Eram exatamente treze horas da tarde ensolarada e quente de novembro como hoje. Os setenta e dois soldados da Bateria Comando estavam simetricamente enfileirados por colunas sob a cobertura ao lado da Bateria, quando o grandalhão oficial Vargas, recentemente promovido a Capitão recebeu o comando do cabo-de-dia. Após dar a ordem costumeira.
-Descaaaaasarrrrrr…
Passou a fazer uma chamada aleatória;
– Três vinte e quatro …
– Rabelo – Respondeu com voz grave o refratário de 22 anos, de Machado.
– Três trinta…
– Héééélio – respondeu o mecânico de Santa Rita esticando o ‘e´’.
-Tres zero quatro …
– Máts – respondi apimentado o ‘a’ e engolindo o ‘o’.
– Três quarenta e nove …
– Evaniuuuuudo – respondeu o soldado Evanildo, prolongando o som do ‘u’, em tom grave. Quem apenas ouvisse a voz, acharia que era um homenzarrão de 1,87mts, quase do tamnho do ‘Vargão”. Era um baixinho marrudo que fazia flexão com um braço só mas não media mais do que 1,68mts. Foi campeão do Pentatlo militar naquele ano, mas foi reprovado no PELOPES, por falta de altura. Eu por que era muito franzino…
O comandante deu três passos lentos na direção do soldado, parou na frente dele, de braços cruzados nas cotas e repetiu, como se estivesse do outro do prédio;
– Soldado 349?…
Evanildo desfez a posiçao de sentido, afastou as mãos das coxas, afastou a perna direita Continuar a ler








