Em briga de marido & mulher, quem mete a colher… Leva faca!

Aldemir Luiz da Rocha, 45 e S.M.Tertuliano, tem um relacionamento, digamos… ‘colorido’, do tipo “tapas & beijos”… Ao pé da noite desta terça 30, eles trocaram farpas & espinhos e o relacionamento descambou para os ‘tapas’…

Jose Roberto Monteiro da Silva, que mora sob o mesmo teto que Aldemir, embora não tivesse nada a ver com a briga do casal, não podia deixar passar a oportunidade de exercitar o cavalheirismo… Tomou partido da amiga S.M…. E quase tomou também facadas. Aliás, alguns golpes acertaram seu peito e suas costas, de raspão. Depois de passar pelo pronto socorro com alguns arranhões no costado, o trio foi parar na delegacia.

S.M.Tertuliano, apesar dos arranhões dispensou os préstimos de “Maria da Penha”. Não quis processar Aldemir, mas Jose Roberto não deixou barato, representou contra o amigo!

Como o leitor já sabe o delito de lesão corporal, previsto no artigo 129 do Código Penal, tem um peso e duas medidas… Se a vitima é “mulher”, o valentão se enquadra na Lei 11.340 e vai em cana… Se a vitima é “homem”, o mesmo valentão se enquadra na Lei 9.099, tem audiência previamente agendada com o homem da capa preta, mas continua livre, leve e solto!

Assim sendo, Aldemir poderia voltar para casa no velho Aterrado e continuar seu destempero com a ‘namorada’ e o amigo, porém… Ele tinha em seu desfavor um mandado de prisão preventiva oriundo da Comarca de Borda da Mata, por descumprimento de intimação judicial!

Para garantir que Aldemir estará presente na próxima audiência, ele ficará hospedado no Hotel do Juquinha até o dia 24 de janeiro!

 

Policia Militar interagindo com a população…

20º BPM realiza o ACISO do Bairro São Geraldo

As Ações Cívico-Sociais ou ACISO são atividades realizadas pela Polícia Militar para prover assistência e auxílio a comunidades, desenvolvendo o espírito cívico e comunitário dos cidadãos, para resolver problemas imediatos e prementes.

O 20º Batalhão de Polícia Militar dentro das comemorações de seu Jubileu de Prata, “Aniversário de 30 anos de sua instalação na cidade de Pouso Alegre” realizou neste sábado, 27 de outubro, uma Ação Cívico Social para os moradores do Bairro São Geraldo, levando a comunidade local um ato de promoção de solidariedade, cidadania, paz social e segurança.

Participaram da Ação Cívico Social parceiros, amigos e órgãos envolvidos no Sistema de Defesa Social, que ocorreu na Policlínica Municipal do Bairro São Geraldo, onde as crianças se divertiram com os brinquedos, com os passeios nos cavalos utilizados pela cavalaria da PMMG, distribuíção de sorvetes, refrigerantes, pipoca doce, balas e pirulitos, além dos sorteios de cestas básicas, caixas de leite, vale gás e mochilas escolares. A comunidade contou com serviços de atendimento do Conselho Tutelar, corte de cabelos, dicas para cuidados com animais de estimação e orientações para com a saúde.


A Banda do 20º BPM, o grupo de escoteiros de Pouso Alegre e os mascotes “PM Amigo Legal”, e Dare, do Proerd, proporcionaram alegria e diversão aos participantes do evento.

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS
“237 anos construindo cidadania ao lado do povo mineiro”
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL DO 20º BPM

 

Aventuras e desventuras de Cirilo Bola Sete…

MENINOS QUE VI CRESCER

 

      Andando hoje pela manhã no charmoso calçadão do Leblon, Ipanena e Arpoador, lembrei – vejam só? – do Cirilo Bola Sete!!! Há dois anos, quando eu o entrevistei debaixo da conteira, defronte sua casa no velho Aterrado, ele contou que desfilou belo e faceiro por aqui…

