Policia Militar interagindo com a população…

20º BPM realiza o ACISO do Bairro São Geraldo

As Ações Cívico-Sociais ou ACISO são atividades realizadas pela Polícia Militar para prover assistência e auxílio a comunidades, desenvolvendo o espírito cívico e comunitário dos cidadãos, para resolver problemas imediatos e prementes.

O 20º Batalhão de Polícia Militar dentro das comemorações de seu Jubileu de Prata, “Aniversário de 30 anos de sua instalação na cidade de Pouso Alegre” realizou neste sábado, 27 de outubro, uma Ação Cívico Social para os moradores do Bairro São Geraldo, levando a comunidade local um ato de promoção de solidariedade, cidadania, paz social e segurança.

Participaram da Ação Cívico Social parceiros, amigos e órgãos envolvidos no Sistema de Defesa Social, que ocorreu na Policlínica Municipal do Bairro São Geraldo, onde as crianças se divertiram com os brinquedos, com os passeios nos cavalos utilizados pela cavalaria da PMMG, distribuíção de sorvetes, refrigerantes, pipoca doce, balas e pirulitos, além dos sorteios de cestas básicas, caixas de leite, vale gás e mochilas escolares. A comunidade contou com serviços de atendimento do Conselho Tutelar, corte de cabelos, dicas para cuidados com animais de estimação e orientações para com a saúde.


A Banda do 20º BPM, o grupo de escoteiros de Pouso Alegre e os mascotes “PM Amigo Legal”, e Dare, do Proerd, proporcionaram alegria e diversão aos participantes do evento.

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS
“237 anos construindo cidadania ao lado do povo mineiro”
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL DO 20º BPM

 

Aventuras e desventuras de Cirilo Bola Sete…

MENINOS QUE VI CRESCER

 

      Andando hoje pela manhã no charmoso calçadão do Leblon, Ipanena e Arpoador, lembrei – vejam só? – do Cirilo Bola Sete!!! Há dois anos, quando eu o entrevistei debaixo da conteira, defronte sua casa no velho Aterrado, ele contou que desfilou belo e faceiro por aqui…

O leitor que entrar no Aterrado, virar para ir ao Sesi e logo em seguida virar a esquerda, caminhar cerca de 150 metros em frente vai chegar a uma tripla encruzilhada. À da esquerda vai para o rancho da família do Marcilio Alves, a do centro leva à casa do desportista João Cavalo, a da direita leva a esquina fatídica, onde no dia 27 de novembro de 83 os irmãos Reanir de Lima mataram o detetive Marcos “Cabeçada” Alves da Silva com seu próprio revolver, após surpreende-lo de trás de uma cerca de taquara. Na encruzilhada da direita tem uma casa de blocos sem pintura, atrás de duas frondosas Conteiras ou Santa Bárbara. Uma cerca de alambrado mantêm fechada uma granja de patos, marrecos e galinhas mestiças. A casa antiga era mais aconchegante ou glamourosa. Tinha alpendre de frente para a encruzilhada, e durante toda sua existência teve duas cores: ora verde oliva, ora amarelo mostarda. A casa atual tem outra arquitetura, outra cor – blocos sem reboco – é cercada de alambrado, mas ocupa o mesmo espaço. Agora é preciso sentar-se no banco de concreto debaixo das conteiras do lado de fora do alambrado para observar o intenso movimento do trecho que se afunila na rua Cordeiro Olimpio. Foi ali que Cirilo nasceu e viveu quase metade de sua vida. A outra metade viveu nas cadeias e penitenciarias de Minas e de São Paulo ou nas ‘quebradas’, fugindo dos homens da lei.

