Costureira é fechada na Airton Sena…

Os bombeiros chegaram ao local como num passe de magica...!

Os bombeiros chegaram ao local como num passe de magica…!

O acidente aconteceu às dez da manha desta quarta, 26, no final da Avenida Airton Sena, a cinquenta metros da saída para o Manduzão. Silvana Aparecida da Silva Pereira, 27 anos, voltava para casa, no Colina Verde, pilotando sua Honda Biz preta, quando um veiculo passou muito próximo e a assustou fazendo-a perder o equilíbrio. Ela voltava do consultório medico levando na garupa da motoca sua filhinha A.V., ambas usando capacetes cor de rosa. Mãe e filha foram arremessadas ao chão. A costureira usava capacete aberto e bateu o rosto no chão, sofrendo luxação e ruptura do supercílio. Quase num passe de magica os Bombeiros apareceram no local e levaram a costureira grogue, sangrando para o Hospital. A garotinha aos prantos, não tanto pela escoriação na perna, mas pelo susto e por ver a mãe com o rosto sangrando, foi junto na ambulância dos ‘anjos azuis’! 

O motorista que, segundo Silvana, lhe deu a fechada, sequer olhou pelo retrovisor para o ver o estrago que fizera!

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A este blogueiro que passava pelo local na sua caminhada semanal, restou recolher e guardar a Honda Biz com pequenos arranhões, a qual já foi entregue a seus familiares. Uma irmã que posteriormente acorreu ao Pronto Socorro informou que Silvana não sofreu nenhuma fratura. Mas continuava em observação…!

Jornalista cearense ‘ressuscita’ Fernando da Gata

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Apesar de ter ‘convivido’ com seu cadáver durante algumas horas em 1982, tive que reinvestigar a historia de sua vida e de sua passagem meteórica e funesta por Pouso Alegre para escrevê-la em 2009. Na ocasião levei seu algoz, sargento Campos, ao local onde travaram um breve tiroteio de dois tiros, um de cada lado, no crepúsculo daquele longínquo 03 de setembro de 1982.

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A reportagem “Os últimos dias de Fernando da Gata” foi publicada inicialmente no Jornal Folha do Vale do Sapucaí em 2010 e depois no Blog do Airton Chips no dia 10-10-2011.

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No final do ano passado recebi um email do jornalista russano Ricardo Torres, do jornal ‘A Cidade’, com circulação no Vale do Jaguaribe. O dinâmico jornalista havia descoberto nossa reportagem e pedia gentilmente autorização para republicá-la em seu jornal. Aliás, uma bela e ética atitude! Coisas que muitos colegas manduanos parecem não dar importância. Esta semana recebi alguns exemplares do periódico, onde o nobre jornalista cearense reproduz parte da nossa matéria e acrescenta valiosas informações ao currículo do famigerado bandido que aterrorizou Pouso Alegre há 32 anos.

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Leia: “Os últimos dias de Fernando da Gata” no Blog do Airton Chips

 

A batalha de Itamonte…

Batalha de Itamonte

“Na sexta-feira, por volta das 18h30, fomos convocados (todos os policiais civis da DRPC de São Lourenço) a comparecer na DP imediatamente.  Ato contínuo, o Dr. João, chefe do 17 Departamento de Pouso Alegre indicou que deveríamos ir até a Seccional de Cruzeiro/SP para o briefing do que estava para acontecer.
Descemos para Cruzeiro/SP: eu, o Dr. Felipe Piccin, Dr. Bruno Cunha e os Investigadores Rodrigo e Maviel. No caminho fizemos contato com alguns Investigadores da DIG de Cruzeiro/SP que sempre nos dão apoio e os mesmos não sabiam de nada. Chegamos na Seccional da PC-SP em Cruzeiro acompanhados dos policiais civis da DIG Cruzeiro/SP. Na Seccional nenhum Delegado (nem o próprio Seccional) ou os policiais sabiam o que estava acontecendo.

Após cerca de meia hora chegaram cerca de 8 viaturas descaracterizadas do DEIC/SP (Capital), estando presente o Divisional (Delegado chefe do DEIC) e o titular da DP de Roubo a Bancos de São Paulo.

Não vem ao caso repassar informações sobre o briefing mas, em suma, após alguns momentos ali compareceram mais umas 8 equipes do GARRA da Capital/SP e 1 unidade do GER da PC-SP com 8 snipers e policiais de contenção.

As informações davam conta de uma quadrilha de roubo a bancos (explosões de caixas) com cerca de 25 integrantes. Haviam sido identificados 5 fuzis AK-47, 1 fuzil HK-G3, 2 fuzis Colt AR-15, escopetas, pistolas e granadas.

