Vinte e um de julho… Dia “dele”

Diego Matos é o mais bonito da foto... Ao lado do irmão dele!

Diego Matos é o mais bonito da foto… Ao lado do irmão dele!

Dia de menino bom,

Dia de menino forte,

Dia de menino bonito

Dia de menino sensível,

Dia de menino obstinado,

Dia de menino responsável,

Dia de menino corajoso,

Dia de menino sereno nas turbulências,

Dia de menino simples nas vitorias – e são tantas!

Dia de menino vencedor!

Mais que isso…

Dia de menino abençoado por Deus!

Hoje é seu dia Diego de Almeida Matos…

Foi numa madrugada de um longínquo 21 de julho que você nasceu!

E parece que foi ontem… Pois continua o meu menino… Agora o do meio!

Que Deus Pai continue a iluminar seu caminho, guiar seus passos e iluminar seu coração, como sempre fez, desde que você chegou há 33 anos..!

Te amo filhão!

 

18 anos sem Nonô Basilio

Noso olhos abertosAlfaiate por profissão… Cantor e compositor por opção. Nasceu Alcides Felisbino Basilio no dia 22 de novembro de 1922, em Formiga. Foi rebatizado “Nonô” aos 12 anos quando começou a cantar em parceria com o irmão. Tornou-se afilhado da dupla Cascatinha & Inhana em 1953, quando casou-se com a parceira Naná. Em 1996, com a esposa e parceira, gravou seu ultimo disco, com o titulo: “Nossa Ultima Lembrança”! Morreu em 1997 aos 74 anos de muita musica sertaneja raiz.

Em parceria com a esposa Naná e os padrinhos Cascatinha & Inhana e outras dezenas de cantores e compositores sertanejos, Nonô compôs centenas de musicas sertanejas raiz. E cantaram em vários ritmos musicais.

Seu maior sucesso, “Magoa de Boiadeiro”, composto em parceria com Índio Vago, foi gravado por dezenas de cantores sertanejos entre eles Ouro & Pinguinho e Pedro Bento & Zé da Estrada. Mas se eternizou na voz de Sergio Reis.

Nonô e Naná

– Ô de casa…?

– Ô de fora…!

– ‘Tarde…

– Vâmo chegá…!

Foi com este curto e simplório dialogo caipira que conheci Nonô Basilio em seu sitio no bairro Canta Galo em Pouso Alegre em 1995. No minuto seguinte eu e o Mario estávamos sentados na sala simples e aconchegante de sua casa. Uma legitima ‘casa de caboclo’! Mobiliada e ornada com coisas da roça, inclusive as ‘tralhas’ do seu ‘boiadeiro magoado’!

Duas semanas depois o recebi em minha no bairro dos Coutinhos. Casa também simples, porém com menos bom gosto! Aliás, gosto foi o que meu novo amigo Nonô Basilio sentiu… Gosto de feijoada! Pena que errei no tempero… A feijoada ficou ligeiramente salgada!  Mas o suco de gerereba trazido do alambique dos Fernandes, que ele adorava, amenizou. Gostou tanto da cachacinha artesanal que pediu para levar a garrafa para o palco. Naquela sexta feira, no sábado e no domingo Nonô Basilio deu-nos o prazer de sua presença como jurado no 1º Festival de Musica Sertaneja do Bairro dos Coutinhos!

N.N & OdilonMeses depois voltei ao sitio de Nonô no Canta galo. Fui levar meu saudoso tio Antônio, que tinha negócios com ele. Nonô lhe deu um frango carijó e como pagamento pelo ‘carreto’, meu tio me deu o frango.

-… Fica com esse frango pra você almoçar amanha! – Disse ele.

Era um frango carijó dourado, mestiço índio, robusto e garboso… Nem pensar em coloca-lo na panela. Virou galo! cuidou de um seleto harém de galinhas caipiras, cantou quase tão afinado quanto Nonô e reinou durante mais de três anos no meu terreiro!

A passagem mais marcante do velho cantor,  compositor e diretor artístico foi justamente sua ‘passagem’… Nonô morreu no dia 1º de julho! Recebi a noticia no dia seguinte através do radialista e amigo comum Hilário Coutinho… Tres dias depois meu pai foi se encontrar com ele…!

Vocês deixaram muitos amigos… E muitas saudades!

