Comerciante pega João Ratão com o queijo na mão

 

        Precisando viajar na manha seguinte o comerciante G.A.L. resolveu passar na sua casa em construção no bairro Santa Rita, no final da noite de ontem, para deixar alguns materiais. Ao parar seu carro na porta da obra, sentiu cheiro… de ‘rato’!?!?

Aproveitando que o vigia noturno passava por ali entraram na construção e pegaram o garotão Alexsandro Bernardes de Lima com a mão no queijo… Mais precisamente numa maquita e outras ferramentas de pedreiro.

O rato de construção não estava só. Ele havia carregado dois carrinhos de mão com pisos e azulejos e esperava a volta de um comparsa que fora visto minutos antes rondando a construção em um veiculo grande e escuro, talvez um Monza ou Omega velho, para fazer a baldeação da rês furtiva.

Segundo o relato no B.O., no momento da prisão João Ratão de construção tentou vazar, esperneou e se esborrachou no chão. Depois de receber cinco pontos na cabeça, Alexsandro Bernardes com a camisa do Timão manchada de sangue, jurando de pés juntos que estava apenas passando pelo local – às onze da noite – desceu para a DP, sentou-se ao piano, assinou o 155 e foi se hospedar no hotel do Juquinha.

 

Ameaçou a mulher e foi suicidar na DP

O câncer social chamado droga, tem abalado e destruído pessoas e famílias inteiras Brasil afora. Nossa serie “Meninos que vi crescer” publicada semanalmente no jornal Folha de Pouso Alegre e neste blog tem mostrado historias reais de garotos, que numa curva qualquer do caminho, especialmente no seu momento de maior fragilidade, experimentam o crack e nunca mais conseguem sair dele. Adolescentes e jovens são as vitimas preferidas das drogas. No entanto, alguns adultos emocional e profissionalmente estabilizados tem flertado com ela … Pouco tempo depois estão na sarjeta.

Renato Carvalho já tinha 30 anos, um emprego, uma mulher correta e responsavel, um filho de colo e outro na primeira infancia, já conhecia maconha, mas a erva marvada não mexia mais com suas emoções. Resolveu então experimentar a pedra bege fedorenta. Perdeu o emprego, a saúde, a dignidade e nos últimos dias perdeu quase toda lucidez. Eletroeletrônicos e outros bens materiais ela já havia vendido ou trocado por drogas. Ultimamente vinha trocando arroz, óleo, feijão, café, o leite dos filhos…

Semana passada Renato teve um surto. Tentou impedir que a mulher, a única na casa a trabalhar, fosse para o trabalho e passou o dia todo ameaçando-a com uma faca. Depois da poeira assentada, D. procurou a policia e pediu providencias. No inicio da tarde desta segunda, após descobrir que ela o havia denunciado, retomou a discussão e ameaças e novamente tentou impedi-la de ir para o trabalho. D. outra vez procurou a policia militar em busca de socorro e Renato foi atrás, azucrinando, ameaçando, prometendo matá-la e suicidar-se.

Levado para a delegacia o moço de 37 anos, que abraçou o crack depois dos trinta, sentou-se ao piano da delegada de mulheres e assinou o 147 com requintes de Maria da Penha. Enquanto aguardava o taxi do contribuinte levá-lo para o hotel do Juquinha, ele foi colocado no ‘corró’ da delegacia.

Eram cerca de quatro da tarde quando o detetive Amauri, passou casualmente pelo corredor da DP e pela porta entreaberta viu Renato pendurado na janela… pelo pescoço, se debatendo. O nóia havia rasgado a camiseta de malha e com ela fizera uma ‘tereza’. Não fosse a passagem casual do detetive de férias por ali, o novo prédio da delegacia de Policia Civil, inaugurado em 97, conheceria hoje seu primeiro suicida…

… É a droga, é a droga…

            Abraçe seu filho, não deixe que as drogas o abraçem!

Jacutinga… lavrador estupra garotinho de 4 anos

        Ele abusou da amizade com a família do garotinho para levá-lo para o bananal e estuprá-lo.

A dona de casa, de 24 anos, estava distraída cuidado dos afazeres domésticos quando viu seu filhinho de 4 anos chegar em casa meio ressabiado, andando com dificuldade e comentar com um amiguinho, que o vizinho “Parafuso” havia ‘judiado’ dele no morro.