O leitor que entrar no Aterrado, virar para ir ao Sesi e logo em seguida virar a esquerda, caminhar cerca de 150 metros em frente vai chegar a uma tripla encruzilhada. À da esquerda vai para o rancho da família do Marcilio Alves, a do centro leva à casa do desportista João Cavalo, a da direita leva a esquina fatídica, onde no dia 27 de novembro de 83 os irmãos Reanir de Lima mataram o detetive Marcos “Cabeçada” Alves da Silva com seu próprio revolver, após surpreende-lo de trás de uma cerca de taquara. Na encruzilhada da direita tem uma casa de blocos sem pintura, atrás de duas frondosas Conteiras ou Santa Bárbara. Uma cerca de alambrado mantêm fechada uma granja de patos, marrecos e galinhas mestiças. A casa antiga era mais aconchegante ou glamourosa. Tinha alpendre de frente para a encruzilhada, e durante toda sua existência teve duas cores: ora verde oliva, ora amarelo mostarda. A casa atual tem outra arquitetura, outra cor – blocos sem reboco – é cercada de alambrado, mas ocupa o mesmo espaço. Agora é preciso sentar-se no banco de concreto debaixo das conteiras do lado de fora do alambrado para observar o intenso movimento do trecho que se afunila na rua Cordeiro Olimpio. Foi ali que Cirilo nasceu e viveu quase metade de sua vida. A outra metade viveu nas cadeias e penitenciarias de Minas e de São Paulo ou nas ‘quebradas’, fugindo dos homens da lei.

Conheci o pai muito antes de conhecer o filho delinqüente. Luiz Pereira, o Bola Sete era um mulato claro de 1,68, ligeiramente obeso, pele lisa, rosto e quase todo o resto arredondado. Tinha prosa boa e sorriso fácil. Trabalhava de passador na alfaiataria do Keide na Dr. Lisboa, ao lado da joalheria do Piula, três pontos comerciais acima da sorveteria do Tião Bananeira. O apelido Bola Sete eu não sei de onde veio. Certamente se deve à predileção pela bola sete do bilhar que jogava muito bem no Bar Recreio. O fato é que o passador gorduchinho alegre e simpático, em 1976,77 já esboçava os primeiros sorrisos amargos. É que seu filhote Cirilo começava ensaiar os primeiros passos no crime, dando trombadas em garotos ou tomando na cara dura seus bonés ou objetos que eles levavam nas mãos. Bem mais tarde, já na década de 80, quando conheci o trombadinha, pude constatar que Bola Sete morria de vergonha toda vez que ficava sabendo de mais um delito cometido pelo filho. E já não eram mais trombadas. Aos dezessete anos Cirilo tinha quase o mesmo porte físico de hoje, porém muito mais ágil e forte. Furtos sorrateiros e roubos nas quebradas, atrás de uma faca tipo peixeira – naquele tempo não existia essa boiolagem de roubar com faca de cozinha, usava-se a famosa ‘lapiana’ numero nove tipo peixeira que impunha respeito – ou um revolverzinho 22 ou garruchinha velha de dois canos. Pistolas automáticas, Magnum 357 ou mesmo Taurus trezoitão só nas capitais paulista e carioca ou então se conseguisse arrombar a B.Pacheco e Cia.

Apesar de ter passado praticamente toda sua vida útil, de maneira inútil, por conta da justiça ou tentando fugir dela – só atrás das grades foram 19 anos – podemos dizer que Cirilo “se deu bem”. Sua algibeira nunca viu mais do que quatro ou cinco notas de 50, juntas, mas conseguiu sobreviver na prisão, pagar seu debito com a sociedade e hoje está limpo. Será…?

Tendo trabalhado fora de Pouso Alegre alguns anos e Cirilo pago cadeia em outras paragens, perdi de vista parte de suas façanhas e foi o próprio que as contou sentado no banco de concreto debaixo das Conteiras na encruzilhada da Cordeiro Olimpio, defronte sua casa no velho Aterrado. Mas voltemos aos anos 80, quando a nova safra de detetives chegou a Pouso Alegre. Adair, Pingüim, Barbosinha, Valim, Dorigatti, que ‘eram da terra’ e Romeuzinho, Luiz Neves, Munhoz, Paixão, Beijinho, Lobão, depois Pradinho, Tiãosinho, Batista, Faria, que fincaram raízes na terra do Mandu e outros que deixando marcas ou não foram embora. Não são apenas nomes, são policiais que destacaram Pouso Alegre no mapa do combate à criminalidade, desvendando crimes e prendendo meliantes destas e de outras plagas que aqui aportavam.

