‘Tá lá’ o gigante estendido no chão…!

O piloto da carreta-bitrem não deu conta de fazer a curva para pegar a BR e tombou lentamente na pista. A carga de compensados – Eucatex? – ficou parcialmente espalhada na pista.

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Quem vinha para o centro da cidade e queria pegar o atalho da Perimetral, teve que mudar de ideia e seguir em frente por cima do pontilhão para entrar no viaduto do Baronesa.

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O transito por ali ficou mais lento que tartaruga. Especialmente no fim da tarde, na “Hora do Rush”. Quando cheguei para fazer estas fotos às seis e meia da tarde, os motoristas estavam se arriscando pelo canteiro e passando por trás da carreta tombada, para entrar na Perimetral… Até que a PRF chegou e ‘cortou o barato’ dos impacientes.

O sinistro não poderia ter acontecido em um local mais apropriado… Defronte um ponto de “Chapa”! Os carregadores fizeram a festa sem ter que sair do local!

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Hoje pela manhã restava apenas a carga hermeticamente empilhada na beira da via. A carreta já havia ‘saído dos braços de Morfeu’ e seguido viagem… Certamente para uma oficina!

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Policia atira em assaltante… E acerta dois traficantes!

Estavam os frentistas quietos no seu canto no famoso posto de combustíveis no entroncamento das BRs 381 com 459, quando dois motoqueiros chegaram numa motoca com detalhes vermelhos, exibiram um trezoitão e passaram a mão pesada da bufunfa da noite! Levaram cerca de R4 800 reais e dobraram a serra do cajuru.

Bruno Castro Reis ; Deixou o Hotel do Juquinha semana passada..

Bruno Castro Reis ; Deixou o Hotel do Juquinha semana passada..

Seguindo o rastro de informações repassadas pelos patrulheiros federais que registraram o BO e denuncia de amigos ocultos da lei, no inicio da tarde desta segunda, 21 os policiais militares chegaram ao cidadão Miguel Rafael Brito Pinto, no São João.

Depois de rolar na poeira com os homens da lei, a muito custo Miguel aceitou as pulseiras de prata.

– Eu fiz a fita com o “Nem”… Ele tem uma moto ‘Fazer’ preta, mas ele disfarçou com adesivos vermelhos. Nós pegamos uns 800 contos e dividimos… Eu torrei a minha parte com pedra de madrugada… – Admitiu Miguel.

E deve ser verdade mesmo, pois no inicio da tarde ele ainda estava doidão, a ponto de encarar quase um batalhão de policiais militares na porta de sua casa!

– Coloca algema nele ‘pelamordedeus’, seu policia… Eu tenho medo dele! – Pediu sua mãe apavorada com a agressividade do filho.

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Segundo Miguel chapado Rafael, seu comparsa no roubo do Fernandão estaria mocosado em um matagal no terreno do Exercito, no bairro São João. Ao cercar o local indicado e adentrar o mato, os policiais depararam com dois meliantes em fuga. Era Bruno de Castro Reis, 24 e Denyon Bruno Oliveira Santos, 20 anos. Um deles levava na algibeira um embrulho com diversas pedras beges fedorentas.

Levado de volta pelos policiais ao local do inicio da fuga, junto ao pé de uma arvore, os policiais desenterraram quase um quilo e meio de crack. Acharam ainda dois aparelhos celulares devidamente embalados, possivelmente para ser enviados para comparsas no Hotel do Juquinha.

Droga dos 'Brunos' no momento em que os policiais a desenterravam...

Droga dos ‘Brunos’ no momento em que os policiais a desenterravam…

Denyon Bruno Oliveira Santos

Denyon Bruno Oliveira Santos

Os garotos, já figurinhas faceis do álbum da policia – Bruno Castro, um dos sequestradores do prefeito de Congonhal no ano passado, deixou o Hotel do Juquinha na semana passada – juraram de pés juntos que estavam no mato apenas queimando a pedra.

O atento delegado da Especializada de Combate ao Trafico da Regional de Pouso Alegre, Gilson Baldassari preferiu dar credito à policia militar – que empregou uma dúzia de homens e varias viaturas na operação – e fritou Bruno Castro e  Denyon Bruno no 33.

