O buraco da Avenida Levino Ribeiro do Couto

Você meu estimado leitor sabe onde fica a Avenida Levino Ribeiro do Couto?

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Ela liga o Terminal Rodoviário à famosa Avenida Dr. Lisboa! Bem no coração de Pouso Alegre…

Ainda bem que coração é no sentido figurado, pois se fosse no literal a bela avenida já teria morrido!

Veja o tamanho da valeta na beira da avenida!

Só não caí no buraco ao fazer a baliza, porque o espaço era pequeno e quando senti que o carro ia afundar, mudei a manobra. Mas outros motoristas não tiveram mesma sorte.

Um feirante que estaciona seu carro ali todo fim de semana, disse que a valeta já fez três aniversários!

Algumas senhoras que voltavam da feira com suas sacolas de verduras, aproveitaram para esconjurar o prefeito… Coitado!

Ele não tem culpa! Ele não pode sair pela cidade procurando buracos para tapar, não é? Isso é tarefa de seus comandados! Ou talvez dos vereadores…

Mas eles tem tanta coisa mais importante para fazer do que tapar buracos!

Bem, eu como bom cidadão pousoalegrense que sou, vou dar minha contribuição para tapar o buraco da Avenida Levino Ribeiro do Couto… Vou mostrá-lo aqui no blog para que o prefeito saiba que ele existe!

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No entanto, como acho pouco provável que o digníssimo alcaide perca tempo acessando o Blog do Airton Chips, peço a você leitor, que faça com que ele fique sabendo do buraco… E tome uma providencia!

Ainda que ele não esteja preocupado com a probabilidade de cair com seu carro no aludido buraco, os seus munícipes estão! E quando caem ou quando simplesmente passam por ali e veem o buraco, logo se lembram dele…

– Olha que vergonha o buraco do prefeito…! – Comentam os motoristas e transeuntes.

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Alguns mais estressados não se limitam a fazer piadinhas cacófonas sobre o buraco do prefeito, desculpe, da Avenida Levino Ribeiro do Couto… Soltam os cachorros nele e na sua administração. Aliás, uma injustiça! pois ele não pode procurar e tapar pessoalmente todos os buracos da cidade – que diga de passagem, são muitos!

É por isso que estou postando o buraco aqui, para que o prefeito saiba e mande tapá-lo…

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O primeiro indigente no Rio Sapucaí

Quando chegamos para o ultimo estagio antes da posse e de receber a carteira de policia, o perito Tiãozinho já estava na porta da DP com o Fiat 147 ligado esperando o colega Jadir…

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– Nós vamos recolher um ‘presunto’ perto de Bela Vista! Querem ir com a gente! – Perguntou Tiãozinho, com o bom humor de sempre.

E lá fomos nós pela Fernão Dias… Tiãozinho ao volante e o obeso Jadir e seu imenso bigode e uma tremenda cara de ressaca, com o braço apoiado na janela do Fiat, relembrando seus casos engraçados, sem abrir o sorriso. Aliás, Tiãozinho e Jadir, um ao lado do outro eram os opostos… Tiãozinho – só no nome! – era alto, forte, atlético boa pinta, conversava sorrindo! Apesar de inteligente e muito competente no que fazia, há muito parara de estudar. Estava satisfeito com o cargo de perito ‘ad-hoc’ que ocupava – pois era detetive por formação – e se aposentaria em poucos anos. Jadir era gordo, atarracado, barriga saliente… Seu bigode quase fazendo chifrinho daria para fazer sua própria peruca se ele fosse careca! Trazia no rosto uma expressão sempre séria, de ressaca! Contava piadas sem dar risadas. Tinha fama de ser um dos peritos mais ‘científicos’ e competentes da policia civil na época. Mulhereeeeengo que só ele! Era perito, fez Direito e se tornou delegado. Seu casal de filhos seguiu seus passos. A filha se tornou perita e o filho delegado!

O plantão era do Jadir, mas Tiãozinho, solteirão, prestes a se aposentar, morando no ‘canil’ da Delegacia, sem um passarinho sequer para tratar, não tinha nada melhor para fazer. Seu único compromisso naquele sábado ensolarado e quente era abraçar umas loiras… geladas, acariciar Severina do Popote para abrir o apetite e almoçar. Não importava onde! O importante era a companhia! O amigo Jadir – amizade daquelas de entrar em casa e ir direto pra cozinha fazer comida na casa um do outro, coisa cada vez mais rara entre policiais hoje em dia – certamente era ótima companhia! Aliás, eles já tinham um compromisso, que o leitor verá adiante! Atrás de nós seguia a Kombi fúnebre da funerária, salvo engano, N.S.Aparecida!

