Sidraque encontrou casualmente com seu destino. Ele voltava da feira trazendo frutas e verduras para a esposa e o casal de filhos imberbes que amava com fervor, quando surgiu à sua frente um cidadão que fora vitima de furto no dia anterior, informando que o suspeito estava num boteco ali perto e pediu providencias.
O policial que estava sempre à disposição de quem quer que o procurasse, se propôs abordar o suspeito sozinho, pois além de não dispor de tempo para buscar reforço, ele era o único investigador da cidade. O mocinho – mocinho mesmo, recém completados 18 anos, franzino – que realmente tinha culpa no cartório, passou sebo nas canelas e dobrou a serra do cajuru. Sidraque saiu nos seus calcanhares. Enfurnaram-se numa extensa área onde se começava um loteamento, em direção ao ribeirão e sumiram da vista da vitima e de dezenas de curiosos que acorreram para a porta do bar. Minutos depois ouviram três tiros vindos lá do ribeirão. Estremeceram tentando imaginar o que estava se passando. Um dos curiosos exclamou;
– Nossa… O Sidraque matou fulano…
Continuaram olhando estupefatos e no minuto seguinte avistaram o larapio – agora assassino – subindo o pasto do outro lado do ribeirão, até sumir de vista, levando a arma do policial. Quando a vitima e curiosos chegaram à beira do ribeirão, lá estava o detetive Sidraque com três tiros no peito, inerte
A chuva que ao que parece dera uma pequena trégua suficiente apenas para o sempre resoluto policial cumprir seu destino, voltou a cair torrencialmente sob o seu corpo e os de dezenas de policiais que varreram cada palmo de Monte Sião naquele domingo de carnaval, à procura do ladrãozinho pé-de-couve. Ele não foi encontrado. Oito meses depois, quando cheguei à bucólica e rica Monte Sião, tentei desenterrar o assassino do policial. Mas, sozinho, como os demais colegas, não obtive êxito.
Nunca soubemos o que aconteceu entre o policial e o meliante naquela beira de ribeirão. Só o que se sabe é que o policial tinha uma pistola carregada na cinta e seguiu a lei ao pé da letra enquanto o meliante, na primeira chance que teve … preferiu matá-lo com sua própria arma. Morreu o policial… morreu um artista, um cidadão admirável. E deixou como herança uma pensão de – descontados assistência medica, contribuição de aposentadoria, intermináveis descontos de empréstimos bancários – R$ 480 reais na época. E deixou também um colchão de casal, dois de solteiro, um fogão, um guarda roupa, um teclado, seus tesouros Mirna de 9 e Misaque de 11 anos… e sonhos, melancolia e saudade.

Entrevista: O Delegado Regional de Pouso Alegre e seus desafios

        Ha quatro meses à frente da Delegacia Regional de Policia Civil de Pouso Alegre, o jovem delegado Flavio Tadeu Destro ja se tornou um pousoalegrense. Nesta entrevista para o Blog do Airton Chips ele fala um pouco dos desafios e metas da P.C., para prestar um bom atendimento à população, manter a criminalidade sob controle e combater o ‘cancer’ das drogas.

Airton Chips – Qual a maior dificuldade que o sr. encontrou ao assumir uma delegacia regional tão extensa, rica e populosa como a de Pouso Alegre com outras 34 cidades?

Delegado Regional – A Delegacia Regional de Pouso Alegre, justamente por atender 35 cidades, é a maior do Estado. São 14 sedes de comarca. Destas, apenas uma não possui Delegado de Polícia Titular. Gerir e administrar uma Regional deste porte exige dedicação em tempo integral. Todos os problemas, que não são poucos, toda demanda de pessoal, toda demanda de polícia judiciária e toda logística para fazer funcionar as Delegacias destas cidades são de responsabilidade do Delegado Regional. Por sorte, conto com o apoio e supervisão do Chefe do Departamento, Dr. João Eusébio Cruz, que foi meu antecessor na Regional e conhece muito bem os problemas da região, o que é fator facilitador para minha administração. Soma-se a esses fatores a grande área territorial que faz divisa com o Estado de São Paulo, o que necessariamente traz impactos nos índices de crimanalidade da região. Esses fatores, quando somados, nos dão a noção da complexidade que é estar à frente de uma Delegacia Regional como a de Pouso Alegre. Existem Departamentos de Polícia Civil espalhados pelo restante do Estado que são menores que a nossa Regional. Por conta de todos esses indicadores, não resta dúvida que estar como Delegado Regional em Pouso Alegre dará uma bagagem e experiência necessárias para continuar trilhando a carreira, para quem sabe, no futuro, almejar desafios ainda maiores.

