Eles caíram literalmente quando tentaram furar o bloqueio policial em Jacutinga, com uma bolsa cheia de jóias roubadas em Ouro Fino.
Ontem de manhã o garotão Wesley Macedo, morador da cidade paulista de Americana convidou o comparsa M.M.Luz para fazer uma ‘fita’ na terra do Menino da Porteira. Vieram numa motocicleta Honda CG 125, trazendo na mochila vazia um trabuco e uma faca. Chegaram cedo. Passaram o dia observando o movimento do centro da cidade, esperando o momento propicio para dar o bote. As cinco e meia da tarde bateram à porta da joalheria Raffine. Para desfrutar de atendimento vip e personalizado, baixaram as portas e ficaram à vontade. Amarraram as balconistas R.M.R. Fernandes e M.R.Simoes com fita adesiva, trancaram no banheiro e fizeram a festa. Jóias, folheados, relógios, tudo que coube numa mochila e retomaram a viagem de volta para Americana, há 140 km dali.
Quando conseguiram roer as fitas com os dentes as balconistas colocaram a boca no trombone e imediatamente o cerco da PM se fechou. Suspeitando que a dupla voltaria para casa pela MG 290, os homens da lei montaram barricada e ficaram esperando na entrada de Jacutinga. Como era de se esperar os assaltantes não entregaram facilmente o ouro para os bandidos, quero dizer, as jóias para a policia… Tentaram furar o cerco e a motoca e seus dois ocupantes foram se espatifar contra a viatura policial atravessada na estrada. Com eles estava a mochila de ouro, a faca e a pistola… de brinquedo, usadas no assalto.
O garotão M.M.Luz de 16 anos, que pela segunda vez se envolve num 157 foi feliz, quebrou apenas um braço. Seu comparsa Wesley Macedo, 20 anos, conhecido em Americana pela alcunha de “Fumaça”, sofreu múltiplas lesões. Ele está internado no hospital de Jacutinga em estado grave, com serio risco de morrer. Se o ladrão americano de joias, Wesley Fumaça, não virar cinzas, deverá assinar o 157 e levar vida de bijouterias no velho hotel Menino da Porteira…
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Cinco quilos de maconha plantada na areia no Cidade Jardim…
A policia civil prendeu no inicio da tarde desta quinta o traficante Maycon da Silva Candido e com ele quase cinco quilos da erva marvada. Os homens da lei chegaram até o distribuidor de drogas no Cidade Jardim, com ajuda do seu maior aliado… o “amigo oculto da lei”. O amigo, no entanto, somente deu sua valiosa informação, para completar um serviço feito pela Policia Militar no ultimo sábado. Naquela ocasião os PMs, de posse de um Mandado de Prisão Temporária solicitado pelo Delegado Gilson Baldassari no primeiro dia do ano, prenderam Ronan da Silva Candido, irmão de Maycon e o encaminharam para o hotel do Juquinha. Ontem o “amigo oculto” ligou para a DP e sem saber o motivo da prisão de Ronan, disse em tom de troça;
– Vocês prenderam o cara errado…!!! O bandido lá é o Maycon. Ele tem mais de cinco quilos de maconha escondida na casa de um primo dele no outro quarteirão, perto de sua casa, para distribuir no carnaval…”.
Com as informações o Delegado Gilson Baldassari reuniu seus pupilos e foram tomar o café da tarde no Cidade Jardim. Abordado quando tentava sair de casa pilotando uma motocicleta, Maycon se borrou todo e suou frio diante dos policiais. Nervoso, contraditório, sem conseguir tapar o sol com a peneira levou os detetives até a residência do primo G.F.S.Rodrigues há duas quadras dali, onde guardava a droga. Revirando um monte de areia no quintal, um a um os tijolos de maconha envoltos em papel alumínio foram aparecendo. Depois de assinar o 33 Maycon, de 22 anos, foi fazer companhia ao irmão mais novo no Hotel do Juquinha.
Ronan o moço preso no sábado, estava sendo procurado desde o apagar das luzes do ano passado. Segundo levantamentos do Delegado Gilson e seus agentes, ele é responsável pela morte do vizinho João Balaio na virada da noite do dia 30 de dezembro, com vários tiros no abdome. Apesar de ter sido preso por engano conforme disse o “amigo oculto da lei”, Ronan deverá se hospedar por muito mais tempo do que o irmão traficante no hotel do Juquinha.
