Simplorio & Finorio vendem bilhete premiado em Pouso Alegre

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Seu Juca, 61 anos, morador lá das bandas da serra de Espirito Santo do Dourado, conheceu Simplório no final da manhã desta segunda, 25. Cruzava ele a Herculano Cobra com Adolfo Olinto, na esquina do correio, saindo da casa lotérica, quando Simplório, moreno claro, baixo, gordo, com aparência de baiano, cerca de 40 anos se aproximou e puxou prosa com ar humiiilllde, quase santo…

– Seu moço, será que o sr. pode me ajudá? Eu tô com um bilhete de loteria aqui na ‘gibeira’, minha mulé falou que tá premiado… O sr. conhece por aqui uma casa lotérica que possa confirmar isso pra mim…?

Antes que o agricultor, plantador de banana, moço bom e honrado, dissesse alguma palavra, apareceu Finório…! Sujeito maduro, alto, claro, bem vestido, boa prosa. Foi logo se desculpando por entrar na conversa…

– Desculpe senhores, eu não pude deixar de ouvir a conversa de vocês… O sr. disse que tem um bilhete premiado? Pelo amor de Deus, fala baixo… Essa cidade está cheia de ladrões! Se alguém escuta isso toma o bilhete do sr.! Chega pra cá… Eu sou cambista, deixa eu conferir…

E foi logo abrindo uma maletinha que trazia consigo, tirando um pacote de bilhetes, impressos de loteria, anotações e sem dar tempo a Simplório e a Juca,  pegou um folheto e emendou…

– Está aqui, este são os últimos números sorteados da Quina… vamos conferir… Seu Juca, por favor, eu digo os números que deu e o sr. confere no bilhete do Simplório… Anota aí… 24… 47… 13… 31 e…50…

Simplório com os olhos grudados no papel na mão do plantador de bananas solta um grito e imediatamente tapa a boca com a mão…

– A Maria tinha, razão, tô rico… Agora ‘vamo’ ‘pode’ compra nossa casinha! Vou trocá a bicicleta…

– Pela amor de Deus, disfarça Sr. Simplório! Quer ser assaltado antes de receber o premio? Eu vou ajuda-lo a receber… Vou leva-lo à agencia da Caixa Econômica Federal antes que alguém tome o seu bilhete… O sr. está com os documentos aí, Rg, CPF, comprovante de residência, carteira de trabalho, cartão do sus, reservista, batistério, declaração de renda, carteira de sócio-torcedor do flamengo…  O sr. vai ter que abrir conta para receber esse premio!

– Ixi… Danô! Eu não tenho nada disso aqui não, sô.

– Olha eu posso ajudar o sr. a receber esse premio, deixe ver… – consulta seus folhetos! – Deve dar uns 300 mil, mas eu quero 10% ! – propõe Finório.

– Topá eu topo seu Finório, mas eu tenho que dá uma gorjeta pro moço aqui também, porque ele tava me ajudando primeiro quando o sr. chegô… – retruca Simplório quase ofendido.

– Concordo, nada mais justo… Então o sr. pega dez por cento de 300 mil e reparte pra nóis dois. Está bom assim pra voce sr. Juca?

Para o agricultor da “Praia” estava ótimo. Ele estava apenas passando por ali. Ganhar 15 mil reais sem fazer força era bom demais! Ele precisaria de duas Toyotas Bandeirantes lotadas de banana para ganhar 15 mil…!

– Mas como que a gente faz, seu Finório…? Quis saber simplório.

– Nós vamos à Caixa, recebo o premio na minha conta, saco e passo para o sr. descontando a minha parte…

– Mas que garantia que eu tenho…?

Antes que completasse a frase desconfiada, Finório emendou

– Vamos fazer o seguinte… Como prova de confiança, cada um de nós vai deixar os 15 mil reais com o Sr…. Eu tenho quase vinte mil reais aqui na maleta, que eu estava indo ao banco depositar – Completou Finório abrindo a maletinha e mostrando um gordo pacote de notas de cem reais. Virando para Juca ele pergunta;

– O sr. também tem os quinze mil para deixar com ele como prova de confiança?

Neste momento o plantador de banana que até então praticamente não abrira a boca, pois Finório não parava de falar, soltou a voz desanimado…

– Eu só tenho 750 reais na algibeira…

– Ah então não tem jeito, eu ajudo o sr. receber seu premio mas eu fico com os 30 mil de gorjeta..!

Antes que Juca dissesse qualquer coisa, Simplório indagou;

– Eu queria dar a gorjeta para o sr. também… O sr.não tem um dinheiro no banco, alguém que pode emprestar os 15 mil…

Alziro coçou a cabeça, pensou na bufunfa que estava escapando pelo vão dos dedos e falou…

– Bem, no banco eu tenho uns 5, tenho umas contas de banana para receber de clientes, mas não dá 15 mil…

Finório imediatamente enfia a colher na conversa…

– Tudo bem… Então vamos ao banco sacar este dinheiro! Vamos tomar cuidado com ladrões e vigaristas!

E foram.