Logo que passamos o trevinho de São Sebastião da Bela Vista, na ultima saída antes do Porto São João, um pescador nos esperava…

Para continuar lendo esta historia, acesse “www.meninosquevicrescer.com.br”.

 

 

Minutos de Sabedoria…

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“A cooperação é uma das coisas mais sublimes da vida… A interferência é um das mais desagradáveis!

Ajude sem interferir.

Não imponha seu ponto de vista quando ajudar alguém.

A cooperação ajuda. A interferência atrapalha.

Não temos o direto de interferir na vida de ninguém.

Então coopere com todos sem interferir na sua maneira especial de agir e de pensar”.

 

Tenham todos uma iluminada semana de ano novo!

Carreta de ‘cabotiã’ ‘cambotiô’ na Fernão Dias e me impediu de atualizar o blog…

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Quando o sol colocou os bigodes para fora na manhã desta segunda, 16, deixei a capital. O transito fluía às mil maravilhas até que de repente, a dois quilômetros do trevo de Oliveira… Empacou! Duas imensas filas se formaram em questão de minutos. Enquanto esperávamos desconsolados, cada um fazendo uma coisa; uns jogando conversa fora, outros xingando, outros ouvindo musica, outros aproveitando para ‘regar’ sem pudor a grama à margem da via, outros lendo – eu quase acabei de ler “Em busca da Espiritualidade” de James Van Praagh – outros tentavam buscar informações e especulavam.

– Vamos passar a manhã toda aqui… – Dizia um.

– Parece que houve uma batida na curva do trevo de Oliveira … – Dizia outro

– O socorrista disse que foi uma carreta que tombou… A carga está espalhada na pista – informava um terceiro…

Saber o que e onde aconteceu não resolveria nossos problemas. Nenhum de nós iria desimpedir a pista. O jeito era esperar. A única coisa que podíamos fazer era… Mudar nossos planos! Duas horas depois o transito começou se mover a passos de tartaruga… de muletas!

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Depois de três quilômetros contando cada coqueiro, cada garrote nelore ou vaquinha crioula, cada cabritinha e cada galinha que víamos pela janela, dada a velocidade que trafegávamos, finalmente avistamos o ‘sinistro’ na curva da Fazenda Curral de Minas. Na verdade avistamos antes as consequências do sinistro… Dezenas de pessoas carregando de uma de, duas, de três e até de sacos de abobora ‘cabotiã’…!

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A carreta basculante havia ‘cambotiado’ justamente na entrada da ponte, onde não há acostamento, impedindo totalmente a passagem de quem descia capital para o sul. Um guincho da concessionaria havia empurrado provisoriamente a carreta para um canto permitindo a passagem de ao menos de um carro por vez, mas as milhares de aboboras japonesas precisavam de centenas de pessoas para retirá-las da pista. Os funcionários da concessionaria nem se importaram com o ‘saque’…! Quando chegamos à Delegacia Regional de Pouso Alegre o Taxi do Magaiver já havia partido lotado de passageiros com destino a Santa Rita do Sapucaí, Extrema e Bueno Brandão.

Por causa da cambota da carreta de ‘cabotiã chegamos tarde e perdemos os detalhes dos BOs do fim de semana…!

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Garotinho de 7 anos pode ser preso por sequestro e extorsão…

Quando viu o pequeno presépio e as arvores e enfeites natalinos prontos para receber o menino Jesus, o garotinho Wandergleydson – há fundada suspeita, ainda não confirmada, de que seja um torcedor do Timão – resolveu escrever a tradicional cartinha para o Papai Noel pedindo uma bicicleta. E começou assim…

– Querido Papai Nuel, fui um otimu minino eçi ano… ajudei meu pai, minha main e até meu irmãuzinhu… Quero ganhar uma bicicreta!

Depois de um minuto de exame de consciência, o garotinho pensou consigo mesmo…

-“Ele num vai acreditá nimim! Vô refazê a carta…” – e começou de novo.

– Papai Nuel, acho qi num fui muito bão eçi ano, mais axu qi mesmo açim meressu uma bicicreta…

Quando foi colocar a cartinha debaixo da arvore, ele parou, pensou outra vez e concluiu que talvez não tenha feito jus ao presente que estava pedindo. E decidiu tomar outra atitude! Embolou a cartinha, jogou num canto da sala, foi até o presépio, pegou a solene imagem de Maria ao lado de Jose, colocou dentro do sapato e escreveu o seguinte:

– Jesuis, se liga na parada aí, meu… Tô com tua mãe, firmeza mano? A treta é a seguinte… Se quisé vê a tua véia dinovu, manda o véio da carroça cos viado mim dá uma magrela novinha… cinão o bicho vai pegá pro lado da coroa, morou brodi…!?

