Cabeleireira cai com garrucha no Chapadão

A cabeleireira Maria Aparecida de Barros, 54, estava quieta no seu canto, na rua Maria Aparecida de Jesus, no Chapadão, quando uma viatura da PM parou na porta do salão. Os homens da lei não queriam retocar o penteado, a maquiagem ou as unhas… Eles queriam fazer uma visita à sua casa, pois segundo levantamentos e informações de amigos ocultos da lei, nas horas vagas, Cida, além de fazer chapinhas costuma deixar os nóias do bairro ‘chapados’. Autorizados pelo homem da capa preta deixaram a casa da Cida parecendo a “casa de mãe Joana” e acharam num armário externo da cozinha, apenas o cheiro da erva marvada. Num armário do quarto acharam uma garruchinha 22 e 52 munições correspondentes. Se a maconha era pouca para enquadrar dona Cida, a garruchinha de dois canos – daquelas que você tem que jogar na cara do sujeito e sair correndo – era.

        Ao sentar-se ao piano do manjura, Cida justificou;

– Quando separei do meu marido, pedi para ficar com a arma, pois este bairro é muito perigoso e minha porta não tem tranca…

        Já que Cida precisava de segurança, o delgado providenciou para que ela ficasse bem segura, atrás de varias portas com cadeados e guardas armados… no hotel do Juquinha.

Cidadão agride ex-mulher com canivete

Historia bastante obnubilada contou ao delegado a senhora Flavia Aparecida Vitor, ontem à noite em Pouso Alegre. Flavia viveu maritalmente com o cidadão Max Willian da Silva Moraes e com ele teve um filho. Ha 5 anos  separaram os cobertores e cada seguiu seu rumo. Ele inclusive já tem outra mulher e outro filho. Mas… a pretexto de falar do filhote, de vez em quando plageiam Wando; “ … Qualquer dia, qualquer hora, a gente se encontra, pra falar de amor…”.

        No domingo à noite se encontraram numa festa em Cordislandia e resolveram sentar-se para falar sobre o fruto do amor desfeito. Foram sentar dentro do carro dele. O clima esquentou, trocaram farpas e espinhos e, segundo Flavia, Max desceu-lhe o borralho e feriu sua barriga com um canivete.

       Para a policia militar que atendeu as chorumelas de Flavia parecia mais um caso típico de “Maria da Penha”, por isso Max recebeu pulseiras de prata e foi sentar-se ao piano do delegado de plantão de Pouso Alegre. Mas, como diria Arnaldo Cesar Coelho, “ a lei é clara”; Maria da Penha protege a mulher fraca e oprimida das agressões  advindas do convívio familiar. Não era o caso de Flavia, pois ha cinco anos, a única coisa em comum entre eles é o pequeno rebento. Por isso Max assinou apenas um TCO por lesões corporais e voltou para Cordislandia. Vai pagar no máximo uma cesta básica….

Desabafo de credora sacode o Facebook em Pouso Alegre

 

        Há um ano a jovem – arretada que só ela – Andressa Cavalheiro, vive às turras com a família do Sr. Marcio de Paula Martins, a quem vendeu um carro e não consegue receber. Cansada de fazer cobranças e ouvir desaforos do devedor, do pai dele e do sobrinho, a jovem credora, filha do correto Alcenir, neta do honrado Dandão Rosa que me viu crescer, resolveu colocar a boca no trombone no facekook e pediu que eu publicasse seu desabafo aqui no blog, dizendo suas verdades. Andressa fez uso do meu velho chavão; “se você não quer que seu nome apareça, não deixe que o fato acontecça”…

       Eis o seu desabafo na integra.

“MEUS AMIGOS AQUI VAI MEU DESABAFO… Como é triste nos vermos sozinhos frente a situações que nos vemos dentro sem saber o que fazer jÁ que algumas pessoas perdem o bom senso…