 

Meu celular e as maravilhas da internet

 

Meu 'amigo' rastreador de Windows Fhone, a qauilotrmos de distancia, me mostrou extamente onde meu ceualr estava...

Meu ‘amigo’ rastreador de Windows Phone, a quilômetros de distancia, me mostrou exatamente onde meu celular estava…

Embora há anos leve diariamente noticias mundo afora através da comunicação virtual, nunca fui amante incondicional da internet. Por vários motivos. Mas tem hora que realmente é preciso dar o braço a torcer! A internet faz coisas que nenhum detetive faria!

Na sexta de manha peguei o Mercedes Bens 2621 da Gardenia em Pouso Alegre e fui à Campinas buscar o carro da minha filha. Levei até uma garrafa d’agua, por vias das duvidas…!

Viagem tranquila, ônibus reativamente vazio, poucas paradas para ‘catajeca’… Ao meio dia o ônibus entrou lentamente no terminal rodoviário. Antes de saltar levei a mão ao bolso para pegar o celular e avisar que havia chegado e… Necasdecatibiribas! Não havia celular no bolso! Caramba!

– Será que esqueci o celular em casa, pela primeira vez?

Olhei para a poltrona vazia, olhei debaixo da poltrona e, tornei a revirar os bolsos da calça cargo e… Nada! Desembarquei!

Do terminal, depois de mais de vinte anos, voltei a usar o velho e infalível ‘orelhão’ pra ligar pra casa. Ouvi novamente a eterna mensagem: “chamada à cobrar… depois do sinal, diga seu nome e a cidade de onde você está falando”…! Antes que eu falasse, Tatiana me atropelou:

– Já te liguei varias vezes! Porque você não me atende…?

– É porque meu celular está fora do meu alcance…

– Como assim, fora do seu alcance!?

– Ele não está comigo! Eu estou na rodoviária de Campinas e ele deve estar no meu escritório em casa, numa greta do sofá da sala ou no console do seu carro…! – respondi com bom humor. – Enfim: perdi meu celular!

Consegui sobreviver em Campinas sem celular! Na manha seguinte já em casa, depois de refazer mentalmente meu trajeto, de apelar para São Longuinho e concluir que o celular estava irremediavelmente perdido, decidimos ligar para a operadora e comunicar a perda. Foi aí que a Inteligência – não os neurônios meus e os da Tatiana, mas sim a ‘Inteligência’, o aprimoramento dos meios de investigação da policia civil – e a internet entraram em cena!

– Espere… – Disse Tatiana – Numa das aulas de Inteligência durante o curso na Acadepol no ano passado, nós aprendemos a rastrear aparelhos de celular através do Windows Fone… Vou tentar!

Tecla dali, digita daqui, enter d’acolá… Em poucos minutos apareceu na tela do computador a imagem de um imenso cercado de muro com figuras que pareciam kombis ou caminhões parados lado a lado. Aproximando mais a imagem, vimos o nome de duas ruas que desembocam na Rodovia MG 290…! Olhando melhor vi que as figuras que pareciam caminhões eram na verdade ônibus…! Meu celular estava no interior de um ônibus na garagem da Gardenia. Provavelmente o mesmo no qual eu viajara no dia anterior!

 

... E vinte e quatro depois ele voltou pra casa!

… E vinte e quatro depois ele voltou pra casa!

Eureka! Achei meu celular sem sair de trás da mesa do computador! – Quer dizer, a Tatiana achou! Depois tem gente que acha que medico legista não é policia! – Restava saber se ele continuava escondidinho no ônibus que me levara à Campinas e seguira até Americana ou se ele havia sido ‘achado’ por alguém!

Em dez minutos cruzamos a cidade. Quando entramos na garage e o diretor de trafego mandou que o manobrista verificasse entre os mais de dez ônibus estacionados onde estava o 2621, Tatiana se adiantou e informou mostrando o ‘print’…

– É aquele primeiro, lá no cantinho direito da garage!

Antes de começar a procurar pelo aparelho no chão ou nas gretas entre os bancos, Tatiana ‘ligou pra mim’…! No instante seguinte meu aparelhinho acendeu a luzinha pálida e toucou nossa musiquinha velha conhecida numa gretinha entre a poltrona 07 e a janelinha do ônibus! Nem mesmo o faxineiro que faz a limpeza costumeira depois de cada viagem o havia encontrado!