A.Chips – Vimos Pouso Alegre crescer em todos os sentidos, inclusive em criminalidade. Temos no entanto, atualmente um indice muito baixo de crimes violentos, especialmente de homicidios – foram somente 9 no ano passado – A que o sr. credita este indice positivo?

F.T.D. – Ao trabalho realizado pelas Polícias Civil e Militar. Esta por prevenir. Àquela por investigar com afinco os casos de homicídio. Veja bem: a Polícia Civil é uma Polícia de exceção. Isso significa dizer que a regra é a não ocorrência de crimes através de efetiva prevenção, seja Policial ou social. Contudo, por mais que a prevenção seja eficiente, jamais ela conseguirá acabar com o crime. Isso é utópico. Mas sendo a prevenção policial ou social eficientes, o crime acontecerá em menor número. Como estamos falando em homicídio, quanto menor o número de casos maior a possibilidade de esclarecimento da autoria e materialidade, com o consequente julgamento dos autores pela justiça. O que temos experimentado em Pouso Alegre reflete exatamente isso, ou seja, como são poucos os casos de homicídios consumados, a Polícia Civil tem conseguido esclarecer 100% dos casos e com prisão dos autores. E essa sensação de efetiva punição do Estado é o que desencoraja os criminosos. Não posso deixar de reconhecer que o Poder Público em geral tem contribuído sobremaneira com esse baixo índice de crimes violentos, seja através da boa qualidade do ensino público e das demais políticas sociais, seja através do bom trabalho realizado pela Guarda Civil Municipal e também pela efetiva e eficaz atuação do Poder Judiciário e do Ministério Público em nossa Comarca.

A.Chips – O sr. Naturalmente conhece o projeto ‘48 horas’ implantado anteriormente em Pouso Alegre, com otimos resultados. No ano passado, com a carencia de pessoal e uma greve que durou mais de 70 dias, o projeto ficou meio esquecido. O sr. acredita no projeto e pretende reativá-lo?

D.Regional. – Sim, conheço esse projeto. Me lembro que no ano de 2010, quando ainda era Delegado Regional em Ouro Preto, em uma reunião de Chefes de Departamento e Delegados Regionais em Belo Horizonte, o então Chefe do 17º Departamento de Pouso Alegre, Dr. Carlos Eduardo Pinto, apresentou aos presentes o Projeto 48 horas. Confesso que fiquei impressionado com a qualidade do Projeto, mas principalmente pelos resultados obtidos. Recordo-me que no primeiro trimestre de 2010 nenhum caso de homicídio havia sido registrado em Pouso Alegre. Em situação normal, nenhuma cidade brasileira, com população semelhante a de Pouso Alegre, registraria índice zero de homicídio em espaço grande de tempo com esse. Mais importante que garantir a apuração de 100% dos casos, é não haver homicídio a se apurar. E esse Projeto fez exatamente isso: impediu, através da prevenção eficaz e também da apuração eficaz, a prática de delitos de homicídio. Para o sucesso do Projeto, contudo, há que se deslocar policiais em número suficiente para dar pronta resposta. Embora tenhamos efetivo reduzido, nada impede que esse Projeto volte a funcionar em sua plenitude. Devo registrar que mesmo com efetivo reduzido temos dado excelente resposta aos casos de homicídio que vem ocorrendo em nosso Município.

A.Chips – É publico e notorio que hoje mais da metade dos crimes em todos os quadrantes do país, esta relacionada a drogas. A equipe de combate ao trafico na cidade no entanto, está reduzidíssima, menor do que anos atras. O que o sr. planeja fazer para incrementar o combate ao trafico que cresce dia-a-dia?

D.Regional – A Polícia Investigativa, como é o caso da Polícia Civil, deve suprir sua carência de pessoal usando tecnologia. Estamos na segunda década do terceiro milênio e temos que utilizar os recursos tecnológicos disponíveis a nosso favor. Com o crescente aumento da população, crescem os problemas como desemprego, miséria, fome, o que fatalmente irá refletir na segurança pública. É muito difícil para o Estado contratar funcionários em número que imaginamos ser o ideal. São vários os obstáculos, como questões orçamentárias, Lei de Responsabilidade Fiscal, aposentadorias. O que precisamos é otimizar nossos recursos, colocando a tecnologia para fazer aquilo que demandaria vários servidores. Vivemos hoje a era da informática, da tecnologia de ponta. É impensável uma Polícia Investigativa que não faça uso desses recursos. O combate ao tráfico de drogas, por exemplo, deve ser feito com uso de recursos tecnológicos. O desafio da Polícia Investigativa é exatamente esse: realizar investigações mais eficazes em menor espaço de tempo, utilizando-se de mais tecnologia e menos policiais.