ha um ano vendi um carro para um proprietário de estacionamento, localizado no centro da cidade à rua JOÃO BASÍLIO, FILHO DO QUE SE INTITULA SER RESPEITÁVEL SR. SEBASTIÃO DE PAULA MARTINS, QUE DIANTE DA SITUAÇÃO DEPLORÁVEL QUE SEU FILHO ESTAVA FINANCEIRAMENTE POR CONTA DE DROGAS,(MARCIO DE PAULA MARTINS), RESOLVEU ASSUMIR A DÍVIDA… Esse mesmo SR RESPEITÁVEL, NÃO GOSTA DE SER COBRADO!!!! E quando vou ao estabelecimento dele, ele GRITA, DIZENDO QUE ELE TEM UM NOME A ZELAR E NÃO PODE SER COBRADO!!!! E JUNTO DELE, SEU NETO UM TAL DE GUSTAVO, UM GAGUINHO, (JÁ QUE ELE ME CHAMOU DE GORDA E POBRE NA ULTIMA TENTATIVA DE FALAR COM SEU AVÔ SOBRE A DIVIDA FEITA HA UM ANO ,ACHO QUE TENHO LIBERDADE SUFICIENTE DE CHAMA-LO DE GAGUINHO, AFINAL UM ANO DE CONVIVÊNCIA FORÇADA GERA UMA LIBERDADE…) Então voltando, esse GAGUINHO me manda receber na casa do CARALHO, (SERA Q FICA PRÓXIMO DA RUA DA MÃE DELE?), ME ENCHE DE INSULTOS E AINDA ME PROIBE DE PISAR NO ESTABELECIMENTO COMERCIAL “”DELE”” , É ISSO MESMO GENTE, ISSO DÁ ATE PROCON MAS PODE SER OUTRA HISTÓRIA…

AGORA EU ME PERGUNTO, O CARA O TAL DO SR SEBASTIAO DE PAULA MARTINS NÃO ASSUMIU A DIVIDA? … SIM!!!O FILHO DELE COMPROU MEU CARRO?… SIM!!!!

EU O OBRIGUEI??? NÃO!!!

QUEM FOI LEVAR O DINHEIRO DO SINAL DA VENDA FOI O PRÓPRIO PAI DELE O TAL SR SEBASTIAO DE PAULA MARTINS… ESTAVA CIENTE QUE O FILHO ESTAVA CONTRAINDO UMA DIVIDA? SIM!!!!!!

O CARA VENDEU MEU CARRO E ENFIOU NO NARIZ (LITERALMENTE) … SIM!!!!!!

ENTÃO EU QUE TENHO QUE OUVIR DESAFOROS???? NÃO!!!!!!

QUE QUE É ISSO GENTE!!! AINDA UM GURI QUE NÃO SABE O QUE É TER RESPONSABILIDADES, QUE NUNCA RALOU TRABALHOU PRA CONSEGUIR NADA TENTA TE HUMILHAR TE CHAMANDO DE POBRE E GORRRRRDA!!! KK IMAGINEM COMO O SUJEITO GAGUEJOU ISSO!!! PERA LA !!! SE SOU POBRE NA CONCEPÇÃO DELE , É SINAL QUE O VOVÔ OU O TITIO TEM CONDIÇÕES DE PAGAR PELO CARRO QUE VENDI!!!! TUDO QUE EU TENHO NA VERDADE NÃO FUI EU QUEM CONSTRUI, MAIS VEIO DO SUOR DE MEUS PAIS , HERANÇA DO MEU FALECIDO PAI, ESSE SIM RESPEITAVEL DR ALCENIR DE PAIVA ROSA, UMA PESSOA ADORAVEL EM TODA CIDADE, QUE ME EDUCOU PRA HONRAR O NOME ACIMA DE TUDO, RESPEITAR AS PESSOAS, E NUNCA , NUNCA HUMILHAR NINGUEM…. APESAR DELE TER ME DEIXADO BENS , DINHEIRO, PENSÃO, ETC… EU TRABALHO DESDE MEUS 17 ANOS E AINDA CONTINUO TRABALHANDO, NA VERDADE ATÉ PAGO PRA TRABALHAR, MAS DOU VALOR NA VIDA , NO TRABALHO, EM TUDO DE BOM QUE PODEMOS PASSAR PARA AS PESSOAS E ESPECIALMENTE AOS MEUS FILHOS NUNCA QUEREREM SER CHUPINS DE HERANÇA, POIS O TRABALHO DIGNIFICA A PESSOA…

