Semana começa com roubos em Cambui

Pouso Alegre está há seis dias sem nenhum roubo… Mas na vizinha Cambui!!!

A pequena Cambui de 27 mil habitantes , às margens da Fernão Dias, por mais que lute e labute, não consegue ficar longe das páginas policiais! No final do dia desta segunda-feira, 06, aconteceu mais dois arroubos à mão armada na cidade. Se servir de alento, os assaltantes quase sempre são ‘de fora’!
O primeiro roubo da tarde aconteceu a um deposito de gás de cozinha no Jardim América. No momento em que o comerciante fazia o acerto com um cliente no escritório, tres guampudos encapuzados entraram, um deles portando uma pistola, tocando o terror. O da pistola se atrapalhou e acabou puxando o gatilho. A azeitona quente ricocheteou na parede e atingiu a perna da comerciante. Os bandidos dobraram a ‘Serra da Canguava’ levando celulares e três cheques de clientes.
O carro usado pelos ladrões, um GM Cruze, placas OPC-0580, é clone de outro registrado na cidade de São Jose da Varginha!


O segundo roubo aconteceu às nove e meia da manhã desta terça, 07. Tres guampudos, sendo dois atrás de trabucos entraram na loja “The Point” e fizeram a proposta de halloween:
– Gostosuras ou… Travessuras?
Sem esperar resposta o trio fez a limpeza dos caixa e dobrou a serra da Canguava em um Fiat Uno cinza com placas de São Paulo.
A policia militar foi chamada e saiu na sombra dos assaltantes paulistas. Enquanto seguiam pela Fernão Dias, os policiais de Cambui avisaram os co-irmãos de Camanducaia. No cesso norte da quase tricentenária cidade mantida pelo famoso distrito de Monte Verde, os policiais avistaram o Fiat Uno cinza e apontaram o trabuco. Enquanto o passageiro do Uno e deitava no chão avisando que tinha um trezoitão na cinta, o motorista do veiculo manteve uma mão para o alto e outra na cintura, segurando o 22 , até que o policiais encostaram o bacamarte na sua orelha.
João Carlos de Castro Souza, 25, o que relutou em se entregar e entregar o revolver calibre 22, e J.P.S., 17, o que tremeu e entregou logo o revolver calibre 38, saíram de São Paulo de manhazinha para cometer os assaltos em Cambui. Segundo o “dimenor”, na companhia de outro parceiro, que fugira num Fiat Palio, já havia assaltados outras duas lojas na cidade anteriormente.
João Carlos Castro de Souza assinou o 157 e deverá se hospedar no Velho Hotel de Extrema. O ‘dimenor’ J.P.S…. bem, o ‘menino’ só tem 17 anos! Não pode responder pelos seus crimes…!

Leia logo mais:Policia Civil prende assassino de policial

Uma boa noticia…

O ‘mês azul’ começou azul – na America do Sul – em Pouso Alegre, sem crimes violentos!

Quatro dias sem TV! Quatro dias em família, revisitando lugares e conhecendo novos, andando de bicicleta na maior cidade do país, no Parque Burle Max…! Melhor… hospedado na casa de um ‘vegano’, alimentando o que há de mais saudável! Quatro dias sem internet! Quadro dias sem ouvir e sem acessar notícias ruins. Quatro dias sem publicar notícias macambúzias!
Mas tudo que é bom tem fim – o que é ruim também! – por isso voltamos à realidade. E para surpresa, ela não é das piores. Ao menos cá em terras manduanas!
Nos primeiros dias do ‘mês azul’ Pouso Alegre não registrou um único crime violento. Não teve homicídio, não teve estupro, não teve roubo…! Nos cinco primeiros dias do ‘novembro azul’, tudo azul na América do Sul!
Aconteceram como de praxe, pequenos furtos, especialmente de ‘meninas dos olhos’.  Mas ficou nisso. Perto do vizinho ‘mês rosa’, onde aconteceram quatro assassinatos só em Pouso Alegre, 40% dos crimes capitais num só mês, novembro começou com o pé direito, obrigado! Que continue assim…

Leia logo mais: André do Prado caiu nas malhas da lei…

Morador de Pouso Alegre negocia com presidiário de Bangu I

Ele contratou um empréstimo de R$ 3 mil e pagou adiantado uma taxa de 400 reais.

