Bomba!!! Caiu o gerente do Hotel do Juquinha!!!

A informação é extra-oficial, mas dá conta de que Leandro Francisco Pereira não responde mais pela direção do presídio de Pouso Alegre. Ele teria sido exonerado do cargo na manhã desta quarta, 7.

Segundo nossa fonte, uma advogada que esteve no presídio hoje pela manhã, Leandro será substituído na ‘gerencia’ do famoso ‘hotel’, por um agente oriundo da cidade de Alfenas.

O presídio de Pouso Alegre, bem como quase todos os do Estado, sempre esteve na mira do Ministério Publico. São freqüentes as denuncias de irregularidades naquela instituição que se pretende “casa de reeducação social”.

Há três meses, no entanto, o próprio diretor virou alvo de investigação. Ele fora acusado de assedio sexual pela agente Maria do Carmo Almeida Silva.

Há duas semanas entrevistamos Leandro em seu gabinete no Hotel do Juquinha. Ele foi categórico em afirmar inocência e justificou as acusações da agente alegando que ela o estaria pressionando para renovar seu contrato de trabalho, conforme matéria – “Gerente” do Hotel do Juquinha… Acusado de Assedio Sexual! – publicada neste blog no dia 25 de outubro.

Nossa fonte não soube informar o que teria motivado a exoneração do agente que dirigia o aludido presídio desde dezembro de 2010.

Saiba mais acompanhando nosso blog…

 

Dimenor tenta matar o amigo em Extrema…

Eram pouco mais de nove da noite quando os dois amigos se encontraram no Restaurante Fronteira em Extrema. Bebericaram uma birita qualquer para tirar a poeira da garganta, jogaram meia dúzia de conversa fora até que o garotão L.A. Pinto, 17 anos, convidou:

– Vamos à minha casa fumar um baseado? Comprei uma paradinha da boa em Bragança ontem à tarde!!

– Ô, tô dendro…

… E saíram pela estrada afora em direção à casa do menor. Tão logo saíram da claridade do entorno do restaurante, L.A. se atrasou uns passos, tirou três projetís da algibeira, tirou um trabuco que trazia na cinta, colocou as três balas no tambor, alcançou o ‘amigo’, apontou o revolver para ele, disse um impropério qualquer e puxou o gatilho…

Tec, tec, tec… Bang, Bang, bang…

Sem entender muito bem o que se passava, no segundo ‘tec’ do cão, Antonio Marcos do Santos, 20 anos saiu em disparada, correndo em zig-zag. Quando os três ‘bangs’ eclodiram ele já estava longe da mira do trabuco do amigo ‘urso’!

Sem conseguir matar o ‘convidado’ à bala, o ‘dimenor’ tentou matá-lo no muque… Correu atrás dele. Entraram  pelos fundos do restaurante no pega-não-pega, com o revolver vazio na mão, colocando em polvorosa as cozinheiras até que pegaram no tapa.

Um policial paulista que estava por acaso no restaurante com a família entrou em cena e dominou o pequeno homicida, pondo fim ao fuzuê!

Na delegacia regional de Pouso Alegre, instado pelo delegado de plantão sobre os motivos da tentativa se homicídio, o “dimenor” justificou:

– Ele – Antonio Marcos – falou que ia me dar uma surra…!

Antonio Marcos, que escapou da morte graças à posição das balas colocadas no tambor do Taurus 38, também explicou a ameaça:

– Ele – L.A.Pinto – andou espalhand0o pela cidade que eu tô roubando…!

O “dimenor” contou ainda que tão logo soube da ameaça de surra, foi até a vizinha Bragança Paulistas e comprou o trabuco por 300 reais para matar o ‘amigo-desafeto’.

O nervosinho vingativo, que foi enquadrado no artigo 16 da Lei 10.826, foi encaminhado para um tete-a-tete com o Representante do Ministério Publico da Comarca de Extrema. Se ele já tivesse completado 18 aninhos, poderia pegar de 3 a 6 anos de cana…

Tirocínio policial, o chupa-cabras do Santander e a fragilidade da lei…

Estava o detetive Prado, da Regional de Pouso Alegre,  no aconchego do seu lar, ao pé da noite de terça, 30, quando lembrou-se que seu carro havia ficado estacionado na porta da delegacia… E resolveu buscá-lo, pois precisaria dele na manha seguinte. Pegou o ônibus, desceu no ponto final da Duque de Caxias e seguiu lentamente para a delegacia.