A mãe quis saber do que se tratava e o garotinho choroso contou com detalhes os fatos. Disse ele que o Sr. Jose Maria Soares, conhecido da família pela alcunha de Parafuso, convidou-o para ir com ele buscar bananas e chegando no alto do moro, baixou suas calças e abusou sexualmente dele. O menino tinha ainda as vestes e o corpo sujos de sangue. O hediondo crime aconteceu no meio da tarde de sábado num sitio no bairro São Sebastião dos Robertos, no município de Jacutinga, terra das malhas.

Ao tomar conhecimento dos fatos, os pais do menino saíram em perseguição ao estuprador e abalroaram sua moto numa curva da estrada, tentando dobrar a serra do cajuru. O indignado pai ‘entortou’ o “Parafuso” ali mesmo na estrada e somente não o linchou, graças a intervenção de populares que o contiveram e entregaram o estuprador para a policia.

Jose Maria “Parafuso torto” Soares, sentou-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre, assinou o 217 A e foi se hospedar no velho hotel de Albertina, onde deve enferrujar pelos próximos oito a 15 anos.

Motorista mamado… perigo constante

Depois de desfilar pelo bares da vida, se amarrando no pé-de-cana, o motorista Dionísio Gonçalves da Rocha, 58 anos, morador de Cambui, abraçou o volante do seu VW gol e pegou a Fernão Dias. Estava tão mamado que esqueceu até de ligar os faróis. Fez uma manobra perigosa e encostou-se ao canteiro para fazer um retorno proibido na Fernão Dias. Antes que ele ‘pegasse’ alguém, o motorista que vinha logo atrás e conseguiu evitar o sinistro, acionou os homens da lei.

O bafômetro dos patrulheiros federais acusou o obvio: 19dg/l por litro de sangue no organismo, muito além do permitido. Depois de passar uma noite curando a ressaca no velho hotel de Cambui, Dionísio pagou a fiança de 620 reais e voltou para casa… à pé. E a batata continua assando pra ele!

Clayton Fernandes, na vizinha Camanducaia, fez ainda pior. Depois de abraçar a loira gelada, ele abraçou o volante do seu caminhão e tentou pegar a estrada. Pegou um gol… estacionado na porta de uma casa e de quebra, quebrou também a antena parabólica da residência. Não se pode dizer que ela foi culpada…!

Vizinho chamaram os homens da contaram que Cleyton é useiro e vezeiro na pratica de virar canecos de suco de suco de gerereba na vizinhança e bater seu possante em carros parados.

Ele também soprou o bafômetro e o aparelhinho quase pegou fogo. 18.40 dg/l. Cleyton também ficou a pé e foi dormir no hotel do contribuinte, até pagar a fiança de um salário mínimo. Ficou barato…

Formiguinha do São João é ‘esmagada’ no Aterrado

Hamilton Teodoro da Luz, 24 anos, mora na Vendinha e há anos faz o incansável trabalho de formiguinha no trafico. No final de semana a droga estava em falta no São João e ele desceu ao velho Aterrado para buscar uma remessa. Levou R$ 140 reais. Quando passava próximo à ponte do velho Mandu, pedalando sua magrela,  levando na algibeira 10 pedras beges fedorentas, esbarrou numa blitz da policia militar.

Hamilton Teodoro da Luz

Hamilton tentou engolir a encomenda, mas assim, sem nem um refrigerante ou um cafezinho, a droga não desceu. Mas ele sim, desceu… Para a DP, sentou-se ao piano, assinou o 33 e depois subiu… Para o hotel do Juquinha.

A batata está assando para o Kaká no Cidade Jardim

Autorizados pelo homem da capa preta, os homens da lei foram fazer uma visita ao traficante Ricardo Ferreira dos Santos, o Kaká, na sexta à tarde no Cidade Jardim. Erraram o bote. Kaká havia saído minutos antes para uma pelada e não foi encontrado. Sua amasia Gabriela de Fátima Lima, estava em casa e serviu o chá das cinco… com maconha aos policiais.

Depois de muito procurar encontraram quatro tabletes da erva mocosados numa sapateira junto à lavanderia. Devido ao local úmido em que estava armazenada, a erva estava toda embolorada e já havia perdido seu perfume adocicado de erva, o que não interfere na aceitação da clientela, pois se o nóia estivesse preocupado com qualidade do que consome… não consumiria droga!!

