Arroz, feijão, farinha e açúcar … por 1 voto…!

Eleição municipal é coisa do passado! Só daqui há quatro anos… Será?

Na pequenina Toledo, atrás da serra de Extrema, a eleição pode não ter acabado! Tudo por causa de duas cestas de alimentos, oferecidas por telefone a uma eleitora!!!

Eram quase onze da noite de sábado quando policiais militares que passavam por uma rua da periferia da cidade, resolveram abordar os ocupantes do veiculo Fiat Strada Fire. Ele era conduzido por Jose Roberto de Souza, 45 anos e levava com ele sua esposa Esmarina A.Oliveira de Souza, 45 anos… Levava também duas “cestas básicas” de alimentos. A terceira pessoa ao lado do veiculo era a senhora Isabel Alves de Caldas Barbosa, 39. Ela estava recebendo a doação das cestas! Em troca tinha apenas que digitar o numero do candidato Édio Donizete na urna no dia seguinte!!!

De acordo com o artigo 229 da Lei 4737/65, isso é crime!!!

O casal de comprador de voto jurou de pés juntos que era inocente.

– Nós só estamos fazendo uma caridade! – Disse dona Esmarina com cara de “pelamordeus não nos prenda seu guarda”.

Dona Isabel também fez cara de choro, mas pelo menos foi sincera…

– Eu estava tããããão necessitada!!! – Choramingou ela.

Para o delegado de plantão, em Pouso Alegre, não houve choro nem vela e nem fita amarela… enquadrou os mercadores do voto na lei. O trio pôde deixar a delegacia no final da madrugada e chegar a Toledo a tempo de votar no seu Edio Donizete… de graaaaça!

De graça não! Cada um deixou R$ 1,2 mil reais no cofre do contribuinte…

E o processo continua correndo na justiça. Muitos políticos já se elegeram assim… Alguns perderam o mandato depois!

 

Por causa da loira… matou o pangaré!

O comerciante Genesio C.M. da Silva, 47 anos, morador do Arvore Grande, em Pouso Alegre, divorciado e sem nem um passarinho para tratar, como a maioria dos cidadãos que não são de ferro, se amarra numa loira gelada… Às vezes passa dos limites!

Nesta quinta, 4, depois do trabalho foi fazer seu happy hour sozinho no barzinho de um amigo ao pé da serra de Espírito Santo do Dourado. Amassou a loira gelada a se atracou com a Kátia…ça até o amigo baixar as portas do boteco. Na volta para casa, quase pegou a encruzilhada e foi bater às portas de São Pedro…

Genésio seguia lentamente pela MG 179 conduzindo sua S10 preta, quando de repente dois cavalos surgiram na beira da estrada. Com os faróis apagados e sem dar sinal cruzaram a pista de rolamento. Na verdade era apenas um cavalo baio, mas depois de tanto suco de gerereba, Genésio viu dois e tentou desviar de um deles… Com os reflexos embaçados ele chamou seu possante na chincha, mas não conseguiu desviar e nem frear a tempo… Pegou justamente o cavalo verdadeiro!!!

Apesar da baixa velocidade, o incauto pangaré foi arremessado longe. Ficou estirado no chão mormo da pista deserta. O mata-cachorro amenizou o estrago da caminhonete. Genésio sofreu apenas um galo na testa.

A mesma sorte não teve o pangaré ignorante das leis de transito. Ele não portava nenhum documento ou qualquer sinal que o identificasse e ficou ali, estrebuchando na beira da pista, até partir para o andar de baixo! Pobre pangaré, que queria apenas abocanhar uma touceira de capim mais tenra do outro lado da pista…!!

O quadrúpede dono do atropelado, responsável por manter uma cerca segura na beira da estrada, não apareceu para registrar o equinocidio, deixando à Genesio toda responsabilidade com o féretro e com seus prejuízos.

Talvez se Genésio não tivesse se enlevado tanto com a loira gelada, poderia ter evitado a morte do pangaré!!!

Final da trégua em Passos… Mataram mais um!

Foi a trégua mais longa na guerra entre nóias e traficantes que vinham assolando a bela Passos desde janeiro do ano passado. Quarenta e dois dias sem assassinato. O ultimo ocorrera na Praça da Igrejinha da Penha, no dia 18 de julho p.p.

