Adriano “Imperador” dança no Texas em Pouso Alegre

Não estimados leitores, não se trata de uma daquelas colocações figuradas-pejorativas para dizer que o cidadão se deu mal. E nem se trata de alguém com nome e apelido homônimo ao do ‘grande e gordo’ crack Adriano, trata-se do próprio. A dança literal também não aconteceu no velho Aterrado, atualmente denominado de Texas pelos nóias e traficantes da cidade…Aconteceu na danceteria Texas Country na avenida perimetral.

Ninguém sabe a hora que ele entrou, mas todos ficaram sabendo o momento em que ele saiu. Adriano o crack do Flamengo, Roma, São Paulo e ultimamente do Corinthians foi visto dançando na mais nova coqueluche da galera jovem de Pouso Alegre e Região, em companhia de duas loiraças com camisetas baby look da A.A.Caldense – Na verdade apenas uma delas. A de apenas um metro e setenta e cinco, acompanhava o empresário do jogador, Jair Melgaço – Também usando calça jeans clara e camiseta Baby Look metade vermelha metade preta, as cores do seu time do coração, o Imperador quase não foi reconhecido. Barbudo e pesando 9 quilos a menos ele dançou desengonçado durante cerca de quarenta minutos no inicio da madrugada deste domingo e bebeu Whisky Red Label sem gelo, enquanto balançava o esqueleto. As pessoas que olhavam para aquele gigante meio atrapalhado ficavam na duvida:

– …tá parecendo o Adriano!!

– Mas o que o cara tá fazendo aqui?

– E essas loiras com camisa da Caldense…!!

– Será que o Imperador, o homem de contratos milionários vai jogar na Caldense?

– Caracas, trocar o Corinthians pela Caldense!!!!

Vai.Vai sim. Vai jogar pelo menos três partidas pela Veterana de Poços de Caldas.

Adriano, o ex-crack da seleção brasileira, matador da Argentina na Copa America, atual campeão brasileiro pelo Timão – com meia dúzia de jogos e apenas dois gols, o ultimo contra o meu Galo – só foi ‘formalmente’ reconhecido pela galera na saída da danceteria, às três e dez da madrugada… por causa de um vacilo. Ao abrir a porta de trás do Pajero Sport prata do empresário, a loira assanhada que estava agarrada ao pescoço do jogador, esbarrou a porta na lateral de um Uno Mille que chegava ao estacionamento. Em segundos a confusão se fez. Jair Melgaço tentou por todos os meios abafar o babado. Chegou a oferecer um pacote de notas de cem ao dono do Uno para reparar o arranhão invisível, mas o rapaz que se fazia acompanhar por três amigos, todos mamados rodou a baiana e fez questão de chamar a policia. O caso foi parar na Delegacia. Enquanto o empresário ‘consertava’ o arranhão do uno no gabinete do delegado, Adriano e as loiras aguardaram no interior do Pajero, ouvindo rap e cochilando com os vidros fechados.

O repórter Jose Henrique do jornal Folha de Pouso Alegre, flamenguista apaixonado e fã do jogador, estava casualmente na delegacia e tentou entrevistar o ídolo. Sem sucesso. Mas falou com o empresário enquanto ele aguardava para sentar ao piano do delegado Gilson Baldassari.  Jose Henrique foi direto ao assunto:

–  Pelo que deu para entender vocês estão vindo de Poços de Caldas… Alguma relação profissional entre o Adriano e a Caldense?

– Sim, o Imperador vai fazer três jogos pela Caldense, aliás, vai jogar enquanto a Caldense tiver chance de classificação e de chegar ao titulo do Mineiro. Inclusive joga amanhã, quero dizer, hoje à tarde  contra o Guarani…

– E quem vai ‘bancar’ o contrato do jogador?

– O Adriano vai jogar por um valor simbólico… R$ 40 mil por jogo. Se vencer leva R$80. Na hipótese de chegar ao titulo ele vai receber R$500 mil reais. Sabemos que as chances são mínimas. O que o jogador e eu queremos é mante-lo em forma, em atividade e em evidencia para selar o contrato principal. Um ídolo não pode ficar esquecido.

– E que contrato principal seria este? Um clube do Brasil, do exterior? Ele vai voltar para o Roma..?