Note que Maria não está ao lado de Jose...

Note que Maria não está ao lado de Jose…

O BO de extorsão e ameaça foi registrado no 5º DP do Carandirú e está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Natalinos Infantis. Até o momento, nem o pré-meliante – suspeita-se que ele ainda use fraldas e chupe bico amarelo da Lillo escondido dos amiguinhos da rua – nem o cativeiro da mae de Jesus foram localizados…

*Fonte desta informação: Chefia do cartório da 13ª DRPC/E.K.Noveli

Simplorio & Finorio vendem bilhete premiado em Pouso Alegre

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Seu Juca, 61 anos, morador lá das bandas da serra de Espirito Santo do Dourado, conheceu Simplório no final da manhã desta segunda, 25. Cruzava ele a Herculano Cobra com Adolfo Olinto, na esquina do correio, saindo da casa lotérica, quando Simplório, moreno claro, baixo, gordo, com aparência de baiano, cerca de 40 anos se aproximou e puxou prosa com ar humiiilllde, quase santo…

– Seu moço, será que o sr. pode me ajudá? Eu tô com um bilhete de loteria aqui na ‘gibeira’, minha mulé falou que tá premiado… O sr. conhece por aqui uma casa lotérica que possa confirmar isso pra mim…?

Antes que o agricultor, plantador de banana, moço bom e honrado, dissesse alguma palavra, apareceu Finório…! Sujeito maduro, alto, claro, bem vestido, boa prosa. Foi logo se desculpando por entrar na conversa…

– Desculpe senhores, eu não pude deixar de ouvir a conversa de vocês… O sr. disse que tem um bilhete premiado? Pelo amor de Deus, fala baixo… Essa cidade está cheia de ladrões! Se alguém escuta isso toma o bilhete do sr.! Chega pra cá… Eu sou cambista, deixa eu conferir…

E foi logo abrindo uma maletinha que trazia consigo, tirando um pacote de bilhetes, impressos de loteria, anotações e sem dar tempo a Simplório e a Juca,  pegou um folheto e emendou…

– Está aqui, este são os últimos números sorteados da Quina… vamos conferir… Seu Juca, por favor, eu digo os números que deu e o sr. confere no bilhete do Simplório… Anota aí… 24… 47… 13… 31 e…50…

Simplório com os olhos grudados no papel na mão do plantador de bananas solta um grito e imediatamente tapa a boca com a mão…

– A Maria tinha, razão, tô rico… Agora ‘vamo’ ‘pode’ compra nossa casinha! Vou trocá a bicicleta…

– Pela amor de Deus, disfarça Sr. Simplório! Quer ser assaltado antes de receber o premio? Eu vou ajuda-lo a receber… Vou leva-lo à agencia da Caixa Econômica Federal antes que alguém tome o seu bilhete… O sr. está com os documentos aí, Rg, CPF, comprovante de residência, carteira de trabalho, cartão do sus, reservista, batistério, declaração de renda, carteira de sócio-torcedor do flamengo…  O sr. vai ter que abrir conta para receber esse premio!

– Ixi… Danô! Eu não tenho nada disso aqui não, sô.

– Olha eu posso ajudar o sr. a receber esse premio, deixe ver… – consulta seus folhetos! – Deve dar uns 300 mil, mas eu quero 10% ! – propõe Finório.

– Topá eu topo seu Finório, mas eu tenho que dá uma gorjeta pro moço aqui também, porque ele tava me ajudando primeiro quando o sr. chegô… – retruca Simplório quase ofendido.

– Concordo, nada mais justo… Então o sr. pega dez por cento de 300 mil e reparte pra nóis dois. Está bom assim pra voce sr. Juca?

Para o agricultor da “Praia” estava ótimo. Ele estava apenas passando por ali. Ganhar 15 mil reais sem fazer força era bom demais! Ele precisaria de duas Toyotas Bandeirantes lotadas de banana para ganhar 15 mil…!

– Mas como que a gente faz, seu Finório…? Quis saber simplório.

– Nós vamos à Caixa, recebo o premio na minha conta, saco e passo para o sr. descontando a minha parte…

– Mas que garantia que eu tenho…?

Antes que completasse a frase desconfiada, Finório emendou

– Vamos fazer o seguinte… Como prova de confiança, cada um de nós vai deixar os 15 mil reais com o Sr…. Eu tenho quase vinte mil reais aqui na maleta, que eu estava indo ao banco depositar – Completou Finório abrindo a maletinha e mostrando um gordo pacote de notas de cem reais. Virando para Juca ele pergunta;

– O sr. também tem os quinze mil para deixar com ele como prova de confiança?

