“Salão Família” … A sala de visitas do Hotel do Juquinha

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A ultima segunda feira, 14, foi dia de festa no Hotel do Juquinha! É que estava sendo inaugurado o tão sonhado “Salão Família”! Reinvindicação que vinha sendo feita pelos familiares de presos desde sua inauguração em novembro de 2009. Até então quem ia ao presidio a cada quinze dias visitar seus parentes, tinha que esperar horas na fila defronte o ‘majestoso hotel’ entregues às intempéries…

– Não tinha agua para beber, não tinha onde trocar uma fralda e nem onde fazer as necessidades fisiológicas. A gente tinha que fazer xixi no pasto ali em frente – diziam mães e esposas de presos.

O espaço chamado ‘salão familia’ foi construído pelos próprios presos com donativos de ‘parceiros’ – pequenos empresários que prestam serviços direta ou indiretamente ao presidio – e donativos das prefeituras de Pouso Alegre e Congonhal. Durou quase um ano, mas finalmente teve suas portas abertas ao publico na ultima segunda. A solenidade contou a presença do Superintendente da Sape – Superintendência de Atendimento ao Preso – dos colaboradores que receberam Certificado de participação na obra social e de familiares de presos. O ponto alto da solenidade no entanto, foi a execução de musicas pela Banda Fênix formada dentro do Hotel do Juquinha, composta de oito presos.

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– Com isso estamos procurando dar caráter humanitário à prisão – enfatizou o diretor Willian Abrete Pinto, que no próximo dia 25 de abril recebe a festejada “Insígnia Tiradentes”, pelos bons trabalhos realizados à frente do Hotel do Juquinha.

Banda Fênix: Presos ressurgindo das cinzas dentro dentro do Hotel do Juquinha.

“Banda Fênix”: Presos ressurgindo das cinzas dentro do Hotel do Juquinha.

O Salão Família conta com dois banheiros, fraldário, poltronas e bebedouros.

 

Simplório & Finório voltam a atacar em Pouso Alegre

'Seu" João foi abordado na famosa e movimentada Avenida Ver. Antonio da Costa Rios sob o sol quente da manhã

‘Seu” João foi abordado na famosa e movimentada Avenida Ver. Antonio da Costa Rios sob o sol quente da manhã

João, morador do velho Aterrado, disse que voltava do banco com a guaiaca recheada; R$ 3 mil, quando um guampudo simplório, com cara de ‘pelamordeDeus’, se aproximou e pediu ajuda para receber um premio de loteria. Como sempre, antes que ele explicasse que não estava interessado, apareceu Finório, moço de lábia fina, bem trajado e foi logo se oferecendo para ajudar Simplório a sacar seu premio na Caixa… Desde que ele lhe desse uma pequena porcentagem! Antes porém, foi aconselhando a falarem baixo, para não despertar a atenção de possíveis vigaristas que poderiam querer tomar seu dim-dim!

Conquistada a confiança do ‘seu’ João, Simplorio, o dono do bilhete ‘premiado’ prometeu dar a gorjeta em troca da ajuda, desde que fosse repartida entre os dois. Como sempre acontece nessa modalidade de golpe, Simplório pediu então uma prova de confiança… Ambos, ‘seu’ João e o moço fino de fala fácil, deveriam deixar com ele algum dinheiro que carregavam!

Sem problemas. Finório rapidamente exibiu um pacote de dinheiro bem dobradinho dizendo que eram dez mil reais que estava indo depositar no banco. – Desnecessário dizer que no pacote havia apenas uma nota de R$50. O resto era papel milimetricamente cortado, dobrado e amarrado com elástico! – Seu João, que a dupla estivera observando sacar os três mil reais no banco minutos antes, diante da possiblidade de multiplicar seu dim-dim por dez, também entregou suas economias, resultado de mais de quarenta anos de trabalho. E foram os três para a Caixa econômica sacar o premio do bilhete da quina. Foram no carro do Finório, ressabiados, conversando baixo para ninguém saber que levavam na algibeira um bilhete de R$ 300 mil. Até no ultimo momento usaram um argumento convincente para ludibriar o bom velhinho;

– Fica o sr. na fila de idosos, ‘seu’ João, assim seremos atendidos mais rápido – disse o esclarecido – e cara de pau – Finório!