Depois de limpar a conta no banco do Brasil, os três seguiram no carro do Finório, um Honda Civic prata, pela cidade, em busca dos clientes que deviam bananas para o sr. Juca. No Jardim Noronha ele recebeu uma divida de 4 mil reais, totalizando R$ 9.750. Colocaram o dinheiro do agricultor junto com o pacote de dinheiro do Finório numa bolsa que Simplório levava e seguiram para a Caixa Econômica onde iriam receber o premio da Quina, de 300 mil reais.

Toda a ‘operação’ para arrecadar o dinheiro, “prova de confiança”, durou cerca de duas horas. Finório, Simplório e Juca já haviam se tornado ‘velhos amigos’! Ao passar defronte uma farmácia na Silviano Brandão, Simplório passou mal! Parece que teve uma queda de pressão ou algo parecido! Ainda bem que estavam em frente a farmácia. Só tinha um problema! Não havia como estacionar…!

– Por favor seu Juca, pega um remédio ali pra mim. Eu sempre tenho isso… Tenho que colocar embaixo da língua senão o coração paraaaaiiiii… – disse Simplório entregando uma cartela vazia com o nome do medicamento e ‘desmaiando’ no banco traseiro do Honda Civic!

Juca entrou na farmácia e saiu rapidamente com o remédio na mão!

Mas cadê o Honda?

Juca olhou pra lá, olhou pra cá, olhou pra cima, pra baixo, foi até a esquina! Chegou a perguntar a um transeunte se não tinha visto um Honda Civic prata! Demorou alguns minutos para Juca ‘cair na real’… Para deixar ‘cair a ficha’… Para se dar conta de que havia caído no ‘conto do vigario’…! Mesmo assim, ora com um frio na espinha ora com o sangue fervendo nas veias, de raiva, ele ainda andou mais meia hora nas imediações da farmácia na esperança de avistar o Honda. Na esperança de ver Simplório desmaiado numa sombra qualquer segurando a bolsa com seus 9.750 reais…! Somente duas horas depois ele se aninou a procurar a policia para contar o fato. A esta altura Simplório & Finório deviam estar saboreando um rodizio regado a Casillero Del Diablo safra 2007, numa churrascaria qualquer da Fernão Dias próximo à Atibaia…

O diálogo e nome do personagem desta historia são fictícios. Foram criados com base em experiencias anteriores. Até porque, as vitimas morrem de vergonha de admitir que foram tão ingênuas. E contam pela metade ou inventam historias. O nosso “Juca” por exemplo contou para os familiares que foi assaltado, com arma e tudo, dentro do banco! – Não é mesmo, Jesus?

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O personagem, sua atividade laborativa, sua procedência  e os valores no entanto são reais. O produtor de bananas da “Praia” caiu mesmo no famigerado “Conto do Vigário” na segunda passada. Entregou de bandeja quase dez mil reais à famosa dupla. Simplório, o moço sempre de meia idade pra cima, que finge de pobre coitado e pede ajuda para receber o premio de loteria, pois não tem conta em banco, e Finório, o boa pinta, boa praça, boa prosa que oferece ajuda, foram batizados com este nome lá nos tempos de vovó de vestidinho chita… O golpe é muito velho. Mas tem vitimas novas todo dia!

Para cair no “conto do vigário” não precisa ser plantador de banana da Praia, aposentado do ‘Inamps’ ou costureira de subúrbio. Basta dar trela para Simplório & Finório. Eles conseguem até tirar leite de cavalo sem tirar o peão da sela!

Em Pouso Alegre já caíram no golpe ofice-boy, professora, policial aposentado, advogada… Teve até um distinta agiota da ‘high Society’. Ela foi aborda na porta da igreja de Fátima e conseguiu uma façanha! Entregou três mil reais que tinha em casa e foi ao banco na companhia da dupla e fez um empréstimo de 25 mil… Ela queria comprar o bilhete inteiro de 250 mil por 30 e ainda conseguiu um ‘desconto’! E depois queria me processar por causa das perguntas que eu fiz a ela!

Enfim…! Qualquer pessoa que cresça os olhos numa ‘graninha extra sem suar a camisa’ poderá cair no Conto do Vigário! Basta cruzar por aí com a famosa dupla Simplório & Finório!

 

Avioezinhos do São João caem de novo…

Se voce for pego com isso, ganha 5 anos de cana... Yago  e Janderson ganharam um 'puxão de orelha'!

Se voce for pego com isso, ganha 5 anos de cana… Yago e Janderson ganharam um ‘puxão de orelha’!

Eram três e meia da tarde desta terça quando o sargento Silveira e o soldado Fabrício passavam pelo Jardim São João e avistaram os dois motoqueiros engarupados. Quando tentaram abordar os garotos, teve inicio uma espetacular fuga pelas ruas do Jardim São João. Parecia cenas de filmes de Eddie Murphi ou Martin Lawrence… Janderson e Yago, os dois figurinhas fáceis do álbum da policia pularam riscaram as ruas do bairro com os homens da lei no cangote. Depois de freadas bruscas, arrancadas e manobras perigosas, pararam a Honda Titan 125 preta de placa HGY-2064 defronte uma residência da Rua Pintassilgo. Entraram correndo em casa, trancaram a porta, subiram por um alçapão, pularam no telhado do vizinho Narciso, quebrando suas telhas, desceram num quintal, subiram outro muro e foram parar ofegantes debaixo da cama da vovó!

