Marcelo Rios… outra vez sem celular

Semana passada o cidadão Marcelo de Almeida Rios, chamou a policia para dar queixa de roubo do seu aparelho celular – ver matéria Andrezinho toma celular na tora e ameaça matar – e contou que o meliante havia tomado seu aparelho. Ontem ele chamou a policia novamente, desta vez no Texas e repetiu a queixa, mas contou historia diferente. Disse que desceu ao velho Aterrado para comprar drogas para uso e acabou sendo extorquido;
-… Eu fui comprar uma baranga de farinha na Oscar Dantas… O garoto apareceu, pegou meus dez reais e foi buscar, mas pegou também meu celular. Depois voltou com umas pedras de crack… Mas eu não queria pedra, eu queria farinha, e ele não devolveu meu celular…
A PM prontamente localizou o ‘avião’ Marino Salvador Dias, o qual deu uma de ‘João sem braço’ e devolveu o aparelho celular.
Como a historia estava por demais obnubilada, Marcelo, Salvador, o aparelhinho e a historia mal contada foram parar na DP. Todos foram liberados, menos o aparelhinho da discórdia…
Semana que vem, qual será a historia do moço…??

Michele morreu por overdose de cocaina na vagina

Morreu na manha deste domingo a jovem Michele de Cássia Santos, vitima de overdose de farinha do capeta. Ela estava na fila de visitantes do Hotel do Juquinha esperando ser revistada para visitar o namorado Daniel Silva Alves o Dany Boy, no sábado, quando passou mal e foi levada para o pronto socorro do Regional. Os médicos constataram intoxicação acidental aguda por drogas. Michele havia inserido três porções de cocaína no corpo, uma na vagina e duas no reto. A droga estava envolta em pedaços de luvas de borrachas e uma delas se rompeu. A farinha rapidamente se espalhou na corrente sanguínea causando a intoxicação.
Esta modalidade de trafico de drogas para o interior dos presídios tem se tornado rotina Brasil afora. No velho hotel da Silvestre Ferraz onde a visita semanal era coletiva – todos os presos eram colocados no pateo para receber os familiares – era comum encontrarmos vômitos e fezes no chão do banheiro, onde os ‘mulas’ – e bestas – expeliam a droga que naturalmente escapavam da revista feita pelos policiais. Óbitos com este tipo de overdose também tem se tornado corriqueiro.
Michele de Cássia no entanto, parecia ignorar o perigo. Aliás, se perigo fazia parte do dicionário da jovem nascida em outubro de 79 e criada no velho Aterrado, no submundo do crime, ela brincava e zombava dele.  Michele começou a ‘caminhada’ no crime ainda na adolescência. Pequenos furtos em lojas do centro eram sua especialidade. Por vários anos, o ‘gay’ Paulo Sergio de Freitas, o ‘Ginho’, foi seu parceiro inseparável. A parte mais interessante da aventura ilegal e perigosa era justamente quando enroscavam nas malhas da lei e eram levados para a DP. Mesmo de ‘orelhas quentes’, chegavam dando risadas e debochando das vitimas, pois sabiam que depois de um chá de banco e alguns sermões do delegado e às vezes do promotor da infância e juventude, voltariam para a rua. Pareciam se divertir. Conselhos das autoridades e advertências dos policiais de que quando chegassem aos 18 anos, o caldo engrossaria, foram todos inúteis. Ginho virou homem – homem ? – e há anos se hospeda no Hotel do Juquinha. Michele passou de menina a mulher, aliás uma procriadeira de colo cheio… Aos 32 anos tem 08 filhos imberbes, uma ‘escadinha’… Do primeiro companheiro Edvaldo “Neném” – morto há quatro anos no trafico – são três. Com Dany Boy, que vive de uma cadeia para outra desde o final da década de 90, ela tem outros tantos. Os demais desconhecemos a paternidade.
Um levantamento estatístico prisional publicado ano passado pela revista Veja, mostrou que cerca de 90% da mulheres que hoje curtem o sol quadrado, estão envolvidas com o trafico de drogas. A quase totalidade foi parar atrás das grades levando drogas para seus maridos, companheiros e filhos. O detalhe mais interessante é que quando eles estão presos elas vão visitá-los e arriscam a vida e a liberdade levando drogas e celulares para eles, dentro do próprio corpo. Quando elas estão presas e eles saem, não passam nem na porta do presídio…
Semana passada encontrei casualmente Daniel Silva Alves, o Dany Boy na delegacia regional. Ele fora ali prestar esclarecimentos sobre um patuá de crack que circulava sem dono na ponta de uma “tereza” pelos corredores do hotel do Juquinha. O “Menino que vi crescer”, com o sorriso habitual perguntou: “E aí, Chips… Quando você vai escrever minha historia?” Ele tem mesmo historia para contar…
Dany Boy acaba de acrescentar mais uma capitulo especial a ela. Michele de Cássia, sua fiel escudeira, deu a vida – torta – por ele…