Antes de chegar ao caixa ‘seu’ João percebeu que a dupla “Simplorio & Finório” não estava mais ali… Havia dobrado a serra do cajuru! Com eles dobrou também a sacolinha com os três mil reais que havia sacado uma hora atrás no banco do Brasil!

O enésimo “Conto do Vigario” foi registrado pela filha do ‘seu’ João muitas horas depois, ao pé da noite desta segunda,31, na DP.

Deu pena do ‘seu’ João! Mas é sempre bom lembrar que, se ele tivesse recusado os 10% do bilhete premiado, seu rico dinheirinho poderia estar agora esquentando debaixo do seu colchão…

‘Um puta’ bandido e ‘um porra’ policial

Ao voltar de três meses de ‘ferias premio’, por castigo – pois na concepção da chefia eu não deveria tirar férias! – fui mandado pra rua… Para trabalhar. O que aliás foi o mesmo que jogar o sapo na agua… Eu estava morrendo de saudade da rua! Na ocasião eu ainda conservava meu HO 38, mais enferrujado do que niquelado, que o inspetor Angelo havia me depositado informalmente em 1981. Algemas no entanto! nem pensar! Se tivesse que prender alguém eu que me virasse com o cinto, cordas, embiras ou qualquer coisa que servisse para imobilizar as mãos do meliante!

Numa bela manhã de outono, subia eu a Prefeito Olavo Gomes de Oliveira, quando na curva do japonês o tirocínio deu o alerta… Defronte o Posto Pantanal descia um sujeito de bicicleta! Ao avistar o golzinho preto & branco 6252 na curva, o sujeito que vinha na banguela puxou a aba do chapelão de palha na cara tentando cobrir o rosto. Meu parceiro Rogerinho, com poucos meses de policia e seu sotaque paulistano nem se deu conta do ‘detalhe’. Mas eu, policia ‘véio’, notei o gesto discreto do chapeludo e mantive os olhos grudados nele. Quando passou por nós ele deu uma discreta olhadinha…! para conferir se estavam procurando por ele ou talvez apenas para ver se eram policiais conhecidos! Diminui a marcha e continuei com os olhos grudados no chapeludo, pelo retrovisor…! Defronte o Vinicius Meyer ele deu uma discreta olhada para trás…! Estava devendo !!! Antes que ele virasse a próxima esquina para entrar no Costa Rios, eu invadi a pista contraria, passei pela borda do posto do Armando e desci de volta em direção ao aterrado! O moço – que eu não sabia quem era – tinha culpa no cartório! Teve inicio uma curta, mas alucinante perseguição. O chapeludo entrou na primeira esquina! Eu entrei na segunda…! Mesmo assim, apesar de estar pedalando, ele tinha vasta dianteira e saiu na minha frente na esquina da primeira rua do Costa Rios paralela à Avenida Ver. Antônio Costa Rios…! Emparelhei com ele.

O que aconteceu nos minutos seguintes eu nunca soube definir se foi cômico ou trágico! Quando virei a viatura cantando pneu e iniciei a perseguição, naturalmente comentei com o novato Rogerinho que se tratava de um suspeito em potencial…! A sacolinha que ele levava presa ao guidão da bicicleta na mão esquerda poderia ser um tijolo de maconha, uma res furtiva qualquer! Ou então o chapeludo era fugitivo! Por isso, tão logo iniciamos a perseguição, Rogerinho empunhou o trezoitão… Quando emparelhei, ele optou pela minha esquerda… Aí é que estava o perigo! Enquanto eu tentava ‘fechar’ o biker fujão, Rogerinho gritava histericamente com seu sotaque paulistano:

– Para mano! Porra meu, não tá vendo que é cana, caralho… Para senão eu vou atirar, meu! Porra mano!

Em outra circunstância eu daria gargalhada do palavreado do parceiro, mas naquele momento não dava… Enquanto dava ordens para o bandido como se estivesse numa ruela centenária da Mooca, Rogerinho sacudia sem parar o trabuco para o fujão! O problema é que entre ele e o fujão estava eu ao volante! Mais precisamente minha cabeça! Enquanto ouvia:

– Porra meu, tá maluco mano! Eu vou atirar caralho… – Eu podia ouvir o roçar do cano do 38 niquelado ora na minha orelha, ora nos meus cabelos!!! O clímax da perseguição aconteceu na penúltima esquina do bairro antes de virar para entrar no Aterrado pela porta dos fundos! Quando ele vacilou para entrar à esquerda eu encostei o para-choque do gol na traseira da bicicleta e o joguei ao chão! Neste momento Rogerinho quase se apoiou no meu ombro com o revolver encostado no meu peito, para alvejar o fujão! Se ele puxasse o gatinho, pelo menos meu bigode ficaria chamuscado…!

