Cavalo vira-latas …!!!!

A inusitada cena foi registrada às 4 da tarde desta sexta quente, numa rua do bairro Fátima I, um dos mais nobres da cidade.

O quadrúpede rasgou vários sacos, refugou latas, vidro quebrado, restos de carne, isopor, cascas de frutas… até chegar a um monte de arroz bem branquinho…

Pena que nos sacos não havia colher e faca para juntar e ele acabou desperdiçando quase a metade…!!

Ainda bem que os carros e motos passavam com cuidado para não atrapalhar sua refeição!!

A propósito, o correto é “cavalo vira-latas” ou “cavalo rasga-sacos” ?!?!?…

“… Você tem vinho branco”?

Se você é apreciador de um bom vinho branco de uvas Semillon de origem francesa, encontrado no Chile e na Austrália ou de um Sauvignon Blanc das regiões de Bordeaux e Loire, na França ou ainda um Riesling, de região quentes como Brasil, tome cuidado ao procurá-lo…

Se você pedir um vinho branco na Adega São Jose, em Cambuí, poderá ter problemas com a lei. Lá só tem vinho branco em pó!!! Isso mesmo! Você chega ao balcão e pede vinho branco, os enólogos Jose Maria Cristiano ou sua esposa Claudineia Claudina da Rosa te entregam um minúsculo embrulho em papel prateado ou uma ampola tipo ependorf e te cobram 10 reais. Se você quiser uma garrafa, também tem, mas vai custar algo em torno de seis ou sete mil reais. Só tem um problema… Você não pode degustar ali!!!

Na verdade, agora são dois problemas; a Adega São Jose que vendia vinho branco em pequeníssimas doses, está temporariamente fechada!!! É que seus proprietários estão passando uma temporada hospedados no Hotel do Juquinha em Pouso Alegre!

No inicio da tarde desta quinta, 02 de agosto, mês do cachorro louco, o morangueiro e nóia na horas vagas, segundo o próprio, Adriano Henrique da Costa, morador do bairro Taperas, em Estiva, deixou a lavoura de morango, chamou o amigo e mototaxista Gilson Ferreira e pediu um carreto para Cambuí, pois estava com sede. Chegando à Adega do Jose Maria fez o clássico pedido;

– Um vinho branco por favor!

Recebeu a mercadoria, pagou R$50 reais e quando ia montar novamente na garupa da moto do amigo, os policiais deram o bote e confiscaram seu ‘vinho branco’.

Na Adega o casal de enólogos, Jose Maria e Claudineia disseram que ali só vendiam cachacinhas, queijos, pimentas e vinhos tintos e brancos somente em garrafa… Mesmo assim o zeloso delegado pediu e o homem da capa preta autorizou uma ‘poda’ geral na plantação de uvas do casal. Nada de ilícito foi encontrado durante as buscas. Naturalmente, todo vinho branco que havia lá, se havia, desceu pelo ralo…!!!

Mas… Juntando a declaração do morangueiro de Estiva e seu piloto, que comprara uma dose especial de vinho branco por 50 reais, com a ‘carta de vinhos’ do comerciante Jose Maria que em 2002 assinou um 33 e passou 7 anos hospedado no velho Hotel da Cel. Lambert, o delegado de plantão enquadrou Jose Maria e a esposa Claudineia Claudina, outra vez, no 33.

Na falta de espaço no velho hotel de Cambuí, o casal de ‘enólogos’ da Adega São Jose, deverá curtir a entressafra  no Hotel do Juquinha…

Ele plantava cocaína no pé do coqueiro…

Quem planta bananeira, colhe? … Banana!

Que planta abacateiro colhe? … Abacate!

Quem planta coqueiro, colhe?… Coquinho! Certo? Nem sempre… As vezes colhe farinha do capeta, erva marvada, pedra bege fedorenta… Pelo menos com o cidadão M.C.B., 21 anos, é assim.

Há algum tempo ele cuida carinhosamente de um pé de coqueiro na rotatória da Jose Agripino Rios, no Jardim Olímpico e tem colhido farinha do capeta. E vende tudo que produz, não falta clientela. M. nem tem que suar a camisa para faturar uma grana preta com o pó branco. Basta ficar de bobeira ali na meia luz da pracinha, curtindo a lua cheia, a espera da discreta clientela que chega de mansinho e sai de fininho.

