O estupro de Dagmar… Assim nascem as lendas!

Dagmar: Diz ter sido estuprada duas vezes pelo mesmo homem em 35 dias!

Dagmar: Diz ter sido estuprada duas vezes pelo mesmo homem em 35 dias!

Tão logo entrou na delegacia de policia na manha desta sexta, 14, Dagmar foi logo contando sua historia e desandou a chorar;

– Eu fui estuprada, doutor, ele parou o carro para pedir informação e de repente me pegou pelo braço, me colocou dentro do carro…

– Calma, calma, senta aqui… Me conta com calma o que aconteceu! – Aconselhou o delegado de plantão.

– Eu estava voltando do trabalho, era umas nove horas da noite! De repente ele parou para pedir informação, num carro de vidro fumê! Era um homem alto, meio forte, de 42 anos… Ele me levou para o bairro Colinas de Santa Barbara, bateu muito aqui em mim – mostrando as coxas e região genital – deu socos na minha cabeça e depois me deixou no mato na beira da avenida! Na segunda vez ele…

– Espere, acalme-se dona Dagmar… Vamos por parte. Quando foi que aconteceu este estupro…?

– Foi no dia 29 de janeiro… Eu estava voltando do trabalho…

– Onde foi que ele abordou você?

– Foi na Avenida São Fran…, não na Rua Manoel Matias, na Primavera… Ele já estuprou quatro mulheres…

– Calma, calma… Como ele era?

– Era branco, moreno, de 42 anos… Agora eu estou gravida. Meu filho disse que quando a criança nascer ele furar os olhos da criança!

– Espere, espere… Como a senhora sabe que está gravida…?

– Lá no hospital eles me falaram… Tem mais gente internada lá que foi estuprada por ele. Ele me bateu aqui – mais uma vez mostrando região pudenda – … deixou tudo roxo! Me xingava de palavrão! Na segunda vez…

– Espere, a senhora foi estuprada duas vezes pelo mesmo homem!?

– Foi! Era o mesmo homem de uns 42 anos, moreno, branco, ele estava no carro escuro de vidro fumê…!

– Onde e quando foi que ele abordou você na segunda vez…?

– Foi no dia… 03 de março. Eu estava voltando do trabalho… era umas nove horas. Nesse dia eu cheguei em casa tarde da noite…

– Mas ele te abordou onde nesta segunda vez?

– Dessa vez foi na pracinha da Rua São Pedro, na Primavera… Faz quatro anos que eu não tenho relações com meu marido… Ele não acredita em mim!

– E onde aconteceu este segundo estupro?

– Eu não sei. Ele parou o carro para pedir informação, de repente me puxou para dentro do carro fumê e me levou não sei pra onde! Deu socos na minha cabeça… Jogou um liquido na minha boca… Depois me deixou perto da igreja de São Benedito, perto da rodoviária velha…?

– !!!?

– Eu tenho um filho de 18 anos e uma bebê de três! Meu filho é esquizofrênico. Eu descobri que ele era doente quando ele tinha quinze anos. Ai meu Deus! Ele falou que vai espetar e furar os olhos do bebê se ele nascer…!!! – Continuou Dagmar enxugando o rosto sem parar, apenas com os dedos indicadores, para os lados, para não borrar a pintura que não estava usando!

– Escuta dona Dagmar, a senhora tem algum problema de saúde, toma algum medicamento…

– Eu tenho depressão, tomo remédio controlado! Como é que eu que faço? Meu marido não acredita em mim, meu filho diz que vai furar os olhos da criança se ela nascer! Vocês precisam prender esse estuprador, senão ele vai pegar mais gente! Ele já estuprou quatro mulheres.

– Escuta dona Dagmar, o detetive vai mostrar pra senhora algumas fotos… Veja se a senhora reconhece o homem que abusou da senhora – disse pacientemente o delegado.

O detetive abriu o arquivo de fotos na tela do computador e mostrou a ela a foto de um sujeito morto há cerca de 5 anos. Coincidentemente ele fora vizinho de Dagmar e ela mostrou lucidez ao olhar para a foto…

– Não. Esse é fulano, ele já morreu…

Ao olhar a segunda fotografia na tela ela exclamou;

– Ai, meu Deus! Ele estava sem barba, tinha mais cabelo… Mas estes olhos claros, essa cara, só pode ser ele…!

Não. Não pode. O meliante da fotografia está hospedado há vários anos no Hotel do Juquinha. Não poderia tê-la estuprado nem uma vez, muito menos duas num prazo de 35 dias!

Metade do dialogo que você acabou de ler foi travado entre a sra. Dagmar e o delegado de plantão na DP de Pouso Alegre esta manhã. A outra metade foi entre o detetive que lhe mostrou o arquivo de fotos… Na presença deste blogueiro! Ela ainda repetiria sua historia para outro delegado no andar superior da DP enquanto procurava o gabinete do delegado de crimes contra a pessoa.

Não é a primeira vez que a Sra. Dagmar leva seu obnubilado caso de estupro ao conhecimento das autoridades pedindo providencias. Ela já passou pela policia militar, pelo CIM, pelo Ministério Publico e já havia passado anteriormente pela delegacia de plantão com a mesma ladainha! No entanto, desde que o ‘serial estuprador’ motoqueiro Agnaldo foi preso pela PC em janeiro ultimo, não há registros de estupros na cidade.

Agora imagine dona Dagmar contando seu caso na porta do mercado! na fila do supermercado! no ponto de ônibus…! Não estamos afirmando que ela não possa ter sido vitima de abuso sexual, mas, depois destas conjecturas, fica fácil entender como nascem as “lendas urbanas”!

“Dagmar” é um nome fictício, criado para proteger sua identidade. Mas, a pessoa que aparece na fotografia, também alterada de proposito para não expô-la, existe! Atende pelo nome de cujas iniciais são PDV, não necessariamente nessa ordem, tem 39 anos, mora em um bairro bem próximo do centro e trabalha, segundo ela, em uma padaria próximo ao local em que ela diz ter sido agarrada.