Meu celular escorregou do bolso da perna direita da calça cargo, se acomodou confortavelmente na greta da poltrona tão logo me sentei na rodoviária de Pouso Alegre, passou por Campinas, foi até Americana e voltou quietinho, dormindo o sono dos justos, sem perturbar ninguém! Quando acabasse a bateria, nunca mais falaria com alguém. Ficaria ali naquela gretinha em silencio, anos e anos! Até que um dia o ônibus 2621 fosse para o ferro velho!

Ah, as maravilhas da internet…!

Vinte quatro depois de o celular escorregar do bolso de minha calça e viajar quase 500 quilômetros sem mim, sem sair de trás da minha mesa no escritório, eu o localizei… Graças às maravilhas da internet! Eu poderia orientar meu filho pra ir buscá-lo na garage e quando chegasse lá ele diria:

– Vim buscar o celular do meu pai! Ele está na greta da poltrona 07, naquele ônibus lá no cantinho do pátio!

Mas nada disso seria possível sem a internet e as poucas aulas de ‘Inteligência” que a Tatiana recebeu, com o sorriso largo e os olhos vidrados de interesse, – usando a blusinha de capuz verde que lhe garantiu o apelido de “chapeuzinho verde” – durante o curso de Medico Legista na Acadepol no ano passado!

 

*** Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!***

Homem Lobo da Perimetral quer trabalhar

DSC04766Levantei mais cedo nesta quinta para tomar café com o Homem Lobo da Perimetral. Quando cheguei à sua ‘casa’ ele não estava mais nos braços de Morfeu, mas ainda estava debaixo das cobertas. Reticente, introspectivo e ressabiado demorou alguns minutos para sair da toca… Das duas: da toca cheia de trapos e papelão enegrecida pela fumaça dos pneus e madeira queimados durante a noite, e da toca da mente! Tinha medo de falar! E foi incialmente agressivo. Minha presença o incomodava. Ele queria me ver pelas costas! Foram necessários uma boa dose de paciência, de argumentos e uma cédula de ‘mico leão dourado’ para puxar-lhe língua e ouvir seu nome!

Rogerio Oliveira, nasceu em São Paulo, diz que tem 46 anos, não deve nada a justiça – percebe-se pelo perfil e modus vivendi –  e está há mais de dez anos no ‘trecho’! Só no bueiro da Perimetral, segundo o cidadão que caminha por ali diariamente e se sensibilizou com sua ‘sofrencia’, desde outubro do ano passado!

DSC04770– Quando foi que você começou essa vida, Rogerio?

– Ah, já tem uns dez anos…

– E por quê?

– Cachaça…

– …!

– Eu trabalhava em São Paulo… Mas comecei beber muito. Perdi o emprego, minha mãe morreu. Não sei do meu pai. Aí eu saí andando… Fui para Santa Catarina. Faz tempo que estou no ‘trecho’.

DSC04778– Você ainda bebe?

– Não. Parei.

– Onde você passa o dia?

– Por aí… ganho alguma coisa. Os amigos – pessoas que lhe dão comida – ajudam. De noite venho pra cá…

– Pra quê a fogueira toda noite?

– Espanta bicho… Aqui não tem luz! Serve para clarear ‘minha casa’…

– O que você quer…?

– Só quero trabalhar… Mas ninguém dá emprego. Pego uns ‘bico’! Capino quintal… Faço artesanato.

– Como você se alimenta…?

– Os amigos dão comida…

DSC04782-… E banho..?

– Não tem jeito, né…! A gente vai levando…

– Você procurou a assistência social?

– Conheço ninguém, não…

– Voce tem algum sonho, alguma esperança?

– Eu queria trabalhar… Estou tentando melhorar um pouco – a aparência – para arrumar um emprego!

Respostas prontas Rogerio tem claras e audíveis na ponta da língua. No entanto, quando se aventura a falar mais de sua vida passada e seus sonhos, ele – parece ter vergonha dos sonhos – fala tão baixo que somente ele ouve e entende. Uma coisa ficou bem clara na curta entrevista em pé, na porta da ‘casa’ enegrecida pela fumaça, ouvindo o vuuum-vuuum-vuuum dos carros passando a 90 por hora defronte a placa pregada no poste indicando 60, poucos metros acima na avenida: Rogerio, o Homem Lobo da Perimetral, sonha trabalhar, sair do bueiro, voltar à vida de anos atrás. Voltar para perto dos parentes em São Paulo.