Disposto a não se deixar prender o suspeito levantou do chão e correu na direção contraria! Aliás ele mal tocou no chão quente do asfalto! Tive tempo apenas de retirar a chave da ignição e saí fungando no seu cangote! Apesar de cansado, pois pedalara freneticamente os últimos duzentos ou trezentos metros, o suspeito era bem mais alto do que eu e, portanto suas pernas lhe davam vantagem na corrida. Alguns metros atrás de mim vinha meu intrépido parceiro desfiando a mesma ladainha com sotaque paulistano…;

– Porra, meu, não respeita policia não, caralho? Vou atirar, maluco… Vai parar ou não?

Parou! Não de medo das ameaças do policial ‘mano’, mas parou! Parou quando eu coloquei uma das mãos suadas na sua…

 

Para continuar endo essa historia, acesse [email protected]

 

Patinho acha drogas na rua e leva para casa

Lucas Ferreira "Patinho II"  da Cunha: Faz duas semanas que eu achei a droga na rua e estou usando...

Lucas Ferreira “Patinho II” da Cunha: Faz duas semanas que eu achei a droga na rua e estou usando…

Policiais militares investigavam um roubo ao supermercado Paraíso, ao pé da noite de sábado, 22, quando depararam com o suspeito Lucas Ferreira da Cunha saindo de sua casa no velho Aterrado. Durante a abordagem o suspeito de 21 anos, figurinha fácil no álbum da policia, levava na algibeira apenas alguns trocados. Em sua casa ali perto, cuja entrada foi franqueada pelo próprio, alegando nada ‘dever’ e pela jovem Sara, namorada do seu amigo Alisson, debaixo da pia da cozinha, os policiais encontraram um saco sujo de terra com resquícios de erva marvada e farinha do capeta. No quarto, mocosado no interior de um travesseiro, havia R$ 450 e mais R$835 no interior do guarda roupa.

Questionado acerca do dim-dim e da droga, Lucas Ferreira, o Patinho II, alegou que a grana era proveniente da pensão deixada pela mãe. Já para o resquício da droga recém desenterrada do quintal, Patinho, embora use o apelido do irmão mais velho, foi mais original;

– Eu achei a droga na rua na semana passada e trouxe para casa, para usar…! Disse ele… sem ficar vermelho.

Lucas Ferreira Patinho II da Cunha é quase tão famoso quanto o irmão Júlio Cesar, o Patinho original – menino que vi crescer. Posou pela primeira vez para o álbum da policia em 2000, tão logo passou a “dimaior”. Até setembro do ano passado ele estava hospedado no Hotel do Juquinha.

Como o passado condena, o delegado de plantão não deu credito à sua conversa para boi dormir… Sentou o moço ao piano e o enquadrou no 33. Patinho II caiu como um patinho nas malhas da lei e voltou para o lar, doce lar, do Hotel do Juquinha.

 

 

Luto na 17ª RPM

“A última sexta-feira, 14 de março, e as primeiras horas desse sábado, foram de intenso trabalho para o 20º Batalhão de Polícia Militar. Após o assalto a uma casa lotérica no centro de Pouso Alegre, os policiais militares conseguiram prender as cinco pessoas envolvidas na ação criminosa. Com eles, foi apreendida também a arma utilizada no crime e parte do dinheiro roubado.

Dinheiro da loterica

Após o crime, denúncias levaram os policiais militares a encontrarem uma moto que foi usada na fuga e que acabou sendo abandonada. Os criminosos em seguida entraram em um carro que foi encontrado no Bairro São João. Em uma casa desse bairro, 2 homens e 1 mulher foram presos suspeitos de darem cobertura ao assalto. Já nos primeiros minutos do dia 15 de março, quando saíam de uma mata ainda no Bairro São João, com o apoio da 17ª Companhia de Missões Especiais e da Polícia Civil, os dois homens que praticaram o assalto também foram presos. A moto, o carro, um revólver calibre 38 além do dinheiro do assalto foram apreendidos e encaminhados à Delegacia Regional de Pouso Alegre, onde todos foram autuados em flagrante pelos crimes cometidos. Assim, a intervenção policial de reação imediata ao crime e a integração das forças policiais foram desenvolvidas com sucesso.