Não repassarei os pormenores das informações que estavam sendo repassadas, mas todo o serviço de inteligência estava a cargo do DEIC, em São Paulo-CP. E a inteligência funcionou perfeitamente.
Os alvos poderiam ser Itanhandu ou Itamonte. – E depois outras cidades da região.
O Dr Bruno Cunha acompanhou uma outra equipe, restando à nossa equipe (eu, Dr. Felipe Piccin e 2 investigadores de São Lourenço) posicionarmos o GER (Snipers) e o GARRA (contenção) na Praça Central de Itamonte e, posteriormente, posicionarmo-nos na rodovia acompanhados de 4 equipes do DEIC/SP no intuito de coibir uma possível fuga. Equipes posicionadas, conseguimos que mais uma equipe da DRPC de São Lourenço, comandada pelo Dr. Márcio Ciarini, se agrupasse conosco. Aguardávamos às margens da rodovia, escondidos na escuridão, com informações em tempo real da Inteligência da PC-SP.
Por volta das 2h00 um comboio furou o radar próximo e passou no sentido do centro de Itamonte em alta velocidade. Conseguimos ver perfeitamente: um caminhão baú, um Fiat Palio Weekend prata, uma Ford Ecosport prata, um Honda Civic preto e um Renault Duster branco, todos com as placas cobertas por plástico.
Adrenalina a mil, pois tínhamos o elemento surpresa! Repassamos as informações às equipes da região central de Itamonte. Passaram-se eternos 2 ou 3 minutos e, no rádio, recebemos as informações de que já haviam 3 ou 4 mortos, um policial ferido, e intensa troca de tiros…
Paramos uma carreta que vinha pela rodovia e a atravessamos na pista para auxiliar no bloqueio. Após algum tempo o Renault Duster veio em nossa direção. Parou há aproximadamente 30 metros com os faróis acesos. O motorista desceu já efetuando rajadas de fuzil, enquanto o carona portava uma pistola. Conseguimos neutralizar o carona, mas o motorista fugiu para um matagal próximo.
Enquanto discutíamos sobre entrar ou não no matagal onde o motorista havia se escondido aproximamo-nos do veículo, perdendo nossa barricada, que eram as viaturas e a carreta. No veículo pudemos perceber que o carona havia sido morto, portava uma pistola, usava colete balístico, havia mais uma pistola caída no chão do carro, e muita, mas muita munição para todos os lados.
Neste momento, um outro veículo se aproximou com os faróis altos. Abaixamo-nos próximo ao Renault Duster, mas estávamos sem qualquer barricada. O veículo passou em baixa velocidade em direção à carreta e as viaturas que encontravam-se com as luzes de sinalização ativadas, retornou e lentamente veio em nossa direção. Nossa única alternativa foi esperar.
Quando o veículo se aproximou nos identificamos como policiais e determinamos que o condutor parasse o carro. Como todos aqui certamente já fizeram diversas vezes. Estávamos – cerca de 25 policiais – distantes de 5 a 15 metros de distância do carro. Agachados às margens da rodovia sem qualquer proteção…  A resposta que obtivemos: tiro, tiro, tiro, muito tiro. Eu me lembro de cada segundo, só não posso dizer quando conseguirei esquecer as imagens e os sons!

Posso afirmar categoricamente que foram os mais longos e piores 30 ou 40 segundos da minha vida. Eu estava há aproximadamente 8 ou 9 metros do carro, o Dr. Felipe estava mais próximo do que eu e não sei dizer onde o Dr. Márcio estava… Muito tiro. Muito perto…!
Pude visualizar o motorista descer e tentar correr efetuando disparos em nossa direção. O carona estava com um colete balístico operacional, touca ninja preta e um AR-15 baby. O passageiro do banco de trás eu não consegui visualizar.

Resumindo: o motorista foi neutralizado. O carona foi neutralizado com um disparo na cabeça e morreu abraçado ao AR-15 – cena de filme! – O passageiro do banco de trás foi neutralizado com um disparo na cabeça, mas, após o cessar fogo, pudemos perceber que o mesmo portava dois carregadores de fuzil, uma pistola e estava de colete balístico.

Reagrupamos e retornamos à barricada. Apenas o Dr. Felipe Piccin havia sido ferido por um estilhaço abaixo do olho direito, mas nada grave.
Em nosso cenário: 4 criminosos neutralizados e 1 fuzil, 3 pistolas, 3 coletes balísticos e vários pés-de-cabra apreendidos. 1 foragido.

Nunca poderei dizer em quantas coisas consegui pensar naqueles poucos segundos em que eu estava deitado, costas ao solo, visualizando os caras apontando fuzil, pistola e disparando em nossa direção a 6, 7, 8 metros de distância! Sei lá,  mais de 200 ou 300 tiros em 30 segundos!
Pensei muito em ficar vivo. Pensei em neutralizá-los o mais rápido possível. Sempre gostei do trabalho operacional, nunca imaginei que fosse querer tanto que aquilo ali acabasse logo. É tenso. Escutei um disparo estilhaçar um tronco de árvore uns 50cm acima da minha cabeça… onde eu estava deitado!
Pode parecer brincadeira, mas depois que acabou, ainda me refazendo de tudo que havia acontecido ali, eu pensei em todas as vezes em que saí para cumprir Mandados de Busca e de Prisão e outros policiais zombaram:

-“qual é, vai pra guerra?”,

-“pra que levar isso tudo de coisa?” ou

– “tá parecendo o Rambo!”.
Pensei nas vezes em que viajei pra BH, 450Km pra ir e depois 450Km pra voltar, sem diária, sem lugar pra dormir – bate e volta -, ia na Superintendência, não havia um Delegado de Polícia que tivesse a dignidade de nos receber e eu era obrigado a ouvir de um tal de “M….”, que eu nunca ouvi falar que tenha prendido alguém, que não tinha nada pra dar não. Não tem munição, não tem colete, não tem arma! Como se estivesse me fazendo um favor. Quantas vezes supliquei e saí dali com míseras 50 munições como se estivesse cometendo um crime. Era o nosso “cala a boca”. Era o que o “M…….” (???) tinha para nos fazer parar de encher…
Pensei no dia – e me lembro muito bem de cada palavra – em que Policiais da Superintendência foram até a Delegacia Regional de Itajubá, onde trabalhávamos eu e o Dr. Felipe Piccin – ele me persegue! – e nos determinaram que entregássemos nossas pistolas, pois cada policial:

– “só tem o direito de ter uma arma”.