Eles tinham motivos para fugir da policia como o diabo foge da cruz! É que além das barangas que levavam no bolso, no seu muquifo havia um robusto cavaco de pedra bege fedorenta e outras barangas, que eles distribuem uma a uma pela bairro na motoca preta. Levavam na algibeira pouco mais de oitocentos reais… Um bom dim-dim para quem não tem emprego fixo e nem renda!

Levados para a delegacia de policia sentaram ao piano, perderam a droga, o dim-dim e a motocicleta usada para a pratica criminosa. Mas não perderam o bem mais valioso… A liberdade! Pois um 15 e o outro 16 anos. Só poderão ser processados por trafico de drogas e se mudar para o Hotel do Juquinha depois que completarem 18 aninhos. Até lá Janderson e Yago ainda farão muita entrega no São João e imediações e poderão divertir a vizinhança com suas fugas mirabolescas pelas ruas e quintais do bairro…!

Resposta ao questionamento do leitor Guy Fawer

Seu questionamento está tão distante da realidade que – desculpe – chega a ser infantil! Passa a ideia de que o cidadão é julgado e condenado ou absolvido com base nas informações contidas em um singelo B.O.!

Não meu amigo Guy…

O Boletim de Ocorrência é uma mera peça informativa – a primeira – em um inquérito policial. Para que o cidadão vá sentar-se no banco dos réus, há um longo caminho a ser percorrido, um livro inteiro, com dezenas de paginas a ser escrito, com todas as provas possíveis e admitidas em lei. O BO da PM é apenas a comunicação do crime ao delegado de policia, para que ele instaure ou não o IP e comece as investigar.

No caso em tela, depois do relatório da policia militar vem o laudo pericial do perito criminal, a declaração do medico que socorreu a vitima, o Auto de Corpo de Delito ou Laudo de Necropsia – se Pedrinho vier a óbito – do Medico Legista oficial, comprovando a gravidade, intensidade e quantidade da ofensa à integridade física da vitima – quantos tiros, de que distancia foram disparados, onde acertaram … Feito isso a autoridade policial irá juntar os depoimentos das testemunhas e dos envolvidos, fazer seu relatório com base no que foi apurado para só então encaminhar à justiça.

Antes de chegar ao Juiz, o I.P. ainda passará pelo crivo do promotor de justiça que denunciará ou não o agressor com base nos dados apurados.

Logo se vê que a primeira informação falando em um, três ou trinta e quatro tiros não tem a menor relevância. Ela serve sim, para justificar a prisão do agressor e começar as investigações…

Se o BO elaborado pela PM no calor do crime fosse conclusivo, decisivo e definitivo, não precisaríamos do perito, do medico legista, dos investigadores, do delegado e nem do promotor!!!

O BO que levou o crime ao conhecimento da Autoridade Policial menciona um tiro no pescoço, como poderia ter citado um tiro no abdome ou nas nádegas…! Era o suficiente para justificar a prisão em flagrante do atirador Taylor das Dores. Até porque a função de procurar ferimentos e informar com precisão ao delegado compete, como eu disse acima, ao medico legista.

Vou desenhar!

No inicio da tarde ensolarada de sábado, 17 de agosto de 2003, recebi um comunicado da PM informando que o administrador Hélcio Luiz dos Reis fora encontrado morto com 4 golpes de faca, no interior de sua residência, no Colinas de Santa Barbara…! Por varias razões – inclusive porque convivi com ele dez meses no exercito – fui com o perito Luiz Claudio ‘fazer o local do crime’. Enquanto fazíamos os levantamentos, contamos 9 perfurações de faca no corpo do amigo! Quando o agente funerário chegou e virou o corpo inerte e frio, achamos mais 4 ferimentos. Acompanhei a necropsia feita pelo medico legista Vitor Romeiro, no IML, e chegamos a 17 facadas.

Do encontro do cadáver banhado em sangue no final da manha até a conclusão do Medico Legista depois da necropsia no final da tarde, quantas facadas meu amigo ‘329’ levou…! Quanto boato correu pela cidade acerca do crime?

Quando publicamos o post “Tentativa de homicídio no Aterrado” ainda não tínhamos – aliás, ainda não temos o laudo oficial do medico legista. E isso não tem a menor importância. Um, cinco ou sete tiros não mudam os fatos…

Como se depreende meu estimado Guy Fawer e demais leitores, a policia militar e mesmo os investigadores se forem os primeiros a chegar ao local do crime, não tem nenhuma necessidade e nem meios para informar com minucias os fatos. Há um longo caminho a ser percorrido na busca dos detalhes até que o acusado vá sentar-se desenxabido e cabisbaixo no banco dos réus…!

No caso em tela, não periga o atirador Taylor ser condenado ou absolvido por causa de um econômico B.O.

