Policia Civil prende o segundo assaltante do taxista Jose Ilson.

Fabricio Silva da Costa diz não se lembrarv de nada da madrugada do dia 22 de julho... Mas o taxista que levou tiros nas costas não esqueceu sua cara!

Fabricio Silva da Costa diz não se lembrar de nada da madrugada do dia 22 de julho… Mas o taxista que levou tiros nas costas não esqueceu sua cara!

Poucas horas depois de assaltar e balear o taxista Jose Ilson no tenebroso bairro São Fernando em Pouso Alegre – é o terceiro sinistro que acontece naquele local! – um dos assaltantes foi preso na cidade de São Gonçalo do Sapucaí.

Ao piano do delegado de plantão, Jorge Luiz Geronimo Sabiá  cantou quase tudo que sabia.

– Eu só queria carona para voltar para casa – disse ele.

– E o seu parceiro?

– Sei dele, não doutor! Eu só conheço ele de vista…!

Essa parte ele mentiu. Jorge Sabiá, sabia quem era seu parceiro. Ele já o conhecia de outros carnavais! Na verdade conhecia de outras aventuras perigosas vividas na terra dos Inconfidentes! Jorge Luiz e o comparsa que assaltou Jose Ilson de Souza no dia 22 tem tres pontos em comum:

– Ambos são usuários de drogas;

– Ambos já estiveram internados em clinica de tratamento para drogados na região; e

– Ambos são perigosos… Gostam de ferir taxistas!

Jorge Sabiá, presos horas depois do crime, a disse que não sabia quem era seu parça...!

Jorge Sabiá, preso horas depois do crime, disse que não sabia quem era seu ‘parça’…!

A policia civil de Pouso Alegre chegou ao comparsa de Jorge Sabiá através dos detetives da própria São Gonçalo do Sapucaí, justamente porque eles estavam investigando outro assalto a taxista na cidade, que quase terminou em morte!

Em maio dois clientes contrataram um taxista para leva-los à Careaçu. No caminho, um dos psssageiros pediu para parar numa quebrada para fazer xixi! E acabaram tomando o carro do taxista depois de feri-lo com a própria faca.

Um deles era Jorge Luiz Geronimo Sabiá. O outro era Fabricio Silva da Costa. Eles se conheceram numa clinica de recuperação de drogados na cidade de Campanha, mas não gostaram do ‘tratamento’ e fugiram juntos de lá no inicio do ano. Desde então vivem perigosamente praticando roubos nas cercanias de São Gonçalo do Sapucaí.

Depois de tentar matar Jose Ilson de Souza na madrugada do dia 22 de julho em Pouso Alegre, Fabricio Silva da Costa, 23 anos, procurou outra clinica de tratamento e recuperação de drogados. Desta vez se internou numa clinica na cidade de Camanducaia.

Fabricio trocou o 'internato' da clinica em Camanducaia pelo internato do Hotel do Juquinha!

Fabricio trocou o ‘internato’ da clinica de Camanducaia pelo ‘internato’ do Hotel do Juquinha!

 Foi lá que ele recebeu as pulseiras da prata dos pupilos do delegado Clauber Moura na semana passada. Com o ‘mandamus’ preventivo do Homem da Capa Preta em mãos, o arguto delegado de Pouso Alegre transferiu o latrocida do ‘spa’ de Camanducaia para o Hotel do Juquinha em Pouso Alegre.

     Antes de seguir para o Hotel do Juquinha, Fabricio fez escala na delegacia regional para sentar ao pino e contar os detalhes do crime que quase tirou a vida do taxista. Mas… teve amnesia! O latrocida e ‘noia’ assumido, diz não se lembrar de nada!

– Antes de internar em Camanducaia eu estive em Pouso Alegre, comprei droga no Aterrado e usei com amigos debaixo da ponte e não me lembro de mais nada… – disse ele!