O imbróglio aconteceu no final da manhã desta quarta-feira, Dias de todos os santos, no bairro Cidade Jardim! Precisando de dim-dim para acudir as contas, o industriário A.J.A.R. encontrou a solução para suas finanças em um site no Facebook.
Depois de passar copia de seus documentos pessoais e bancários e fazer o deposito na conta de uma tal de Beatriz A.S.Gonzaga, A.J. recebeu uma mensagem do suposto funcionário da financeira, que dizia…:
– Aê Mané… a parada é o seguinte: tô preso aqui na ‘penita’ de Bangu I! Sua grana já está com o ‘comando’, tá ligado? Agora tu tem duas ‘opção’… ou aceita ou então vamo usá seus dados como laranja, igual essa ‘mina’ aí! Vou te mandar os boletos pra tu pagar as parcelas do empréstimo…!

Será que não foi esse preso que aplicou o golpe no A.J.?


Para reforçar a ameaça, o meliante anexou à mensagem uma foto do interior do famoso presidio Carioca.
No futuro, muito provavelmente os documentos do industriário serão usados para novos golpes…!

Fim das investigações em Bom Repouso

Policia Civil prendeu os comparsas do vereador que matou o rival!

Ederson dos Santos, Mateus Espedito e Darnei Freitas


Desde o sumiço do mecânico Ederson Rabuske, no final da noite do dia 15 de outubro, a população e principalmente a namorada dele, Fernanda Caroline Brandão, sabiam que o vereador e xará, Ederson dos Santos, estava por trás do crime! Só não tinham as provas! Ele chegou a ser detido pela policia, mas jurou de pés juntos que era inocente.
Três dias depois, sabendo que não ficaria impune por muito tempo, o vereador se apresentou à policia, confessou o crime e levou a polícia ao local onde havia enterrado o corpo. E afirmou que cometera o crime sozinho!
Nem as crianças da creche acreditaram no vereador, muito menos a polícia. Para não ‘assustar’ os cumplices do assassinato, o delegado responsável pela investigação, Renato Mendes, evitou o quanto pode a imprensa. E quando não pode, falou apenas o necessário. E continuou investigando o caso até provar que o vereador não agiu sozinho.

Corroborou com a investigação, os levantamentos periciais feitos no local do encontro do cadáver e o laudo de necropsia do IML. Segundo a medica legista, Tatiana Telles e Koeler de Matos, as lesões encontradas no cadáver do mecânico, morto a tiros, sugerem que ele foi carregado, e não arrastado, por mais de uma pessoa, do local que recebeu os tiros letais até o local em que foi enterrado na beira do riacho.
Paralelamente às buscas pelas provas periciais, a polícia civil de Cambui, responsável pela investigação na Comarca, já havia interceptado conversas entre Ederson dos Santos, o ex-namorado inconformado, e seus cumplices, Mateus Espedito Damião Garcia e Darnei Ferreira de Freitas. A polícia captou a troca de áudios entre os assassinos durante a campana que eles fizeram no domingo à noite para surpreender e sequestrar o mecânico perto da casa de sua namorada, e a execução do crime, na fazenda Campo Alto, a 14 quilômetros da cidade.

Mateus


A prisão dos cumplices do hediondo assassinato, cometido pelo até então vereador e presidente da câmara municipal de Bom Repouso, aconteceu na madrugada desta quinta-feira, 26. Mateus Expedito foi preso na cidade de Ouro Fino. Era lá que ele estava mocosado desde antes do assassinato premeditado do mecânico gaúcho Ederson Rabuske. E não por acaso. Mateus vinha sendo investigado pela PC por outro homicídio cometido na mesma cidade de Bom Repouso, no dia 14 de agosto. – leia: Execução em Bom Repouso. Por conta deste homicídio apurado pela PC, Mateus estava com a prisão preventiva decretada pelo Homem da Capa Preta de Cambui.

Cesar Augusto Monteiro, Chefe do 17º Departamento da PC, André Corazza, Delegado Regional de Pouso Alegre, Renato Mendes, delegado da Comarca de Cambui: 100% de êxito na apuração do homicídio passional de Bom Repouso.