Miguel Rafael, o assaltante noiado, também sentou ao piano e assinou o 157. A batata do seu cumplice “Nem”, no assalto ao Posto Fernandão está assando pra ele…!!

Miguel Rafael Brito Pinto; O assaltante do Posto Fernandão rolou na poeira com os homens da lei.

Miguel Rafael Brito Pinto; O assaltante do Posto Fernandão rolou na poeira com os homens da lei.

Barrados na blitz no meio da tarde na Fernão Dias…

Era uma blitz de rotina, só para não perder o habito, no meio da tarde desse domingo, 20, no KM 871 da Rodovia Fernão Dias em Pouso Alegre…

Ao descer do veiculo para uma revista geral, o motorista Adir dos Santos Miranda, 41 anos tinha as pernas bambas, o olhar morteiro, a fala enrolada e o terrível bafo de Jiboia… Convidado a soprar o bafômetro, ficou constatado que 0,67MG/l de suco de gerereba corria em suas veias!

Adir dos Santos Miranda...

Adir dos Santos Miranda…

Logo atrás de Adir vinha o cidadão Cleomar Augustim, 32, nas mesmas condições… Pernas bambas, olhos vermelhos, fala maaaannnsa e o com hálito que espalhava o odor característico de suco de gerereba à distancia.

No momento da abordagem ambos os viajantes foram sinceros e admitiram ter tomado um aperitivo para abrir o apetite. Quando sentaram ao piano do delegado de plantão preferiram o silencio. Disseram que vão falar apenas em juízo.

O valor da fiança foi suave… Apenas um salario mínimo cada um. Mesmo assim eles viraram a noite do corró da DP. Somente na manhã desta segunda seu causídico tratou de  recolher a fiança para que eles pudessem continuar viagem… Sóbrios!

 

Cleomar Augustim...

Cleomar Augustim…

Parabéns Pouso Alegre…165 anos de faceirice!

Quando Jesus & Jacira, o casal Romeu & Julieta manduano, marcaram para sempre o “Beco do Crime”, pondo fim ao seu romance proibido, na madrugada natalina de 1956, você tinha apenas 29 mil habitantes…

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Quando te abracei e te adotei como minha cidade, em 1969, você já abraçava 39 mil pousoalegrenses!

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Hoje abraça 140 mil e acaricia outros tantos visitantes…

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Até onde você vai crescer minha amada Pouso Alegre?

Edson Deoterio, Alexandre Maciel e a “saidinha temporária”…

Mas eles estavam estritamente dentro da lei, como tantos outros presidiários que saem da cadeia pela porta da frente no meio do cumprimento da pena, para visitar os parentes e tomam outro rumo. Edson estava amparado pelo artigo 122 da Lei de Execução Penal, cujo inciso I diz que os condenados que cumprem pena em Regime Semiaberto podem sair da prisão para visitar a família. O artigo 123 da mesma lei exige que o preso tenha cumprido um sexto da pena, se for primário ou um quarto da pena se for reincidente, desde que ele tenha um comportamento social adequado. A “Saidinha Temporaria poderá durar até 7 dias e pode ser repetida até quatro vezes no ano. É por isso que comumente, por ocasião do dia das mães, dia dos pais, dia das crianças ou Natal, esbarramos em “presos” soltos pela rua.

Edson Deoterio: De São Paulo à Porto Seguro à pé, em 7 dias...!

Edson Deoterio: De São Paulo à Porto Seguro à pé, em 7 dias…!

E o que faz o preso durante estas “saidinhas”?

Bem, de acordo com a mesma lei 7210 de 11 de julho de 84, deve visitar a família, tirar o atraso com a ‘patroa’, fazer cafunés nos filhos, contar a eles que fora seduzidos por um bicho cabeludo, dentuço de um olho só e fez feiúra, por isso está morando no grande Hotel do Juquinha, ir com eles à missa, ao parque de diversões, fazer estilingue para as crianças, assistir o clássico entre os times do “Varre Guanxuma x Ranca Toco” no campinho do bairro, visitar o vovô que está com Alzheimer e na segunda feira de manhã pegar a mochilinha, derramar ao menos uma lagrima, prometer pra Maria que nunca mais vai fazer besteira e voltar para o velho hotel do contribuinte!