Voce fuma Maconha ou bosta de cavalo?

Muito se tem falado em maconha ultimamente. Principalmente no sentido de sua legalização ou descriminalização. E, querendo ou não a erva marvada pode recuperar seu antigo nome, como era conhecida há dois mil anos: erva santa. Até pouco tempo usar uma camiseta com foto da folha de cannabis estampada ou chaveiro, dava cana… era apologia ao crime. Agora as “marchas para a maconha” levam milhares de maconheiros e simpatizantes para a rua, ‘numa boa’.
Bem, sem entrar no mérito da questão, vejamos um pouco de sua – controversa – historia.
Até o século XX a maconha era mais famosa nas Américas como fibra têxtil e como planta medicinal. De meados do século XIX até os anos 40 a maconha constava na farmacopéia oficial de vários países. Remédios a base de maconha eram encontrados em qualquer farmácia. No ocidente a maconha começou a ser usada como psicotrópico por escritores e artistas no século XIX, como os poetas franceses Rimbaud e Baudelaire, mas sua utilização restringia-se a pequenos círculos boêmios das grandes cidades e as colônias de imigrantes asiáticos e africanos.
Em meados do século XX, porém, os cientistas identificaram os efeitos colaterais da maconha e seu uso acabou restringido ou excluído nas farmacopéias, sendo proibido por lei em vários países. O consumo da maconha, entretanto, passou a ser disseminado no mundo nos anos 60. A difusão do Rock e de Woodstock, bem como o avanço hippie em muito colaborou para que a maconha se espalhasse pelos Estados Unidos e desde este país fosse disseminada para o mundo todo.
Seu uso era freqüente entre as classes mais baixas e mais tarde foi difundido entre os jovens de todas as classes. Na década de 1960 a maconha era usada em shows de rock, juntamente com outras drogas e atingiu grande abrangência entre os jovens, sendo inclusive usada por soldados americanos na Guerra do Vietnã. No Brasil a droga é usada principalmente pela população jovem de classe baixa, média e alta. Nos últimos anos as estatísticas mostram que a maconha está sempre entre as drogas ilícitas mais consumidas pelos jovens estudantes colegiais e universitários.
Em todos os estudos feitos até agora, não se conseguiu provar se a maconha causa dependência psíquica ou não. Mas uma coisa é certa, certíssima, tão certa quanto você estar lendo esta matéria neste momento… a maconha causa dependência “social”. Quando o organismo do sujeito se ‘acostuma’ com a droga e não encontra nela mais o prazer do inicio, ele não para com as drogas. Ele não pode cometer a fraqueza, o vexame perante os amigos, de virar ‘careta’, por isso ele busca outra mais forte. O Crack, a cocaína, o haxixe…
O assunto é vasto e só peguei na pena, quero dizer, no mouse, para falar da parte hilária da droga… na qualidade da famigerada erva santa…
São mais de 60 substâncias que se encontram presentes na maconha, chamadas pelo nome genérico de canabióides. O tetrahidrocanabiol é a substância preponderante e o principal princípio ativo da maconha. Também é conhecido o delta 9 tetrahidrocanabiol. Sua concentração varia de 1% a 5% na maconha comum e de até 33% na supermaconha conhecida ultimamente como skunk, produzida no Marrocos, Afeganistão e Egito.
Além do cheiro característico, parecido com queima de qualquer capim verde, que identifica tanto a própria quanto seus usuários, a maconha, por ser proibida por lei, não sofre qualquer tipo de controle de qualidade. Não existe qualquer fiscalização pública ou privada. O risco é inerente ao negócio. O que vale é o lucro.
Ano passado, durante busca e apreensão de armas e drogas num muquifo em Juruaia, a capital da Lingerie, a policia militar encontrou 300 gramas de estrume de vaca, bem guardadinha no guarda roupa. A bosta desidratada seria misturada na maconha e vendida aos nóias da cidade…
Em 1997 a Polícia Federal de Santa Catarina apreendeu um traficante na Grande Florianópolis, com dois mil quilos de maconha.
O procedimento policial, neste caso, é levar o indivíduo para a delegacia e a droga para o laboratório. Somente após o laboratório confirmar que se trata de droga, o que se faz pela análise da presença do princípio ativo, o delegado registra a ocorrência policial.
Procedido o exame do material, não constatou-se o princípio ativo. Feito novo exame, com outra amostra, não apareceu o THC. Levada uma amostra, com urgência para o laboratório central da Polícia Federal, que tem mais recursos de investigação, confirmou-se que não era maconha.
Instado a se pronunciar, o detido informou que “realmente havia iniciado vendendo maconha pura, mas como a polícia tornava as coisas muito difíceis, havia começado a misturar bosta de cavalo. Tendo havido aceitação e elogios dos consumidores, que não sabiam da mistura, foi aumentando a parte de bosta e, para surpresa geral, informou que hoje vende bosta pura.
Se alguém que você conhece, usa maconha há algum tempo e diz que não sente nenhum prejuízo com o uso, pergunte-se: o que será que ele está fumando realmente… Maconha ou bosta de cavalo… ?!?!?