No momento da prisão, na cidade do Menino da Porteira, numa operação cercada de cautelas para o êxito da missão, Mateus foi surpreendido com um revólver calibre 38, abarrotado de balas, debaixo do travesseiro. Não teve tempo de usá-lo! No seu ‘muquifo’ havia também uma adolescente de 17 anos, o que lhe valeu, além do flagrante de porte de arma, o enquadramento no crime de Corrupção de Menores.
Quando do homicídio cometido pelo meliante Mateus Expedito no dia 14 de agosto, ele teve ajuda do amigo e então vereador Ederson dos Santos, que deu fuga para ele em um veículo Fox da prefeitura de Bom Repouso. A amizade entre o vereador e o bandido Mateus era antiga!
A prisão dos comparsas do assassino de Bom Repouso aconteceu graças a uma cartada – arriscada! – do sempre zeloso e atento delegado de Cambui, Renato Mendes, que não pediu a prisão preventiva do então vereador e, depois de colher sua confissão na semana passada, o liberou. Mas continuou monitorando seus passos, até que ele voltou a fazer contato com o cumplice Mateus, confirmando sua participação no crime e delatando seu esconderijo em Ouro Fino.
Darnei de Freitas, o terceiro cumplice no assassinato do mecânico gaúcho, foi preso na noite de quarta-feira, quando chegou de São Paulo, onde se mocosara desde o assassinato do dia 15. Ele voltou a bom Repouso para cometer um novo crime. Ele e o parceiro Mateus planejavam assaltar um produtor de morangos nesta sexta-feira, 27.
Com a prisão dos comparsas, o delegado pode enfim pedir, e, a mulher da capa preta da comarca de Cambui decretou a prisão temporária de Ederson dos Santos, o qual, um dia após confessar parcialmente o crime, havia renunciado ao mandato de vereador e consequente cargo de presidente da Câmara Municipal.
O trio de assassinos foi preso por conta do Mandado de Prisão temporária expedido pela justiça de Cambui, com validade para trinta dias, o que, inevitavelmente será convertido em Prisão Preventiva. Com isso, o ex-vereador e agora assassino Ederson dos Santos, o duplo homicida Mateus Espedito Damião Garcia – além dos homicídios de Bom Repouso, Mateus responde também por roubos em Jacutinga -, Darnei Ferreira de Freitas, estão hospedados no Hotel do Juquinha, em Pouso Alegre, onde deverão ficar até o julgamento do pelo assassinato do mecânico gaúcho Ederson Rabuske, cujo único crime foi se apaixonar pela ex-namorada do vereador. Cada um pode pegar até 30 anos de cadeia.

Ajude a Ivana a encontrar o 'seu' Papai Noel

Ele colocou um brilho especial nos seus olhos e manteve viva a magia do Natal…  11 anos atrás!

Foi você quem deu este cartão para a Ivana no Jardim Morumbi em Pouso Alegre, em 2006?