– Não, o sonho do imperador é encerrar a carreira no time que o revelou, o Flamengo. Já está tudo acertado. Ele vai disputar o Brasileirão pelo Flamengo. Somente ainda não foi anunciado exatamente para que ele possa fazer estas partidas pela Caldense no campeonato mineiro.

-… E quem vai pagar estes ‘bichos’ da Caldense?

– O contrato foi selado agora a pouco em Poços de Caldas, por isso resolvemos passar por Pouso Alegre para dar uma relaxada. O prefeito de Poços – Paulinho Couro Minas, aquele que na semana passada invadiu o campo para reclamar da arbitragem na goleada sofrida diante do Cruzeiro – vai pagar pessoalmente o cachê do Imperador.

– E no Flamengo? Quanto o jogador vai receber?

Passos chega ao sexto homicídio em 2012

Menos de 24 horas após divulgar a redução de 45% no índice de homicídios na cidade, Passos reabre o gráfico para lançar mais um assassinato, o ultimo do mês de março.

O cidadão bateu à porta de São Pedro no inicio desta madrugada, 31, em via publica, próximo a um posto de gasolina, no bairro Jóia, no momento em que ia se encontrar com a namorada no posto.  Ela chegou a ouvir os disparos fatais, mas afirma não ter visto quem puxou o gatilho.

A policia não informou  a motivação do crime, mas ele foi morto com três tiros na nuca, ‘modus’ típico de execução, que tanto pode ter sido motivada por divida de drogas quanto por crime passional.

Teria a namorada algum envolvimento com o crime? Teria ela armado o encontro na madrugada mancomunada com comparsas para atrair o namorado e jogá-lo nos braços do inimigo? A policia militar, que registrou o sinistro, não aventou e nem descartou tal possibilidade.

Agora são seis homicídios em 2012. No ano passado foram 46.

Sueco vai trabalhar de graça em Santa Rita do Sapucaí

A noticia é velha, mas o comentário e o esclarecimento são novos.

Ao pé da noite do ultimo domingo, dois veículos da Fiat, um Uno e um Idea se envolveram em um acidente corriqueiro de transito na famosa e sempre perigosa Avenida Frederico de Paula Cunha, em santa Rita, causando pequenos danos. O acidente que deveria ser resolvido com meia dúzia de prosa quase virou incidente diplomático internacional. É que o motorista do Idea Adventure era o Sr. U. F., um sueco que trabalha na cidade. Contrariando os hábitos do seu país de origem que figura entre os mais evoluídos do mundo, o sueco desceu do carro distribuindo bolachas na cara da motorista do Uno, Rose de Cássia Campioni – será minha ex-colega do CVT? – e sua filha adolescente. Populares que defenderam as donzelas do brucutu, afirmaram aos policiais que o sueco aparentava estar mamado…!

O caso do gringo foi parar na delegacia regional de Pouso Alegre onde ele sentou-se ao piano e assinou um TCO-Termo Circunstanciado de Ocorrência. Ainda que o sueco falasse em sua própria língua… para sueco ou “ingles ver” ou ouvir, não havia muito o que fazer. Como manda a lei, ele foi liberado.

O fato de ser o brucutu sueco, libanês, coreano ou escocês, não lhe garante nenhuma prerrogativa especial, pois ele estava na baixada do Maristela e não embaixada da Suécia e não está em missão diplomática a cargo do seu país – aliás, ele demonstrou ser um fiasco em matéria de diplomacia. Por outro lado, o fato de o gringo trabalhar na Loja Cem, Padaria do Carlitos, na Casa de Carnes Borsatto ou no boteco do Mauricinho, não aumenta nem diminuiu seu crime e nem implica seu patrão. Portanto ele deve ser enquadrado nas leis brasileiras.

Crimes da natureza que o sueco esquentadinho cometeu – vias de fato, art. 21 da L.C.Penais ou Injuria, art. 140 do CP, se enquadram na Lei 9.099/95 e são passiveis de transação penal. Ou seja, o loiro nórdico deverá sentar-se ao piano do homem da capa preta daqui algumas semanas ou meses e substituir a pena restritiva de liberdade – que não passa de um ano – por uma pecuniária ou de prestação de serviços. Deverá portanto, pagar três ou quatro cestas básicas à APAE, creches ou Asilo ou então trabalhar em uma destas instituições sociais oito horas por semana, durante três ou quatro meses.