Conheci o pai muito antes de conhecer o filho delinqüente. Luiz Pereira, o Bola Sete era um mulato claro de 1,68, ligeiramente obeso, pele lisa, rosto e quase todo o resto arredondado. Tinha prosa boa e sorriso fácil. Trabalhava de passador na alfaiataria do Keide na Dr. Lisboa, ao lado da joalheria do Piula, três pontos comerciais acima da sorveteria do Tião Bananeira. O apelido Bola Sete eu não sei de onde veio. Certamente se deve à predileção pela bola sete do bilhar que jogava muito bem no Bar Recreio. O fato é que o passador gorduchinho alegre e simpático, em 1976,77 já esboçava os primeiros sorrisos amargos. É que seu filhote Cirilo começava ensaiar os primeiros passos no crime, dando trombadas em garotos ou tomando na cara dura seus bonés ou objetos que eles levavam nas mãos. Bem mais tarde, já na década de 80, quando conheci o trombadinha, pude constatar que Bola Sete morria de vergonha toda vez que ficava sabendo de mais um delito cometido pelo filho. E já não eram mais trombadas. Aos dezessete anos Cirilo tinha quase o mesmo porte físico de hoje, porém muito mais ágil e forte. Furtos sorrateiros e roubos nas quebradas, atrás de uma faca tipo peixeira – naquele tempo não existia essa boiolagem de roubar com faca de cozinha, usava-se a famosa ‘lapiana’ numero nove tipo peixeira que impunha respeito – ou um revolverzinho 22 ou garruchinha velha de dois canos. Pistolas automáticas, Magnum 357 ou mesmo Taurus trezoitão só nas capitais paulista e carioca ou então se conseguisse arrombar a B.Pacheco e Cia.

Apesar de ter passado praticamente toda sua vida útil, de maneira inútil, por conta da justiça ou tentando fugir dela – só atrás das grades foram 19 anos – podemos dizer que Cirilo “se deu bem”. Sua algibeira nunca viu mais do que quatro ou cinco notas de 50, juntas, mas conseguiu sobreviver na prisão, pagar seu debito com a sociedade e hoje está limpo. Será…?

Tendo trabalhado fora de Pouso Alegre alguns anos e Cirilo pago cadeia em outras paragens, perdi de vista parte de suas façanhas e foi o próprio que as contou sentado no banco de concreto debaixo das Conteiras na encruzilhada da Cordeiro Olimpio, defronte sua casa no velho Aterrado. Mas voltemos aos anos 80, quando a nova safra de detetives chegou a Pouso Alegre. Adair, Pingüim, Barbosinha, Valim, Dorigatti, que ‘eram da terra’ e Romeuzinho, Luiz Neves, Munhoz, Paixão, Beijinho, Lobão, depois Pradinho, Tiãosinho, Batista, Faria, que fincaram raízes na terra do Mandu e outros que deixando marcas ou não foram embora. Não são apenas nomes, são policiais que destacaram Pouso Alegre no mapa do combate à criminalidade, desvendando crimes e prendendo meliantes destas e de outras plagas que aqui aportavam.

Até o final daquela década o “modus operandi” da policia civil era bem diferente. A policia conhecia todos os meliantes da cidade e sabia o que cada um andava aprontando. Meliante fichado na policia circulando nas madrugadas desertas…

Para continuar a ler essa historia, adquira o livro “Meninos que vi crescer”.

 

Mais de 200 passarinhos indo embora… de Bora…

Você tem pena de passarinhos presos em gaiolas?

        E se eles estiverem presos dentro de caixas de leite longa vida, no porta malas de um carro, fazendo uma viagem de 280 quilômetros?

        Pois acredite… Isso estava acontecendo!!!

        Pior… dezenas deles foram atropelados dentro das caixas, sem poder voar…!!!

Durante abordagem de rotina – aliás, elas estão acontecendo a qualquer hora do dia ou da noite, no posto de fiscalização no bairro do Cervo, desde que ele foi instalado – os patrulheiros estaduais depararam com uma debandada de pássaros silvestres indo pousar em outros galhos. O problema é que as avezinhas não estavam viajando livres leves e soltas pela noite morna… Elas viajavam jururús, suadas, sufocadas em pequenas caixas vazias de leite tipo longa vida e alguns alçapões de madeira. As caixas com dois ou três furos para respirar e as gaiolinhas estavam no interior e no porta malas do veiculo VW Bora, placas DEA-4312- São Paulo, conduzido por Clovis Ferreira Conceição. E a viagem seria longa… de Machado à Embu, na grande São Paulo.

Clovis, 47 e o comparsa Jaime Raimnudo Silva, 45 anos, contaram que os Canarinhos do Reino, Coleirinhas e Trinca Ferro haviam sido adquiridos do caçador conhecido por “Lequinho”, nos arredores de Machado, ao preço médio de 3,50 as Coleirinhas e Canarinhos e entre 20 e 30 reais os Trinca Ferro. Segundo os traficantes de pássaros, eles seriam revendidos em Embu com lucro de 5 a 10 reais cada um.