DSC04784  Outra coisa também está bem clara: Se ele não receber um ‘incentivo’, o único lugar para o qual ele irá, será o fundo do bueiro! O mais longe que o  cidadão Rogerio Oliveira – ou seja lá qual for seu nome – irá será o outro lado do bueiro por baixo da pista dupla, em direção ao abandonado Estádio “Minduinzão”!

Quando começou morar no bueiro, tanto bueiro quanto o morador tinham outra aparência, como se vê nas fotos tiradas em outubro passado e neste 28 de maio! A cada dia a vida do homem lobo se parece mais com a aparência do bueiro… Sujo, maltrapilho, assustador… As pessoas correm léguas dele! Sem o “incentivo” de um órgão publico, mantido com dinheiro de impostos, só resta ao “Homem Lobo da Perimetral” afundar ainda mais na degradação social!

DSC04779Que pena que ele veio parar em Pouso Alegre, numa cidade tão pobre…!!!

 

Cavucada está ficando velho…

Cavucada e sua mais nova camisa do time do coração!

Cavucada e sua mais nova camisa do time do coração!

Desde a mais tenra idade, quando ainda cortava o cabelo com tesoura deixando o famoso “trio de rato”, aprendi que o mês de maio abriga o Dia das Mães. Mais tarde, na adolescência, quando eu era um dos mais dedicados alunos da escola, “peixinho dos professores”, quando um deles disse que eu ‘tinha veia jornalística’, aprendi nas aulas de Educação Religiosa no Colégio Comercial São José, que o mês de maio é o mês de “Maria”! Nos últimos anos, com a criação do blog, descobri que maio é também o mês do Cavucada! Todo dia 28 ele fica – biologicamente – um ano mais velho… Mas mentalmente é o mesmo garoto de 9, 10 anos que conhecemos e estimamos há trinta anos!

Hoje pela manhã fui fazer a costumeira visita anual e levar-lhe um presentinho! Levei um susto! Basti, bati na porta de sua casa, com a janela aberta, e nada de Cavucada aparecer! Seguindo informações de vizinhos fui encontrá-lo alguns quarteirões abaixo administrando uma obra…! Quando desci do carro, antes que o visse ele me viu e saudou, da janela da construção…

– Êh Chips…

– Úé Cavucada, você está trabalhando de pedreiro agora?

– Não, eu sou engenheiro… Eu que mando no pessoal aqui – atalhou ele com o sorriso habitual. – Sobe aqui pra você ver o prédio que nós estamos construindo! – emendou.

Alexandre Reis Assunção, o menino Cavucada, está completando hoje 46 anos. Ele cresceu na rua, andando de um lado à outro da cidade, levando acenos e alegria às pessoas. Sempre ‘antenado’, ele puxa e comenta qualquer assunto, especialmente sobre futebol. Sabe tudo sobre os grandes clubes do Brasil; Palmeiras, Atletico Mineiro, São Paulo, Flamengo…

Como toda boa criança ele acaba se perdendo e às vezes fica dias sem voltar para casa. Dorme sob marquises ou dentro de caixas de papelão! Nunca aconteceu nenhum acidente, pois ele está sempre em boa companhia… De anjos inocentes como ele!

Tempos atrás, depois de uma destas escapadelas de casa, ele passou uma semana na rua. Quando conseguiu achar o caminho de casa, voltou com uma “bixeira” no ouvido esquerdo! Curou a ferida, mas agora escuta menos do que antes! O irmão que mora com ele, agora não o deixa mais sozinho…

– Estou construindo minha casa devagarinho… Sempre trago ele comigo para o trabalho. Ele fica ‘chefiando’ a obra – brinca Douglas.

Sorrindo Cavucada concorda:

– É, Chips, eu sou o engenheiro…!

E para não deixa-lo sozinho, o irmão que é gráfico, leva Cavú para todo lado quando tem que visitar clientes…

– Quando ele sai é uma festa… Todo mundo quer falar com ele, quer saber por que ele sumiu…

Esse é Cavucada, ‘menino que vi crescer’, mas que permanece na mais doce infância! Menino de coração puro; menino que, sem fazer força, deixa um rastro de alegria por onde passa.