A.Chips – O setor de inteligencia da regional de P.Alegre tem sido muito eficiente e fundamental na apuração dos crimes, mas não sobram policiais para o trabalho de campo, para inibir o crime com a presença ostensiva. Como resolver isso?

D.Regional – Realizar policiamento ostensivo é atribuição da Polícia Militar. Os Policiais Civis continuam a realizar trabalho de campo como sempre fizeram. Só que o trabalho de campo realizado pela Polícia Civil não pode e não deve ser ostensivo, já que nossos policiais trabalham de forma velada. Após todo trabalho realizado, caso seja necessário, nossos policiais saem uniformizados em diligências, não com finalidade ostensiva, mas sim repressiva.

A.Chips – Pequenos roubos à estabelecimentos comerciais, praticados por motoqueiros, dificultando com o capacete, sua identificação, tem se tornado corriqueiros na cidade e região. O que a policia civil e a população podem fazer para evitar esses roubos e acabar com a farra destes assaltantes?

D.Regional – Estamos intensificando as investigações nos casos de roubos praticados nessas circunstâncias. Não pensem os bandidos que usando capacetes ou algo similar irão impedir a Polícia Civil de identificá-los. Não posso, por ora, citar as medidas que estamos adotando para identificá-los, tendo em vista o sigilo necessário para o sucesso das investigações. Logo teremos notícias sobre o encerramento desses trabalhos. Já em relação à população, pequenos hábitos podem ajudar a evitar esses roubos ou pelo menos diminuir sua incidência, como colocação de câmeras de vigilância, o que facilita a identificação dos bandidos, evitar manter nos estabelecimentos grande quantidade de dinheiro ou mesmo objetos de valor à vista de qualquer pessoa, e claro, a participação dos órgãos de segurança pública nesse processo, seja prevenindo o crime com policiamento ostensivo, seja identificando e prendendo os autores através do policiamento repressivo.

A.Chips – Visando cumprir a carga horária de 40 horas semanais prevista em lei, desde abril do ano passado não existe mais delegados de policia nos municípios e comarcas do Estado depois das 18h e finais de semana. A lavratura de flagrante de toda natureza tem sido feita nas delegacias regionais para onde são conduzidos todos os envolvidos no ilícito. Esta situação, que é prejudicial ao Estado e ao cidadão vai perdurar? Como o Sr. vê esta conjuntura?

D.Regional – Sim. A princípio isso deve continuar. Mas antes de falarmos sobre os plantões regionalizados, temos que saber os motivos que levou a sua implantação. Como todo e qualquer trabalhador, o Delegado de Polícia possui direitos e não apenas obrigações. Dentre seus direitos, existe aquele que lhe garante o descanso físico e psicológico após o trabalho diário de 8 horas, somando-se 40 horas de trabalho durante a semana. O que sempre foi de costume, era que Delegados lotados em Comarcas menores, portanto o único Delegado que atuava na cidade, após o expediente normal de trabalho, era acionado durante as madrugadas e finais de semana para atender as ocorrências que aportavam na Delegacia. Esse Delegado permanecia à disposição do Estado os 7 dias da semana e às 24 horas do dia. Ao invés de trabalhar 40 horas semanais conforme determina a lei, ele ficava à disposição por 168 horas durante a semana. Portanto, visando humanizar a atividade desenvolvida pelos Delegados, criaram-se os plantões regionalizados nas sedes de Delegacias Regionais, onde não mais se trabalha além das 40 horas semanais. Com isso, os horários que excedem essa carga normal de trabalho são compensados com folgas durante os expedientes. Esse é o motivo de algumas Delegacias não terem Delegados por um dia durante a semana. E isso também se aplica aos demais Policiais Civis, como Investigadores, Escrivães, Peritos e Médicos Legistas. É evidente que da forma como está a sociedade fica prejudicada. Tenho consciência disso e isso me incomoda muito, na medida em que não disponho de recursos para solucionar esse problema. Qualquer Delegado Regional do Estado que crie uma escala de plantão que ultrapasse às 40 horas semanais se sujeita a responder por improbidade administrativa com possibilidade de perda do cargo não de Regional, mas de Delegado de Polícia que é. Somente com concurso público visando à contratação de novos servidores é que essa situação poderá ser modificada.