A maldade com os inocentes músicos da natureza tinha ainda um capitulo ainda mais cruel. Ao constatar o crime ambiental, os patrulheiros seguraram os documentos e ordenaram que os traficantes os seguissem conduzindo o próprio Bora até a delegacia regional de Pouso Alegre. Quando lá chegaram, o carro estava vazio. Quase todas as caixas de leite com as avezinhas haviam sido jogadas na estrada!!!

Os patrulheiros voltaram pelo mesmo caminho à procura da prova do crime, pois cada pássaro apreendido equivale uma multa de quinhentos reais. Encontraram boa parte das caixas de passarinhos jogadas na pista… Esmagadas pelos carros que passaram logo depois!!!

O diretor do IBAMA em Pouso Alegre, Fernando Bonilo, além de socorrer as avezinhas sobreviventes e soltá-las ao seu habitat natural, pediu o deposito judicial federal do veiculo usado no crime.

O que sobrou de pássaros sem esmagar, custou aos cruéis traficantes de aves R$ 74 mil reais e o veiculo Bora que os transportava.

Achei pouco…!

Do ‘Crem’ para o Hotel do Juquinha

Sebastião Alves Maia, motorista da ‘Trans Tassi’, de Poços de Caldas, passava por Pouso Alegre, com seu caminhão carregado de oxigênio, quando resolveu parar para descansar. Procurou um lugar seguro. Estacionou o bruto ao lado do terminal rodoviário, onde há movimentação de pessoas, veículos e policiais durante toda a noite e entregou-se às caricias de Morfeu em um hotel ali perto. Acordou às sete e meia da manha com batidas na porta do quarto. Era a policia…!

Apesar da sisudez do trabalho e da hora ainda tão pequena do dia, os policiais gastaram o bom humor…

– O senhor é o motorista do caminhão de “Air Liquide” que está estacionado lá fora? – Perguntaram.

-Sim. Aconteceu alguma coisa…?

– Temos duas noticias… Uma boa e uma ruim! Qual você quer primeiro?

Com olhar perscrutador, tentando adivinhar o que acontecera, Sebastião balbuciou…;

– A ruim primeiro, né!

– Arrombaram seu caminhão e furtaram seus pertences!

– … E ainda tem noticia boa? – Emendou Sebastião.

-… Já prendemos o ladrão e recuperamos os objetos roubados !

O furto acontecera às 05:40h da manhã. Enquanto Sebastião Alves dormia, o garotão Jeferson Luiz Maciel arrombou o caminhão e furtou do seu interior uma impressora com coletor para emissão de nota fiscal, uma caixa de ferramentas, equipamentos de segurança e uma mala de roupas.

Não se importando com os olhares dos passantes à meia luz da aurora, Jeferson se afastou de fininho do caminhão, mas não foi longe. Um dos ‘olhares’ indignados digitou 190 e ele caiu nas malhas da lei dois quarteirões adiante, antes que a res furtiva virasse ‘brita’ numa boca qualquer do velho aterrado.

Antonio A. Maia, 47 anos, morador da bela Passos, a cidade mais violenta do Estado, recuperou seus objetos antes de saber que eles haviam sido furtados e pôde seguir viagem… atrasado!

E o larapio Jeferson Luiz???

Bem, toda moeda tem dois lados…

Quando eu lhe perguntei seu endereço, encostado no canto da cela correcional, Jeferson baixou a cabeça e só depois de uma eternidade respondeu, reticente, já com voz tremula;

– Moro na rua…

– Você não tem família, casa…?

– Tenho mãe, mas não tem jeito, não… Eu fui abandonado quando tinha dois anos, eu e meu irmão maior fomos deixados no CREM… Minha mãe foi expulsa da cidade…

– Expulsa? Porquê?

– Tentativa de homicídio… Eu cresci no CREM até os 15 anos. Aí fui pra rua. Conheci as drogas, furto… Fui internado na clinica em Itamonte. Chequei a ser monitor do grupo, líder de albergue… Mas não podia ficar lá mais de um ano… Voltei p’ra rua e ‘inferpei’ no crack. Roubei o caminhão do ‘coroa’ p’ra trocar por pedra…

Quando perguntei do irmão, o garotão que minutos atrás tinha cara de mau, deixou cair a mascara de vez, desandou a chorar… viajou no tempo!

– O meu irmão..? Eu queria ter a sorte dele! Ele foi adotado, casou, tem emprego, tem mulher, casa, filho…

– Mas sua mãe não aceita você de volta?