O Natal está chegando. Já podemos ver a longa barba branca – ainda que de mentirinha – dos papais noéis pelas ruas e Shoppings; Já ouvimos, ainda que discretamente, o meloso som da harpa anunciando a chegada do Natal; Já podemos sentir o cheirinho da leitoa ou do peru dourado sobre a mesa; o cheiro do vinho tinto suave… já podemos ver a mesa farta, rodeada de irmãos, sobrinhos, primos e o sorriso mateiro do velho pai na ponta da mesa, tentando esconder a felicidade de ver novamente a família reunida em sua casa; já podemos ver a impaciência das crianças empurrando o prato, loucas para rasgar o papel colorido daquele embrulho que está sobre a estante para ver se ganhou realmente o presente que pediu…!
É a magia do Natal que já bate à nossa porta…!
Mas nem todas as crianças poderão rasgar apreensivas o papel colorido e desembrulhar seu presente!
Muitos pais não poderão colocar esse brilho divino nos olhos dos seus filhos!
Mas você – que está lendo essa matéria – pode fazer uma criança feliz. Mesmo que por algumas horas… mesmo que seja só por ocasião deste Natal!
“Adote uma cartinha”! Aquela que uma criança deixou na agencia, ou aquela que a criança colocou pessoalmente na sua caixa de correio!
Foi através de uma pessoa sensível e bondosa, que queria fazer uma criança feliz, que os olhos da garotinha Iva Santos brilharam às vésperas do Natal de 2006. Ela tinha 11 anos e nunca esqueceu aquele gesto do “Papai Noel” do Jardim Jatobá, em Pouso Alegre. A generosidade daquela pessoa foi um incentivo para a Iva sonhar e correr atrás dos seus sonhos.
A Iva cresceu, se tornou uma bela mulher, universitária, que hoje busca sua realização pessoal e profissional, através dos estudos. E quer conhecer aquele Papai Noel que naquele dezembro de 2006 fizeram seus olhos brilharem, e mantiveram viva a magia do Natal.
Veja a mensagem que ela enviou ao Blog…
“Bom dia. Me chamo Ivana e atualmente moro em Mogi Mirim SP para cursar a faculdade. Na minha infância fui abençoada pela visita de pessoas especiais. E hoje desejo encontra-las para agradecer. Gostaria que se possível, você utilizasse da influência sobre a mídia para divulgar. Grata!
Iva
Bom dia!
É chegado a data das comemorações, Natal e festas de fim de ano.
Nesta época várias crianças são encantadas pela magia deste período e incentivadas a entrarem em contato com o Papai Noel para fazerem seus pedidos, já que se portaram bem pelo ano todo.
Em 2006, quando tinha 10 anos, eu passei por isso!
E hoje, 11 anos depois, quero, se possível conhecer os ajudantes que proporcionaram um momento tão especial à mim, sendo certamente um dos mais excepcionais da minha existência. Na época, inocente, eu agradeci, entretida com os presentes. Mas hoje, com maturidade e conhecimento, com o coração repleto de gratidão, gostaria de ficar face a face com as pessoas que proporcionaram isso a mim! Agradecer e dizer que isso foi um dos maiores incentivos para eu estar onde estou hoje, e moldar a minha personalidade. Dizer que hoje sou eu quem sigo o exemplo de solidariedade desta família.
Infelizmente se intitularam como Papai Noel para manter a tradição.
Mas me lembro bem de uma mulher acompanhada por um jovem se aproximarem de mim, na rua de casa no bairro Jatobá em Pouso Alegre, enquanto eu brincava. Em suas mãos carregavam um saco enorme transparente e dentro um conjunto completo de material escolar da moranguinho com muitas coisas! Mais perfeito do que uma criança imaginaria.
A única coisa que hoje restou e que guardo com carinho, talvez ajude na identificação é este cartão no qual anexo a história.
Portanto se você reconhece esta letra ou se recorda de um momento como esse, eu estou a sua procura. Reconheço que em 11 anos muita coisa pode mudar, mas o não já é nosso, não é verdade?!
Então ao pessoal, peço que me ajudem também!
A encontrar o Meu Anjo.
E espero que um depoimento como este incentive famílias a realizarem os sonhos dos mais carentes. Garanto que a maior gratidão fica para quem realiza . É surreal!
Agradeço desde já!”

Voce que presenteou a Ivana com este cartão há 11 anos, pode revê-la no seu perfil Iva Santos.

Agora a Ivana quer realizar outro sonho… Agradecer pessoalmente a pessoa que, sem saber, foi muito importante ma vida dela!

…Nós que já precisamos de binóculos para enxergar nossa infância, de tão distante que ela ficou, ainda podemos sentir aquela emoção doce, molhada, sem palavras, do Natal – como eu senti lendo a carta da Iva. Nós talvez não consigamos mais sentir a magia de ganhar um presente de Natal… Mas podemos sentir a emoção impagável de colocar um sorriso no rosto de uma criança!
Adote uma ‘cartinha’…

Os vendedores de fazenda da esquina da Catedral!

Eram cinco ou seis vendedores vendendo e comprando entre eles para fisgar os matutos…!

O casarão cheio de janelas na esquina, deu lugar ao Edifício Teixeira…!

Contar historias de Pouso Alegre é fácil… O difícil é escolher apenas uma história para contar! São Tantas.
Tem histórias da infância, histórias vividas, historias antigas, histórias que eu investiguei, histórias policiais…!
Essa é uma de meia idade, dos anos 1970… Uma historia pouco conhecida. É a historia dos “Vendedores de cortes de fazenda”!

No inicio da década de 70, o lugar mais perto que se achava roupas feitas para comprar, era na famosa Rua Maria Marcolina, no Braz, ou na Rua 13 de Maio, em São Paulo. Em Pouso Alegre, quem precisasse de roupa, tinha que comprar a ‘fazenda’ e levar às costureiras para fazer. Alfaiate só tinha o Keide, na Dr. Lisboa; o Gouveia, na Dom Nery; o Mario, na Com. Jose Garcia, e mais uns dois ou três que só faziam ternos e ainda assim, por encomenda!

Casas para comprar o tecido, a ‘fazenda’, não faltavam…
Tinha a Casa Senador, a Casas Pernambucanas, Casa Mendes, a ‘Cotonfil’ e tantas outras.

E tinha também os vendedores ambulantes de fazenda!
Eles faziam ponto na calçada da Praça Senador José Bento, naquele trechinho, entre a esquina da Afonso Pena e a Casa Morato.