Estou desabafando, quem me conhece sabe como sou, nem santa , nem má pessoa, gosto de ser justa na medida do meu ‘ser- humana’, mas um B#$tinha , tentar de humilhar (gaguejando mas tentou), gritar comigo…

sera que ele sabe o que é trabalhar? ….ou ele acha que trabalhar é ir de carrinho zero que o papai deu, levando o notebook pro estacionamento do vovô sentar la e ”vigiar um funcionário trabalhando e ficar horas no face combinando o fim de semana????? será que ele sabe o q é ter compromissos, pagar gente humilde que trabalha pra vc, ter filhos que vc quer dar tudo, mas que se importam só com o seu sorriso e mesmo assim vc sabe q só sorriso não basta!!!! pq vc tem responsabilidades com quem colocou no mundo!!! sera que ele aprendeu oq na vida???? espero que a vida ensine, pq não sou professora de marmanjos, e não vou resistir a piada, NEM FONOALDIOLOGA, PRA ENSINAR A ELE COMO FALAR DIREITO COM AS PESSOAS ( KKK ADOREI O TROCADILHO), mas a vida poe tudo no eixo e a justiça ta ai pra demandarmos contra nossos credores… mas a divina, hum essa vem com juros….

obrigada por quem conseguiu ler até o fim sem se entediar, é um desabafo que vou postar, postar e postar até encomodar, então alguns vão ver isso na tela muitas vezes , mas fazer o que, como disse não sou santa nem má… mas corre no meu sangue uma misturinha de URUTÚ COM CASCAVEL que é dificil conter… kkkkkkkkkkkkkk”

Andressa Cavalheiro

Ousadia…!!! Levou meio quilo de maconha para dentro do batalhão e tentou levar para o presidio….

        Semana passada escrevi aqui nesta coluna matéria intitulada: “Liberdade para delinqüir”, abordando a questão do “recuperando” que sai da cadeia para passar datas festivas com a família, visando se ressocializar e aproveita para fazer uma “boquinha” no crime. Pois bem, a dupla “Bruno & Osmar” não me deixa mentir sozinho.

        Na sexta à tarde uma dupla de motoqueiros parou próximo a um latão de lixo na rua Nanuque, atrás do 20ºBPM. Uma mulher saltou da garupa e despretensiosamente depositou seu lixo na lata, falou ao celular por alguns minutos e foi embora. Meia hora depois um cidadão saiu do batalhão pela porta do fundo, recolheu o “lixo” e voltou para o interior do quartel da PM. Nada de mais, afinal tem tanta gente catando reciclável hoje em dia por aí, não é mesmo?

         Não teria nada de mais se o cidadão que foi lá fora não estivesse usando um conjunto vermelho escrito SUAPI nas costas e o lixo dispensado no latão fosse mesmo lixo, mas… eram 400 gramas de maconha, cinco aparelhos celular, quatro carregadores e dois chip’s!!! O mocinho do uniforme vermelho, que cumpre pena por trafico no Hotel do Juquinha e estava prestando serviços numa obra no batalhão, se ressocializando e reduzindo sua pena, voltou para o pátio do quartel, guardou o “lixo” na bolsa e continuou belo e formoso por ali até o fim do expediente.

       Um amigo oculto da lei percebeu o “recolhimento do lixo” e avisou os homens da lei. A esta altura a dupla de “reeducandos” já havia entrado na viatura policial – sem receber revista – e voltava para o Hotel do Juquinha, depois de um proveitoso dia de trabalho. A viatura que conduzia os dois presos e o “Kit presídio” foi alcançada na BR 459 perto do Baronesa, três quilômetros antes de chegar ao seu destino. Pilhado com a mochila recheada de “lixo”, Bruno “pé-de-couve” Oliveira, disse na maior cara dura:

– Eu achei a maconha com os celulares perto do lixo e ia vender no presídio…

         Por causa do pacote de lixo, Bruno Oliveira, que estava quase terminando sua pena, fez uma parada na DP para sentar ao piano e assinar mais um 33 e voltou para trás das grades do hotel do Juquinha, para mais uma temporada de 5 anos e quatro meses.