– Ela mora na rua Projetada, no Aterrado. Faz poucos meses que ela saiu da cadeia… trafico de drogas. Conheci ela quando tinha 16 anos… Sem chance!

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… Depois de assinar seu primeiro 155 – segundo ele – Jeferson Luiz Maciel – que diz ser filho de Sandra Maciel dos Santos – recebeu amparo social… Vai morar no Hotel do Juquinha!

Perseguição e tiros no Jardim Yara

           Como é fácil furtar uma motocicleta…!!!

 

          Como de habito, o atleta Marcos Vinicius Pessanha, morador do velho Aterrado, parou sua motoca Honda Twister vermelha na porta da Quadra do Orlando, no Costa Rios, às oito da noite e foi lá dentro disputar uma pelada com os amigos. Quando saiu lá fora às nove e meia da noite, para voltar para casa… não achou nem o vento da Twister!!! O garotão W.F.D.Neto, 15 anos, que conhecia seus hábitos, havia ‘mixado’ a motocicleta e estava desfilando belo e formoso com ela cidade afora…

Mas Marcos estava com sorte. Antes que ele arrancasse os cabelos, recebeu um telefonema da policia militar… Haviam recuperado sua moto furtada!

Ao perceber um garotão com pinta de somongó circulando pela Dr. Lisboa na motoca vermelha com pinta de ‘cabrito’, os homens da lei tentaram a abordagem. O motoqueiro arisco acelerou e entrou pela Perimetral em alta velocidade. Na altura do Jardim Yara, com os policiais fungando no seu cangote, topou com outra viatura que vinha em sentido contrario, se atrapalhou e se espatifou no chão. Como erva ruim geada não mata, o pequeno meliante levantou-se e tentou dobrar a serra do cajuru, a pé pelas ruas do Yara. Enquanto a viatura contornava o canteiro, um policial seguiu sua sombra, à pé. Numa esquina, prestes a cair nas malhas da lei, o garoto parou e fez menção de sacar uma arma… Por garantia o policial que já trazia o trabuco na mão, abriu fogo! Errou o alvo e o ladrão de moto continuou sua fuga. Ao tentar pular uma grade na Rua dos Gradiolos, finalmente enroscou-se nas malhas da lei.

O objeto que o garoto fez menção de sacar era na verdade uma “mixa”… uma chave falsa, feita com metade de uma tesourinha de cabo azul. Foi com ela que ele conseguiu ligar a motoca do Marcos Vinicius enquanto ele jogava futebol no Costa Rios!

Marcos Vinicius, o atleta de peladas recuperou sua Twister quase intacta. O delinqüente de 15 anos, morador da Antonio Pereira Sobrinho, no velho Aterrado, recebeu apenas um puxão de orelha, pois é “dimenor” e voltou para casa de braços dados com a mãe… à pé!

… E você meu estimado leitor, já sabe! Se perder a chave de casa, do carro ou da moto, chame o W.F.D.Neto… Em menos de um minuto ele abre para você! Com metade de uma tesoura de cabo azul…

Daniel Alexsandro inaugura “paredão” do Bretas…

Outro dia ouvi uma pessoa dizer que todo estabelecimento comercial de grande porte contabiliza 5% do seu faturamento como “perdas & danos”… pequenos furtos praticados por larápios sorrateiros que levam pequenos objetos na bolsa ou na cueca sem pagar. Será?

O recém inaugurado Supermercado Bretas, na Perimetral inaugurou seu departamento de perdas e danos na ultima sexta à tarde.

 

Daniel Alexsandro Mello Firmiano, 19 anos, morador do velho Aterrado, desfilou belo e sorrateiro pelo novíssimo supermercado – que de novo só tem mesmo as instalações, pois os preços são velhos como os demais da cidade – e em dado momento escolheu o produto que ia levar… mas pretendia levar na conta do ‘abreu’… se ele não pagar, nem eu!!!

Enquanto desfilava pelos corredores namorando as gôndolas, seus passos eram atentamente seguidos pelo chefe da segurança. Para evitar constrangimentos, o funcionário foi esperar Alexsandro lá fora, no estacionamento. Quando o jovem big brother saiu, recebeu o clássico convite;

– Queira acompanhar-me até a gerencia, por favor?

Querer Alexsandro não queria, mas como recusar um convite tão gentil!!!