A Policia civil vai investigar agora, até onde seu fictício relato é real. Uma coisa é certa… Se existe um tarado rodando pela cidade num carro escuro, com intenção de te levar para o mato na penumbra da noite, ele ainda não apareceu! A lenda do estuprador do carro preto continua sendo… lenda!

 

Nota à imprensa sobre falsa noticia nas redes sociais

 

      A Policia Militar e a Policia Civil vem a publico divulgar que não há registro Oficial sobre a informação que tem circulado nas redes sociais referente a um suposto veiculo de cor escura ocupado por suspeitos circulando pela cidade de Pouso Alegre, que estariam abordando principalmente pessoas do sexo feminino, com o objetivo de pratica de condutas ofensivas o pudor. Não há nos órgãos policiais registros de pessoas desaparecidas ou hospitalizadas que houvessem sido vitimas nessa situação.

As policias alertam ainda que a internet, através da redes sociais se tornaram aliadas essenciais para a democratização da informação. No entanto, não pode converter-se em uma ferramenta de difusão de informações que possam gerar uma sensação de insegurança e intranquilidade à população.

 Nossos policiais estão sempre atentos e prezando pela segurança de cada cidadão e cidadã de nossa cidade e nesse momento, queremos evitar a comoção e o pânico desnecessários à população. Pedimos que, qualquer denuncia de crime ou ameaça seja feita à Policia Militar através do 190 ou pelo disque denuncia, no numero 181 ou diretamente na Delegacia da Policia Civil. As mesmas serão devidamente averiguadas e investigadas pela Policia Civil”.

“20º Batalhão de Policia Militar   –   1ª Delegacia Regional de Policia Civil”

Você já leu “Policia Civil prende motoqueiro ‘serial estuprador”?

Leia logo mais:  A ‘vinte dois’ e o detetive estuprador!

 

Policia prende mula no centro da cidade transportando tijolo…

Rodrigo "Tche": levando "pão de batata" para o socio Vudu...

Rodrigo “Tche”: levando “pão de batata” para o socio Vudu…

Qual a melhor maneira de transportar um tijolo de um bairro São Geraldo para o São João em Pouso Alegre?

Bem, se for um tijolo de barro, daqueles produzidos nas inúmeras olaria do Aterrado, é só colocar na carroça, arrear a mula e atravessar lentamente a cidade…! Mas se o tijolo de for de cannabis sativa de Linneu, a popular maconha?

Aí fica mais fácil! Basta ‘o’ mula visitar uma das incontáveis ‘bocas’ do velho Aterrado, colocar o tijolinho debaixo do banco do carro ou montar numa bicicleta, numa moto – esta a maneira mais fácil ainda! – ou pegar o buzão da Princesa do Sul com conexão na Duque de Caxias. Se ‘o’ mula for metido a cauboy pode também montar ‘uma’ mula e atravessar a cidade trotando sorrateiramente…!

Rodrigo de Cassio Santos, o “Tche” preferiu baldear a droga do Aterrado para o Jardim Guadalupe da maneira mais barata… A pé mesmo! Colocou o tijolão de maconha na sacolinha de mão da loja “Matos calçados” e subiu a avenida à uma e meia da tarde de tarde quente de sábado, 08. Quando passava pela Praça Senador Eduardo Amaral cruzou com os homens da lei. Como todo meliante que tem dívida no cartório teme – e teme -, ao ver os policiais Tche tremeu! – deve ser pelo fato de que a loja Matos Calçados fica bem distante dali. Passou a lançar olhares de ‘somongó’ na direção dos policiais.

Quando percebeu que seria abordado, Rodrigo Tche passou sebo nas canelas e tentou dobrar a serra do cajuru. Entrou pela Doutor Lisboa, Adalberto Ferraz, São Jose e bateria o recorde dos três mil metros até o Guadalupe se a policia não tivesse colocado barreiras! Não passou da Rua São Jose! – Aliás, aqui vai um conselho, senhores meliantes: evitem a fuga pela Rua São Jose! Em 81 o “Paulinho, uma prisão para dar risada” tentou fugir por ali e conseguiu chegar até a linha férrea, mas caiu nos meus braços. Foi uma prisão hilária, mas caiu! Há poucos meses a bela jovem T. foi assaltada, mas correu atrás do assaltante com a boca no trombone e evitou que o punguista levasse sua bolsa, até que populares o prenderam! – Quando finalmente abordaram Rodrigo Tche os cabos Ferreira e David ficaram sem entender porque ele havia fugido, pois, aparentemente não cometendo nenhum crime! O embrulho bege bem compactado que ele levava na sacolinha da loja do meu xará, era um “pão de batata”…! Depois de desfeito o embrulho a erva perfumada apareceu… Era mesmo Cannabis Sativa de Linneu.

Carregar pão de batata é crime...???

Carregar pão de batata é crime…???

– A droga eu compre para repartir com meu amigo “Vudu” – cruz credo! – falou Tche recuperando o folego. – Com um sócio com um apelido desses só podia terminar assombrado!

Rodrigo Cassio “Tche” dos Santos 29 anos, morador do Guadalupe possui respeitável capivara. Assinou seu primeiro 12 em 2005. Um ano depois tentou mandar Nivaldo Felipe de Jesus para o andar de baixo e assinou um 121 com 14! Assinou outros artigos pés-de-couve e já viu o sol nascer quadrado durante seis anos e quatro meses. Por causa do “pão de batata” na sacolinha de sapato o mula assinou mais um 33 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

 

Aconteceu o primeiro homicídio do ano em Pouso Alegre

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A ultima vez que um cidadão pousoalegrense batera à porta de São Pedro pedindo hospedagem eterna, vitima de assassinato, fora no longínquo dia 14 de dezembro de 2013. Fora o decimo primeiro e ultimo homicídio do ano passado. Aliás, nada mal para uma cidade com 140 mil habitantes… Apenas 11 assassinatos no ano… E todos apurados!

O primeiro homicídio de 2014 aconteceu na madrugada desta segunda feira de carnaval. E teve a participação de cinco assassinos. Todos eles usaram socos, pontapés e pedaços de ‘pallets’ para golpear a vitima até a morte.