Subtenente Gabriel

Porém, é com imenso pesar que informamos que, durante o assalto, o Sub Tenente Gabriel Machado Alvarenga, Comandante do 4º Pelotão da 56ª Cia do 20º BPM em Silvianópolis, de 47 anos, mesmo de folga, ao se deparar com a ocorrência, fez o possível para inibir a ação dos assaltantes e cumpriu bravamente o juramento que fez ao entrar na instituição: “dedicar-se inteiramente ao serviço policial, mesmo com o sacrifício da própria vida”. O militar interveio na tentativa de prender os infratores, e na troca de tiros, apesar de atingir os criminosos acabou sendo ferido e infelizmente nas primeiras horas desse sábado, 15 de março, não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.  Nesse momento, a Corporação se compadece com a dor da família desse bravo policial, que foi sepultado no fim da tarde de sábado com Honras Fúnebres Militares.

Mesmo diante dessa inestimável perda, a 17ª Região de Polícia Militar reafirma seu compromisso de promover a segurança pública e destaca que as constantes ações e operações de prevenção ao crime continuarão nos 72 municípios que a compõem. Todos os policiais militares permanecem trabalhando diuturnamente pela paz e tranquilidade de cada cidadão e cidadã que contam com nossos serviços”.

Luto da PM

Assessoria de Comunicação Organizacional da 17ª Região de Polícia Militar

Comoção e silencio no enterro do policial…

O subtenente foi levado à ultima morada pelo caminhão do Corpo de Bombeiros

O subtenente foi levado à ultima morada pelo caminhão do Corpo de Bombeiros

Um fila interminável de carros! Uma multidão incontável de policiais, familiares e principalmente de amigos do cidadão e policial Gabriel Machado Alvarenga acompanham seu cortejo fúnebre pelas vias rápidas da cidade.

O féretro saiu da funerária Santa Edwiges, pegou a Com. Jose Garcia, Cel. Joaquim Roberto Duarte, Tuany Toledo, BR 459, Perimetral, Airton Sena, Moises Lopes, Olavo Gomes de Oliveira, Celso Goulart Vilela, cruzou todo o bairro Santa Rita até chegar ao bucólico Cemitério Jardim do Céu já nos últimos acenos do sol.

O sol esperou a chegada do cortejo para se despedir...

O sol esperou a chegada do cortejo para se despedir…

Impossível não se emocionar! Impossível não se comover! Impossível não se indignar…

Centenas de pessoas vieram de Espirito Santo do Dourado e de Silvianópolis se despedir o amigo...

Centenas de pessoas vieram de Espirito Santo do Dourado e de Silvianópolis se despedir do amigo…

Um profissional amável, correto, comedido, exemplar… a três meses da aposentadoria, depois de uma vida dedicada a servir a sociedade, ao invés de colher os louros, ao menos do descanso, do prazer de ter zelado pela lei e pela ordem, de ter sido útil, vai descansar… pelas mãos de um assaltante impulsivo e inconsequente! – Não ficará mais do que oito anos atrás das grades!

A morte do ‘soldado Gabriel’ nos faz, a todos nós policiais, refletir sobre a nossa ingrata profissão… Deveria fazer nossos governantes refletir sobre as leis tão brandas que já não impõe respeito nem às crianças recém-saídas das fraldas…

Gabriel foi sepultado com honras militares...

Gabriel foi sepultado com honras militares…

Foi-se o exemplar ‘soldado Gabriel’… Fica-se a esperança de que nossos governantes invistam na educação séria e competente, para que, quando nossas crianças crescerem não saiam por aí tomando coisas alheias e atirando em pessoas, tirando vidas…!

... Amigos de todo canto na ultima homenagem ao policial.

… Amigos de todo canto na ultima homenagem ao policial.