         A parte hilária desta historia é …??? A testemunha arrolada no flagrante da apreensão da droga, Osmar Plínio Pereira!!! Osmar é o que podemos chamar de ‘p… velha’ no crime. Ele tem 51 anos de idade e foi um dos meus primeiros ‘clientes’ quando ingressei na policia em 1980. Naquela época ele já era figurinha carimbada no ‘fichário’ manual do Inspetor Ângelo, por furtos e desmanches de motos e veículos. Anos atrás, numa busca e apreensão em sua casa no Cidade jardim onde possui vários imoveis, foi necessário fretar um caminhão para transportar tanto “cabrito”… Ele era o parceiro de Bruno no trabalho de ressocialização no 20º BPM. Ao piano do delegado ele alegou que;

– … Eu estava tomando banho, não vi nada…

        Claro que acreditamos que o ‘kit presídio’ pertencia à Bruno Pé-de-couve de 25 anos. Acreditamos também em coelhinho da páscoa… em…

       A propósito de celular, um ‘beija flor’ me disse que o passatempo predileto dos hospedes do Hotel do Juquinha no momento é a disputa para saber quem tem o aparelho celular mais moderno…

         Voltando à parte séria da historia, o embrulho de maconha e celular que entrou no batalhão e seguiu belo e formoso para o presídio, onde entraria sem problemas, pois subentende-se que os presos foram revistados para entrar na viatura policial… Poderia ser um embrulho de 38, .40, ou mesmo uma AK47…

 

Passos… Temporada de acerto de contas já começou

        O ano novo ainda está engatinhando mas o crime violento na cidade de Passos já começa dar os primeiros passos. Renato Antonio dos Reis Santos, 31 anos, passava por uma ruela do bairro Novo Horizonte – que deveria ser rebatizado para “ultimo horizonte” de quem se envolve com drogas – quando recebeu um tiro no tórax. Antes de receber mais, conseguiu se abrigar na casa de um conhecido, no inicio desta madrugada.

       Quando a policia chegou ao local para socorrê-lo, estava consciente mas preferiu não ‘caguetar’ seu algoz. Atitude aliás muito comum e honrosa no submundo crime. Todo meliante acha que ele próprio é quem tem que ferir quem o feriu. Renato foi levado para a Santa Casa, passou por cirurgia e está fora de perigo… pelo menos enquanto não voltar para a rua. Ele já estivera pendurado nas barbas do capeta no final do ano passado quando sofrera outra tentativa frustrada de homicídio. Embora ele não tenha cooperado com a investigação policial, acredita-se que foi mais um  desacerto de drogas na bela Passos.

         Esta não foi a primeira tentativa de inaugurar o placar criminal de 2012 em Passos. No quarto dia do ano uma senhora deu o pontapé inicial. Após desentender-se com o namorado, no bairro N.S. de Fátima, uma domestica de 58 anos tentou arrancar seu escalpo com um facão. O motivo para o macabro crime também foi a droga… mas a droga lícita, aquela que se compra em qualquer boteco por 1 real a dose: Severina do Popote. Segundo justificou ao delegado que a sentou ao piano e fritou no 121 c/c14 do CP, seu namorado bebia com freqüência e descia-lhe o borralho, por isso tentou matá-lo.

         Bem, se a sofrida e ‘indefesa’ senhora não conseguiu separar a cabeça do pescoço do namorado violento, conseguiu ao menos separar-se dele… Ele ficou morando por uns dias no hospital… Ela foi morar por uns anos no hotel do contribuinte!!!  

      Falando Passos, os passenses que quiserem curtir a festa de Momo em 2012 terão que ir para as cidades vizinhas… Quem sabe para a ordeira Paraíso? É que prefeitura não vai promover o carnaval na cidade este ano. O motivo? O obvio… Evitar a escalada do crime no município, que bateu recorde histórico ano passado com 46 mortes.

       A policia militar justificou a impossibilidade de dar segurança aos festejos carnavalescos na cidade, alegando que terá que mandar seus policiais para dar apoio às cidades vizinhas. Surge aí uma incoerência… Para conter a onda de crimes na cidade  a PM reforçou o policiamento com mais 15 homens só na “vila do crime”, quero dizer, bairro Novo Horizonte – o que não evitou os quatro homicídios no apagar das luzes de 2011. E agora? Com a redução do efetivo policial, quem cuidará da segurança…???

       Ainda bem que a vizinha Paraíso está de braços abertos esperando os foliões passenses…!!!