Quando descia a Com. Jose Garcia, caminhando lentamente na noite abafada, pensando na morte da cabritinha, cruzou com um rapaz falando qualquer coisa num celular colado à orelha. Por acaso olhou na direção do Banco Santander e percebeu que havia dois clientes, um anotando qualquer coisa numa mesinha e outro operando um caixa eletrônico. Nada de mais! Nada demais para um cidadão comum, ou até mesmo para um policial comum…!

Mas certos policiais tem uma coisa chamada “tirocínio policial”! Algo parecido com… Sexto sentido ou… telepatia! É um botãozinho que acende automaticamente no cerébro e avisa;

– Parece que tem alguma coisa errada ali!

Mas que detalhe teria acendido o botãozinho vermelho?

O calejado detetive notou que o ‘cliente’ estava com os braços levantados mais ou menos na altura dos ombros, quando na verdade os botões do caixa eletrônico ficam à sua frente, na altura do peito. Ora, ele poderia estar alongando ou descansando os braços enquanto a maquininha vomitava o dinheiro!!! Poderia… Mas poderia também ser um cliente “coletivo”, daqueles que sacam dinheiro da conta de todo mundo, através do aparelhinho vulgarmente batizado a anos de “chupa-cabras”!

Mas e se fosse?

O que ele, um funcionário mal-remunerado, mal-reconhecido e discriminado pela sociedade, no seu sagrado horário de descanso, fora do expediente, tinha a ver com isso?

Talvez nada, exceto o fato de que a maioria dos policiais, tem sangue de policial correndo nas veias!

Poderia ser apenas uma neurose policial, que vê bandidos em cada esquina, em cada sujeito debaixo de um boné, em cada cidadão que fecha a carranca ou se abre num sorriso dissimulado quando vê um policial! Mas poderia ser uma dupla de estelionatários instalando um aparelhinho para limpar a conta bancaria de dezenas de pessoas inocentes que usariam o caixa nos dias seguintes!!

Ligou para a delegacia. Pediu apoio. Em menos de um minuto chegou o parceiro Diego Henrique. Entraram no Banco. Sacaram a “.40” e anunciaram:

– Policia… Perdeu! Mãos na parede… O que vocês estão fazendo aqui?

Estelionatários, meliantes cibernéticos, jamais reagem à prisão, não fazem mal a ninguém, exceto aos seus bolsos, é claro. Eles sabem quando ‘perderam’… Até porque são pessoas bem esclarecidas, bem organizadas, inteligentes, conhecem leis e sabem que – quase – sempre vão ganhar das leis!

– Estamos sondando o local para instalar um aparelho Chupa-cabras! – Respondeu ludicamente um deles, desarmando os dois policiais.

– Onde esta o aparelhinho ‘comedor de cartões’?

– Não trouxemos… Por enquanto estávamos somente sondando o local…!

Edvam da Silva Morais e Marcos Paulo França, ambos 25 anos, moradores na capital paulista foram levados para a delegacia de policia. Além de uma bolsa a tiracolo, vazia, não havia mais nada com eles que os ligassem a qualquer ato ilícito. Nem mesmo o GM Corsa placas EQC-3134 de São Paulo que os esperava candidamente em frente a Droga Lusa, na Adolfo Olinto, tinha qualquer irregularidade. Constatou que a dupla já esteve presa Poe estelionato em Bragança Paulista. Só isso.

Três horas depois da ‘detenção dos supostos’ estelionatários, depois de contatar a gerencia do banco através do enjoativo “0800”, uma funcionaria apareceu na delegacia de policia e informou à delegada de plantão:

– As portas se fecham automaticamente às dez da noite e se abrem da mesma forma à seis da manhã. Não temos como ter acesso aos caixas neste período…

A esta altura do andar da carruagem, um causídico de São Paulo já havia chegado à delegacia de Pouso Alegre para libertar os instaladores de chupa-cabras. Ele havia sido chamado por outro moço, aquele com o qual o detetive Prado havia cruzado quase em frente ao banco com o celular colado na orelha. Ele também faz parte da fazenda, digo, da quadrilha do ‘chupa-cabra’!