Que a morte do estimado companheiro Gabriel não seja em vão…

Morre policial que evitou assalto à casa lotérica


Gabriel Alvarenga
     
  O policial militar Gabriel Machado Alvarenga, lotado nos últimos anos na cidade de Silvianópolis, estava na casa loteria da Praça Garcia Coutinho no inicio da tarde desta sexta, 14, quando ali chegaram dois assaltantes e renderam os funcionários. Quando tentavam deixar o local do sinistro numa moto vermelha roubada, se atrapalharam e o policial que estava à paisana tentou impedir a fuga. Houve troca de tiros. Um dos assaltantes foi baleado, mas ambos conseguiram fugir deixando o policial baleado. Gabriel foi socorrido por um taxista e embora tenha chegado consciente ao hospital, acabou morrendo em virtude do ferimento à bala, no final da madrugada.

       A dupla de assaltantes trocou a moto roubada por um  carro, também roubado, no bairro da saúde e desde então teve os policiais fungando no seu cangote. Já na virada da noite, numa operação conjunta das policias civil e militar, ambos, e mais o motorista que esperava com o carro, foram presos enfurnados em um matagal no bairro São João. Eles devem responder por latrocino, cuja pena pode chegar a 30 anos de cana.

       Este foi o segundo assalto à  mesma  casa lotérica que redunda em morte de um policial. No inicio da tarde do dia 13 de novembro de 2003 três moleques paulistanos, de 16, 17 e 18 anos, que estavam alongados no bairro Cidade Jardim, usando dois revolveres realizaram a mesma proeza e fugiram à pé pela Bom Jesus. Marcos Antônio da Paixão que passava casualmente por ali voltando para casa, tentou abordá-los na Adolfo Olinto e recebeu um tiro na cabeça, morrendo a caminho do hospital. A historia completa deste crime está neste blog sob o titulo “ Treze de novembro… Dez anos sem Paixão”.

       Gabriel Machado Alvarenga – trabalhamos juntos na cidade na cidade Espirito Santo do Dourado. Era um sargento educado, tranquilo, comedido! Boa praça nos dois sentidos…! – tinha 49 anos, havia galgado a patente de Subtenente e estava prestes a se aposentar. Deixa mulher e filho. Ele está sendo velado na funerária Santa Edwiges e será enterrado às 17h30 deste sábado.

 

O estupro de Dagmar… Assim nascem as lendas!

Dagmar: Diz ter sido estuprada duas vezes pelo mesmo homem em 35 dias!

Dagmar: Diz ter sido estuprada duas vezes pelo mesmo homem em 35 dias!

Tão logo entrou na delegacia de policia na manha desta sexta, 14, Dagmar foi logo contando sua historia e desandou a chorar;

– Eu fui estuprada, doutor, ele parou o carro para pedir informação e de repente me pegou pelo braço, me colocou dentro do carro…

– Calma, calma, senta aqui… Me conta com calma o que aconteceu! – Aconselhou o delegado de plantão.

– Eu estava voltando do trabalho, era umas nove horas da noite! De repente ele parou para pedir informação, num carro de vidro fumê! Era um homem alto, meio forte, de 42 anos… Ele me levou para o bairro Colinas de Santa Barbara, bateu muito aqui em mim – mostrando as coxas e região genital – deu socos na minha cabeça e depois me deixou no mato na beira da avenida! Na segunda vez ele…

– Espere, acalme-se dona Dagmar… Vamos por parte. Quando foi que aconteceu este estupro…?

– Foi no dia 29 de janeiro… Eu estava voltando do trabalho…

– Onde foi que ele abordou você?

– Foi na Avenida São Fran…, não na Rua Manoel Matias, na Primavera… Ele já estuprou quatro mulheres…

– Calma, calma… Como ele era?

– Era branco, moreno, de 42 anos… Agora eu estou gravida. Meu filho disse que quando a criança nascer ele furar os olhos da criança!

– Espere, espere… Como a senhora sabe que está gravida…?

– Lá no hospital eles me falaram… Tem mais gente internada lá que foi estuprada por ele. Ele me bateu aqui – mais uma vez mostrando região pudenda – … deixou tudo roxo! Me xingava de palavrão! Na segunda vez…

– Espere, a senhora foi estuprada duas vezes pelo mesmo homem!?

– Foi! Era o mesmo homem de uns 42 anos, moreno, branco, ele estava no carro escuro de vidro fumê…!

– Onde e quando foi que ele abordou você na segunda vez…?