Castelo construido na areia… tende a desabar…
- Maycon da Silva Cândido
Vagalume quer apagar caloteiro em Borda da Mata
Numa abordagem de rotina no posto fiscal de Borda da Mata, a Policia Rodoviária Estadual flagrou o cidadão Fabio Augusto Casparino armado até os dentes. Ele levava na mochila um lustroso Taurus calibre 38 com cinco azeitonas no tambor e uma cartela extra com cinco balas da CBC. O técnico em eletrônica mora em Inconfidentes e trabalha numa empresa da capital do pijama. Como perdera o ônibus, viajava de carona com seu supervisor Raimundo Carlos Marcelino de Lima, em uma Parati.
Fabio alegou que comprou a arma há dois meses, de um desconhecido – claro – na cidade São Gonçalo do Sapucaí para se defender de ameaças de morte. Diz ele que saiu fugido de Casa Branca-SP, por causa de uma divida de R$ 30 mil reais e desde então tem recebido ameaças de um matador de aluguel conhecido por Vagalume.
Ainda que fosse ‘Dom Corleone’ que estivesse tentando ‘apagá-lo’, Fabio precisaria ter porte de arma para andar armado. Como não tem, o delegado de plantão providenciou 40 agentes armados de pistolas, escopetas e sub-metralhadoras para cuidar de sua segurança – depois que ele assinou o 14 e 16 da 10.826 – no Hotel do Juquinha…
Piloto mamado… dimdim no cofre do Estado
O artigo 306 do CTB bem que poderia ser chamado de “fonte emergencial de renda”, “captação rotineira de recursos” ou algo parecido. Precisou de uma grana extra, basta uma viatura policial parar numa sombra da beira da estrada, acenar para meia dúzia de veículos que passarem e ao menos um dos motoristas vai trocar as pernas, falar mole e jurar de pés juntos que bebeu apenas um copinho da loira gelada. Mas o sisudo bafômetro vai acusar que foi muito mais do que isso e o bom moço, ordeiro e trabalhador ou arruaceiro e perturbador vai sentar-se ao piano do delegado de plantão e ‘morrer’ em pelo menos um salário mínimo de fiança, além de ficar a pé. Pois é!!! Brasileiro não liga muito para leis…
O Sr. Adão Ribeiro Alves, 36 anos morador do bairro dos Fernandes – deve ser vizinho do meu compadre Benicio – em Santa Rita do Sapucaí, trafegava pela Fernão Dias no seu fusca branco, quando na altura do bairro Cruz Alta os patrulheiros ‘pediram pra parar, parou’. Os documentos estavam em ordem mas o hálito do Adão estava de matar!!! Os olhos? Parecia que ele havia comido pimenta… O ‘quatro’ com as pernas? Só se fosse sentado. 0,79 mg/l de álcool no sangue, segundo o medidor de teor alcoólico. Isso custou R$ 1.244 reais de fiança na DP de Pouso Alegre.
Muito mais abusado – para não dizer irresponsável – foi o lavrador Vinício Carlos da Silva, 37 anos,morador do bairro Bom Jardim em Cachoeira de Minas. Ele passava pelo bairro Alto das Cruzes pilotando sua motoca quando foi convidado a parar numa blitz da policia militar. Além de não possuir habilitação para conduzir motos, Vinício estava mamadinho mamadinho. 0,95 mg/l de suco de gerereba no sangue – deve ser a Suindara envelhecida daquele alambique que fechou ali perto… Mais R$ 1.244 reais
Só nesta paradinha de ontem à noite o Estado arrecadou quatro salários, R$ 2.488 reais, sem falar das multas administrativas. Taí uma boa fonte de arrecadação de receita para o Estado que somente quem anda na contramão da lei vai reclamar…
Chineladas em Heliodora levam padrasto para o xadrez
Com a “Lei da Palmada” ainda tramitando no Congresso Nacional, os “tapinhas de amor” já doeram no cidadão Jonai Cordeiro de Assunção, em Heliodora. Na verdade não foram tapinhas de amor, mas sim “chineladinhas furiosas” que ele desferiu no enteado R.A. da Silva.
O garoto de 9 anos estava deitado no sofá da sala e Jonai queria que ele ficasse sentado… O garoto recalcitrou e acabou recebendo chineladas nos braços e nas costas. E o pior é que ele estava com o braço engessado de uma fratura anterior… A mãe do menino foi chamada, chamou o Conselho Tutelar, pediu providencias e… Deu B.O.
Mais tarde dona Monica que vive há 7 anos com Jonai se arrependeu e quis retirar a queixa mas já era tarde. O garotinho com o lombo ardendo e a calcificação do braço interrompida foi parar no hospital regional de Pouso Alegre e o caso foi parar na DP. Jonai Cordeiro – que virou leão – tem um filho e três enteados com Monica e costuma corrigir a criançada na sola do chinelo. Desta vez sentou-se ao piano do delegado de plantão e assinou o 129.