Gabriela de Fátima Lima, jurou de pés juntos que é inocente e tentou localizar o amasio de sete meses para entregá-lo aos policiais. Por isso, o douto delegado de plantão, Altair Mota Machado decidiu não autuá-la no 33.  Kaká não foi preso… mas a batata está assando pra ele!!

Minutos de sabedoria…

“Resolva seu problema!

Há muito tempo você se propõe reformar sua vida, melhorar seus atos, cessar definitivamente suas fraquezas.

Vamos, então, começar a partir deste momento.

Não deixe para amanha o que pode fazer hoje…

Decerto você não há de resolvê-lo do dia para a noite.

Mas comece já!

E se cair de novo, não desanime: saiba recomeçar quantas vezes for preciso.”

Chiquinho da Borda manda servente matar o filho de 2 meses

O caso aconteceu na semana passada e já ganhou a mídia nacional. Tem menos glamour do que o os maus tratos e lesões corporais praticados pelo comerciante João Dacir Magalhães há três meses, quando enfiou o dedo na garganta do filho, também de dois meses de vida e quebrou-lhe a clavícula, para ver-se livre do seu choro. A menor notoriedade deve-se, talvez, ao fato da iniciativa corajosa da esposa em denunciar as agressões. No caso do bebe atirado ao chão, apesar da mãe não ser conivente, ela parece não ter noção da gravidade do ato do marido. Embora não o defenda, também não demonstra nenhuma indignação com a brutal violência contra seu filho nascido em 06 de dezembro ultimo.

A agressão bárbara ao pequeno Jhonatan Rayan chegou ao conhecimento da policia civil na segunda feira através da Assistente Social do Hospital Regional Samuel Libanio, alarmada com as múltiplas lesões faciais e cranianas constatadas pelos médicos. O bebezinho que dera entrada no pronto socorro ao pé da noite de sexta apresentava escoriações pelo corpo e hematomas no rosto e cabeça além de sangramento nasal estancado e embora respirasse, não respondia a qualquer estimulo nervoso. Estava já com morte cerebral. Aos médicos, os pais Quiterio de Lima e Valquiria da Silva alegaram que a criança havia caído do sofá da sala, cerca de 40 centímetros de altura – movimento voluntário impraticável por um bebê de dois meses, sei-o, de carteirinha – o que não condiz com as lesões constatadas. Aos detetives Balca e Teobaldo e à Delegada substituta de Crimes Contra a Vida, Lucila Vasconcelos, o paraibano Quiterio, servente de pedreiro de 25 anos e pai de outra infante de três anos, repetiu a versão dada aos médicos. Mas ainda na saída do hospital regional onde foram detidos pela dupla “Starsk & Hutch”, Valquiria fez a clássica e denotativa pergunta;

– Eu vou ser presa também?  Já na delegacia de policia, após um interrogatório mais ‘firme e estreito’ e algumas contradições, o pedreiro abriu o verdadeiro livro. Disse que estava sozinho com a criança em casa e se pôs a pensar na vida, nas dificuldades de se criar uma criança, nas privações a que estava sujeito, até que ‘ouviu’ a solução para sua insípida vida. Disse ele aos policiais;

– Antes eu tinha tempo para sair, passear, pensava em comprar uma moto, ou quem sabe um carro, agora não tenho mais condições por causa do bebê… De repente começei ouvir uma voz; “Mate esta criança…mate esta criança…

Quiterio pegou então o baby que estava ao seu lado no sofá e o jogou de costas ao chão. Tomou-o no colo ainda com o ensurdecedor “uééé, uééé´, uééé´, começou a embalá-lo e a voz tornou: “ Mate esta criança…. mate esta criança”. E ele voltou a atirá-la ao chão. Desta vez de bruços. O pequeno Jhonatam esboçou outro tipo de choro, agonizante e perdeu imediatamente os sentidos com o rostinho banhado em sangue. Quiterio levou-o ao banheiro, deu-lhe um banho para limpa-lo e voltou a sentar-se no sofá na companhia da criança que agonizava, agora silenciosa. Uma hora depois sua esposa chegou em casa e ele contou que a criança havia caído do sofá e resolveram então levá-la ao hospital.