Com amnésia ou não a dupla de cantores, quero dizer de assaltantes de taxista, “Fabricio & Jorge Sabiá”, saiu de cena. Eles devem passar uma longa temporada no Hotel do Juquinha!

 

 

Leia também: Vitima rastreia e encontra celular roubado no Aterrado!

 

A plantação do Zé foi por água abaixo!

 

Zé ja havia seido condenado anteriormemnte por trafico. Estava em liberddae conmdicional...!

Zé ja havia seido condenado anteriormemnte por trafico. Estava em liberdade condicional…!

Nada mais típico! Guardar drogas no terreno baldio, sem dono, ficar vigiando à distancia e pegar uma a uma cada baranga de acordo com o gosto do freguês. Se os homens da lei aparecerem não terão como provar a mercancia ilícita. Ainda que os policiais encontrem a droga no mato, “não tô aí”! “Eu moro lá embaixo”, “Só estava passando por aqui seu puliça”, dirá o traficante formiguinha!

É assim que dezenas de quilos de maconha, cocaína e crack se movimentam diariamente e chegam às bocas e narizes – literalmente – de milhares de nóias em Pouso Alegre.

De vez em quando entra agua no chop, ou seria agua no formigueiro dos traficantes formiguinhas?

Nesta quinta, 20, entrou!

Amigos ocultos da lei digitaram o 181 e contaram que um sujeito pardo, de estatura mediana, cabelos negros, usando bermuda jeans, camiseta verde de listras cinzas e chinelos havaianas, conhecido pela alcunha de “ZE”  estava em franca atividade criminosa no final da Rua Roberto Ramos de Oliveira, na baixada do Mandu!

Como denúncias deste tipo são mais comuns do que nota de dez, os homens da lei foram checar. Mas antes de dar o bote, pararam à distancia e ficaram observando…!

Era verdade!

Em poucos minutos o sujeito de bermuda jeans e camiseta verde e chinelos entrou numa valeta que divide o velho Aterrado do Cidade Foch, abaixou-se, pegou a encomenda, entregou ao nóia e guardou o dim-dim na algibeira.

Quando os policiais resolveram dar o bote, o formiguinha se afastou. Mas, passado o perigo, manso de gaiola que é, o traficante voltou ao local do crime. E aí entrou em cena aquela velha musiquinha dos Originais do Samba… : “Se oceis pensa que fumo embora…! Nóis inganamo oceis”!  “Nóis fingimos que fumo e vortemo…! Ói nóis aqui, traveis”!

O moço da bermuda Jeans, camiseta verde e chinelo era J.S.M., o “ZÉ”…!  Como esperado, em sua algibeira não havia nada de ilícito. Só. merreca de R$70.

 

A colheita feita apela policia no aterro do Altidouro Rios...!

A colheita feita pela policia no aterro do Altidoro Rios…!

Ao vasculhar o terreno baldio onde mais cedo  ele entrava e saia feliz contente, os policiais encontraram a prova do crime:

– 07 porções de maconha;

– 01 tablete de maconha;

– 02 patuás de cocaína;

– 62 barangas de cocaína

– 01 faca com resquícios de maconha.

Zé, cuja residência fica na Sapucaí há vários quarteirões dali, naturalmente jurou de pés juntos que era inocente.

J.S.M. é figurinha fácil no álbum da policia. Assinou seu primeiro 33 em fevereiro de 2013. Foi condenado a 3 anos e 4 meses. Se hospedou no Hotel do Juquinha, passou pela APAC, voltou para o Hotel do Juquinha, de onde saiu em liberdade condicional há dois meses.

Diante deste conciso histórico o paladino da lei preferiu acreditar no relato dos policiais e fritou Zé no 33.

Apesar da seca que assola a região, a plantação do “Zé” na Baixada do Mandu foi por agua abaixo!