Noite de fúria em Monte Sião

A jovem Fabiana Munis Santos, 31, passou momentos de desespero e terror no inicio desta madrugada na Capital das Malhas. Ela dividiu os cobertores com o comerciante Denisson Ricardo de Jesus Beloni, 33, mas – por que será ? – o romance acabou e cada um seguiu seu rumo. Quer dizer, ela está tentando seguir sozinha… ele insiste em seguir junto!!
No final da noite de ontem ele foi “… à casa dela ai, ai… falar do seu amor pra ela, vai…” e não conseguiu “se segurar…”
Ou ouvir batidas na porta Fabiana saiu na sacada, viu que era o ex-amasio e recusou-se a abrir a porta. Disposto a entrar na marra Denisson pegou um paralelepípedo e arrombou a porta na pedrada. Ao chegar até a ex-cara metade no segundo andar do predio, tomou-lhe o celular através do qual ela pedia socorro à policia e o esmagou no chão. Não satisfeito desceu para a cozinha dizendo que iria pegar uma faca para cortar seu pescoço. Nesta hora o desespero bateu forte e Fabiana pediu socorro a toda vizinhança. Quase pulou a sacada. Quando os homens da lei chegaram, o preterido no coração da moça continuou fazendo juras… de separar sua cabeça do corpo…
No piano do delegado de plantão em Pouso Alegre – o leitor já sabe: todo B.O. que começa nas cidades da região depois do expediente e finais de semana, termina na Delegacia Regional, pois nas comarcas não tem delegado – Denisson assinou três artigos leves do CP; 150, 163 e 147, apimentados por “Maria da Penha, a Defensora das Mulheres Oprimidas”. Na hora de arbitrar fiança, a caneta do manjura, no entanto, foi mais pesada que as penas de violação de domicilio, danos e ameaças; R$ 5 mil reais. O furioso de Monte Sião não tinha tanto dinheiro no bolso… Por isso foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Delinquente toma 6 tiros na bunda em Passos