Vida longa, amiguinho Cavucada…

 

Homem está vivendo no bueiro em Pouso Alegre

DSC04715A informação chegou a este blog no meio da tarde desta sexta, 22. Através do celular, o leitor indignado contou o fato e pediu providencias. Segundo ele, há varias semanas um cidadão de meia idade está morando em um bueiro, uma saída de esgoto que cruza a avenida perimetral no bairro N.S.Fatima.

– Ele está morando num buraco! Parece uma toca de bicho! Para se aquecer e espantar os pernilongos, já que o bueiro desagua no mato próximo ao ‘rio cortado’, ele queima pneus e restos de plástico na porta do buraco. Ontem eu parei para conversar com e ele contou que está desempregado e não tem onde morar…! Disse também que procurou a assistência social da prefeitura, mas ninguém fez nada! Faça uma matéria sobre isso Chips… – pediu-me o indignado leitor.

Ao pé da manhã de sábado fui fazer uma visita ao “homem lobo”. Cheguei tarde… Ele já havia saído. Talvez à procura do desjejum ou de trabalho!

DSC04710As informações do leitor eram verdadeiras. As brasas e cinzas dos últimos pneus queimados durante a noite para espantar o frio, os pernilongos e outros bichos ainda estavam quentes. Havia até um cachorro malhado de médio porte e meia idade timidamente tomando conta da ‘casa’ do ‘eremita’…! Sua cama feita de espuma de colchão, trapos de tecidos e papelão ainda estava desarrumada…! As fotos falam por si…

Ainda não sabemos quem é o homem lobo! Mas pelo perfil, pressupõe-se que ele não é um andante, pois andantes não fixam ‘moradia’! Também não é um usuário de drogas expulso de casa pela família, pois nesse caso ele iria dormir debaixo da ponte do Mandu, atrás da igreja, na porta do mercado ou sob marquises do centro, sempre na companhia de seus iguais. O solitário ‘homem lobo’ da Perimetral tem o perfil de um cidadão que já teve dias melhores! Que ja viveu com dignidade!  Se era branco, não é mais… Pois a fumaça e a fuligem dos pneus queimados na ‘porta da frente’ da toca já mudaram sua cor!

DSC04712O epiteto de ‘homem lobo’ dado por este blog ao cidadão que há semanas vive – vive? – num bueiro na beira da principal via de acesso da hospitaleira “princesa do sul”, na verdade não lhe cai bem. Lobo vive numa vastidão de matas arejadas e frescas, se move ao sabor do vento – ou do alimento – e se alimenta, não raro, de carnes nobres! O epíteto para o cidadão do bueiro da Perimetral – que um dia já foi pagador de impostos – combina mais com outro bicho bem menor, bem menos elegante, bem menos nobre… Um bicho cuja espécie começa com a letra ‘r’ e que faz do esgoto seu habitat natural…!

O estilo de vida do Homem Lobo da perimetral combina com o visual de algumas cidades brasileiras, inclusive com a própria Pouso Alegre contemporânea, progressista cidade que coloca mensalmente em seus cofres milhares de notas de cem, mas que não é suficiente sequer para cuidar da aparência da ruas, das praças e canteiros públicos! O Homem Lobo da Perimetral, infelizmente, é só o primeiro cidadão – em Pouso Alegre – que volta às origens!

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Leia logo mais : Maconha na vagina – II

Noite casual de autógrafos

Airton Chips, Dai e o livro que ele e a filha Brenda ja 'devoraram'...

Airton Chips, Dai e o livro que ele e a filha Brenda ja ‘devoraram’…

Desde que o “MENINOS QUE VI CRESCER”, foi lançado, em agosto passado, eu não havia mais estado no “Edson Cazinha’s Bar”… Voltei nesta sexta, 15, com a Tatiana e amigos para saborear o tradicional filé de tilápia, “prato chefe da casa”. Aliás, foi justamente o peixe que deu origem ao “Bar do Peixe”, o mais tradicional barzinho de Pouso Alegre! Mas no famoso Bar do Peixe há outros deliciosos sabores como o torresmo, a mandioca frita e outras guloseimas. Tudo naturalmente acompanhado de uma Serra Malte no ponto! Além, é claro, da presença constante de pessoas amigas e bem sucedidas.

