Professora é vitima de “furto tapão”

Mas seu anjo da guarda estava por perto e evitou que o larapio levasse seu celular!

O crime aconteceu debaixo do sol quente do meio dia desta quarta,06, na lateral do prédio do Conservatório Estadual de Musica Juscelino Kubitscheck de Oliveira, no coração de Pouso Alegre. Passava por ali a professora A.H.R.R., bela e formosa, e ‘distante’ dali, falando ao celular, quando o guampudo se aproximou por trás pedalando uma bicicleta, deu-lhe um tapa na mão, tomou-lhe o celular e continuou pedalando a magrela na direção norte da cidade.
Mas era dia de sorte da jovem professora de 28 anos, moradora de São Gonçalo do Sapucaí! No momento do furto passava por ali um motoqueiro, o qual presenciou a cena e resolveu fazer sua boa ação do dia. Aproveitando que motocas andam mais ligeiro que bicicletas, ele foi atrás do larapio e minutos depois voltou com o celular da professora. Ela não sabe quem é ele e nem como ele tomou o celular do ladrãozinho pé-de-couve, mas ficou agradecida.
A cidade ficaria bem melhor se houvesse por aí mais anjos da guarda como esse motoqueiro, dispostos a ‘fazer o bem sem olhar a quem’!

Seis de setembro: o ultimo dia de trabalho do policial

“…por uma fração de segundo ficamos ali cara-a-cara, quase sentindo o bafo amanhecido um do outro! Mais perto ainda da sua cara estava o cano frio do trezoitão niquelado… E apertei o gatilho!!!”

Cheguei com o motor do Palio já desligado, parei na frente da casa simples da Rua do Queima, fechei a porta sem bater, dei uma rápida espiadela pela greta do portão, subi no muro e saltei pra dentro do quintal. Tudo tinha que ser muito rápido. Além do trinta e oito especial niquelado, cabo de madeira que eu levava com o dedo no gatilho eu contava com a mais poderosa das armas: a surpresa. Era necessário surpreender o bandido ainda nos braços de Morfeu! Sem dar tempo de reação! Mesmo que ele dormisse com o trabuco debaixo do travesseiro! Quando bati os pés com as pernas flexionadas para amortecer a queda no chão, Mestiço deu um salto e um grito de susto. Para evitar que o segundo salto fosse sobre mim, só havia uma coisa que podia fazer… Apertar o gatilho do trezoitão! Com a flexão das pernas e o corpo ao nível dele, por uma fração de segundo ficamos ali cara-a-cara, quase sentindo o bafo amanhecido um do outro! Mais perto ainda da sua cara estava o cano frio do trezoitão niquelado… E apertei o gatilho!!!

O ultimo de trabalho de todo cidadão é esperado com ansiedade. Se ele for policial, multiplique por dois, por cinco por dez a expectativa, de acordo com seu dinamismo. Eu estava no auge. Promovido – ainda que informalmente – a Inspetor, havíamos derrubado a estatística de crimes na cidade quase ao nível do chão. Quase todos os meliantes conhecidos estavam hospedados no Hotel Recanto das Margaridas. As pessoas que viam o Palio e a velha Parati da PC rodando a qualquer hora do dia e muitas vezes antes do sol mostrar os bigodes, ou um carro estranho com três elementos exibindo os canos grossos e frios das “12”, comentavam:
– Tem uma equipe de fora trancando todos os bandidos na cidade!
A “equipe de fora” era apenas eu, o veterano Benicio, o jovem Kleber e eventualmente, nas madrugadas, o vistoriador Roni e o recepcionista Little John, que usávamos para cercar os muquifos cada um numa esquina ou num ponto estratégico empunhando uma 12… Sem balas naturalmente. – Eu não seria doido de colocar dois cartuchos na espingardona e deixa-la na mão de policiais ‘ad-hoc’, ainda que soubessem manusear melhor do que eu! Mas não eram policiais de verdade! – Mas os meliantes não sabiam que o trabuco estava desarmado. Bastava colocar a cabeça sobre o muro e ver a cara de mau do Joãozinho segurando a 12 que eles baixavam o topete! Foi assim que em pouco mais de um ano a ‘equipe de fora’ – formada por dois detetives veteranos prestes a se aposentar, um detetive cheirando à Acadepol e dois ‘bate-paus’, forçou a bandidada de Santa do Sapucaí a tirar férias no Hotel Recanto das Margaridas em 2007. A pressão nos bandidos era tanta que alguns desistiram de roubar. Teve um que, sentindo-se acuado, devolveu espontaneamente a res furtiva.