Alguns realmente fazem – quase – isso e voltam a pé, cabisbaixos, levando saudade da liberdade para o Hotel do Juquinha!

Os outros também voltam… Mas voltam imponentes, no taxi do contribuinte, levando nos braços as famosas pulseiras de prata e uma certeza…! Vão continuar na ‘caminhada’ do crime por muito tempo, até não ter nenhuma utilidade para a sociedade! E fazem isso de livre e espontânea escolha… Porque preferem a companhia dos irmãos de caminhada!!!

A crônica policial está recheada destas historias.

Outro dia um destes beneficiados pela Saidinha, deixou o velho Hotel da Silvestre Ferraz na véspera do dia das mães para visita-la em Tres Corações. Não tinha dinheiro nem para ir até a Serrinha de Bela Vista. Voltou quinze dias depois para o velho hotel, deixando para trás um rastro de destruição… Ele havia arrombado – com pedras – sete lojas no centro da cidade em busca de alguma coisa para trocar por crack!

Há três meses Nado foi preso no bairro Curralinho junto com o Junior e um ‘dimenor’ em uma charrete, com um 32 que jogaram numa lagoa! Ele estava de saidinha da Apac…

Ano passado dois sujeitos assaltaram um companheiro de copo no final da madrugada, na Adalberto Ferraz. Às dez da manha a policia militar prendeu um deles na Apac. Logo depois do assalto ele correu pra lá… O álibi não colou!

O caso mais inútil de “saidinha” da cadeia – previsto na Lei de Execução Penal – que me lembro, acho que aconteceu em Santa Rita do Sapucaí em 2007. Alexandre Maciel era um preso pé-de-couve, dependente de drogas e dependente de furtos para sustentar o vicio. Era do tipo chorão, que vivia pedindo isso e aquilo para todo mundo. Especialmente o tal beneficio da saidinha temporária. Nem os próprios companheiros de caminhada suportavam sua choradeira. No inicio de maio daquele ano ele se enquadrou na famosa lei e saiu para passar o Dia das Mães em casa. Só havia um problema! Seu padrasto não queria vê-lo nem pintado de ouro. Sua mãe, há muito havia desistido dele e preferiu a companhia do amasio! Sem dinheiro para pagar uma condução, ele poderia, mesmo mancando – tinha um problema físico, resultado de um tiro na perna – dobrar a serra do Horto e descer em Bela Vista, desde que tivesse algo para fazer lá… Não tinha. A. Maciel passou os 7 dias da “Saidinha do Dia das Mães” perambulando de um muquifo a outro, comendo um pão duro aqui, outro ali, fumando uma bituca de um ‘irmão’ e outro, dormindo sob marquises…

Numa manhã fria de meio de maio, quando eu, o Benicio e Clebinho saímos para uma mini ‘operação café da manhã’ na rua do Queima – talvez numa das infindáveis recaptura do Fidelio! – Ele estava dormindo na cobertura do ponto de Ônibus da Rua Padre Vitor. Era o ultimo dia da ‘saidinha’! Demos a ele uma carona para o Hotel Recanto das Margaridas. Poupamos-lhe a caminhada de 4 quilômetros arrastando a perna ferida! É assim que a maioria dos condenados se “ressocializam”…!

Edson Deoterio, 32 anos, deixou sua família em Porto Seguro, na Bahia e saiu pelo mundo em busca de  aventuras. Foi preso em São Paulo há três anos com drogas. Foi condenado há 5 anos e 10 meses. Semana passada, depois de 3 anos e 10 meses vendo o sol nascer quadrado, o juiz da execução lhe concedeu o beneficio da Saidinha Temporária para passar o “Dia das Crianças” com a família… Em Porto Seguro.

– Logo que saí da cadeia a primeira coisa que fiz foi rasgar meu ‘salvo-conduto’! Aí peguei a estrada, a pé, de carona, passei por Campinas e fui chegando… Até que os ‘zomi’ me abordaram aqui em Pouso Alegre – contou-me ele sorrindo divertido na porta do ‘corró’ na ultima quarta, 16..

– Mas porque rasgou seu salvo-conduto…?