Um amigo oculto da lei, talvez com inveja do sucesso comercial do M.B. ou que talvez não tenha gostado da qualidade da farinha, resolveu colocar água no chope do garoto… Ligou para a policia!

Os homens da lei chegaram e ficaram de longe, observando o modus operandi do comercio do M. Era tal qual o informante dissera; M. fica ali curtindo a brisa da noite, um carro para perto dele, cochicham, ele se levanta, vai até o produtivo pé de coqueiro, pega uma baranguinha de farinha, entrega na janela do carro, recebe a ararinha vermelha e volta a se sentar, enquanto o nóia se afasta seguro e faceiro.

Depois de alguns minutos observando à distancia os homens da lei se aproximaram e pediram a mercadoria… Arremataram o estoque todo e fecharam o ponto comercial do moço!!! No pé do coqueiro havia 41 barangas de cocaína!!! M.B. informou que na sua casa, ali perto havia mais, no estoque e foram até lá. Na casa na qual ele mora de favor, segundo ele, estavam o sócio do lucrativo negocio, L.R.L. e um noia. Com um deles havia um tablete de maconha e outras 4 barangas de erva na estante da sala. No quarto de M. havia 41 papelotes de cocaína, prontinhos para serem plantados no pé do coqueiro, na pracinha…

Quando soube que sua casa estava sendo revirada de pernas para o ar, dona R.C., que possui um boteco no trevo de Espírito do Dourado, correu pra lá. Chegou tarde, os policiais já haviam entrado educadamente no seu quarto, depois de abrirem a porta no bico da botina e acharam um projétil calibre 22.

A droga não era dela, era de M., seu amigo e do L. seu filho e ‘olheiro’ do trafico, que assinaram o 33. Mas R. não ficou sem chumbo… Por causa da balinha 22, assinou um 12 da 10.826 e teve que pagar 622 de fiança. Devia ter ficado quieta no seu boteco no pé da serra da Praia…

Por uns tempos R. terá que morar sozinha, pois o ‘amigo’ M.B. e o filho L., de 18 anos, foram se hospedar no Hotel do Juquinha.

Mais um ponto comercial falido…!!

Operação “Santa Fé”… Estelionatário viveu mais de vinte anos por conta de padres e freiras

      Se você acha que o golpe aplicado pelo Umseteum Caralavada na secretaria da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, no ano passado foi bem aplicado, é que você ainda não viu o golpe do Sr. Djalma Cremasco e seu filho Willian!!! Perto deles, o golpe do “dizimista da Catedral… um golpe perfeito”, parece brincadeira de criança de jardim de infância… da APAE!!!

     Usando a boa fé de padres e freiras graduadas na hierarquia da igreja católica, pai e filho levavam vida de nababos, se hospedando em hotéis de luxo Brasil afora, bebendo vinhos finos com caviar… Até que aplicaram um golpe de 40 mil reais em um padre octogenário em terras manduanas. Não sabiam que Pouso Alegre é “curva de rio”… é fim da linha para os mais famosos e espertos meliantes do Brasil!

      O golpe, batizado pelos detetives de Pouso Alegre de “Santa Fé”, tinha três fases distintas. A primeira era conhecer tudo sobre a vida pessoal e eclesiástica da vitima escolhida. De um telefone celular, cujo chip trocava como se troca de cueca, o vigarista ligava para a secretaria da diocese e se identificava como secretario da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte, ou algo que o valha;

– Boa tarde. Sou o padre Pedro, da Cúria metropolitana. Estamos atualizando os dados do padre diretor da sua igreja. Como é mesmo o nome dele? Ah, sim… Há quanto tempo ele está aí? Pois não… A data de aniversario dele? Ele veio de qual cidade? Ele tem familiares ai na paróquia? Ele costuma pintar os cabelos ou os conserva grisalhos? Tem problemas com obesidade, diabetes, pratica algum tipo de esporte? Pelo jeito é uma pessoa muito caridosa e bem quista pelos fieis, não é mesmo…? Em qual telefone se fala diretamente com ele..?

Ou então…

– Boa tarde. Eu sou o padre Cornélio, de Barbacena… O padre Orfeu ainda é o vigário desta paróquia?

