Assassinato à moda antiga em Heliodora

Eles se encontraram no boteco do Cristiano, no centro da cidade de Heliodora, no meio da tarde deste domingo, 17. Não se sabe exatamente se foi por  causa da cor dos olhos, do penteado, do modelo da camisa ou se por um motivo ainda mais banal! O fato é que trocaram farpas e espinhos, disseram desaforos um ao outro, um chamou o outro para o tapa, até que Clodoaldo Coutinho, de 39 anos, o Jamaica fez a famosa ameaça:

– Vou te matar!!!

Entre morrer e matar, Dimas Altieres Ferreira, 31, preferiu matar. Só faltou retrucar:

– Então mata agora, senão eu te mato…!

Foi até sua casa ali perto, pegou a primeira faca de cozinha que encontrou, uma bem grande para fazer medo e foi conferir quem iria morrer. Encontrou Jamaica perto do bar e sem mais delongas cravou-lhe a lapiana diversas vezes. Oito nas costas e quatro no abdome. Jamaica – que não veio da America Central – foi para o hospital da cidade, moribundo e logo em seguida para o IML de Pouso Alegre.

Quando a policia chegou ainda estava por ali e tentou se desfazer da arma do crime jogando por sobre o muro de um quintal. Algumas horas depois ele sentou-se ao piano do delegado de plantão, assinou o 121 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Homicídios assim estão saindo de moda… Mas continuam dando de 6 a 20 anos de cana!

“Filho da mãe” tenta matá-la em Ipuiuna

 

Vizinhos da senhora Gessy Moreira Franco, 47 anos, foram surpreendidos pelos estampidos de três tiros de revolver no final da noite desta quarta, 13, em Ipuiuna. Quando chegaram à varanda interna de sua casa no centro da cidade, depararam com ela gravemente ferida, com um tiro na nuca e dois no abdome.

Antes de ser levada para a Pronto Socorro de Poços de Caldas, a 60 quilometros dali, Gessy contou, muito mais surpresa e indignada do que os vizinhos, que o autor dos disparos fora seu próprio filho, Caio Cesar Reis, 23 anos, que mora na vizinha Campestre.

Gessy contou que o atirador usava uma touca ninja e levava à tiracolo outro rapaz desconhecido. Mesmo assim ela conseguiu reconhecer o próprio filho atrás da touca. Ela, no entanto, não conseguiu explicar os motivos que levaram o filho ingrato a tentar matá-la.

Caio Cesar Reis, 23 anos, foi preso horas depois na cidade de Campestre e jurou de pés juntos que é inocente da imputação delituosa. O delegado da pequenina Ipuiuna, capital da batata, incrustrada no alto da serra, aguarda agora o restabelecimento de Gessy para colocar as cartas na mesa. Enquanto isso, o sangue do seu sangue que fez sangue derramar, esta hospedado no velho hotel de Poços de Caldas…

 

 

Pista alternativa…??

Não.

O palio foi parar no canteiro depois de tomar um empurrão na trazeira.

A motorista Vanderleia, 36 anos, de Borda da Mata, devidamente habilitada, reduziu para convergir a esquerda na Vicente Simões, no ‘point da galera jovem’, quando o motorista de um caminhão, distraído, bateu na sua trazeira.

Ele conseguiu uma façanha, o cumulo da rapidez, bater na trazeira e na frente…!!! É que ao bater na guia o Palio virou-se para a direita e recebeu o outro choque na frente também. Coisas de cidade de 140 mil habitantes com 70 mil veiculos e motoristas apressados e impacientes…!

O acidente aconteceu à uma da tarde de sol quente desta terça, Dia dos Namorados. O Palio novinho tinha seguro, ninguem se machucou e ironicamente nem atrapalhou o transito…!

Entortou o caneco e quis passear no taxi do Juquinha

Tem gente que corre leguas de uma viatura policial… mas também, tem exeçoes!!!