Foto: Passos News

Mas a bandeira branca foi desarvorada… Na madrugada de domingo 30, mais um passense bateu à porta de São Pedro pedindo hospedagem eterna. A bola da vez foi o cidadão Talmo Rosa de Paula. Para variar, mais uma vitima de homicídio envolvida com o crime. Tálmo cumpria pena na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, pela pratica de 147, 155 e 33. Ele estava de saidinha temporária e não retornara para a APAC quando foi assassinado pelas costas. Segundo sua mulher…

– A gente estava num barzinho até as quatro da manhã tomando cerveja. Aí ele pegou a bicicleta e foi comprar cigarro numa padaria aqui perto e não voltou mais…

Quando saiu para procurar o marido, ela o encontrou caído ao lado da bicicleta, na rua Ceará, no bairro Bela Vista.

Segundo a policia militar que registrou o fato às 05:40h da manhã, Talmo foi alvejado enquanto pedalava sua bicicleta, com 4 tiros nas costas, com arma de pequeno calibre.

Talmo Rosa de Paula, 28 anos, morador do bairro Casarão, é o 22º conterrâneo de Selton Melo a se mudar para a chácara do padre em 2012. No mesmo período do ano passado, foram 30 homicídios!

Praticamente na mesma hora em que o fugitivo da APAC morria no bairro Bela Vista, outro cidadão era baleado pelas costas no bairro Califórnia. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e não corre risco de – perder a – vida.

A guerra entre bandidos na bela Passos, continua…!    

Capeta manda marido bater na mulher em Toledo

Tem mulher que parece ter nascido para tomar manguara! Pelo menos é o que pensa o cidadão Renato Aparecido de Moraes, 28 anos, morador da pequenina Toledo, incrustada na Serra da Mantiqueira, perto de Extrema. Ele está casado com a jovem M. de O. Simas, 19 anos, há 7 meses e há 4 meses fez dela gato & sapato.

Na ultima sexta feira, depois de voltar de uma sessão de Umbanda, desceu o borralho na cara-metade. No sábado acordou a esposa às sete da manhã com socos, pontapés e puxões de cabelo. Questionado pela esposa aflita e chorosa…

– Porque você está me batendo?

Ele respondia apenas…

– Você nasceu para apanhar… Eu gosto de bater em mulher…!

Quando entraram no carro para ir à casa da mãe dele, Renato retomou a violência, esmurrando sua cabeça e apertando suas pernas, tentando bater em seus pés. Enquanto descia a manguara na esposa, Renato esbravejava, como se tivesse falando com alguém invisível;

– Tem que bater na cabeça e na sola dos pés, para não deixar marcas, senão pode ser preso…

Mas foi. Foi preso sim. Na DP M.O. contou que vinha recebendo pancadas há quatro meses;

– Ele me batia e dizia; “se eu for preso, vou é te matar”… Por isso não denunciei antes, com medo de morrer – choramingou a jovem esposa.

Batia e assoprava;

– Depois que ele me batia ele pedia desculpas, quase chorava. Falava que era espírito que deixava ele nervoso e desorientado… – acrescentou M.O.

Renato, numa atitude rara nos valentões, não negou a violência. Disse que bateu na esposa na sexta à noite e na manha de sábado puxou seu cabelo, tentou estrangulá-la e apertou suas pernas, mas justificou seu comportamento;

– Ontem eu fui a uma sessão de Umbanda… Os espíritos ‘me influenciaram’ a agredir minha esposa… – Disse ele.

O delegado de plantão no entanto, não se deixou influenciar pelos ‘maus espíritos’. Enquadrou o brucutu no 129 e arbitrou fiança em R$ 1.240  reais.

Por ora a violência está suspensa…

Policial suicida em Boa Esperança

O fato aconteceu no final da manhã desta segunda 1º de outubro.

O corpo já sem vida do agente da policia civil Eudimar de Souza, foi encontrado pelos colegas de trabalho no interior do quarto da republica em que moravam na rua Topázio, bairro Alvorada, na cidade de Boa Esperança. Ele tinha a marca de um tiro na cabeça. A arma usada para o auto-extermínio estava ao lado do corpo inerte.

Eudimar era natural de Caratinga-MG, tinha 26 anos e recentemente desfizera o casamento. Os colegas de trabalho que encontraram seu corpo já sem vida, não explicaram os motivos do suicídio, mas acreditam que seja devido à separação da mulher.

Neste momento o corpo do detetive está sendo periciado no IML de Varginha.

“Missão de Amor” leva nóia para Hotel do Juquinha

Foi preso na hora do almoço deste domingo o cidadão Fabiano Luiz Silva, 32, morador do bairro Limeira. Ele desfilava pela cidade pedindo donativos para a casa de recuperação de drogados, “Missão de Amor”… sem autorização.