Bem, manter os moços detidos na delegacia de policia até o raiar do dia, até o banco fazer a gentileza de abrir suas portas, para que os policiais tentassem encontrar algum chupa-cabras, não seria possível. É contra a lei. A carta magna do Ulisses não permite. Seria cerceamento da  liberdade de ir e vir. À luz da lei, ainda que confessassem que ‘pretendiam’ praticar um crime, não poderiam ser presos, pois não havia materialidade de crime. De acordo com a Lei 4898, a delegada e seus policiais de tirocínio aguçado poderiam ser processados se o fizessem. O jeito foi liberar os três meliantes, desculpe, os dois meliantes e seu causídico que veio correndo de São Paulo para defendê-los! Antes, porém, um dos meliantes, todo prosa, todo à vontade, confessou em “off” ao detetive Prado:

– O sistema eletrônico deste banco é um dos mais fáceis de instalar o ‘chupa-cabras’…!

A gerente do banco, senhora V., não compareceu à delegacia e nem ao banco na manha seguinte para verificar se algum dos caixas havia sido violado. Mas quando a porta abriu automaticamente, automaticamente o policial Prado e seu parceiro estavam lá para evitar que o suado dinheirinho de incautos correntistas e poupadores fosse parar em outras guaiacas sem passar pelas suas mãos. Passaram quase toda noite em claro, mas estavam lá… Ainda bem!!

Os caixas estavam todos intactos. Não havia qualquer macula. Qualquer cartão entrava e saia dos orifícios sem problemas… Mas coitado de quem ousasse digitar sua valiosa senha… Teria seu rico dinheirinho sacado ou transferido para a conta de um esperto racker sem nome numa cidade qualquer do país e poderia ainda ter cartão e o talões de cheques clonados…

Depois de muito apalpar as maquinas frias, finalmente a tampinha de um compartimento de uma delas caiu… Dentro estava o famigerado aparelho conhecido como ‘chupa-cabra’!

A esta altura o quarteto, desculpe de novo, a dupla Marcos e Edvam, o moço do celular colado ao ouvido e o causídico, já estavam, provavelmente instalando o chupa-cabra em outras paragens…

Li hoje pela manha, o texto de um desembargador, postado no face pelo meu ex-parceiro e amigo Rodney Malveira, recém aposentado delegado de policia de Minas Gerais. O texto vem a calhar! Fala da desorganização, da fragilidade, da falta de prestigio e de reconhecimento da Policia Civil mineira. Ironia…!

A policia civil é assim! Enquanto a sociedade dorme, os policiais velam seu sono e seu patrimônio… Centenas de clientes do aludido banco nem saberão que foram salvos por um policial de ‘tirocínio aguçado’, que passava por ali no seu horário de descanso!

Algumas instituições bancarias prestam serviço – ainda que a taxas e juros exorbitantes – “24 horas”!  Ainda bem que existe a policia civil 24 horas…!!! E o salário e prestigio, ó…!!!

Policia resolve problema de moradia…

Até o ultimo sábado o cidadão Laelmo Pereira da Silva, 34 anos tinha um serio problema de teto! Ele não tinha onde morar!

Depois de vencer sua estadia em um “hotel do contribuinte” no Estado do Mato Grosso, gentilmente cedid pelo Estado, depois  que ele foi pego atravessando a fronteira com meia tonelada de maconha, ele voltou para os braços da cara metade H.S.Leite, no bairro São Judas Tadeu, em Pouso Alegre. Tão logo matou a saudade da cara metade, começou colocar as ‘mangas de fora’ e foi expulso de casa. Foi morar com a mãe no Faisqueira mas acabou voltando para a casa da ex-amasia. Chegou, invadiu – segundo ela – fincou o pé e ameaçou:

– Vou ficar aqui! Você me conhece e conhece meus amigos! Se criar caso, ‘eles’ resolvem facilmente meu ‘problema’ com você!