O sinistro aconteceu num terreno baldio próximo à Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira, no Chapadão, no local conhecido como “Cracolandia da Paineira”.

Por volta de três da manhã os Bombeiros receberam um chamado, dando conta de que havia um cidadão ensanguentado agonizando no local. Ele foi levado para o PS, mas lá chegou com morte cerebral.

Segundo a pessoa que chamou o Corpo de Bombeiros, a vitima das agressões era um tal de “Jeremias” e ele teria sido espancado por varias pessoas entre elas Bacalhau, Anjinho e Negão.

Laelson "Negão" dos Santos Nascimento

Laelson “Negão” dos Santos Nascimento

O B.O. narrando o crime de homicídio por espancamento foi recebido pelo delegado Gilson Baldassari no plantão diurno na DP na segunda pela manha, o qual imediatamente determinou à equipe de plantão a apuração dos fatos.

De acordo com a investigação dos detetives Magaiver, Tiãozinho, Fernando Jardim e Ronaldo Correia, todos os envolvidos no crime inclusive a vitima Jeremias Cândido de Souza eram ‘companheiros de pedra’! Estavam na “Cracolandia da Paineira” fazendo uso de drogas quando o crime aconteceu.

Kerlon "Bacalhau" Greisson da Silva: Trocou a moto com o traficante Beicinho por drogas...

Kerlon “Bacalhau” Greisson da Silva: Trocou a moto com o traficante Beicinho por drogas…

Jeremias havia chegado ao local em sua motocicleta e teria pedido a um dos ‘nóias’ para comprar cigarros e um pacote de ‘camisinhas’. De posse dos preservativos teria cortejado Leticia, suposta namorada de Negão, provocando seu ciúme e o inicio da agressão. Após os primeiros chutes desferidos por Laelson dos Santos Nascimento, o “Negão”, 24, Alisson André de Barros, o “Anjnho”,19, Kerlon Greissom da Silva Souza, o “Bacalhau”, 18, Alex Domingos Junior, 22 e Claudnei Francisco Noronha, 26 também agrediram Geremias com socos, pontapés, golpes com o próprio capacete e tábuas. Com a vitima já inconsciente, Bacalhau ‘limpou’ sua carteira e Anjinho furtou sua motocicleta para trocar por drogas no bairro Morumbi. Levados pelos detetives à presença do delegado de plantão, como ainda estavam em estado flagrancial, Gilson Baldassari sentou o quinteto de nóias assassinos ao piano.

Alex Domingos Junior...

Alex Domingos Junior…

– Eles foram autuados por homicídio qualificado seguido de furto da carteira e da moto da vitima – justificou o delegado Baldassari.

Claudinei Francisco Noronha...

Claudinei Francisco Noronha…

Desde a noite de segunda de carnaval o Hotel do Juquinha tem mais cinco hospedes! A moto roubada foi encontrada incendiada no Jardim Morumbi nesta quinta.

 

2014, um ano para riscar do calendário

Vivaldão em Manaus: Um estadio razoável para o futebol amador...

Vivaldão em Manaus: Um estadio razoável para o futebol amador…

Se o ano no Brasil começa depois do carnaval, então é hora de começar, pois a maior festa popular do planeta desceu as cortinas! Agora o país finalmente pode dar a partida no ano de 2014… Será?

Infelizmente, não!

O ano de 2014 deixará um saldo de decepções e tristeza. Melhor riscá-lo do calendário, se fosse possível!

O ano já começou mal. Começou livrando da cadeia uma corja de bandidos de colarinho branco… Jose Dirceu & Cia foi inocentado do crime de “formação de quadrilha” no famigerado “Mensalão”, o maior esquema de corrupção “nunca antes visto na historia deste país”! Não neste porte pelos menos. – todos os outros partidos, incluindo o desmilinguido opositor PSBD tem seus “esquemas”, em todas as esferas, mas não na proporção do partido vermelho! Não na corrida desenfreada na busca de perpetuação no poder! – E a decisão de inocentar o poderoso chefão coube à mais alta corte do país, o STF, com ministros escolhidos à dedo pelo governo federal e colocados ali para este fim.

A sentença saiu à véspera do carnaval!

Que maravilha!

Quem se lembra disso agora???

Bem, já que o carnaval passou e o povo brasileiro – ou pelo menos o ‘povo pensante’, aquela minoria, pois a maioria detesta politica, não discute politica… Até que lhe ofereçam um milheiro de tijolos ou um cartão “bolsa qualquer coisa”! – esqueceu o tabefe que a impunidade deu na decência, vamos girar a engrenagem e fazer o Brasil andar! Fazer o Brasil produzir. Fazer o Brasil vencer a pobreza – que o governo insiste em dizer que não existe mais – vencer a corrupção, a falta de educação – umas das mais fracas do mundo! – a insegurança! A falta de hospitais! – Desculpe, essa não precisa mais, os cubanos já resolveram!!! Ledo engano! A única coisa que o brasileiro quer vencer agora é a Copa do Mundo…!

Dois mil e catorze é mesmo para riscar do calendário!

Até o carnaval se aproximou da Copa, para não dar tempo ao povo de pensar…! Até porque, na quaresma não se pode pensar. É pecado! E depois vem a Semana Santa, todo mundo vira santo!!! Até Jose Dirceu e seus asseclas que querem mamar na teta do governo até 2080!