Para relaxar … na “sexta feira treze”…

         Hoje é “sexta feira treze”… a primeira do ano. Espante o azar, o mau olhado, o gato preto, as bruxas… Dê risadas com piadas regionais

 De cearense…

 O cearense baixinho entra num barzinho lotado, sobe num pequeno palco onde uma gorducha canta, arrebata-lhe o microfone e pergunta para a platéia:

– Tem algum cabra valente aqui que goste de uma boa briga?

Um sujeito bombado de dois metros de altura se levanta, sobe no palco, se aproxima do cearense e solta um rugido. O cearense dando um tapinha nas costas do grandalhão, acrescenta;

– Muito bem. Já arranjamos um. Tem mais algum cabra valente que queira brigar com este aqui…???

 

De Paranaense…

 

Em Curitiba o sujeito fala para um colega de trabalho:

– Lembra do Fabio?

– Sei, aquele sujeito de Londrina…

– Pois é… Acredita que ele pulou nas Cataratas do Iguaçu e sobreviveu?

– Ah, cascata!!!

 

De baiano…

 Numa bela manha de segunda feira, deitado na rede do quintal, o baiano chama sua mãe e pergunta:

– Maínha, cê tem remédio pra mordida de tartaruga aí, tem…?

– Tem não, filho… Porque? A danada da tartaruga te mordeu, foi?

– Mordeu inda não, maínha … mas ta vindo em minha direção…

 

 De Paulista…

 O Paulista responde a um interrogatório por ter matado eu vizinho, um carioca.

– Sabe, seu delegado… Ele queria me comer. Todo dia que eu saia de casa, passava perto dele, ele ficava me cantando. Aí um dia eu perdi a paciência e dei três tiros nele.

– Mas só por causa disso? Porque você não tentou conversar com ele?

– Bem, eu tentei seu delegado, mas o problema é que ele estava quase me convencendo.

De português

 O português vai ao medico reclamar de fortes dores no estomago;

– Ai doutore, acho que foram as ostras que eu comi ontem…

– Elas estavam frescas? – Quis saber o medico.

– Bem…. eu não tenho certeza.

– Mas quando o senhor abriu as conchas, que cor elas tinham?

– Ai, doutore, tinha que abrir as conchas?!?!?

 

 De carioca sacaneando mineiro

 Três sujeitos – um mineiro, um gaucho e um carioca – estavam num avião, quando o ‘passaro’ começou sacolejar e perder altura. O piloto avisou:

– Estamos com muito peso. Os senhores terão que jogar fora tudo que tiverem em excesso.

O gaucho pegou uma mala de carne que levava para o churrasco e jogou pela janela, gritando:

– Pode ir. Na minha terra tem muito disso, tchê…

O mineiro catou uma sacola cheia de queijos e jogou pela janela dizendo:

– Uai… Então vai este trem. Na minha terra tem queijo demais da conta, sô!

O carioca olhou para o lado, catou o mineiro pelo colarinho e jogou o coitado pela janela, dizendo:

– … Na minha terra tem muito disso, caraca…

 

De padre… e de gaucho

 O estancieiro gaucho chegou em uma igreja com seu cavalo e falou para o padre:

– Vim aqui para batizar o meu tordilho!

– Batizar um cavalo? De jeito nenhum!

– Barbaridade! … Eu trouxe dez mil reais para doar para as obras da igreja… Mas se é assim, vou tentar em outra paróquia, tchê!

– Calma… Acho que na verdade, pensando bem… Qual o problema de um cavalo ser batizado? Ele também é filho de Deus, não é mesmo?

-Quem bom, tchê – disse o gaucho, que entrou na igreja, batizou o tordilho e entregou os dez mil reais.

Quando ele ia saindo o padre, com um sorrisinho angelical acrescentou:

– Ei,  filho… Não se esqueça que na semana que vem tem crisma, hein!?!…

“Meninos que vi crescer” – Renê Cabinho… Perdido na curva do rio

Quando o plantonista abriu a porta da delegacia de policia naquela manha gelada de julho de 2001, uma senhora cafuza, de meia idade, ligeiramente obesa entrou levando pelo braço uma adolescente, que a julgar pela cor dos olhos e expressão do rosto, havia passado a noite em claro. Timidamente ela disse que queria registrar queixa de desaparecimento. Julio, seu filho de 17 anos havia saido de casa no domingo à tarde para andar de bicicleta com amigos, segundo ele, e até então não voltara para casa e nem dera noticias.