Apesar das ameaças, H.S. assuntou, assuntou e encontrou a solução para o problema de moradia do ex-amasio… Chamou os homens da lei.

Laelmo, que está em liberdade condicional, sentou-se ao piano, assinou um 147 e foi se hospedar gratuitamente no Hotel do Juquinha, do outro lado do bairro São Judas Tadeu, de onde, com um pouco de sorte poderá acenar para ex-cara metade …!

Loiras boemias perseguem pedreiro até as seis da manhã do dia seguinte!

Quanto tempo seu organismo leva para absorver o álcool contido nas loiras geladas?

Se dormir, o efeito do suco de gerereba, passa!

Quantas horas depois de parar de beber você fica novo de novo?

… Com a palavra, o pedreiro Josino Gonçalves dos Santos, 50 anos, morador do Sertãozinho da Borda…!

Josino foi abordado numa blitz de rotina na MG 290 na entrada do Cajuru, às dez da manhã de domingo, pilotando seu Corsa Millennium, placas DEL-6404 e como os olhos estavam em ‘farol baixo’, recebeu o ‘convite’ para soprar o bafômetro. Sem nada a temer ele aceitou o convite. Qual não foi sua surpresa quando o insensível aparelhinho acusou que 0,60 decigramas de álcool circulava em suas veias!!! Aí sim ele arregalou os olhos!

– Não é possível, seu guarda! Eu juro pela alma da sua vizinha que não bebi uma gota de cachaça hoje!

– Tem certeza?

– Claro que tenho! Eu tava numa festa até de madrugada, tomei algumas cervejas, depois fui para casa, dormi, levantei de manhazinha, tirei o leite das vacas, tratei dos porcos, das galinhas e do Lulu, lá no Sertãozinho e agora estou indo com meu amigo na feira de Pouso Alegre…!

-!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Josino no entanto, não explicou até que hora bebeu e quantas horas dormiu…

Depois de pagar R$622 reais de fiança ele pode ir comer pastel de farinha de milho com garapa na feira… Com o amigo ao volante!

Derrubou o barraco, ameaçou o pai e … caiu da moto!

Você que é de Cambuí conhece o Claudio Jose, o Alemão, o Pintado ou o Claudinho? A policia conhece. São todos a mesma pessoa: Claudio Jose Marques! Ele tem 37 anos, já infringiu uma dezena de artigos do Código Penal, já amargou 16 anos de cana e quer mais…!

Ontem à Claudio Jose desentendeu-se com o pai, Afonso Marques, derrubou o barraco e ameaçou chamar seus amigos do crime para matá-lo. Tudo por causa de herança!  Quando percebeu que os homens da lei iriam chegar, Claudio Pintado montou sua motoca e tentou dobrar a serra do cajuru. Não deu! Estava mamado e a estrada ficou grande demais!! Numa curva da estrada se esborrachou no chão.

Foi a prisão mais fácil que a policia já fez! Ele quase pediu para ser preso e ser levado ao hospital, todo esfolado! Foi sim, mas recebeu somente merthiolate nas escoriações e foi sentar-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre.

Apesar de não ser amparado pela Lei Maria da Penha, ‘seu’ Afonso representou contra o filho por ameaças, mas ele ficou preso mesmo foi por infração ao artigo 306 do Código de Transito Brasileiro.

Claudinho Alemão Pintado Jose Marques até que poderia voltar para se convalescer em casa, mas a fiança arbitrada pelo douto delegado foi proporcional às sua bravatas… R$ 5 mil reais!!!

… E o “filho pródigo” foi se hospedar no velho hotel da Cel. Lambert…

Tinoco… Oitenta e sete anos cantando as belezas da roça!

      

       Findava a tarde fresca e perfumada de primavera. Sentado a poucos metros da bica d’agua, o jovem Jose Salvador Perez brincava absorto com um raminho de erva, quando a beldade chegou. Zula vestia uma singela saia de chita vermelha e verde descendo até as canelas finas, deixando os pezinhos descalços desnudos. A não menos singela blusinha branca rendada emendando-se ao vestidinho conferia-lhe a silhueta de corpinho de violão. Os longos cabelos negros cacheados estavam presos apenas de um lado, por uma rosa vermelha. Era a flor mais bela das redondezas. Só tinha um defeito… Era filha do patrão.