Nesta sexta, o Bar do Peixe estava recebendo três ‘peixes’ ilustres… o nosso ‘peixe do Mandu’, Jose Carlos “Espoleta” do Nascimento, que fez brilhante carreira no time da Vila nos anos 70 e 80 e depois no Japão, como jogador e treinador e os ex- craques Lima e Juari, que também fizeram historia no Santos.

Os sempre simpáticos Lima e Juari estão na cidade garimpando novos craques como Espoleta para o time da Vila Belmiro.

EdsonCoincidentemente aproveitei para vender meu peixe…! Na verdade eles já haviam adquirido o livro há muito tempo. Eu aproveitei para abraçar os amigos e autografar os livros para Edson e Dai…!

Os irmãos Edson, Dai, Cazinha e Evaldo são “meninos que vi crescer”, mas não estão no livro! Eles não buscaram prazer passageiro nas drogas e outros crimes… Preferiram a companhia dos pais, a alegria do esporte, a satisfação perene do trabalho e hoje vivem felizes, cercados de amigos…!

Quiça todos os meninos que vi crescer tivessem essa mesma alegria…!

Aniversario de Afonso e Otávios

Parece que foi ontem que, ao sair do trabalho, passei pela Clinica Santa Paula no exato momento de socorrer minha comadre Liza! Ela havia acabado de trazer ao mundo dois pequerruchos… Afonso e Otavio!

 

O de camisa xadrez marron - com cara de arteiro - é o Otávio, elo da paz entre policia civil e militar!

O de camisa xadrez marron – com cara de arteiro – é o Otávio, elo da paz entre policia civil e militar!

Até aí nada de novo. O fato até que ambos haviam estranhado o ‘ambiente’ e colocado a boca no trombone ao mesmo tempo! Ficou difícil para a recém-mamãe acalentar os dois ao mesmo tempo. Eu fui a salvação! Peguei um no colo e lhe dei as boas vindas! Mais tarde batizei Afonso…

E isso já faz 16 anos!

Além da dupla Afonso & Otávio dos meus amigos e compadres Mariliza Verlengia & Hilario Coutinho, no sábado 9, soprou velinhas outro Otávio… O Otávio Maciel! Sete aninhos de muita saúde e arteirice!

Otávio Maciel é filho de Juleel Maciel & Ana Maria. E eles encerram um fato curioso! É sabido que entre policia civil e policia militar, desde tempos imemoriáveis, existe uma inexplicável rusga! Não para Juleel e Ana… Ele é detetive da PC e ela sargento da PM! Otávio, o caçula de três irmãos, pelo jeito, – além de independente, perfeccionista e talentoso –  é o ‘elo da paz’ entre as gloriosas policiais civil e militar!

Que Deus abençoe Afonso e ‘Otávios’…!

Mulher mais velha de Pouso Alegre soprou velinhas

Luzia, 103 anos e pronta para contar suas historias...

Luzia Francisca Marinho, a mulher mais velha de Pouso Alegre, completou  103 anos no dia 16 de abril… E está pronta  para contar suas historias!

Toda pessoa tem um mês do ano que se tornou marcante. Desde que tomei conhecimento da minha existência até o final da década de 1970, meu mês era dezembro. Primeiro descobri que nasci em dezembro. Depois soube que minha mãezinha também havia nascido no mesmo mês. Não demorou muito descobri que minha irmã mais velha também era do meio de dezembro. Mais tarde nasceu minha irmã caçula… Também em dezembro!  Para fechar os fatos marcantes, casei-me pela primeira vez no final de dezembro!

Julho também é um mês inesquecível. Meus dois filhos com letra ‘d’, Diego e Daniel nasceram neste mês. Para completar, meu sogro se chama Julio! A grafia é diferente, mas a pronuncia é a mesma!

A partir dos anos 80 o mês de abril entrou firme na minha vida. Primeiro foi a chegada do meu filho Marcelo, em 81. De quebra, há dois anos, me deu a primeira nora… Também nascida em abril! Mais tarde casei com Tatiana… Nascida a 13 de abril! Dona Fatima, a babá do Daniel, está com ele desde o terceiro mês de vida, também nasceu em abril. Até parece piada… No dia primeiro! Meu primeiro sobrinho do primeiro casamento, o ‘Pesseu’, quero dizer o Mateus Almeida, nasceu no dia 16 de abril. Meu amigo Carlos Augusto, o Scooby, também é de abril… Dia 16.