– As roçadeiras que vocês estão procurando estão numa casa de colono abandonada na entrada da fazenda do Waguinho, pela estrada que vai para o Bom Retiro… Nós as devolvemos lá esta madrugada. Agora vê se me deixa em paz! – falou o meliante com voz de quem comeu jiló! e desligou o celular…

 

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Tentativa de homicídio no Faisqueira – II

A vitima da vez é um adolescente que pretendia sair de casa no final da noite.

Este aconteceu no bairro Faisqueira II, às 11:45h da noite desta terça, 05. Foram vários de tiros de revolver. Mas o garotão foi mais ligeiro que seu algoz e conseguiu se proteger.
Ainda tremendo de susto, V.S.T. contou à policia que havia saído da casa em direção da garagem, quando um sujeito surgiu às suas costas apontou um trabuco e avisou que ia mata-lo. Diante da iminência de partir para o andar de cima, ele se enfurnou na garagem, pulou a janela e conseguiu se proteger ileso dentro de casa.
A policia militar, que esteve no local para registrar o sinistro, constatou que foram pelo menos três disparos de ama de fogo. Um dos projetis atingiu um cano d’gua pluvial, outro atingiu o portão da vitima e um terceiro atingiu o portão do vizinho.
Apesar da ineficiência do atirador, todos os tiros atingiram alvos na altura da cabeça do garoto… o que sugere execução!
O adolescente de 17 anos – que possui registro policial por envolvimento com drogas – diz que não reconheceu seu algoz e não sabe o motivo da tentativa de homicídio! Será…?
Esta foi a segunda tentativa de homicídio no mesmo bairro no espaço de menos de uma semana. A outra aconteceu no loteamento – segundos os moradores: Monte Azul, segundo a PM: Pão de Açúcar – no bairro Faisqueira. Curiosamente nos dois casos os envolvidos são ‘imigrantes’…! Os de sexta são nordestinos. O de ontem é paulista de Taboão da Serra.

Polícia prende ladrão de celular

… E uma hora depois prende o intrujão que trocou a res furtiva por duas corridas de moto!

Voce sabe o que é um intrujão? Não?
Sabe sim. Voce provavelmente até já fez negocio com um intrujão… Só que o conhece por outro nome! Tem muitos por aí alimentando o crime e dando prejuízos para as pessoas…
Conheci o primeiro intrujão na semana do carnaval de 1981 quando fazia estagio na delegacia de policia. Quando perguntei ao inspetor Radick onde estavam os detetives Adão e Luiz Mendes ele respondeu:
– Eles foram ali na Rua São João prender um ‘intrujão’…
Quinze minutos depois Adão e Luiz entraram trazendo um relojoeiro numa chave de braço. Antes de o colocarem no ‘corró’ da DP eu perguntei, curioso:
– Esse é o intrujão que vocês foram prender? Ele foi meu vizinho… Eu era capaz de jurar que ele se chamava Valdemar!
Adão e Luiz olharam pra mim, olharam um para o outro, deram uma risadinha sarcástica e se afastaram sem nada responder. Não entendi a zombaria e não me dei por satisfeito. Peguei papel e caneta e fui até o ‘corró’ tirar minhas dúvidas.
– Valdemar, qual é o seu nome completo? – Perguntei, na esperança de que ele respondesse “Valdemar Intrujão da Silva Pereira”. E ele era mesmo, o Valdemar… Mas sem o “intrujão”!
Foi o gigantesco inspetor Radick que, apesar dos mais de 120 quilos, mais de trinta só de barriga, jogava peladas no time da delegacia toda tarde de quarta-feira, que me deu uma curta e exemplificativa aula sobre ‘intrujão’…!
– Esse Valdemar compra tudo que é objeto roubado na sua relojoaria, por menos da metade do preço! – disse ele, sem paciência diante da ignorância do jovem aspirante a detetive.
Ao longo da carreira, fui aprendendo o quanto a ‘profissão’ de intrujão é importante… para o meliante! Aliás, fundamental! Sem o intrujão não existiria ladrão! O ladrão não leva a prova do crime pra casa… Ele leva para o intrujão! E o intrujão é tão importante para o crime, mas tão importante, que ele é quem faz o preço da ‘res furtiva’. Não adianta o meliante roubar um celular que na loja custa R$ 3 mil e achar que o intrujão vai ‘segurar’ por R$ 90 reais. O intrujão vai oferecer apenas R$ 50… e é pegar ou largar! Apesar de tamanha importância – no crime e na economia! – O intrujão recebe a mesma pena do larapio. Prisão simples de 1 a quatro anos.
A propósito, no tempo do Brasil Império, “res furtiva” era apenas aquela novilha mestiça que, quando no cio, arrombava a cerca de gargatá da fazenda para se misturar ao ‘gado’ da fazenda vizinha. Depois que os jovens filhos de barões de qualquer coisa que passavam alguns anos estudando direito em Paris voltaram empertigados para o Brasil, “res furtiva” entrou para o juridiquês e passou a ser usada para designar “Objeto de furto” ou, “produto de furto”!