– Ele tinha meu nome… Eu não ia voltar pra lá depois de 7 dias!

A historinha de Edson, embora curta e repetitiva, ainda teve um fato hilário…

Mas se você não tinha identidade e portando não sabiam que você era fugitivo de São Paulo, porque foi preso? – perguntei.

– Eu decorei os dados de um amigo que eu tinha na Bahia… O nome dele é Marcelo Araujo da Silva! Eu falei que me chamava Marcelo. Quando os ‘zomi’ puxaram a capivara dele falaram: “Moiô” amigão, você é procurado por diversos crimes na Bahia…! Ele tá mais sujo que pau de galinheiro… Meu amigo está muito mais ferrado do que eu, cheio de broncas… Faz um tempão que não vejo ele…!

… E o presidiário que saiu da cadeia de São Paulo para passar o Dia das Crianças na Bahia, a pé, na ‘dedanha’, voltou para o presidio em São Paulo!

 

Sugestão: Você meu estimado leitor que acabou de ler este relato e acha que a culpa de todo bandido estar solto é da policia, sugiro que leia a “Lei de Execução Penal”! Basta abrir uma nova aba aí na sua tela e digitar Lei 7.210/84. Você vai conhecer uma ótima lei para o cidadão de bem… E uma lei ainda melhor para o cidadão do mal! E lembre-se: A policia não faz leis. Quem faz leis é aquele pessoal bacana que de 4 em 4 anos, bate na porta da sua casa, abre um ‘sorriso Colgate’ e oferece “qualquer coisa que você estiver precisando”… em troca do seu voto!

‘Casal’ cai com drogas no Bar da Terezinha em Extrema

Isamara Olivotti Campos Peres e Edna Morbideli, tem muito em comum, a começar pela idade, 36 anos. Ambas se amarram na erva marvada e na farinha do capeta, segundo elas! À algum tempo dividem o mesmo cobertor e as mesmas atividades comerciais… Distribuição de drogas! Ao pé da noite desta quinta, 17 elas foram para o Bar da Terezinha, na Rua João Mendes, onde costumam esperar pela clientela. Quando elas chegaram dividindo a motoca Honda Titan preta, um amigo oculto da lei avisou…

Isamara Galivotti: O baseado e farinha é pra gente usar...

Isamara Galivotti: O baseado e farinha é pra gente usar…

– Elas chegaram… Pelo jeito estão sortidas… Tem erva, farinha e pedra!

Quando o primeiro policial saltou da viatura, Edna levantou-se da mesa e saiu de fininho em direção ao banheiro. Ele foi atrás e chegou a tempo de vê-la dispensar a muamba no cesto de lixo… Um pacote com 15 pedras beges fedorentas embaladas para comercio. Na algibeira de Isamara havia um baseado e na carteira uma baranga de farinha do capeta.

– É para nosso, uso… Faz tempo que nós fumamos um baseado e cheiramos a farinha – Alegou Isamara, tentando abraçar o 28.

– É mesmo? E as pedras?

– Ah, essa ‘parada’ não é minha, não! Eu já usei, mas parei faz tempo! – Jurou de pés juntos Edna Morbideli.

Edna Morbideli: Eu usava pedra mas poare! Agora só fumo maconha e farinha de vez em quando...

Edna Morbideli: Eu usava pedra mas poare! Agora só fumo maconha e farinha de vez em quando…

No entanto, o atento delegado de plantão preferiu acreditar no relatório policial e na extensa capivara do casal de moças, figurinhas fáceis no álbum da policia por crimes desta natureza. Isamara e Edna assinaram o 33 e foram se hospedar no Hotel do Juquinha.

Por um bom tempo os clientes do bar da Terezinha em Extrema, vão sentir saudades do ‘casal’!

 

Hotel do Juquinha tem dois hospedes a menos…

 

Apesar de manter o mesmo espaço físico, o mais famoso ‘hotel’ da região, no alto do morro, na divisa do bairro Ribeirão das Mortes com São Judas Tadeu, a cada da recebe novos clientes. Já são mais de 620…!