As onze da manhã Fabiano esteve no Restaurante Beverly pedindo donativos, mas o proprietário não sentiu firmeza nos seus argumentos e resolveu chamar a policia. Minutos depois ele foi preso na Com. Jose Garcia levando com ele três recibos, um de trinta, outro de cinqüenta reais e um terceiro em branco. O dinheiro arrecadado se destinava a seus próprios bolsos.

Chamado na Delegacia para explicar o imbróglio, o diretor da casa de recuperação Missão de Amor, João Rocha de Morais Neto, explicou que Fabiano esteve internado em sua instituição para tratamento, mas fugiu de lá pouco tempo depois de chegar e desde então tem arrecadado donativos no comercio em nome da instituição.

Fabiano Luis explicou que fora preso há quatro meses por furto de celular e após ter ficado no Hotel do Juquinha por 10 dias, foi se recuperar na referida instituição. Diz ele que entrou com 47 reais no bolso e quando saiu não recebeu nada. Afirmou também que durante os dias em que esteve em tratamento, seu primo, pastor Rodrigo, levou dinheiro para ele na casa, mas o dim-dim não chegou até ele.

Quanto à sua “missão de amor” com o dinheiro alheio, Fabiano Luis disse que não tinha a esclarecer…!!!

Mas o artigo 171 do Código Penal esclarece: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento” é estelionato, cuja pena varia de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis. Logo…a  missão do Fabiano em nome da “Missão de Amor”, levou- o de volta ao  Hotel do Juquinha…

A delinqüência juvenil e suas conseqüências

A jovem balconista A.F. de Godói, 19 anos, estava quieta no seu canto, no meio da tarde fria de quinta feira, em uma loja de malhas na aconchegante Monte Sião, quando de repente entraram dois malacos apressados e apavorados… Um deles sacou uma pistola, apontou tremendo para a garotinha e exigiu o dim-dim. Sem muito dialogo, mas querendo ver os pequenos assaltantes pelas costas o quanto antes, a jovenzinha levantou os braços, como quem diz; fiquem à vontade.

Mas eles não ficaram à vontade… Atrás da pistola preta, a dupla de delinqüentes juvenis era a síntese do “157 nervoso”… Estavam mais apavorados do que a balconista. Tinham tanta pressa de deixar o local, que levaram somente a bolsa da jovenzinha, sem saber o que havia dentro… Havia o celular e documentos pessoais de A.F.Godói.

Os homens da lei foram chamados e uma hora depois bateram na porta da casa do assaltante de meia tigela C.H.M.Rosa, 16 anos, morador da região central da cidade. Mais apavorado do que antes, o garotão vazou pelos fundos, pulou muros e quintais e acabou caindo os braços da lei. E. F.M. seu comparsa, também “dimenor”,  conseguiu dobrar a serra do cajuru… ou seria Serra do Morro Pelado?

Na residência do pequeno assaltante os policiais encontraram a pistola usada no assalto e a bolsa roubada da balconista. Ah, a pistola preta era de plástico, dessas que se compram em lojas de 1,99…

Acompanhado da mãe – que jura que é a primeira vez que o filho comete este tipo de crime – C.H.M.Rosa foi sentar-se ao piano do delegado Waldir Pelarico em Pouso Alegre.

Mas quem vai pagar por este crime?

Bem, vamos ao que vem depois…

O roubinho mixuruca aconteceu às 15:15h… O meliante foi preso, quero dizer “apreendido” – menor nunca é preso –  uma hora depois. Os policiais continuaram perseguindo seu comparsa por mais um tempo e quando terminaram de redigir o B.O., raspava seis da tarde. Estava encerrando o expediente local e o procedimento especial de menores teria  ser feito no plantão noturno regionalizado. E lá foi o assaltante pé-de-chinelo para Pouso Alegre, 90 quilômetros dali, com um cabo, um soldado, a mãe dele e a jovenzinha assaltada, todos na viatura policial. Chegaram à P.Alegre por volta de oito da noite, esperaram na fila para sentar ao piano. O procedimento terminou por volta de meia noite. Os policiais que deixaram sua cidade desguarnecida, a mãe do delinqüente e a jovem balconista chegaram em casa no inicio da madrugada… O delinqüente que usou arma para subjugar a vitima, embora de brinquedo, ficou preso, quero dizer, apreendido – “dimenor” não fica preso.