Naturalmente a resposta é negativa.

– E quem é o atual vigário…?  O Simão? Natural de Montes Claros? Não me diga… Há quanto tempo ele está aí?

Em poucos minutos, numa rápida e despretensiosa entrevista, o salafrário sabia até a marca do desodorante que o padre estava usando e o que ele havia comido no jantar passado!!!

A segunda fase do plano consistia em ligar para o padre ‘sabatinado’, chorar as magoas e pedir para falar com ele pessoalmente, sob pena de cometer um desatino. A conversa, embora nem sempre se desse no confessionário, era em tom de confissão, o que impedia o padre de revelá-la a alguém.

Aí, acontecia a parte mais interessante, teatral, digna de se ser encenada nos melhores palcos… Pense em um dos melhores artistas da Globo! Pedro Cardoso, o Agostinho de a Grande família? Fichinha perto dele!!!! Então pense em um personagem de ficção, mau, frio, dissimulado e embusteiro. Carminha de Avenida Brasil? Quase santa se comparada com o 171 da operação Santa Fé.

– Seu padre, já tentei de tudo…  O senhor é minha ultima chance. Só o senhor pode me salvar e salvar minha família. Os negócios não deram certo. Vendi casa, vendi carros, vendi a empresa… Mas só vou receber daqui a uma semana, veja aqui os cheques – exibia um pacote de cheques pré-datados organizados com bilhetinhos ‘bom para tal dia’ em uma pasta – mas preciso pagar a divida amanhã…

Em quase todas as ocasiões ele molhava a mesa do padre ou da freira com suas lagrimas – de crocodilo… – mostrava a foto da esposa com os filhos e chorava sobre a foto já manchada – quem vai cuidar de vocês meus amores?!

Nenhum padre, nenhuma freira, todos já velhinhos e com autonomia em suas paróquias para emprestar ou socorrer seus fieis com dinheiro próprio ou da igreja resistiram às lagrimas, à chantagem emocional do confessor desesperado. Todos – e foram centenas Brasil afora nos últimos 20 anos – emprestaram dinheiro ao Sr. Djalma Cremasco, natural de Bauru-SP, nascido em 24-11-57. Ele tinha 4 CPFs e para dar maior credibilidade à sua prosa e facilitar o transito usava um Fiat Punto branco, adesivado com nome de empresa fictícia…

O estelionatário era tão ousado que em alguns casos, depois de embolsar o dinheiro do padre, ligava, dias depois para sondar o ambiente, perguntando, ainda choroso, como estavam as coisas. Se sentisse segurança, dizia que o dinheiro tomado emprestado não fora suficiente para saldar a divida e pegava novo empréstimo com a mesma vitima…

Em alguns casos, Djalma levava três ou quatro dias para ‘emprestar’ o dim-dim do padre e extrapolava na encenação. Se apresentava ao religioso como um velho conhecido;

– Padre Antonio! O senhor está lembrado de mim? Eu sou o Álvaro, marido da Natalia… Aquele gordinha que senta sempre no segundo banco da igreja nas missas do senhor! Lembra? Para Natalia é Deus no céu e o senhor na terra!!! O senhor fez o nosso casamento, lembra?

Lisongeado, o velho padre, geralmente solitário, conjecturava feliz…

– … Então eu tenho um amigo que segue meus passos há vinte anos…!!!

No segundo dia, mais uma massagem no ego do padre, mais uma lufada de confetes e o 171 passava às confidencias.

No terceiro dia chegava cabisbaixo, quase chorando, contava dos negócios que deram errado, do dinheiro que tinha para receber…

No quarto dia, ia direto ao assunto! Só tinha o padre Antonio a quem recorrer. Se o bom padre não lhe emprestasse o dinheiro, seria seu fim… e da gordinha Natalia e seus filhos que fizeram a primeira comunhão com ele…!?!? Mas prometia pagar religiosamente o empréstimo na semana seguinte, assim que compensasse um dos cheques da ‘empresa’… E ainda daria o troco para a igreja!

A confiança adquirida em três ou quatro dias de confissões e chorumelas era tamanha, que um dos padres, de bengalinha, com dificuldade para preencher os cheques, pediu a ele que os preenchesse e os assinou em branco…

Algumas vitimas ligavam para o banco na presença do estelionatário autorizando o pagamento do cheque que estava emitindo, citando o valor do cheque e o seu nome! Tirar doce de criança cega era muito mais difícil. Os padres e freiras que caíram no golpe, envergonhados com a própria ingenuidade, jamais recorriam à justiça.

