Suicídio coletivo no Rio Sapucaí

DSC05403Por razões diversas, pouco falamos sobre suicídio aqui no blog. Há casos, no entanto, que gritam para serem divulgados.

A dupla tentativa de auto-exterminio no final da madrugada desta quinta, 30, chama a atenção. Na verdade foram duas tentativas de suicídio em dois lugares diferentes.

Eram cerca de quatro da manha quando a senhora Luiza, 69, e a filha Gessica, 35, resolveram se despedir do mundo cruel. Para por fim à vida terrena, ambas vestiram sacos plásticos na cabeça e colaram ao pescoço… Não funcionou!

Predestinadas a não verem mais a luz do sol, mãe e filha saíram de casa ainda no silencio da madrugada. Andaram cerca de quinhentos metros até que chegaram às margens do Rio Sapucaí, no final da Avenida Airton Sena, ainda escuro… E saltaram nas aguas sujas e geladas do rio Sapucaí Mirim!

Ao tocar na agua gelada do rio, Gessica descobriu que não sabia nadar! E bateu o desespero!!!

À muito custo dona Luzia conseguiu arrastar a filha até a margem do rio. Gessica, mais jovem e mais forte, conseguiu sair da agua e subir o barranco. Luzia, com prótese na perna, não conseguiu subir o barranco que margeia o velho rio e ficou ali, semi-imersa na agua gelada esperando por socorro.

Primeiro chegou a policia militar, cujo 190 é universalmente conhecido e de fácil acesso, até mesmo com celular sem bateria! Logo depois chegaram os Bombeiros.

Com ajuda de cordas e outros apetrechos comumente usados nestas ocasiões, os anjos vermelhos conseguiram resgatar dona Luiza do pé do barranco de 4 metros na margem do rio!

Antes de serem levadas para o Pronto Socorro, Mae e filha contaram que pretendiam suicidar devido às dificuldades financeiras pelas quais vem passando!

No final da manha tentamos falar com Luiza e Gessica, mas não conseguimos. Segundo dona Maria, mae e avó, elas não estavam em casa. Sentada numa cadeira de descanso na varanda a velha senhora foi reticente nas respostas… Mas deixou escapar ligeiramente enfadada!

– Vou fazer 92 anos mês que vem! Fui abandonada pelo marido ainda mocinha com duas crianças pequenas, mas nunca pensei em fazer besteira…!

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Simplorio & Finório atacam de novo em Pouso Alegre!

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… Menos de quarenta e oito horas depois!

A vitima da vez foi a senhora Brianezzi, 72 anos moradora do Esplanada. Caminhava ela bela e faceira para manter a forma no Fatima I, no final da manhã desta segunda, quando achou a sorte grande!

Nas proximidades do Posto Fatima apareceu Simplorio… Moço de uns quarenta anos, usando camisa polo verde escura e calça escura. Sem mais delongas o moço foi dizendo que tinha um bilhete premiado da Mega Sena, mas era analfabeto e não sabia como fazer para receber o premio. E prometeu dar a ela cem mil reais se ela o ajudasse.

Antes que dona Brianezzi ordenasse as ideias e calculasse quantos anos ainda precisaria viver para somar cem mil reais de aposentadoria, apareceu Finória!!! Senhora fina, educada, bem vestida, cerca de 50 anos. Dizendo ser advogada, foi logo recomendando que falassem baixo para ninguém ouvir, pois corriam o risco de serem assaltados… E Naturalmente se ofereceu para ajudar! Em troca de cem mil também, é claro!

Conversa vai conversa vem, Simplorio concordou em dar cem mil para cada uma, mas para isso precisava de uma ‘prova de confiança’ de ambas!

A advogada “Finória” imediatamente abriu uma bolsa feminina, retirou um pacote com notas de cem, dizendo ser cinco mil reais e entregou à Simplorio, que guardou o maço de ‘dinheiro’ na patrona de couro que trazia à tiracolo. Em seguida entraram no carro de Finoria e foram à residência da senhora Brianezi pegar a sua ‘prova de confiança’.

– Mas a senhora só tem R$ 2,500, dona Brianezi! – Choramingou ofendido Simplorio.