Abraços.

Peladeiros do Canadá salvam ‘donzela’ de estupro

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Eram nove da noite fresca desta quarta, 27. O time de colete preto vencia o de colete laranja por 13 a 8… De repente, quando o delegado Clauber Moura se preparava para balançar mais uma vez as redes do sargento Leomir – ela já havia feito o mais belo gol da noite, por cobertura? – ouvimos gritos desesperados de mulher… Clauber parou! Todos paramos no lance e corremos para o alambrado oeste da quadra, na direção de onde vinham os pedidos de socorro! Os gritos ficaram abafados, como se tivesse uma mão tentando impedí-lo… De repente se tornaram agudos de novo…

– Socorro, aaaaiiiii… socorro, me ajude…!

Seriam adolescentes ‘zuando’? Ou seria uma donzela em perigo na estradinha escura depois do Jardim Canadá? Os gritos se repetiram …

– Me ajuda… Socorro… Aaaaaiiiihhh…

No minuto seguinte doze homens suados, de schort e colete estavam descendo a estradinha vermelha em direção aos gritos que vinham da escuridão.

Aos ouvir os gritos de cá, cessaram os gritos de lá… No instante seguinte o farol de uma moto acendeu em nossa direção! Ao ver aquele bando de homens de punhos cerrados indo ao seu encontro, o motoqueiro deu um cavalo de pau, tomou a direção contraria e sumiu na escuridão da noite. Talvez nunca saibamos quem era ele! Será?

Com mãos tremulas, derramando a água do copo que o único vizinho da quadra e sua esposa lhe ofereceu no portão, atropelando as palavras, a frágil e bonita garotinha de blusinha branca e shortinho jeans vomitou as palavras aos prantos;

– Eu não conheço o cara… Eu estava sentada perto da minha, ele passou e me convidou para dar uma volta de moto! Eu pensei que era no bairro, de repente ele veio para este lado, no escuro… eu nem sei onde estou! Eu gritei para ele voltar, quando ele diminuiu eu saltei da moto e ele me agarrou e começou me arrastar para o mato, me bater… eu comecei gritar…

– Onde voce mora garota?  Você viu o rosto dele? É seu namorado? Quantos anos você tem? Você já saiu com ele antes? Se o vir de novo você o reconhece? – bombardeávamos a donzela assustada de perguntas…

– Eu moro perto da Praça de Esportes… Eu pensei que era para dar uma volta lá perto…! Eu nunca o vi antes! Ele não tirou o capacete! Eu tenho 18 anos! … Vim de São Gonçalo… Não conheço nada por aqui… – tentava a garotinha responder à nossa enxurrada de indagações enquanto bebia a água com açúcar derramando na blusinha branca…

Bem, não havia mais nada a fazer. A mulher do vizinho já estava com o celular na orelha chamando a PM. O motoqueiro tarado a esta altura já havia passado pelo Recanto do Teimoso, pelo Alçapão e já devia estar chegando no Cajuru – o bairro. O restante do futebol…? Só se tivesse um terceiro tempo! Pior para o time laranja do Fernandinho, que perdia – de novo – para o meu time de preto. Semana que vem tem revanche!

Só espero que não apareça mais nenhuma donzela de shortinho jeans em perigo, nas garras de um motoqueiro estuprador, para atrapalhar nossa pelada…!!!

Hospedes do Hotel do Juquinha concluem cursos de Almoxarife e Recepcionistas.

“A educação profissional como forma de humanização”, este é o lema!

Formação H. Juquinha II

O Presídio de Pouso Alegre através da Diretoria de Atendimento e Ressocialização vem realizando diversas atividades sociais na área de educação (Ensino Fundamental e Médio, EJA), cursos profissionalizantes, cultura, trabalho e saúde. Atendimento médico, acupuntura, oftalmologista e dentista, realizados pela ONG Ordem, Graça e Misericórdia de Carmo da Cachoeira/MG.

– Para a realização destas ações, contamos com o apoio do conservatório de música, prefeituras de Congonhal, Senador José Bento, Careaçu e Pouso Alegre, Suzuki Motors, Igreja Adventista do Sétimo Dia,. OAB, Guarda Municipal de Pouso Alegre – conta com orgulho o diretor geral Willian Abrete Pinto.

Segundo o Diretor Geral Willian Abrête Pinto a conclusão de curso esta semana, representa uma oportunidade para os detentos do Presídio de Pouso Alegre conseguirem uma profissão no futuro.

– Saliento a importância do investimento nos presídios mineiros através de parcerias nas áreas do trabalho, educação, cultura etc, como forma de ressocialização e reinserção social do indivíduo privado de liberdade, pois se não tiverem o que fazer, passarão o dia no ócio dentro da cela. Que possamos compartilhar a responsabilidade de resgatar essas pessoas para o convívio social, tendo a convicção de que não seremos decepcionados, pois a cada conquista, a satisfação vem sendo recíproca entre todos os envolvidos. – diz com orgulho o ‘gerente geral’, a um ano à frente do polêmico “Hotel do Juquinha”.