Mas deixemos a mistura de latim com linguajar popular e vamos aos fatos:
No último sábado a policia prendeu, quase de uma tacada só, larapio e intrujão a dois quarteirões um do outro!
A vitima da vez é um adolescente de 15 anos, morador do Jardim Morumbi. Ele estava quieto no seu canto na Praça João Pinheiro, no final da noite, esperando o ônibus para voltar para casa, quando o assaltante se aproximou por tras dele, deu-lhe uma gravata e ameaçou:
– Perdeu Mané! Passa tudo que você tem!
Sentindo o ar sumir da garganta, J.P.C. ‘passou’ o que levava na algibeira: seu Moto G5 Plus, e viu o lombrosianos com uniforme de mano sumir na penumbra fria da noite na direção da Tijuca.
O assaltante dobrou a serra do cajuru em direção ao noroeste da cidade. Mas foi preso ao leste, na porta da danceteria Lapa, na Vicente Simões. Reconhecido pela vitima, Abel Carlos Costa Junior, 23, admitiu o roubo, mas já havia se desfeito da res furtiva…
– Eu ‘tava precisando de grana. Vendi o radinho para um motoboy na Rua Titradentes – confessou ele.
Minutos depois da prisão do assaltante de adolescente, os homens da lei mostraram as pulseiras de prata também para o intrujão. Carlos Henrique Avelar Paiva e Silva, 41, que faz ponto na Rua Tiradentes, ainda estava na posse do radinho Moto G5 Plus.
– Eu estava aqui no meu trabalho quando ele chegou e me ofereceu o celular em troca de duas corridas de moto no valor de R$20 reais cada uma – confessou ele, sem nenhum pudor.
O larapio, que mediante violência, subtraiu a res furtiva do adolescente, e o motoboy que intrujou a res furtiva a preço de casca de alho, sentaram ao piano e assinaram o 157 e o 180. Tendo o dim-dim para pagar a fiança, poderão continuar livres, leves e soltos…!

Setenta quilos de maconha em Congonhal

A droga estava guardada na garagem da casa de uma senhora. Mas pertence ao cidadão Wesley “Chorão”!

A policia chegou até a droga através de denuncias de amigos ocultos da lei. Na quinta-feira à noite, várias ligações no DDU informavam que na garagem de uma residência na rua Cesario Alvim, no centro de Congonhal, havia grande quantidade de maconha para abastecer a região. A mesma pessoa que denunciava a localização da droga, informava que a dona da garagem nada tinha a ver com trafico: ela apenas alugava o imóvel para um terceiro.
Na sexta-feira,01, depois de algumas horas de campana esperando o dono da erva, a policia militar de Pouso Alegre deu o bote e confirmou a denuncia. Os tabletes de maconha estavam guardados em quatro malas, sob o fundo falso – de madeira – na citada garagem. Quem localizou a erva, através do seu apurado olfato, foi a ‘senhora’ Eva, a cadela farejadora da PM de Pouso Alegre. Antes de entrar na garagem, a agitada Eva revirou todos os cômodos da casa da cozinheira Ivonice Rosa, mas não encontrou nada de ilícito.
Conduzida para a Delegacia de Policia de Pouso Alegre, a cozinheira prestou depoimento e esclareceu que recentemente alugou sua garagem, que fica ao lado da sua residência, por cem reais por mês, para o cidadão de nome Wesley do Couto.
– Ele disse que estava comprando outro carro e precisava urgentemente de uma garagem para guarda-lo! – contou a senhora Ivonice tentando ficar livre da ‘batata quente’.

Wesley Rodrigues do Couro, 29, conhecido no meio policial de Pouso Alegre pela alcunha de “Chorão”, não foi encontrado para dar entrevistas. Até o momento ele não procurou a delegacia para reclamar a droga. Mas a batata está assando pra ele…!

Tentativa de homicídio no Faisqueira

O baixinho escapou ileso, mas os tiros acertaram um garotinho de 5 anos!