Djalma Cremasco está nesta rendosa profissão desde os anos 80. Nos últimos anos, ensinou e inseriu no mitier o filho Willian de Carvalho Cremasco, nascido em abril de 81.

Há dois meses o estelionatário passou por Pouso Alegre, hospedou-se nos melhores hotéis, comeu e bebeu do bom e do melhor e levou R$ 40 mil reais do Monsenhor Damásio  nome fictício, para preservar o verdadeiro e bondoso religioso de 84 anos. Daqui Djalma seguiu para Três Corações, Varginha, São Lourenço, Juiz de Fora, Barbacena… Desta vez levou no rastro três detetives da delegacia regional de Pouso Alegre que já estavam na sua sombra.

A carreira de um dos maiores astros da encenação criminosa que já pisou terras manduanas foi interrompida graças a indignação de uma gerente de banco. Ao se dar conta que o Monsenhor havia sido ludibriado, ela ligou para ele se colocando a disposição para ajudar na investigação…

– Não, minha filha, não vale a pena se desgastar com isso. Vamos deixar nas mãos de Deus – Respondeu o sábio velhinho quase chorando.

Mas a gerente não de seu por vencida. O salafrário não podia ficar impune. Enganar um bom cristão daquele jeito!!! Ela tinha que fazer alguma coisa… Ligou para o sobrinho do Monsenhor. Foi ele, o sobrinho que procurou a delegacia de Policia de Pouso Alegre e desencadeou a investigação que levou à prisão do criminoso.

Que ironia!!!  Um dos maiores criminosos do país, que tem como arma, a lábia, o 171, mordeu a própria lingua, experimentou do próprio veneno, caiu na lábia do investigador. Depois de pesquisar bancos de dados pessoais de todo país, finalmente o detetive conseguiu a fotografia do estelionatário junto ao DETRAN do Paraná. O Monsenhor a reconheceu.

– Senhor Djalma, existe um B.O. de acidente de transito contra o senhor na minha delegacia. Preciso que o senhor venha até aqui esclarecer isso… – disse o detetive.

Acostumado a viajar tanto e se envolver em tanta maracutaia, o estelionatário não se lembrava de tal acidente, mas como o policial sabia seu nome, seus dados e seu telefone, melhor atender. A partir daí a policia mineira não desgrudou mais os olhos do meliante. No dia 10 de julho ultimo, Djalma descobriu que foi um erro entrar no Estado de Minas.

Seguindo orientação dos detetives manduanos, o detetive Eduardo Rampazzo, ex Pouso Alegre apresentou as pulseiras de prata ao finório, na fila do banco na cidade de Lavras, tentando descontar um cheque de R$ 5 mil reais de uma freira de 85 anos.

Djalma, o estelionatário que há mais de vinte anos roda o Brasil se confessando com freiras e padres idosos e graduados, levando o dinheiro deles ou dos fiéis, tinha contra eles vários mandados de prisão preventiva. Aliás, foi o que garantiu que ele ficasse atrás das grades, pois o flagrante de estelionato, coisa rara de acontecer com estelionatários, seu advogado quebrou em menos de 24 horas.

A pena para este tipo de crime é pequena, de 1 a 5 anos de cana e existem pouquíssimos estelionatários na cadeia, mas, se somarem as centenas de penas, pode ser que o finório que viveu os últimos vinte anos por conta de padres e freiras, passe os próximos vinte por conta do contribuinte. Tudo porque veio aplicar o golpe em terras manduanas e uma gerente de banco ficou indignada com sua covardia…

João “Patrola” mata a ex-mulher e tenta suicidar em Estiva

      Ele passou dias remoendo o ciúme e afiando a faca até criar coragem para matar a ex-companheira. O objetivo era morrer também… mas faltou força.