– Ah, não… Mas então você vai dar só 50 mil pra ela! – reclamou a advogada que havia dado cinco mil como prova de confiança!

Então – pasmem meus estimados leitores – a senhora Brianezi, 72 anos, vivida, aposentada, entrou novamente no carro com a dupla e foram ao banco Mercantil! Lá ela fez um empréstimo no caixa eletrônico, no limite do que podia… R$ 2.227 e entregou ao dono do bilhete premiado!

Com dim-dim da aposentada na guaiaca, seguiram para a Caixa Econômica Federal para sacar os milhões da Mega Sena. No caminho da Caixa deu uma fome danada no ‘milionario’ senhor Simplorio. Ao passar defronte uma lanchonete ele disse que precisava comer um lanche…

Sem espaço para estacionar, a advogada pediu à dona Brianezi para descer e comprar o lanche enquanto ela esperava com o pisca alerta ligado!

E ela desceu…

Deixando com Finorio R$4.727…

E nunca mais os viu!

– Mas a senhora não desconfiou que fosse um golpe senhora Brianezi? – perguntou o policial que registrava seu BO.

– Não! Eles eram tão bonzinhos, tão educados…! Além do mais, a advogada também entregou cinco mil pra ele! – ‘consola’- se dona Brianezi!

Só tinha uma nota de cem por cima do pacote de papel cortado, tia!!! E eles eram parceiros!!! Vivem de aplicar este golpe Brasil afora! O nome dele é Simplorio… O dela é Finória…!

 

Simplorio & Finório atacam de novo em Pouso Alegre!

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… Menos de quarenta e oito horas depois!

A vitima da vez foi a senhora Brianezzi, 72 anos moradora do Esplanada. Caminhava ela bela e faceira para manter a forma no Fatima I, no final da manhã desta segunda, quando achou a sorte grande!

Nas proximidades do Posto Fatima apareceu Simplorio… Moço de uns quarenta anos, usando camisa polo verde escura e calça escura. Sem mais delongas o moço foi dizendo que tinha um bilhete premiado da Mega Sena, mas era analfabeto e não sabia como fazer para receber o premio. E prometeu dar a ela cem mil reais se ela o ajudasse.

Antes que dona Brianezzi ordenasse as ideias e calculasse quantos anos ainda precisaria viver para somar cem mil reais de aposentadoria, apareceu Finória!!! Senhora fina, educada, bem vestida, cerca de 50 anos. Dizendo ser advogada, foi logo recomendando que falassem baixo para ninguém ouvir, pois corriam o risco de serem assaltados… E Naturalmente se ofereceu para ajudar! Em troca de cem mil também, é claro!

Conversa vai conversa vem, Simplorio concordou em dar cem mil para cada uma, mas para isso precisava de uma ‘prova de confiança’ de ambas!

A advogada “Finória” imediatamente abriu uma bolsa feminina, retirou um pacote com notas de cem, dizendo ser cinco mil reais e entregou à Simplorio, que guardou o maço de ‘dinheiro’ na patrona de couro que trazia à tiracolo. Em seguida entraram no carro de Finoria e foram à residência da senhora Brianezi pegar a sua ‘prova de confiança’.

– Mas a senhora só tem R$ 2,500, dona Brianezi! – Choramingou ofendido Simplorio.

– Ah, não… Mas então você vai dar só 50 mil pra ela! – reclamou a advogada que havia dado cinco mil como prova de confiança!

Então – pasmem meus estimados leitores – a senhora Brianezi, 72 anos, vivida, aposentada, entrou novamente no carro com a dupla e foram ao banco Mercantil! Lá ela fez um empréstimo no caixa eletrônico, no limite do que podia… R$ 2.227 e entregou ao dono do bilhete premiado!

Com dim-dim da aposentada na guaiaca, seguiram para a Caixa Econômica Federal para sacar os milhões da Mega Sena. No caminho da Caixa deu uma fome danada no ‘milionario’ senhor Simplorio. Ao passar defronte uma lanchonete ele disse que precisava comer um lanche…

Sem espaço para estacionar, a advogada pediu à dona Brianezi para descer e comprar o lanche enquanto ela esperava com o pisca alerta ligado!

E ela desceu…

Deixando com Finorio R$4.727…

E nunca mais os viu!