Bem, agora que já conhecemos o profissional, vamos conhecer um pouco do cidadão Flavio Tadeu Destro.

* Estado civil – Casado
* Time do peito – São Paulo
* Prato predileto – Rodízio de carnes
* Melhor livro – Obras jurídicas em geral
* Melhor Filme – Os de comédia
* O que vê na TV – Esporte e notícias
* O que faz quando não “está” delegado – Trilha de moto, futebol, passeio com a família
* O que faria se não fosse policial – Se não fosse Delegado de Polícia seria advogado, mesmo porque sou inscrito na OAB
* Um fato marcante – nascimento das minhas filhas
* O que gostaria de ver – Saúde e educação públicas de qualidade.

Assaltantes americanos dançam em Ouro Fino

Eles caíram literalmente quando tentaram furar o bloqueio policial em Jacutinga, com uma bolsa cheia de jóias roubadas em Ouro Fino.
Ontem de manhã o garotão Wesley Macedo, morador da cidade paulista de Americana convidou o comparsa M.M.Luz para fazer uma ‘fita’ na terra do Menino da Porteira. Vieram numa motocicleta Honda CG 125, trazendo na mochila vazia um trabuco e uma faca. Chegaram cedo. Passaram o dia observando o movimento do centro da cidade, esperando o momento propicio para dar o bote. As cinco e meia da tarde bateram à porta da joalheria Raffine. Para desfrutar de atendimento vip e personalizado, baixaram as portas e ficaram à vontade. Amarraram as balconistas R.M.R. Fernandes e M.R.Simoes com fita adesiva, trancaram no banheiro e fizeram a festa. Jóias, folheados, relógios, tudo que coube numa mochila e retomaram a viagem de volta para Americana, há 140 km dali.
Quando conseguiram roer as fitas com os dentes as balconistas colocaram a boca no trombone e imediatamente o cerco da PM se fechou. Suspeitando que a dupla voltaria para casa pela MG 290, os homens da lei montaram barricada e ficaram esperando na entrada de Jacutinga. Como era de se esperar os assaltantes não entregaram facilmente o ouro para os bandidos, quero dizer, as jóias para a policia… Tentaram furar o cerco e a motoca e seus dois ocupantes foram se espatifar contra a viatura policial atravessada na estrada. Com eles estava a mochila de ouro, a faca e a pistola… de brinquedo, usadas no assalto.
O garotão M.M.Luz de 16 anos, que pela segunda vez se envolve num 157 foi feliz, quebrou apenas um braço. Seu comparsa Wesley Macedo, 20 anos, conhecido em Americana pela alcunha de “Fumaça”, sofreu múltiplas lesões. Ele está internado no hospital de Jacutinga em estado grave, com serio risco de morrer. Se o ladrão americano de joias, Wesley Fumaça, não virar cinzas, deverá assinar o 157 e levar vida de bijouterias no velho hotel Menino da Porteira…

Cinco quilos de maconha plantada na areia no Cidade Jardim…

A policia civil prendeu no inicio da tarde desta quinta o traficante Maycon da Silva Candido e com ele quase cinco quilos da erva marvada. Os homens da lei chegaram até o distribuidor de drogas no Cidade Jardim, com ajuda do seu maior aliado… o “amigo oculto da lei”. O amigo, no entanto, somente deu sua valiosa informação, para completar um serviço feito pela Policia Militar no ultimo sábado. Naquela ocasião os PMs, de posse de um Mandado de Prisão Temporária solicitado pelo Delegado Gilson Baldassari no primeiro dia do ano, prenderam Ronan da Silva Candido, irmão de Maycon e o encaminharam para o hotel do Juquinha. Ontem o “amigo oculto” ligou para a DP e sem saber o motivo da prisão de Ronan, disse em tom de troça;
– Vocês prenderam o cara errado…!!! O bandido lá é o Maycon. Ele tem mais de cinco quilos de maconha escondida na casa de um primo dele no outro quarteirão, perto de sua casa, para distribuir no carnaval…”.