Plantação de maconha no Santo Antonio

 

A escrivã Ana, do delegado de TCOs, havia pedido uns vasinhos de flores para alegrar seu ambiente de trabalho... Seu pedido foi atendido! Como a droga, mesmo verde, exala um cheiro forte e característico do THC, no final da manhã desta quinta a escrivã já estava ‘doidona’...!

A escrivã Ana, do delegado de TCOs, havia pedido uns vasinhos de flores para alegrar seu ambiente de trabalho… Seu pedido foi atendido!
Como a droga, mesmo verde, exala um cheiro forte e característico do THC, no final da manhã desta quinta a escrivã já estava ‘doidona’…!

A policia chegou até a plantação de cannabis sativa de Lineu na Rua Pedro Norberto, no Bairro Santo Antonio em Pouso Alegre, através de denuncias de amigos ocultos da lei.

Na verdade a plantação nem estava muito escondida… Da rua, olhando por cima do muro baixo que cerca o quintal, podia-se avistar a plantação… Dois tenros pés de maconhas plantadas em vasos!

C.M.G.S. e C.R.C., os agricultores do Santo Antonio, não escondiam a plantação e não esconderam sua finalidade…

– Nós somos usuários de maconha, doutor… A erva é para nosso consumo. Cultivamos nossa própria maconha. Assim não precisamos fomentar o trafico de drogas na cidade! – Alegou – com certa razão – o jovem casal.

De acordo com os levantamentos prévios feitos pela policia militar no local e imediações, não foi constatado mercancia de drogas na residência do casal. Diante disso, o douto paladino da lei enquadrou o casal Caio & Cecilia no artigo 28 da lei 11.343. Eles assinaram um TCO se comprometendo a visitar o Homem da Capa Preta daqui algumas semanas e voltaram para casa, prometendo abstinência.

 

 

Leia logo mais: “Minha casa”, minha prisão!

Simplorio & Finório atacam novamente – Parte VIII!

DSC05615 Não faz um mês que a famosa dupla visitou Pouso Alegre e levou – na lábia! – cinco mil reais da aposentada moradora do Jardim Esplanada. No final da manha desta quarta, 19, a dupla de vigaristas voltou a atacar. Desta vez levou dois mil em dim-dim e cerca de dez mil reais em joias.

Passava dona Lucila – não confundir com a delegada defensora das mulheres indefesas! – pelo cruzamento da Bueno Brandão com São Jose, às onze e dez da manha, quando simplório surgiu à sua frente. O cidadão gordo, mulato, aparentado 60 anos se aproximou com a mesma ladainha de sempre…

– Dona… Eu tenho um bilhete da mega sena premiado, mas não sei como receber o premio! Se a senhora me ajudar a receber eu te dou R$750 mil…!

Antes que a simpática velhinha empilhasse os maços de notas de cem na sua bolsa virtual, apareceu Finório!

– Pelo amor de Deus moço, fale baixo… Se alguém escuta o Sr. falar em bilhete premiado, além de assaltar o Sr., eles são capazes de matá-lo! Deixa eu ver esse bilhete! Se for verdade eu ajudo o Sr. receber o premio… Mas eu também quero uma gorjeta!

– Mas eu acabei de prometer pra dona, aqui…

– Tudo bem… A gente pode dividir a gorjeta. A mega está acumulada… O premio da semana deve ser uns 18 milhões – conjecturava Finório, enquanto os olhos de Lucila nadavam numa piscina de R$750 mil.

Estava lançada a teia!

– Eu vou dar então o bilhete pra vocês dois receber pra mim. Mas antes eu quero uma prova de confiança de vocês! Voces tem que deixar um valor aqui comigo.

– Não se preocupe, eu estava justamente indo ao banco fazer um deposito na conta da empresa… Tenho aqui quinze mil reais. Tome, pode guardar com você! – disse Finorio, homem claro de estatura mediana aparentando trinta e poucos anos, entregando um pacote – de papel picado amarradinho – com uma nota de cem por cima!

– A senhora também pode deixar quinze mil comigo como prova de confiança, dona Lucila? – quis saber Simplorio.

