Minha casa… Minha prisão

 

Casa do novo cidadão brasileiro que saiu da pobreza!

Casa do novo cidadão brasileiro que saiu da pobreza!

Outro dia ao passar na frente de uma loja no centro da cidade fui abordado por uma funcionaria, leitora do Blog. Extrovertida e muito à vontade ela foi logo dizendo:

– Oi Chips… Daqui uns dias vou precisar de voce! Estou aguardando o sorteio da minha casinha no Jardim Brasil… Se eu não for sorteada, tem maracutaia! Vou colocar a boca no trombone… Quero que você faça uma reportagem sobre isso!

-…!!!

Dias depois, voltando de um restaurante rustico na Estrada da Torre, passei casualmente ao lado do loteamento mencionado, Jardim Brasil II, na extremidade oeste do Bairro São João. Não pude deixar de observar a obra que pretende tirar centenas de famílias da pobreza, segundo o discurso do atual governo! Não pude deixar de observar a pobreza da obra…! Tanto que semanas depois voltei ao local para fotografar, filmar, medir…!

 

Cozinha...

Cozinha…

Trata-se casinhas de pouco mais de quarenta metros de construção, com cozinha, sala, banheiro e dois quartos. Todos diminutos. Parece uma caixa de fosforo! A cozinha é tão pequena, tão pequena que o morador terá que optar entre o fogão, a geladeira e o armário: um dos três terá que morar na sala! Fazer comida à quatro mãos, nem pensar… Não cabem duas pessoas na beira do fogão! Comer na cozinha, só se for em pé, um de cada vez! Na sala cabe um sofá pequeno, uma poltrona e a estante com TV encostada na parede do banheiro…! O casal naturalmente ocupará um dos quartos onde não cabe o bercinho dos bebês que vão nascer! No outro quarto dormirão em beliches os três filhos do casal, – famílias de baixa renda tem no mínimo três filhos pequenos! – até quando se casarem! O teto não tem laje… é de forrinho de PVC!

 

... Sala, banheiro de frente e dois quartos...

… Sala, banheiro de frente e dois quartos…

O quintal tem dois metros de largura em cada lateral. E quatro tanto na frente quanto no fundo! Dá para fazer um mini-jardim na frente e plantar no fundo um pé de limão galego e mantê-lo podado para não crescer demais; e um pé de jiló… Pra combinar com a vida, que vai ser azeda e amarga!

As casas são coladas uma na outra… Não há privacidade! Um arroto na casa do Everaldo, será ouvido na casa do Adalberto…!

Imagine o operário Givanildo que trabalha à noite e dorme de dia… Ele tentando dormir às dez da manhã e a vizinha Ivaneide lavando roupa no tanque e ouvindo o Bonde do Tigrão na radio FM! Givanildo vai virar uma fera, não vai não?

E à noite… Um vizinho vendo o jogo do ‘Curintia’ e a vizinha tentando assistir Babilonia ou o Programa do Ratinho…!

E quando um casal for pra cama fazer…, ah, digamos, aumentar a prole?

 

O teto...

O teto…

Se o colchão for de mola o nhec-nhec-nhec vai atrapalhar o sono do vizinho! Isso se o barulho for só da cama, pois tem casal que não consegue transar em silencio!

Se o vizinho de baixo for daqueles conservadores ou do estopim curto, no mínimo vai colocar a cara na janela e gritar:

– Vamos parar com essa putaria aí, senão vou chamar a policia…!

Imagine o stress…?

Meu Deus!

É uma judiação!

As casinhas são muito pequenas e muito próximas uma da outra…! Quase não há privacidade…!

 

... Qualidade da obra!

… Qualidade da obra!

O Brasil tem muito a oferecer aos seus brasileiros… Os políticos deviam ter vergonha de desviar tanto e entregar tão pouco!

O cidadão brasileiro que trabalha e produz, precisa… E merece algo melhor do que o que o governo está distribuindo!

E na verdade nem é de graça…!

Primeiro que cada morador “comtemplado” com “sua casa sua vida”, terá que pagar uma pequena mensalidade…!

Segundo, as casas são construídas com dinheiro do governo, ou seja: com dinheiro dos impostos do cidadão brasileiro!

A casa é onde o cidadão moderno passa 2/3 de sua vida…! Portanto ele precisa ter espaço, ter conforto, ter paz, ter alegria… Para poder levar uma vida familiar e socialmente saudável…!

O homem é produto do meio… As crianças que crescerem num ambiente tão desconfortável como esse tem poucas chances de se tornarem adultos saudáveis!

As casinhas do Jardim Brasil II, segundo meia dúzia de operários de uma empreiteira que trabalham a passos de tartaruga no local, deverão ficar prontas e entregues até dezembro.

Du-vi-de-o-dó!