Ao serem questionados pelo Dr. Felipe Piccin se nunca haviam ouvido falar que em confrontos sempre existe a necessidade de portar-se uma arma backup os mesmos limitaram-se a dar uma risadinha. Entregamos nossas pistolas backup!
No confronto o Dr. Felipe Piccin foi lesionado por um estilhaço de projétil abaixo do olho direito. Vocês podem achar que eu estou brincando, mas a pistola dele teve uma pane em dupla alimentação. Eu não vi na hora, só fiquei sabendo depois. Ele não portava arma longa.
Eu juro que se o Dr. Felipe fosse morto ali e posteriormente restasse comprovado que sua arma apresentara pane de alimentação, estando o mesmo sem backup, eu iria até a Superintendência…!!!
Bom, não vem ao caso entrar agora nesta discussão.
Reabrigamos e após algum tempo chegaram nossas viaturas de reforço.
Cerca de 40 minutos depois chegou a PRF e teve o absurdo trabalho de sinalizar a rodovia.
Chegaram umas 10 viaturas da PM. Não posso dizer que eles não estiveram no local do confronto. Estiveram. Uma hora depois e para tirar fotos e nos cumprimentarem de boca aberta.
Fomos até o centro de Itamonte para verificar o que havia ocorrido no local.
Na Praça Central e proximidades os Snipers e a contenção conseguiram neutralizar 5 indivíduos. Outros dois foram alvejados e socorridos. Alguns evadiram-se.
Foram apreendidos 3 fuzis, 2 escopetas calibre .12 (sendo uma semi-automática) e diversas pistolas e revólveres (não contei). Todos os criminosos estavam de colete balístico. Muita dinamite e vários pés-de-cabra.
Um indivíduo que havia sido alvejado contou que eram cerca de 15 indivíduos apenas no caminhão.

Na praça, cujo centro estava isolado, a população se aglomerou. Fomos saudados e aplaudidos.
Quando saíamos da área de isolamento conseguíamos dar poucos passos sem ser cumprimentados com largos sorrisos de sincero agradecimento.

 

Ah, sim… A Polícia Militar chegou à praça e, depois, começou a sobrevoar um helicóptero deles. Eles estavam com uma cara de mau que dava até medo!
Eu olhei para o helicóptero, pensei naqueles infernais segundos que havia passado poucas horas antes e comentei com um Investigador ao meu lado:

– Poxa, bem que eles poderiam amarrar uma faixa no helicóptero com os dizeres: “Obrigado Polícia Civil!”.

O investigador riu e me sussurrou:

-… Eles ainda vão sair na televisão dando entrevista… Duvida?
Ainda bem que eu não duvidei.
Bom, aqueles grupos da elite da PC-SP que inicialmente estavam meio de ‘narizinho em pé’ conosco ao final já estavam até nos admirando. Gostaram de ver como, com tão pouco, em nenhum momento nós trememos. Fomos elogiados e enaltecidos. Falar que não dá medo é mentira. Quem não sentir medo em uma situação daquela merece estar morto.

Apenas para finalizar:
1. Os jornalistas deturparam os fatos em todas as matérias e em todos os meios de comunicação.
2. A Polícia Militar não participou de nada. Nada, nada, nada, nada. Levantem a cabeça para qualquer PM pois eles não suportam perceber o quanto somos foda.

3. Chefia não é tudo, mas é muito, muito mesmo. Nosso chefe de Departamento Dr. João Eusébio esteve presente em Itamonte, depois em São Lourenço. Abraçou a causa e nos deu total suporte para tranquilizarmo-nos em face da ação legítima.
Treinem bastante! O confronto acontece em segundos e, embora alguns textos por aqui postados sobre a formação do criminoso, o quão eles são coitadinhos, blá, blá, blá, não duvide: eles querem te matar.
Não adianta identificar-se como policial e determinar-lhes que se coloquem em posição de busca. Eles não conseguem escutar quando estão efetuando rajadas de fuzil tentando acertar a sua cabeça.
A Polícia Civil de Minas Gerais têm muito que melhorar, tanto em técnicas de combate quanto em material! Mas não ficamos abaixo de ninguém em coragem e bravura!
A próxima vez que eu escutar de um administrativo que não irá me depositar uma arma ou munições ou o equipamento que for porque EU não preciso daquilo eu espero muito que ele tenha um argumento bem forte.

Não é pelo dinheiro dos bancos preservado. Nada paga você virar uma noite em claro, situações de confronto, corpos caídos pela praça e Senhoras de 50 ou 60 anos agradecidas virem até você às 5h ou 6h da manhã com um sorriso no rosto e garrafas de café com biscoitinhos.
Ser polícia é foda! Ser policia é ser herói…!
Força e honra a todos que diuturnamente se expõe com um ou dois companheiros cumprindo MBA’s ou Mandados de Prisão no meio de favelas, matagais e etc sem o mínimo de equipamento necessário.

* Ah, peço desculpas por palavras mais rudes! Não é meu estilo… Mas a ocasião é excepcional.

Fiquem com Deus.