 

A historia do lavrador João Augusto de Andrade, o popular e alegre João Patrola, morador de Estiva, merece um centavo de reflexão. Ele foi casado com Maria Silvina de Andrade durante 32 anos. Há pouco mais de ano se separaram por vontade unilateral, dela e ele não se conformou. Continuaram morando a cinqüenta metros um do outro no bairro Pântano dos Teodoros, zona rural de Estiva. Neste período, João Patrola fez varias tentativas de reatar o romance. Numa delas, perdeu as estribeiras e prometeu matar a amada se ela não voltasse para seus braços. Deu B.O. e ela se afastou ainda mais, pois ninguém é de ninguém. Cada um é dono do seu nariz. Ninguém é obrigado a fazer o que o outro quer. Amor, afeto, carinho, amizade, não se compra, não se obriga, não se toma… Se conquista!

Na ultima sexta, Maria Silvina, maior de idade, vacinada, dona do seu nariz, foi com amigos ver os show de Paula Fernandes e Fernando & Sorocaba em Pouso Alegre… Quando soube, João Patrola se mordeu de ciúme. Ficou dias remoendo o despeito e a magoa. Ao final, decidiu por fim ao seu martírio.

A decisão foi trágica e romanesca. Lembra muito o desfecho do romance do casal “Jesus & Jacira”, cujo desfecho, durante a Missa do Galo no Natal de 56, na travessa Joaquim Bernardes, no centro de Pouso Alegre, eternizou o local como “Beco do Crime” – “A verdadeira historia do Beco do Crime”.

Patrola passou o dia ultimando os preparativos. Pegou uma faquinha tipo punhal, esmerilhou, afiou, amolou, esperou a ex-companheira chegar do trabalho. Às cinco e meia da tarde desta terça 31, foi à casa dela – ‘falar do seu amor, pra ela’ – para o ultimo encontro. O dialogo foi curto. Decidido, João Patrola cravou o punhal repetidas vezes na ex mulher. Saiu dali, foi até um vizinho, avisou o que fizera, voltou para o local do crime, deitou-se ao lado do cadáver e cravou o mesmo punhal no próprio peito!!! Doeu… João Patrola decidiu então abreviar a dor. Passou a lamina no pescoço. Doeu ainda mais. Perdeu a coragem…

Quando os policiais chamados pelos vizinhos, chegaram, a cena era romanesca… João Patrola, banhado em sangue, estava estendido no chão ao lado da ex-esposa morta.

Depois de passar pelo pronto socorro do Hospital Regional Samuel Libanio, João Patrola, 52 anos, com aparência de muito mais, sentou-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre, assinou o 121 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha…

… Lembra também, “Cabocla Tereza”…

Tricotando… e Alfinetando!

* Quinta, 02 de agosto de 2012… Data para entrar para a historia do Brasil. Começa no Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do país, o julgamento dos 38 envolvidos no “Mensalão”, o maior escândalo político ‘nunca antes’ perpetrado ‘na historia deste país’!!!

* Era para ser um dia feliz para o povo brasileiro. No entanto, é um dos dias mais tristes, por duas constatações:

1 – O Mensalão do Governo Lula – mas ele é inocente, não sabia de nada, viu !!!!!! – é apenas a ponta do iceberg da corrupção política no Brasil.

2 – Num Brasil de 195 milhões de habitantes, apenas 8, talvez 10 milhões sabem o que foi o mensalão ou se interessam pelo seu resultado…!!!

* Por muito menos do que isso Fernando Lugo, o presidente paraguaio, caiu do trono!

* Aliás, para o povo brasileiro, o país guarani e tudo que vem de lá, é sinônimo de falso, de segunda ou terceira qualidade. Mas foi “La Constituicion de La Republica paraguaia” que derrubou o presidente, num processo relâmpago, de pouco de mais de 24 horas, sem alarde, sem uma gota de sangue e sem um tiro sequer. Ô, inveja….!!!

* Ainda sobre o Mensalão, Jose Dirceu, o mentor de tudo, o homem mais forte do governo Lula, deixou o Ministério da Casa Civil, perdeu o mandato de deputado federal, mas não perdeu a pose, o prestigio entre aqueles que gostam de levar vantagem com dinheiro alheio. Fora do governo – oficialmente – ele continuou ganhando uma boa nota com ‘consultoria’, leia-se trafico de influencia…

* Dilma Rousseff, inteligentemente, ordenou ao Ministro – que irônico – da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, que seu governo mantenha distancia do julgamento do Mensalão. Ela acha que qualquer que seja o resultado do gigantesco imbróglio, o governo só tem a perder. Também acho…

* Mas no fundo do seu coração, a presidente torce para que o mentor Jose Dirceu, seja condenado. Pois se for absolvido, ele certamente puxará um naco do seu governo para sua área de influencia. O que seria uma tremenda dor de cabeça para ela… e um câncer para o Brasil!