Pouso Alegre está a 45 dias sem assassinatos… mas não por falta de tentativas! A ultima aconteceu ao pé da noite da última sexta-feira, 01 de setembro.
O sinistro, altamente barulhento, aconteceu no Loteamento Pão de Açúcar, no bairro Faisqueira. Além de atingir parcialmente um garoto de 5 anos, o pretenso assassino colocou vários desafetos para correr. Aliás, para correr não…, para pular muros! Pelo menos quatro pessoas pularam o muro dos fundos e foram se esconder dos tiros num matagal.
Foi lá que a policia encontrou Jessivaldo, Bruno, Pedro Henrique e Romário. Assustados eles contaram que estavam no quintal da casa quando o cidadão Robson Duarte Moreira chegou chamando pelo desafeto e antes mesmo de vê-lo puxou o gatilho do trabuco. Dois tiros acertaram a mão esquerda do garoto Wellyton, de 5 anos. Ele foi levado pela PM ao hospital regional Samuel Libanio.
O alvo dos irmãos Robson e Max era o desafeto Romário Correia Neves, 22, que mora na mesma republica. Quando ele desceu da moto defronte a casa, Max esperava por ele atrás de um caminhão, de arma em punho. Apesar da tocaia, o baixinho, quero dizer, Romário também conseguiu driblar seu algoz.
O pivô do imbróglio que quase azedou no Pão de Açúcar é a garota Stephanie, 22, namorada de Max, que teria sido assediada por Romário. Ela também foi vista no local do sinistro.
Após a tentativa frustrada de matar o desafeto, os irmãos dobraram a serra do cajuru numa motoca Yamaha Fazer.
Mais tarde, já na no quartel da PM onde os policiais qualificavam os envolvidos no imbróglio, Robson saltou da garupa de uma moto, se apresentou e assumiu a autoria da tentativa de homicídio.
O revolver 38 usado no crime, ele diz ter jogado no Rio Mandú! Robson Duarte Moreira, 26, cearense de Barbalha, sentou ao piano, assinou o 121 c/c 14 do CP e mudou-se do Pão de Açúcar para o Hotel do Juquinha!
A batata do Max Duarte Moreira, que segundo Romário, também estivera no local do crime empunhando um trabuco, está assando.

Por que os cães não atacavam Fernando da Gata?

Há 35 anos, no final do mês de agosto de 1982, Pouso Alegre vivia seu pior pesadelo: Um “misterioso bandido, com parte com o demônio, capaz de dominar ferozes cães dobermanns, invadia mansões e roubava e estuprava as mulheres na frente de seus maridos…”!

Toda cidade tem uma história de bandido para contar. Algumas tem mais de uma. Pouso Alegre, no Sul de Minas, hoje – 2017 -, com 147 mil habitantes, também tem suas histórias.
O mais ilustre bandido que passou por Pouso Alegre foi o cirurgião plástico Osmany Ramos. Ele, no entanto, não cometeu nenhum crime em terras manduanas. Ele apenas passou por Pouso Alegre vindo de Inconfidentes, onde foi preso em uma chácara. Osmany ficou poucas horas na cidade, em 1996, antes de ser levado pela polícia federal para o Rio de Janeiro. Mas foi o suficiente para causar um tremendo frisson quando foi levado ao hospital regional Samuel Libanio para se submeter a exames de ‘corpo de delito’.
O famoso – às avessas! – que passou como um furacão por Pouso Alegre e deixou sua indelével marca, foi Fernando Soares Pereira, o “Fernando da Gata”. E deixou um rastro de medo, de fatos e de boatos. Ficou menos de uma semana na cidade. Tão sorrateiro como agiu nas caladas da noite o bandido se foi, levando quilos e toneladas de joias! Quilos de anéis, cordões e pulseiras de famílias abastadas da cidade… E toneladas de dignidade! Ele estuprou quatro recatadas senhoras, esposas de ricos empresários… Na frente dos seus maridos!
Fernando da Gata, que viera famoso de Russas, no Ceará, fez escala na capital paulista e bem que tentou mudar de vida… trabalhou alguns meses na construção civil. Mas seu ‘talento’ criminoso era por demais grande para ser desperdiçado debaixo de sacos de cimento, pilhas de tijolos e latas de concreto! Fernando da Gata nascera talhado para grandes empreitadas… Ainda que fossem para o mal! Em poucos meses de atividade criminosa na capital paulista, o eldorado dos nordestinos, o baixinho cearense colocou toda a polícia civil paulistana nos seus calcanhares. E a imprensa, ávida por furos jornalísticos, também!
Foi assim que, para dar folga às madames paulistanas, o assaltante solitário foi parar em Pouso Alegre no final de agosto de …

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Furtos em movimento

A criminalidade na cidade caiu… Mas os furtos de celular continuam em pé!

