O espermograma do velhinho

Ao receber a recomendação medica para fazer um espermograma o velhinho passou na farmácia, comprou o potinho e foi pra casa. Parecia fácil… Entrou no banheiro, tentou com a mão direita, tentou com a esquerda e até com as duas e nada! Então chamou sua mulher para ajudar. Ela tentou com a mão direita, com a esquerda, com as duas e até com a boca e também não conseguiu.

Não vendo outra opção, ela chamou a vizinha. Esta, querendo ajudar, mesmo bastante constrangida, tentou com a direita, tentou com esquerda, com as duas mãos e, muito sem graça pediu licença e tentou com a boca… Mas também não obteve sucesso…

A vizinha, não se dando por vencida, chamou a filha, que tinha 19 anos e era a menina mais encantadora do bairro! E mais uma vez as tentativas infrutíferas: mão direita, mão esquerda, as duas, boquinha com todo cuidado, mas… Também não conseguiu!

O velhinho triste, cabeça baixa, voltou à farmácia devolveu o potinho dizendo:

– Dá pro senhor me ver outro potinho? É que lá em casa ninguém conseguiu abrir este…!!!

O prefeito e o papagaio da padaria do Jordão…

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Toda vez que entrava na padaria do Jordão, durante a campanha politica, Quincas , como todo bom – e falso – candidato à prefeito – cumprimentava um por um os presentes, chamando-os pelo nome – embora as vezes chamasse Pedro de Paulo, Antônio  de Antenor e Francisco de Francisley… E distribuía largos sorrisos! Enquanto isso um papagaio maroto, como todos os papagaios, andava para lá e para cá no poleiro perto da porta, observando a falsidade do politico…!

Passadas as eleições vencidas por Quincas, seis semana depois ele assumiu a prefeitura. Como a padaria do Jordão era ali perto do ‘palácio publico’, toda manhã o novo alcaide parava na padaria para o desjejum. Mas quanta diferença no comportamento! Entrava mudo, pedia um pingado e um pão de queijo, comia fingindo olhar para a TV, pagava com moedinhas que trazia já separadas na algibeira – antes das eleições pagava com nota ‘grande’ e não fazia questão do troco! – e saia calado! – tenho a impressão que conheço alguém assim! – Quando passava pela porta o maroto papagaio soltava um palavrão;

– Fiadaputa…!!!

Quincas percebia que era com ele, mas nada dizia, achando que aquilo fosse uma malcriação do louro, até que um dia se ‘queimou’! Depois de mais um sonoro “fiadaputa”, resolveu reclamar com Jordão… Pelo telefone, é claro!

– Ô, Jordão, você precisa dar um jeito nesse seu papagaio! Todo dia é mesma coisa… Primeiro ele fica me olhando com cara de deboche, depois, quando eu saio da padaria ele me xinga de fiadaputa! Isso não pode continuar! Afinal eu sou autoridade máxima nessa cidade…!

– Ahn… Sabe Quincas! É que o louro tem uma certa razão… Ele estava acostumado a vê-lo sorrindo e cumprimentando as pessoas, agora, depois que as eleições passaram você entra na padaria e não sorri e nem cumprimenta mais ninguém…! – obtemperou Jordão.

– Ah… Então é isso!? Já sei como resolver…

No dia seguinte o prefeito entrou na padaria do Jordao, abriu um sorriso de um palmo e meio, fingiu um pouco mais do que durante a campanha politica e foi cumprimento todo mundo. Depois do ‘pingado’ com pão de queijo, deu uma olhadinha discreta para o louro que andava inquieto no poleiro de um lado a outro e saiu sorrindo satisfeito. Quando deu os primeiros passos na rua ouviu lá atrás um sonoro;

– Aprendeeeeeu, né … ‘Fiádapuuuuuta’!!!