– Foi no dia… 03 de março. Eu estava voltando do trabalho… era umas nove horas. Nesse dia eu cheguei em casa tarde da noite…

– Mas ele te abordou onde nesta segunda vez?

– Dessa vez foi na pracinha da Rua São Pedro, na Primavera… Faz quatro anos que eu não tenho relações com meu marido… Ele não acredita em mim!

– E onde aconteceu este segundo estupro?

– Eu não sei. Ele parou o carro para pedir informação, de repente me puxou para dentro do carro fumê e me levou não sei pra onde! Deu socos na minha cabeça… Jogou um liquido na minha boca… Depois me deixou perto da igreja de São Benedito, perto da rodoviária velha…?

– !!!?

– Eu tenho um filho de 18 anos e uma bebê de três! Meu filho é esquizofrênico. Eu descobri que ele era doente quando ele tinha quinze anos. Ai meu Deus! Ele falou que vai espetar e furar os olhos do bebê se ele nascer…!!! – Continuou Dagmar enxugando o rosto sem parar, apenas com os dedos indicadores, para os lados, para não borrar a pintura que não estava usando!

– Escuta dona Dagmar, a senhora tem algum problema de saúde, toma algum medicamento…

– Eu tenho depressão, tomo remédio controlado! Como é que eu que faço? Meu marido não acredita em mim, meu filho diz que vai furar os olhos da criança se ela nascer! Vocês precisam prender esse estuprador, senão ele vai pegar mais gente! Ele já estuprou quatro mulheres.

– Escuta dona Dagmar, o detetive vai mostrar pra senhora algumas fotos… Veja se a senhora reconhece o homem que abusou da senhora – disse pacientemente o delegado.

O detetive abriu o arquivo de fotos na tela do computador e mostrou a ela a foto de um sujeito morto há cerca de 5 anos. Coincidentemente ele fora vizinho de Dagmar e ela mostrou lucidez ao olhar para a foto…

– Não. Esse é fulano, ele já morreu…

Ao olhar a segunda fotografia na tela ela exclamou;

– Ai, meu Deus! Ele estava sem barba, tinha mais cabelo… Mas estes olhos claros, essa cara, só pode ser ele…!

Não. Não pode. O meliante da fotografia está hospedado há vários anos no Hotel do Juquinha. Não poderia tê-la estuprado nem uma vez, muito menos duas num prazo de 35 dias!

Metade do dialogo que você acabou de ler foi travado entre a sra. Dagmar e o delegado de plantão na DP de Pouso Alegre esta manhã. A outra metade foi entre o detetive que lhe mostrou o arquivo de fotos… Na presença deste blogueiro! Ela ainda repetiria sua historia para outro delegado no andar superior da DP enquanto procurava o gabinete do delegado de crimes contra a pessoa.

Não é a primeira vez que a Sra. Dagmar leva seu obnubilado caso de estupro ao conhecimento das autoridades pedindo providencias. Ela já passou pela policia militar, pelo CIM, pelo Ministério Publico e já havia passado anteriormente pela delegacia de plantão com a mesma ladainha! No entanto, desde que o ‘serial estuprador’ motoqueiro Agnaldo foi preso pela PC em janeiro ultimo, não há registros de estupros na cidade.

Agora imagine dona Dagmar contando seu caso na porta do mercado! na fila do supermercado! no ponto de ônibus…! Não estamos afirmando que ela não possa ter sido vitima de abuso sexual, mas, depois destas conjecturas, fica fácil entender como nascem as “lendas urbanas”!

“Dagmar” é um nome fictício, criado para proteger sua identidade. Mas, a pessoa que aparece na fotografia, também alterada de proposito para não expô-la, existe! Atende pelo nome de cujas iniciais são PDV, não necessariamente nessa ordem, tem 39 anos, mora em um bairro bem próximo do centro e trabalha, segundo ela, em uma padaria próximo ao local em que ela diz ter sido agarrada.

A Policia civil vai investigar agora, até onde seu fictício relato é real. Uma coisa é certa… Se existe um tarado rodando pela cidade num carro escuro, com intenção de te levar para o mato na penumbra da noite, ele ainda não apareceu! A lenda do estuprador do carro preto continua sendo… lenda!