Neste momento o plantador de banana que até então praticamente não abrira a boca, pois Finório não parava de falar, soltou a voz desanimado…

– Eu só tenho 750 reais na algibeira…

– Ah então não tem jeito, eu ajudo o sr. receber seu premio mas eu fico com os 30 mil de gorjeta..!

Antes que Juca dissesse qualquer coisa, Simplório indagou;

– Eu queria dar a gorjeta para o sr. também… O sr.não tem um dinheiro no banco, alguém que pode emprestar os 15 mil…

Alziro coçou a cabeça, pensou na bufunfa que estava escapando pelo vão dos dedos e falou…

– Bem, no banco eu tenho uns 5, tenho umas contas de banana para receber de clientes, mas não dá 15 mil…

Finório imediatamente enfia a colher na conversa…

– Tudo bem… Então vamos ao banco sacar este dinheiro! Vamos tomar cuidado com ladrões e vigaristas!

E foram.

Depois de limpar a conta no banco do Brasil, os três seguiram no carro do Finório, um Honda Civic prata, pela cidade, em busca dos clientes que deviam bananas para o sr. Juca. No Jardim Noronha ele recebeu uma divida de 4 mil reais, totalizando R$ 9.750. Colocaram o dinheiro do agricultor junto com o pacote de dinheiro do Finório numa bolsa que Simplório levava e seguiram para a Caixa Econômica onde iriam receber o premio da Quina, de 300 mil reais.

Toda a ‘operação’ para arrecadar o dinheiro, “prova de confiança”, durou cerca de duas horas. Finório, Simplório e Juca já haviam se tornado ‘velhos amigos’! Ao passar defronte uma farmácia na Silviano Brandão, Simplório passou mal! Parece que teve uma queda de pressão ou algo parecido! Ainda bem que estavam em frente a farmácia. Só tinha um problema! Não havia como estacionar…!

– Por favor seu Juca, pega um remédio ali pra mim. Eu sempre tenho isso… Tenho que colocar embaixo da língua senão o coração paraaaaiiiii… – disse Simplório entregando uma cartela vazia com o nome do medicamento e ‘desmaiando’ no banco traseiro do Honda Civic!

Juca entrou na farmácia e saiu rapidamente com o remédio na mão!

Mas cadê o Honda?

Juca olhou pra lá, olhou pra cá, olhou pra cima, pra baixo, foi até a esquina! Chegou a perguntar a um transeunte se não tinha visto um Honda Civic prata! Demorou alguns minutos para Juca ‘cair na real’… Para deixar ‘cair a ficha’… Para se dar conta de que havia caído no ‘conto do vigario’…! Mesmo assim, ora com um frio na espinha ora com o sangue fervendo nas veias, de raiva, ele ainda andou mais meia hora nas imediações da farmácia na esperança de avistar o Honda. Na esperança de ver Simplório desmaiado numa sombra qualquer segurando a bolsa com seus 9.750 reais…! Somente duas horas depois ele se aninou a procurar a policia para contar o fato. A esta altura Simplório & Finório deviam estar saboreando um rodizio regado a Casillero Del Diablo safra 2007, numa churrascaria qualquer da Fernão Dias próximo à Atibaia…

O diálogo e nome do personagem desta historia são fictícios. Foram criados com base em experiencias anteriores. Até porque, as vitimas morrem de vergonha de admitir que foram tão ingênuas. E contam pela metade ou inventam historias. O nosso “Juca” por exemplo contou para os familiares que foi assaltado, com arma e tudo, dentro do banco! – Não é mesmo, Jesus?

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O personagem, sua atividade laborativa, sua procedência  e os valores no entanto são reais. O produtor de bananas da “Praia” caiu mesmo no famigerado “Conto do Vigário” na segunda passada. Entregou de bandeja quase dez mil reais à famosa dupla. Simplório, o moço sempre de meia idade pra cima, que finge de pobre coitado e pede ajuda para receber o premio de loteria, pois não tem conta em banco, e Finório, o boa pinta, boa praça, boa prosa que oferece ajuda, foram batizados com este nome lá nos tempos de vovó de vestidinho chita… O golpe é muito velho. Mas tem vitimas novas todo dia!

Para cair no “conto do vigário” não precisa ser plantador de banana da Praia, aposentado do ‘Inamps’ ou costureira de subúrbio. Basta dar trela para Simplório & Finório. Eles conseguem até tirar leite de cavalo sem tirar o peão da sela!

Em Pouso Alegre já caíram no golpe ofice-boy, professora, policial aposentado, advogada… Teve até um distinta agiota da ‘high Society’. Ela foi aborda na porta da igreja de Fátima e conseguiu uma façanha! Entregou três mil reais que tinha em casa e foi ao banco na companhia da dupla e fez um empréstimo de 25 mil… Ela queria comprar o bilhete inteiro de 250 mil por 30 e ainda conseguiu um ‘desconto’! E depois queria me processar por causa das perguntas que eu fiz a ela!