Até o final daquela década o “modus operandi” da policia civil era bem diferente. A policia conhecia todos os meliantes da cidade e sabia o que cada um andava aprontando. Meliante fichado na policia circulando nas madrugadas desertas…

Para continuar a ler essa historia, adquira o livro “Meninos que vi crescer”.

 

Mais de 200 passarinhos indo embora… de Bora…

Você tem pena de passarinhos presos em gaiolas?

        E se eles estiverem presos dentro de caixas de leite longa vida, no porta malas de um carro, fazendo uma viagem de 280 quilômetros?

        Pois acredite… Isso estava acontecendo!!!

        Pior… dezenas deles foram atropelados dentro das caixas, sem poder voar…!!!

Durante abordagem de rotina – aliás, elas estão acontecendo a qualquer hora do dia ou da noite, no posto de fiscalização no bairro do Cervo, desde que ele foi instalado – os patrulheiros estaduais depararam com uma debandada de pássaros silvestres indo pousar em outros galhos. O problema é que as avezinhas não estavam viajando livres leves e soltas pela noite morna… Elas viajavam jururús, suadas, sufocadas em pequenas caixas vazias de leite tipo longa vida e alguns alçapões de madeira. As caixas com dois ou três furos para respirar e as gaiolinhas estavam no interior e no porta malas do veiculo VW Bora, placas DEA-4312- São Paulo, conduzido por Clovis Ferreira Conceição. E a viagem seria longa… de Machado à Embu, na grande São Paulo.

Clovis, 47 e o comparsa Jaime Raimnudo Silva, 45 anos, contaram que os Canarinhos do Reino, Coleirinhas e Trinca Ferro haviam sido adquiridos do caçador conhecido por “Lequinho”, nos arredores de Machado, ao preço médio de 3,50 as Coleirinhas e Canarinhos e entre 20 e 30 reais os Trinca Ferro. Segundo os traficantes de pássaros, eles seriam revendidos em Embu com lucro de 5 a 10 reais cada um.

A maldade com os inocentes músicos da natureza tinha ainda um capitulo ainda mais cruel. Ao constatar o crime ambiental, os patrulheiros seguraram os documentos e ordenaram que os traficantes os seguissem conduzindo o próprio Bora até a delegacia regional de Pouso Alegre. Quando lá chegaram, o carro estava vazio. Quase todas as caixas de leite com as avezinhas haviam sido jogadas na estrada!!!

Os patrulheiros voltaram pelo mesmo caminho à procura da prova do crime, pois cada pássaro apreendido equivale uma multa de quinhentos reais. Encontraram boa parte das caixas de passarinhos jogadas na pista… Esmagadas pelos carros que passaram logo depois!!!

O diretor do IBAMA em Pouso Alegre, Fernando Bonilo, além de socorrer as avezinhas sobreviventes e soltá-las ao seu habitat natural, pediu o deposito judicial federal do veiculo usado no crime.

O que sobrou de pássaros sem esmagar, custou aos cruéis traficantes de aves R$ 74 mil reais e o veiculo Bora que os transportava.

Achei pouco…!

Estuprou a cadela … depois matou-a a pauladas!!!

Não, meus estimados leitores, não estou injuriando a vitima de estupro, chamando-a de ‘cadela’… O sujeito estuprou a cachorra de estimação e depois matou o animalzinho!!!

O crime chocou a população e provocou náuseas até nos policiais militares da pequenina Itapeva, cortada ao meio pela Fernão Dias, entre Camanducaia e Extrema, quando atenderam o B.O. no final da tarde desta quinta.        Ao chegar à residência do cidadão Francisco Domingos, sua esposa contou que ele havia estuprado a cadelinha “Layla” e depois matado o bicho com cinco pauladas.

O crime de estupro, teria sido presenciado pelo filho do casal, de 5 anos. Ao ser questionado pela esposa, Francisco Domingos, o Chico Mel, de 64 anos, negou o nojento crime e passou a bater no animal como se ele tivesse culpa, até matá-lo;

– Ele deu cinco pauladas na cabeça da cachorrra, na nossa frente e depois jogou o corpo no mato – Contou indignada dona Regina.

Chico Mel jurou de pés juntos que não cometeu ‘doçuras’ com a cadela. Mas admitiu ter ficado nervoso com as acusações e ter matado a cahorrinha de estimação do filho, à pauladas.