Agora, ‘tapinha de amor’ dói sim senhor… em quem bate e em quem leva… Em Cordeiro-Leão doeu um salario minimo.
‘Caixeira de armazém’ roda com R$ 150 no sutiã
Antigamente – aliás, bem antigamente – quando eu era um pequerrucho lindo e loiro, de cabeça chata, descalço e calça curta lá no meu amado Coutinhos, e ouvia alguém dizer “fulano agora é caixeiro no armazém do sicrano”, eu ficava tentando entender o que era isso. Mais tarde entendi que caixeiro era aquele funcionário de confiança, que cuidava do caixa, do dim-dim do patrão… E o dinheiro era guardado na algibeira da calça larga de brim caqui, azul chumbo ou verde bosta de vaca.
O jovem Tadeu, um mulatinho espigado que se tornaria contador, advogado e comerciante de ‘peso’, foi um destes caixeiros do armazém do Geraldo Correia, na esquina da praça Com. Ferreira de Matos – meu antepassado – em Congonhal. Quanta confiança o patrão tinha no empregado!!! Quanta mudança para os dias atuais. Hoje ‘os’ caixas e ‘as’ caixas de supermercado, com tudo automatizado, trabalham vigiados por câmeras que acompanham todos seus movimentos – Por que será??
Pois é, mas nem toda vigilância evitou que a jovem “caixeira”, N.C.S.Brunorio, 20 anos – hoje chamada de “operadora de caixa” – caísse em tentação… Ela começou trabalhar no Baronesa no mes passado e desde então seu caixa tem apresentado pequenas diferenças… Sempre para menos. Preocupados com este ‘desnível de caixa’ que pode abalar a economia da mina de ouro do patrão, um encarregado fiscal passou a monitorar seus passos, quero dizer suas mãos leves. Ontem, através do famigerado “Big Brother” que somente a ‘caixeira’ não sabia que existia, ele viu quando ela separou duas notas, uma de 50 e outra de 100 e depois de olhar ressabiada de um lado para outro, dobrou e colocou no sutiã. Na hora de fechar o caixa N. foi convidada a tomar uma ‘cafezinho na gerencia’. De lá desceu para a DP, sentou-se ao piano e assinou o 155. Mas não deu o braço a torcer… Disse que o dinheiro era troco de um celular novo que havia comprado, mas que ainda estava na loja. Ainda bem que era cedo da noite e nenhum ‘boi dormiu’….!!!
…Saudade dos tempos do ‘caixeiro de armazém…’
João Grandão mata irmão com enxadão em Heliodora
O crime aconteceu no final da noite de ontem na pacata Heliodora, cidade de 5 mil habitantes, que homenageia a musa Barbara Heliodora, do inconfidente exilado Claudio Manoel da Costa. No meio de uma discussão fútil, como sempre, João Batista Carolino, conhecido por João Grandão, aplicou um golpe de enxadão na cabeça do irmão Roberto Carlos da Silva, de 42 anos. Ele foi levado com ferimento corto contuso para o hospital Samuel Libanio em P. Alegre e veio a falecer às seis da manhã desta sexta. Enquanto isso, o irmão valentão João Grandão dobrava a serra do cajuru.
Após golpear mortalmente e sem piedade o irmão mais velho, João Carolino perdeu a coragem de encarar os homens da lei e enfurnou-se num matagal próximo de sua casa. A policia foi chamada, e, conhecendo a fama do valentão, reuniu toda corporação da cidade, incluindo os policiais de folga e saiu na captura. João Grandão valentão, agora covardão, escondeu-se ali perto, numa casa em construção, mas foi localizado pelos abnegados homens da lei e recebeu as pulseiras de prata.
Ao sentar-se ao piano do delegado Gilson Baldassari, em Pouso Alegre no final da tarde desta sexta, o moço que costuma resolver suas pendengas na força bruta, teve a pachorra de dizer que apenas se defendeu, pois Roberto portava uma foice e se soubesse que o irmão havia morrido em virtude da enxadada, teria se entregado. Segundo ele e testemunhas do macabro crime, o trololó foi iniciado por causa de umas tabuas, que Roberto Carlos lhe devia.