E não acabou aí! Para ratificar ou não apreensão do delinqüente, o promotor de justiça tem que entrevistá-lo tão logo seja comunicado de sua apreensão. Tem mais um problema, como a cadeia de Monte Sião está interditada, C.H.M.Rosa ficou preso, desculpe, apreendido no Hotel do Juquinha em Pouso Alegre, por isso ele terá que ser conduzido em viatura policial ou da Suapi por dois agentes até Monte Sião, local do crime, desculpe, do ‘ato infracional’ – “dimenor” não comete crime! Se o promotor constatar que ele é de fato primário e não cometeu nem meia dúzia de delitos ainda e perceber nele o “animus arrependidus”, poderá dar-lhe apenas um puxão de orelha – no sentido figurado, tocar nele, nem pensar! Caso contrario C.H. será levado de volta para o Hotel do Juquinha… Para estagiar no crime e aprimorar seu “modus assaltandis”.

Toda essa tramitação, esse trabalho , esse custo… Por causa do roubo de uma bolsa vazia, praticado com uma pistola de plástico!!!

Ah, o tempo todo eu chamei o pequeno assaltante de “delinqüente”… Posso ser processado e preso por isso!!! 

Cabo Bruno… Uma vingança guardada por quase 30 anos!!!

     Cabo Bruno é assassinado um mês após ganhar liberdade (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Este homem magro, grisalho, de semblante suave, trazia na alma as cicatrizes de mais de 50 mortes. Nos anos 80, quando era cabo da policia militar do Estado de São Paulo, ele chefiou o grupo que ficou conhecido como “Esquadrão da Morte”. Segundo as investigações da época, o grupo que fazia justiça com as próprias mãos, executou mais de 50 pessoas na periferia de São Paulo. A maioria bandidos… Alguns inocentes!

Florisvaldo de Oliveira, 53 anos, o “Cabo Bruno” como se notabilizou, foi preso pela primeira vez em 1983 e levado para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. Entre 1983 e 1990, o ex-policial militar fugiu três vezes da unidade, sendo uma delas depois de fazer funcionários reféns. Em maio de 1991, foi recapturado pela quarta vez, e nunca mais saiu. Responsabilizado pela morte de pelo menos 20 pessoas na periferia de São Paulo, foi condenado a 120 anos de cadeia. Cumpriu 27 anos nas prisões de Taubaté e Tremembé no Vale do Paraíba. Cinco deles na solitária.

Cabo Bruno é beneficiado com saída temporária (Foto: Reprodução/TV Globo)

Apesar da condenação de 120 anos pelos vários crimes acumulados, a Constituição brasileira diz que a pena máxima não pode ultrapassar 30 anos, por isso as condenações foram unificadas. Ele sairia da cadeia daqui a três anos.

Em 2009, com mais de 20 anos já cumpridos, com bom comportamento prisional, segundo exames criminológicos e atuando como pastor evangélico na prisão, Cabo Bruno passou a cumprir a pena no regime semi-aberto, na mesma unidade prisional de Tremembé, no pavilhão P2, separado dos demais apenas por uma muralha.

Em agosto ultimo, na saída temporária dos presos nos Dia dos Pais, Cabo Bruno deixou a penitenciaria pela primeira vez. Depois de 21 anos fechado, o ex-chefe do esquadrão da morte finalmente pode ver o sol nascer redondo… A saída foi comemorada por amigos no site de relacionamento da mulher dele, uma cantora evangélica que se casou com Florisvaldo dentro da penitenciária

Em 14 de agosto de 2012, o promotor Paulo José de Palma, responsável pelo processo do Cabo Bruno, encaminhou um parecer favorável ao indulto para a decisão final da Vara Criminal. Junto com o parecer do promotor, baseado em lei que prevê a liberdade definitiva para presos com bom comportamento e com mais de 20 anos de prisão cumpridos, foram encaminhados documentos com elogios de funcionários e da própria direção da P2 quanto à conduta do recuperando Florisvaldo na unidade. Após 27 anos de prisão, ele deixou a penitenciária… no dia 23 de agosto.

Faltavam quinze minutos para a meia noite desta gelada quarta feira, 26 quando Cabo Bruno pagou definitivamente pelos seus crimes. Ele voltava de um culto religioso na vizinha Aparecida, já estava perto de casa, no bairro Quadra Coberta em Pindamonhangaba, Vale do Paraíba, quando dois homens se aproximaram, um de cada lado da rua e descarregaram dois trabucos contra seu peito e sua cabeça. Eram pistolas 45 e 380, segundo as cápsulas vazias que ficaram no chão. Ele estava acompanhado de familiares, no entanto só ele foi atingido. A liberdade só durou quatro semanas e meia…

Seus executores, certamente a mando de parentes de suas vitimas, cumpriram uma vingança guardada desde o inicio dos anos 80!!!