Um equipe de agentes da Suapi estava no interior do Hospital Regional escoltando um hospede com dor de barriga, ontem à noite, quando o porteiro avisou preocupado:

-Tem alguém dentro da viatura tentando roubá-la…

O agentes correram lá fora de armas em punho pensando que se tratava de um perigoso e ousado bandido, quem sabe tentando resgatar seu preso, mas… Era apenas o pé-de-cana Ramom Luiz Rocha, 36 anos, morador do Curralinho, mamadinho mamadinho.

– O que você está fazendo aí? Está tentando roubar a viatura?

– Não seu guarda…! Eu tava com frio, sabe como é, cachaçada, né…

Mamado e com frio Ramon desceu para a DP e sentou-se ao piano. A delegada de plantão no entanto, percebendo que ele não tinha condições de dirigir nem as próprias pernas, muito menos a barca, resolveu não autua-lo. Depois de um amargo “chá de banco” mandou o pé-de- cana para casa.

Pouso Alegre chega ao 5º homicídio em 2012

Com a criminalidade em baixa nas cidades que circundam Pouso Alegre, apenas roubos de celular,  embriagues ao volante, distribuição de suco de gerereba para ‘dimenor’ e outros delitos pequenos marcaram o fim de semana com feriadão de Corpus Cristi, exceto….!!!

A Delegacia de Crimes Contra a Vida assumiu na manha desta segunda, 11, as investigações sobre o homicídio ocorrido no bairro Colinas dos Bandeirantes, na madrugada de sábado.

Homem de 22 anos é morto com 5 tiros (Reprodução EPTV)

Jorge, o jovem que recebeu os três tiros sem chance de defesa, dentro de sua propria casa, pode ter sido o mesmo que na madrugada de quinta invadiu uma casa no bairro e apos roubar 700 reais e um DVD, tentou estuprar a dona da casa. Não conseguiu executar o hediondo crime, porque foi surpreendido por um tio da vitima que chegou casualmente ao local buzinando seu carro.

Caso se confirme a autoria do crime, a motivação estará explicada, ou vice-versa: justiça pelas próprias mãos.

A qualquer momento estaremos divulgando os detalhes das investigações encetadas pelos pupilos do zeloso delegado Gilson Baldassari.

Pra relaxar… Piadas logo cedo…

Frases para quando o teu chefe te pegar dormindo:

01. Eles me disseram no banco de sangue que isso poderia acontecer…
02. Isto é só um cochilo de 15 minutos para recuperar as energias, como foi ensinado naquele curso de gerenciamento do tempo que vocês me mandaram fazer.
03.Eu estava imaginando como é a vida de um cego.
04. Eu não estava dormindo! Eu estava meditando sobre a missão da empresa e tentando descobrir um novo paradigma.
05. Eu estava verificando se meu teclado é resistente a baba.
06. Eu estava fazendo um exercício altamente específico de Yoga para aliviar o stress do trabalho. Vocês discriminam pessoas que praticam Yoga?
07. Por que você me interrompeu? Eu estava quase chegando numa solução para o nosso maior problema.
08. A máquina de café está quebrada.
09. Alguém deve ter posto café descafeinado no pote errado.
10. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém…

“As nuvens são como chefes: quando desaparecem o dia fica Lindo !!”

 

“O dizimista da Catedral” … Um golpe perfeito

Gatuno mão leve distribui santinhos, quer ser dizimista, se catequiza, se confessa e ….. furta o dim-dim da Catedral

O primeiro adjetivo pejorativo que o cidadão mortal comum profere ao tomar conhecimento de um fato delituoso, com relação ao meliante, é chama-lo de… “Vagabundo”. Quanta injustiça com o pobre meliante!!! O cidadão comum não tem idéia do que se passa nos bastidores da mente criminosa!! De quanto trabalho, de quanta encenação é necessário para enfim o artista colocar a mão leve na rês furtiva, na bufunfa alheia.