Dona Lucila não tem empresa. Não estava indo ao banco fazer depósitos, por isso não tinha quinze mil reais na bolsa… Mas tinha parte disso em casa e no banco. Primeiro foram à sua casa na Adolfo Olinto, onde pegaram R$ 2 mil em cédulas e cerca de R$ 10 mil em joias. Depois, sempre no carro Toyota Corolla branco do Finório, foram a uma agencia bancaria do bairro Foch, onde ela sacaria R$ 5 mil.

Depois de quase três horas na companhia da dupla Simplorio & Finorio, finalmente a farsa acabou. Quando Lucila entrou na agencia para tentar sacar os últimos cinco mil, a dupla que esperava no Corolla branco engatou primeira e dobrou a serra do cajuru levando mais de quinze mil e o bilhete tão premiado quanto esse que está na sua carteira!

Quando finalmente a ficha caiu dona Lucila foi procurar a policia… Só com o cabo do guarda chuva na mão!

Quem acha que a ‘vitima da vez’ é uma daquelas velhinhas simplórias, de vestido longo cor de chita com barra pelas canelas, de blusinha de lã cinza xadrez e cabelos presos em coques na cabeça com um daqueles palitos de tricotar, se enganou redondamente! Dona Lucila, 84 anos, é uma simpática, bela e culta viúva, de tradicional família pousoalegrense, mãe – entre outros – de um alto funcionário da CEF Pouso Alegre!

Ela caiu no “Conto do Bilhete Premiado” graças à competência da dupla “Simplorio & Finório”!

Você também ainda vai cair…!

Simplorio & Finório atacam novamente – Parte VIII!

DSC05615 Não faz um mês que a famosa dupla visitou Pouso Alegre e levou – na lábia! – cinco mil reais da aposentada moradora do Jardim Esplanada. No final da manha desta quarta, 19, a dupla de vigaristas voltou a atacar. Desta vez levou dois mil em dim-dim e cerca de dez mil reais em joias.

Passava dona Lucila – não confundir com a delegada defensora das mulheres indefesas! – pelo cruzamento da Bueno Brandão com São Jose, às onze e dez da manha, quando simplório surgiu à sua frente. O cidadão gordo, mulato, aparentado 60 anos se aproximou com a mesma ladainha de sempre…

– Dona… Eu tenho um bilhete da mega sena premiado, mas não sei como receber o premio! Se a senhora me ajudar a receber eu te dou R$750 mil…!

Antes que a simpática velhinha empilhasse os maços de notas de cem na sua bolsa virtual, apareceu Finório!

– Pelo amor de Deus moço, fale baixo… Se alguém escuta o Sr. falar em bilhete premiado, além de assaltar o Sr., eles são capazes de matá-lo! Deixa eu ver esse bilhete! Se for verdade eu ajudo o Sr. receber o premio… Mas eu também quero uma gorjeta!

– Mas eu acabei de prometer pra dona, aqui…

– Tudo bem… A gente pode dividir a gorjeta. A mega está acumulada… O premio da semana deve ser uns 18 milhões – conjecturava Finório, enquanto os olhos de Lucila nadavam numa piscina de R$750 mil.

Estava lançada a teia!

– Eu vou dar então o bilhete pra vocês dois receber pra mim. Mas antes eu quero uma prova de confiança de vocês! Voces tem que deixar um valor aqui comigo.

– Não se preocupe, eu estava justamente indo ao banco fazer um deposito na conta da empresa… Tenho aqui quinze mil reais. Tome, pode guardar com você! – disse Finorio, homem claro de estatura mediana aparentando trinta e poucos anos, entregando um pacote – de papel picado amarradinho – com uma nota de cem por cima!

– A senhora também pode deixar quinze mil comigo como prova de confiança, dona Lucila? – quis saber Simplorio.