– Mas a senhora não desconfiou que fosse um golpe senhora Brianezi? – perguntou o policial que registrava seu BO.

– Não! Eles eram tão bonzinhos, tão educados…! Além do mais, a advogada também entregou cinco mil pra ele! – ‘consola’- se dona Brianezi!

Só tinha uma nota de cem por cima do pacote de papel cortado, tia!!! E eles eram parceiros!!! Vivem de aplicar este golpe Brasil afora! O nome dele é Simplorio… O dela é Finória…!

 

Vivo dá premio de R$ 35 mil para Pousoalegrense

O premio da dona Sonia era tão falso quanto essa nota...!

O premio da dona Sonia era tão falso quanto essa nota…!

Estava ela quieta no seu canto no meio da tarde de sábado, 25, quando seu celular tocou…

– Alô… É dona Joana que está falando?

– Não. Aqui quem fala é Sonia!

– Mas esse celular não é o numero xxxx-yyyy, da Vivo?

– Sim…

– Mas então é com a senhora mesmo que eu quero falar… Esse numero foi premiado no Sorteio da Recarga Premiada Vivo! A dona deste aparelho acaba de ganhar um carro zero quilômetro e R$ 35 mil em dinheiro! Para receber seu premio a senhora só tem que fazer uma nova recarga no valor de R$199,98 e outra no valor de R$299,69 e um deposito na conta da Vivo no valor de R$ 1.500. Ah, e por favor dona Sonia, não desligue o celular e nem fale com ninguém, senão a senhora perde os prêmios!  A senhora pode ir ao banco agora fazer o deposito e as recargas dona Sonia? Não será preciso sortear outra pessoa não, dona Sonia? Posso confiar que a senhora não vai falar com ninguém dona Sonia? – Falava sem parar o interlocutor com sotaque nordestino, para não deixar a dona de casa pensar!

… E assim mesmo, sem desligar o celular, dona Sonia, 56 anos, foi à Caixa Econômica Federal, fez o deposito e as recargas nas contas e números indicados enquanto conversava  com o vivo funcionário da Vivo…

Concluídos os depósitos em sua conta, o vigarista parou de falar… O celular ficou mudo!

Depois de alguns minutos ouvindo apenas o tum-tum-tum do aparelho no seu ouvido, finalmente dona Sonia se deu conta de que havia ‘morrido’ em cerca de dois mil reais…!

Desconsolada, envergonhada, revoltada com a própria ingenuidade, ela foi dar queixa à policia…!

Tarde demais!

É muito mais fácil dona Sonia ganhar de fato na Mega Sena do que recuperar seu rico dinheirinho que depositou na conta do vigarista…!

 

Leia daqui a pouco:  Simplorio & Finório atacam de novo em Pouso Alegre!

 

Hailton Custodio X Carpinetti… E as viradas homéricas!

 

Fotos da época de ouro do futebol de base de Pouso Alegre...

Fotos da época de ouro do futebol de base de Pouso Alegre… Umas das equipes juvenis do Crac do Hailton Custodio, na Escola Profissional, após levanta mais um caneco…!

O centenário e glorioso Clube Atlético Mineiro, também chamado de “Galo”, nome do seu mascote, vem se tornando especialista em viradas. Foram varias nos últimos anos. Desde a Libertadores de 2013. Em 2014 foi ao auge ao virar duas seguidas contra ‘gigantes’ do futebol brasileiro: 4×1 contra Corinthians e contra Flamengo. Este ano começou bem, virando contra o maior rival, o Cruzeiro, para ir à final do Mineiro! E a virada contra o maior rival este ano não foi com gols casuais… Foi com gols de rara beleza plástica, resultado de passes magistrais do meia Guilherme, que por ironia surgiu no time adversário! O Galo já está merecendo o titulo simbólico de “Campeão das Viradas”!

Viradas no futebol são ainda mais saborosas quanto maior seja a diferença de gols! Ou seja; Virar o 0x1 para 2×1, é bom; virar o 0x2 para 3×2 é ainda a melhor; e assim por diante!