Pelo andar da carruagem, elas serão entregues aos ‘sortudos’ lá pra setembro do ano que vem… Na véspera das eleições. Tem sido assim!

Obras do governo sempre são entregues à população na véspera das eleições…! Tem conjuntos habitacionais deste tipo por aí – construídos com dinheiro dos impostos do cidadão! – que servem para três ou quatro eleições! Em Conceição dos ouros tem que serviu para seis eleições!

 

... O espaço entre uma casa e outra nos fundos!

… O espaço entre uma casa e outra nos fundos!

O que mais chama a atenção na obra do “Minha Casa, minha prisão”, é o contraste entre o tamanho das casas… e o tamanho das ruas!

Impressionante!

As ruas são verdadeiras avenidas… Largas, espaçosas!

Se as ruas tivessem o tamanho condizente com as casas, poderia se construir no mínimo mais quarenta casas!

Sério!

Ou então poderiam ter feito as ruas mais estreitas e terem feitos as casas maiores ou com espaços maiores entre elas…!

Casinhas deste ‘naipe’ se constroem com menos de R$ 30 mil cada uma, isoladamente!

 

Espaço lateral entre uma casa e outra...

Espaço lateral entre uma casa e outra…

Se for produção em serie, como é o caso do projeto “minha casa, minha prisão”, cada casinha custa em torno de R$ 20 mil.

Voce conhece a praça Alcides Mosconi em Pouso Alegre?

Ela fica no bairro Nova Pouso Alegre, no final da Avenida Alberto de Barros Cobra, defronte o Colegio Cenec…

A pracinha foi revitalizada no mês de julho…

Aliás, surpreendentemente a obra terminou dentro do prazo previsto!

A reforma da pracinha custou R$ 46 mil…!

Daria para ter construído mais duas casinhas no Jardim Brasil II…!

As largas avenidas...

As largas avenidas…

Voce entende de diplomacia internacional, embaixador, consulado em outros países, essas coisas?

Eu também não conheço muito. Só o básico. E vou resumir o básico!

O Brasil mantem relações diplomáticas com 138 dos 196 países do mundo.

Para isso mantem 53 consulados gerais, 11 consulados, 8 vice-consulados, 13 missões especiais e 3 escritórios!

O quadro de funcionários administrado pelo Palácio do Itamaraty, em Brasilia, conta com 1.565 diplomatas, 839 oficiais de chancelaria, 574 assistentes de chancelaria e 441 servidores públicos concursados!

 

Dariam para construir mais uma fileira de casas...!

…dariam para construir mais uma fileira de casas!

O Brasil tem atualmente cerca de 130 embaixadores espalhados mundo afora!

O salario médio de um embaixador brasileiro, considerando as verbas indenizatórias e o desconto de IR que é de apenas 9%, chega a R$37 mil por mês!

Sem falar que nós pagamos por fora a sua moradia, o seu carro, o seu motorista, a sua arrumadeira e o seu jardineiro!

Não tente fazer as contas dessas despesas… Você vai perder o resto da semana e vai ficar doido…!

Vou citar apenas uma conta!

‘Tia’ Ana Lucy Petersen é chefe do Consulado em Nova York… Ela mora num apartamento do edifício Trump World Tower na cidade mais famosa do Novo Mundo. – A mais famosa do Velho Mundo é a velha Paris! – Nós pagamos o aluguel de sua ‘casinha’!

Chuta aí o valor mensal do aluguel da casinha da ‘tia’ Ana Lucy…!

Chutou mal… Passou longe do gol!

O aluguel do apartamento da embaixadora custa U$ 19 mil… Dólares! Por mês!

 

O aluguel mensal do aparamento da 'tia" Ana Lucy dá para construir três casinhas desta por mês no Jardim Brasil II!

O aluguel mensal do aparamento da ‘tia” Ana Lucy dá para construir três casinhas desta por mês no Jardim Brasil II!

Com o dólar beirando os R$ 3,50, o aluguel sai pela bagatela de R$ 65 mil reais por mês…!

Isso mesmo… O aluguel da ‘casinha’ da embaixatriz – ou seria consulesa? – Ana Lucy em New York dá para construir três casinhas por mês no Jardim Brasil II em Pouso Alegre!

Não, não… Não se desespere!

Levante a cabeça!

Mas não arranque os cabelos…

O Brasil tem jeito!!

Meu Brasilsão verde-amarelo é novo! Ainda é um menino de cabelos loiros e olhos castanhos cor de mel, que leva a vida ao sabor do vento …!

O Brasil ainda vai crescer e se tornar um serio e respeitável cidadão em todo o mundo!

Mas para isso, duas atitudes são fundamentais… E urgentes!