Bem que o juiz poderia determinar que ele colocasse uma farda,  um quepe, um estridente apito e fosse orientar o transito no cruzamento da Avenida Delfim Moreira com Rio Branco na hora do rush… Ele tem muito que aprender praticando!

A união faz a força… e a justiça

Estive ontem pela manhã com a delegada Stella Reis – Menina que vi crescer – e falamos sobre o andamento dos procedimentos que correm por sua delegacia contra o medico Carlos Alberto. Segundo a jovem delegada, seus investigadores e escrivães estão levantando mais informações acerca do ocorrido que gerou o I.P. que o mandou para trás das grades e outros. Mais de duzentas pessoas já foram ouvidas. Ela estima colher pelo menos quatrocentos depoimentos. Como existe prazo para conclusão do Inquerito, enquanto houver indícios de crime, ela vai continuar pedindo prazo à justiça.

Quanto às denuncias de assedio sexual a pacientes em consultórios e cobranças indevidas de consultas de pacientes do SUS, a delegada mostrou-se ligeiramente desanimada;

– As pessoas ainda tem medo… Elas acreditam que por esta prisão por corrupção ativa ele vai pagar por todos os crimes e ficar muito tempo preso. Elas tem medo de denunciar os assédios, por falta de provas. Elas perguntam se tem que depor no Fórum e aí desistem…

Bem… Em nosso direito, o ônus da prova cabe a quem alega. Em tese, se não há prova não há crime a ser julgado e cabe inclusive processo por calunia a quem denuncia. Por outro lado, o juiz tem a prerrogativa do “livre convencimento” da culpa do acusado… Uma pessoa, duas pessoas alegando sem provas é uma coisa. Oito, dez, doze vitimas denunciando o mesmo crime… é outra coisa.

O sempre zeloso promotor de justiça, representante do Ministerio Publico – que bem poderia ser chamado de “Quarto Poder” não poderá desprezar tantas queixas e determinará uma minuciosa investigação. O levantamento da vida pregressa do denunciado, procedimento que devassa a vida do cidadão – e ele já deu motivos para isso – quase em desuso nos dias de hoje, é peça valiosa numa investigação deste naipe.

Roger Abdelmassih – lembram dele? – assediou dezenas de pacientes e manteve relações sexuais com elas, em sua luxuosa clinica em São Paulo, enquanto elas estavam sob efeitos de medicamentos ou emocionalmente debilitadas ante a dificuldade em gerar filhos. Os estupros aconteciam naturalmente à portas fechadas, sem testemunhas. No entanto, quando as vitimas criaram coragem e passaram a denunciar o medico que ganhou o apelido de “monstro”, o Ministério Publico mandou investigar. Enfermeiras, funcionários da clinica, que não presenciaram o ato criminoso, viram suas conseqüências. Viram mulheres saindo chorando, cabisbaixas e nunca mais voltaram à clinica. Viram o medico desfilar garboso e sorridente pelos corredores, como um garanhão realizado…

Quatro das 56 mulheres que levaram Roger Abdelmassih para a cadeia são de Pouso Alegre. Elas foram ouvidas na delegacia regional. Nenhuma das 56 vitimas apresentaram testemunhas dos crimes cometidos entre quatro paredes. No entanto ele foi condenado a 278 anos de cana. Dobrou a serra do cajuru meses antes de receber a sentença.

Temos o habito de dizer, com ironia, que os crimes dos ‘grandões’ no Brasil sempre terminam em pizza… Infelizmente é verdade. Mas isso acontece porque temos também o habito – muito cômodo – de transferir nossas responsabilidades para outra esfera de justiça:

– … Não tem importância, a justiça divina não falha! No céu ou no inferno ele paga…!  – Dizem as vitimas resignadas. Tudo bem. Mas não esqueçamos que omissão também é crime… e tem seu preço.

Voltando ao cerne da questão, o medico Carlos Alberto, teve a prisão relaxada e deixou a cadeia. Isso não quer dizer que ele seja inocente da acusação de corrupção ativa e nem significa que não vá voltar para a prisão. Por este crime, ainda que seja à pena mínima, ele será condenado. Pelos outros que correm à boca pequena, continua dependendo da coragem de suas vitimas.

