Trancada no banheiro… Na cidade do E.T.

Quando cheguei ao novo terminal de embarque/desembarque de Varginha fui direto ao banheiro. E fui pensando;

– Bem, este é novo! Deve ser limpinho e perfumado. Deve ser bem melhor do que o antigo, que mais parece banheiro de oficina mecânica…

Que decepção!!! Quanto à limpeza e higiene tudo bem, mas não tem espaço! Não tem área apenas para o xixi. Se quiser fazê-lo você tem que entrar numa das três baias com vazo sanitário e se contorcer para fechar a porta, que se move para dentro. Imagine com um bebê de colo!! Tão logo saí do banheiro pensei em comentar com minha filha;

– Construíram um terminal mais moderninho, mas o banheiro continua a mesma m…

O celular tocou! Abri meu protótipo de Ferrari amarelo, olhei o numero, era minha filha. Levei um tremendo susto! Ela entrara no banheiro feminino segundos na minha frente… Continuar a ler

“Cavucada” e o milésimo ‘post’…

Desde que entrevistei “Cavucada… Amigo nosso de cada dia”, em julho ultimo, eu não o tinha visto mais. Ontem ele apareceu alegre e sorridente como sempre. Com sua indefectível camisa do Palmeiras, Cavú foi marcar presença na quadra sintética “Bola na Rede”… Coincidentemente estávamos fazendo uma galinhada depois da pelada costumeira de segunda.

Cavucada foi nosso convidado de honra. Sentou-se todo garboso na cabeceira da mesa para saborear o frango caipira com arroz branco, preparado pelo ‘chef’ Jesus. Devia estar com fome ou então gostou da comida, pois repetiu o prato!!!

Ele garante que o Palmeiras não vai cair!!!

A presença casual do amigo Cavucada veio a calhar… Gerou o milésimo ‘post’ do nosso Blog, criado em setembro de 2011.

Valeu, Cavucada!!!

“… Meu Flamboyant na primavera…

… Que bonito, que ele era…

Eles estão sorrindo em toda parte da cidade. Especialmente este na Rua Vitor Laraia, no bairro Santa Lucia.

… É de sentir inveja de quem mora ao seu lado!!!

Dando flores no quintal!”…

Tinoco… Oitenta e sete anos cantando as belezas da roça!

      

       Findava a tarde fresca e perfumada de primavera. Sentado a poucos metros da bica d’agua, o jovem Jose Salvador Perez brincava absorto com um raminho de erva, quando a beldade chegou. Zula vestia uma singela saia de chita vermelha e verde descendo até as canelas finas, deixando os pezinhos descalços desnudos. A não menos singela blusinha branca rendada emendando-se ao vestidinho conferia-lhe a silhueta de corpinho de violão. Os longos cabelos negros cacheados estavam presos apenas de um lado, por uma rosa vermelha. Era a flor mais bela das redondezas. Só tinha um defeito… Era filha do patrão.

Ao vê-la o jovem moreno, magro, alto, tímido, de um salto se pôs de pé, retirou rapidamente o chapéu da cabeça, fez a mesura e ficou em silencio coçando o chapéu com as mãos enquanto a menina delicadamente se inclinava para encher a lata d’agua. Antes de retomar o trilho batido levando a lata de água cristalina, a linda jovem, sem mostrar os dentes de canjica, esboçou um sorriso e pediu:

– Canta uma musica para mim…!

E ele cantou. Com o chapéu já moído entre os dedos, o suor molhando a testa, o tímido Tinoco, de vergonha ou por respeito, virou-se de costas e cantou solo e sem instrumentos a bucólica canção “Adeus Bela”, uma de suas preferidas…

Como agradecimento, já se afastando com a lata d’agua na cabeça subindo a trilha batida, a jovenzinha lançou-lhe um sorriso maroto, desta vez mostrando os alvos dentes.

Nascia ali um casamento que duraria quase oitenta anos… Com a musica. Era ó o começo da carreira que faria com o irmão três anos mais velho. Estava nascendo a dupla Coração do Brasil, “Tonico & Tinoco.