Primeiro você, meu estimado leitor, precisa se interessar por politica! Se preocupar não apenas com o tijolinho da sua casa, do seu puxadinho… Mas com toda a infraestrutura do seu bairro! Você precisa pensar duas, três quatro, cinco, oito… dez vezes antes de colocar o seu voto na urna. E fazer isso pensando na coletividade…!

Ano que vem tem eleições municipais. È um bom momento para escolher e aplicar bem o seu voto!

A segunda atitude necessária para o meninão de olhos castanhos cor de mel crescer saudável e se tornar respeitado em todo mundo, diz respeito a você – politico – que foi escolhido pelo povo para representa-lo e é pago com dinheiro dos nossos impostos…!

Voce meu estimado politico, precisa criar verrrrrgonha na cara…!

Voce precisa por a mão na consciência e parar de encher a algibeira com o dinheiro do contribuinte!

Voce precisa legislar e governar para o povo que confiou em você!!!

Se você eleitor, escolher bem o seu candidato e votar pensando na sua rua, no seu bairro, na sua cidade e no seu país…,

E se você politico, criar vergonha na cara, – existe, felizmente, uma escassa minoria que não precisa usar essa carapuça! – e honrar a confiança recebida dos eleitores, as casinhas do “Jardim Brasil” II ficarão bem maiores! E deixarão de ser ‘Minha casa, minha prisão’!

E seus moradores poderão levar uma vida realmente profícua e saudável!

Pensem cidadãos… Pensem nisso!

 

***** Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!*****

A plantação do Zé foi por água abaixo!

 

Zé ja havia seido condenado anteriormemnte por trafico. Estava em liberddae conmdicional...!

Zé ja havia seido condenado anteriormemnte por trafico. Estava em liberdade condicional…!

Nada mais típico! Guardar drogas no terreno baldio, sem dono, ficar vigiando à distancia e pegar uma a uma cada baranga de acordo com o gosto do freguês. Se os homens da lei aparecerem não terão como provar a mercancia ilícita. Ainda que os policiais encontrem a droga no mato, “não tô aí”! “Eu moro lá embaixo”, “Só estava passando por aqui seu puliça”, dirá o traficante formiguinha!

É assim que dezenas de quilos de maconha, cocaína e crack se movimentam diariamente e chegam às bocas e narizes – literalmente – de milhares de nóias em Pouso Alegre.

De vez em quando entra agua no chop, ou seria agua no formigueiro dos traficantes formiguinhas?

Nesta quinta, 20, entrou!

Amigos ocultos da lei digitaram o 181 e contaram que um sujeito pardo, de estatura mediana, cabelos negros, usando bermuda jeans, camiseta verde de listras cinzas e chinelos havaianas, conhecido pela alcunha de “ZE”  estava em franca atividade criminosa no final da Rua Roberto Ramos de Oliveira, na baixada do Mandu!

Como denúncias deste tipo são mais comuns do que nota de dez, os homens da lei foram checar. Mas antes de dar o bote, pararam à distancia e ficaram observando…!

Era verdade!

Em poucos minutos o sujeito de bermuda jeans e camiseta verde e chinelos entrou numa valeta que divide o velho Aterrado do Cidade Foch, abaixou-se, pegou a encomenda, entregou ao nóia e guardou o dim-dim na algibeira.

Quando os policiais resolveram dar o bote, o formiguinha se afastou. Mas, passado o perigo, manso de gaiola que é, o traficante voltou ao local do crime. E aí entrou em cena aquela velha musiquinha dos Originais do Samba… : “Se oceis pensa que fumo embora…! Nóis inganamo oceis”!  “Nóis fingimos que fumo e vortemo…! Ói nóis aqui, traveis”!

O moço da bermuda Jeans, camiseta verde e chinelo era J.S.M., o “ZÉ”…!  Como esperado, em sua algibeira não havia nada de ilícito. Só. merreca de R$70.

 

A colheita feita apela policia no aterro do Altidouro Rios...!

A colheita feita pela policia no aterro do Altidoro Rios…!

Ao vasculhar o terreno baldio onde mais cedo  ele entrava e saia feliz contente, os policiais encontraram a prova do crime:

– 07 porções de maconha;

– 01 tablete de maconha;

– 02 patuás de cocaína;

– 62 barangas de cocaína

– 01 faca com resquícios de maconha.

Zé, cuja residência fica na Sapucaí há vários quarteirões dali, naturalmente jurou de pés juntos que era inocente.

J.S.M. é figurinha fácil no álbum da policia. Assinou seu primeiro 33 em fevereiro de 2013. Foi condenado a 3 anos e 4 meses. Se hospedou no Hotel do Juquinha, passou pela APAC, voltou para o Hotel do Juquinha, de onde saiu em liberdade condicional há dois meses.

Diante deste conciso histórico o paladino da lei preferiu acreditar no relato dos policiais e fritou Zé no 33.