Ao receber a copia do B.O. com uma fotografia do garoto moreno, robusto e sorridente levei a senhora chorosa para a Inspetoria de Detetives e em poucos minutos eu sabia quase tanto quanto sua mae sobre sua vida. Era bom filho, bom estudante, bom funcionario da bicicletaria do Laercio Amaral no Aterrado, não sofria de nenhum disturbio mental, não era sequestrável, não tinha inimigos, tinha poucos amigos e nenhum deles tinha envolvimento com drogas. Onde estaria Julio?

A mae e a irma do desaparecido foram embora  deixando para tras um completo dossiê, desconsoladas, pois acreditavam que a policia sabia de tudo que acontecia de errado na cidade. Tinham ao menos um alento; Julio não estava preso e nem num leito de hospital ou gaveta fria do IML.

Ligaram no final da tarde, querendo noticias do filho ou sobre o andamento das investigações. No dia seguinte abriram a delegacia novamente. Traziam à tiracolo uma senhora mulata também de meia idade que dizia ser vidente. Mãe e irmã estavam ainda mais chorosas e tristes… por causa das visões e pressagios da vidente. Segundo ela, Julio havia sido assassinado e seu corpo jazia com certeza numa baixada, na beira de um rio, provavelmente atras de uma construção que parecia ser um tosco rancho de pescador.

Aqueles dias, nossa prancheta de O.S. sobre furtos praticados por menores, brigas de marido e mulher, brigas de pés-de-cana, estelionatos e outros crimes sem status, todos pertinentes à nossa ‘equipe de dois’, eu e Fernando Jardim, chefiados pela Delegada Ines Xavier e pelo delegado Edson Vieira, não saiu do armario. Todo nosso tempo de manhã à noite era dedicado ao “Caso Julio”.  Juntou-se a nós o detetive Roberto, que tinha estreita amizade com um amigo da familia do sumido. Se o corpo do jovem adolescente estava na beira de um rio, ribeirão ou corrego, nós os achariamos. Vasculhamos varios trechos das margens do velho Mandu, descemos o Sapucaí da Faisqueira ao Vitorinos, rumanos para o Cervo. Parecíamos Fernão Dias Paes Leme e seus Bandeirantes chapeludos desbravando e mapeando rios… e nada de encontrar Julio. Quanto mais procurávamos sem sucesso, mais a mulata vidente garantia que o bicicleteiro estava morto na beira do rio. Na quinta feira avançamos o horario de almoço checando pistas, informações e visões mediúnicas nas quais nem sempre acreditávamos mas que não podiam ser descartadas e só paramos por volta de quatro da tarde para fazer o relatorio. Cansados, sujos, rasgados, esfomeados, desacorçoados, estavamos desistindo de encontrar o corpo do jovem.

Eram cinco e vinte e cinco da tarde quando o radio da viatura chiou e ouvimos a central chamar;

– Atenção perito de plantão, está em QAP? Encontro de cadaver no aterrado…

Não era preciso ouvir mais nada. Tinhamos certeza… era o nosso morto!!! Chegamos ao local em poucos minutos. Apesar disso, como o dia mais curto do ano se dera como de praxe, no dia 24 de junho, ha menos de duas semanas, tão logo o sol se punha às cinco e doze da tarde, a penumbra começava cair. Seis da tarde no inverno é noite fechada. Muito antes das seis estavamos na margem do velho Mandu, numa faixa de terra de tres ou quatro metros entre o rio o muro do predio do Sesi. Entre os galhos finos e duros de uma daquelas espevitadas arvores ribeirinhas, curvado e com a cara inchada enfiada na mistura de terra com areia de rio, começando juntar formiga, sob a luz tenue da lanterna, estava o corpo do adolescente que tanto procuramos naqueles quatro dias. A vidente estava certa. Ele estava mesmo na beira…

Para continuar lendo essa historia, acesse “www.meninosquevicrescer.com.br”…

 

 

Motoqueiros trocam tiros … garotinha recebe as balas

         A equipe 10 da 2ª Delegacia da Policia Civil de Pouso Alegre, AISP 110, que cuida dos crimes e criminosos da Região Sul da cidade, ainda não tem pista dos caubóis do asfalto que tentaram matar outro caubói na manhã da ultima segunda feira no Aterrado. Os disparos de arma de grosso calibre, que vararam até portão de aço, foram feitos na famosa Rua Roberto Ramos de Oliveira, que nasce atrás do campo do Bangu e morre na restinga da Lagoa da Banana.