Enfim…! Qualquer pessoa que cresça os olhos numa ‘graninha extra sem suar a camisa’ poderá cair no Conto do Vigário! Basta cruzar por aí com a famosa dupla Simplório & Finório!

 

Peladeiros do Canadá salvam ‘donzela’ de estupro

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Eram nove da noite fresca desta quarta, 27. O time de colete preto vencia o de colete laranja por 13 a 8… De repente, quando o delegado Clauber Moura se preparava para balançar mais uma vez as redes do sargento Leomir – ela já havia feito o mais belo gol da noite, por cobertura? – ouvimos gritos desesperados de mulher… Clauber parou! Todos paramos no lance e corremos para o alambrado oeste da quadra, na direção de onde vinham os pedidos de socorro! Os gritos ficaram abafados, como se tivesse uma mão tentando impedí-lo… De repente se tornaram agudos de novo…

– Socorro, aaaaiiiii… socorro, me ajude…!

Seriam adolescentes ‘zuando’? Ou seria uma donzela em perigo na estradinha escura depois do Jardim Canadá? Os gritos se repetiram …

– Me ajuda… Socorro… Aaaaaiiiihhh…

No minuto seguinte doze homens suados, de schort e colete estavam descendo a estradinha vermelha em direção aos gritos que vinham da escuridão.

Aos ouvir os gritos de cá, cessaram os gritos de lá… No instante seguinte o farol de uma moto acendeu em nossa direção! Ao ver aquele bando de homens de punhos cerrados indo ao seu encontro, o motoqueiro deu um cavalo de pau, tomou a direção contraria e sumiu na escuridão da noite. Talvez nunca saibamos quem era ele! Será?

Com mãos tremulas, derramando a água do copo que o único vizinho da quadra e sua esposa lhe ofereceu no portão, atropelando as palavras, a frágil e bonita garotinha de blusinha branca e shortinho jeans vomitou as palavras aos prantos;

– Eu não conheço o cara… Eu estava sentada perto da minha, ele passou e me convidou para dar uma volta de moto! Eu pensei que era no bairro, de repente ele veio para este lado, no escuro… eu nem sei onde estou! Eu gritei para ele voltar, quando ele diminuiu eu saltei da moto e ele me agarrou e começou me arrastar para o mato, me bater… eu comecei gritar…

– Onde voce mora garota?  Você viu o rosto dele? É seu namorado? Quantos anos você tem? Você já saiu com ele antes? Se o vir de novo você o reconhece? – bombardeávamos a donzela assustada de perguntas…

– Eu moro perto da Praça de Esportes… Eu pensei que era para dar uma volta lá perto…! Eu nunca o vi antes! Ele não tirou o capacete! Eu tenho 18 anos! … Vim de São Gonçalo… Não conheço nada por aqui… – tentava a garotinha responder à nossa enxurrada de indagações enquanto bebia a água com açúcar derramando na blusinha branca…

Bem, não havia mais nada a fazer. A mulher do vizinho já estava com o celular na orelha chamando a PM. O motoqueiro tarado a esta altura já havia passado pelo Recanto do Teimoso, pelo Alçapão e já devia estar chegando no Cajuru – o bairro. O restante do futebol…? Só se tivesse um terceiro tempo! Pior para o time laranja do Fernandinho, que perdia – de novo – para o meu time de preto. Semana que vem tem revanche!

Só espero que não apareça mais nenhuma donzela de shortinho jeans em perigo, nas garras de um motoqueiro estuprador, para atrapalhar nossa pelada…!!!

Cabeleireira de Pouso Alegre ganha Gol Flex e 35 mil por telefone…

No final da manhã deste domingo 24, a cabeleireira M.L.M.S, 52 anos recebeu uma mensagem em seu celular informando que ela havia sido contemplada em um sorteio e tinha ganhado R$ 35 mil e um VW Gol flex. Tudo que ela tinha a fazer era retornar a ligação de um aparelho fixo para o numero (85) xxxx-yyyy para receber as instruções de como retirar seu premio.

Ao ligar para ao referido numero – cujo DDD é do Ceará e região – o promotor do sorteio disse que ela teria que fazer a transferência de R$ 780 para a conta de M.W.F.Silva numa agencia da Caixa Econômica Federal. Tão logo fez a transferência do numerário e voltou a ligar para o mesmo numero, o “sr.Marcio” – percebendo que estava fácil! – mandou que ela fosse à agencia do Santander e depositasse mais R$ 1,20 mil para a mesma conta! Neste momento ‘a ficha caiu’…! A euforia da cabeleireira se apagou… Ela se deu conta de que havia caído no hilário “conto do vigário” via celular! Seu rico dinheiro já havia mudado para o Ceará!