O cidadão Umsseteum Caralavada da Silva, moreno claro, estatura mediana, na casa dos cinqüenta anos, cismou de descolar uma graninha ‘quase sagrada’ da igreja e mesmo sem saber quanto iria ganhar, se pôs a trabalhar dias após dia, semana após semana até ver a cor do dim-dim. Passou a freqüentar a catedral metropolitana, participar das missas e numa delas, durante a Semana Santa, fez questão de agradecer uma graça alcançada pela sua neta, que se convalescera bem de um atropelamento, sem seqüelas. Preparado o terreno, na terça feira ele finalmente decidiu lançar a semente ao solo e imediatamente fazer a colheita. Por volta de dez da manha entrou com cara de beato na secretaria da Catedral, deixou com a recepcionista um maço de ‘santinho’ com imagem de Cristo e uma mensagem de agradecimento pela ‘graça’ e foi se confessar com o padre Catarino. Em seguida interpelou a secretaria A. L. de C. M., puxou prosa e insistiu para que ela se lembrasse dele, numa missa da Semana Santa, quando comovido fez o agradecimento. Ao lembrar-se do fato e da fisionomia do Umsseteum Caralavada que queria a todo custo retribuir a graça alcançada tornando-se dizimista da igreja, a secretária dedicou-lhe toda atenção possível e, enternecida chegou mesmo a catequiza-lo. Preenchida sua ficha de dizimista e orientado como proceder, Unsseteum finalmente foi embora, não sem antes desejar todas as benesses do mundo à secretária e recepcionista ali do lado. Voltou vinte minutos depois com um cheque de 120 reais na mão e uma ‘graça alcançada’. E dizia com os olhos brilhantes e nodosos mais ou menos assim;

– Olha, A.L., como Deus é bom. Mal acabei de manifestar meu desejo de ser dizimista, saí na rua, encontrei uma pessoa que me devia e ela me pagou. Quero doar a metade deste cheque para a igreja.

A secretária tentou explicar a ele que não é bem assim que funciona o dizimo, mas não houve como dissuadi-lo de sua bondade e o jeito foi aceitar a doação dos 60 reais. Recolheu o aludido cheque da praça de São Lourenço, abriu a gaveta, ainda que discretamente, pegou o troco e entregou ao beato Unsseteum que, feliz da vida de cristão, mais uma vez se despediu dando graças e glorias!

Minutos depois, ao voltar do cafezinho na copa da igreja, A. L. esbarrou novamente no Unsseteum ao pé da escada e o interpelou despreocupada:

– Ué, você resolveu esperar pela missa da 12:15h?

E o cara lavada, beata e placidamente respondeu que estava indo à secretaria a fim de distribuir mais santinhos. E foi. Passou pela mesa da recepcionista, que bem como outras pessoas ali já estavam familiarizados com sua presença, informou que iria pegar uns santinhos sobre a mesa de A. L., a dois metros da sala onde estava o Cônego Edson. Depois de tanta ladainha, Unssseteum Caralavada já desfilava belo e faceiro nos corredores administrativos da Catedral como se fosse um velho conhecido, como se fosse ‘alguém da casa’. Era hora de dar o bote fatal, de colher o fruto, de usar a mão leve para surrupiar o dinheiro da coleta dos verdadeiros fiéis. Sem que ninguém se importasse com sua beata presença, ele enfiou o braço longo e lânguido através das grades da parede da secretaria, estendeu-o até a gaveta e pegou o envelope com o santo dinheirinho do dizimo, que já estava contabilizado e separado para pagamentos rotineiros. Saiu com cara de santo levando 2.828,87 mais os 60 do troco do cheque de São Lourenço …. e dobrou candidamente a serra do cajuru.