Ainda bem que o segurança estava atento e evitou o furto pois o prejuízo seria grande!!! Alexsandro levava na cueca um aparelho Prestobarba Bozano e cinco lâminas!!! Quase R$ 9 reais…!

Isso lhe custou R$ 622 reais de fiança. Como não tinha tanto dinheiro assim na algibeira, foi se hospedar por conta do contribuinte no Hotel do Juquinha.

Está inaugurado o ‘paredão’ do Bretas…!

Da Galeria Pagé para Pouso Alegre…

A princesinha do vale do Rio Doce, ao pé do Pico do Ibituruna. É para lá que iriam os celulares ‘made in Paraguai’…

 

       Ao pé da noite desta segunda, a Policia Rodoviária Federal fez uma bela apreensão de aparelhos celular na rodovia Fernão Dias. A apreensão se deu no Posto de Fiscalização do bairro Cruz Alta, durante abordagem de rotina a uma caminhonete Mitsubishi L-200 Triton, placas de Governador Valadares. O piloto Leandro Ferreira Borges, 31, trazia além dele e de dois comerciantes conterrâneos,  191 aparelhinhos ultra modernos, “made in Paraguai”, naturalmente sem nota fiscal.

O comerciante, estabelecido na bela cidade do leste mineiro, que mais exporta brasileiro para o Estados Unidos, admitiu que comprou a mercadoria no Shopping Oriental e na Galeria Pagé, na 25 de Março, em São Paulo, para distribuir para a mineirada… sem pagar impostos!

O delito está previsto no artigo 334 do Código Penal Brasileiro – contrabando – cuja pena varia de 1 a 4 anos de detenção e comporta fiança. Leandro e os amigos seguiram viagem, mas deixou para os cofres do Estado R$ 1,5 mil reais de fiança além dos 191 aparelhinhos ‘na caixa’…

O molho saiu mais caro que o peixe!

Presos por vender farinha na padaria…

Uma ligação anônima no inicio da madrugada de sábado, levou a policia militar a uma padaria da Rua Nova no velho Aterrado. Segundo o informante, três rapazes estavam no local distribuindo farinha…

Espere aí, farinha? Na padaria…??? O que a policia tem com isso???

É que a padaria estava fechada, era uma da manhã e a ‘farinha’ era muita cara… Custava ‘dé real’, o grama!!!

A droga estava enrustida num buraco da parede ao lado. Andre da Cunha Matos – é de outra arvore !!! – 19 anos, David Michael Ramos, 21 e o “dimenor” G.S.R. 17, estavam sentados na escada da padaria a espera dos clientes mas juraram de pés juntos que nem conhecem drogas…

Mas não teve choro nem vela e nem fita amarela… Desceram todos no taxi do contribuinte, sentaram ao piano assinaram o 33 e foram se hospedar no Hotel do Juquinha.

 

 

 

A casa caiu … no Jatobá

Não, meus estimados leitores, não estou falando da prisão do Zeca Fuminho, traficante de drogas do velho Aterrado, nem da dupla de ‘motoqueiros fantasmas’ que costuma assaltar padarias engarupados na Titan azul, nem mesmo da Maria Mão Leve que vive furtando roupas intimas em lojas da cidade… Desta vez não estou falando no sentido figurado! A casa caiu no sentido literal da palavra… Caiu. Desabou, desmoronou, foi para o beleléu! … E não levou a família inteira junto por puro milagre!!!

Eram cerca de oito e meia da manhã de segunda, 17, quando a mãe de Janaina Silva dos Reis acordou a filha para trabalhar. Antes de entrar no banheiro ela notou uma trinca na parede do quarto e comentou;

– Ué, esta trinca não estava aqui antes…

Janaina abaixou-se, apalpou a trinca na parede e percebeu que a parede estava vibrando, tremendo! De repente percebeu a tragédia…

– Mãe, pai, a casa vai desabar!!!

Saíram correndo para a rua e em segundos a casa desabou sobre a construção ao lado.

Na verdade a causa do desabamento, pelo que mostram as fotos desta quarta feira, foi justamente a obra iniciada ao lado à uma semana. Questionado pelo Sr. Cesar, pai de Janaina, o dono da obra vizinha disse que seu engenheiro havia garantido que não haveria problemas…

Reconstrução da casa que era habitada há três anos? Só Deus sabe quando!!! Enquanto isso, Janaina, a mãe, o pai e um irmão, estão vivendo de favores, com a roupa do corpo, cada um na casa de um parente…

O que mais chama a atenção nessa historia toda é a explicação que o dono da obra vizinha teria dado para o desabamento da casa, segundo Janaina;

– A vizinha recebeu amigos para uma festa e balançaram muito a casa, por isso ele caiu…!!!