 

Policia civil de Pouso Alegre acaba com a farra dos ladrões de banco em Itamonte

A cidadezinha de Itamonte, no alto da serra da Mantiqueira, caminho natural dos mineiros do Circuito das Aguas para o Vale do Paraíba e Rio de Janeiro, foi sacudida por bombas e rajadas de metralhadoras na madrugada deste sábado, 22. Primeiro vieram as bombas dos bandidos estourando caixas eletrônicos de dois bancos na cidade. Em seguida e veio a artilharia das policias mineira e paulista, pegando os bandidos de surpresa. Durante alguns minutos a cidadezinha serrana de quinze mil habitantes foi palco de uma acirrada batalha entre ‘bandidos & mocinhos’! Sabendo de antemão que o próximo alvo da quadrilha de assaltantes de caixa eletrônicos seria a pacata cidade cortada pela BR 354, os policiais comandados pelo delegado-chefe do Departamento de Pouso Alegre, João Eusébio Cruz, foram para o local dar as boas vindas. Eram cerca de 60 policiais civis de São Lourenço, Itajubá e Pouso Alegre, cidades que compõem o 17º D.P.C., cerca de 40 policiais do DEIC de São Paulo e uma dúzia de patrulheiros da PRF que fechou na BR 354 e demais acessos à micro região. Os bandidos armados de pistolas e metralhadoras, usando coletes à prova de balas e alguns com luvas e capuz, chegaram à cidade onde se faz o ‘blend’ da deliciosa cachaça “Casa dos Ventos” por volta de duas da manha e imediatamente entraram em ação. Eles eram quinze em cinco carros roubados, a maioria de São Paulo, outros de Arujá e um da vizinha Itanhandu. Os bandidos só não contavam com a calorosa recepção dos homens da lei.

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Eles vinham sendo investigados pelas duas policiais desde 2012. Desde então o Sul de Minas já havia registrado mais de 70 assaltos deste gênero. A grande maioria em cidades de menos de 20 mil habitantes, embora Pouso Alegre – 140 mil – tenha recebido duas visitas no ano passado! Uma numa empresa do Distrito Industrial e outra a um caixa do Itau na porta da Univás, a trinta metros de um posto policial inoperante naquela madrugada.

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Embora os bandidos usassem coletes à prova de balas, quatro deles morreram na porta do banco com o caixa em frangalhos. Alguns sequer tiveram tempo de abrir fogo… Morreram abraçados à suas perigosas metralhadoras. Os dois médicos legistas do IML da estancia hidro-mineral de São Lourenço, para onde os corpos foram levados tiveram muito trabalho neste sábado…!itamonte

Apesar de serem esperados pelas dezenas de policiais alguns assaltantes conseguiram furar o cerco e fugir. A policia militar entrou em cena depois do tiroteio e saiu na captura dos fujões. Um dos assaltantes foi preso de manhã pela policia de Mogi das Cruzes, na casa da namorada em Arujá, região metropolitana de São Paulo. Um detetive da PC paulista foi ferido no ombro durante o tiroteio e levado de helicóptero para São Paulo.

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O saldo da Operação Itamonte ainda não foi contabilizado, mas já se sabe que pelo menos outros dois bandidos baleados não resistiram aos ferimentos e morreram. Em poder deles a policia apreendeu parte do dinheiro – marcado de tinta – roubado, provas de outros roubos a caixas eletrônicos e farto armamento usado em outros crimes no mesmo ‘modus operandi’.

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Esta foi a énesima vez que bandidos nacionais ‘encerraram’ a carreira em Minas Gerais. Já fora assim com o cearense Fernando da Gata, morto em Santa Rita do Sapucaí pela policia de Pouso Alegre, com o carioca Osmany Ramos, preso em Inconfidentes pela policia de Pouso Alegre… Apesar de ter sido uma operação conjunta, a ‘lenda’ continua…!

O Juca caiu… Com quase um quilo de maconha

Juca, o celular 'X 9' e a droga...

Juca, o celular ‘X 9’ e a droga…

No final da manhã desta sexta, 07, o Inspetor interino Ricardo Teobaldo  recebeu uma informação detalhada de um amigo oculto da lei que dizia:

– O Juca acabou de receber uma remessa de maconha, mais de quilo! A droga deve estar dentro do Vectra verde com placa de Campos Gerais ou dentro do escritório do Lava Jato Bom Jesus… Vá lá agora que vocês pegam o ‘playboy’ com a mão na erva!!!

Teobaldo, que já andara investigando João Alves de Souza Junior, o “Juca”, imediatamente passou a informação ao seu chefe, delegado Gilson Baldassari, e foram checar a informação na Bom Jesus, no centro da cidade.

Era verdade!

A denuncia do amigo oculto da lei foi precisa!

No interior da geladeira do estabelecimento o detetive André encontrou o primeiro patuá de maconha. O restante da erva marvada – 17 patuás – estava mocosado no interior do aspirador do pó jogado num canto do escritório.

– A maconha que está na geladeira é minha, para meu uso… Mas a que está no aspirador de pó eu não sei de quem é… – Alegou João “Juca” Alves de Souza Junior, 33 anos.

– Quando chegamos ao lava jato, o Sr. Juca estava completamente ‘chapado’, sob o efeito de alguma droga… – disse o delegado Gilson Baldassari.

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Minutos depois da prisão do Juca e apreensão da droga, do carro e do celular do playboy, já na DP, o aludido celular tocou. Teobaldo que redigia o Reds atendeu se passando pelo dono do aparelho e ouviu a seguinte consulta de um provável fornecedor:

– E aê, Juca, você vai querer outra remessa somente de erva ou vai querer “doce” também? … Ok, ligo mais tarde confirmando a remessa!

Antes de tipificar o crime do Juca, o titular da Especializada no Combate ao Trafico ficou na dúvida… Como a maconha foi encontrada no interior do lava jato, dentro da geladeira e do aspirador de pó, o delegado não sabia se enquadrava “Juca” ‘envolvimento com o pó’, por vender ‘droga fria’ ou por ‘lavagem de droga’!!!