Depois dos chocolates da Pascoa o povo brasileiro tem um assunto muito importante para pensar e discutir… Quem serão os 23 felizes convocados por Felipão! E aí é levar os felizardos para o SPA da Granja Comari e em seguida correr pra frente da TV, se amarrar na loira gelada e comemorar o título… da Argentina, da Alemanha ou da Espanha! É, desta vez será pior do que o ‘maracanaço’! Vamos sair na semi-final! Se bem que é bem capaz de o Ze Dirceu comprar o ‘Ze Blater’ ganhar a copa e embriagar de vez o povo brasileiro até o dia 05 de outubro! Aí a vitória do PT nas urnas será mamão com açucar…! Sim, porque sem o 5º caneco da FIFA, o “legado da Copa” – sistema de segurança, de transporte e de saúde, que não vão funcionar e os estádios elefantes brancos de Fortaleza, Campo Grande, Manaus e outros já mostrando os primeiros sinais de abandono, a candidata governista apoiada pela antiga companheira Marina Silva no segundo turno poderá correr o risco de perder a disputa para Aecio Neves apoiado por Eduardo Campos! – Ah, só para não esquecer da minha querida Pouso Alegre… Continuará sem representante na Assembleia estadual e na Câmara, pois com tantos candidatos, não elegerá nenhum…!

Estadio Mané Garrincha em Brasilia: O dinheiro que os políticos desviam dos cofres públicos todo ano daria para enchê-lo...

Estadio Mané Garrincha em Brasilia: O dinheiro que os políticos desviam dos cofres públicos todo ano daria para enchê-lo…

E aí já estamos falando do segundo turno das eleições, em novembro. Depois disso é comemorar mais uma derrota do sofrido povo brasileiro nas urnas até o Natal!

Enfim, 2014, que deveria começar na semana que vem – pois ainda tem batuque de carnaval por aí – será um ano para esquecer! Um ano inútil! Um ano em que veremos o Cruzeiro, melhor clube brasileiro dos últimos vinte anos vencer a Libertadores e depois repetir o fracasso do rival no Marrocos… Um ano em que o país vai sediar o maior espetáculo do planeta no século e aplaudir o visitante…

Poderá haver um consolo. Ao menos um brasileiro poderá ser campeão mundial… Diego Costa, atacante da Espanha!

Mas a pior derrota do povo brasileiro em 2014 será impingida pelo próprio povo brasileiro, em outubro… Povo ‘politizado’ 0 x 10 Povo ‘assistido’. Ou seria o inverso?

Portanto, o ano que tardiamente começa, nem deveria começar! Deveria ser riscado do calendário!

… Ah, como eu gostaria que quase tudo que falei nesta “quarta feira de cinzas”… Fosse apenas cinzas!!!

Costureira é fechada na Airton Sena…

Os bombeiros chegaram ao local como num passe de magica...!

Os bombeiros chegaram ao local como num passe de magica…!

O acidente aconteceu às dez da manha desta quarta, 26, no final da Avenida Airton Sena, a cinquenta metros da saída para o Manduzão. Silvana Aparecida da Silva Pereira, 27 anos, voltava para casa, no Colina Verde, pilotando sua Honda Biz preta, quando um veiculo passou muito próximo e a assustou fazendo-a perder o equilíbrio. Ela voltava do consultório medico levando na garupa da motoca sua filhinha A.V., ambas usando capacetes cor de rosa. Mãe e filha foram arremessadas ao chão. A costureira usava capacete aberto e bateu o rosto no chão, sofrendo luxação e ruptura do supercílio. Quase num passe de magica os Bombeiros apareceram no local e levaram a costureira grogue, sangrando para o Hospital. A garotinha aos prantos, não tanto pela escoriação na perna, mas pelo susto e por ver a mãe com o rosto sangrando, foi junto na ambulância dos ‘anjos azuis’! 

O motorista que, segundo Silvana, lhe deu a fechada, sequer olhou pelo retrovisor para o ver o estrago que fizera!

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A este blogueiro que passava pelo local na sua caminhada semanal, restou recolher e guardar a Honda Biz com pequenos arranhões, a qual já foi entregue a seus familiares. Uma irmã que posteriormente acorreu ao Pronto Socorro informou que Silvana não sofreu nenhuma fratura. Mas continuava em observação…!

Jornalista cearense ‘ressuscita’ Fernando da Gata

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Apesar de ter ‘convivido’ com seu cadáver durante algumas horas em 1982, tive que reinvestigar a historia de sua vida e de sua passagem meteórica e funesta por Pouso Alegre para escrevê-la em 2009. Na ocasião levei seu algoz, sargento Campos, ao local onde travaram um breve tiroteio de dois tiros, um de cada lado, no crepúsculo daquele longínquo 03 de setembro de 1982.

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A reportagem “Os últimos dias de Fernando da Gata” foi publicada inicialmente no Jornal Folha do Vale do Sapucaí em 2010 e depois no Blog do Airton Chips no dia 10-10-2011.

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No final do ano passado recebi um email do jornalista russano Ricardo Torres, do jornal ‘A Cidade’, com circulação no Vale do Jaguaribe. O dinâmico jornalista havia descoberto nossa reportagem e pedia gentilmente autorização para republicá-la em seu jornal. Aliás, uma bela e ética atitude! Coisas que muitos colegas manduanos parecem não dar importância. Esta semana recebi alguns exemplares do periódico, onde o nobre jornalista cearense reproduz parte da nossa matéria e acrescenta valiosas informações ao currículo do famigerado bandido que aterrorizou Pouso Alegre há 32 anos.

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Leia: “Os últimos dias de Fernando da Gata” no Blog do Airton Chips

 

A batalha de Itamonte…

Batalha de Itamonte

“Na sexta-feira, por volta das 18h30, fomos convocados (todos os policiais civis da DRPC de São Lourenço) a comparecer na DP imediatamente.  Ato contínuo, o Dr. João, chefe do 17 Departamento de Pouso Alegre indicou que deveríamos ir até a Seccional de Cruzeiro/SP para o briefing do que estava para acontecer.
Descemos para Cruzeiro/SP: eu, o Dr. Felipe Piccin, Dr. Bruno Cunha e os Investigadores Rodrigo e Maviel. No caminho fizemos contato com alguns Investigadores da DIG de Cruzeiro/SP que sempre nos dão apoio e os mesmos não sabiam de nada. Chegamos na Seccional da PC-SP em Cruzeiro acompanhados dos policiais civis da DIG Cruzeiro/SP. Na Seccional nenhum Delegado (nem o próprio Seccional) ou os policiais sabiam o que estava acontecendo.