Violência extrema por motivos fúteis não é novidade para João Grandão. Aliás, é sua marca registrada. O moço de fisionomia serena e tranqüila – como diria meu ex-caseiro Paulo da Silva – trás no peito um coração duro. João Carolino parece fazer valer o apelido e o porte físico. Ele já foi processado por tentativa de homicídio, estupro e diversas lesões corporais, quase gratuitas, contra os irmãos. Desta vez, o pote que tanto foi à fonte… voltou quebrado. João Carolino Grandão valentão sentou-se ao piano, assinou o 121 e foi se hospedar no hotel do Juquinha. Dificilmente ele verá a saudosa cidade dos meus amigos Chumbinho, Titó, Claudia Valeria, Nadia Louzada, Jose Damasceno e outros desportistas e o sol nascer redondo atras da serra de Natercia, antes de 2020…
Obs; Desculpe a demora, meus queridos leitores … é que mudei de casa e de cidade recentemente e minha internet Oi velox é leeeeeeenta para instalar e meu modem TIM pega somente onde e quando quer…
Madonna leva sua dona para o xilindró em Monte Sião
Ao separar-se do marido policial, há três anos em Monte Sião, a tricoteira Neidimar Gomes do Nascimento ganhou de presente uma cadela mestiça Pitt Bull, de cores branca e caramelo. Na época Neidimar morava no bairro Magioli e deixava a cachorra solta na rua, para evitar o stress. Estressados no entanto ficaram os vizinhos com os latidos e investidas da cadela mestiça.
Atendendo um abaixo assinado dos vizinhos preocupados com o show de Madonna, Neidimar foi chamada na chincha e sentou-se no banco dos réus. O homem da capa preta não prendeu Neidimar, mas determinou que ela prendesse a cadela e pagasse um salário mínimo a uma instituição de caridade. E foi benevolente… permitiu que ela pagasse em 5 prestações.
Para ficar livre do ‘presente de grego’ ganho do ex-marido, Neidimar imediatamente mandou Madonna cantar, quero dizer, latir em outro quintal. Atravessou o “Portal da Divisa”, cuja fita de inauguração presenciei o corte na noite de 30 de dezembro de 2004 – e foi morar no bairro dos Francos, na vizinha e bela Águas de Lindóia – Que saudade!!!
Como estava morando em outro Estado Neidimar, ‘esqueceu’ de pagar o restante das prestações pecuniárias determinadas pelo juiz … Mas o juiz não se esqueceu dela. Expediu Mandado de Prisão. No crepúsculo desta terça Neidimar voltava para casa na garupa do novo companheiro, quando avistaram uma blitz da PRE. O motoqueiro, sem carteira, acelerou fundo, furou o bloqueio e somente parou sua motoca Suzuki na porta lateral de uma viatura no outro lado da fronteira. Além de ter a mota apreendida e de ter que pagar pelos danos na viatura, o motoqueiro ficou sem a amasia. Neidimar recebeu pulseiras de prata e desceu no taxi do contribuinte para a delegacia regional de Pouso Alegre.
Tudo por causa do ‘show’ que Madonna branca e caramelo propiciava aos vizinhos no velho bairro Magioli…
Boiadeiro cai do cavalo com carteira fria
Israel Cirino, de 36 anos, mora há mais de vinte no bairro Recanto das Margaridas em Santa Rita do Sapucaí… Mas há cinco anos foi tirar carteira de motorista na cidade de Ferraz de Vasconcelos, nas rebarbas de São Paulo – Porque será??? – Chegou até mesmo a renovar a CNH sem problemas, no local de origem naturalmente…
O ‘probleminha’ surgiu ontem ao pé da noite quando ele conduzia sua S10 branca pela MG 173, próximo à Cachoeira de Minas. Quando os patrulheiros o pararam numa blitz de rotina e pediram os documentos, ele entregou sem medo. Mas… ela não consta no cadastro nacional de condutores. È fria, gelada, falsificada, comprada, sem valor. Só serve para o enquadramento no artigo 304 do CP.
Mas o boiadeiro não ficou á pé, não. Sua S10 branca foi apreendida mas ele desceu de carona no taxi amarelo e preto dos patrulheiros para a delegacia regional de Pouso Alegre. Cirino, que é tratador de bois se rodeio, caiu do cavalo…
Maria da Penha abraça mais um valentão…
Juarez Campos Silveira 36 e Claudia Vaz de Lima, 37 vivem ‘meio’ maritalmente há 18 anos… em casas separados. Tem dois filhos, de 12 e 14 anos mas neste período viveram sob o mesmo teto apenas 8 meses. Segundo ela, é para preservar a incompatibilidade de hábitos, pois Juarez é muito beberrão. Ontem no entanto, depois de mais um encontro com loira gelada, Juarez queria levar a morena Claudia para quatro paredes, na marra…
Mais uma vez se desentenderam. Juarez perdeu as estribeiras e passou a ameaçar a cara-metade – metade mesmo – dizendo que iria quebrar seu carro. Os homens da lei foram chamados e o casal desceu de Ouro Fino para Pouso Alegre para sentar ao piano do delegado de plantão e assinar o 147. Como não tinha os R$ 1.ooo mil reais para pagar a fiança, Juarez foi curtir a solidão do velho hotel Menino da Porteira. Ele está acostumado…