Formação H.Juquinha III

Com a implantação da horta comunitária, o Presídio de Pouso Alegre, utilizando a mão de obra dos detentos que estão no direito de remir suas penas, tem distribuído hortaliças para entidades carentes da região.

Formatura Presidio

Um salão familiar para os visitantes dos presos está em fase terminal que será inaugurado em breve, para que as pessoas que vêm ao presídio possam utilizar banheiros, mesas, bancos e bebedouros enquanto aguardam a entrada na unidade prisional.

–  “Triste não é mudar de ideia e sim não ter ideia para mudar” – filosofa o sábio detento A.C.P..

Formação no H. Juquinha I

Pelo que se vê, uma parte da sociedade e a gerencia do Hotel do Juquinha, acreditam na recuperação dos seus hospedes… É preciso que eles também acreditem!

Cabeleireira de Pouso Alegre ganha Gol Flex e 35 mil por telefone…

No final da manhã deste domingo 24, a cabeleireira M.L.M.S, 52 anos recebeu uma mensagem em seu celular informando que ela havia sido contemplada em um sorteio e tinha ganhado R$ 35 mil e um VW Gol flex. Tudo que ela tinha a fazer era retornar a ligação de um aparelho fixo para o numero (85) xxxx-yyyy para receber as instruções de como retirar seu premio.

Ao ligar para ao referido numero – cujo DDD é do Ceará e região – o promotor do sorteio disse que ela teria que fazer a transferência de R$ 780 para a conta de M.W.F.Silva numa agencia da Caixa Econômica Federal. Tão logo fez a transferência do numerário e voltou a ligar para o mesmo numero, o “sr.Marcio” – percebendo que estava fácil! – mandou que ela fosse à agencia do Santander e depositasse mais R$ 1,20 mil para a mesma conta! Neste momento ‘a ficha caiu’…! A euforia da cabeleireira se apagou… Ela se deu conta de que havia caído no hilário “conto do vigário” via celular! Seu rico dinheiro já havia mudado para o Ceará!

A historia da dona Maria me fez lembrar o primeiro carro que ganhei por telefone, no final de 2006… Foi divertidíssimo. Aliás, foi um espetáculo digno de plateia!

Descíamos – eu e os inseparáveis parceiros Benicio e Cleber – a Rua das Hortências no bairro Recanto das Margaridas, quando o celular vibrou na cintura. Ao abrí-lo vi a mensagem:

– “Voce foi escolhido pelo Programa “Faça uma pessoa feliz” do SBT. Voce foi sorteado com um Honda Civic completo e mais um bônus de R$ 5 mil para documentação e seguro. Ligue de um aparelho fixo para o numero abaixo para confirmar seus dados e receber seu premio”. A central de sorteios do SBT o parabeniza e aguarda seu contato”.

Nós havíamos acabado de prender um cidadão por inadimplência alimentícia e como estávamos no velho golzinho quadrado sem ‘forninho’, ele estava no banco de trás ao lado do Clebinho. Mostrei para o três a mensagem, pulando de alegria no banco da frente!

– Vejam… Acabei de ganhar um carrão zero e mais cinco mil reais!!! Que maravilha! E olha que eu nem vejo o SBT em casa…!

Chegando na Delegacia da Quintino Bocaiuva fui direto para trás do balcão, peguei o telefone e liguei para o numero indicado na mensagem.

– Alô, foi vocês que me enviaram uma mensagem sobre o sorteio de um Honda Civic…?- falei eufórico.

– Um instante… Qual é o numero do téléfone fixo do sr. mesmo? – Perguntou uma voz com sotaque nordestino. Após ouvir o numero que eu disse o dono da voz fingindo desinteresse acrescentou…

– Estou anotando o numero aqui… Vou passar o sr. para o sr. Givanildo, da  ‘Central de Sorteios’. Um instante… – disse a voz.

Enquanto aguardava quatro ou cinco segundos, dava para ouvir uns cochichos do outro lado da linha que dizia… “… é um dos nossos clientes!”

A mesma pessoa deu uma limpada na garganta, impostou um pouco a voz e iniciou o diálogo tentando imitar ao menos a alegria do patrão Silvio Santos.

– Quem é o felizardo que acaba de ganhar um belo Honda Civic…?

A cada resposta que eu dava ele emendava uma nova pergunta ou uma interjeição do tipo;

– Mas que sorte a do sr.! senhor Airton! O sr. certamente vai fazer uma festa para comemorar, não é? Imagine ganhar um carro e mais cinco mil reais… – E sem dar tempo para qualquer interpelação, o cidadão com sotaque nordestino foi me enchendo de pergunta e foi esquecendo as ‘formalidades’. Logo estava me chamando pelo nome como se fossemos velhos amigos ou vizinhos!

– Acho que eu mesmo vou levar este carro aí para o sr. e participar deste churrasco, seu Airton!

Sabendo muito bem com quem eu estava falando e que tipo de carro eu havia ganho, dei corda para o moço da ‘central de sorteios’. A cada pergunta dele eu interrompia eufórico, querendo saber detalhes sobre meu carrão novo!