 

Mas Umsseteum Caralavada da Silva nem sempre é tão pacifico. Enquanto preparava o terreno para a colheita do dizimo da Catedral, ele fez outra fita ali pertinho, no Bazar Paula, na esquina da Afonso Pena com Adalberto Ferraz. Lá Ele usou o ‘modus operandi’ de 171 para aplicar o 155, mas acabou usando o “plano B” e aplicando o 157. Ele chegou à loja numa hora estratégica, na hora do almoço. Bem trajado com roupa social, disse que queria comprar um vestido, uma blusa ou talvez uma bata para presentear a esposa em suas bodas de prata. Avançou o balcão, olhou uma peça, pegou outra e acabou escolhendo duas. Pediu a lojista que preparasse o embrulho e disse que ia ao banco pegar dinheiro. Foi e voltou minutos depois com um cartão. Jogou mais conversa fora, elogiou o zelo da lojista, falou da sua alegria pelos 25 anos de casados, observou onde ficava o caixa, onde ficava o banheiro e outros detalhes da loja, de repente saiu novamente e disse que ia comprar papel de presente. Foi mesmo. Voltou minutos depois com a folha colorida.

Após ter certeza de que não havia ninguém por perto da loja, entrou, pegou a jovem vendedora pelo pescoço, tentou tirar-lhe o ar tapando sua boca enquanto arrastava-a para o banheiro… Só que esqueceu de combinar estes detalhes com ela!!

Ao sentir suas mãos grossas, seus gestos rudes e seu bigode grosso raspando sua nuca, a jovem e impetuosa vendedora pensou logo no pior… seria estuprada!!!

Não, não seria.

Já quase sem ar, ela reuniu as forças, esperneou, escapou e conseguiu acertar uma sonora bicuda no sac…, digo, nas ‘coisas’ que ficam onde as pernas do homem se encontram…

Sem esperar tal reação, o pobre Unsseteum também sem ar, que queria apenas levar a lojista para o banheiro para poder sair da loja com o dim-dim sem ser notado e evitar o tradicional berreiro de ‘pega-ladrão’, teve que acionar o “plano B”. Recuperando o fôlego, abriu rapidamente a gaveta, pegou o que havia, cerca de 750 reais e desceu correndo a Adalberto Ferraz até virar a esquina do calçadão.

O larapio que usa a mais antiga das armas… a lábia, para conquistar a confiança de suas vitimas, está com os dias de liberdade contados. A batata está assando pra ele… e está bem quente.

Na verdade, esfriou. Desde então ele nunca mais foi visto em Pouso Alegre. Ou caiu na malhas da lei tentando aplicar o mesmo golpe em outra praça, ou foi excomungado…

Quem quer o Pudinho Preto

Ele só tem 60 dias de vida. Mas sua historia começa no longínquo ano canino de 2008.

A entrada da fazenda Nosso Paraizzo, no bairro Vintém  em Santa Rita do Sapucaí e o bairro dos Coutinhos, em Congonhal, tem algo em comum: ambos são pontos de abandono de cachorros!!!

Certa tarde de 2008 ao chegar à residência do Osvaldo, fui recepcionado por um minúsculo cãozinho viralatas. Ao ver o carro parar defronte o portão ele saiu correndo da varanda e veio latindo em minha direção. Mas, como todo bom viralatas, atravessou o buraco na cerca – aquele que fizera anos atrás para o Campeão – e veio cheirar a barra da minha calça. Tinha corpo e orelhas de pincher, pernas, cor, rabo e comportamento de viralatas. Também era menos ardido que um pincher… Osvaldo disse que viu quando o passageiro de um Uno prata abriu a porta e o soltou ali perto da igreja, dois dias antes. O cãozinho caído de mudança ficou por ali e como Osvaldo lhe deu comida, ele – o pincher espigado – o adotou. Na semana seguinte quando lá cheguei, não recebi as boas vindas do peralta cãozinho amarelo. Nem poderia! Ele estava amarrado…

– O que houve? O cãozinho cometeu algum crime para você prendê-lo?

– Cometeu, sim. Homicídio. Aliás, ‘galinhacidio’… O danadinho matou dois franguinhos e uma galinha. Vou ter que desfazer dele…

Quando cheguei em casa naquela noite, depois do futebol, disse à Tatiana, à queima roupa:

– Venha ver o Pingo. Veja se você gosta dele!

– Que Pingo? Do que você está falando…?

– Venha ver…

Foi paixão à primeira vista!… E uma torrente de perguntas, exclamações e chamegos!