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Além da droga no aspirador, Juca não soube dizer a quem pertence o Vectra verde citado na denuncia, o qual estava no seu estabelecimento e jurou de pés juntos que é apenas ‘canabista’. Como “guardar” é um dos verbos sinônimo de “trafico” de drogas mencionados na Lei 11.343, Juca sentou ao piano, assinou o 33 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

… A julgar pela assistência jurídica recebida pelo traficante antes e durante a lavratura do flagrante, esse aspirador do Juca tem muito mais ‘pó’ do se imagina!!!

 

“”” Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!!! “””

*** Neste final de semana voce vai saber como surgiu o “Ribeirão das Mortes”…

 

 

Holyfield não voltará mais para o ringue

Numa noite morna de inicio de 2007 um cidadão alto, atlético, de cor negra entrou num boteco do bairro Arco Iris em Santa Rita do Sapucaí e pediu um refrigerante. Sorveu o liquido lentamente meio ressabiado, meio tenso, como se estivesse prestes a tomar uma grande decisão. Logo em seguida saiu lentamente do boteco e ficou por ali, nas imediações. Não tardou o botequeiro baixou as portas e se dispos a ir para casa ali perto, acompanhado da namorada, uma bela morena… Que tinha outro pretendente! Quando o casal abraçado passava por um ponto pouco iluminado, ainda perto do bar, o ‘atleta’ do refrigerante surgiu por trás, na penumbra da noite, de arma e punho e mandou bala. Uma delas pegou de raspão na morena namoradeira. A outra acertou a nuca do botequeiro! A capsula calibre 32 certamente tinha pólvora suficiente apenas para vomitar o projetil, mas fez pouco mais do que cócegas na nuca do dono do boteco. Depois de socorrido ao hospital e fazer um curativo ele nem precisou de licença do trabalho. Nos dias seguintes continuou dirigindo o costumeiro caminhão da prefeitura, onde trabalhava… Apenas com o pescoço duro! Antes de dobrar a serra do cajuru com o revolverzinho 32 de meia tijela, o atirador arrancou o relógio prateado do pulso do algoz e levou com ele… E o relógio nos levou até ele!

No ano anterior havíamos colocado dez dos onze homicídios ocorridos na cidade em pratos limpos… A primeira tentativa de 2007 não passaria em branco. Logo pela manhã saímos na sombra do pretenso assassino e ladrão de relógio. Aliás, a primeira coisa que descobrimos é que o roubo do relógio fora um ‘acidente de percurso’! O objetivo era apenas matar o casal! O atirador negro era o cidadão conhecido por Hollyfield, morador do bairro Recanto das Margaridas, genro do Pelé. O crime fora encomendado, por motivos passionais. Um cidadão da terceira idade, morador da zona rural da cidade nutria fervorosa paixão pela baiana, mas ela preferiu o botequeiro de horas vagas, motorista da prefeitura. Com o coração partido, o sitiante resolveu mandar furar os corações da baiana e do namorado. Para isso pagara R$ 200 à Hollyfield!

Chegamos a esta conclusão por volta de três tarde daquele dia. Faltava agora chegar ao latrocida. Ele trabalhava de serviçal no Hospital Antonio Moreira da Costa – diga-se de passagem, ótimo funcionário e muito bem quisto pelos colegas de trabalho – mas deixara o local às duas da tarde. Fomos acha-lo batendo papo numa obra recém iniciada numa esquina da rua das rosas. Parecia ser uma prisão simples, em flagrante, mas foi bastante tensa. O moço fazia jus ao apelido de Hollyfield! Tinha praticamente o mesmo porte físico do campeão dos pesos pesados americano…! Éramos três, eu, o compadre Benicio e o jovem Klebinho. Parecia fácil para três policiais com deois 38 e uma .40 na cinta prender um suspeito. Parecia! Em campo aberto se ele resolvesse correr, o que faríamos? E se ele estendesse os braços lado e lado e dissesse:

– Ok! Então coloquem as pulseiras de prata e me prendam… Quer ver quem se arrisca!

Usei minha costumeira frase que carreguei comigo durante 27 anos…

– Hollyfield, o delegado está precisando de você na delegacia. Vem com a gente…! – E abri a porta lateral da velha Parati preto & branco estendendo a mão esquerda de ‘boas vindas’. Ele titubeou por um ou dois segundos olhando para a própria bermuda e perguntou:

– Agora?

Com a mão direita apoiada no cabo do 38 por baixo da camisa azul, respondi com uma firmeza que não deixava dúvidas…

– Agora!

Apenas mais um segundo de hesitação. Hollyfield se despediu do pedreiro com o qual conversava, baixou a cabeça e entrou na viatura. Preferimos nem colocar-lhe as pulseiras de prata. Só depois de algumas quadras ele abriu a boca…

– O que está acontecendo, Benicio? – Perguntou.

– Parece que teve um probleminha no Arco Iris ontem à noite… O delegado quer conversar com você. – Disse vagamente o velho policial prestes a se aposentar. Hollyfield deu uma encolhida no banco ao lado do Kleber. Pelo retrovisor percebi que ele suava frio. Alguns minutos depois, já na baixada do Maristela, ele pediu para abrir a janela da viatura – o que foi negado. Quando descemos na porta da delegacia da Quintino Bocaiuva ‘seu’ relógio ficou para tras, meio prensado entre o banco e encosto da Parati… Se a janelinha tivesse sido aberta lá atrás, o relógio teria ficado no meio da rua Juca Castelo… O relógio retirado do pulso do Ernani na noite anterior! O revolver 32 com as duas capsulas vazias achamos na manhã seguinte numa moita no pasto da fazenda que margeia a Avenida Bilac Pinto, por onde ele passou em fuga na noite passada.