… Vou passar a foice no seu pescoço, biscate. Dessa noite você não passa!

 

       Este era o tipo de tratamento corriqueiro que o lavrador Giovani Joel Pereira, 37 anos, dispensava à sua mulher Maria Fabiana Bernardes Pereira, mãe dos seus dois filhos de 5 e 9 anos, sempre que se amarrava a um pé de cana… E ele bebia com freqüência! A dona de casa viveu dez anos sob o mesmo teto que ele no Distrito Pantano dos Rosas, município de Estiva, até que ontem à noite fugiu para a casa dos pais levando os filhos imberbes e telefonou para a Policia – Quem tem um marido assim, não precisa fazer escala no purgatório para ir para o céu!

Giovani passara o dia todo ameaçando cortar o pescoço da esposa, chamando-a de “puta, biscate, aidética, prostituta. Desta noite você não passa” e outros improperios.

Quando os homens da lei chegaram puderam sentir na pele um pouco das ameaças do valentão. O ‘arco’ com o qual ele pretendia degolar e separar a cabeça do corpo da cara-metade, não foi encontrado, pois ela, aproveitando um descuido dele, havia escondido a ferramenta de cortar bananeira e roçar pastos, mas o valentão ‘escorou’ os policiais no braço. Foi preciso rolar com ele na poeira para dominá-lo e oferecer-lhe as pulseiras de prata.

Na delegacia de policia a chorosa e arranhada senhora, finalmente decidiu representar contra o marido e mandá-lo para trás das grades. Mas isso só foi possível porquê, a farmacêutica e paraplégica Maria da Penha Fernandes Maia, lutou por mais de 20 anos para que as mulheres pudessem ser protegidas dos seus maridos brucutus e sua luta virou lei em 2006.

Giovani Joel, o brucutu do ‘Pantano’ dos Rosas, foi afiançado em R$ 622 reais, mas como a algibeira estava vazia, ele foi mostrar sua valentia no Hotel do Juquinha.

Simplório & Finório levam 2 mil do diarista

Eram onze da manha desta segunda, quando o diarista Z.M. 54 anos, foi abordado na Duque d Caxias, próximo ao mercado municipal. O sujeito branco, meia idade, estatura mediana, decente e humildemente vestido, usando chapéu de palha, parou na sua frente e perguntou com sotaque meio caipira:

– O sinhor pode me informar onde fica a caxa conomica federar…?

Estavam muito perto dela, mas o jeito acanhado e simplório da pergunta e do caipira, fez o diarista parar no passeio e virar o corpo para indicar o prédio da Caixa E. Federal, logo depois da esquina do mercado. Foi o tempo suficiente para mais alguém querer ajudar o moço… De repente, do nada, um cidadão de quarenta e poucos anos, ligeiramente obeso, moreno claro, usando calça social e camisa azul clara de manga comprida abotoada nos punhos, parecendo um pastor evangélico, com pinta de bom samaritano se intrometeu na prosa…

– O senhor está procurando a Caixa Econômica Federal? Eu estou indo para lá. Posso ajudá-lo?

-…Intão! Eu to com um biete aqui… – Olhou ressabiado para os lados, como se estivesse sendo vigiado e completou:

– … É da quina, parece que é 930 mir… A mocinha da casa lotérica falô que eu tenho que abrir conta na caxa e depositá quatro mir pra podê sacá o premio…

O sujeito com pinta de evangélico ou contador logo se interessou em ajudá-lo e foi puxando-o para um lado da rua, de menor movimento.

-… Mais este moço já tava ajudano eu… – Se referindo ao diarista que indicara o prédio da Caixa.

Mais que depressa, Finório, o obeso bem trajado, puxou o diarista também para seu lado e quis saber mais detalhes do bilhete premiado.

– Pois intão – disse o simplório de chapéu de palha – Eu tenho que abrir uma conta na caxa e depositá os 4 mir. Mais eu não tenho esta quantia. Eu vinha matutando cumigo, “se o gerente num dexava eu sacá o dinheiro sem fazê o deposito… Eu dava um gorgeta p’ele”.

– Nada disso! Não se pode confiar nesses gerentes de bancos! Dá uma gorjeta pra mim e para o amigo aqui – disse o gordo de cara rosada batendo nas costas do diarista.