Após cerca de meia hora chegaram cerca de 8 viaturas descaracterizadas do DEIC/SP (Capital), estando presente o Divisional (Delegado chefe do DEIC) e o titular da DP de Roubo a Bancos de São Paulo.

Não vem ao caso repassar informações sobre o briefing mas, em suma, após alguns momentos ali compareceram mais umas 8 equipes do GARRA da Capital/SP e 1 unidade do GER da PC-SP com 8 snipers e policiais de contenção.

As informações davam conta de uma quadrilha de roubo a bancos (explosões de caixas) com cerca de 25 integrantes. Haviam sido identificados 5 fuzis AK-47, 1 fuzil HK-G3, 2 fuzis Colt AR-15, escopetas, pistolas e granadas.

Não repassarei os pormenores das informações que estavam sendo repassadas, mas todo o serviço de inteligência estava a cargo do DEIC, em São Paulo-CP. E a inteligência funcionou perfeitamente.
Os alvos poderiam ser Itanhandu ou Itamonte. – E depois outras cidades da região.
O Dr Bruno Cunha acompanhou uma outra equipe, restando à nossa equipe (eu, Dr. Felipe Piccin e 2 investigadores de São Lourenço) posicionarmos o GER (Snipers) e o GARRA (contenção) na Praça Central de Itamonte e, posteriormente, posicionarmo-nos na rodovia acompanhados de 4 equipes do DEIC/SP no intuito de coibir uma possível fuga. Equipes posicionadas, conseguimos que mais uma equipe da DRPC de São Lourenço, comandada pelo Dr. Márcio Ciarini, se agrupasse conosco. Aguardávamos às margens da rodovia, escondidos na escuridão, com informações em tempo real da Inteligência da PC-SP.
Por volta das 2h00 um comboio furou o radar próximo e passou no sentido do centro de Itamonte em alta velocidade. Conseguimos ver perfeitamente: um caminhão baú, um Fiat Palio Weekend prata, uma Ford Ecosport prata, um Honda Civic preto e um Renault Duster branco, todos com as placas cobertas por plástico.
Adrenalina a mil, pois tínhamos o elemento surpresa! Repassamos as informações às equipes da região central de Itamonte. Passaram-se eternos 2 ou 3 minutos e, no rádio, recebemos as informações de que já haviam 3 ou 4 mortos, um policial ferido, e intensa troca de tiros…
Paramos uma carreta que vinha pela rodovia e a atravessamos na pista para auxiliar no bloqueio. Após algum tempo o Renault Duster veio em nossa direção. Parou há aproximadamente 30 metros com os faróis acesos. O motorista desceu já efetuando rajadas de fuzil, enquanto o carona portava uma pistola. Conseguimos neutralizar o carona, mas o motorista fugiu para um matagal próximo.
Enquanto discutíamos sobre entrar ou não no matagal onde o motorista havia se escondido aproximamo-nos do veículo, perdendo nossa barricada, que eram as viaturas e a carreta. No veículo pudemos perceber que o carona havia sido morto, portava uma pistola, usava colete balístico, havia mais uma pistola caída no chão do carro, e muita, mas muita munição para todos os lados.
Neste momento, um outro veículo se aproximou com os faróis altos. Abaixamo-nos próximo ao Renault Duster, mas estávamos sem qualquer barricada. O veículo passou em baixa velocidade em direção à carreta e as viaturas que encontravam-se com as luzes de sinalização ativadas, retornou e lentamente veio em nossa direção. Nossa única alternativa foi esperar.
Quando o veículo se aproximou nos identificamos como policiais e determinamos que o condutor parasse o carro. Como todos aqui certamente já fizeram diversas vezes. Estávamos – cerca de 25 policiais – distantes de 5 a 15 metros de distância do carro. Agachados às margens da rodovia sem qualquer proteção…  A resposta que obtivemos: tiro, tiro, tiro, muito tiro. Eu me lembro de cada segundo, só não posso dizer quando conseguirei esquecer as imagens e os sons!

Posso afirmar categoricamente que foram os mais longos e piores 30 ou 40 segundos da minha vida. Eu estava há aproximadamente 8 ou 9 metros do carro, o Dr. Felipe estava mais próximo do que eu e não sei dizer onde o Dr. Márcio estava… Muito tiro. Muito perto…!
Pude visualizar o motorista descer e tentar correr efetuando disparos em nossa direção. O carona estava com um colete balístico operacional, touca ninja preta e um AR-15 baby. O passageiro do banco de trás eu não consegui visualizar.

Resumindo: o motorista foi neutralizado. O carona foi neutralizado com um disparo na cabeça e morreu abraçado ao AR-15 – cena de filme! – O passageiro do banco de trás foi neutralizado com um disparo na cabeça, mas, após o cessar fogo, pudemos perceber que o mesmo portava dois carregadores de fuzil, uma pistola e estava de colete balístico.

Reagrupamos e retornamos à barricada. Apenas o Dr. Felipe Piccin havia sido ferido por um estilhaço abaixo do olho direito, mas nada grave.
Em nosso cenário: 4 criminosos neutralizados e 1 fuzil, 3 pistolas, 3 coletes balísticos e vários pés-de-cabra apreendidos. 1 foragido.

Nunca poderei dizer em quantas coisas consegui pensar naqueles poucos segundos em que eu estava deitado, costas ao solo, visualizando os caras apontando fuzil, pistola e disparando em nossa direção a 6, 7, 8 metros de distância! Sei lá,  mais de 200 ou 300 tiros em 30 segundos!
Pensei muito em ficar vivo. Pensei em neutralizá-los o mais rápido possível. Sempre gostei do trabalho operacional, nunca imaginei que fosse querer tanto que aquilo ali acabasse logo. É tenso. Escutei um disparo estilhaçar um tronco de árvore uns 50cm acima da minha cabeça… onde eu estava deitado!
Pode parecer brincadeira, mas depois que acabou, ainda me refazendo de tudo que havia acontecido ali, eu pensei em todas as vezes em que saí para cumprir Mandados de Busca e de Prisão e outros policiais zombaram:

-“qual é, vai pra guerra?”,

-“pra que levar isso tudo de coisa?” ou

– “tá parecendo o Rambo!”.
Pensei nas vezes em que viajei pra BH, 450Km pra ir e depois 450Km pra voltar, sem diária, sem lugar pra dormir – bate e volta -, ia na Superintendência, não havia um Delegado de Polícia que tivesse a dignidade de nos receber e eu era obrigado a ouvir de um tal de “M….”, que eu nunca ouvi falar que tenha prendido alguém, que não tinha nada pra dar não. Não tem munição, não tem colete, não tem arma! Como se estivesse me fazendo um favor. Quantas vezes supliquei e saí dali com míseras 50 munições como se estivesse cometendo um crime. Era o nosso “cala a boca”. Era o que o “M…….” (???) tinha para nos fazer parar de encher…
Pensei no dia – e me lembro muito bem de cada palavra – em que Policiais da Superintendência foram até a Delegacia Regional de Itajubá, onde trabalhávamos eu e o Dr. Felipe Piccin – ele me persegue! – e nos determinaram que entregássemos nossas pistolas, pois cada policial:

– “só tem o direito de ter uma arma”.

Ao serem questionados pelo Dr. Felipe Piccin se nunca haviam ouvido falar que em confrontos sempre existe a necessidade de portar-se uma arma backup os mesmos limitaram-se a dar uma risadinha. Entregamos nossas pistolas backup!
No confronto o Dr. Felipe Piccin foi lesionado por um estilhaço de projétil abaixo do olho direito. Vocês podem achar que eu estou brincando, mas a pistola dele teve uma pane em dupla alimentação. Eu não vi na hora, só fiquei sabendo depois. Ele não portava arma longa.
Eu juro que se o Dr. Felipe fosse morto ali e posteriormente restasse comprovado que sua arma apresentara pane de alimentação, estando o mesmo sem backup, eu iria até a Superintendência…!!!
Bom, não vem ao caso entrar agora nesta discussão.
Reabrigamos e após algum tempo chegaram nossas viaturas de reforço.
Cerca de 40 minutos depois chegou a PRF e teve o absurdo trabalho de sinalizar a rodovia.
Chegaram umas 10 viaturas da PM. Não posso dizer que eles não estiveram no local do confronto. Estiveram. Uma hora depois e para tirar fotos e nos cumprimentarem de boca aberta.
Fomos até o centro de Itamonte para verificar o que havia ocorrido no local.
Na Praça Central e proximidades os Snipers e a contenção conseguiram neutralizar 5 indivíduos. Outros dois foram alvejados e socorridos. Alguns evadiram-se.
Foram apreendidos 3 fuzis, 2 escopetas calibre .12 (sendo uma semi-automática) e diversas pistolas e revólveres (não contei). Todos os criminosos estavam de colete balístico. Muita dinamite e vários pés-de-cabra.
Um indivíduo que havia sido alvejado contou que eram cerca de 15 indivíduos apenas no caminhão.

Na praça, cujo centro estava isolado, a população se aglomerou. Fomos saudados e aplaudidos.
Quando saíamos da área de isolamento conseguíamos dar poucos passos sem ser cumprimentados com largos sorrisos de sincero agradecimento.

 

Ah, sim… A Polícia Militar chegou à praça e, depois, começou a sobrevoar um helicóptero deles. Eles estavam com uma cara de mau que dava até medo!
Eu olhei para o helicóptero, pensei naqueles infernais segundos que havia passado poucas horas antes e comentei com um Investigador ao meu lado:

– Poxa, bem que eles poderiam amarrar uma faixa no helicóptero com os dizeres: “Obrigado Polícia Civil!”.

O investigador riu e me sussurrou:

-… Eles ainda vão sair na televisão dando entrevista… Duvida?
Ainda bem que eu não duvidei.
Bom, aqueles grupos da elite da PC-SP que inicialmente estavam meio de ‘narizinho em pé’ conosco ao final já estavam até nos admirando. Gostaram de ver como, com tão pouco, em nenhum momento nós trememos. Fomos elogiados e enaltecidos. Falar que não dá medo é mentira. Quem não sentir medo em uma situação daquela merece estar morto.

Apenas para finalizar:
1. Os jornalistas deturparam os fatos em todas as matérias e em todos os meios de comunicação.
2. A Polícia Militar não participou de nada. Nada, nada, nada, nada. Levantem a cabeça para qualquer PM pois eles não suportam perceber o quanto somos foda.

3. Chefia não é tudo, mas é muito, muito mesmo. Nosso chefe de Departamento Dr. João Eusébio esteve presente em Itamonte, depois em São Lourenço. Abraçou a causa e nos deu total suporte para tranquilizarmo-nos em face da ação legítima.
Treinem bastante! O confronto acontece em segundos e, embora alguns textos por aqui postados sobre a formação do criminoso, o quão eles são coitadinhos, blá, blá, blá, não duvide: eles querem te matar.
Não adianta identificar-se como policial e determinar-lhes que se coloquem em posição de busca. Eles não conseguem escutar quando estão efetuando rajadas de fuzil tentando acertar a sua cabeça.
A Polícia Civil de Minas Gerais têm muito que melhorar, tanto em técnicas de combate quanto em material! Mas não ficamos abaixo de ninguém em coragem e bravura!
A próxima vez que eu escutar de um administrativo que não irá me depositar uma arma ou munições ou o equipamento que for porque EU não preciso daquilo eu espero muito que ele tenha um argumento bem forte.

Não é pelo dinheiro dos bancos preservado. Nada paga você virar uma noite em claro, situações de confronto, corpos caídos pela praça e Senhoras de 50 ou 60 anos agradecidas virem até você às 5h ou 6h da manhã com um sorriso no rosto e garrafas de café com biscoitinhos.
Ser polícia é foda! Ser policia é ser herói…!
Força e honra a todos que diuturnamente se expõe com um ou dois companheiros cumprindo MBA’s ou Mandados de Prisão no meio de favelas, matagais e etc sem o mínimo de equipamento necessário.