-Oh, que gracinha! Onde você achou? Quem te deu? Como está magrinho! Como ele se chama. Coitado, está com fome… Parece Pincher! Que pêlo bonito! Hum, precisa tomar banho!!! Vamos arrumar uma casinha para ele. Não podemos deixá-lo aqui fora… O tigrão poderá bater nele…

Bateu um ciúme… Quase me arrependi de tê-lo adotado!

Pingo foi o décimo terceiro cachorro a integrar a matilha da fazenda naquele fim de ano. Vivia solto como todos os demais.

Quando Domênica, a única que tinha lugar cativo dentro de casa, entrou no cio, Pingo teve que morar com ela na area de serviço, para não ser estraçalhado por Atila, Tigrão, Rock Boy e outros. Nenhum dos gigantes alcançava a pequenina Yorkshire para copular, mas nenhum deles resistia aos seus ‘encantos de donzela’! Domênica ficou prenha pela primeira vez. Ainda bem. Assim ela poderia garantir a estirpe do Pingo, pois ele…?!

Mesmo sabendo que agora tinha uma casa definitiva para morar, uma bela e dengosa companheira e breve teria uma renca de filhos para criar, Pingo nunca deixou suas aventuras. O inverno de 2009 foi um dos mais rígidos dos últimos anos e chegou muito antes do dia 21. Chegou na primeira semana de junho. Alheio ao frio e suas obrigações, Pingo saiu – provavelmente – no inicio da noite para caçar lebre no cafezal ou quem sabe para pular a cerca com a cadela da vizinha… E nunca mais voltou. Teria ele se desesperado, ante a iminência de ser pai, e fugido de casa? Melhor seria se fosse apenas isso.

Quando tentou voltar para casa o portão estava fechado. Ele tentou entrar pelo vão da tela… mas seu destino estava traçado. Enroscou-se e ficou preso na tela, ao relento, na noite gelada. Na manhã seguinte, notando sua ausência, o caseiro saiu a procurá-lo. Seu pelo curto e dourado estava russo de geada. Pingo nunca mais anunciaria a chegada de alguém na fazenda. Foi sepultado sob o sol morno do meio dia, com as devidas honras, num canto do jardim. Seus três filhos do tamanho de ratos nasceram órfãos de pai semanas depois. O único macho da prole viveu apenas um dia. Uma das meninas foi doada tão logo aprendeu a manejar os talheres, quero dizer… desmamou. A outra, que se parecia mais com o saudoso Pingo, ficou morando na fazenda e foi batizada de Dominick! Uma indecifrável mistura de pincher-viralata com Yorkshire Terrier.

A melhor definição para Dominick talvez seja… “é uma figura”. Sapeca, estridente, corajosa e dócil. Se receber um cafuné ela deita e rola querendo mais. Aventureira… – achou o portão aberto ela vai passear. Já foi roubada duas vezes em Santa Rita e fugiu de casa outras duas em Pouso Alegre. Diferentemente da Lassie, que deita diante do portão, encosta a cabeça no chão fica olhando triste, esperando um aceno para correr atrás da gente, e não sai do lugar a não ser se for chamada, Dominick nem espera o portão eletrônico abrir direito… Quer ser a primeira  sair na rua. E se não tomar uma sonora bronca vai passear cheirando aqui e acolá com suas perninhas curtas parecendo uma maquininha automática.

Estou com uma obra – interminável – em casa. Por isso temos que deixar o portão aberto. Para conter o espírito aventureiro de Dominick, tivemos que mantê-la acorrentada. Conseguimos evitar sua fuga mas não a natureza, não o seu cio… O namorado – talvez ela já tivesse mantido encontros secretos com ele em outras escapadas, não sabemos – veio de longe. Era um Poodle preto. Quero dizer Poodle-Vira, né. O fato de ter encontrado Dominick amarrada não diminuiu o assanhamento do macho. Aliás, deve tê-lo deixado ainda mais excitado, pois em poucos minutos ele fez a corte e… ‘apagou’ o fogo da Dominick! O resultado está aí… Este lindo “Pudinho Preto”, filho de Poodle-Vira com Yorkshire-Pincher-Vira, neto de uma pura donzela Yorkshire com um aventureiro Pincher-Vira…