Ao vê-la o jovem moreno, magro, alto, tímido, de um salto se pôs de pé, retirou rapidamente o chapéu da cabeça, fez a mesura e ficou em silencio coçando o chapéu com as mãos enquanto a menina delicadamente se inclinava para encher a lata d’agua. Antes de retomar o trilho batido levando a lata de água cristalina, a linda jovem, sem mostrar os dentes de canjica, esboçou um sorriso e pediu:

– Canta uma musica para mim…!

E ele cantou. Com o chapéu já moído entre os dedos, o suor molhando a testa, o tímido Tinoco, de vergonha ou por respeito, virou-se de costas e cantou solo e sem instrumentos a bucólica canção “Adeus Bela”, uma de suas preferidas…

Como agradecimento, já se afastando com a lata d’agua na cabeça subindo a trilha batida, a jovenzinha lançou-lhe um sorriso maroto, desta vez mostrando os alvos dentes.

Nascia ali um casamento que duraria quase oitenta anos… Com a musica. Era ó o começo da carreira que faria com o irmão três anos mais velho. Estava nascendo a dupla Coração do Brasil, “Tonico & Tinoco.

O desfecho do romance na bica d’água não vem ao caso, é outra historia… É apenas uma das centenas de historias que o jovem tímido contaria ao longo da carreira. Era o ano de 1933, numa fazenda no município de Pratania-SP.

Na sua segunda passagem por Pouso Alegre – a primeira fora em 1973 quando cantou em um circo montado na Com. Jose Garcia com João Parente –  dia 17 de setembro de 1993, em um palanque montado no Pátio da Rodoviária, Tonico e Tinoco cantaram para pouco mais de mil e quinhentas pessoas. Depois da terceira ou quarta musica, Tinoco, o contador de historias – Tonico só abria a boca para cantar e agradecer – disse, com seu sotaque acentuando ‘d’ :

– Esta musica que nóis vamo cantá agora, eu cantei pela primeira na taipa do fogão de lenha do nosso ranchinho, quando eu tinha 4 anos… Fais setenta anos. Que beleza! – E cantou “Tristeza do Jeca”.

A dupla Coração do Brasil, compôs, cantou e gravou cerca de seiscentas musicas. O primeiro disco foi gravado em 1945. Mas desde o inicio dos anos 30, quando o tímido Tinoco cantou solo “Adeus Bela” para a bela filha do patrão, em troca de um sorriso, eles já cantavam nos bailes nas roças, na beira da tuia, nos circos, mais tarde no radio. Quando a televisão chegou Tonico e Tinoco já era a dupla sertaneja – autentica – mais famosa do Brasil. Isso no entanto, não lhes trouxe fortuna.

Com a morte de Tonico no dia 13 de agosto de 94, Tinoco regravou sucessos da dupla, tentou parceria com o filho Tinoquinho, mas a guaiaca que já era magra, nunca mais engordou. Nos primeiros anos deste século, Tinoco esteve perto de passar necessidades financeiras básicas.

No dia 20 de março de 2005 fui ver Tinoco cantar em Águas de Lindóia. O show marcado para as treze horas, aconteceu às quatro e meia da tarde. Ele chegou trazido por um amigo, subiu num palco de dois metros quadrados a um metro do chão, cantou oito musicas e contou pequenas passagens de sua vida, por R$ 1 mil reais.

Nos anos seguintes, o amigo e fã Mazinho Quevedo trouxe Tinoco novamente ao estrelado. Levou-o a abrilhantar o famoso Festival Viola de Todos os Cantos da EPTV.

Ao ver os filhos ainda imberbes cantar na casinha simples do interior de Pratania, a mãe profetizou:

– Vocês, meus filhos, ainda vão dar muita alegria ao povo com suas musicas!!!

Deram mesmo. Cantaram como ninguém a beleza, a harmonia, e a riqueza do campo. Cantaram a sabedoria, a pureza e alegria do homem que vivia lavrando a terra e suas paixões.