Na época o Edifício Teixeira – construido no lugar onde fora o casarão do Senador Eduardo Amaral-, ainda estava na base. O terreno era cercado por um alto muro de tábuas.
Naquele trecho de calçada havia comerciantes de todo tipo…
Tinha o ‘Dito Seleiro’, cujos filhos vendiam selas, arreios, chibatas de couro, bainha de facões, etc.
Tinha vendedor de picolé ‘Milk Money’, com carrinho ambulante;
Tinha vendedor de panos de prato…

Eu era o vendedor de Raspadinha…! Aliás, fui o único garoto na história de Pouso Alegre a vender Raspadinha! E não é essa que vocês estão pensando, não…
Ficava quase na esquina da Afonso Pena, ao lado dos filhos do sorumbático Dito Seleiro, de olhos vermelhos!
No mesmo trecho, andando pra lá e pra cá, de acordo com a conveniência, ficavam os vendedores de fazenda…!
Tinha o Ze Maria, o Ze Gato, o Ze Bonitinho, o Josias, o Osvaldo, o Alicam…
Eu só soube o nome deles décadas depois nos clubes de carteados nas imediações do Mercado Municipal.
Eram uns seis ou sete ladinos, todos mancomunados entre si para ‘tomar’ o dinheiro dos capiaus que por ali passavam.
Era difícil escapar de suas artimanhas!

O golpe funcionava assim:

* Quando o capiau – cidadão geralmente usando calça caqui, camisa lisa ou listrada com a fralda por dentro da calça, chapéu e botina rústica de couro – passava, denotando que era ‘da roça’, geralmente trazendo a guaiaca recheada, um dos vendedores então se aproximava e oferecia o corte de tecido!
* Enquanto o vendedor tentava enrolar o cliente indeciso, outro companheiro passava de mãos vazias, parava, fingia se interessar pelo corte, dizia que estava muito barato e ‘comprava’ os tecidos…
* Incentivado pelo ‘comprador’, o capiau também acabava comprando alguns cortes…
* Às vezes, quando o capiau estava relutante em cair na tramoia, o vendedor propunha uma compra casada;
* – Olha, estes seis cortes a cinquenta cada um, dá 300… São os últimos que tenho… Se vocês juntos arrematarem o resto, eu faço tudo por duzentos cruzeiros… cem para cada um, quase metade do custo! – dizia ele… e fechava o negócio.
* O falso comprador então se afastava, ia tomar um cafezinho no mercado municipal ali perto, – ou uma dose de suco de gerereba! – e meia hora depois voltava para devolver os cortes e pegar seu dinheiro de volta!
E o ciclo recomeçava, com os personagens em papeis invertidos!

Os estelionatários do calçadão da Casa Morato ‘deram’ a manta em muitos capiaus ingênuos que por ali passaram ostentando seu embornal de lona cor de terra a tiracolo!

Eu tinha na época 12 anos de idade. Achava aquilo curioso, mas não sabia exatamente o que estava acontecendo.
Sim, mas, o que havia de mais em os camelôs usarem aquele ardil para vender o seu produto?
Bem… é que, se não fosse a ladainha do vendedor e principalmente do falso comprador, o matuto não compraria nada!
Além do mais, os cortes de tecido ‘empurrados’ na lábia goela abaixo do roceiro, eram da pior qualidade… Não valiam sequer um quinto do preço pelo qual eram vendidos!

Uma década depois, já na policia, eu entendi que, o que os vendedores de fazenda do calçadão da Casa Morato faziam, era uma modalidade de “Conto do Vigário”!

Décadas depois reencontrei os vendedores de fazenda nos clubes de carteados nas imediações do Mercado Municipal. Não eram tão velhos mas quase tinham vida desregrada. Hoje quase todos já morreram. Um deles, ironicamente eu levei agonizante para o pronto socorro numa quarta feira de 1992. Na segunda-feira seguinte eu soube que o baianinho Josias havia sido sepultado no sábado anterior!

Nenhum daqueles vendedores de fazenda, que passaram a ‘manta’ nos capiaus no “Calçadão da Casa Morato” nos anos 70, conseguiu comprar sequer um palmo de terra com o dinheiro ganho na venda fraudulenta de ‘cortes de fazenda’!

Tentativa de homicídio na Perimetral

“Irmão do Gilberto” recebe quatro golpes de faca nas costas… Tudo por causa de uma pedra bege fedorenta mal dividida!

Gilmar – ou seria o Gilberto? – saiu da Apac para comemorar o Dia das crianças, mas foi parar no hospital regional…!