Leandro "Holyfield" Mendes Mota: Afogado no Rio Sapucaí

Leandro “Holyfield” Mendes Mota: Afogado no Rio Sapucaí

A fracassada tentativa de homicídio passional seguida de roubo custou ao ‘pistoleiro’ Hollyfield 7 anos e meio de hospedagem no Hotel Recanto das Margaridas. De lá ele viu o irmão Renatinho afundar mais do que ele no crime e matar um desafeto pelo controle do trafico. Viu também o irmão caçula, Filipinho, passar de “dimenor” a “dimaior” afundado até o pescoço em crimes diversos. Viu até a irmãzinha adolescente, aquela que ficava com os olhos parados abobalhada quando me via e na despedida só conseguia dizer: “Gatão”! ser também, presa no 33 e ir fazer-lhe companhia. Viu até a sofrida mãe, sem marido, rodar no 33. Dois anos depois Hollyfield ganhou sua primeira e tão sonhada “saidinha de 7 dias”. Seus companheiros de ‘caminhada’ juraram de pés juntos que ele havia participado do famoso assalto ao Bancob de Santa Rita durante a ‘saidinha’…! E ele assinou mais um 157!

Atualmente Hollyfield estava em liberdade condicional. Até a ultima terça feira, 04, estava trabalhando numa draga retirando areia do Rio Sapucaí. Por volta do meio dia ele mergulhou nas aguas amarelas do rio e não voltou à tona. Seu corpo foi encontrado quase 48 horas depois, boiando a cerca de dois quilômetros rio abaixo. Há controversas sobre o motivo do mergulho no rio. Uns dizem que ele caiu acidentalmente entre a draga e o rebocador… Outros dizem que ele mergulhou no rio para se refrescar no intervalo do almoço. O fato é que Leandro Mendes Mota, o ‘nosso’ Hollyfield, 27 anos, definitivamente não voltará para o ringue e nem para o Hotel Recanto das Margaridas.

 

Hotel do Juquinha recebe aparelho de TV… Recheado de celulares!

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Três e meia da tarde desta escaldante segunda, 03… Uma motoca Honda Falcon encostou na portaria do Hotel do Juquinha trazendo uma passageira. Mal a garotinha saltou da garupa levando nas mãos uma televisão antiga, de 14 polegadas, o motoqueiro rodopiou no cascalho e dobrou a serra do cajuru. Com grande esforço, que chegava suar o protótipo de bigodinho, a bonita garotinha chegou à portaria e disse com voz suave e tremula:

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– Vim trazer esta TV para o meu irmão!

Segunda feira é o dia fixado pela administração do Hotel do Juquinha para o recebimento de material de higiene… Apenas para o hospedes no período de triagem! Não era o caso do irmão da jovenzinha! Assim mesmo, imaginando um provável engodo, os agentes receberam a encomenda, passaram a garotinha para o lado interno do portão, chamaram três advogados que lá estavam aguardando atendimento para presenciar o ato e iniciaram a revista da encomenda…! Em poucos minutos desmontaram o arcaico aparelho de TV. Aparentemente não havia nenhum ‘objeto estranho’, nenhuma encomenda surpresa entre o tubo e a caixa plástica da TV. No entanto, o experiente agente percebeu que a tampa de plástico estava um pouco mais pesada do que o normal! Ao desmontar a tampa… Eureka!!! Surgiu a encomenda! No fundo falso artesanalmente adaptado com papelão, massa, cola e fita crepe havia quatro aparelhos de celular e três carregadores respectivos.

O aparelho de TV recheado era para o preso Alexsander de Paula Moreira, o “Alex da Gesonia”, condenado por porte de arma em 2012 e preso em maio do ano passado quando se preparava para arrombar mais um caixa eletrônico na região.

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Se além dos aparelhos telefônicos a garotinha estivesse levando também drogas, o juiz da Infância e da Juventude, Walter Jose Vieira, fatalmente iria ‘segurá-la’ por uma temporada de 45 das de reflexão no Hotel do Juquinha. Enfurnada, com cara de poucos amigos, C.P.M. foi econômica nas declarações a este colunista, mas deixou escapar sua insatisfação com alguns leitores do Blog…

– As pessoas só falam mentiras da minha família! – disse ela com uma pontinha de revolta.

Em menos de um ano atrás das grades, esta não foi a primeira vez que Alex da Gesonia, 19 anos, conectou-se ou conectaria com o mundo externo através do celular. Em agosto passado ele navegava pela internet de dentro do Hotel do Juquinha, belo e formoso como se estivesse num Spa! Navegava até um atento leitor do Blog fez a denuncia e a linha ‘caiu’!

Em poucos mais e um ano da atual administração do Hotel do Juquinha, os diretores já perderam a conta de quantos aparelhos já interceptaram nas revistas pessoais dos visitantes e nas ‘jumbadas’…

– Entre celulares e carregadores foram mais de trezentos… – Diz o diretor social Sergio Morais.

O acesso de objetos proibidos ao presidio é diversificado. Pode ser num fundo falso de uma inocente e arcaica TV – como a entregue pela garotinha C.P.M. – pode ser dentro do corpo – tanto por ‘frente’ quanto por ‘trás’ – ou por via aérea! Em dezembro passado quatro aparelhos desceram de ‘paraquedas’ acomodados dentro de um par de botas! O aviador errou o alvo e a botina voadora aterrissou na fabrica de blocos no pátio externo… Não funcionou!

C.P.M. perdeu os aparelhinhos e a TV – que talvez nem funcionasse! – e deve ganhar apenas um ‘puxão de orelha’ do Homem da Capa Preta.

Caiu a casa da Flavia Ruiva…

Flavia Ruiva: ... De trás das grades do sobradinho da Sapucaí, para trás das grades do Hotel do Juquinha!