Cantaram um Brasil que se foi!!

O Brasil que eles contavam e cantavam em suas musicas, não existe mais há décadas. Não existe mais sertão, não existe mais o caboclo, não existe mais o homem puro do campo. Não existe mais a casinha branca da serra, o mujolo e o moinho e muito menos a casinha de sapé na beira do riacho. A zona rural do Brasil que não é ocupada por grandes fazendas mecanizadas, se transformou ou está se transformando em chácaras, cujos proprietários, freqüentadores de fim de semana, não cultivam sequer um pé de couve e não sabe discernir um garrote cevado de uma novilha prenha. Não tem a menor idéia do que seja um potro tordilho…

Dentre os milhares de fãs da dupla de irmãos cá em terras sul mineiras, temos o Sr. Jose Martinzinho, que a exemplo dos famosos, durante quase meio século fez dupla com o irmão Cirilo. Jose Martinzinho, ainda rapazinho, ia toda noite depois da lida com a terra, na casa do vizinho Zé Candido, única pessoa no bairro a possuir um radio à pilha, ouvir musicas sertanejas, especialmente as de Tonico & Tinoco. Logo depois passou a freqüentar a casa do meu avô, Paulino Ferreira de Matos, dono do segundo radio no bairro e se tornou meu tio, casando-se com minha tia! Descendente de músicos, Zé Martinzinho aprendeu de ouvido tocar viola e violão. Com o irmão Cirilo, com o filho Mario e o neto Marius Lucius, toca e canta mais de duzentas musicas dos ídolos que aprecia desde a longínqua adolescência dos anos 40.

Para falar da beleza e riqueza do que contavam e cantavam Tonico e Tinoco, seria necessário esticar esta tela daqui até Pratania…

Tonico & Tinoco tem um lugar de destaque não só na – verdadeira – musica sertaneja mas principalmente na cultura sertaneja.

Hoje, 4 de novembro, faz seis meses que Tinoco partiu para cantar com o irmão Chiquinho e o parceiro Tonico… no céu!

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Mais um cadáver é ‘pescado’ no Rio Mandu

A pescaria macabra aconteceu no final da tarde quente de domingo, 28, no velho e poluído Rio Mandu, atrás do SESI, no velho Aterrado. Enroscado numa galhada, o corpo em decomposição passaria despercebido a qualquer um, não fosse o cheio nauseabundo e putrefato que exalava, misturando-se a outros tantos cheiros desagradáveis da beira do rio.

O local é freqüentado por nóias, mendigos e outros desocupados que passam pela estreita restinga espremida entre o rio e o muro do SESI … e ali deixam seus lixos e dejetos. Somente quando sentou-se no barranco em uma clareira e lançou a minhoca na água, foi que o pescador percebeu que o mau cheiro estava além do normal. Ao olhar para sua esquerda, viu, enroscado nos galhos de um ‘chorão’ que beijava a água, o corpo de um homem em putrefação. Aliás, o que restava dele…!

Segundo o perito Maciel, da Policia Civil, que esteve no local para os levantamentos iniciais, o corpo que vestia camiseta, cueca, bermuda e um pé de tênis, estava na água entre 4 e seis semanas. Não há mais vísceras, quase não há  músculos… Peixes e crustáceos já fizeram o banquete! Não há como reconhecer o cadáver… Não há mais fisionomia!  Sem necropsia não há também como detectar a ‘causa mortis’.

Como não há identificação e nem comunicação de desaparecimento nas ultimas semanas em Pouso Alegre, o corpo, pele e osso – quase uma ossada – foi sepultado em cova rasa.

Estivemos no local onde o cadáver foi encontrado, a pouco mais de 100 metros da ponte do velho Mandu. Ponte esta que há anos serve de abrigo e moradia de mendigos, nóias e desajustados, alguns com famílias e residências fixas na cidade, outros sem eira & nem beira… O corpo putrefato do pé do ‘chorão’ pode ser de um deles.

No dia 24 de janeiro transeuntes da “Diquinha” encontraram o corpo da ex-prostituta, ex- traficante e nóia Márcia Aparecida Silva, boiando um pouco mais abaixo, no mesmo Mandu. Ela fora assassinada a pauladas e desovada nas águas sujas do rio. Foi o único homicídio insolúvel do ano de 2012.