– Mas quando vocês vão me entregar o carro…!

– Amanha mesmo, seu Airton. Mas o dinheiro vai estar depositado na sua conta hoje mesmo, seu Airton…

– Mas que horas vocês chegam com o carro? Quero marcar o churrasco e desfilar com ele pelas ruas, posso?

– Mas claro, seu Airton! O carro é seu… – emendava no mesmo ritmo e euforia o moço da central de sorteios, cada vez mais à vontade, cada vez mais nordestino…!

A esta altura do nosso dialogo no hall do velho predio da esquina da Quintino Bocaiúva, Benicio e Cleber já haviam recolhido o preso da Pensão Alimentícia no ‘corro’ e já havia se juntado a meia dúzia de pessoas em volta do balcão para ouvir a conversa… Afinal, não era todo dia que viam um colega de trabalho ganhar assim um carro de sessenta e cinco mil num sorteio. Quanto mais eu me empolgava de cá com meu Honda Civic, mais o moço da ‘central de sorteio’ se empolgava de lá com minha empolgação…

– Mas me diga, em qual banco mesmo o sr. tem conta, seu Airton? Itaú, é? Tem conta em outro banco também? O sr. trabalha com que mesmo, seu Airton. O sr. já tem carro seu Airton? Que bom sr. Airton, agora o sr. pode dar o carro velho pra esposa e ficar com o carrão zero, né, seu Airton. Isso é que é sorte né, seu Airton? Como é que o sr. quer receber estes cinco mil, seu Airton? Através de boleto ou direto na conta, seu Airton? Qual é mesmo numero da conta seu Airton? Quanto o sr. tem na conta do Itau, seu Airton? E na conta da Caixa seu Airton?

Depois de uns quatro ou cinco minutos de animada conversa, decidi ‘apertar’ o cinto do ‘moço da central’;

– Mas de onde mesmo o sr. está falando, Givanildo?

– Da ‘central de sorteio’ do SBT…

– Eu pensei que o sr. estivesse falando de Fortaleza… Seu sotaque é bem nordestino!

Após uma pigarreada ele emendou…

– Mas eu sou do Ceará mesmo, é que eu não perdi o sotaque da terrinha, inda não!

– E há quanto tempo você trabalha em São Paulo, Givanildo?

– Já tem uns doze anos, oxente!

A esta altura da conversa, no entorno do balcão já não cabia mas ninguém! Funcionários, despachantes, pessoas que estavam na delegacia por algum motivo queriam ouvir de perto minha conversa com o ‘moço da central de sorteios’. E eu dando corda…! E ele querendo saber tudo e mais um pouco a meu respeito! O que eu fazia,quanto eu ganhava, em que banco eu tinha conta, quanto eu tinha na conta… Até que eu fiz a clássica pergunta!

– Mas o que eu tenho que fazer para receber este maravilhoso Honda Civic e os cinco mil, Givanildo…?

– É muito simples seu Airton, o sr. só precisa fazer um pequeno deposito na conta do SBT para ‘reativar’ a conta…! De quanto o sr. dispõe no momento no banco, seu Airton?

– Devo ter uns … quatro mil no banco Itaú, Givanildo – menti descaradamente abrindo um sorriso para as pessoas à minha frente no saguão da delegacia. Minha conta estava mais vermelha do que uniforme de bombeiro! Se eu de fato recebesse um Honda Civic de 65 mil e vendesse para pagar minhas contas em 2006, acho que mal sobraria para comprar uma bicicleta! A esta altura até o delegado Jose Walter, ao ouvir a conversa, desceu do seu gabinete no andar superior e parou na escada de madeira para ver e ouvir a encenação…! Percebendo pela minha euforia que eu já estava quase ‘fisgado’, o ‘moço da central de sorteios’ aumentou a pressão psicológica.

– Mas o sr. não tem dinheiro na poupança no outro banco que o sr. falou não, sr. Airton?

– Devo ter uns três mil e pouco na Caixa, mas eu vou precisar dele para pagar a escola dos meninos…

– ‘Ara’ sr. Airton, o sr., não pode dispor de 7 mil não, sr. Airton? O sr. vai receber totalmente de graça um premio de 70 mil, sr. Airton! Dá para colocar todas sua contas em dia…

– Tudo bem… sete mil! E o que que eu tenho que fazer?

– Fala o numero da sua conta para eu mandar depositar os 5 mil hoje mesmo, seu Airton… Agora anota aí o numero da minha, quer dizer, da conta do SBT para o sr. fazer a transferência dos 7 mil sr. Airton… – derrapou ele.

Bem, depois de uns seus ou sete minutos de encenação com Givanildo, o ‘moço da central de sorteios’ do SBT, diante de calorosa plateia querendo saber o desfecho, era hora de terminar o espetáculo e descer do palco. Levantei da cadeira com o telefone colado no ouvido e fiz a pergunta que todo cidadão que ganha carros e outros prêmios através de celular deveria fazer…!

– Sr. Givanildo… De qual penitenciária do Ceará o sr. está falando, mesmo!!!