Há dois anos conheci casualmente mais uma pessoa nascida em abril. Aliás no dia 16 de abril. E não é uma pessoa comum. Trata-se da senhora Luzia Francisca Marinho. Ela é alegre, simpática, agradável, vivaz, fala mansa, lucida e cheia de vida. Literalmente cheia de vida… Tem 103 anos! Conheci Luzia no asilo N.S.Auxiliadora na Vila São Vicente de Paula em Pouso Alegre na véspera do seu 101º  aniversario. No dia seguinte voltei ao asilo para a festança! Uma bela festa com salgadinhos, bolo de aniversario, gente alegre e sorridente, flores, fotografias e musica ao vivo. O presente foi a aniversariante quem deu… Dançou alegremente com os convidados! Ah, se eu chegasse a essa idade com a vivacidade, alegria e disposição de dona Luzia!

Em 1980, quando eu passava na calçada de terra da Rua Com. Jose Garcia com minha caixinha de picolés do ‘seu’ Ferreira, ou pelo pasto permeado de bambuzeiros atrás da vila, Luzia já morava lá, numa das casinhas amarelas, com um pé de couve no fundo do quintal e um pé de roseira, outro de dália e uma moita de manacá na frente da casinha!

Luzia Francisca viu muita coisa acontecer. Nasceu na roça, mudou-se para a cidade, casou-se, enviuvou-se cedo e ainda jovem foi morar com a mãe na Vila São Vicente. Assistiu certamente a maior transformação da humanidade. Desde o velho carro de boi lá no Canta Galo, passando pela viagem do homem à lua até chegar ao inútil e natimorto “pau de selfie”! Viu duas guerras mundiais! Viu Getúlio Vargas provocar uma guerra civil; viu a seleção canarinho levantar 5 troféus; viu o PAFC nascer quando ela ainda era bebê, crescer e morrer muito antes delas nos anos 90! Viu o exercito colocar o Brasil nos eixos e exagerar no trato com as pessoas; viu o “partido dos barbudos” – o primeiro petista de Pouso Alegre foi Claudio Pereira, de índole bem mais pura dos que a dos atuais – chegar ao poder nas três esferas administrativas: municipal, estadual e federal! E dilapidar o patrimônio publico! E o mais impressionante: Luzia conseguiu manter a serenidade, o bom humor e a lucidez e sobreviver! E chegar aos 103 anos de existência de bem com a vida. Mora sozinha no seu singelo, limpinho e aconchegante quartinho dentro do asilo. A garra dessa criatura simples é uma lição de vida, especialmente para quem acha que a vida é feita de dois verbos: “ter & poder”!

Conhecer dona Luzia e ter sua amizade fez do mês de abril ainda mais especial! Vida longa minha amiga Luzia… Vida eterna, neste e no outro astral!

Assassinato no Fatima

Mosquito da dengue casaHavia o blogueiro acabado de despertar da ‘siesta’ às três da tarde desta terça, 21, e estava ainda espreguiçando, já pensando no próximo post do blog, quando o meliante se aproximou sorrateiro e tentou pousar. Ainda sem saber da periculosidade do invasor, mas sempre disposto a tirar de cena todo visitante indesejado que ameace a ele e à sua família, instintivamente levantou a mão direita para interceptar o voo, e, com a mão esquerda o esmagou. Sem os óculos de perto não foi possível identificar o cadáver, mas a esposa Tatiana a seu lado logo gritou:

– É o Aedes…!

Pegaram a lupa e foram conferir… Era mesmo! As asas, o corpo e principalmente as pernas secas rajadinhas de preto e branco, brilhantes, não deixavam duvida… Era mais um integrante de quadrilha que vem espalhando a “dengue” Brasil afora, especialmente em Pouso Alegre, que já contabiliza quase trezentos casos!

Este pelo menos não fará vitimas… E nem se hospedará por conta do contribuinte no Hotel do Juquinha!

Depois do assassinato, sem remorso, a primeira providencia foi ‘lambecar’ o Daniel, o mais frágil da casa, com repelentes. O resto é por conta das autoridades sanitárias do município… Se é que podemos confiar!

Mosquito da dengue