       Segundo moradores, dois motoqueiros passaram engarupados numa motoca grande, escura, atirando no outro que seguia à frente. Quem colheu as balas foi a garotinha Suellen da Cruz Gomes, que saia do Bar do Toninho com uma garrafa de refrigerante. Duas azeitonas quentes passaram de raspão pela sua cintura.

      Uma moradora declarou indignada para a imprensa;

– Nossa, isso nunca aconteceu nesta rua …

         Ela deve ter memória fraca ou então é moradora nova no trecho. As ruas Roberto Ramos de Oliveira, Oscar Dantas, Sapucaí e Nova são as campeãs de ‘pipocos’ no bairro. No entanto, justiça seja feita ao velho e bom Aterrado… Dos 9 homicídios ocorridos na cidade no ano passado – um por cobrança de divida, outro por causa da Kátia…ça, tres passionais, dois por acerto de drogas, um latrocínio e um por ‘rejeição de carinho’ do ‘traveco’ Chico Mara – nenhum deles aconteceu no velho Aterrado.

       A propósito, meu titulo acima é mentiroso. Não houve troca de tiros… Apenas o garupa da motoca grande que perseguia, atirou. O perseguido estava só e precisaria de pelo menos mais uma mão, para manter seu ‘cavalo de aço na trilha’ e puxar o gatilho do trabuco…

      Embora não tenha pista dos caubóis ruins de pontaria, a policia está procurando o fio da meada, para que a historia de Passos não venha se repetir em terras manduanas…

Policia ajuda trocar pneu… ganha 400 kg de maconha

       Duas equipes de policiais rodoviários passavam pela rodovia dos Bandeirantes, próximo à campinas, na manhã desta quinta, quando avistaram uma Kombi parada no acostamento com um pneu furado. Uma viatura parou para oferecer ajuda. A outra seguiu em frente.

      Dois quilômetros adiante, na mesma via, os policiais viram um Fiat Palio estacionado e resolveram também fazer uma boa ação. Pararam a tempo de ouvir os ocupantes do Palio falarem atabalhoadamente ao celular com o motorista da Kombi do pneu furado. Resolveram então checar a documentação dos citados veículos e suas cargas… Surpresa!!!! Eles levavam uma carga muito especial…. 400 quilos de maconha!!!! Parte estava no porta malas do Palio e metade viajava confortavelmente acomodada no banco trazeiro da komki… sem cinto de segurança.

         O bom samaritanismo dos educados policiais, casualmente evitou que quase meia tonelada de erva do capeta chegasse ao seu destino em Itapira e Mogi Mirim. Alguns milhares de baseados seriam queimados no final de semana em Pouso Alegre e região…

        O que chama a atenção nesta ‘operação fortuita’ da policia rodoviaria, é a facilidade com que se transporta drogas de uma “boca” para outra. Não fosse a mera coincidência do pneu furado, dezenas de traficantes alimentariam o trafico e os nóias de uma vasta região. Quantas toneladas não passam batido aos olhos da policia diariamente nas estradas brasileiras?

       Os três mulas…?? Se forem primários pegarão 5 anos e 4 meses de cana. Em menos de um ano estarão na rua….!!!!!

Assassino do segurança no Show da Ivette Sangalo, acaba de ser preso pela PC

 

     

        Antes do assassinato de João Balaio na virada da noite do dia 30 para 31 de dezembro do ano passado, no Cidade Jardim, o único homicidio de Pouso Alegre em 2011 até então desconhecido era o do vigilante Divanilton Resende de Souza.

Não é mais! Ele acaba de ser Identificado…

O moço que diz ter passado um caco de vidro no pescoço do mineiro de Salto da Divisa, em meio a uma briga, no final do show da Ivette Sangalo, na madrugada do dia 20 de agosto de 2011 é Antonio Eldo Linhares Rocha, nascido em abril de 73 em Granja-CE. Ele era a agulha que o delegado Gilson Baldassari e seus agentes procuravam no palheiro. Foi encontrado no oitavo andar de um prédio de apartamentos na cidade de São Miguel Paulista, na tarde desta terça feira com outras duas pessoas. Na verdade ele já era conhecido dos detetives da Especializada de Homicídios de Pouso Alegre há varias semanas. Faltava apenas dar o bote de jararaca em sua canela.