Dona Lucila não tem empresa. Não estava indo ao banco fazer depósitos, por isso não tinha quinze mil reais na bolsa… Mas tinha parte disso em casa e no banco. Primeiro foram à sua casa na Adolfo Olinto, onde pegaram R$ 2 mil em cédulas e cerca de R$ 10 mil em joias. Depois, sempre no carro Toyota Corolla branco do Finório, foram a uma agencia bancaria do bairro Foch, onde ela sacaria R$ 5 mil.

Depois de quase três horas na companhia da dupla Simplorio & Finorio, finalmente a farsa acabou. Quando Lucila entrou na agencia para tentar sacar os últimos cinco mil, a dupla que esperava no Corolla branco engatou primeira e dobrou a serra do cajuru levando mais de quinze mil e o bilhete tão premiado quanto esse que está na sua carteira!

Quando finalmente a ficha caiu dona Lucila foi procurar a policia… Só com o cabo do guarda chuva na mão!

Quem acha que a ‘vitima da vez’ é uma daquelas velhinhas simplórias, de vestido longo cor de chita com barra pelas canelas, de blusinha de lã cinza xadrez e cabelos presos em coques na cabeça com um daqueles palitos de tricotar, se enganou redondamente! Dona Lucila, 84 anos, é uma simpática, bela e culta viúva, de tradicional família pousoalegrense, mãe – entre outros – de um alto funcionário da CEF Pouso Alegre!

Ela caiu no “Conto do Bilhete Premiado” graças à competência da dupla “Simplorio & Finório”!

Você também ainda vai cair…!

Policia prende velhinho pedófilo em Congonhal

Congonhal antigaO crime foi descoberto pela mãe do garoto. Percebendo que há alguns dias o filho vinha tendo um comportamento arredio e agressivo com a família, a mãe passou a observá-lo. Ao pé da noite desta terça, quando ele entrou para tomar banho, dona L. aproveitou para consultar seu aparelho celular! E lá estava a prova do crime! Seu filho aparecia em varias fotos… Em trajes de Adão! Numa delas aparecia uma mão masculina, já de idade avançada, tocando seu pinguelé! – Na linguagem popular e vulgar, esse gesto tem outro nome, começado com a letra ‘p’…!

Pressionado pela mãe o garoto contou que a ‘mão boba’ era do vizinho Sebastião Ribeiro, que mora na casa dos fundos da casa deles. Segundo K.O.P., o velhinho de 69 anos o convidou para ir a uma igreja em construção perto das sua casa e lá, por mais de uma vez, tirou sua roupa, abraçou seu corpo e acariciou seus órgãos genitais.

Ao receber as pulseiras de prata dos homens da lei em sua casa, Sebastião Ribeiro admitiu aos policiais e aos pais do menino que por algumas vezes de fato havia acariciado as partes pudendas do garoto, mas não passou disso.

Ao sentar no piano do paladino da lei em Pouso Alegre, o aposentado optou pelo silencio. Ficou tão mudo quando essa tela que você está lendo.

Seu silencio sepulcral, no entanto, não lhe serviu de defesa. Sebastião Ribeiro da Silva, 69 anos, foi enquadrado nas iras do artigo 217-A do CP, com redação dada pela Lei 12.015/2009, ou seja; “estupro de incapaz”, cuja pena varia de 8 a 15 anos de cana.

Desde a madrugada desta quarta o novo endereço do velhinho pedófilo do bairro Grota Rica em Congonhal é… o garboso Hotel do Juquinha em Pouso Alegre

Policia Civil prende mula com 20 quilos de maconha

Marco Antonio Bernbardo, o 'mul' qyue foi buscar a erva em São paulo...!

Marco Antonio Bernardo, o ‘mula’ que foi buscar a erva em São Paulo…!

A pequena Cambui margeada pela Fernão Dias, a 54 quilômetros de Pouso Alegre e 150 de São Paulo, receberia uma bela carga de erva marvada no final da tarde deste domingo, 16. A droga prensada em dezessete tijolinhos, divididos em duas malas, viria de São Paulo para Cambui com escala em Camanducaia, onde trocaria o Mercedes Bens da Viação Cambui pelo Fiat Strada do traficante Jose Claudio Barbosa.