Flavia Ruiva: … De trás das grades do sobradinho da Sapucaí, para trás das grades do Hotel do Juquinha!

Ela tem contra si uma infinidade de denuncias de amigos da lei, via 181. Só o “Blog do Airton Chips” recebeu uma dúzia de comentários informando como “Ruiva” distribui drogas na porta de sua casa na Sapucaí. Os detetives da Especializada de Combate ao trafico instalaram câmeras secretas nas imediações e filmaram a dinâmica do comercio ilícito. Aliás, dinâmica tão simples como somar 2 x 2… Em poucos minutos de filmagem é possível ver mais de uma dezena de nóias do velho Aterrado e de outros barros e até do centro se aproximando da grade, estendendo a mão direita com o dim-dim e saindo sorrateiramente com a droga na mão esquerda. Tem momentos que Flavia Ruiva mal consegue segurar a bufunfa numa mão só…! Notas de cinco, de dez e de vinte surgem como grama em suas mãos. A fiel escudeira Thalia, sua cunhada, do lado de fora do sobradinho, se encarrega de conduzir os novos clientes que ainda não conhecem a ‘boca’, até a grade! Até pessoas acima de qualquer suspeita, que ‘pagam’ de bonitões no centro – será que você não aparece na fita, não? – vão bater à grade de Flavia Ruiva na bifurcação da Sapucaí com uma nota de dez na mão. Toda esta movimentação está gravada em CD e será apresentada ao Homem da Capa Preta esta semana, juntada ao Auto de Prisão de Flagrante da ultima quinta 28. Ironicamente a traficante – que se não fosse denunciada por amigos ocultos da lei, acabaria assumindo brevemente a coroa da “Rainha Mara”, deposta do trono em 2010 – caiu antes da hora, após tropeçar numa singela roupinha de bebê!!!

Eram 10h40m da manha de quinta 28, quando o jovem Alex Gomes Augusto adentrou a loja Super Star  Kids na Doutor Lisboa, acompanhado de uma mulher  e pediu para ver roupinhas de batizado. Enquanto sua companheira atraia a atenção da vendedora, algumas peças de roupas ‘escorregaram’ para sua sacola. Fingindo desinteresse pela mercadoria ele se despediu e foi embora sem comprar nada. Logo que saíram a vendedora resolveu checar seu “Big Brother” e constatou a tramoia. A policia militar compareceu ao local, registrou o fato e o caso teria ficado o dito pelo não dito, se Alex não tivesse voltado ao local do crime. Por volta de quatro da tarde do mesmo dia Alex desfilou belo e charmoso pelas imediações da Super Star Kids. Desta vez os homens da lei chegaram a tempo de oferecer as pulseiras de prata ao gatuno de roupinha de bebê. Chamado na chincha, Alex deu a fita.

– Eu troquei as roupinhas por três pedras bege fedorentas na esquina da Sapucaí…

Minutos depois Flavia de Fatima Alves a “Flavia Ruiva” recebia os homens da lei em sua casa para o chá das cinco! Além das roupinhas furtadas na Super Star Kids, os policiais encontraram também 28 pedras beges fedorentas num cesto de roupas na sala de sua casa e ainda R$ 184 em notas de porta de igreja e dois celulares.

– Minha cunhada Thalia era usuária de crack… Acho que a droga é dela – Disse solenemente a “Ruiva”.

– E quanto à esta pilha de denuncias de trafico na sua residência? – perguntou o delegado, só para ouvir mais uma ‘perola’!

– Meu filho Juliano, que é ‘dimenor’, costumava vender droga… As denuncias devem ser por isso… – respondeu Flavia sem ficar vermelha.

Flavia Ruiva, 37 anos, cresceu vendo os irmãos Flavio Cagão e Daniel Daniboy enroscado nas barbas da justiça. Flavio foi assassinado há dez anos pelos irmãos ‘Mateus’, depois de matar um deles e Daniboy, na caminhada desde a adolescência, está por conta do contribuinte na Penitenciaria Nelson Hungria, acusado de varias tentativas de homicídio por conta do trafico, no ano passado. O filho Juliano só não vai fazer companhia a ela no Hotel do Juquinha, por conta da tentativa de assalto ao Supermercado Alvorada em 2013 porque a lei ainda não autoriza a prisão de “dimenor”!

Apesar de todo este imbróglio, não estranhem os leitores se Flavia Ruiva voltar a desfilar na Sapucaí e distribuir drogas através das grades do seu sobradinho dentro de alguns meses! É que, embora já esteja no comercio da pedra a algum tempo, esta é sua primeira cana, seu primeiro processo… Apesar de ter assinado o 33 e o 180, ela é primaria. Vai pegar a pena mínima, de 5 anos, reduzida de um terço. Como nossa lei penal é flácida e cheia de buracos, Flavia não criará raízes no Hotel do Juquinha! Mas por ora, verá o sol quadrado…!

Juiz manda ‘capar’ tarado por tentativa de estupro

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“O adjunto de promotor publico, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora de Santana, quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado que estava atrás de uma moita de mato, saiu dela de supetão e fez proposta à dita mulher por coisa que não de pode trazer à lume, e, como se recuzasse, o dito cabra abrofolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas dela de fora ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio ao amparo dela Nocreto Correia e Norberto Barbosa que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso, fazem prova.

        CONSIDERO:

        Que o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisa que marido dela competia conxabrar, porque casados pelo regime da Santa igreja cathólica romana;   

         Que o cabra Manoel Duda é um suplicante debochado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quis também fazer conxambranas com a Quiteria e Clarinha, moças donzelas;

        Que Manoel Duda é um sujeito perigoso e que, se não tiver cousa que atenue a perigança delle, amanhan está metendo medo até nos homens!