O desfecho do romance na bica d’água não vem ao caso, é outra historia… É apenas uma das centenas de historias que o jovem tímido contaria ao longo da carreira. Era o ano de 1933, numa fazenda no município de Pratania-SP.

Na sua segunda passagem por Pouso Alegre – a primeira fora em 1973 quando cantou em um circo montado na Com. Jose Garcia com João Parente –  dia 17 de setembro de 1993, em um palanque montado no Pátio da Rodoviária, Tonico e Tinoco cantaram para pouco mais de mil e quinhentas pessoas. Depois da terceira ou quarta musica, Tinoco, o contador de historias – Tonico só abria a boca para cantar e agradecer – disse, com seu sotaque acentuando ‘d’ :

– Esta musica que nóis vamo cantá agora, eu cantei pela primeira na taipa do fogão de lenha do nosso ranchinho, quando eu tinha 4 anos… Fais setenta anos. Que beleza! – E cantou “Tristeza do Jeca”.

A dupla Coração do Brasil, compôs, cantou e gravou cerca de seiscentas musicas. O primeiro disco foi gravado em 1945. Mas desde o inicio dos anos 30, quando o tímido Tinoco cantou solo “Adeus Bela” para a bela filha do patrão, em troca de um sorriso, eles já cantavam nos bailes nas roças, na beira da tuia, nos circos, mais tarde no radio. Quando a televisão chegou Tonico e Tinoco já era a dupla sertaneja – autentica – mais famosa do Brasil. Isso no entanto, não lhes trouxe fortuna.

Com a morte de Tonico no dia 13 de agosto de 94, Tinoco regravou sucessos da dupla, tentou parceria com o filho Tinoquinho, mas a guaiaca que já era magra, nunca mais engordou. Nos primeiros anos deste século, Tinoco esteve perto de passar necessidades financeiras básicas.

No dia 20 de março de 2005 fui ver Tinoco cantar em Águas de Lindóia. O show marcado para as treze horas, aconteceu às quatro e meia da tarde. Ele chegou trazido por um amigo, subiu num palco de dois metros quadrados a um metro do chão, cantou oito musicas e contou pequenas passagens de sua vida, por R$ 1 mil reais.

Nos anos seguintes, o amigo e fã Mazinho Quevedo trouxe Tinoco novamente ao estrelado. Levou-o a abrilhantar o famoso Festival Viola de Todos os Cantos da EPTV.

Ao ver os filhos ainda imberbes cantar na casinha simples do interior de Pratania, a mãe profetizou:

– Vocês, meus filhos, ainda vão dar muita alegria ao povo com suas musicas!!!

Deram mesmo. Cantaram como ninguém a beleza, a harmonia, e a riqueza do campo. Cantaram a sabedoria, a pureza e alegria do homem que vivia lavrando a terra e suas paixões.

Cantaram um Brasil que se foi!!

O Brasil que eles contavam e cantavam em suas musicas, não existe mais há décadas. Não existe mais sertão, não existe mais o caboclo, não existe mais o homem puro do campo. Não existe mais a casinha branca da serra, o mujolo e o moinho e muito menos a casinha de sapé na beira do riacho. A zona rural do Brasil que não é ocupada por grandes fazendas mecanizadas, se transformou ou está se transformando em chácaras, cujos proprietários, freqüentadores de fim de semana, não cultivam sequer um pé de couve e não sabe discernir um garrote cevado de uma novilha prenha. Não tem a menor idéia do que seja um potro tordilho…

Dentre os milhares de fãs da dupla de irmãos cá em terras sul mineiras, temos o Sr. Jose Martinzinho, que a exemplo dos famosos, durante quase meio século fez dupla com o irmão Cirilo. Jose Martinzinho, ainda rapazinho, ia toda noite depois da lida com a terra, na casa do vizinho Zé Candido, única pessoa no bairro a possuir um radio à pilha, ouvir musicas sertanejas, especialmente as de Tonico & Tinoco. Logo depois passou a freqüentar a casa do meu avô, Paulino Ferreira de Matos, dono do segundo radio no bairro e se tornou meu tio, casando-se com minha tia! Descendente de músicos, Zé Martinzinho aprendeu de ouvido tocar viola e violão. Com o irmão Cirilo, com o filho Mario e o neto Marius Lucius, toca e canta mais de duzentas musicas dos ídolos que aprecia desde a longínqua adolescência dos anos 40.