Chegaria!

Antes que a droga chegasse ao seu destino, amigos ocultos da lei comunicaram o fato à Policia Civil.

O delegado Renato Mendes, que já andava na sombra dos traficantes, reuniu os  detetives Tristão e Pimpim e foram para Camanducaia dar as boas vindas ao mula que vinha de São Paulo. Primeiro prenderam o dono da erva, Jose Claudio Barbosa, no Fiat Strada, nas proximidades do terminal rodoviário. Seu celular continha as mensagens trocadas com o mula minutos antes. E quando Marco Antonio Bernardo, único passageiro do ônibus da empresa Auto Viação Cambui desembarcou com as mochilas recheadas, os detetives lhe ofereceram as pulseiras de prata!

 

A droga pertence ao "Corintiano" Jose Claudio Barbosa, segundo a PC.

A droga pertence ao “Corintiano” Jose Claudio Barbosa, segundo a PC.

Apesar das evidencias de que as drogas pertence ao “Corintiano” Jose Claudio, ele o mula Marco Antonio tentaram tapar o sol com a peneira.

– A maconha é minha. Eu comprei fiado do “Nego”. Fui buscar em São Paulo hoje de manha. Peguei com uma loira no terminal rodoviário Tiete. Eu ia pagar o “Nego” aos poucos, à medida que eu fosse vendendo… – Contou Marco Antonio ao delegado de plantão em Pouso Alegre.

– Eu só fui buscar o Marco em Camanducaia. Eu tenho amizade com ele. Não sabia que ele estava trazendo a droga… – alegou Jose Claudio Barbosa.

Mas não teve nem vela e nem fita amarela… Jose Claudio e Marco Antônio sentaram ao piano, assinaram o 33 e o 35 e foram se hospedar no velho hotel de Extrema!

Jose Claudio Barbosa, 45 anos, já conhece os artigos 129 e 180 do CP. Marco Antonio Bernardo, 36, já mergulhou mais fundo no crime. Já assinou o 244 do ECA, o 16 da antiga 6368 e o 121 do Código Penal!

As malas com os tijolinhos de maconha não chegaram ao seu destino...!

As malas com os tijolinhos de maconha não chegaram ao seu destino…!

Policial suicida em Monte Sião

Imagem de lutoPara a policia e para os policiais de Monte Sião, capital das malhas, o domingo,16, era um dia de trabalho comum. Assumiram o turno pela manhã e tudo transcorria normalmente. Enquanto as equipes faziam patrulhamento de rotina, o cabo Jose Edson de Souza ficou no quartel, operando o velho e conhecido 190! Como de praxe, ele e os policiais de rua mantinham frequentes contatos, até que…!

Por volta de quatro e meia da tarde tanto o radio quanto o telefone ficaram mudos! Preocupados com a falta de comunicação, os soldados Cintia e Carvalho voltaram ao quartel e o encontraram todo fechado. Pela janela da sala de operações avistaram o colega imóvel sentado no sofá da sala de recepção com o fuzil de trabalho no colo. Depois se arrombarem a porta encontraram o policial Jose Edson morto… Com um tiro na cabeça! Aparentemente suicídio!
Antes de cometer o desatino, o policial trancou a porta do quartel e colocou um cabo de vassoura travando a porta principal, para dificultar o arrombamento. Depois sentou-se no sofá, encostou o cano do fuzil na boca e puxou o gatilho! Seu corpo foi necropsiado no IML de Pousio Alegre

O cabo Jose Edson de Souza estava há 21 anos na policia militar. Atualmente fazia tratamento contra depressão. Por isso mesmo estava em ‘ajustamento de função’ trabalhando apenas no serviço interno. Ele era natural de Congonhal-MG e tinha 48 anos.