Os homicídios na bela Passos deram uma trégua. Apesar de três tentativas, apenas um passense bateu à porta de São Pedro pedindo hospedagem eterna este ano. Ainda assim três dias depois de receber uma saraivada de balas do enteado de 14 anos.
A distribuição de drogas, furtos, roubos de toda espécie na cidade, continua e vento em popa, praticados especialmente por adolescentes. O ultimo roubo com serias conseqüências para o abusado delinqüente aconteceu anteontem num posto de combustíveis do bairro Santa Luzia. Um garotinho de 14 anos chegou ao posto, sacou um mirrado Rossinho 22, apontou para o frentista V.A.D. e exigiu a bufunfa. Que azar!!! Local errado, hora errada… Naquele momento um policial militar à paisana estava abastecendo sua motoca e naturalmente tentou evitar o crime. O garotinho, no entanto não se fez de rogado, virou-se para o policial e puxou o gatilho. Que azar, de novo … os tiros não saíram e o jeito foi desistir do assalto e passar sebo nas canelas.
Mas, se o vintedoezinho do assaltante não vomitou azeitonas quentes, a 380 do PM vomitou! E como vomitou!!! Seis balaços acertaram pernas e bumbum do aprendiz de meliante, que tombou ferido 30 metros depois.
Quando a equipe de policiais chegou ao local para registrar o fato e “prender” o policial bom de pontaria, descobriu-se que o menor chegara ao posto numa motoca Honda Titan azul, furtada três dias antes na cidade. Duas horas antes de tentar o frustrado assalto ao posto de combustíveis, o arremedo de assaltante havia realizado outro roubo com sucesso a um boteco do bairro Cohab V, de onde levara R$250.
O garotão do traseiro furado, figurinha carimbada no álbum da policia, por furtos, danos, roubos e avião de drogas, foi levado para o PS pelo corpo e bombeiros para retiradas das balas do bumbum. Por um bom tempo ele não poderá sentar-se em moto roubada…