Janaina de fato recebeu meia dúzia de amigos e parentes para soprar suas 23 velinhas, no sábado à noite. A casa caiu na segunda, quando os pedreiros retomaram as obras do lado de baixo…

E agora… Quem vai reconstruir a casa que caiu…???

 

Luan & A.M.S, um assalto por hora…

      Nem Bonnie & Cleide tinham tanta sede de aventuras criminosas!!! Em menos de três horas eles cometeram três crimes em três municípios diferentes…

 

          Eram cerca de onze da manhã ensolarada e poeirenta desta terça, 18, quando os moradores do bairro Taperas, zona rural de Estiva, viram dois guampudos retirando as telhas do telhado da igrejinha do bairro…

Seriam voluntarios consertando o telhado?

Seriam anjos sufocados pelo calor querendo sair em busca de ar puro?

Não!!!

Eram ‘diabos’ tentando entrar, para roubar…!!!

Surpreendidos por populares os infiéis desistiram do furto, desceram do telhado, entraram em um Celta prata e dobraram a serra do cajuru.

Duas da tarde de sol quente e abafado, um oficial da PM que aguardava o semáforo da Dr. Lisboa em Pouso Alegre, viu quando um Celta prata, com placas de Jacareí-SP, avançou o sinal vermelho e desceu  levantando poeira em direção ao velho Aterrado. Consultado o sistema informatizado, constatou-se que o Celta, placas EAY-4706, pertencente à Neuza Mendes dos Santos, havia sido furtado na cidade de Jacareí no ultimo domingo.

O veiculo foi abordado rondando sorrateiramente o bairro Jatobá, talvez à procura de uma vitima desatenta. Ao volante estava o meliante Luan Alves dos Santos, 22 anos. No banco do carona, sua irmã P.K. de 17 anos. Faltava o parceiro, aquele que fora visto no telhado da igreja no bairro Tapera em Estiva no final da manhã. A.M.dos Santos, 16 anos, foi preso meia hora depois em sua residência na Rua Sapucaí, no velho Aterrado. Sem ter como tapar o sol com a peneira, eles confessaram a tentativa de furto na igreja. E contaram muito mais…!

Não se pode negar, Luan e o irmão são sacudidos, trabalhadores e ‘religiosos’… Luan, dono de extensa capivara’ de 155, 28, 129, 157, deixou a cadeia de Jundiaí no dia 06 de setembro, onde passou dois anos e meio, por furto em Nazaré Paulista. No dia 16 furtou o Celta – que ele diz ter comprado de um tal de “Neguinho” por três mil reais sem saber a procedência – em Jacareí.

Ontem pela manhã o irmão colocou um punhal enferrujado na cintura e saíram em direção ao bairro do Pantano São Jose, a fim de roubar chácaras. Depois de serem surpreendidos no telhado da igreja, mudaram de rumo. Foram para Cachoeira de Minas. Passaram direto e pararam em uma mercearia no bairro Albertão. Pediram 45 centavos de bala. Quando o comerciante se distraiu, o garoto A.M. mostrou o punhal e além das balas Chita, levou também os trocados que havia no caixa. Resolveram parar para abastecer o Celta roubado no Posto Bonanza, em Pouso Alegre. Já que estavam ali, seguiram para Silvianópolis em busca de ‘aventuras’. Na mina d’agua da serrinha, pararam na barraca de bananas do Sineval. Se interessaram por um cacho de banana prata. Quando Sineval se distraiu mostraram o punhalzinho enferrujado, limparam seus bolsos e resolveram voltar para Pouso Alegre.

Caíram nas malhas da lei no meio da tarde, só por causa da pressa, por avançar o sinal vermelho na frente de um policial à paisana… Êta mundo cruel!!!

O delinqüente juvenil A.M., foi interrogado e devolvido à seus pais pois é “dimenor”. Luan Alves dos Santos foi autuado no 180 – Receptação de produto de furto – crime constante e foi conhecer o Hotel do Juquinha. Ele até que poderia voltar para casa, no entanto o delegado de plantão arbitrou fiança impagável para assaltante de mercearia e bananeiros… R$ 12.440 reais!