A virada do Tricordiano sobre o Uberlândia outro dia, pelo hexagonal decisivo do modulo B do futebol mineiro ou Segunda Divisão, se não foi marcante por falta de tradição ou de confrontos entre as duas equipes; uma do sul de Minas e outra do Triangulo, teve um sabor especial… Foi uma virada de 4×0 para 5×4! Jogadores e torcedores dos dois times, especialmente os do time da ‘terra do Rei’, não esquecerão tão cedo. A histórica virada – e outros resultados que vieram depois – colocou o time de Tres Corações na elite do futebol mineiro do ano que vem!

 

Para este blogueiro, atento e ‘babão’ por futebol, a virada do Tricordiano reavivou lembranças…!

 

 

Carpinetti, Sato, Grapete, Airton Chips, Itamar Meireles, Cel. Dimas (ainda tenente)..

Abertura da Copa Juvenil na Lema: Carpinetti (de camisa tangerina), Sato, Grapete, Airton Chips, Itamar Meireles, Cel. Dimas (ainda tenente) e Hailton Custodio…

Corria o ano de 1987. Pouso Alegre respirava futebol. O Dragão do Sul de Minas, desde sua volta ao profissional em 84, ano após ano vinha batendo na trave para subir para a Primeira Divisão. O estadinho da Lema lotava todo domingo à tarde para ver o Rubro Negro do Mandu encarar Yuracan de Itajuba, Minas de Boa Esperança, Sparta de Campo Belo, Rio Branco de Andradas,  Atletico TC – de amargas lembranças – Flamengo de Varginha,  Trespontano e outros adversários mais distantes e menos tradicionais!

Paralela à paixão pelo futebol profissional promovido pela FMF, a LEPA vinha sacudindo o futebol amador da cidade. Estava no sétimo dos dez campeonatos de futebol que promoveria a partir daquele ano: desde a categoria fraldinha até a de veteranos! Havia jogos para todos os gostos em Pouso Alegre naquele final de década até o inicio da seguinte.

Escolinhas de futebol de base surgiam por todo canto da cidade. Os antigos treinadores Pinguim, Tião Cueca, Agostinho e Corinho haviam pendurado as chuteiras na década anterior. Agora era a vez Hailton Custodio, Carpinetti, João Cavalo, Jacaré, Davi, Anderson Flamina, Salvador Lopes e outros treinadores das cidades vizinhas disputarem os campeonatos anuais da Lepa.

 

Caio... A grande 'promessa'...

Caio… A grande ‘promessa’…

Com passagens pelo PAFC, Hailton Custodio e Carpinetti eram os papões das categorias de base. Quase todas as finais de campeonatos afunilavam para suas equipes! A rivalidade notava-se na flor da pele, entre jogadores, torcedores e principalmente entre os dois grandes rivais. Nas reuniões da liga esportiva o clima era sempre tenso. Quando um ou outro usava a palavra, voava faíscas para todo lado!

Hailton, paizão e professor, exercia liderança da categoria fraldinha à infantil!

Carpineti liderava a partir daí.

Confrontos entre o Gremio Sigra do Carpinetti e Crac, do Hailton Custodio nas finais de campeonatos da Liga eram uma constante…!

A qualidade dos trabalhos, as conquistas e rivalidade faziam de Hailton Custodio e Carpinetti sinônimos de clube…

– Qual jogo você vai assistir amanhã?

– O do Hailton ou do Carpinetti!

– Quem passou para a final?

– Hailton e Carpinetti!

Estas eras as perguntas e respostas de torcedores que todo sábado à tarde durante o ano todo descia aos campos Rego Barros – novo Vasquinho -, Yara, Siqueira Campos ou Escola Profissional para acompanhar os jogos!

O jogo que certamente continua latente na retina do torcedor aconteceu num sábado de agosto no Estádio Siqueira Campo, o quartel. Valia pela final da Copa Lepa Juvenil de 87.

No primeiro tempo o time da Sigra, – que havia vencido a primeira partida da final por 3×1 – impôs uma sonora goleada de 5 a 1 no Crac…! O titulo do certame estava a um passo da Sigra.

Mas ainda restavam 40 minutos de segundo tempo!

É claro que ninguém acreditava numa possível virada!

Ninguém, virgula!

Hailton Custodio não era ‘ninguém’!