Apesar da seca que assola a região, a plantação do “Zé” na Baixada do Mandu foi por agua abaixo!

Plantação de maconha no Santo Antonio

 

A escrivã Ana, do delegado de TCOs, havia pedido uns vasinhos de flores para alegrar seu ambiente de trabalho... Seu pedido foi atendido! Como a droga, mesmo verde, exala um cheiro forte e característico do THC, no final da manhã desta quinta a escrivã já estava ‘doidona’...!

A escrivã Ana, do delegado de TCOs, havia pedido uns vasinhos de flores para alegrar seu ambiente de trabalho… Seu pedido foi atendido!
Como a droga, mesmo verde, exala um cheiro forte e característico do THC, no final da manhã desta quinta a escrivã já estava ‘doidona’…!

A policia chegou até a plantação de cannabis sativa de Lineu na Rua Pedro Norberto, no Bairro Santo Antonio em Pouso Alegre, através de denuncias de amigos ocultos da lei.

Na verdade a plantação nem estava muito escondida… Da rua, olhando por cima do muro baixo que cerca o quintal, podia-se avistar a plantação… Dois tenros pés de maconhas plantadas em vasos!

C.M.G.S. e C.R.C., os agricultores do Santo Antonio, não escondiam a plantação e não esconderam sua finalidade…

– Nós somos usuários de maconha, doutor… A erva é para nosso consumo. Cultivamos nossa própria maconha. Assim não precisamos fomentar o trafico de drogas na cidade! – Alegou – com certa razão – o jovem casal.

De acordo com os levantamentos prévios feitos pela policia militar no local e imediações, não foi constatado mercancia de drogas na residência do casal. Diante disso, o douto paladino da lei enquadrou o casal Caio & Cecilia no artigo 28 da lei 11.343. Eles assinaram um TCO se comprometendo a visitar o Homem da Capa Preta daqui algumas semanas e voltaram para casa, prometendo abstinência.

 

 

Leia logo mais: “Minha casa”, minha prisão!

Simplorio & Finório atacam novamente – Parte VIII!

DSC05615 Não faz um mês que a famosa dupla visitou Pouso Alegre e levou – na lábia! – cinco mil reais da aposentada moradora do Jardim Esplanada. No final da manha desta quarta, 19, a dupla de vigaristas voltou a atacar. Desta vez levou dois mil em dim-dim e cerca de dez mil reais em joias.

Passava dona Lucila – não confundir com a delegada defensora das mulheres indefesas! – pelo cruzamento da Bueno Brandão com São Jose, às onze e dez da manha, quando simplório surgiu à sua frente. O cidadão gordo, mulato, aparentado 60 anos se aproximou com a mesma ladainha de sempre…

– Dona… Eu tenho um bilhete da mega sena premiado, mas não sei como receber o premio! Se a senhora me ajudar a receber eu te dou R$750 mil…!

Antes que a simpática velhinha empilhasse os maços de notas de cem na sua bolsa virtual, apareceu Finório!

– Pelo amor de Deus moço, fale baixo… Se alguém escuta o Sr. falar em bilhete premiado, além de assaltar o Sr., eles são capazes de matá-lo! Deixa eu ver esse bilhete! Se for verdade eu ajudo o Sr. receber o premio… Mas eu também quero uma gorjeta!

– Mas eu acabei de prometer pra dona, aqui…

– Tudo bem… A gente pode dividir a gorjeta. A mega está acumulada… O premio da semana deve ser uns 18 milhões – conjecturava Finório, enquanto os olhos de Lucila nadavam numa piscina de R$750 mil.

Estava lançada a teia!

– Eu vou dar então o bilhete pra vocês dois receber pra mim. Mas antes eu quero uma prova de confiança de vocês! Voces tem que deixar um valor aqui comigo.

– Não se preocupe, eu estava justamente indo ao banco fazer um deposito na conta da empresa… Tenho aqui quinze mil reais. Tome, pode guardar com você! – disse Finorio, homem claro de estatura mediana aparentando trinta e poucos anos, entregando um pacote – de papel picado amarradinho – com uma nota de cem por cima!

– A senhora também pode deixar quinze mil comigo como prova de confiança, dona Lucila? – quis saber Simplorio.

Dona Lucila não tem empresa. Não estava indo ao banco fazer depósitos, por isso não tinha quinze mil reais na bolsa… Mas tinha parte disso em casa e no banco. Primeiro foram à sua casa na Adolfo Olinto, onde pegaram R$ 2 mil em cédulas e cerca de R$ 10 mil em joias. Depois, sempre no carro Toyota Corolla branco do Finório, foram a uma agencia bancaria do bairro Foch, onde ela sacaria R$ 5 mil.