* Ah, peço desculpas por palavras mais rudes! Não é meu estilo… Mas a ocasião é excepcional.

Fiquem com Deus.

 

Policia civil de Pouso Alegre acaba com a farra dos ladrões de banco em Itamonte

A cidadezinha de Itamonte, no alto da serra da Mantiqueira, caminho natural dos mineiros do Circuito das Aguas para o Vale do Paraíba e Rio de Janeiro, foi sacudida por bombas e rajadas de metralhadoras na madrugada deste sábado, 22. Primeiro vieram as bombas dos bandidos estourando caixas eletrônicos de dois bancos na cidade. Em seguida e veio a artilharia das policias mineira e paulista, pegando os bandidos de surpresa. Durante alguns minutos a cidadezinha serrana de quinze mil habitantes foi palco de uma acirrada batalha entre ‘bandidos & mocinhos’! Sabendo de antemão que o próximo alvo da quadrilha de assaltantes de caixa eletrônicos seria a pacata cidade cortada pela BR 354, os policiais comandados pelo delegado-chefe do Departamento de Pouso Alegre, João Eusébio Cruz, foram para o local dar as boas vindas. Eram cerca de 60 policiais civis de São Lourenço, Itajubá e Pouso Alegre, cidades que compõem o 17º D.P.C., cerca de 40 policiais do DEIC de São Paulo e uma dúzia de patrulheiros da PRF que fechou na BR 354 e demais acessos à micro região. Os bandidos armados de pistolas e metralhadoras, usando coletes à prova de balas e alguns com luvas e capuz, chegaram à cidade onde se faz o ‘blend’ da deliciosa cachaça “Casa dos Ventos” por volta de duas da manha e imediatamente entraram em ação. Eles eram quinze em cinco carros roubados, a maioria de São Paulo, outros de Arujá e um da vizinha Itanhandu. Os bandidos só não contavam com a calorosa recepção dos homens da lei.

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Eles vinham sendo investigados pelas duas policiais desde 2012. Desde então o Sul de Minas já havia registrado mais de 70 assaltos deste gênero. A grande maioria em cidades de menos de 20 mil habitantes, embora Pouso Alegre – 140 mil – tenha recebido duas visitas no ano passado! Uma numa empresa do Distrito Industrial e outra a um caixa do Itau na porta da Univás, a trinta metros de um posto policial inoperante naquela madrugada.

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Embora os bandidos usassem coletes à prova de balas, quatro deles morreram na porta do banco com o caixa em frangalhos. Alguns sequer tiveram tempo de abrir fogo… Morreram abraçados à suas perigosas metralhadoras. Os dois médicos legistas do IML da estancia hidro-mineral de São Lourenço, para onde os corpos foram levados tiveram muito trabalho neste sábado…!itamonte

Apesar de serem esperados pelas dezenas de policiais alguns assaltantes conseguiram furar o cerco e fugir. A policia militar entrou em cena depois do tiroteio e saiu na captura dos fujões. Um dos assaltantes foi preso de manhã pela policia de Mogi das Cruzes, na casa da namorada em Arujá, região metropolitana de São Paulo. Um detetive da PC paulista foi ferido no ombro durante o tiroteio e levado de helicóptero para São Paulo.

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O saldo da Operação Itamonte ainda não foi contabilizado, mas já se sabe que pelo menos outros dois bandidos baleados não resistiram aos ferimentos e morreram. Em poder deles a policia apreendeu parte do dinheiro – marcado de tinta – roubado, provas de outros roubos a caixas eletrônicos e farto armamento usado em outros crimes no mesmo ‘modus operandi’.

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Esta foi a énesima vez que bandidos nacionais ‘encerraram’ a carreira em Minas Gerais. Já fora assim com o cearense Fernando da Gata, morto em Santa Rita do Sapucaí pela policia de Pouso Alegre, com o carioca Osmany Ramos, preso em Inconfidentes pela policia de Pouso Alegre… Apesar de ter sido uma operação conjunta, a ‘lenda’ continua…!

O louco e a cascavel

– Ele saiu de novo pra rua com aquela lança… Por favor me ajude! Ele vai se matar ou machucar alguém…! – dizia a voz de mulher desesperada.

Eu havia pego o telefone sobre o balcão na recepção da velha delegacia por acaso ao passar por ali chegando da rua às onze horas daquela ensolarada e quente manhã. Pedi calma à interlocutora para processar a informação…

– Ele teve outro surto…! Pegou a lança que ele fez esta semana e saiu que nem doido pra rua… Foi na direção da fazenda do Roberto Rios… Meu Deus, ele pode matar varias pessoas! – continuava a voz chorosa.

Cascavel II

De repente uma centelha de luz! Lembrei  do garoto de olhar parado sentado no banco de madeira no saguão da delegacia há duas semanas. Vestia uma calça jeans escura e tinha por cinto uma cordinha trançada no pssador da calça. Da cintura para cima estava denudo mostrando o peito magro cheio de tatuagens negras com figuras sinistras. Os cabelos lisos e soltos vinham até o meio das costas. Manchas de barba rala por fazer conferiam uma fisionomia desleixada e senil. As duas mãos estavam atadas por algemas às costas. Entre as costas e os braços presos havia um grosso cacetete de madeira garantindo que ele não usaria as mãos de jeito nenhum. Os pés estavam juntos um ao outro, unidos por uma grossa corda! Ele fora retirado da traseira da ‘Arca de Noé’ por dois policiais ali na porta da DP e carregado até o banco de madeira – Já vi porcos ariscos serem colocados e transportados assim em bagageiras, de um sitio a outro na roça! – As pessoas que comumente utilizavam o serviço de Registro de Veículos e aguardavam no mesmo banco de madeira liso ali no saguão ou encostavam na janelinha de vidro, ficavam sem saber se entravam ou não na delegacia. Preferiam ficar de longe, como outras curiosas olhando a cena, ou melhor a figura taciturna no banco. Mergulhado num silencio tétrico o jovem de 21 anos, magro, mediano, de traços finos e bonito, parecia um louco varrido. Se por acaso aquilo fosse uma pegadinha e de repente ele soltasse mãos e pés e fizesse um movimento brusco em direção à pesada lança de madeira de mais de dois metros com uma ponta afiada de doze ou quinze centímetros, que estava em pé, deixada propositalmente pelos PMs encostada no balcão enquanto redigiam o BO, seria um ‘deus-nos-acuda’! Não ficaria ninguém ali… O que corresse menos só pararia para olhar para trás lá perto da praça Senador Jose Bento!