-Nós vamos arrumar para você os quatro mil. Quanto você pode nos dar de gorjeta …?

– Bão, o premio é 930 mir… Eu dô 20 mir para cada um, tá bão…?

– Para mim está ótimo. Eu só tenho que ir ao banco sacar os dois mil… E você amigo? Você tem este dinheiro com você? – emendou o finório perguntando ao diarista Z.M. qual era seu banco.

A esta altura do engodo, quero dizer, do campeonato, os olhos do diarista só viam cifras, já pensando no que poderia fazer com os R$ 20 mil caídos de pára-quedas em seu colo… Teria que trabalhar mais de vinte meses para ganhar isso.

– Vamos comigo então ao banco. Eu também tenho conta no mesmo banco seu – Atropelou Finório, puxando o diarista e Simplório para o interior do seu carro preto que estava a poucos metros dali.

Desceram ao banco no final da Dr. Lisboa. Enquanto o diarista esperava na fila para sacar seus dois mil reais, Finório foi ao caixa eletrônico. Entraram no carro de Finório, juntaram os R$ 4 mil e entregaram ao moço do chapéu de palha e rumaram para CEF.

Quando passavam próximos a uma farmácia na Praça Senador Jose Bento, Simplório, o homem do chapéu de palha, disse que estava passando mal e pediu para o diarista, que estava no banco da frente descer e comprar um remédio para ele. Quando colocou o pé na porta da farmácia, Z.M. resolveu olhar para trás… Ainda teve tempo de ver o sedam preto atravessando o sinal fechado e sumindo atrás da curva da Catedral, levando Simplório & Finório e seus R$ 2 mil reais.

Nem de criança dormindo se toma a chupeta fácil assim…

Este golpe existe desde que minha avó andava de bicicleta lá na estradinha poeirenta dos Coutinhos. Acontecem quase todo em cidades do porte de Pouso Alegre. Apenas alguns casos vem à tona, pois a maioria dos Z.M. que caem no golpe, morrem de vergonha de pedir providencias para a policia e quando pedem, narram o engodo pela metade, dificultando ainda mais o trabalho policial. Nunca vai acabar, pois sempre haverá alguém querendo ganhar uns trocados sem fazer força…

Carreta e caminhão batem de frente: Dezoito mortos e centenas de feridos!!!

O acidente aconteceu ao pé da noite de ontem na BR 491 próximo ao trevo de Guaranésia. O motorista do caminhão de 44 anos morreu no local. O condutor da carreta, 51 anos, sofreu ferimentos superficiais.

O caminhão que invadiu a pista contraria na hora da chuva levava uma carga de frangos vivos. Dezessete bípedes cantantes morreram no local. Alguns esmagados e outros por stress, chilique nervoso ou simplesmente por soltar a franga. Dezenas ficaram feridos. Como chovia na hora do acidente, os frangos ficaram parecendo pintos molhados…

Brincadeira de desocupado em Campo do Meio…

Do G1 Sul de Minas

Falsa bomba é detonada pelo Gate. (Foto: Reprodução EPTV)Falsa bomba é detonada pelo Gate.
(Foto: Reprodução EPTV)

A suposta bomba caseira que foi encontrada dentro de um ônibus escolar na tarde desta terça-feira (27) era na verdade um falso artefato. Por volta de 20h, homens do Gate (Grupo Especial de Ações Táticas), da Polícia Militar, retiraram o objeto de dentro do veículo e o detonaram no pátio da prefeitura do município. Segundo o Gate, a hipótese mais provável é de que a bomba tenha sido colocada no local de propósito, para causar medo.

A falsa bomba havia sido encontrada debaixo de um dos bancos por crianças que estavam sendo transportadas. O motorista do ônibus informou que logo pela manhã pegou o ônibus e quando embarcou as primeiras crianças, o objeto foi achado. O motorista ainda levou o veículo na delegacia e foi orientado a voltar para o pátio da prefeitura. A área foi isolada e todos os funcionários tiveram que sair.

Sabe quanto custou a mobilização dos policiais para desfazer a ‘brincadeira’???

Sabe do bolso de quem vai sair esta despesa???