 

Nota à imprensa sobre falsa noticia nas redes sociais

 

      A Policia Militar e a Policia Civil vem a publico divulgar que não há registro Oficial sobre a informação que tem circulado nas redes sociais referente a um suposto veiculo de cor escura ocupado por suspeitos circulando pela cidade de Pouso Alegre, que estariam abordando principalmente pessoas do sexo feminino, com o objetivo de pratica de condutas ofensivas o pudor. Não há nos órgãos policiais registros de pessoas desaparecidas ou hospitalizadas que houvessem sido vitimas nessa situação.

As policias alertam ainda que a internet, através da redes sociais se tornaram aliadas essenciais para a democratização da informação. No entanto, não pode converter-se em uma ferramenta de difusão de informações que possam gerar uma sensação de insegurança e intranquilidade à população.

 Nossos policiais estão sempre atentos e prezando pela segurança de cada cidadão e cidadã de nossa cidade e nesse momento, queremos evitar a comoção e o pânico desnecessários à população. Pedimos que, qualquer denuncia de crime ou ameaça seja feita à Policia Militar através do 190 ou pelo disque denuncia, no numero 181 ou diretamente na Delegacia da Policia Civil. As mesmas serão devidamente averiguadas e investigadas pela Policia Civil”.

“20º Batalhão de Policia Militar   –   1ª Delegacia Regional de Policia Civil”

Você já leu “Policia Civil prende motoqueiro ‘serial estuprador”?

Leia logo mais:  A ‘vinte dois’ e o detetive estuprador!

 

Policia prende mula no centro da cidade transportando tijolo…

Rodrigo "Tche": levando "pão de batata" para o socio Vudu...

Rodrigo “Tche”: levando “pão de batata” para o socio Vudu…

Qual a melhor maneira de transportar um tijolo de um bairro São Geraldo para o São João em Pouso Alegre?

Bem, se for um tijolo de barro, daqueles produzidos nas inúmeras olaria do Aterrado, é só colocar na carroça, arrear a mula e atravessar lentamente a cidade…! Mas se o tijolo de for de cannabis sativa de Linneu, a popular maconha?

Aí fica mais fácil! Basta ‘o’ mula visitar uma das incontáveis ‘bocas’ do velho Aterrado, colocar o tijolinho debaixo do banco do carro ou montar numa bicicleta, numa moto – esta a maneira mais fácil ainda! – ou pegar o buzão da Princesa do Sul com conexão na Duque de Caxias. Se ‘o’ mula for metido a cauboy pode também montar ‘uma’ mula e atravessar a cidade trotando sorrateiramente…!

Rodrigo de Cassio Santos, o “Tche” preferiu baldear a droga do Aterrado para o Jardim Guadalupe da maneira mais barata… A pé mesmo! Colocou o tijolão de maconha na sacolinha de mão da loja “Matos calçados” e subiu a avenida à uma e meia da tarde de tarde quente de sábado, 08. Quando passava pela Praça Senador Eduardo Amaral cruzou com os homens da lei. Como todo meliante que tem dívida no cartório teme – e teme -, ao ver os policiais Tche tremeu! – deve ser pelo fato de que a loja Matos Calçados fica bem distante dali. Passou a lançar olhares de ‘somongó’ na direção dos policiais.

Quando percebeu que seria abordado, Rodrigo Tche passou sebo nas canelas e tentou dobrar a serra do cajuru. Entrou pela Doutor Lisboa, Adalberto Ferraz, São Jose e bateria o recorde dos três mil metros até o Guadalupe se a policia não tivesse colocado barreiras! Não passou da Rua São Jose! – Aliás, aqui vai um conselho, senhores meliantes: evitem a fuga pela Rua São Jose! Em 81 o “Paulinho, uma prisão para dar risada” tentou fugir por ali e conseguiu chegar até a linha férrea, mas caiu nos meus braços. Foi uma prisão hilária, mas caiu! Há poucos meses a bela jovem T. foi assaltada, mas correu atrás do assaltante com a boca no trombone e evitou que o punguista levasse sua bolsa, até que populares o prenderam! – Quando finalmente abordaram Rodrigo Tche os cabos Ferreira e David ficaram sem entender porque ele havia fugido, pois, aparentemente não cometendo nenhum crime! O embrulho bege bem compactado que ele levava na sacolinha da loja do meu xará, era um “pão de batata”…! Depois de desfeito o embrulho a erva perfumada apareceu… Era mesmo Cannabis Sativa de Linneu.