As pessoas cochichavam entre si;

– Como os policiais conseguiram se aproximar e tomar a lança dele? – perguntava um.

– Acho que deram tiros de borracha – respondia outro.

– Sonífero! Deram um tiro de ‘sossega leão’ nele e quando ele caiu, pegaram o doido e amarrarm – dizia um mais ‘sabido’!

Chegando casualmente da rua e deparando com a cena, me aproximei dos PMs e quis saber…

– Como vocês o dominaram? – Perguntei ao sargento Pereira.

– Ah, Chips, você sabe que “conosco não tem enrosco” – garganteou o sargento sem responder a pergunta.

Além da lança afiadíssima, o jovem levava consigo também um largo cinturão de couro, um punhal e uma imensa adaga. Daquelas usadas em rituais satânicos! Só em pensar naquela figura semi-nua, com o rosto escondido nos cabelos e na barbicha por fazer, na penumbra de um beco deserto brandindo a lança ou a adaga acima da cabeça, já sentia arrepios! Se o coração fosse fraco, o sujeito morreria só com a visão, sem ser tocado por qualquer das armas brancas…

Enquanto a mãe com as marcas de choro no rosto, passava informações ao soldado Almeida para confecção do BO, um tio do rapaz, funcionário da prefeitura e amigo de alguns policiais respondia as perguntas de um despachante conhecido seu…

– De uns tempos pra cá ele ficou assim… Passa o tempo todo no porão afiando essas ferramentas. Minha irmã já internou ele varias vezes numa clinica em Itapira. Ele volta bom. Depois de um tempo fica esquisito de novo… Parece que está vendo coisas, bichos…! Mas hoje foi a primeira vez que ele saiu pra rua com esta lança… Quando a mãe tentou segurá-lo ele lhe deu um empurrão e apontou a lança pra ela! – Dizia em tom desacorçoado, o tio.

Agora estava em crise novamente. Estava vendo monstros da idade media prontos para esquarteja-lo… Por isso precisava atacá-los primeiro com sua lança de dois metros e arrancar seu coração com sua adaga! Certamente deixara de usar seu medicamento novamente. Se ele lutasse apenas com os inimigos reais não haveria nenhum prejuízo. O problema é que os monstros que povoavam sua mente poderia ser eu, você, a mãe dele, o vizinho, a criança na volta da escola, o velhinho voltando da padaria… E nenhum de nós tinha uma lança de dois metros para se defender dele! Urgia detê-lo e desarmá-lo… Como fizera o sargento Pereira e seus intrépidos policiais na semana passada! Mas por alguma razão que desconhecemos, a PM não estava disponível naquele momento! O telefone que tocara era o nosso. O dever nos chamava.

Na verdade não me lembro de terem nos ensinado na Acadepol que prender loucos varridos fosse nossa função! Mas com certeza a sociedade aprendeu de alguma maneira, que tudo que foge ao seu controle é ‘assunto de policia’…!

Por uma feliz ou infeliz coincidência, por ter feito a gentileza de atender o telefone para o colega que seu ausentara do seu posto ali na portaria, o assunto agora era meu! Eu tinha que tomar alguma providencia…

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Um assalto com vários sotaques

Assaltante gaúcho:

– Ô, guri, ficas ‘atiento’, bá! Isto é um assallllto… Levantas o braço e te aquietas, tchê! Não tente nada e tome cuidado que este facão corta que é uma barbaridade! Passa os pilas pra cá e te manda a la cria, senão o ponto quarenta fala, tchê!

Assaltante cearense:

– Ei, bixim… Isso é um assalto! Arriba os braços e num se bula nem faça munganga… Passa vexado o dinheiro senão eu planto a peixeira no teu bucho…! ‘Pesdão’ meu Padim Ciço, mas é que eu tô cuma fome da mulestia…!

Assaltante mineiro:

– Ô sô, prestenção… Isso é um assartim, uai… Levanta os brass e fica quietim que esse trem na minha mão tá cheio de bala… Mió passa logo os trocados que eu num tô bão, hoje!… Vai andando! Tá esperando o que, sô…?

Assaltante carioca:

– Seguiiiinte, merrrrrmão… Tu tá lascado! Isso é um assalto bacana! Passa a grana e levanta os braços, porra… Não fica de bobeira que eu atiro pra caraca… Vai andando e se olhar pra trás vira presunto, morô…?

Assaltante baiano:

– Ô meu…………………… isso é um assaaaaalto………….. Levanta o braços, mas não se aveeeeeexe, nãaaaao……………… Se não quiser, nem precisa levantaaaaaar,……………pra num ficar cansaaaaado…………….. ! Vai passando a grana, bem devagariiiiiinho……….. Num repara, não, se o berro está sem baaaaaaala………. Mas é para não ficar muito pesaaaaaado!………. Não esquenta, meu irmãoziiiiiiiiinho, vou deixar teus documentos na próxima encruzilhaaaaaaada…………….!

Assaltante paulista:

 – Ôrra, meu… Isso é um assalto, cara… Levanta os braços rápido! Ôrra, meu… Passa a puta da grana logo!!! Ôrra meu, tá esperando o que? Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a puta da bilheteria ‘abeita’, ‘pá’ comprar a porra do ingresso do jogo do Curintia, meu…!

                                                                                                           Assaltante candango:

– Caro povo brasileiro…, no final do mês aumentaremos as seguintes tarifas: energia, água, esgoto, gás, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, licenciamento de veículos, seguro obrigatório, gasolina, álcool, Imposto de Renda, passagem de ônibus, de charrete, de bicicleta, de trolinho, de tapete voador…!!!

Dilma Roussef