A historia da dona Maria me fez lembrar o primeiro carro que ganhei por telefone, no final de 2006… Foi divertidíssimo. Aliás, foi um espetáculo digno de plateia!

Descíamos – eu e os inseparáveis parceiros Benicio e Cleber – a Rua das Hortências no bairro Recanto das Margaridas, quando o celular vibrou na cintura. Ao abrí-lo vi a mensagem:

– “Voce foi escolhido pelo Programa “Faça uma pessoa feliz” do SBT. Voce foi sorteado com um Honda Civic completo e mais um bônus de R$ 5 mil para documentação e seguro. Ligue de um aparelho fixo para o numero abaixo para confirmar seus dados e receber seu premio”. A central de sorteios do SBT o parabeniza e aguarda seu contato”.

Nós havíamos acabado de prender um cidadão por inadimplência alimentícia e como estávamos no velho golzinho quadrado sem ‘forninho’, ele estava no banco de trás ao lado do Clebinho. Mostrei para o três a mensagem, pulando de alegria no banco da frente!

– Vejam… Acabei de ganhar um carrão zero e mais cinco mil reais!!! Que maravilha! E olha que eu nem vejo o SBT em casa…!

Chegando na Delegacia da Quintino Bocaiuva fui direto para trás do balcão, peguei o telefone e liguei para o numero indicado na mensagem.

– Alô, foi vocês que me enviaram uma mensagem sobre o sorteio de um Honda Civic…?- falei eufórico.

– Um instante… Qual é o numero do téléfone fixo do sr. mesmo? – Perguntou uma voz com sotaque nordestino. Após ouvir o numero que eu disse o dono da voz fingindo desinteresse acrescentou…

– Estou anotando o numero aqui… Vou passar o sr. para o sr. Givanildo, da  ‘Central de Sorteios’. Um instante… – disse a voz.

Enquanto aguardava quatro ou cinco segundos, dava para ouvir uns cochichos do outro lado da linha que dizia… “… é um dos nossos clientes!”

A mesma pessoa deu uma limpada na garganta, impostou um pouco a voz e iniciou o diálogo tentando imitar ao menos a alegria do patrão Silvio Santos.

– Quem é o felizardo que acaba de ganhar um belo Honda Civic…?

A cada resposta que eu dava ele emendava uma nova pergunta ou uma interjeição do tipo;

– Mas que sorte a do sr.! senhor Airton! O sr. certamente vai fazer uma festa para comemorar, não é? Imagine ganhar um carro e mais cinco mil reais… – E sem dar tempo para qualquer interpelação, o cidadão com sotaque nordestino foi me enchendo de pergunta e foi esquecendo as ‘formalidades’. Logo estava me chamando pelo nome como se fossemos velhos amigos ou vizinhos!

– Acho que eu mesmo vou levar este carro aí para o sr. e participar deste churrasco, seu Airton!

Sabendo muito bem com quem eu estava falando e que tipo de carro eu havia ganho, dei corda para o moço da ‘central de sorteios’. A cada pergunta dele eu interrompia eufórico, querendo saber detalhes sobre meu carrão novo!

– Mas quando vocês vão me entregar o carro…!

– Amanha mesmo, seu Airton. Mas o dinheiro vai estar depositado na sua conta hoje mesmo, seu Airton…

– Mas que horas vocês chegam com o carro? Quero marcar o churrasco e desfilar com ele pelas ruas, posso?

– Mas claro, seu Airton! O carro é seu… – emendava no mesmo ritmo e euforia o moço da central de sorteios, cada vez mais à vontade, cada vez mais nordestino…!

A esta altura do nosso dialogo no hall do velho predio da esquina da Quintino Bocaiúva, Benicio e Cleber já haviam recolhido o preso da Pensão Alimentícia no ‘corro’ e já havia se juntado a meia dúzia de pessoas em volta do balcão para ouvir a conversa… Afinal, não era todo dia que viam um colega de trabalho ganhar assim um carro de sessenta e cinco mil num sorteio. Quanto mais eu me empolgava de cá com meu Honda Civic, mais o moço da ‘central de sorteio’ se empolgava de lá com minha empolgação…

– Mas me diga, em qual banco mesmo o sr. tem conta, seu Airton? Itaú, é? Tem conta em outro banco também? O sr. trabalha com que mesmo, seu Airton. O sr. já tem carro seu Airton? Que bom sr. Airton, agora o sr. pode dar o carro velho pra esposa e ficar com o carrão zero, né, seu Airton. Isso é que é sorte né, seu Airton? Como é que o sr. quer receber estes cinco mil, seu Airton? Através de boleto ou direto na conta, seu Airton? Qual é mesmo numero da conta seu Airton? Quanto o sr. tem na conta do Itau, seu Airton? E na conta da Caixa seu Airton?