Hailton Custodio não era homem de perder pra ninguém de 5×1!

Muito menos para Carpinetti…!

No intervalo de jogo, em meio a muita laranja previamente descascada trazida de casa para reidratação como de praxe, Hailton pôs seus meninos de 17 anos, suados sentados em semicírculo no centro do gramado e ‘descascou’ o pepino… o abacaxi, a laranja e outras frutas! – azedas! – Ninguém além dele, nem mesmo os pais e mães corujas que acompanhavam os jogos acreditavam na virada…

Mas Hailton Custodio acreditava!!

E, durante quase dez minutos usou seu português simplório, muitas vezes eivado de erros crassos, especialmente da troca do ‘l’ pelo ‘r’, para convencer seus garotos de que era possível virar o jogo e decidir o titulo na prorrogação!

O time voltou de cabeça erguida para o segundo tempo… E os gols foram saindo em cascata… 1, 2, 3, 4, 5, 6!

A virada histórica, que nem mesmo os jogadores dentro de campo acreditavam, aconteceu…! 7 x 5 para os craques do Crac do Hailton Custodio!

O titulo do certame juvenil – primeiro dos seis consecutivos realizados pela Lepa – acabou ficando com os garotos do Carpinetti, que acabou vencendo os garotos do Hailton por 1×0 na prorrogação!

Mas a virada histórica, quase impossível, ficou registrada na memoria dos jogadores e torcedores que foram ao Estádio Siqueira Campos naquele fim de tarde de sábado de 1987!

 

Assim um cronista esportivo narrou o feito na época...!

Assim um cronista esportivo narrou o feito na época…!

O polemico Jorge Luiz de Lima Carpinetti, organizado e competente promotor de eventos esportivos, criador da COP.A, que reuniu garotos do Brasil e do exterior em Pouso Alegre nos anos 90 e outros torneios, justiça seja feita, deixou seu nome escrito à ouro no livro da historia esportiva de Pouso Alegre. Morreu no inicio do ano passado tentando resgatar o futebol de então.

O grande, polemico, apaixonado, e corretíssimo ‘professor’ de futebol – e de vida para seus garotos – Hailton Custodio, deixou saudades, muita saudade! Morreu de infarto em agosto de 2003 quando acalentava o sonho de ressuscitar o Pouso Alegre Futebol Clube.

Pelo que fez naquele homérico jogo no Siqueira Campos, e em tantos outros jogos com seus garotos em quase vinte anos, não tenho duvidas de que, se não tivesse partido, o glorioso Dragão do Sul de Minas estaria em atividade, disputando com galhardia os certames profissionais!  Hailton Custodio – quem sabe em parceria com o grande rival Carpinetti!? – teria protagonizado outra virada histórica e ressuscitado o glorioso PAFC!

Será que os professores Hailton e Carpinetti se encontraram e fizeram as pazes no outro astral…?

Cárcere privado coletivo no Aterrado

DSC05273Mês passado recebi um e-mail de uma leitora no qual ela pede ajuda ao blog… No texto contundente ela relata que,  embora seu portão não esteja trancado com cadeado ou amarrado com correntes, ela e os familiares vivem presos além do muro do seu quintal! E pede o bem mais precioso que o cidadão pode querer… A ‘liberdade’!!! 

     Minha dileta leitora reclama de um problema que vai se tornando crônico país afora. Ele se instalou primeiro nas grandes favelas do Rio de Janeiro, depois São Paulo e vai se alastrando para as médias e pequenas cidades.   

      Agora chega também à Pouso Alegre;

o “domínio do crime sobre a sociedade”

– diga-se de passagem, sociedade leniente – que paga impostos! Leniente sim, leniente e cheia de chorumelas! sociedade que reclama para todo mundo… menos para aquelas pessoas que escolheram para representa-las e defender seus direitos!

  DSC05277  Na carta dona Miriam relata apreensiva e desacorçoada:

– Sou moradora do velho Aterrado, como você chama, também conhecido por Bairro São Geraldo. Mas parece que o santo mora em outro bairro, longe daqui!

Aqui a coisa vai de mal a pior.Estamos passando por um problema que jamais imaginei que passaríamos. Minha família está refém dentro da nossa própria casa! Nosso quarteirão e proximidades foi tomado por uma gang de menores.