Miguel Mira, um larapio maduro…

Miguel Ribeiro Mira é o tipo de meliante que caminha na contramão da estatística criminal. Enquanto a imensa maioria dos infratores da lei começa a espinhosa ‘caminhada’ criminosa ainda na adolescência, ele pegou a encruzilhada do crime já maduro, barbado, coroa, já descendo a serra. Há quase seis anos quando cheguei para trabalhar em Santa Rita do Sapucaí, Miguel Mira já havia soprado 55 velinhas e estava na mira da lei por suspeita de furtos em sítios e ranchos no bairro do Funil.
Quando peguei uma intimação para entregar-lhe em seu sitio na Ponte do Rio Rennó, meu padrinho Benicio advertiu;
– Esta é a enésima intimação que levamos. Ele não atendeu a nenhuma delas.
Diante da conjuntura resolvi levar então um mandado de condução coercitiva e trazer o desobediente junto com a intimação. Parecia fácil. Ao ouvir nosso chamado na porta do seu casebre escancarado, o coroa ficou mudo. Quando entramos pela porta, ele saiu sorrateiramente pela janela e disparou a correr pela antiga linha férrea. Em seguida embrenhou-se num capituveiro em direção ao rio Sapucaí. Dois dias antes, ao subir num caquizeiro na fazenda do Norton, eu havia torcido o tornoze-lo e estava pisando só o suficiente para andar. Mesmo assim a teimosia me desafiou e fui atrás, correndo com uma perna, manquitolando com a outra … e perdendo terreno. Não acreditei que não daria conta de um velhote de 55 anos. Não dei. Quando cheguei à beira do rio, Miguel Mira já navegava sereno rio abaixo numa canoa que deixara estrategicamente amarrada sob o frondoso ingazeiro. Ele cairia brevemente nas malhas da lei e veria o sol nascer quadrado, mas antes, era preciso amansar o pássaro arredio.
Duas semanas depois voltamos para o café da manha. O tornozelo já estava curado, caso fosse preciso, mas não foi. Levamos conosco o maior aliado da policia, o fator surpresa. Paramos a viatura bem distante, na beira da rodovia e chegamos a pé. As galinhas mais preguiçosas ainda não haviam descido do poleiro. Mas Miguel Mira, ‘gato escaldado’ não costuma cair deitado, já estava no fundo do quintal ao lado de uma pedra apoiada num tronco fincado no chão, amolando um facão. Quando Benicio e Kleber surgiram cada um num canto da casa e disseram com calma e segurança;
– Bom dia ‘seu’ Miguel”, levantou antes das galinhas…
Ao ouvir a voz conhecida do Benicio, o coroa que tinha culpa no cartório, virou-se instintivamente no calcanhar para embrenhar-se outra vez no mato ou quem sabe pular no rio a poucos metros de onde estava. Tarde demais. Eu estava três metros atrás dele, placidamente encostado numa moita de bambu Açu amarelo, apontando o trezoitão para seu enferrujado facão Tramontina.
Esta foi uma típica “Operação Café da Manhã com Meliantes” entre tantas que fizemos em Santa Rita. E foi mais original. A água adoçada fervia no pequeno fogão a lenha na sombria cozinha do nosso preso e como ele estava ‘segurando’ as pulseiras de prata para nós, acabamos de passar o café para ele e tomamos juntos antes de voltar para a delegacia. Depois de sentar-se ao piano e jurar de pés juntos que era inocente, quase um santo, Miguel Mira foi liberado e desse dia em diante, agora que não precisávamos mais dele, trombávamos com ele quase toda hora pedalando sua bicicleta vermelha velha em cada esquina da cidade.
Pois é. O coroa ficou tão manso de gaiola que tomou gosto novamente pela coisa alheia. E evoluiu. Não quer mais saber de canoa ou bicicletas velhas. Seu negocio agora é motoca. Outro dia à tardinha, amigos ocultos da lei digitaram o 190 e avisaram que um cidadão com pinta de somongó estava tentando arrancar a placa de uma motocicleta Factor vermelha às margens da BR 459. Os homens da lei foram checar a denuncia anônima e depararam com meu velho amigo Miguel Mira com a mão na massa. E ele não se fez de rogado. Ao ver a aproximação da viatura policial apelou para o velho estilo; embrenhou-se na capoeira. Para azar dele, desta vez não havia ninguém com tornoze-lo machucado. Miguel Ribeiro Mira, 60 anos, tentou tapar o sol com a peneira, dizendo que alguém havia deixado a motocicleta abandonada ali perto de sua casa e ele queria apenas guardá-la. A motoca vermelha fora furtada perto de Itajubá dias antes.
Tanto furto quanto receptação de rês furtiva tem o mesmo peso no código penal; de 2 a 8 anos de cana. Desta vez não teve choro nem vela e em fita amarela, Miguel Mira sentou-se ao piano da delegada Stella Reis e foi se hospedar no hotel Recanto das Margaridas, desde então não tenho mais trombado com o ressabiado e maduro Miguel Mira nas ruas da cidade.