Com os indícios do bárbaro crime e a confissão do pai, o delegado Clauber Moura, do 2º Distrito, circunscrição a qual pertence o bairro Jatobá onde ocorreu o crime, pediu e o sempre atencioso e solícito homem da capa preta, Walter Jose Vieira, expediu o mandado de prisão preventiva para o desalmado pai.

Os crimes de estupro, atentado violento ao pudor, crueldade contra crianças e idosos, costumam receber duas penas; a do código penal e as do código dos presos. Ao chegar ao hotel do Juquinha, o endiabrado Quiterio foi rejeitado e escarnecido por todos os presos. Os do ‘convívio’, que se acham mais dignos do que os outros, não o aceitaram com eles. Os do “seguro” considerado inferiores, menos dignos, justamente por crimes desta natureza, por serem caguetas, inadimplentes de drogas ou amigos dos ‘zomi’, também o rejeitaram, pois seriam obrigados pelos do convívio, a matá-lo. Restou ao pai que cumpre ordens do capeta para matar criancinhas, ir se alojar numa cela da enfermaria, onde ora se cala taciturno, ora distribui sorrisos dementes à agentes e funcionários que o fuzilam com os olhos, sem se dar conta de que sua vida está mais tênue e mais frágil do que a do pequeno Jhonatam que ele atirou ao chão.

Antes de concluir o Inquérito Policial inicialmente instaurado para apurar tentativa de homicídio, mas que deve evoluir para homicídio consumado, caso se confirme a morte cerebral do pequeno baby, o delegado Clauber Moura deverá fazer um levantamento da vida pregressa do pedreiro junto à comunidade em que ele vivia, no bairro Jatobá, para apurar como era seu relacionamento e comportamento com os filhos, esposa e vizinhança. “Direto da Policia” se antecipou. Na terça fui ao local do crime e conversei com vários vizinhos do casal de nordestinos – ele paraibano, ela pernambucana – na Rua das Quaresmeiras, onde moram com simplicidade há poucos meses. Segundo moradores do local, era um casal comum, discreto, sem alardes. Nunca ouviram nenhuma bulha vinda da casinha simples, que pudesse prenunciar o hediondo crime. A policia não encontrará nenhum antecedente sócio-familiar que justifique ou explique a atitude do servente de pedreiro.

A medica Tatiana Telles e Koeler de Matos e qualquer psiquiatra, forense ou não, encontrou. Graduada em pela Univas, pós-graduada em Impactos da Violência na Saúde, pela Fiocruz, Pós-graduada em Saúde da Família pela UFMG e pesquisadora de tudo que se relaciona a crimes, comportamento criminoso e suas causas, há quatro anos atendendo presos dentro e fora dos presídios – levada por mim para trabalhar voluntariamente no Hotel Recanto das Margaridas em Santa Rita do Sapucaí há quatro anos e há um ano trabalhando concursada no Hotel do Juquinha – Tatiana analisou o caso do servente desalmado.

– Quiterio pode sofrer de esquizofrenia, doença que advém da somatória de dois fatores: orgânico, que pode se manifestar a qualquer momento independentemente de causa e o ambiental, que pode se manifestar num momento de stress, como por exemplo, dificuldade financeira, choro da criança, etc. E não tem cura, mas tem controle, aliás, relativamente fácil, com uso continuo de anti-psicóticos neurolepticos e terapia.” – Não confundir psicóticos com psicopatas, que é o caso do João Dacir Magalhães, aquele que quebrou a clavícula do filho e enfiou brutalmente o dedo na sua garganta e foi denunciado pela esposa e aguarda sua dura sentença num presídio qualquer do Estado. Ele pode ser chamado de psicopata; não tem cura e nem controle, age consciente e calculadamente com frieza, buscando um resultado final. O ‘psicótico’ do Quiterio seria o de neurose, loucura. A esquizofrenia normalmente se manifesta depois dos 10 anos de idade e antes do 50 – Ufa, estou livre dela… já dobrei o Cabo da Boa esperança – se manifesta geralmente num momento de stress e provoca alucinação auditiva e ou visual. O servente do Jatobá teve uma alucinação auditiva – “….mate esta criança” – quando refletia sobre sua vida e as agruras e privações de pai de família, sem profissão qualificada, tendo que sustentar esposa e dois filhos com os parcos salários de servente e um calor de trinta e tantos graus à sombra e atendeu a ordem do capeta – também já estive investigando, não foi o ‘Chiquinho da Borda’ – atirou o bebezinho indefeso ao chão para ver-se livre dele.