Parece que todos os ‘meninos que vi crescer’ – os vivos, os mortos e os presos – dominaram o quarteirão. Decidem até quem dorme… E a que horas dormem!

 DSC05279A PM – ‘quando’ atende nossos pedidos desesperados – vem com a arvore de natal ligada… Aí basta um ‘tá moiado’ de uma esquina à outra, que os machões desaparecem!

Logo que a arvore de natal ambulante se vai os ‘carcereiros’ retomam seus postos…

E continuamos presos!

Aqui eles vendem drogas, fumam drogas, trocam drogas por celulares e outros objetos roubados, e ‘ai’ de quem se atrever a olhar feio pra eles!

Raramente são presos, mas como são “dimenor” “dá nada, não”!

Ouço isso da boca deles o dia todo!

DSC05281Dois menores envolvidos tem ficha de metros entre BOs e queixas!

Mas não passa disso. Não acontece nada com eles! Enquanto isso estamos presos em casa!

Mudar daqui é nossa ultima opção, pois nossa renda não condiz com a realidade absurda dos alugueis da cidade. Sem contar que uma vez fora daqui, não tem volta… Vão se apossar do nosso humilde patrimônio, destruí-lo e fazer dele mais uma biqueira típica de drogas, daquelas que dificultam ainda mais o trabalho da justiça, pois não tem dono!

     DSC05286Agradeço Sr. Airton Chips qualquer retorno que possa nos dar, qualquer alento que nos traga. Vim até você como um dos últimos recursos, pois até ditos amigos somem nessas horas!

– Aqui vem onde peço ajuda, Sr. Airton Chips.

O que posso fazer de maneira legal? Se é que existe algo que possa ser feito! – desabafa a leitora.

– A quem recorrer…?

      O dia em que ela enviou-me o email pedindo ajuda é muito propicio. Foi em um dia santo, dia de Corpus Christi! Pois, pelo andar da carruagem, só mesmo Jesus Cristo para dar um jeito!

      Olha minha amiga Miriam… O mesmo anseio que você sente por liberdade, eu sinto para dar-lhe uma resposta positiva, pratica e objetiva!

No entanto, nada posso dizer além de conjecturas otimistas e subjetivas, ou seja: À curto prazo, não há nada que se possa fazer!

Uma famosa lei chamada ECA garante a estes delinquentes juvenis o direito de ir e vir… e perturbar… e ameaçar… e encarcerar as pessoas à sua volta!

DSC05287Os “dimenor” não podem ser imolados! E, ainda que fossem retirados das ruas, para que as pessoas de bem pudessem usufruir de sua liberdade, o Estado, o mesmo que criou a tal lei, não construiu cadeias ou os chamados ‘centros educacionais’ onde possam ser colocados estes garotos tão perversos quanto outros marmanjos…!

     Infelizmente minha leitora Miriam, estamos no mato sem cachorro…!

Não há como caçar estes lobinhos em pele de cordeirinhos!

Nossos representantes…, aquelas pessoas nas quais votamos de quatro em quatro anos, sequer cogitam construir jaulas para este lobos! Para que nós possamos caminhar em liberdade!

    DSC00793 Enfim, amiga Mirim, lamento não poder confortá-la com soluções ou respostas praticas e positivas…

A lei – carta magna – que nos garante o sagrado direito de ir e vir, ainda não saiu do papel!

Temos que conviver diariamente com os lobos de hálito fétido e dentes e garras afiadas, e apelar diariamente para nosso único defensor… Deus!

     Mas, amiga Miriam, continue fazendo sua parte cidadã! Jamais deixe de acreditar que o bem vence o mal …

      Apesar de tudo, apesar dos nossos governantes… Não perca a esperança em dias melhores!

 

 

Couve com ‘pedra’ e ‘farinha’ no Aterrado

Couve picadinha e temperada com pedra beje fedorenta e farinha do capeta!

Couve picadinha e temperada com pedra beje fedorenta e farinha do capeta!

Passavam os homens da lei pela Rua Abrão, no velho Aterrado, no inicio da madrugada desta quarta, 22, quando avistaram Maria de Fatima Bento chegando em casa com pinta de somongó, e resolveram abordá-la.