Fim da viagem para ‘guincheiro rodado’

O cidadão Jonatas de Matos Costa, 28 anos é mais ‘rodado’ que pratinho de micro-ondas, especialmente no Vale do Rio Doce. Teófilo Otoni, Nanuque, Governador Valadares é seu quintal de casa.  Na verdade ele vive literalmente na estrada… atualmente no Sul de Minas, rebocando carros sinistrados. ‘Oficialmente’ Jonatas possui em sua capivara, um 157 e um 304.

Ele deixou o ‘velho hotel’ da Princesinha do Vale do Rio Doce em julho do ano passado e resolveu mudar de vida… Começou mudando de nome! Até ontem Jonatas se chamava “Thiago Nascimento Barros”…

No final da tarde desta quarta, aconteceu um acidente corriqueiro, de transito na MG 290, perto de Ouro Fino. Quando o caminhão guincho chegou para rebocar os carros batidos, os patrulheiros resolveram checar também os documentos do motorista do guincho. Mera formalidade de rotina… Que ironia! A CNH apresentada pelo motorista do caminhão-tratror tinha uma cara pálida, embaçada… papelzinho mixuruca, descorado, seco… sem marca d’agua. Consultando o “sistema” constataram… A CNH com nome de Thiago Nascimento Barros tinha outra foto, bem diferente!!!

“Derrubado”, Jonatas abriu o livro. Abriu parcialmente na verdade. Disse que havia ‘ganhado de presente’ a carteira fria, com nome de outro, de um amigo em Governador Valadares.

Depois de assinar o 304 na DP de Pouso Alegre, Jonatas, o ‘rodado’, estacionou pelos próximos 4 anos… no Hotel do Juquinha!

Eltinho & Alexander… Presos antes de cometer o crime!

Eles foram presos por causa do ‘sapatinho’ de Cinderela…!

 

      Foram presos na madrugada de domingo, dois guampudos armados nas imediações da Avenida Tuany Toledo, no bairro Fátima I. Segundo o BOPM, a dupla rondava os estabelecimentos comerciais ali instalados, se preparando para assaltá-los.

De acordo com relato policial, por volta de dez e meia da noite receberam a informação de que o cidadão conhecido por “Eltinho”, ou “Tinho”, acompanhado de um comparsa, estaria se preparando para assaltar o restaurante Andurah, quando ele encerrasse suas atividades comerciais, no final da madrugada.

De posse da informação, os homens da lei intensificaram o policiamento ostensivo naquele caro reduto comercial, onde estão instalados alguns dos principais restaurantes da cidade, tais como Circuito das Águas, Cantina, Mercearia, Costela no Bafo, Andurah, entre outros. Já no inicio da madrugada, abordaram os cidadãos Elton Augusto Pereira, 29 e Alexander Sandro de Paula Moreira, 18, por ali, com pinta de somongós.  Com a dupla não havia nada de ilícito, exceto a chave de um veiculo GM. Eltinho e o companheiro se recusaram a informar onde estava o veiculo cuja chave levavam na algibeira

Os policiais saíram então à procura do veiculo GM que abrisse com a referida chave. O ‘sapatinho de cristal’ era um Celta preto, placas HMY-9064, estacionado numa rua paralela ao caro restaurante… Foi nele que o ‘delicado pezinho’, quero dizer, a chave GM se encaixou. A dupla de futuros gatunos da noite tinha bons motivos para ocultar o carro! É que no seu interior havia objetos ilícitos que poderia mandá-los para a cadeia antes mesmo de colocar qualquer plano criminoso em ação… Sob o banco do motorista havia um trabuco Rossi calibre 38 e sob o passageiro, outro revolver Taurus 32.

Mesmo o delicado pezinho tendo se encaixado no sapatinho de cristal, Eltinho continuou jurando de pés juntos que o Celta preto armado até os dentes não é dele – Talvez não seja mesmo – Tudo bem. Tem hora que as evidencias falam por si só.

Elton e Alexander sentaram ao piano, assinaram o 14 da 10.826 e… Alexander pagou fiança e foi curtir o domingão. Já Eltinho, o moço que nega as evidencias, já estava preso!!! Ele cumpre pena no regime semi aberto  da APAC e estava de “saidinha temporária” desde sexta feira 21… Deveria voltar para o ‘campus’ da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados na segunda feira… Ao invés do presídio rumo oeste, na MG 290, Eltinho tomou o rumo norte, foi se hospedar no Hotel do Juquinha, na BR 459.

O banquete à luz de velas no Andurah, fica para a próxima….