Essa linda garotinha está dando sopa para o malandro em prato fundo! Ela está prestes a ficar sem o seu celular..!

O furto mais comum continua sendo aquele em que o ratão – que muitas vezes nem é ladrão – não resiste ao ver um celular sozinho, sobre uma mesa, em cima de um balcão, as vezes em cima de uma maca de hospital, ou mesmo dentro de uma gaveta, que resolve leva-lo pra casa ou uma loja de desbloqueio de celulares, ou… para uma boca de fumo qualquer!

A modalidade vice-campeã de furtos é o arrebatamento! A vitima está caminhando bela e formosa pela rua com o celular na orelha ou mesmo na mão, quando de repente o larapio passa, dá um safanão, toma o aparelhinho e sai correndo!
O último aconteceu no final da tarde desta quinta na Avenida Dr. João Beraldo. Dona Irani passava pela via, distraidamente conversando com seu netinho, quando o ratão passou por ela, deu-lhe um tapa na mão e levou o Motorola G4! A vovó ficou só com o cabo do guarda-chuva na mão!
Logo mais o leitor verá que uma assaltante não conseguiu roubar o celular de uma estudante… porque o aparelho estava no fundo do seu bolso!

Simplória & Finório atacam aposentada

E aplicam o “golpe do sapato”!

No caso de dona Maria Jose, nem a bolsa os vigaristas deixaram…

Dona Maria Jose acabara de sair do banco na Dr. Lisboa, no centro de Pouso Alegre, quando Simplória se aproximou e mostrou um cheque de R$15 mil e um cartão bancário, perguntando se eram dela!
Antes que a aposentada disse ‘Pindamonhangaba’, apareceu Finorio! O cidadão de meia idade, cabelos grisalhos e coxo da perna direita, foi direto ao assunto:
– Esse cheque é meu! E o cartão também! Ainda bem que a senhora achou! Graças a Deus! Nem sei como agradecer – desfiou o Um Sete Um cheio de prosa.
Conversa vai, conversa vem, ele fez questão de presentear a honestidade das duas mulheres que ‘acharam’ seu cheque. Prometeu um par de tênis a cada uma delas!
O detalhe é que cada uma tinha que ir sozinha buscar o calçado na loja dele numa rua ali perto, enquanto a outra ficava ali com ele… segurando a bolsa da outra!
Dona Simploria, aquela que disse ter achado o cheque foi e voltou minutos depois mostrando uma caixa de sapato.
Dona Maria Jose também pegou o bilhetinho do suposto comerciante e foi buscar seu premio de honestidade! Que ironia! E deixou sua bolsa com a dupla.
Depois de meia procurando a loja de calçados – que existe somente em contos de fada – ela desistiu e voltou ao ‘local do crime’. Mas só o pó! Simplorio & Finorio já haviam dobrado a serra do cajuru levando sua bolsa e os R$ 767 reais da aposentadoria!

Os 'mixeiros' estão de volta

O furto cometido com emprego de chave mixa é um dos mais difíceis de ser combatido. Pois não há como preveni-lo! É como o raio que cruza o céu… Nunca se sabe onde ele poderá cair!

Pelo menos três furtos desta natureza aconteceram esta semana na cidade. Um foi num prédio do loteamento Pão de Açúcar, no Faisqueira. Os ladrões levaram tvs, vídeo game, notebook e cerca de 10 mil em joias diversas.
O ultimo furto com uso de chave mixa aconteceu no meio da tarde desta quinta-feira, na Rua Cicero Rosa, no Bairro da Saúde. De lá os ratos sorrateiros da tarde levaram Notebook, Ipad, documentos pessoas e bancários e 350 em dim-dim!

A única coisa certa sobre o furto mixa, é que, o alvo é quase sempre em pequenos prédios residenciais, sem porteiros ou ascensoristas. Assim, se por ventura a chave falsa enroscar e o meliante demorar alguns segundos a mais do que o previsto, ele não terá plateia. E mais um detalhe: acontecem quase sempre no meio da manhã ou no meio da tarde, período em que geralmente os moradores estão no trabalho.
Um bom relacionamento entre vizinhos pode ajudar a afastar os mixeiros, pois os meliantes não gostam de ninguém bisbilhotando seu ‘trabalho’! Um bom vizinho é sempre o melhor policial!