Depois de quase três horas na companhia da dupla Simplorio & Finorio, finalmente a farsa acabou. Quando Lucila entrou na agencia para tentar sacar os últimos cinco mil, a dupla que esperava no Corolla branco engatou primeira e dobrou a serra do cajuru levando mais de quinze mil e o bilhete tão premiado quanto esse que está na sua carteira!

Quando finalmente a ficha caiu dona Lucila foi procurar a policia… Só com o cabo do guarda chuva na mão!

Quem acha que a ‘vitima da vez’ é uma daquelas velhinhas simplórias, de vestido longo cor de chita com barra pelas canelas, de blusinha de lã cinza xadrez e cabelos presos em coques na cabeça com um daqueles palitos de tricotar, se enganou redondamente! Dona Lucila, 84 anos, é uma simpática, bela e culta viúva, de tradicional família pousoalegrense, mãe – entre outros – de um alto funcionário da CEF Pouso Alegre!

Ela caiu no “Conto do Bilhete Premiado” graças à competência da dupla “Simplorio & Finório”!

Você também ainda vai cair…!

Simplorio & Finório atacam novamente – Parte VIII!

DSC05615 Não faz um mês que a famosa dupla visitou Pouso Alegre e levou – na lábia! – cinco mil reais da aposentada moradora do Jardim Esplanada. No final da manha desta quarta, 19, a dupla de vigaristas voltou a atacar. Desta vez levou dois mil em dim-dim e cerca de dez mil reais em joias.

Passava dona Lucila – não confundir com a delegada defensora das mulheres indefesas! – pelo cruzamento da Bueno Brandão com São Jose, às onze e dez da manha, quando simplório surgiu à sua frente. O cidadão gordo, mulato, aparentado 60 anos se aproximou com a mesma ladainha de sempre…

– Dona… Eu tenho um bilhete da mega sena premiado, mas não sei como receber o premio! Se a senhora me ajudar a receber eu te dou R$750 mil…!

Antes que a simpática velhinha empilhasse os maços de notas de cem na sua bolsa virtual, apareceu Finório!

– Pelo amor de Deus moço, fale baixo… Se alguém escuta o Sr. falar em bilhete premiado, além de assaltar o Sr., eles são capazes de matá-lo! Deixa eu ver esse bilhete! Se for verdade eu ajudo o Sr. receber o premio… Mas eu também quero uma gorjeta!

– Mas eu acabei de prometer pra dona, aqui…

– Tudo bem… A gente pode dividir a gorjeta. A mega está acumulada… O premio da semana deve ser uns 18 milhões – conjecturava Finório, enquanto os olhos de Lucila nadavam numa piscina de R$750 mil.

Estava lançada a teia!

– Eu vou dar então o bilhete pra vocês dois receber pra mim. Mas antes eu quero uma prova de confiança de vocês! Voces tem que deixar um valor aqui comigo.

– Não se preocupe, eu estava justamente indo ao banco fazer um deposito na conta da empresa… Tenho aqui quinze mil reais. Tome, pode guardar com você! – disse Finorio, homem claro de estatura mediana aparentando trinta e poucos anos, entregando um pacote – de papel picado amarradinho – com uma nota de cem por cima!

– A senhora também pode deixar quinze mil comigo como prova de confiança, dona Lucila? – quis saber Simplorio.

Dona Lucila não tem empresa. Não estava indo ao banco fazer depósitos, por isso não tinha quinze mil reais na bolsa… Mas tinha parte disso em casa e no banco. Primeiro foram à sua casa na Adolfo Olinto, onde pegaram R$ 2 mil em cédulas e cerca de R$ 10 mil em joias. Depois, sempre no carro Toyota Corolla branco do Finório, foram a uma agencia bancaria do bairro Foch, onde ela sacaria R$ 5 mil.

Depois de quase três horas na companhia da dupla Simplorio & Finorio, finalmente a farsa acabou. Quando Lucila entrou na agencia para tentar sacar os últimos cinco mil, a dupla que esperava no Corolla branco engatou primeira e dobrou a serra do cajuru levando mais de quinze mil e o bilhete tão premiado quanto esse que está na sua carteira!

Quando finalmente a ficha caiu dona Lucila foi procurar a policia… Só com o cabo do guarda chuva na mão!

Quem acha que a ‘vitima da vez’ é uma daquelas velhinhas simplórias, de vestido longo cor de chita com barra pelas canelas, de blusinha de lã cinza xadrez e cabelos presos em coques na cabeça com um daqueles palitos de tricotar, se enganou redondamente! Dona Lucila, 84 anos, é uma simpática, bela e culta viúva, de tradicional família pousoalegrense, mãe – entre outros – de um alto funcionário da CEF Pouso Alegre!

Ela caiu no “Conto do Bilhete Premiado” graças à competência da dupla “Simplorio & Finório”!

Você também ainda vai cair…!