– …………….

Após alguns segundos de silencio, engasgos e pigarros, o ‘moço da central de sorteios’ fingindo de desentendido soltou uma pergunta. Sua palidez do outro lado da linha podia se pegar com a mão…

– Não estou entendendo… Do que o sr. está falando, seu Airton..!

– Sr. Givanildo, pelo DDD da mensagem no meu celular, pelo seu sotaque e por mais alguns ‘detalhes’ eu sei que o sr. é um picareta falando de uma penitenciaria qualquer do nordeste do Brasil… Este numero de conta bancaria que você anotou aí é tão verdadeiro quanto você é funcionário do SBT! Eu estou falando da delegacia de policia onde eu trabalho, maaaannnnéééé!

Com o rosto pegando fogo de raiva, o ‘moço da central de sorteios’ do SBT, a dois mil e setecentos quilômetros de Santa Rita do Sapucaí, soltou um palavrão e desligou o celular.

No saguão da DP eu e a plateia soltamos uma gostosa gargalhada…

Para lidar com vigaristas de todo tipo, que te oferece prêmios e bilhetes premiados, não precisa ser policial e nem ter qualquer tipo de experiência… Basta lembrar que para ganhar alguma coisa… É preciso suar a camisa! É preciso trabalhar!!!

 

Policia militar é vitima de furto em Jacutinga

... Será que os garotos iam promover algum evento particular na rua da casa deles...?

… Será que os garotos iam promover algum evento particular na rua da casa deles…?

A brincadeira com fogo que acabou queimando aconteceu no meio da tarde deste domingo na simpática Jacutinga. No meio da tarde o cidadão Tiago Garcia digitou o 190 e chamou a policia ao local onde estava acontecendo um campeonato de Skate e contou apreensivo…

– Sabe aqueles cones que você emprestaram para sinalizar o nosso evento? Pois é… Passou por aqui um moleque e furtou um dos cones! Um dos participantes do evento viu o garoto pegar o cone e coloca-lo dentro de um GM Astra prata de um amigo dele e fugir – contou o responsável pelo evento..

Enquanto anotavam os detalhes do furto do cone para confecção do BO, os policiais avistaram o tal Astra prata passando e sinalizaram para parar. O piloto Adilson Martins, 23 anos e o passageiro A.W.S. 17 anos fingiram que não era com eles. No entanto, temendo as consequências, pararam o carro e entraram no bar do Buiú ali perto, onde foram abordados. Eles nem tentaram tapar o sol com a peneira…

– O cone está dentro do carro… – Disse o dono do Astra.

– O que vocês iam fazer com isso? – Quis saber o policial.

– Foi só uma brincadeira… – Emendou o garoto A.W.S.

Brincadeira sem pé e sem cabeça e de muito mau gosto! Que saiu caro para o motorista Adilson Martins. Dentro do carro havia uma caixa de isopor com varias latinhas de loiras geladas e outras vazias. Adilson estava com os olhos vermelhos, a fala mansa, as pernas bambas e o terrível bafo de jiboia. O teste do bafômetro acusou que 0,97 dg/l de suco de cevada corria em sua veias. Para completar o fiasco ele não possui CNH…!

A brincadeira do garotão A.W.S. com o cone da policia aconteceu às três e meia da tarde, mas até que tudo fosse esclarecido e o imbróglio colocado no papel já era meia noite. O ‘dimenor’ que brincou com fogo e acabou se queimando assinou um 155. Seu amigo Adilson assinou o 306 e 309 da Lei Seca. Os dois voltaram para casa de madrugada, pois o Astra usado na pratica delituosa foi apreendido e guinchado. Adilson Martins teve que pagar R$2 mil de fiança para responder o processo em liberdade…!

Doravante eles vão correr léguas de um cone laranja da policia…!

PM prende ladrão de extintor e bateria em Jacutinga

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O ‘praça véio’ Marivaldo José Pereira chegou da rua no final da noite deste domingo, estacionou seu fusca na porta de casa, no centro de Albertina e foi ali perto comprar uns pasteis. Minutos depois quando voltava para casa, ainda à distancia, avistou um sujeito sorrateiro no interior do seu carro. Antes que ele chegasse para enquadrar o gatuno, este saiu correndo e dobrou a serra do cajuru levando o extintor de incêndio e a bateria do veiculo. Vizinhos que presenciaram o furto foram logo informando;

– Foi o Moisés Maloni… Ele correu pra lá!

Acionados pelo ex-companheiro de farda, os homens da lei saíram na sombra do ladrão de fusca. Não precisaram ir longe e nem gastar muita gasolina… Moisés Maloni Franco, 27 anos, figurinha fácil no álbum da policia, correu em direção à sua casa ali perto, nas proximidades do quartel da policia! Mas, ao invés de entrar na sua casa, foi se esconder numa construção vizinha. Ao ser abordado pela dupla de policiais, Moisés resistiu à prisão e rolou com eles na poeira. Mas acabou recebendo as pulseiras de prata!