Quem apagou a vida de Márcia… nunca soubemos!  Quanto ao corpo putrefato do pé do ‘chorão’ atrás do SESI, não sabemos a quem pertence, não sabemos quem morreu!!!… Não sabemos por quem chorar….

 

Veio buscar droga para os amigos … Ficou hospedado no Hotel do Juquinha

No inicio da tarde de ontem o cidadão Claudinei Ângelo Pinto, 31 anos, morador de Lambari convidou a ex-companheira Priscila Vieira Cecílio Lopes, 21, com quem tem uma filha de 7 anos, para ir passear em Pouso Alegre…

-O que você vai fazer lá? – Quis saber Priscila

– Vou visitar um amigo no Aterrado – Respondeu ele sem muita convicção.

– Ah, preciso comprar uma bicicleta para nossa filhinha, vou com você…

Chegando à rodoviária, se despediram e enquanto Priscila subia a Dr. Lisboa cotando bicicleta pink infantil, Claudinei Ângelo – anjo mentirooooso! – foi visitar o ‘amigo’ no Aterrado… Deixou lá quinhentos reais com o ‘amigo’ e voltou para a rodoviária para se encontrar com a ex-amasia.

Painel do site

Quando o casal ia embarcar no ônibus da Gardênia de volta para o Circuito das Águas, os homens da lei apareceram! Um amigo oculto da lei havia avisado que Claudinei Ângelo estava com a cueca recheada de pedra bege fedorenta. Levados para o posto policial do terminal rodoviário, o casal foi convidado a fazer ‘streep tease’… Quando a ultima peça do vestuário de Claudinei caiu, um pacote de crack caiu junto…

Assustada Priscila foi logo explicando:

– Eu não sabia que ele ia comprar droga! Se soubesse dava um couro nele! Tenho nojo do cheiro…!

O bagrinho ensaboado de Lambari explicou que a droga era dele e de outros 4 amigos, para queimar na beira do Lago do Cassino! Cada um havia investido R$ 100 reais na aquisição da droga… Mas somente Claudinei conseguiu hospedagem gratuita no Hotel do Juquinha, depois de assinar o 33…

 

Em briga de marido & mulher, quem mete a colher… Leva faca!

Aldemir Luiz da Rocha, 45 e S.M.Tertuliano, tem um relacionamento, digamos… ‘colorido’, do tipo “tapas & beijos”… Ao pé da noite desta terça 30, eles trocaram farpas & espinhos e o relacionamento descambou para os ‘tapas’…

Jose Roberto Monteiro da Silva, que mora sob o mesmo teto que Aldemir, embora não tivesse nada a ver com a briga do casal, não podia deixar passar a oportunidade de exercitar o cavalheirismo… Tomou partido da amiga S.M…. E quase tomou também facadas. Aliás, alguns golpes acertaram seu peito e suas costas, de raspão. Depois de passar pelo pronto socorro com alguns arranhões no costado, o trio foi parar na delegacia.

S.M.Tertuliano, apesar dos arranhões dispensou os préstimos de “Maria da Penha”. Não quis processar Aldemir, mas Jose Roberto não deixou barato, representou contra o amigo!

Como o leitor já sabe o delito de lesão corporal, previsto no artigo 129 do Código Penal, tem um peso e duas medidas… Se a vitima é “mulher”, o valentão se enquadra na Lei 11.340 e vai em cana… Se a vitima é “homem”, o mesmo valentão se enquadra na Lei 9.099, tem audiência previamente agendada com o homem da capa preta, mas continua livre, leve e solto!

Assim sendo, Aldemir poderia voltar para casa no velho Aterrado e continuar seu destempero com a ‘namorada’ e o amigo, porém… Ele tinha em seu desfavor um mandado de prisão preventiva oriundo da Comarca de Borda da Mata, por descumprimento de intimação judicial!

Para garantir que Aldemir estará presente na próxima audiência, ele ficará hospedado no Hotel do Juquinha até o dia 24 de janeiro!