De vez em quando, por um motivo ou outro, alguns hospedes fazem o ‘check-out’ mas nem todos voltam para a liberdade. Alguns recebem ‘bonde’… É o caso dos hospedes Daniel Silva Alves, o Dany Boy e Jeferson Castro, o Santista. O motivo do bonde? Separar o joio do trigo! Colocar os pingos nos ‘is’, mostrar quem é que manda… Eles se autoproclamaram líderes do presidio!

Dany Boy...

Dany Boy…

 

Dany Boy, nascido no velho Aterrado e criado entre uma cadeia e outra, possui uma das mais extensas ‘capivaras’ do álbum da policia. Furto, roubo, trafico de drogas… A ultima cana, quando já estava em liberdade condicional,  foi por tentativa de homicídio. Tentativa esta por conta de suas incumbências como membro do famigerado PCC a que se filiou na cadeia.

Jeferson de Jesus Castro Moraes, antigo "Cepada", atual "Santista"...

Jeferson de Jesus de Castro Morais,  o “Cepada” – menino que vi crescer com um baseado na mão achando bonito fazer feiúra em Silvianopolis, é mais modesto. Mas pretende fazer carreira no crime. Os 22 quilos de maconha apreendidos com Junia Eufrasio Fernandes no ultimo dia 26 de setembro, eram dele. Segundo os detetives que monitoram a intrincada rede de trafico de drogas na região, recentemente ele recebeu o batismo da dita cuja associação criminosa… Agora chama-se “Santista”. Tão logo colocaram as manguinhas de fora, tentando liderar os presos, interferindo na administração do Hotel do Juquinha, o diretor geral Willian Abrete Pinto cortou-lhes as asas.

– Querem liderar cadeia? Então vou lhes dar uma bem grande para liderar…! – Disse o diretor.

Nesta quarta, 16, Dany Boy e Cepada-Santista foram transferidos para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, a mais segura do Estado, na região metropolitana de BH.

– Eles vão se juntar a um grupo de 170 presos que se acham mais espertos que os outros… – informou o ‘gerente’ Willian. 

 

 

 

Presa faz parto forçado no Hotel do Juquinha

Ao voltar da “saidinha do dia das crianças’’ a hospede do Hotel do Juquinha Mara Inês Ramos trazia uma encomenda muito bem guardada. Mesmo passando por minuciosa revista na recepção do presidio a encomenda não foi notada. No entanto, as agentes sabiam que ela levava no corpo certa quantidade de ‘erva marvada’. Depois de um tete-a-tete com os agentes, Maria Inês resolveu abrir o livro…

Maria Ines Ramos

– A encomenda pertence à colega Bruna Pereira Lopes! A droga está na minha vagina…

Aberto o livro, faltava à presa Mara Inês abrir a… pernas, para retirar a droga! Como era de se esperar, dada a idade já avançada de Maria Inês, tratava-se de gravidez de risco! O “bebê” estava atravessado… Não ‘nascia’ de jeito nenhum! Coube à suposta mãe biológica do “bebê” fazer o parto…

Na falta de provas da ‘maternidade’ da criança, Bruna Pereira Lopes ficou apenas com o mérito de ter feito parto. Maria Inês Ramos desceu para Delegacia de Policia, sentou ao pianão e assinou mais um 33 na carreira…

Brucutu arrasta enteada pelos cabelos em Borda da Mata…

Claudete Lopes dos Santos, 38 e Celso de Almeida Esteves, 41, dividem o mesmo cobertor no bairro São Judas Tadeu, em Borda da Mata há três anos. Dividem também o teto com um filho deles e outros quatro dela. Apesar do idílio, vivem entre tapas e beijos…! Treleu não deu o brucutu desce o borralho em todo mundo na casa e ameaça matar a cara metade se ela o deixar! Ontem foi a última vez.

Celso Almeida Esteves: - Foi só uma discussãozinha...