A jovem medica ilustra o assunto contando o caso de outro homicida, que atendeu e ‘curou’ no ano passado no Hotel do Juquinha. Dono de uma respeitável ‘capivara’ com infrações a vários artigos do código penal, este matou a tiros um desafeto no aterrado e dobrou a serra do cajuru. Foi esconder e bronzear sua cara de mau e o enorme corpanzil numa praia de Ubatuba. Semanas depois ele apareceu na delegacia de policia dizendo que estava sendo perseguido pelo morto.

– Ele estava tendo alucinações auditivas e visuais –  Conta a medica. Ora se recolhia num mutismo amedrontador, ora se encolhia e choramingava com medo das ameaças do ‘fantasma’ de sua vitima que a todo custo queria abraçá-lo. Numa tentativa de trazê-lo à realidade pela força, um agente penitenciário, coincidentemente um amigo de infância, foi duramente espancado por ele na enfermaria.  Depois deste fato ele se recolheu numa greve de fome e somente aceitava o bandeco das mãos do mesmo agente que ele havia agredido. Era o único cujo rosto não lhe parecia um fantasma.

Sem se comunicar verbalmente, a muito custo ele respondeu à medica com gestos de cabeça de sim e não e admitiu que estava ‘vendo coisas’ que o incomodava. Ela o convenceu a tomar um medicamento que iria mandar as ‘coisas’ embora. O homicida foi tratado com neurolépticos prescritos inicialmente por ela e continuou o tratamento com o psiquiatra. Hoje está tão lúcido quanto eu e você …. e se arrepende amargamente, não do crime que cometeu, mas de ter ido à delegacia se entregar. Se puder, ele galga os muros do Hotel do Juquinha e dobra a serra do cajuru como um mortal comum… mas o bichinho da esquizofrenia continua, lá, incipiente, nos braços de Morfeu. Se parar de tomar o comprimidinho de nome difícil os fantasmas voltam …

O homicida matou o mecânico e depois teve alucinação. Quiterio teve alucinação e jogou o filho ao chão. Fora esta diferença, a situação do servente paraibano do Jatobá é semelhante. Ele cometeu o crime num momento de alucinação auditiva e como todo doente desta natureza, alterna momentos de lucidez e alucinação. Já sob efeito de medicação, nos momentos de lucidez, ele se acanha, se retrai e se diz arrependido do que fez. Começa entrar em depressão.

A confirmar o que você está lendo, Quiterio Lima, o homem que obedeceu ao “Chiquinho do Jatobá” deverá passar entre doze e trinta anos no manicômio judicial Jorge Vaz, em Barbacena. Isso, se sobreviver ao ‘Código’ dos demais hospedes do Hotel do Juquinha e…. aos seus próprios fantasmas.

Semana passada soube que Quiterio foi pronunciado pelo Ministério Publico por homicídio doloso. Enquanto aguarda o momento de sentar-se no Banco dos Réus ele antecipa o cumprimento da  pena – física –  na Penitenciaria de Neves, na região Metropolitana da capital.

80 pedras beges fedorentas na vagina

Numa operação de rotina, a policia militar aprendeu ontem a noite 80 pedras de crack com uma mulher, em Caxambu, no Circuito das Águas. Ela estava na companhia de um rapaz num conhecido ponto de drogas esperando a clientela quando os homens da lei chegaram.

Noticia deste gênero já deixou de ser novidade há muito tempo. A quantidade da droga no entanto, ainda impressiona. 80 pedras de crack, embaladas uma a uma, faz um volume considerável, equivale a duas mão em concha, cheias…!!!!