O Pudinho Preto é fofo demais da conta. É a mais pura miscigenação das raças Pincher-Yorkshire-Poodle. Não deve crescer muito, mesmo assim em nosso quintal não há espaço para ele, sua mãe aventureira e o ‘pequeno’ Átila, filho de um legitimo Pointer Inglês com uma São Bernardo. Por isso ele está procurando uma nova família que queira adotá-lo.

A historia do fofucho “Pudinho Preto”, por enquanto dá menos de uma pagina. Mas você pode fazer dela um livro!!!

Topa? Quer levá-lo para sua casa?

Conto do Vigário à Prestação…

O golpe é aplicado ‘de acordo com a cara do freguês’

Se eu não tivesse a credibilidade que tenho com meus estimados leitores e não tivesse ‘viajado’ muito, eu não contaria esta… Pois nem eu acreditaria…

 

Aconteceu a algumas semanas. Dona Maria estava entre a cebola do arroz e o alho do feijão, no meio do almoço no Jardim America, quando o telefone tocou…

– Alô tia, é o seu sobrinho Naldinho, de Bragança Paulista, tudo bem? O primo taí…? Pede para ele me ligar, urgente. Anota aí, o numero…

Quando o filho chegou ela transmitiu o recado e ele imediatamente retornou a ligação.

-Primo? Í rapaz, tô numa enrascada… Eu tava voltando para casa e o meu carro quebrou na estrada. Estou sem grana. Será que você não poderia me mandar o dinheiro para pagar o mecânico?

… E o filho de dona Maria, primo do Naldinho mandou R$ 1.200 reais… Depositou na conta da esposa do mecânico.

Uma hora depois o primo voltou a ligar. Já estava na oficina.

– Não sei nem como te falar isso, primo, mas o conserto vai ficar em R$3.100 reais e eu estou numa oficina na beira da estrada, sem dinheiro…!!!

E o filho de dona Maria, primo do Naldinho, novamente transferiu o valor para a conta corrente da mulher do mecânico!!!

As três horas da tarde Naldinho voltou a ligar para o primo, todo triste. Quase dava para ver as rugas de preocupação e desanimo no rosto dele e as lagrimas escorrendo…

– Ah, primo, tô ferrado… É o motor que ‘tá fundindo. Vai ficar em 6.000 mil reais!

Outra vez o primo saiu de sua casa, foi até o banco e transferiu os R$6.000 reais para a conta da esposa do mecânico!!!

Lá pelas seis da tarde Naldinho, o sobrinho de dona Maria voltou a ligar para o primo. Desta vez não precisava de mais dinheiro, não. Nem para a gasolina. Ligou para agradecer o primo por tê-lo tirado da enrascada.

Oh, primo, você e tia foram super bacanas comigo. Ninguém teria feito por mim o que vocês fizeram – também acho – Amanhã cedinho estou chegando aí para tomar o café com vocês. Valeu primão…

As seis da manha do dia seguinte o telefone da dona Maria voltou a tocar. Era o Naldinho de novo!!

– Ah primo, nem te conto! Estou parado numa blitz da policia rodoviária… Tô precisando de mais algum dinheiro…

… E o primo do Jardim America – pasmem meus estimados leitores!!! – desta vez não depositou mais dinheiro na conta da mulher do mecânico!!!

Isso mesmo. O filho de dona Maria, passou a noite matutando com seus botões: “Será que o primo Naldinho vai me pegar os R$ 10.300 que eu emprestei”? E chegou à  conclusão que não depositaria nem mais um centavo na conta da mulher do mecânico caso ele voltasse a ligar…

Depois de desligar o telefone na cara do primo Naldinho, o filho de dona Maria resolveu procurar na agenda o numero do telefone dele! Fez uma brilhante descoberta… O numero era outro. Ligou para ele e soube que seu carro estava descansando placidamente na garagem de sua casa em Bragança Paulista… sem nenhum problema no motor.