Com as informações o Delegado Gilson Baldassari reuniu seus pupilos e foram tomar o café da tarde no Cidade Jardim.      Abordado quando tentava sair de casa pilotando uma motocicleta, Maycon se borrou todo e suou frio diante dos policiais. Nervoso, contraditório, sem conseguir tapar o sol com a peneira levou os detetives até a residência do primo G.F.S.Rodrigues há duas quadras dali, onde guardava a droga. Revirando um monte de areia no quintal, um a um os tijolos de maconha envoltos em papel alumínio foram aparecendo. Depois de assinar o 33 Maycon, de 22 anos, foi fazer companhia ao irmão mais novo no Hotel do Juquinha.
Ronan o moço preso no sábado, estava sendo procurado desde o apagar das luzes do ano passado. Segundo levantamentos do Delegado Gilson e seus agentes, ele é responsável pela morte do vizinho João Balaio na virada da noite do dia 30 de dezembro, com vários tiros no abdome. Apesar de ter sido preso por engano conforme disse o “amigo oculto da lei”, Ronan deverá se hospedar por muito mais tempo do que o irmão traficante no hotel do Juquinha.

Castelo construido na areia… tende a desabar…

Maycon da Silva Cândido

Vagalume quer apagar caloteiro em Borda da Mata

Numa abordagem de rotina no posto fiscal de Borda da Mata, a Policia Rodoviária Estadual flagrou o cidadão Fabio Augusto Casparino armado até os dentes. Ele levava na mochila um lustroso Taurus calibre 38 com cinco azeitonas no tambor e uma cartela extra com cinco balas da CBC. O técnico em eletrônica mora em Inconfidentes e trabalha numa empresa da capital do pijama. Como perdera o ônibus, viajava de carona com seu supervisor Raimundo Carlos Marcelino de Lima, em uma Parati.
Fabio alegou que comprou a arma há dois meses, de um desconhecido – claro – na cidade São Gonçalo do Sapucaí para se defender de ameaças de morte. Diz ele que saiu fugido de Casa Branca-SP, por causa de uma divida de R$ 30 mil reais e desde então tem recebido ameaças de um matador de aluguel conhecido por Vagalume.
Ainda que fosse ‘Dom Corleone’ que estivesse tentando ‘apagá-lo’, Fabio precisaria ter porte de arma para andar armado. Como não tem, o delegado de plantão providenciou 40 agentes armados de pistolas, escopetas e sub-metralhadoras para cuidar de sua segurança – depois que ele assinou o 14 e 16 da 10.826 – no Hotel do Juquinha…

Piloto mamado… dimdim no cofre do Estado

O artigo 306 do CTB bem que poderia ser chamado de “fonte emergencial de renda”, “captação rotineira de recursos” ou algo parecido. Precisou de uma grana extra, basta uma viatura policial parar numa sombra da beira da estrada, acenar para meia dúzia de veículos que passarem e ao menos um dos motoristas vai trocar as pernas, falar mole e jurar de pés juntos que bebeu apenas um copinho da loira gelada. Mas o sisudo bafômetro vai acusar que foi muito mais do que isso e o bom moço, ordeiro e trabalhador ou arruaceiro e perturbador vai sentar-se ao piano do delegado de plantão e ‘morrer’ em pelo menos um salário mínimo de fiança, além de ficar a pé. Pois é!!! Brasileiro não liga muito para leis…
O Sr. Adão Ribeiro Alves, 36 anos morador do bairro dos Fernandes – deve ser vizinho do meu compadre Benicio  – em Santa Rita do Sapucaí, trafegava pela Fernão Dias no seu fusca  branco, quando na altura do bairro Cruz Alta os patrulheiros ‘pediram pra parar, parou’. Os documentos estavam em ordem mas o hálito do Adão estava de matar!!! Os olhos? Parecia que ele havia comido pimenta… O ‘quatro’ com as pernas? Só se fosse sentado. 0,79 mg/l de álcool no sangue, segundo o medidor de teor alcoólico. Isso custou R$ 1.244 reais de fiança na DP de Pouso Alegre.
Muito mais abusado – para não dizer irresponsável – foi  o lavrador Vinício Carlos da Silva, 37 anos,morador do bairro Bom Jardim em Cachoeira de Minas. Ele passava pelo bairro Alto das Cruzes pilotando sua motoca quando foi convidado a parar numa blitz da policia militar. Além de não possuir habilitação para conduzir motos, Vinício estava mamadinho mamadinho. 0,95 mg/l de suco de gerereba no sangue – deve ser a Suindara envelhecida daquele alambique que fechou ali perto… Mais R$ 1.244 reais
Só nesta paradinha de ontem à noite o Estado arrecadou quatro salários, R$ 2.488 reais, sem falar das multas administrativas. Taí uma boa fonte de arrecadação de receita para o Estado que somente quem anda na contramão da lei vai reclamar…