O ‘cahorricida’ sentou ao piano da delegada Stella Reis na Regional de Pouso Alegre e assinou o 233 do Código Penal – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público – e o Art. 32 da Lei 9605 – Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Somados os crimes, ele pode pegar de 6 meses a 2 anos de cadeia. O prejuízo para o garotinho que presenciou o estupro e o assassinato de “Layla” pode ser maior. Ele foi encaminhado pelo Conselho Tutelar de Itapeva para avaliação psicológica!!!

 

*** Esta noite teve mais crime ambiental… Aguarde!

 

Do ‘Crem’ para o Hotel do Juquinha

Sebastião Alves Maia, motorista da ‘Trans Tassi’, de Poços de Caldas, passava por Pouso Alegre, com seu caminhão carregado de oxigênio, quando resolveu parar para descansar. Procurou um lugar seguro. Estacionou o bruto ao lado do terminal rodoviário, onde há movimentação de pessoas, veículos e policiais durante toda a noite e entregou-se às caricias de Morfeu em um hotel ali perto. Acordou às sete e meia da manha com batidas na porta do quarto. Era a policia…!

Apesar da sisudez do trabalho e da hora ainda tão pequena do dia, os policiais gastaram o bom humor…

– O senhor é o motorista do caminhão de “Air Liquide” que está estacionado lá fora? – Perguntaram.

-Sim. Aconteceu alguma coisa…?

– Temos duas noticias… Uma boa e uma ruim! Qual você quer primeiro?

Com olhar perscrutador, tentando adivinhar o que acontecera, Sebastião balbuciou…;

– A ruim primeiro, né!

– Arrombaram seu caminhão e furtaram seus pertences!

– … E ainda tem noticia boa? – Emendou Sebastião.

-… Já prendemos o ladrão e recuperamos os objetos roubados !

O furto acontecera às 05:40h da manhã. Enquanto Sebastião Alves dormia, o garotão Jeferson Luiz Maciel arrombou o caminhão e furtou do seu interior uma impressora com coletor para emissão de nota fiscal, uma caixa de ferramentas, equipamentos de segurança e uma mala de roupas.

Não se importando com os olhares dos passantes à meia luz da aurora, Jeferson se afastou de fininho do caminhão, mas não foi longe. Um dos ‘olhares’ indignados digitou 190 e ele caiu nas malhas da lei dois quarteirões adiante, antes que a res furtiva virasse ‘brita’ numa boca qualquer do velho aterrado.

Antonio A. Maia, 47 anos, morador da bela Passos, a cidade mais violenta do Estado, recuperou seus objetos antes de saber que eles haviam sido furtados e pôde seguir viagem… atrasado!

E o larapio Jeferson Luiz???

Bem, toda moeda tem dois lados…

Quando eu lhe perguntei seu endereço, encostado no canto da cela correcional, Jeferson baixou a cabeça e só depois de uma eternidade respondeu, reticente, já com voz tremula;

– Moro na rua…

– Você não tem família, casa…?

– Tenho mãe, mas não tem jeito, não… Eu fui abandonado quando tinha dois anos, eu e meu irmão maior fomos deixados no CREM… Minha mãe foi expulsa da cidade…

– Expulsa? Porquê?

– Tentativa de homicídio… Eu cresci no CREM até os 15 anos. Aí fui pra rua. Conheci as drogas, furto… Fui internado na clinica em Itamonte. Chequei a ser monitor do grupo, líder de albergue… Mas não podia ficar lá mais de um ano… Voltei p’ra rua e ‘inferpei’ no crack. Roubei o caminhão do ‘coroa’ p’ra trocar por pedra…

Quando perguntei do irmão, o garotão que minutos atrás tinha cara de mau, deixou cair a mascara de vez, desandou a chorar… viajou no tempo!

– O meu irmão..? Eu queria ter a sorte dele! Ele foi adotado, casou, tem emprego, tem mulher, casa, filho…

– Mas sua mãe não aceita você de volta?

– Ela mora na rua Projetada, no Aterrado. Faz poucos meses que ela saiu da cadeia… trafico de drogas. Conheci ela quando tinha 16 anos… Sem chance!