Policia Civil prende mula com 20 quilos de maconha

Marco Antonio Bernbardo, o 'mul' qyue foi buscar a erva em São paulo...!

Marco Antonio Bernardo, o ‘mula’ que foi buscar a erva em São Paulo…!

A pequena Cambui margeada pela Fernão Dias, a 54 quilômetros de Pouso Alegre e 150 de São Paulo, receberia uma bela carga de erva marvada no final da tarde deste domingo, 16. A droga prensada em dezessete tijolinhos, divididos em duas malas, viria de São Paulo para Cambui com escala em Camanducaia, onde trocaria o Mercedes Bens da Viação Cambui pelo Fiat Strada do traficante Jose Claudio Barbosa.

Chegaria!

Antes que a droga chegasse ao seu destino, amigos ocultos da lei comunicaram o fato à Policia Civil.

O delegado Renato Mendes, que já andava na sombra dos traficantes, reuniu os  detetives Tristão e Pimpim e foram para Camanducaia dar as boas vindas ao mula que vinha de São Paulo. Primeiro prenderam o dono da erva, Jose Claudio Barbosa, no Fiat Strada, nas proximidades do terminal rodoviário. Seu celular continha as mensagens trocadas com o mula minutos antes. E quando Marco Antonio Bernardo, único passageiro do ônibus da empresa Auto Viação Cambui desembarcou com as mochilas recheadas, os detetives lhe ofereceram as pulseiras de prata!

 

A droga pertence ao "Corintiano" Jose Claudio Barbosa, segundo a PC.

A droga pertence ao “Corintiano” Jose Claudio Barbosa, segundo a PC.

Apesar das evidencias de que as drogas pertence ao “Corintiano” Jose Claudio, ele o mula Marco Antonio tentaram tapar o sol com a peneira.

– A maconha é minha. Eu comprei fiado do “Nego”. Fui buscar em São Paulo hoje de manha. Peguei com uma loira no terminal rodoviário Tiete. Eu ia pagar o “Nego” aos poucos, à medida que eu fosse vendendo… – Contou Marco Antonio ao delegado de plantão em Pouso Alegre.

– Eu só fui buscar o Marco em Camanducaia. Eu tenho amizade com ele. Não sabia que ele estava trazendo a droga… – alegou Jose Claudio Barbosa.

Mas não teve nem vela e nem fita amarela… Jose Claudio e Marco Antônio sentaram ao piano, assinaram o 33 e o 35 e foram se hospedar no velho hotel de Extrema!

Jose Claudio Barbosa, 45 anos, já conhece os artigos 129 e 180 do CP. Marco Antonio Bernardo, 36, já mergulhou mais fundo no crime. Já assinou o 244 do ECA, o 16 da antiga 6368 e o 121 do Código Penal!

As malas com os tijolinhos de maconha não chegaram ao seu destino...!

As malas com os tijolinhos de maconha não chegaram ao seu destino…!

Vô Zete… Exemplo de cidadania

DSC05534Assim é Donizete, o Vô Zete, avô dos netinhos biológicos e das demais crianças da rua Ten. Callai, no Chapadão III, em Pouso Alegre, onde mora com a filha.

Vô Zete tem 60 anos e precisa contribuir mais alguns anos para se aposentar. O coração, apesar de doce e bondoso, não o deixa pegar no pesado. Por isso ele busca ganhar uns trocados catando latinhas e recicláveis para vender. Levanta alguns trocados também fazendo pequenas capinas de quintal na vizinhança. No entanto, o que mais lhe da prazer, além do carinho da criançada, é fazer pequenos trabalhos comunitários na rua… Sem remuneração!

DSC05536– O ponto de ônibus ali na esquina estava uma vergonha… Cheio de mato, entulhos e sujeira! Cansamos de pedir para a prefeitura, mas ninguém deu atenção! Então Vô Zete pegou sua enxadinha, foi lá, carpiu, limpou, tirou a sujeira e até plantou uns pés de flores que ele mesmo rega todo dia. – contou enternecida uma vizinha e usuária do ponto de ônibus.

– Ele construiu também um coletor de lixo de madeira, suspenso, para evitar o lixo no chão. E se alguém insiste em jogar lixo no terreno baldio, ele vai lá, recolhe e coloca no coletor… Sem reclamar de ninguém!

– Vô Zete fez até um banquinho de madeira para as pessoas sentarem enquanto esperam o ônibus… – mostrou empolgada outra vizinha.

Vô Zete e as vizinhas que entraram em contato com o Blog, não pediram nada. Elas queriam apenas mostrar o exemplo de cidadania do querido vizinho, que, apesar da saúde debilitada, não mede esforços para fazer o bem sem olhar a quem!

Nossas ruas, nosso bairros, nossas cidades precisam de mais cidadãos com o espirito saudável como o de Vô Zete…!