Ao sentar ao piano da delegada de plantão na Regional de Pouso Alegre, como a maioria dos meliantes pilhados em flagrante, Moisés não tinha nada a dizer. Mas como manda a lei, em se tratando de furto simples, a delegada arbitrou fiança no valor minimo. No entanto, como quem furta um extintor de incêndio e uma bateria veicular em uso geralmente não dispõe de R$678 no bolso, Moisés teve que cruzar o mar vermelho, quero dizer, a MG 290 no Táxi do Magaiver de volta para Albertina… Mais precisamente para o velho Hotel de Albertina…!

 

* Se voce acha que o Moisés foi preso por coisa boba, leia a estorinha do Adilson Martins e seu amiguinho A.W.S., daqui a pouco…!

PM prende dupla com moto roubada em Camanducaia

Edierre Alisson...: Comemorando seus vinte anos atras das grades

Edierre Alisson…: Comemorando seus vinte anos atras das grades

Durante patrulhamento de rotina pela periferia de Camanducaia no final da tarde deste domingo de chuva fina, os homens da lei avistaram dois motoqueiros pilotando uma Honda CG prata sem capacetes de segurança e resolveram abordá-los. Ao ver a aproximação da Arca de Noé, os dois motoqueiros abandonaram a motoca e fugiram à pé em direção a um matagal na margem da estrada que vai para Monte Verde. Ao checar a moto abandonada na beira da via, os policiais constataram que ela não tinha o painel! E concluíram que não se tratava apenas de uma infração de transito… Estavam diante de um possível furto de moto. Diante da nova conjuntura os policiais adentraram o matagal e ofereceram as pulseiras de prata aos dois larápios.

Quando chegaram ao quartel para redigir o BO, lá estava o sr, Leonardo Jose de Oliveira, registrando o furto de sua Honda 150 prata, placas HII-4405. Contou ele que seu irmão havia usado a moto e a havia deixado defronte sua pizzaria no meio da tarde, até que deram pela sua falta por volta de cinco horas.

Segundo um funcionário da Pizzaria, os dois detidos pela PM estiveram no estabelecimento por volta e três e meia da tarde, com pinta de somongós e logo depois seu patrão notou o sumiço da motocicleta.

Edierre  Alisson Teofilo Pereira, 19 anos – na data da prisão – e o dimenor A.V.S., 17, inicialmente disseram que pegaram a moto roubada de um terceiro para dar uma volta, até que foram avistados pelos policiais. Ao piano do delegado de plantão na Delegacia Regional de Pouso Alegre, preferiram o silencio.

– Só vou falar perante o juiz! – Disseram ambos.

O ‘dimenor’ A.V.S, após assinar o AFAI, foi entregue ao seu responsável legal. Edierre Alisson Teofilo Pereira, morador de Cambuí, que nesta segunda, 25, está completando 20 aninhos, seguiu no Taxi do Magaiver ao pé desta manhã de segunda para o velho Hotel de Extrema. Seu aniversario de 20 deverá está sendo uma data marcante…! Não é todo aniversario que se pode ver a chuva caiando ‘quadradinha’ através das grades frias e úmidas de uma cela…!

Justiça absolve suposto “Maníaco de Extrema”

Jose Roberto da Silva

Jose Roberto da Silva

Ele havia sido preso no dia 14 de junho do corrente no interior do seu carro, próximo a uma escola no centro de Extrema. Segundo duas adolescentes de 15 e 16 anos que passavam pelo local à caminho do treino de Voley, Jose Roberto fez-lhe convites indecorosos e tentou segurá-las pelo ombro, mas não insistiu quando elas correram. O relatório do sargento Eliomar diz que ao abordar o industriário, ele estava se masturbando dentro do próprio carro.

Na Delegacia Regional de Policia de Pouso Alegre para onde foi levado, Jose Roberto da Silva foi enquadrado pelo delegado de plantão no artigo 213 c/c 14 do código penal – Tentativa de estupro. Este foi também o entendimento do ínclito Representante do Ministério Publico em Extrema, que pediu sua condenação.

O douto Homem da Capa Preta, Ricardo Alves Cavalcante, da Comarca de Extrema, em sua abalizada sentença, entendeu que o industriário não usou de violencia ou grave ameaça contra as adolescentes. Apenas tentou segurá-las enquanto as convidava a ir com ele, mas desistiu quando elas fugiram e portanto o absolveu da acusação de tentativa de estupro.

Mas o industriário não ficou totalmente sem chumbo!

Para o insigne juiz, a conduta de Jose Roberto da Silva se enquadra no artigo 233 do CP – Ato obsceno, cuja pena é de três meses e multa – e no artigo 61 da LCP – importunação ofensiva ao pudor, que prevê apenas multa!

A decisão da justiça aconteceu no dia 24 de outubro, 130 dias depois da prisão. Como a pena privativa de liberdade já havia sido cumprida – com sobra -, Jose Roberto foi posto em liberdade. Resta agora pagar os 185 dias-multa sobre o salario mínimo a que foi condenado e cuidar da vida.

A cópia da mencionada sentença judicial nos foi enviada, via email, pelo causídico Carlos Junior.