* Segundo a entidade Tax Justice Network, que analisou os depósitos bancários de 139 nações em paraísos fiscais, o Brasil ocupa a 4ª colocação, atrás apenas de China, Rússia e Coréia do Sul.

 

* 520 bilhões de dólares – é muita grana – é o total que os brasileiros têm – tem não, guarda… – nesses bancos.

* O pioneiro no envio de dinheiro do povo brasileiro para os paraísos fiscais é o sempre sorridente Paulo Maluf, aquele que segundo o paulistano, “rouba… mas faz”. Só na Ilha de Jersey ele guarda 22 milhões de dólares… em nome de familiares, é claro.

* Ah, o r… do PP, que nunca ganhou uma eleição majoritária, acaba de selar um pacto com Lula e Fernando Haddad, para a prefeitura de São Paulo. Até o momento não se sabe se o apoio de Maluf somou ou subtraiu votos do candidato de Lula na maior capital do país!

* Durante mais de duas décadas, a política municipal de Congonhal, foi a mais acirrada do sul de Minas. Todo dia de eleição as policias civil e militar mandam verdadeiros batalhões de policiais para a cidadezinha de 10 mil habitantes, para garantir a segurança.

* Este ano o barulho vai ser um pouquinho mais para cima, do outro lado do Rio Cervo, ao pé da serra de Ipuiuna, na pequenina Senador Jose Bento de 1900 moradores e cerca 2400 eleitores!?!?!

* A julgar pela troca de farpas entre os eleitores do atual prefeito e candidato à reeleição, Flavio Pinto de Souza, e da Andréia, candidata da oposição, neste blog, a eleição por lá vai pegar fogo!…

* As dobradinhas prefeito/vice dos dois principais candidatos Pouso Alegre, tem três coincidências…

1 – Eneas e Aguinaldo são professores,

2 – Ambos os vices, Teixeirinha e Mario Lucio são médicos,

3 – Nenhum dos dois atua em saúde pública…

* Nenhuma cidade do sul de Minas, nem mesmo Poços de Caldas que tem quase 40 mil habitantes a mais, tem tantos candidatos a vereadores quanto Pouso Alegre. São 278 candidatos buscando uma das 15 cadeiras no Palácio do Mandu.

* Os 15 felizardos receberão salário de R$ 8.500 reais por mês a partir de janeiro, além de uma serie de mordomias dignas de mini-marajás. A maioria dos candidatos não ganha 8.500 por ano!!!

* Por um salário desses, os que tiverem vergonha na cara, não participarão de ‘arranjos & conchavos’ com o dinheiro do povo, para viver!

…… E viva a democracia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

“Minutos de Sabedoria”…

     “Seja humilde

     A vaidade é o pior dos defeitos, porque engana a nós mesmos.

     Por mais que seja sábio, há sempre alguém mais sábio que você.

     Por mais forte que seja, haverá alguém mais forte.

     Portanto seja humilde.

     Envaidecer-se de quê?

     A vaidade nos faz perder o sentido das proporções, e acabamos caindo no ridículo, porque nos enganamos a nós mesmos”.

Chamou a policia para o ex… acabou ficando em cana!

Valdenice André, viveu um tórrido romance com o agricultor Wanderlei Aparecido Correia, de 27. O romance acabou, mas ficou um herdeiro. Ele está passando férias na casa do pai em Senador Amaral, no alto da serra da batata.

Neste fim de semana Valdenice veio buscar o filho e aproveitou para ir com o ex-marido à uma festa julina no centro da cidade. Lá se desentenderam, trocaram farpas e espinhos e segundo ela, Wanderlei sacou um trabuco e ameaçou atirar nela. Valdenice diz que acabou convencendo Wanderlei a entregar-lhe a arma, correu para um lugar escuro na estrada, jogou o trabuco no mato e chamou a policia. Quando os policiais chegaram, desceram todos para a DP de Pouso Alegre.