 

Policia Civil queima drogas no Faisqueira

DSC05532A quantidade de drogas incinerada é ínfima, mas resultou de centenas de abordagens e apreensões em Pouso Alegre desde o ano passado. Trata-se da droga apreendida em poder de usuários – ou que se dizem usuários para escapar das iras do artigo 33!

Uma pedra bege fedorenta com um, uma baranga de erva ‘marvada’ com outro, dois ependorfs de farinha do capeta com outro e caixas e mais caixas de envelopes recheados de papeis entulhando armários da delegacia, até que o Homem da Capa Preta autoriza a incineração.

Segundo o delegado Jose Walter da Motta Mattos, da AISP 109ª e sua fiel escudeira escrivã Lucia Evaristo…

– Já não tínhamos mais onde colocar envelopes com pequenas quantidades de drogas e grande quantidade de papeis! Sem contar que o sumiço, perda ou extravio de um procedimento qualquer desses, dá para o escrivão e o delegado uma dor de cabeça muito maior do que para o usuário da droga!

DSC05525A charmosa lei 6368/76, fácil de ser lembrada e pronunciada, punia o usuário de drogas com prisão, de acordo com o famigerado artigo 16. O aumento alucinante do consumo de drogas, especialmente do crack, a partir da segunda metade da década de 1990, forçou a mudança da lei. Visando – principalmente – desafogar os presídios, o legislador alterou a lei antidrogas. A partir de agosto de 2006, o usuário de drogas – também chamado pelos próprios meliantes, de “nóia”, uma alusão ao estado paranoico causado pela abstinência – deixou de se hospedar nos superlotados hotéis do contribuinte!

Ficou sem chumbo, mas não deixou de ser chamuscado!

De acordo com artigo 28 da Lei 11.343, quem for pego usando ou portando drogas para uso, não vai mais em cana… Mas é levado para a DP, senta ao piano do paladino da lei e se compromete a visitar o Homem da Capa Preta em dia e hora previamente agendados, quando então:

– Receberá um puxão de orelha;

– Terá que prestar serviço gratuito em uma instituição filantrópica ou comunitária e

– Terá que frequentar programa ou curso educativo sobre os malefícios das drogas!

Enfim… Usar drogas no Brasil, “não dá nada”!

DSC05527   E pode piorar!

Desde 2011 tramita no STF uma ação que pode virar lei e abrandar ainda mais o uso de drogas.

A ação seria julgada nesta quinta feira, 13, no STF, mas – diante de assuntos mais relevantes em pauta – foi adiada e remarcada para a próxima quarta, 19.

O pedido é de “descriminalização do uso de drogas”, ou seja; caso seja aceito o recurso do mecânico preso em 2011 em São Paulo com três barangas de maconha, e a decisão do Supremo vire lei, se você meu estimado leitor for abordado sentado no banco da praça ou andando na rua portando drogas, enquanto os policiais anotam seus dados para confecção do BO, você poderá encostar na viatura e acender tranquilamente um baseado e até soltar a perfumada fumacinha na cara do policial!

E isso não é nada!

Bom mesmo será para o Nico Peralta, notório traficante formiguinha, que vara as madrugadas frias com seus chinelos havaianas, bermudão abaixo dos joelhos e blusa de moletom com capuz estilo ‘mano’, zanzando na Rua Maria Porfiria com duas pedrinhas na algibeira à espera dos nóias… Cada vez que vende uma, ele desenterra outra no terreno baldio ali perto e continua com pinta de somongó pra lá e pra cá vendendo a droga!

Daqui pra frente, na terceira vez que for abordado pela policia ele poderá até impetrar um HC preventivo… Para não ser mais incomodado pelos homens da lei!

Enquanto isso, para incinerar algumas centenas de barangas de drogas – com prazo de validade vencido – na Cerâmica São Francisco no bairro Faiqueira, o delegado da AISP 109ª teve que;

– Solicitar autorização ao Homem da Capa Preta,

– Oficiar ao Representante do Ministério Publico,

– Chamar a Vigilância Sanitária do Município,

– Convocar a pericia técnica da regional,

– Determinar escolta de dois policiais da especializada de combate ao trafico,

– Arrolar dois ‘galos’ para acompanhar a queima, e

– Convidar o blogueiro policial mais lido do Sul de Minas para registrar o fato!

“Madalena arrependeu” tarde demais!

Walter se arrependeu tarde demais...!

Walter se arrependeu tarde demais…!

Walter Henrique da Rosa, 27, foi preso por trafico de drogas e porte de arma em 2013 e recolhido ao Hotel do Juquinha. No dia 01 de julho de 2014 ele foi transferido para a APAC, no bairro dos Farias.