 

Policia Civil queima drogas no Faisqueira

DSC05532A quantidade de drogas incinerada é ínfima, mas resultou de centenas de abordagens e apreensões em Pouso Alegre desde o ano passado. Trata-se da droga apreendida em poder de usuários – ou que se dizem usuários para escapar das iras do artigo 33!

Uma pedra bege fedorenta com um, uma baranga de erva ‘marvada’ com outro, dois ependorfs de farinha do capeta com outro e caixas e mais caixas de envelopes recheados de papeis entulhando armários da delegacia, até que o Homem da Capa Preta autoriza a incineração.

Segundo o delegado Jose Walter da Motta Mattos, da AISP 109ª e sua fiel escudeira escrivã Lucia Evaristo…

– Já não tínhamos mais onde colocar envelopes com pequenas quantidades de drogas e grande quantidade de papeis! Sem contar que o sumiço, perda ou extravio de um procedimento qualquer desses, dá para o escrivão e o delegado uma dor de cabeça muito maior do que para o usuário da droga!

DSC05525A charmosa lei 6368/76, fácil de ser lembrada e pronunciada, punia o usuário de drogas com prisão, de acordo com o famigerado artigo 16. O aumento alucinante do consumo de drogas, especialmente do crack, a partir da segunda metade da década de 1990, forçou a mudança da lei. Visando – principalmente – desafogar os presídios, o legislador alterou a lei antidrogas. A partir de agosto de 2006, o usuário de drogas – também chamado pelos próprios meliantes, de “nóia”, uma alusão ao estado paranoico causado pela abstinência – deixou de se hospedar nos superlotados hotéis do contribuinte!

Ficou sem chumbo, mas não deixou de ser chamuscado!

De acordo com artigo 28 da Lei 11.343, quem for pego usando ou portando drogas para uso, não vai mais em cana… Mas é levado para a DP, senta ao piano do paladino da lei e se compromete a visitar o Homem da Capa Preta em dia e hora previamente agendados, quando então:

– Receberá um puxão de orelha;

– Terá que prestar serviço gratuito em uma instituição filantrópica ou comunitária e

– Terá que frequentar programa ou curso educativo sobre os malefícios das drogas!

Enfim… Usar drogas no Brasil, “não dá nada”!

DSC05527   E pode piorar!

Desde 2011 tramita no STF uma ação que pode virar lei e abrandar ainda mais o uso de drogas.

A ação seria julgada nesta quinta feira, 13, no STF, mas – diante de assuntos mais relevantes em pauta – foi adiada e remarcada para a próxima quarta, 19.

O pedido é de “descriminalização do uso de drogas”, ou seja; caso seja aceito o recurso do mecânico preso em 2011 em São Paulo com três barangas de maconha, e a decisão do Supremo vire lei, se você meu estimado leitor for abordado sentado no banco da praça ou andando na rua portando drogas, enquanto os policiais anotam seus dados para confecção do BO, você poderá encostar na viatura e acender tranquilamente um baseado e até soltar a perfumada fumacinha na cara do policial!

E isso não é nada!

Bom mesmo será para o Nico Peralta, notório traficante formiguinha, que vara as madrugadas frias com seus chinelos havaianas, bermudão abaixo dos joelhos e blusa de moletom com capuz estilo ‘mano’, zanzando na Rua Maria Porfiria com duas pedrinhas na algibeira à espera dos nóias… Cada vez que vende uma, ele desenterra outra no terreno baldio ali perto e continua com pinta de somongó pra lá e pra cá vendendo a droga!

Daqui pra frente, na terceira vez que for abordado pela policia ele poderá até impetrar um HC preventivo… Para não ser mais incomodado pelos homens da lei!