         Para chegar ao assassino punguista, os detetives precisaram de vários meses de investigação. Depois de definir que o assassino era um baixote branco, cabeça chata típica de nordestino, consultaram quase metade do álbum da Base Nacional de Dados e finalmente chegaram à sua fotografia. Como ela estava desatualizada, um dos detetives foi até o subúrbio paulista e tirou uma foto mais recente. Ao vê-la, Juliana de Almeida Resende Souza, viúva de Divanilton e pivô do seu infortúnio, não teve duvidas; fora ele que derramara cerveja em sua roupa durante o show musical e rolara com seu marido na poeira, deixando-o esvaindo em sangue no chão.

          Depois de concluir que o cearense Antonio Eldo era batedor de carteiras que costuma freqüentar shows e festas Brasil afora com este intuito e fora o responsável pela morte do vigilante, Gilson pediu sua custodia temporária. A prisão ontem à tarde em São Paulo teve lances cômicos. Enquanto uma equipe seguia para o Fórum da cidade cumprindo as formalidades ‘diplomáticas’, Teobaldo, Andréia e Elon foram cercar o prédio onde mora o assassino. Para entrar no condomínio sem ‘espantar’ o suspeito, os detetives simularam bater no seu carro no estacionamento. Quando o colega de apartamento Wanderson Ramos de Santana desceu para ver o que estava acontecendo, sentiu o cano frio da ‘ponto quarenta’ da policia mineira! E voltou ao apartamento já usando pulseiras de prata. Enquanto aguardavam o retorno do delegado com o despacho do homem da capa preta, a síndica do prédio, pensando tratar-se de um seqüestro, chamou a policia paulista para a policia mineira. Quatro viaturas da PM cercaram rapidamente o prédio…!

         Antonio Eldo a principio jurou de pés juntos que era inocente. Diante do olhar choroso da viúva Juliana que o reconheceu através da vidraça na DP, não teve como tapar o sol com a peneira e abriu o livro. Como o delegado Gilson acreditou desde o principio, o homicídio fora um caso isolado. Quase acidental. Em meio à briga em nome da honra da esposa ultrajada com o copo de cerveja, o vigilante recebeu o golpe fatal no pescoço – que Eldo diz ter sido feito por um caco de garrafa, mas pode ser um canivete. Ao sentir os sangue nas mãos o cearense fugiu do local com seus colegas ‘festeiros’ e somente soube que o vigilante havia morrido, no dia seguinte, através da internet.

         Para o delegado Gilson Baldassari e sua equipe é mais um caso espinhoso resolvido.

– Foi um dos casos mais complicados que apuramos, pois tínhamos como pista apenas a descrição do autor. Era como procurar uma agulha num palheiro. A viúva do vigilante vinha quase toda semana à delegacia cobrar providencias, sempre com uma nova pista ou motivo diferente para o homicídio… – Afirma o compenetrado delegado – Ela questionava nosso empenho alegando que o caso da cabeleireira Esther – assassinada pelo psicopata Renam em 2010 – fora resolvido em duas semanas. Porque o caso do seu marido não desenrolava? – Completa ele.

         Para os detetives que trabalharam no caso – Teobaldo, Elon, Andréia, Ozanan e Alberto – embora o assassino casual tenha dobrado a serra do cajuru logo após o crime, ele deixara atrás de si um rastro … Usando inteligência, tecnologia e tirocínio policial foi possível seguir o rastro e mostrar a eficiência da policia mineira…!

         Wanderson Ramos de Santana e Adriana de Freitas, presos no apartamento de Antonio Eldo em S.M.Paulista, deverão ser liberados a qualquer momento, pois não participaram do crime. O cearense do golpe mortal deverá ter a prisão preventiva decretada a pedido do delegado Gilson nas próximas horas e aguardará o julgamento no Hotel do Juquinha. Tanto o vigilante Divanilton quanto sua viúva Juliana agora podem descansar em paz…

       Leia também…. Garoto põe fogo na mãe em Senador Jose Bento