Depois de uns quatro ou cinco minutos de animada conversa, decidi ‘apertar’ o cinto do ‘moço da central’;

– Mas de onde mesmo o sr. está falando, Givanildo?

– Da ‘central de sorteio’ do SBT…

– Eu pensei que o sr. estivesse falando de Fortaleza… Seu sotaque é bem nordestino!

Após uma pigarreada ele emendou…

– Mas eu sou do Ceará mesmo, é que eu não perdi o sotaque da terrinha, inda não!

– E há quanto tempo você trabalha em São Paulo, Givanildo?

– Já tem uns doze anos, oxente!

A esta altura da conversa, no entorno do balcão já não cabia mas ninguém! Funcionários, despachantes, pessoas que estavam na delegacia por algum motivo queriam ouvir de perto minha conversa com o ‘moço da central de sorteios’. E eu dando corda…! E ele querendo saber tudo e mais um pouco a meu respeito! O que eu fazia,quanto eu ganhava, em que banco eu tinha conta, quanto eu tinha na conta… Até que eu fiz a clássica pergunta!

– Mas o que eu tenho que fazer para receber este maravilhoso Honda Civic e os cinco mil, Givanildo…?

– É muito simples seu Airton, o sr. só precisa fazer um pequeno deposito na conta do SBT para ‘reativar’ a conta…! De quanto o sr. dispõe no momento no banco, seu Airton?

– Devo ter uns … quatro mil no banco Itaú, Givanildo – menti descaradamente abrindo um sorriso para as pessoas à minha frente no saguão da delegacia. Minha conta estava mais vermelha do que uniforme de bombeiro! Se eu de fato recebesse um Honda Civic de 65 mil e vendesse para pagar minhas contas em 2006, acho que mal sobraria para comprar uma bicicleta! A esta altura até o delegado Jose Walter, ao ouvir a conversa, desceu do seu gabinete no andar superior e parou na escada de madeira para ver e ouvir a encenação…! Percebendo pela minha euforia que eu já estava quase ‘fisgado’, o ‘moço da central de sorteios’ aumentou a pressão psicológica.

– Mas o sr. não tem dinheiro na poupança no outro banco que o sr. falou não, sr. Airton?

– Devo ter uns três mil e pouco na Caixa, mas eu vou precisar dele para pagar a escola dos meninos…

– ‘Ara’ sr. Airton, o sr., não pode dispor de 7 mil não, sr. Airton? O sr. vai receber totalmente de graça um premio de 70 mil, sr. Airton! Dá para colocar todas sua contas em dia…

– Tudo bem… sete mil! E o que que eu tenho que fazer?

– Fala o numero da sua conta para eu mandar depositar os 5 mil hoje mesmo, seu Airton… Agora anota aí o numero da minha, quer dizer, da conta do SBT para o sr. fazer a transferência dos 7 mil sr. Airton… – derrapou ele.

Bem, depois de uns seus ou sete minutos de encenação com Givanildo, o ‘moço da central de sorteios’ do SBT, diante de calorosa plateia querendo saber o desfecho, era hora de terminar o espetáculo e descer do palco. Levantei da cadeira com o telefone colado no ouvido e fiz a pergunta que todo cidadão que ganha carros e outros prêmios através de celular deveria fazer…!

– Sr. Givanildo… De qual penitenciária do Ceará o sr. está falando, mesmo!!!

– …………….

Após alguns segundos de silencio, engasgos e pigarros, o ‘moço da central de sorteios’ fingindo de desentendido soltou uma pergunta. Sua palidez do outro lado da linha podia se pegar com a mão…

– Não estou entendendo… Do que o sr. está falando, seu Airton..!

– Sr. Givanildo, pelo DDD da mensagem no meu celular, pelo seu sotaque e por mais alguns ‘detalhes’ eu sei que o sr. é um picareta falando de uma penitenciaria qualquer do nordeste do Brasil… Este numero de conta bancaria que você anotou aí é tão verdadeiro quanto você é funcionário do SBT! Eu estou falando da delegacia de policia onde eu trabalho, maaaannnnéééé!

Com o rosto pegando fogo de raiva, o ‘moço da central de sorteios’ do SBT, a dois mil e setecentos quilômetros de Santa Rita do Sapucaí, soltou um palavrão e desligou o celular.

No saguão da DP eu e a plateia soltamos uma gostosa gargalhada…

Para lidar com vigaristas de todo tipo, que te oferece prêmios e bilhetes premiados, não precisa ser policial e nem ter qualquer tipo de experiência… Basta lembrar que para ganhar alguma coisa… É preciso suar a camisa! É preciso trabalhar!!!