Ao perceber a aproximação da ‘arvore de natal’, Maria Bento, figurinha facil no álbum da policia por uso de drogas, soltou um estridente grito: “moiô” e soltou um pacote de couve – isso mesmo, de couve – ao chão!

“Moiô” era o grito de alerta para o comparsa Elder Caldeira que estava nas imediações! A couve? Ah, era uma couve especial…! Embora estivesse crua, estava picadinha e recheada com pedras e farinha!

Apesar de ter sido pega com a mão na couve, na rua, à uma hora da manhã, Maria Bento tentou tapar o sol com a peneira…

– A droga não é minha não, doutor! É do Lucas Burrinho…

Pode até ser, mas estava com ela. E como “portar” ou trazer consigo são verbos de artigo 33 da Lei 11.343, o paladino da lei não foi burrinho de acreditar nas lorotas de Maria Bento. Ela e Elder Fernandes Cadeira sentaram ao piano, assinaram o 33 e foram engrossar a clientela do Hotel do Juquinha!

 

Heder...

Heder e…

Luiz Lelis...

Luiz Lelis foram fazer companhia à mae dele no Hotel do Juquinha!

Heder F. Caldeira, que acabou ‘moiado’, possui uma capivara de furtos & roubos maior que toda a extensão da rua na qual recebeu as pulseiras de prata. Ele havia deixado o Hotel do Juquinha no dia 23 de junho…!

De quebra Maria Bento levou com ela o filho Luiz Alberto Lelis, que cumpre prisão no regime aberto e apareceu no local para ‘socorrer’ a mãe, sendo que, àquela hora, deveria estar nos braços de Morfeu no Albergue do Hotel do Contribuinte!

Mula cai com um quilo de cocaína em Pouso Alegre

DSC05268A prisão do “mulinha” aconteceu no meio da tarde desta segunda, 20, no velho Aterrado. “Leo”, 16 anos, desfilava belo e  formoso pela rua Sebastiana Silva com uma mochila nas costas, pedalando uma bicicleta velha, quando os homens da lei resolveram abordá-lo. Ao perceber a aproximação da arca de noé, Leo sacou a mochila e tentou jogá-la por sobre um muro vizinho! Mas não conseguiu! Devia ter treinado mais arremesso de peso! A mochila estava muito pesada! Pesava mais de um quilo… De farinha do capeta. A droga estava devidamente acondicionada em pinos plásticos, os chamados ‘ependorfs’, pronta para ser comercializada e consumida e consumida!

Mil, cento e treze barangas que seriam vendidas a R$ 10 cada uma. Portanto, R$ 11.130!

Será que o garotão de 16 anos já viu tanta grana assim na vida?

Será que a droga era dele ou ele era apenas o mula que estava levando a droga de um patrão para uma biqueira?

Jamais saberemos…!

Uma mochila de R$ 11 mil! Nem os acessórios da Victor Hugo, Dolce Gabanna ou Luiz Vitton custam tanto...!

Uma mochila de R$ 11 mil! Nem os acessórios da Victor Hugo, Dolce Gabbana ou Louis Vuiton custam tanto…!

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Além de ser “dimenor” e portanto, em tese, não estar cometendo nenhum crime, a Constituição Federal garante a qualquer cidadão o direito de permanecer calado diante da autoridade policial e falar somente em juizo.

E mesmo que tivesse que explicar a procedência da valiosa mochila, Leo poderia dizer que “achou” na esquina do bar do Zequita ou então, poderia dizer que a droga pertence ao nosso velho conhecido João Tapira!

Leo, o mulinha da mochila de onze mil reais, esteve custodiado no ano passado no Hotel do Juquinha pelo mesmo motivo; porte de droga! Acompanhado do pai ele sentou-se ao piano do delegado Gavião, não disse absolutamente sobre a procedência e destino da droga e, como manda o ECA, foi entregue a seu responsável legal.

Sua entrevista com o Homem da Capra Preta está marcada para o mês que vem: dia 06 de agosto! Concidentemente este dia será feriado municipal em Pouso Alegre e não haverá expediente nos órgãos públicos…!

dolce ga