O crime aconteceu no meio da tarde quente desta quarta-feira, 11, na Avenida Perimetral, no centro de Pouso Alegre. A vitima foi socorrida pelos “Anjos do Samu” e levada para o Hospital Regional Samuel Libânio.
A primeira versão do crime foi o próprio Gilmar Rodrigues de Oliveira quem contou aos policiais. Segundo ele, estava caminhando pela Perimetral quando de repente recebeu um golpe de faca nas costas e saiu correndo.
– Eu estava de costas quando recebi o primeiro golpe e saí correndo… Nem vi quem me deu as facadas – contou ele.
A segunda versão foi contada pela pivô da tentativa de homicídio, Rebecca Larissa Vigo, garota de programa. Elas e outros nóias foram abordados nas margens do Rio Mandú, onde se reúnem para fumar crack…:
– Foi sacanagem do Gilmar, doutor! Ele saiu da cadeia ontem e nós combinamos um programa no ‘terrão’… Em troca nós dois íamos fumar uma pedra juntos. Quando nós começamos queimar a pedra, ele tomou de mim pra queimar sozinho! Aí nós brigamos, ele tentou me jogar no rio, eu escapei dele e ele foi embora. Quando os meus amigos ficaram sabendo eles foram atrás dele, e o Paulistinha deu as facadas nele … – contou Rebeca.

Este é o interior da APAC, onde Gilmar vive há vários anos…


A terceira versão do crime deveria ser contada por Cleber Fernandes, 32, conhecido pelas alcunhas de Paulistinha ou “Demonio”, figurinha fácil da polícia de Cambui por crimes diversos, mas ele preferiu o silencio. E em silencio sentou ao piano, assinou o 121 c/c 14 do CP e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.
Gilmar Rodrigues de Oliveira, 42, também conhecido pelo epíteto de “Irmão do Gilberto”, havia saído da APAC na terça-feira,10, para comemorar o Dia das Crianças. Ele cumpre pena no regime semiaberto por furtos, uso de drogas e um homicídio cometido em 2009.

… Mas as vezes ele ganha uma ‘saidinha’, e passa uma semana em lugares assim, como o irmão Gilberto!


Devido à semelhança com o irmão gêmeo, Gilberto, que também leva um homicídio nas costas, eles, às vezes são confundidos pela policia. Numas das abordagens feitas pela PM na cracolândia do Rio Mandú, Gilmar disse que se chamava Gilberto… Até que o irmão Gilberto também foi detido, e ‘a casa caiu’!

Uma criança por um par de chinelos havaianas!

Você acha que conhece o Brasil? Acha que o perfil do brasileiro cá do rico Sudeste ou do Sul, é o mesmo do brasileiro do Nordeste? Então leia essa historinha simplesinha passada – aliás, que está se passando – no Piauí!


Jose de Ribamar Pereira Lima tem 52 anos. Ele cumpre pena de 18 anos, por estupro de menor de idade, na penitenciaria agrícola Major Cesar Oliveira, na cidade Altos, há 38 KM de Teresina, no Piauí. Foi lá que ele conheceu o lavrador Gilmar Francisco Gomes, 49, que também cumpriu pena de 8 anos por dois estupros de menores e atualmente está no regime aberto.
Jose Ribamar está no regime semiaberto e trabalha na horta da colônia agrícola. A lavoura é administrada pelos presos, que comercializam os produtos e, em época de colheita, contratam trabalhadores e pagam 20 reais por dia. É ele que decide quem deve contratar para trabalhar na colheita da colônia agrícola.
Gilmar e a esposa Sebastiana são alguns desses trabalhadores avulsos, que ganham 20 reais por dia. O sonho do Gilmar é ter um prego fixo na lavoura. Toda vez que Gilmar pede emprego fixo na horta da colônia, Jose Ribamar desconversa e diz que à noite, sente muita solidão na cela da cadeia.
No semana passada Gilmar e a mulher Sebastiana da Silva, a convite de Ribamar, foram trabalhar na irrigação da lavoura. E levaram com eles os filhos menores, um de 13 e outro e 9 anos. Em troca cada um ganhou um prato de comida.

À tarde, o menino mais velho perguntou à mãe se poderia dormir no presidio.
– Pra que menino – questionou Sebastiana.
Gilmar interveio e disse com veemência, que o garoto ficaria lá, já que Ribamar seu compadre se queixava de solidão. E ele ficou.
As duas da madrugada, durante uma inspeção de rotina, os agentes penitenciários encontraram o garoto de 13 anos na cela de Jose Ribamar!