Até aí tudo bem!

Wanderlei sentou ao piano, assinou o 14 da Lei 10.826, pagou R$622 de fiança e voltou para a serra…

Mesma sorte não teve a ruiva Valdenice… Ao puxar sua capivara, constatou-se que ela é procurada por trafico de drogas no Estado de São Paulo!!!

– Eu não sabia de nada… Nunca fui presa!!! – Disse ela com os olhos arregalados!

Mais tarde, na delegacia de Policia, confidenciou aos detetives plantonistas, que tempo atrás teve um namorado em São Paulo e freqüentemente o visitava na prisão. Nestas ocasiões, além de carinho e chamego, costumava levar umas baranguinhas de farinha do capeta para o amado. Até que um dia enroscou-se nas malhas da lei, assinou um 33 e nunca mais voltou ao Fórum para se defender.

Valdenice esqueceu de comparecer à audiência para se explicar à dona justiça… Mas dona justiça, mesmo de olhos vendados, não a perdeu de vista…  A ruivinha que chamou a policia para ex-marido, bebeu do próprio veneno…!!!

O caso trás esperança aos incrédulos… “A justiça tarda mas não falha”!

Winchester Jack é preso em Heliodora

O agricultor Justino Agenor Ferreira, 44 anos morador do bairro Ribeirão Vermelho, município de Heliodora, tem um hobby sui generis. Depois do trabalho ele gosta de praticar tiro ao alvo!!! Para isso comprou um belo rifle calibre 22, mira telescópica e tudo mais …

No final da tarde de sábado, depois do expediente rural, ele pegou suas espingardas e foi para um local deserto, dentro de sua propriedade, treinar a mira. Colocou uma lata vazia no barranco e começou gastar munição. Teria ficado ali afiando a pontaria até o escurecer, se não fosse uma desagradável coincidência… Naquele momento passava pela estrada vicinal uma viatura da policia militar!

Ao ouvir os tiros, os homens da lei pararam a viatura, sacaram os trezoitões, se embrenharam no mato e foram se esgueirando certos de que um crime estava em andamento no Sitio Pitangueiras…

Surpreendido com a arma na mão, restou a Winchester Justino Jack levantar os braços e a bandeira branca.

Depois de assinar o 15 da 10.826 e pagar R$ 622 reais de fiança Justino voltou para o sitio Pitangueiras… desarmado.

Preocupado, no entanto, com a segurança do seu sitio, Justino está pensando em comprar um estilingue …!!!

 

Chegou mamado de madrugada e ameaçou matar a mãe

Severina do Popote & Maria da Penha, esta dupla prende mais malfeitores do que “Starsk & Hutch”…

 

Vando Vieira da silva, 21 e Aline Paulino, 19, casados de novo, já estão nas barras dos tribunais. Ele chegou em casa cedo, as oito e meia da noite, mas o atraso foi motivo suficiente para começar o trololó… devia ter chegado às cinco!!! Pior, ele chegou mamado

Quando entrou em casa a jovem esposa disparou a clássica pergunta à queima roupa:

– Onde você estava até essa hora?

… Aí a briga começou!

Sem muita paciência para dar explicações, Vando preferiu descer o borralho na cara metade.

Na delegacia de policia, assistida pela Lei Maria da Penha, Aline ratificou seu desejo de processar o companheiro, mas dispensou as medidas protetivas. Depois de pagar R$ 1 mil reais de fiança, Vando voltou para a rua Pintassilgo. Mas o processo por vias de fato continua correndo…

No bairro cidade Foch, a culpa também foi de Severina do Popote.

      Bruno Jose da Silva, de 22 anos chegou em casa na madrugada desta segunda, 30, trocando as pernas, amarrado num pé-de-cana, querendo comida quente e chamego. Ao ser chamado na chincha, pela mãe, passou a ameaçá-la com uma faca de cozinha. Os homens da lei foram chamados e conduziram o valentão desnaturado para a DP.

Para se ver livre dos barracos e das ameaças do filho, dona M. ratificou o pedido de prisão. Ele foi afiançado de acordo com a lei, mas como a chave do cofre fica com a mãe, sem ter como pagar a fiança, Bruno foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Lá, não terá problemas com horário de chegar em casa. Quanto à dona ‘Severina’…!