Psicopata mata mulher e filho e enterra os corpos no quintal

        O macabro crime foi cometido para ocultar o estupro que ele cometia regularmente com a filha de 13 anos e a enteada de 16.
Quem pensa que matar familiares, esquartejá-los e enterrá-los no mato é coisa de psicopata nos filmes de Alfred Hichtcock ou coisa do maníaco do Parque de São Paulo, se engana redondamente. Freud não identificou todos e nem deixou receita para identificá-los, mas eles podem morar ao lado. Quando menos se espera eles passam um fio elétrico ou o cadarço do sapato no seu pescoço e só muito tempo depois a ossada vem à tona
O caso mais recente de psicopatia com requintes macabros foi descoberto nesta segunda feira em Albertina, vizinha de Jacutinga, na divisa do estado de Minas com São Paulo.
Cansada de ser estuprada pelo próprio pai, a adolescente F. de 13 anos criou coragem e denunciou o monstro ao Conselho Tutelar, que por sua vez levou o caso à Policia. Como não estava em estado de flagrância, o estuprador sentou-se ao piano na delegacia de Jacutinga, foi indiciado e liberado.
No entanto, ao ver-se livre das garras do gavião, a garotinha que vivia sob constantes ameaças de morte, contou mais. O caso era ainda mais monstruoso e macabro do que parecia. Segundo ela, há cerca de cinco meses seu pai matou sua mãe e seu irmão de 15 anos e enterrou os corpos no mato. Por conta disso sua meio-irmã, de 16 anos desapareceu.
Diante da bombástica declaração da garotinha, a policia voltou ao sitio no inicio da noite e deteve novamente o retireiro estuprador. Ao esquentar outra vez o piano o maníaco Paulo Marcos dos Santos de 37 anos, confessou os crimes e levou os policiais ao local onde enterrara os corpos da esposa e do filho, nos arredores da casa em que moravam. Segundo ele, esposa e filho foram assassinados com asfixia, com um cadarço de sapato, para que não denunciassem seu relacionamento espúrio com a filha à policia. Os crimes não chegaram ao conhecimento de mais ninguém. A ausência da esposa e do filho não foi percebida porque a família mora na zona rural, num local distante de qualquer vizinho.
Paulo Marcos o tarado psicopata sentou-se novamente ao piano e teve sua prisão preventiva decretada pelo homem da capa preta. Além do crime de estupro ele vai responder naturalmente por duplo homicídio e ocultação de cadáver. Nesta quarta feira a adolescente enteada do tarado psicopata, ao saber que ele havia sido preso e portanto não mais lhe oferecia perigo, reapareceu.
Segundo funcionarias do Conselho Tutelar, que acolheram a menor delatora dos crimes, os primeiros sinais da brutalidade do pai já estão presentes na menina.
– Ela conversa o tempo todo com a mãe morta, como se ela estivesse presente – declarou uma conselheira.
A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva já alertara; não é só o cinema húngaro que produz filmes com títulos do tipo “Dormindo com o inimigo”, “ O inimigo mora ao lado”… A pequenina Albertina – quase não aparece no mapa – onde o asfalto ainda não chegou, na beirinha de Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Espírito Santo do Pinhal, uma das regiões mais ricas do Brasil, também tem “Mentes Perigosas”.

Caseiro mata Assaltante em Monte Sião

O crime em legitima defesa do patrimônio de terceiro aconteceu numa fazenda do bairro da Pontes na madrugada de ontem. O caseiro telefonou para o patrão que mora em campinas e contou que foi arrancado dos braços de Morfeu com o guaiú da cachorrada e ruídos vindos da casa sede da fazenda. Armado com uma carabina calibre 20 ele saiu para defender o patrimônio do patrão e deparou com dois vultos na penumbra. Um deles atirou em sua direção sem contudo acertá-lo. O caseiro então teria dado um tiro na direção do assaltante, derrubando-o ao chão enquanto o outro fugiu numa motocicleta deixando o moribundo trás. Ao constatar que o assaltante estava morto, o caseiro informou o caso ao patrão e dobrou a serra do cajuru – ou seria do Morro Pelado? – para fugir do flagrante.
Chamada pelo fazendeiro a policia militar esteve de manhazinha na fúnebre fazenda onde constatou que o assaltante morto com apenas um tiro de cartucheira entre o peito e a costela, sem nenhuma identificação, tinha com ele alguns pertences recém furtados da sede.
No dia 18 de setembro de 2006 o caseiro Henrique do Santos Marques – ver ; Meninos que vi crescer, “O Justiceiro do Recanto das Margaridas” – também chamou seu patrão Alfredinho na fazenda em que trabalhava no bairro Pouso do Campo e contou historia semelhante. Em seguida dobrou a serra do cajuru para não me dar entrevistas. Não adiantou. Menos de vinte quatro horas depois, eu e os companheiros Kleber e Benicio já havíamos desfeito toda a farsa e trancafiado o “Justiceiro” no novo Hotel Recanto das Margaridas. O assassinato a pauladas e facadas acontecera após desentendimento entre Henrique e outros dois amigos que passaram toda a tarde nos braços de Severina do Popote.
Será que a historia do caseiro de Monte Sião aconteceu mesmo como ele contou ?!?!?