O garotinho contou aos agentes, que à noite ficou vendo televisão, enquanto Ribamar ficou deitado na cama, de calção. Quando sentiu sono, também de calção, o menino deitou na cama ao lado de Ribamar.
Em depoimento na policia o adolescente contou que Ribamar lhe deu um par de sandálias havaianas de presente e havia prometido comprar um videogame e um celular no Dia das Crianças para ele e para o irmão mais novo.
O Ministério Publico do Piauí abriu um procedimento para investigar denúncias de que crianças e adolescentes entram e saem da Colônia Agrícola e muitas vezes dormem lá.
Repórteres de VEJA que estiveram no local, constataram que os portões do local ficam abertos o tempo todo, inclusive à noite, e que as alas das celas é separada da estrada que dá acesso ao prédio principal apenas por cercas de arame farpado, baixas.
O Conselho Tutelar do Piauí suspeita que Gilmar esteja oferecendo os filhos para passar a noite com presos na colônia agrícola, e pediu à justiça que tirasse os meninos da guarda da família.
“É muito triste, mas essas famílias lidam com a violência sexual sob outra ótica. Esse senhor, por exemplo, já estuprou duas mulheres. Todos seus filhos – incluindo outros quatro maiores de idade que moram em outra cidade – sabem disso e tratam o assunto como se fosse a coisa mais natural do mundo”, conta uma conselheira tutelar.
Na quarta-feira,04, por determinação da Vara da Infância e Juventude da Justiça do Piauí, Gilmar Gomes e Sebastiana perderam a guarda dos quatro filhos menores. Gilmar, que cumpria pena de estupro no regime aberto, teve a prisão preventiva decretada.
Veja abaixo o que disseram os pais, Gilmar e Sebastiana, ao repórter Ullisses Campbell, da revista VEJA.

“ Repórter: Porque os senhores deixaram o filho no presidio junto com um adulto que cumpre pena por estupro?
Gilmar: Ele pediu pra ficar lá.
Sebastiana: Ele não pediu. Você que insistiu (falando para o marido). Meu filho nem queria ficar lá. Nem eu queria deixar ele ficar. Quando eu estava chegando em casa, me deu um aperto no coração, mas não tinha como pegar ele de volta.

R.: Porquê?
Sebastiana: Fiquei com medo que o Ribamar fizesse algo com meu filho, que é muito magrinho e fraco. Mas não deu para eu voltar e comecei a chorar.

R.: A senhora acha que o Ribamar fez algo com o seu filho?
Sebastiana: O meu filho diz que não. Mas achei esquisito os dois estarem dormindo na mesma cama, com o meu filho vestindo só um short. Ele nunca dorme só de short. Acho que ainda ia acontecer alguma coisa, mas os agentes penitenciários impediram.

R. : Alguns dos seus filhos já haviam dormido no presidio?
Gilmar: Não, mas sempre tem criança trabalhando na lavoura e, como elas ficam lá até tarde, acabam dormindo por lá. Mas não acontece nada.
Sebastiana: Minha filha de 15 anos pediu para dormir lá uma vez, mas não deixamos.

R. : A policia suspeita que vocês deixaram o menino em troca de favores.
Gilmar: Isso não é verdade. O Ribamar dava as coisas pra minha família, mas não pedia nada em troca. Ele só queria ajudar.
Sebastiana: O Ribamar disse que queria que o menino dormisse lá porque ele se sentia muito sozinho à noite. Como ele sempre dava trabalho pra gente na lavoura da colônia agrícola, meu marido aceitou deixar o garoto lá. Ele prometeu nos dar emprego fixo na plantação.

R.: Em troca do que?
Gomes: Em troca da nossa amizade.

R.: Tem medo do que vai acontecer?
Sebastiana: A nossa vida desmoronou. Em uma semana tiraram os nossos filhos, nos acusaram de “vender” uma criança, tomaram nossa casa e agora estão dizendo que seremos presos.
Gomes: Se eu tiver que pagar pelo que fiz, pagarei.

R.: O senhor não sabia dos riscos que seu filho corria?
Gomes: Não, porque o Ribamar é meu compadre, como se fosse da família.

R.: Mas o Ribamar, assim como o senhor, tem condenação por estupro de menores.
Gomes: Eu não sabia disso. Nem sei se é verdade. Queria mesmo pedir perdão pelo que fiz e gostaria, se possível, que alguém me arrumasse um bom advogado. ”

E ele vai precisar…
Momentos depois dessa entrevista Gilmar Francisco Gomes recebeu as pulseiras de prata da lei e passou para o lado de dentro da grade! O seu ‘compadre’ também.