 

Assembleia de Minas elogia policiais civis de Pouso Alegre

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Na ocasião, depois de prender a ‘mula’ Júnia Eufrásio Fernandes chegando de São Paulo com 22 quilos de ‘erva marvada’, os detetives Teobaldo e Andre foram com ela, de táxi, para Silvianópolis, onde a droga seria entregue e prenderam também a traficante de Maria de Fátima Castro Morais.

Segundo os detetives apuraram, a droga trazida da capital paulista pela ‘mula’ Junia Eufrasio, pertencia ao traficante Jeferson de Jesus Castro Moraes, o velho Cepada, recém batizado de “Santista” pela faccão criminosa PCC.

Por conta desta droga que seria distribuída pelo traficante de dentro do Hotel do Juquinha, o filho de dona Maria de Fatima ganhou ‘bonde’ para a Penitenciaria Nelson Hungria, de Contagem, no mês passado.

O elogio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais se estende aos delegados Gilson Baldassari, da Especializada de Combate ao Trafico de Drogas de Pouso Alegre, chefe imediato de Teobaldo e André e Cibele Molinari, delegada de Silvianpolis.

Parabens aos abnegados policiais

Fui assaltado…!!!

Pedimos quatro pasteis com recheios variados e passamos a saboreá-los na beira da rua, na porta do famoso Mercado Central da capital mineira. No inicio, enquanto saboreava a guloseima, eu estava de costas para a pastelaria olhando o movimento infernal da Avenida Amazonas com Santa Catarina. Por um instante me distrai pra dar atenção à Tatiana e sorver um gole de suco de laranja, cujo copo estava sobre a minúscula mesinha. De repente senti um pequeno golpe no pescoço… Parecia uma daquelas brincadeiras bobas de amigos que chegam por trás e vendam seus olhos!  Mas no mesmo segundo percebi que eu havia sido roubado… O exímio punguista, com um puxão só, arrebentou meu cordão de ouro que eu trazia no pescoço e saiu correndo em disparada…!

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Experimentei pela primeira vez na vida a sensação de ser roubado. Interessante como reagimos nestas circunstâncias! Há exatos dez anos capotei uma viatura na Fernão Dias a 120 por hora. Enquanto o carro virava cambalhotas sobre a valeta que margeia a estrada, a única coisa que me veio à mente e eu gritei foi;

– “ me segura Deus”, “me segura, Deus”.

E Ele segurou! Tanto que estou aqui alegre e sorridente, de bem com a vida contando esta e outras historias.

Quando senti o atrito forte do cordão de ouro arranhando e se partindo no meu pescoço, a única coisa que me veio à mente… e eu gritei foi;

– ‘Fiadap…’ . E fiquei ali, com o pastel de carne numa mão e o suco de laranja da promoção na outra, olhando o trombadão dobrar a serra do cajuru.

Apesar da frustração pelo vacilo – comer pastel na porta norte do mercadão de BH, de costas para a Avenida Amazonas as onze da manha de um sábado! – confesso que me diverti! Fiquei parado olhando ele atravessar a Avenida Amazonas – as duas pistas – como uma barata desesperada desviando dos carros, pegar a Paraná até sumir na esquina da Tamoios. Durante todo o trajeto da fuga que durou cerca de um minuto, pelos mais de cem metros até sumir na esquina da Tamoios em obras, o punguista alto, magro, moreno, de blusa de moletom de capuz verde, não olhou para trás. Se tivesse olhado veria que eu continuava na porta do mercado saboreando meu pastel com suco de laranja enquanto alguns comentavam à nossa volta.

– O cara roubou o moço… – Dizia um.

– Por isso ele estava com o olho comprido olhando pra ele comer pastel… – Dizia outro.

Meia hora depois do roubo que deve ter rendido ao punguista R$ 30 reais, certamente meu cordão de ouro com pingente de Nossa Senhora Aparecida estava derretendo numa da infindáveis lojinhas de “compro ouro” da Rua Tamoios.

– “Vão-se os anéis… Ficam os dedos”

O ‘niver’ e o Natal estão chegando! Certamente vou ganhar um cordão novo, com pingente de Nossa Senhora ou de Cristo, que sempre estiveram ao meu lado…!

 

* Ah… – como diria meu saudoso e cauteloso pai –  o fato inusitado e ‘historico’ serviu de exemplo! Quando voltamos para casa, Tatiana, que está morando temporariamente na capital mineira, fez uma faxina na sua bolsa. Agora ela só leva pra rua  o estritamente necessário… Cerca de 16 ou 18 itens… Os outros 87 ela resolveu deixar em casa…!