Assaltante com “pedigree” cai no Recanto das Margaridas

Os balconistas da farmácia – única – do bairro Recanto das Margaridas, em Santa Rita do Sapucaí, se preparavam para fechar o caixa no final da tarde de ontem quando o ultimo cliente chegou. Ao invés de receita medica e dim-dim, ele trazia um imenso facão na mão. Brandindo a lamina marcada por seiva de arvores e bananeiras, D.Mota Mendes, 16 anos foi logo ameaçando fazer cabeças rolarem se não levasse o dim-dim. Não houve resistência e ele mesmo enfiou sua negra mão esquerda no caixa e pegou o que havia: R$150 reais.

Mais conhecido no bairro do que nota de dez, o delinqüente juvenil caiu nas malhas da lei meia hora depois e desceu para a Delegacia Regional de Pouso Alegre para assinar o 157. Apesar de ser inimputável, como o crime foi cometido mediante ameaça de ofensa à integridade física das vitimas, o pequeno meliante foi parar atrás das grades. Na manha desta terça ele voltou para o bairro Recanto das Margaridas, mas não passou em casa… foi direto para o ‘hotel’.

Durante os próximos 45 ou 90 dias, quando dona Márcia for ao Hotel Recanto das Margaridas visitar o filho delinqüente, matará três coelhos com um cajadada só. É que lá já se hospedam seus dois filhos, Wellington “Filipinho”, de 18 e Leandro “Hollyfield, de 26, todos pelo mesmo motivo.

Filipinho começou mais cedo, aos 12 anos. Furtos em lojas e residências era sua marca registrada desde que era deste tamaninho!!! Cresceu no crime, ouvindo sermões de policiais, assistentes sociais e autoridades e fazendo estagio com os marmanjos no presídio. Três dias depois de completar 18 anos fez sua primeira ‘fita’ de ‘homem’, um 157 nervoso e caiu.

Leandro Hollyfield começou já adulto, mas começou em grande estilo. Insatisfeito com o parco salário de serviçal no hospital Antonio Moreira da Costa, onde era muito bem quisto pelos colegas, o primogênito da viúva Márcia, cujo apelido vem de sua semelhança com o boxeador americano, aceitou a proposta de um coroa preterido e tentou matar um rival dele em troca de 200 reais. Antes de fazer os disparos na nuca do rapaz e nas costas da jovem namoradeira, Hollyfield tomou seu relógio… este foi seu vacilo. Eu, o jovem Kleber e o compadre Benicio o prendemos quinze horas depois da frustrada tentativa de execução. Não tínhamos provas do crime, apenas suspeitas. No trajeto do bairro Recanto das Margaridas para a DP da Quintino Bocaiúva, através do espelho retrovisor da velha Parati, vi Hollyfield tentar jogar o relógio prateado do Ernane pela janela da viatura… Era a prova que precisávamos. Ele foi condenado a sete anos e meio por tentativa de latrocínio e tão logo retomou a liberdade, fez outro 157.

Entre Filipinho e Hollyfield tem o Renato. Ele começou distribuindo drogas na Vila Operaria aos 16 anos. Progrediu no crime. Já mandou dois desafetos para a “Pousada Eterna”. O ultimo foi um velho traficante, ex-marido de uma policial, assassinado a tiros no Recanto, em 2010. Quando soube que os homens da lei haviam descoberto o homicídio, dobrou a serra do cajuru. A qualquer momento volta para matar a saudade do bairro Recanto das Margaridas e vai fazer companhia aos irmãos.

A saga dos M. Mendes não para por aí. Um amigo oculto da lei me contou recentemente que aquela garotinha que eu vi crescer agarrada à barra da saia da mãe, que se desmanchava em sorrisos e me chamava de ‘gatão’, agora com 20 anos, está dominando o trafico de drogas no bairro. Até dona Márcia, de tanto visitar os filhos na cadeia, desacorçoou da vida honesta… está seguindo os passos profissionais dos filhos. Logo, logo a família não terá mais que se preocupar com moradia, alimentação… vai estar morando toda de graça, no hotel Recanto das Margaridas.

Mas nem tudo na sofrida família M. Mendes está perdido. O caçula que eu conheci ainda no ventre da tristonha mãe na porta da cadeia, está limpo. È um anjo, não deve nada à justiça. Ele está com cinco anos de idade…