Ao ser submetida a busca pessoal num conhecido ponto de vendas de drogas, juntamente com um parceiro, a jovem de 27 anos, estava limpa… Não levava nada na guaiaca e nem na algibeira, mas demonstrava um certo nervosismo, próprio de quem tem culpa no cartório. Levada para o hospital para uma revista mais minuciosa, uma enfermeira encontrou a droga devidamente camuflada na vagina…

80 pedras beges fedorentas, agora ainda mais… Levaram a jovem traficante para a Delegacia Regional de São Lourenço, onde ela assinou o 33…

Homicidios ocorridos em Pouso Alegre no ano de 2011

No inicio do mês a SEDS divulgou dados estatísticos criminais do Estado. Na ocasião comentei que os dados não são fidedignos, pois nas duas cidades que acompanhei passo a passo a evolução dos homicídios, há divergências. Em Passos, a Seds anunciou 37 homicídios; foram 46. Em Pouso Alegre a Secretaria acusou 7 mortes ‘matadas’. Eu publiquei nesta coluna, dez homicídios. Três ocorreram no mesmo dia do mês; 19 de março, de agosto e de dezembro. O mês mais violento foi fevereiro; 3 mortes. Ao contrario de Passos onde 42 dos 46 estão relacionados ao trafico, em Pouso Alegre apenas dois assassinatos foram motivados por drogas.

O mais violento foi o caso do servente Quiterio de Lima, que jogou o filho de dois meses ao chão duas vezes até silenciá-lo.

Conforme prometido em matéria anterior, eis os dez casos do ano passado, media inferior aos anos anteriores;

1º – Dia 03 de janeiro – João Batista Zorzetto enfiou a ponta do guarda chuva no olho do mecânico Jose Donizette Amantino no bairro Jardim Satélite, penetrando até o cérebro. Ele entrou em coma no ato e morreu duas semanas depois. Motivo; divida

2º -Dia 05 de fevereiro – Quiterio de Lima jogou o filhinho Jhonatham Ryan de 2 meses ao chão, no bairro Jatobá. Ele parou de respirar no dia seguinte. Motivo; Esquisofrenia…!?!?

3º – Dia 08 de fevereiro – Diego da Silva Pessanha, o Grão, matou o colega de rancho e de trabalho João batista Murano, o Porquinho, no bairro Olaria, próximo ao Cidade Jardim, com pedradas na cabeça. Motivo; Fútil.

4º – Dia 20 de fevereiro – Paraplégico Bruno Leandro Pontes Brasil, matou a ex-mulher Letícia Aparecida Pereira com seis tiros, tentou matar o novo namorado dela e depois suicidou dentro do carro em movimento, com 3 tiros na cabeça, no bairro Maçaranduba. Motivo Passional.

5º – Dia 19 de março – Anderson Lopes do Prado e Jeferson Rodrigues Marçal Carreiro, engarupados em uma moto, mataram o agricultor de Estiva, Marcelo Andrade de Castro, no momnto em que ele comprava um carro de Jose Conceição Macedo, no Chapadão e levaram os R$ 12 mil reais. Motivo; Latrocínio.

6º – Dia 26 de março – Marco Aurélio Nunes de Oliveira, peão de obra da construção do Fórum, matou o colega de trabalho Francisco Guido dos Santos, que defendeu sua namorada de sua agressões. Motivo; Fútil ou passional.

7º -Dia 15 de maio – Claudinei Souza de Paula matou a tiros o desafeto Marcelo de Souza Puchetti, de madrugada no São João. Motivo. Acerto de contas de drogas.

8º – Dia 19 de agosto – Durante show da cantora Ivete Sangalo no Manduzão, o cearense Antonio Eldo, morador de São Miguel Paulista, matou o vigilante Divanilton Resende de Souza com golpes de canivete no pescoço. Motivo; o cearense teria derramado cerveja acidentalmente na esposa do vigilante, gerando o atrito verbal.

9º – Dia 19 de dezembro – O andarilho Ronan Donizetti Tomaz matou o transexual Francisco Claret dos Santos, o Chico Mara, no bairro Santa Edwiges, com pedradas na cabeça. Motivo; Chico Mara teria insistido em… ficar com ele!

10º – Dia 30 de dezembro – Ronan “Gordinho” Candido da Silva matou a tiros o ‘concorrente’ João “Balaio” Rafael Maximiano, no Cidade Jardim. Motivo; Balaio não se sujeitava ao ‘comando’ de Gordinho no trafico de drogas.

* Leia a historia do servente que matou o filho de dois meses, “a mando do capeta”, jogando-o ao chão duas vezes, no inicio do ano passado, no Morumbi.