Para falar da beleza e riqueza do que contavam e cantavam Tonico e Tinoco, seria necessário esticar esta tela daqui até Pratania…

Tonico & Tinoco tem um lugar de destaque não só na – verdadeira – musica sertaneja mas principalmente na cultura sertaneja.

Hoje, 4 de novembro, faz seis meses que Tinoco partiu para cantar com o irmão Chiquinho e o parceiro Tonico… no céu!

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Ninho de Tucanos… Segurança e proteção materna!

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Há pouco mais de duas décadas, quem quisesse ver Lobo-guará, Jaguatirica, Viado-campeiro, Mutum, Jacu, Jacutinga, Tucanos e outros bichos, tinha que embrenhar-se em matas virgens, distante da civilização… Hoje eles estão pousando em nosso varal e fuçando nosso quintal… Daqui alguns dias bastará estender os braços e eles pousarão e comerão em nossas mãos!!!

Na hora de cuidar da prole, no entanto, os bichos não facilitam, não brincam em serviço. Constroem seus ninhos nos lugares mais inusitados, com máxima segurança… Longe do bicho homem!!!

Veja este ninho de Tucanos, no oco de uma arvore viva, no alto da serra do Chico Vaz, em Congonhal, longe da civilização…

Dia das almas… Dia de lavar a alma…

Ontem, Dia de Finados, resolvemos ‘renascer’… Fomos buscar novas energias junto à natureza. Percorremos colinas, vales, grotas, campos e matas do município de Congonhal. Além de ver nossa querida terra natal por um angulo diferente do costumeiro, pudemos sentir o cheiro gostoso do mato e das flores silvestres.

Vimos que a natureza resiste bravamente à ação do homem e à sua própria força antagônica. Em alguns pontos a água que antes brotava cristalina entre pedras e juncos, foi vencida pela longa estiagem. Noutros, explicável apenas por milagre, ela escorre como uma benção, formando pequenos poços onde as aves vem se banhar, e escorre pelas grotas ladeada por uma restinga verde-ouro. Em alguns pontos de colinas e grotas mais distantes, capões inteiros de matas nativas foram ao chão. Uns pela ação da própria natureza, como raios, ventos e incêndio. Outros pela ganância do homem que preferiu umas moitas de capim braquiaria a mais para alimentar o gado!

Vimos animais domésticos e alguns silvestres. Curiosamente, em vários quilômetros de caminhada durante mais de oito horas, não esbarramos em nenhuma cobra.

O ponto alto da caminhava foi o encontro de dois filhotes implumes de tucanos, inteligentemente protegidos no oco de uma arvore a vários metros do chão, de onde a zelosa mãe tem uma vista privilegiada.

Foi um Dia das Almas… de lavar a alma!!!

Caminhada de fé – Parte II

Há quatro meses, na semana de Corpus Cristi, fomos à Aparecida, à pé. Foram três dias de caminhada. Frio, chuva, estreitamento de amizade…

Dias e noites de muita coragem, fé, superação e alegria. Uma jornada inesquecível!

Nesta sexta, Dia de Nossa Senhora, Dia da Criança, dia de chuva mansa, nos reunimos para comemorar.

O encontro fraternal da maioria dos peregrinos de Corpus Cristi aconteceu no aconchegante sitio do Rogério Maniezo, em Congonhal. Confraternização e planos para o ano que vem …

E viva Nossa Senhora! Viva as crianças! Viva a amizade!

 

“Minutos de Sabedoria”

     Veja na criança o futuro da humanidade.

      Mantenha-se, por isso, solidário com os trabalhos que visem a beneficiá-las.

      Lembre-se de que cada criança poderia ser um filho querido do seu coração.