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… Depois de assinar seu primeiro 155 – segundo ele – Jeferson Luiz Maciel – que diz ser filho de Sandra Maciel dos Santos – recebeu amparo social… Vai morar no Hotel do Juquinha!

Rafael Pistolinha… foi preso na matinha!

Na Vila Santa Cruz, na cidade de Cambuí existe um local denominado “Matinha Municipal”. É o local ideal para a pratica de atos ilícitos tais como fumar maconha, queimar crack, enterrar, desenterrar e embalar drogas e outros crimes. Se a policia aparecer, é só dispensar a prova do crime e se enfurnar no mato. Mesmo que seja preso… sem provas não há crime!

Foi o que pensava Rafael da Silva Lambert, o Rafael Pistolinha, até ontem à tarde. Depois de receber dezenas de informações amigos ocultos da lei de que traficantes e viciados usavam o local para usar e ‘endolar’ drogas, o sargento Clestian e o cabo Ângelo foram checar as informações. Entraram cada um por uma extremidade da ‘matinha’. De longe viram Rafael Pistolinha sentado belo e formoso em um toco de arvore, com uma lamina na mão cortando pedra bege fedorenta e embalando em pequenos pedaços de plástico e alumínio.

Quando se aproximou do ‘toco’ e informou Rafael que ele estava preso por trafico de drogas, ele respondeu:

– Então me pegue…!!!

E saiu correndo, jogando a droga e embalagens para o alto. Clestian bem que tentou segurar o traficante pelo pescoço, mas ele parecia bagre ensaboado. Conseguiu fugir!  O que ele não sabia é que estava correndo justamente na direção do outro policial. Segundos depois, antes de sair da ‘matinha’, Pistolinha parou diante da pistolona do cabo Ângelo. Dali para o piano do delegado de plantão na regional.

As drogas atiradas no mato não foram encontradas, mas os petrechos de trafico apreendidos ao pé do toco foram suficientes para enquadrar Pistolinha no 33. Ele negou que tivesse algum envolvimento com drogas…

– Eu ‘tava na ‘matinha’ procurando meu cavalo! Não reconheci o sargento, pensei que ele fosse um assaltante, por isso saí correndo – Disse Pistolinha, na mais lisa cara de pau…!!!

O jovem Rafael Pistolinha, que foi se hospedar no Hotel da Cel. Lambert, conhece vários artigos do código penal, 138, 147, 155,  12 e 16 da charmosa Lei 6368, desde os vinte anos…

Se alguém vir algum tatu, lontra, lebre, gambá ou  outro bicho sair da ‘matinha’ meio doidão, não se preocupe! Não precisa chamar o veterinário… É só esperar algumas horas que o efeito da pedra bege fedorenta ou na erva marvada, passa…!

Passos chega a 24 homicídios em 2012… Metade do ano passado!

Dos 48 assassinatos ocorridos na bela Passos no ano passado, metade das vitimas era do bairro Novo Horizonte, quase todos envolvidos com trafico de drogas e outros crimes. Os homicídios agora estão acontecendo no bairro da Penha… O ultimo aconteceu na virada da noite de domingo, depois de uma trégua de apenas 5 dias.

Valter Alves do Santos conheceu seus algozes na rua em que morava e correu para casa tentando salvar a pele, mas não conseguiu escapar. Os executores permitiram apenas que ele chegasse até a porta de casa, para não atingir nenhum inocente. Quando ele colocou o pé na soleira da porta, recebeu a descarga de duas “ponto 40”… Foram mais de vinte disparos das armas de grosso calibre, de uso restrito das formas armadas. Só o legista poderá afirmar com precisão quantas azeitonas se cravaram no corpo do jovem de 20 anos.

O crime da antiga Rua do Valinho – segundo da semana – foi uma típica execução ordenada por desafetos da vida do crime. A ordem partiu de dentro da cadeia, de onde Valter saíra em março do ano passado. O motivo, segundo levantamentos iniciais, é que Valter teria agredido uma senhora na rua, mãe de um preso, crime de pena capital entre bandidos.

O assassinato de Valter Alves dos Santos Mendes, no domingo, foi o 24º do ano em Passos. Em Pouso Alegre 8 cidadãos foram assassinados até o momento. Apenas 2 tinham envolvimento com crimes!

Perseguição e tiros no Jardim Yara

           Como é fácil furtar uma motocicleta…!!!