Celso de Almeida Esteves: – Foi só uma discussãozinha…

Ao chegar em casa por volta de seis da tarde e ver uma prato vazio com um osso no quarto da enteada mais velha, Maria Carolina, de 14 anos, Celso ficou possesso e passou a espanca-la. Tentando proteger a filha, Claudete correu com ela e se trancou num quarto. Durante alguns minutos Celso Esteves tentou arrombar a porta do quarto com uma faca de cozinha. Não conseguindo, correu para o quarto da menina e passou a destruir tudo que via pela frente. Aproveitando a distração do amasio, Claudete e a filha saíram do quarto e tentaram correr para a casa da vizinha. Celso no entanto as alcançou no corredor e ali mesmo fez da enteada gato e sapato…

– Ele agarrou minha filha pelos cabelos, arrastou pela casa, jogou ao chão, pisou no cabeça dela e deu socos durante uma hora. Só parou quando os vizinhos chegaram para nos socorrer! – Contou Claudete.

– Por que a senhora continua com ele?

– Ele me ameaça… Diz que se eu largar dele, ele me mata – Emendou Claudete.

Ao sentar ao piano do delegado de plantão na Delegacia Regional Celso Almeida Esteves admitiu ter agarrado a entediada pelos cabelos, mas negou as ameaças!

– Foi só uma discussãozinha… – disse ele.

Enquadrado na Lei Maria da Penha, o brucutu assinou o 129 e o 147.  Por um bom tempo Celso não poderá chegar a menos de duzentos metros da amasia e da enteada. Pelo menos enquanto não conseguir pagar R$ 2,8 mil reais de fiança!

… E a batata do delegado Toledo Neto assou!

A demissão do delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, a bem do serviço publico, foi publicada no Diário Oficial de Minas nesta quarta, 16. O motivo? “Esquentar” documentos de duas motocicletas com motor e chassi adulterados. O crime aconteceu em 2005, quando ele respondia pela Delegacia de Transito de Betim na região metropolitana de BH. Desde então ele vinha sendo investigado pela Corregedoria da Policia Civil.

O novo 'status' do ex-delegado...

O novo ‘status’ do ex-delegado no ‘Hotel Especial’ de São Joaquim de Bicas…

 

Mas as escorregadas – e que escorregadas! – do jovem delegado e professor de direito, não pararam nas motos roubadas. Em 2007, mancomunado com meliantes que deveria combater, ele voltou a se envolver em falcatruas e foi indiciado por receptação de veículos roubados e formação de quadrilha. Na ocasião Neto chegou conhecer por dentro uma cela da policia civil na capital. Mas o melhor estava por vir!

Em 2011 a policia civil prendeu uma quadrilha com ramificação nacional, que roubava caminhões e falsificava documentos na região metropolitana de belo Horizonte… Toledo Neto, que já havia sido indiciado por prevaricação no inicio daquele ano, foi indiciado como um dos membros da quadrilha.

Enquanto se via processar, o delegado Toledo Neto continuou na ativa. Foi trabalhar da Delegacia de Mulheres da Capital onde conheceu a adolescente Amanda e passou a viver com ela um conturbado romance. Foi lá que suas escorregadas o levaram de vez para o abismo…!

Ao pé da noite do domingo 14 de abril, Amanda foi deixada no Hospital de Ouro Preto com um tiro na cabeça. Quem a deixou ali agonizante foi o então namorado Toledo Neto. O imbróglio agitou toda a imprensa da capital mineira e os bastidores da policia civil. A prisão do delegado Neto foi questão de horas. Não antes de ele cometer outros desatinos tais como colocar a pistola na cara de uma vendedora de capacetes numa loja do ramo, pois o seu tinha gravado o nome da amada Amanda que morria no hospital. Desde então o delegado foi morar do outro lado das grades, junto com os meliantes que ele deveria combater. A adolescente parou de respirar no dia 04 de junho, sepultando de vez a carreira do jovem e agitado delegado no fundo do poço dos desvarios.

Geraldo Amaral Toledo Neto, 41 anos, filho de tradicional família pousoalegrense, com raízes políticas firmemente fincadas, nasceu e cresceu em berço de ouro. Bonitão, extrovertido, enturmado, boy, ‘bon vivant’ que sempre recebeu o pão na mesa sem se preocupar de onde veio, tinha tudo para se tornar um intrépido defensor da lei como promotor de justiça ou um respeitado magistrado. Tinha…!

Além dos crimes cometidos em razão da nobre função de delegado de policia, Toledo Neto, que agora não é mais policial, ainda responde pela morte da namorada Amanda, baleada na noite daquele domingo no interior do seu carro, com sua própria arma!