      Colabore na recuperação das crianças desajustadas, sobretudo mediante seu exemplo dignificante e nobre.

      Em todos os setores, a criança é sempre o futuro e por isso precisa ser atentamente ajudada em suas necessidades.

 

Eleitores de Varginha escolhem Ex-morador de rua para representá-los na câmara

… E a votação foi recorde. 2.863 votos

 

Adilson Bboy Pé de Chumbo, do PR, foi o candidato mais votado na eleição do dia 07 de outubro, em Varginha. Ele, que já foi morador de rua e ultimamente morava de favor na casa de um colega de partido, trabalhava como panfleteiro no comercio.

Pé de Chumbo (PR) é o vereador mais votado de Varginha. (Foto: Lucas Soares / G1)foto – Lucas Soares GI

De origem humilde, Pé de Chumbo perdeu a mãe cedo e logo aos 7 anos foi obrigado a ir pra rua para trabalhar. O homem do povo, que nunca teve salário na vida, agora vai ganhar pouco mais de R$ 5 mil na Câmara de Varginha. Ele ainda não tem certeza do que vai fazer com o seu primeiro pagamento…

– Quero comprar roupas novas, mas também quero conhecer a praia. Quero comprar um terreno, quero ter onde morar.

Adilson Oliveira, 32 anos, o “Pé de Chumbo” é um personagem folclórico na cidade do ET. Ex-engraxate e ex-vendedor ambulante, ele se tornou conhecido do eleitor Varginhense por dançar hip.hop, – sua paixão – e como dançava com um sapato muito pesado – era o único que tinha – ganhou o apelido de “Pé de Chumbo”. Foi essa popularidade que lhe garantiu 2.863 votos nas urnas no ultimo dia 07.

Nesta segunda o novo vereador saiu todo garboso pela cidade, para agradecer aos eleitores os votos recebidos, posou de vedete e deu entrevistas;

Pé de Chumbo (PR) é cumprimentado por eleitores. (Foto: Lucas Soares / G1)foto Lucas Soares GI

– Quero cuidar do povo, da periferia que me elegeu. Quero fazer tudo pra eles, esporte, cultura. Estou muito feliz com tudo isso! – Disse com simplicidade o vereador recordista de votos.

E já tem cobrança;

– Agora a gente quer que você cuide do povo, Pé de Chumbo! Nós sempre cuidamos de você, agora é a sua vez de você cuidar da gente lá na Câmara – Disse uma das eleitoras.

Ainda não se sabe se a preferência do eleitor pelo homem simples e sem teto foi por opção, por pena ou uma maneira de protestar contra os políticos profissionais. O índio Juruna foi eleito deputado na década de 80. Depois do mandato, desapareceu do mapa.

Em 2000 o carroceiro Benedito Tobias, conhecido por “Pituca”, foi eleito vereador em Santa Rita do Sapucaí em 3º lugar com 467 votos. O atual prefeito Paulo Candido da Silva, naquela oportunidade se elegeu vereador com 179 votos. Como Pituca tinha apenas o ensino fundamental incompleto, apenas acompanhava os movimentos nas sessões da câmara. Votava de acordo com sabor do vento; se a maioria concordava, ele também concordava! Se a maioria vetava, ele também vetava.

Tentou a reeleição em 2004, ainda teve 275 e voltou para sua carroça! Em 2008 repetiu os mesmos 467 votos de 2000 mãs não foram suficientes. No ultimo domingo voltou às urnas e teve 351 votos. Se houver renuncia ou cassação, ele assume como suplente.

E o Pé de Chumbo? Será que vai emergir ou será que vai afundar na política…???

“Minutos de Sabedoria”

     

        “A educação no lar é a base da felicidade de nossos filhos.

       Dê toda a sua atenção para a formação do caráter de seus filhos, sobretudo por meio dos exemplos de sua própria vida.

       Não discuta jamais com sua esposa.

       Não dê jamais um passo errado.

       Viva de tal forma que seu filho possa orgulhar-se de você, vendo em seu exemplo o modelo que ele deve seguir, para ser um homem de bem”.