Carregar pão de batata é crime...???

Carregar pão de batata é crime…???

– A droga eu compre para repartir com meu amigo “Vudu” – cruz credo! – falou Tche recuperando o folego. – Com um sócio com um apelido desses só podia terminar assombrado!

Rodrigo Cassio “Tche” dos Santos 29 anos, morador do Guadalupe possui respeitável capivara. Assinou seu primeiro 12 em 2005. Um ano depois tentou mandar Nivaldo Felipe de Jesus para o andar de baixo e assinou um 121 com 14! Assinou outros artigos pés-de-couve e já viu o sol nascer quadrado durante seis anos e quatro meses. Por causa do “pão de batata” na sacolinha de sapato o mula assinou mais um 33 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

 

Aconteceu o primeiro homicídio do ano em Pouso Alegre

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A ultima vez que um cidadão pousoalegrense batera à porta de São Pedro pedindo hospedagem eterna, vitima de assassinato, fora no longínquo dia 14 de dezembro de 2013. Fora o decimo primeiro e ultimo homicídio do ano passado. Aliás, nada mal para uma cidade com 140 mil habitantes… Apenas 11 assassinatos no ano… E todos apurados!

O primeiro homicídio de 2014 aconteceu na madrugada desta segunda feira de carnaval. E teve a participação de cinco assassinos. Todos eles usaram socos, pontapés e pedaços de ‘pallets’ para golpear a vitima até a morte.

O sinistro aconteceu num terreno baldio próximo à Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira, no Chapadão, no local conhecido como “Cracolandia da Paineira”.

Por volta de três da manhã os Bombeiros receberam um chamado, dando conta de que havia um cidadão ensanguentado agonizando no local. Ele foi levado para o PS, mas lá chegou com morte cerebral.

Segundo a pessoa que chamou o Corpo de Bombeiros, a vitima das agressões era um tal de “Jeremias” e ele teria sido espancado por varias pessoas entre elas Bacalhau, Anjinho e Negão.

Laelson "Negão" dos Santos Nascimento

Laelson “Negão” dos Santos Nascimento

O B.O. narrando o crime de homicídio por espancamento foi recebido pelo delegado Gilson Baldassari no plantão diurno na DP na segunda pela manha, o qual imediatamente determinou à equipe de plantão a apuração dos fatos.

De acordo com a investigação dos detetives Magaiver, Tiãozinho, Fernando Jardim e Ronaldo Correia, todos os envolvidos no crime inclusive a vitima Jeremias Cândido de Souza eram ‘companheiros de pedra’! Estavam na “Cracolandia da Paineira” fazendo uso de drogas quando o crime aconteceu.

Kerlon "Bacalhau" Greisson da Silva: Trocou a moto com o traficante Beicinho por drogas...

Kerlon “Bacalhau” Greisson da Silva: Trocou a moto com o traficante Beicinho por drogas…

Jeremias havia chegado ao local em sua motocicleta e teria pedido a um dos ‘nóias’ para comprar cigarros e um pacote de ‘camisinhas’. De posse dos preservativos teria cortejado Leticia, suposta namorada de Negão, provocando seu ciúme e o inicio da agressão. Após os primeiros chutes desferidos por Laelson dos Santos Nascimento, o “Negão”, 24, Alisson André de Barros, o “Anjnho”,19, Kerlon Greissom da Silva Souza, o “Bacalhau”, 18, Alex Domingos Junior, 22 e Claudnei Francisco Noronha, 26 também agrediram Geremias com socos, pontapés, golpes com o próprio capacete e tábuas. Com a vitima já inconsciente, Bacalhau ‘limpou’ sua carteira e Anjinho furtou sua motocicleta para trocar por drogas no bairro Morumbi. Levados pelos detetives à presença do delegado de plantão, como ainda estavam em estado flagrancial, Gilson Baldassari sentou o quinteto de nóias assassinos ao piano.

Alex Domingos Junior...

Alex Domingos Junior…

– Eles foram autuados por homicídio qualificado seguido de furto da carteira e da moto da vitima – justificou o delegado Baldassari.

Claudinei Francisco Noronha...

Claudinei Francisco Noronha…

Desde a noite de segunda de carnaval o Hotel do Juquinha tem mais cinco hospedes! A moto roubada foi encontrada incendiada no Jardim Morumbi nesta quinta.