Na semana seguinte, depois de tentar inutilmente cancelar as transferências bancarias para a conta da mulher do mecânico, o primo do “Naldinho”, filho de dona Maria, finalmente procurou a delegacia de policia para registrar queixa contra o falso Naldinho, pois achava que havia caído em um golpe…!!!

Não ria do primo do ‘Naldinho’… Este é o famoso golpe do “Alô, vovó”. Vem sendo aplicado todo dia em cidades de qualquer porte. Qualquer família pode cair no golpe. Especialmente primos de ‘bom coração’…

 

Empresario de Pouso Alegre é assassinado a tiro e esquartejado pela esposa

O empresário Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, gerente proprietário da empresa alimenticia Yoki, com filial no Distrito Industrial de Pouso Alegre, foi assassinado pela esposa Elize Araujo Matsunaga, no interior do apartamento do casal em São Paulo. Depois de matar o marido com um tiro de pistola 765 na nuca, Elize arrastou o corpo para o quarto da empregada – que dispensara – e o esquartejou. As partes serradas do corpo, Elize colocou em sacos plásticos previamente comprados para este fim, colocou em malas e pela manhã deixou o apartamento para jogar os pedaços do corpo no mato. Abandonou os sacos nos arredores de Cotia, há 40 km de São Paulo, onde foram encontrados no dia 27 de maio.

O mega-empresario, cuja empresa do ramo de alimentos acaba de ser vendida para uma empresa americana por R$2,2bilhoes de reais, estava desaparecido desde o dia 20 de maio. Ele fora visto pela ultima vez na véspera, às sete da noite do dia 19, quando desceu do apartamento para pegar uma pizza. Seu desaparecimento foi registrado na policia, pelos seus parentes, no dia 22.

No dia seguinte ao sumiço do empresário, sua esposa Elize, 38 anos, foi vista saindo do predio de manhã, com três malas com rodinhas. Ela só voltou para casa no final da noite.

Mulher do executivo, presa desde a noite de segunda-feira (Foto: Carlos Pessuto/Futura Press/AE)

Elize, que tinha formação de enfermeira, curso de direito e fazia cursos de tiros com o marido, teve a prisão temporária decretada e foi presa na segunda feira. No soturno apartamento onde matou e esquartejou o marido, enquanto a filhinha de um ano dormia, a policia encontrou evidencias do crime tais como sacos plásticos com tarja vermelha, semelhante aos que continham os pedaços do empresario, encontrados na beira da estrada de Cotia.

Se declarando desde o inicio, inocente, ao sentar-se ao piano do manjura no final da manhã desta quarta, 06, a assassina confessou e contou com detalhes o macabro crime. A motivação teria sido o ciúme exacerbado que sentia do marido. Elise achava que Marcos, com quem estava casada há dois anos, a estava traindo e chegou a contratar um detetive particular para investigá-lo.

O que chama a atenção neste crime brutal, não é tanto a frieza,  mas a estupidez em achar que ficará impune, que não seria descoberta….

Na tentativa de cometer um crime perfeito, dando sumiço no corpo do marido, a jovem, bonita, milionária e… burra, cometeu três falhas grosseiras.

Primeiro: sumiu com o corpo dentro do prédio, vigiado 24 horas por câmeras;

Segundo: saiu do prédio de manha carregando três malas grandes e voltou horas depois sem as malas…

Terceiro: Na segunda feira, antes de ser presa, fez entrega espontanea das armas do marido à Guarda Municipal. Uma delas, a mesma que disparou a bala assassina, que deverá ser periciada pela balística. Sem contar que dispensou a empregada e a babá na noite do crime! Só faltou doar as roupas do morto para um bazar…!!!

Podia ao menos ter “pintado o cabelo de preto” antes de aparecer para todo o Brasil diante das cameras. As loiras agradeceriam…!