Como é do conhecimento do estimado leitor, no regime semi-aberto e aberto da APAC só cumpre sua pena quem quer. Quem não quiser basta pegar sua tralha, pular o muro e dobrar a serra do cajuru. – No caso dos condenados que moram em Pouso Alegre, é Cajuru mesmo, com ‘c’ maiúsculo, o bairro que fica a meio caminho entre a APAC e a cidade! E aí não será serra, mas sim a ‘baixada do cajuru’!

O Walter Henrique fez isso. Ele não estava gostando da hospedagem gratuita na APAC. Por isso, depois de sete meses fazendo arruação de café, cuidando de porcos, galinhas e vacas, ele fez as malas e foi embora para casa… Sem se despedir de ninguém!

Seis meses depois se arrependeu e resolveu voltar para o lar-doce-lar da APAC! Nesta terça, 11, ele bateu na porta da instituição prisional idealizada por Mario Otoboni, plagiando Roberto Carlos…

– “Eu volteeeei, voltei agora pra ficaaaaar! Por que aquiiiii… Aqui é o meu lugaaaaar”!

Não é mais!

Seu arrependimento foi tardio!

A figura jurídica do “arrependimento eficaz” está presente no artigo 15 do código penal. Ela trata do comportamento do sujeito que após realizar os atos de consumação de um crime, se arrepende e consegue evitar que o crime produza seus efeitos! Por exemplo…: Godofredo briga com Belarmino e resolve mata-lo. Planeja a execução, enche a espingarda de chumbinho, bucha, sal e fica de tocaia atrás de uma figueira ao pé da serra do cajuru esperando Belarmino passar. Ao vê-lo surgir na curva da estradinha poeirenta, montado no cavalinho baio, faz mira e puxa o gatilho… Acerta os dois tiros no peito do desafeto!

Ao se aproximar para ter certeza que o vizinho não vai mais roubar as laranjas do seu pomar, Godrofredo vê Belarmino agonizando, se arrepende, toma o desafeto no colo, coloca na sua charrete, leva-o imediatamente para o hospital e consegue salvá-lo!

Godofredo vai responder apenas pelo crime de lesão corporal… Será absolvido de tentativa de homicídio!

Mas o arrependimento tem que ser eficaz!

Ele é que tem que tomar a iniciativa antes que outrem a tome!

O arrependimento de Walter Henrique não foi eficaz!

Se ele tivesse se arrependido antes e voltado até o dia 28 de julho, poderia ter sido aceito. Receberia um puxão de orelha e voltaria a cuidar das vaquinhas, porquinhas e galinhas até cumprir o restante da pena.

Mas havia passado muito tempo!

No dia 29 de julho, com ‘saudade’ do seu custodiado e sem ter noticias dele, o homem da Capa Preta mandou expedir Mandado de Recaptura! Por isso, quando Walter Henrique foi reclamar o seu cantinho, ele já era “procurado”!

Os homens da lei foram chamados na recepção da APAC, Walter Henrique recebeu pulseiras de prata e foi levado no Taxi do Contribuinte para a DP. De lá seguiu no Taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha onde tudo começou em 2013!

Uma prisão ‘mamão com açúcar’…

Rogerio Franco Frugoli perdeu as estribeiras com a esposa varias vezes... Até que dona Maria da Penha também perdeu!

Rogerio Franco Frugoli perdeu as estribeiras com a esposa varias vezes… Até que dona Maria da Penha também perdeu!

Um dos erros do cidadão que infringe a lei e comete delitos, é achar que ‘nunca vai dar nada’… Às vezes dá! Para o empresario Rogerio Franco Frugoli, deu!

Ao longo do relacionamento conjugal com a esposa S.S. Matsumoto, Rogerio teve vários BOs de ameaças, lesões corporais e injuria. Até que em novembro do ano passado, cansado de puxar-lhe as orelhas, o juiz Carlos Cesar de Chechi e Franco Pinto resolveu mandar trancafiá-lo no Hotel do Juquinha.

Rogerio foi enquadrado na “Lei Maria da Penha” e preso preventivamente a mando do Homem da Capa Preta no dia 11 de novembro de 2014. Mesmo esperneando na justiça – e na cadeia – Rogerio amargou 24 dias atrás das grades vendo o sol nascer quadrado. Ganhou HC no dia 05 de dezembro.

No final da tarde desta terça, 11, – Dia do Advogado – o empresario voltou a sentar no banco dos réus! Não deu acordo! E o mesmo juiz o mandou de volta para o xilindró!

No final da audiência, a policia foi chamada ao Forum Orvieto Butti, no bairro Santa Rita em Pouso Alegre e os homens da lei só tiveram o trabalho de estender as pulseiras de prata ao valentão. Rogerio embarcou no taxi do contribuinte e desde o pé da noite de ontem está hospedado no Hotel do Juquinha, confirmando o velho ditado… “Pote tanto vai à fonte…”!