Eu não gostaria de tirar o foco social desta triste história, falando em política… Mas não posso me abster! Não posso deixar de colocar uma pulguinha atrás da orelha do leitor: daqui a exatamente um ano, eu, você, o Gilmar, a Sebastiana estaremos escolhendo nossos novos governantes!

Brincadeira de ‘criança grande’ em Heliodora

Dois amigos saíram pela cidade dirigindo uma caminhonete em alta velocidade, exibindo uma revolver pela janela!

 

Heliodora Centro

O imbróglio chegou ao conhecimento da Policia Militar no final da tarde deste domingo, 08. Segundo os amigos ocultos da lei, havia dois cidadãos em uma caminhonete Nissan Frontier preta, circulando pelas ruas da cidade em alta velocidade e com manobras arriscadas, colocando a vida dos transeuntes em perigo. Ainda segundo os informantes, o passageiro estava com o braço na janela da caminhonete exibindo uma arma de fogo.
A abordagem aos arruaceiros aconteceu na estrada vicinal que liga a histórica cidade que homenageia “Barbara bela do norte estrela, que o meu destino sabes guiar…” à vizinha Natercia. Rodrigo “Tiziu” Eugenio Lino dos Santos, 25, morador do centro de Heliodora e Bruno Gonçalves Vinci, 21, morador da zona rural de Lambari juraram de pés juntos que não estiveram praticando direção perigosa na cidade. E negaram também a exibição da arma de fogo. A arma, no entanto, – de brinquedo! – foi encontrada a poucos metros dos abordados, jogada próximo a uma cerca de arame.
Bruno & Rodrigo – nome de dupla sertaneja… desafinada! – desceram para o quartel da PM e sentaram ao piano do sargento.
Como os delitos de direção perigosa e ameaça se enquadram na Lei 9.099/95, eles assinaram um TCO e foram liberados. Mas voltaram para casa à pé, pois além de duas multas de transito, a caminhonete foi apreendida!
Segundo um morador local e leitor do Blog, depois de apreendida, a Nissam preta voltou a desfilar pela cidade… mas desta vez sobre o caminhão do guincho! enquanto a população aplaudia a policia pela rápida atuação…!

Gaeco faz faxina em Pouso Alegre

E apreende drogas, armas, veículos, celulares e prende 20 meliantes!

Tchurk ainda não havia acabado de cumprir sua pena de 11 anos relativa à ‘quadrilha da mara’… e voltou para o Hotel do Juquinha!

A operação batizada de “Nevoa II” foi desencadeada no alvorecer desta quinta-feira, 05 de outubro. Vinte meliantes que vinham sendo investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado) foram sacudidos dos braços de Morfeu para receber as pulseiras de prata.
A ação dos policiais militares e patrulheiros federais, coordenada pelo Ministério Publico, visando combater o tráfico de drogas na cidade, apreendeu 01 Kg de ‘pasta base’, 350 gramas de cocaína em pó, 153 barangas de farinha do capeta, 03 porções de pedra bege fedorenta, uma baranga de maconha, balanças de precisão. Além das drogas aprendeu também, 01 revolver calibre 38, R$ 1.791 em dinheiro, 06 aparelhos celulares, 01 rádio transceptor na frequência da PM, aparelhos eletrônicos e dois veículos. ‘Participaram’ da operação os cães farejadores e um helicóptero da PM.
Vinte meliantes, todos com mandados de prisão preventiva foram presos.
Entre os presos está Rodrigo Leonardo Inácio, o ‘Tchurk”, 30 anos. Tchurk é figurinha fácil no álbum da policia. Ele era um dos vinte e três integrantes da ‘quadrilha da Mara’, desbaratada pela Policia Civil em 2010. No ano seguinte Tchurk recebeu seu ‘prêmio’ pela participação na quadrilha: 11 anos e um mês de estadia gratuita no Hotel do Juquinha. Ao todo a quadrilha da Mara recebeu 225 anos de cana. Rodrigo Leonardo “Tchurk” Inacio, preso ao pezinho desta manhã, portanto, ainda não havia quitado seu debito com a sociedade.
Essa foi a segunda grande operação policial de combate à criminalidade em Pouso Alegre em menos se uma semana. Na sexta-feira passada, a PC ‘varreu’ a área do 17º Departamento de Policia Civil e prendeu 39 meliantes.