        CONDENO:

        O cabra Manoel Duda, pelo maleficio que fez à mulher de Xico Bento, a ser CAPADO, capadura essa que deverá ser feita a MACETE!  A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.

Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregoe-se editais nos lugares públicos.

 

                          Manoel Fernandes dos Santos

                   Juiz de Direito da Villa de Porto da Folha

                 Província de Sergipe, 15 de outubro de 1833”.

 

… Se a ‘moda tivesse pegado’, o Hotel do Juquinha teria alguns tarados a menos!

 

Policia Civil prende motoqueiro ‘serial’ estuprador

Aguinaldo de Lima Martins, 32: - ... Era 'programa'! Eu pagava elas... 100, 150, 200 reais...!

Aguinaldo de Lima Martins, 32: – … Era ‘programa’! Eu pagava elas… 100, 150, 200 reais…!

Chegou ao fim o reinado do ‘sultão’ Agnaldo de Lima Martins. Ele foi preso pela policia civil no final da manhã desta quarta, 22, quando saia de casa no bairro Santo Expedito. Aguinaldo vinha sendo investigado desde o final do ano passado, quando surgiram as primeiras queixas de estupro. Desde então os detetives Elon, Diego e Renato vinham tentando identificá-lo e leva-lo à barra dos tribunais.

Em seus depoimentos as vitimas, mulheres de varias idades, na maioria adolescentes, contavam versões diferentes para a abordagem. Umas diziam que estavam andando belas e formosas pela rua quando o motoqueiro se aproximava, dizia estar armado e as obrigava a subir na garupa da moto e acabavam levando-as para locais ermos, onde abusada sexualmente delas. Outras contavam que o moço se aproximava de moto, contava uma historia da carochinha e as convencia a ajudá-lo. Uma vez na garupa da moto rumava para local deserto onde as estuprava mediante ameaça.

– Eu estava caminhando quando ele apareceu, falou que sua esposa estava ‘traindo ele’ e me ofereceu 100 reais para tirar uma foto da esposa com o amante. Depois que eu montei na garupa da moto, ele me levou para o mato… – Contou uma das vitimas.

T. aquela garotinha de 18 anos, que este colunista e seus colegas de futebol evitaram que fosse estuprada próximo à quadra poliesportiva do Jardim Canadá no ano passado, contou-nos uma versão mais ingênua quando a levamos para a única casa isolada à beira estrada naquela quarta feira…

– Eu estava sentada no passeio em frente minha casa no Jardim Olímpico… Ele parou pra conversar e perguntou se eu queria dar uma voltinha na sua moto! – Contou ela se embriagando de água com açúcar depois de escapar das garras do estuprador.

A versão da senhora K. é menos ingênua e mais brutal…

– Eu havia perdido o ônibus, aí resolvi voltar para casa à pé mesmo. De repente, na Avenida Alberto Pacciuli, um motoqueiro parou ao meu lado, falou que sabia onde estavam meu marido e meus filhos e ameaçou matá-los se eu não subisse na garupa da moto! – contou ela indignada.

K. foi estuprada debaixo de sol quente do meio dia na beira da estradinha de terra no Recanto Irashai. O estuprador nem se deu o trabalho de tirar o blusão de couro e o capacete!

O Inquérito Policial que colocou os detetives Elon, Diego e Renato na sombra do motoqueiro ‘serial’ estuprador, foi instaurado pela delegada de Mulheres Lucila Vasconcelos, no dia 13 de novembro. A vitima foi a garotinha I.E.F. de 13 anos. Além do abuso sexual, a adolescente contraiu sífilis após o relacionamento animalesco.

Ao sentar-se ao piano do delegado Bruno Lopes nesta quarta, Aguinaldo admitiu todas as conjunções carnais de que estava sendo acusado! Mas tinha sua resposta/defesa na ponta da língua!

– Não foram estupros não, doutor! Foram ‘programas’… Eu ‘convidava elas’ p’ra transar e elas topavam! Eu sempre pagava… cem, cento e cinquenta e até duzentos reais!

Além da minuciosa investigação realizada pelos detetives para identificar e prender o estuprador, o delegado Bruno Lopes, responsável pelo I.P., precisou ir além do profissionalismo… Fez até o trabalho de ‘office boy’ para garantir que o tarado fosse conhecer o Hotel do Juquinha! Tão logo Agnaldo chegou com as pulseiras de prata, o eficiente delegado intimou cinco das vitimas, fez acareação, colheu seus depoimentos, relatou o I.P., formulou o pedido de Prisão Preventiva e o levou pessoalmente ao Forum. Esperou pacientemente quase duas horas que o pedido fosse apreciado pelo Representante do Ministério Publico e assinado pelo Homem da Capa Preta autorizando o ‘mandamus’.

Cinco mulheres vitimas do motoqueiro serial estuprador já foram ouvidas. Outras cinco ou mais – inclusive algumas que ainda não superaram o trauma e o constrangimento e ainda não coragem de registraram queixas na DP – deverão ser ouvidas antes da conclusão do I.P. .

Independente do que disseram as vitimas e o estuprador, Agnaldo já está enrolado até o pescoço nas malhas da lei… I.E.F. uma das meninas que ele disse ter levado para o mato em troca de um punhado de reais, tem apenas 13 anos! Isso é suficiente para enquadrá-lo no artigo 217-A do Código Penal! O estupro de vulnerável poderá custar de 8  a 15 anos ao ‘garanhão’ num ‘curral’ fechado!