Enquanto isso, para incinerar algumas centenas de barangas de drogas – com prazo de validade vencido – na Cerâmica São Francisco no bairro Faiqueira, o delegado da AISP 109ª teve que;

– Solicitar autorização ao Homem da Capa Preta,

– Oficiar ao Representante do Ministério Publico,

– Chamar a Vigilância Sanitária do Município,

– Convocar a pericia técnica da regional,

– Determinar escolta de dois policiais da especializada de combate ao trafico,

– Arrolar dois ‘galos’ para acompanhar a queima, e

– Convidar o blogueiro policial mais lido do Sul de Minas para registrar o fato!

“Madalena arrependeu” tarde demais!

Walter se arrependeu tarde demais...!

Walter se arrependeu tarde demais…!

Walter Henrique da Rosa, 27, foi preso por trafico de drogas e porte de arma em 2013 e recolhido ao Hotel do Juquinha. No dia 01 de julho de 2014 ele foi transferido para a APAC, no bairro dos Farias.

Como é do conhecimento do estimado leitor, no regime semi-aberto e aberto da APAC só cumpre sua pena quem quer. Quem não quiser basta pegar sua tralha, pular o muro e dobrar a serra do cajuru. – No caso dos condenados que moram em Pouso Alegre, é Cajuru mesmo, com ‘c’ maiúsculo, o bairro que fica a meio caminho entre a APAC e a cidade! E aí não será serra, mas sim a ‘baixada do cajuru’!

O Walter Henrique fez isso. Ele não estava gostando da hospedagem gratuita na APAC. Por isso, depois de sete meses fazendo arruação de café, cuidando de porcos, galinhas e vacas, ele fez as malas e foi embora para casa… Sem se despedir de ninguém!

Seis meses depois se arrependeu e resolveu voltar para o lar-doce-lar da APAC! Nesta terça, 11, ele bateu na porta da instituição prisional idealizada por Mario Otoboni, plagiando Roberto Carlos…

– “Eu volteeeei, voltei agora pra ficaaaaar! Por que aquiiiii… Aqui é o meu lugaaaaar”!

Não é mais!

Seu arrependimento foi tardio!

A figura jurídica do “arrependimento eficaz” está presente no artigo 15 do código penal. Ela trata do comportamento do sujeito que após realizar os atos de consumação de um crime, se arrepende e consegue evitar que o crime produza seus efeitos! Por exemplo…: Godofredo briga com Belarmino e resolve mata-lo. Planeja a execução, enche a espingarda de chumbinho, bucha, sal e fica de tocaia atrás de uma figueira ao pé da serra do cajuru esperando Belarmino passar. Ao vê-lo surgir na curva da estradinha poeirenta, montado no cavalinho baio, faz mira e puxa o gatilho… Acerta os dois tiros no peito do desafeto!

Ao se aproximar para ter certeza que o vizinho não vai mais roubar as laranjas do seu pomar, Godrofredo vê Belarmino agonizando, se arrepende, toma o desafeto no colo, coloca na sua charrete, leva-o imediatamente para o hospital e consegue salvá-lo!

Godofredo vai responder apenas pelo crime de lesão corporal… Será absolvido de tentativa de homicídio!

Mas o arrependimento tem que ser eficaz!

Ele é que tem que tomar a iniciativa antes que outrem a tome!

O arrependimento de Walter Henrique não foi eficaz!

Se ele tivesse se arrependido antes e voltado até o dia 28 de julho, poderia ter sido aceito. Receberia um puxão de orelha e voltaria a cuidar das vaquinhas, porquinhas e galinhas até cumprir o restante da pena.

Mas havia passado muito tempo!

No dia 29 de julho, com ‘saudade’ do seu custodiado e sem ter noticias dele, o homem da Capa Preta mandou expedir Mandado de Recaptura! Por isso, quando Walter Henrique foi reclamar o seu cantinho, ele já era “procurado”!

Os homens da lei foram chamados na recepção da APAC, Walter Henrique recebeu pulseiras de prata e foi levado no Taxi do Contribuinte para a DP. De lá seguiu no Taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha onde tudo começou em 2013!