Criança causa barraco em hotel de Borda da Mata

A jovenzinha Barbara Verônica de Paiva Sena, 18 anos, tem um afair com o cidadão Andre Luiz Lucas, de 35… e também um tenro bebezinho de 1 ano. No final de semana estavam dormindo num quarto do hotel Minas em Borda das Mata, quando Karciane acordou e colocou a boca no trombone. Irritada com a birra da criancinha – ou seria fome, frio, dor de barriga, de ouvido, garganta, fralda cheia? – Barbara Verônica perdeu as estribeiras e começou maltratar o baby. Como bom e sisudo pai, André Luiz chamou a atenção da cara-metade… e aumentou o trololó. Para acalmar os ânimos, André Luiz saiu para a rua madrugada afora. Para esfriar a cabeça ele resolveu dar uns amassos na loira gelada. Quando voltou para o quarto do hotel a briga recomeçou. E desta vez mais intensa. Destra vez não ficou um hospede acordado. André tentou matar a jovem mãe com uma faca de cozinha, mas ela se quebrou. Ele então tentou furar o pescoço de Barbara com um garfo – barbaridade. Só não conseguiu porque Barbara Verônica lutou bravamente e recebeu ajuda dos hospedes vizinhos.
Na DP de Pouso Alegre Andre  Luis sentou-se ao piano e assinou o 129 com tempero de Maria da Penha. A fiança arbitrada pelo delegado foi proporcional ao barraco armado no hotel da terra do Chiquinho… Dois mil reais. Foi dormir de graça no Hotel do Juquinha.
E pensar que tudo começou com um simples choro de um bebê de um ano num quarto de hotel…!!! Daqui a quinze anos quando as drogas baterem à porta, os pais vão perguntar… O que eu fiz de errado…???

Abraçou a Kátia… ça e foi desfilar com o trabuco na cinta

O cidadão Jorge Amâncio do Espírito Santo, 42 anos, morador de Jacutinga anda meio desacorçoado da vida, com o espírito pouco santo… No domingo à tarde ele colocou um trabuco calibre 32 com cinco balas na cinta e saiu para a rua querendo se matar. Para criar coragem, foi até um bar da estação rodoviária e abraçou a Kátia… Um pouco mais relaxado Jorge dispensou ou esqueceu que havia marcado encontro com dona morte e saiu pela rua levando o 32 na cinta. Um amigo oculto da lei, que ouviu a prosa e viu o cabo do reluzente trabuco no boteco da rodoviária, preocupado com o futuro do cidadão desacorçoado, resolveu comunicar o fato à policia. Jorge Amâncio foi abordado a duas quadras dali e acabou fazendo uma viagem forçada até a Delegacia Regional de Pouso Alegre. Ao sentar-se ao piano do delegado de plantão ele explicou que havia achado o trinta e dois num deposito de reciclável em Jacutinga, mas não queria machucar ninguém. Que bom!!!
Depois de assinar o 16 de lei 10.826, Jorge ‘de bem com a vida’ foi se hospedar no Hotel do Juquinha.