 

          Como de habito, o atleta Marcos Vinicius Pessanha, morador do velho Aterrado, parou sua motoca Honda Twister vermelha na porta da Quadra do Orlando, no Costa Rios, às oito da noite e foi lá dentro disputar uma pelada com os amigos. Quando saiu lá fora às nove e meia da noite, para voltar para casa… não achou nem o vento da Twister!!! O garotão W.F.D.Neto, 15 anos, que conhecia seus hábitos, havia ‘mixado’ a motocicleta e estava desfilando belo e formoso com ela cidade afora…

Mas Marcos estava com sorte. Antes que ele arrancasse os cabelos, recebeu um telefonema da policia militar… Haviam recuperado sua moto furtada!

Ao perceber um garotão com pinta de somongó circulando pela Dr. Lisboa na motoca vermelha com pinta de ‘cabrito’, os homens da lei tentaram a abordagem. O motoqueiro arisco acelerou e entrou pela Perimetral em alta velocidade. Na altura do Jardim Yara, com os policiais fungando no seu cangote, topou com outra viatura que vinha em sentido contrario, se atrapalhou e se espatifou no chão. Como erva ruim geada não mata, o pequeno meliante levantou-se e tentou dobrar a serra do cajuru, a pé pelas ruas do Yara. Enquanto a viatura contornava o canteiro, um policial seguiu sua sombra, à pé. Numa esquina, prestes a cair nas malhas da lei, o garoto parou e fez menção de sacar uma arma… Por garantia o policial que já trazia o trabuco na mão, abriu fogo! Errou o alvo e o ladrão de moto continuou sua fuga. Ao tentar pular uma grade na Rua dos Gradiolos, finalmente enroscou-se nas malhas da lei.

O objeto que o garoto fez menção de sacar era na verdade uma “mixa”… uma chave falsa, feita com metade de uma tesourinha de cabo azul. Foi com ela que ele conseguiu ligar a motoca do Marcos Vinicius enquanto ele jogava futebol no Costa Rios!

Marcos Vinicius, o atleta de peladas recuperou sua Twister quase intacta. O delinqüente de 15 anos, morador da Antonio Pereira Sobrinho, no velho Aterrado, recebeu apenas um puxão de orelha, pois é “dimenor” e voltou para casa de braços dados com a mãe… à pé!

… E você meu estimado leitor, já sabe! Se perder a chave de casa, do carro ou da moto, chame o W.F.D.Neto… Em menos de um minuto ele abre para você! Com metade de uma tesoura de cabo azul…

Daniel Alexsandro inaugura “paredão” do Bretas…

Outro dia ouvi uma pessoa dizer que todo estabelecimento comercial de grande porte contabiliza 5% do seu faturamento como “perdas & danos”… pequenos furtos praticados por larápios sorrateiros que levam pequenos objetos na bolsa ou na cueca sem pagar. Será?

O recém inaugurado Supermercado Bretas, na Perimetral inaugurou seu departamento de perdas e danos na ultima sexta à tarde.

 

Daniel Alexsandro Mello Firmiano, 19 anos, morador do velho Aterrado, desfilou belo e sorrateiro pelo novíssimo supermercado – que de novo só tem mesmo as instalações, pois os preços são velhos como os demais da cidade – e em dado momento escolheu o produto que ia levar… mas pretendia levar na conta do ‘abreu’… se ele não pagar, nem eu!!!

Enquanto desfilava pelos corredores namorando as gôndolas, seus passos eram atentamente seguidos pelo chefe da segurança. Para evitar constrangimentos, o funcionário foi esperar Alexsandro lá fora, no estacionamento. Quando o jovem big brother saiu, recebeu o clássico convite;

– Queira acompanhar-me até a gerencia, por favor?

Querer Alexsandro não queria, mas como recusar um convite tão gentil!!!

Ainda bem que o segurança estava atento e evitou o furto pois o prejuízo seria grande!!! Alexsandro levava na cueca um aparelho Prestobarba Bozano e cinco lâminas!!! Quase R$ 9 reais…!

Isso lhe custou R$ 622 reais de fiança. Como não tinha tanto dinheiro assim na algibeira, foi se hospedar por conta do contribuinte no Hotel do Juquinha.

Está inaugurado o ‘paredão’ do Bretas…!