…E assim surgiu o “Ribeirão das Mortes”

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 Há cerca de duzentos, quando o século 19 era ainda uma menina de cabelos de trança e boneca no colo, a garbosa Santana do Sapucaí já espalhava suas tranças pelos bairros da Cata, Tanque, Matadouro e Lava-pés. A imponente cidade, uma das quatro com mais de sessenta primaveras no Sul de Minas – as outras eram Campanha, São Gonçalo do Sapucaí e Camanducaia – se equilibrando no centro do morro, já contava cerca de três mil habitantes! Pouso Alegre, muito mais favorecida pela topografia, pela hidrografia e outros atributos naturais, ainda engatinhava… A capela de Bom Jesus do Matosinhos já estava onde está hoje, cercada por dois piscosos ribeirões! À direita o ribeirão que descia do bairro Primavera e corria serpenteando pela atual Avenida São Francisco e Ruas Cel. Ribeirão de Abreu, Bom Jesus, São João e João Basilio; e a esquerda o ribeirão que nascia no bairro da saúde, ao pé do bairro Santo Antonio e descia pela hoje Avenida João Beraldo até desaguar nos fundos da fazenda do Chiquinho de Freitas. Se o padre tivesse que sair da pequena capela para fazer um batizado às margens do velho Mandu, teria de ir no lombo de um cavalo baio bem arreado e forrado com vistoso e macio pelego ou numa charrete puxada por uma eguinha pampa, pois da Praça Senador Jose Bento às margens do piscoso rio era ‘uma viagem’…

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Da emergente Pouso Alegre de pés descalços à impoluta Santana do Sapucaí, em lombos de burros ou carros de bois, era viagem para quase uma semana… Dependendo da época do ano! Foi justamente este detalhe “época do ano” que estreitou a historia entre a ‘metropole’ Santana e a vila de Bom Jesus do Matozinhos! Do outono ao inicio da primavera, a viagem de cerca de trinta e cinco quilômetros poderia ser feita em apenas um dia… De setembro, quando começavam as chuvas, até o final da enchente das goiabas, em março, a mesma viagem em lombos de burros ou carros de boi podia demorar até uma semana!

A menina Pouso Alegre, embora já desse ares de que se tornaria em breve uma linda donzela e mais tarde  uma sedutora coroa ricaça – cobiçada por tantos que querem administrar seus dotes! – ainda dependia de Santana em vários aspectos, inclusive dos santos! Mais propriamente da ‘imagem’ do santo, o qual já havia sido escolhido para apadrinhá-la: “Bom Jesus do Mártires”! O ‘santo’ já havia sido adquirido numa transação ligeiramente obnubilada entre o pároco Hermógenes e o vigário Jose e Mello! Quando em 1792 o vigário da Vila de Bom Jesus do Matosinhos pediu autorização ao prelado Dom Manuel da Ressurreição em São Paulo, para construir a capela na vila, a imagem do Senhor Bom Jesus dos Mártires já estava em poder do beato Angelo Gomes Moreira – seu zelador – esperando o altar para recebe-la.

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Acontece que a transação com o pároco Hermógenes estava eivada de duvidas e insatisfação! Nunca se soube ao certo se o padre de Santana do Sapucaí havia vendido, doado ou ‘emprestado’ a imagem do santo ao vigário da vila de Pouso Alegre, que, aliás, ainda não havia sido batizada com o nome do ‘alegre’ pouso! Por isso os santanenses, queriam a imagem de volta. E queriam a todo custo! Passaram a pressionar os vilarinhos do Mandu para que devolvessem a imagem do Senhor Bom Jesus dos Mártires. Inclusive com ameaças!

– Só vamos esperar passar as festividades religiosas… Na semana seguinte, se a imagem do santo não estiver aqui, vamos buscá-la pessoalmente! – Ameaçavam os descendentes de Francisco Martins Lustosa, fundador da cidade meio século antes.

        Aquele ano, São Pedro – que dizem que além de manter as chaves da porta do céu, cuida também da central de abastecimento de agua – a Copasa de além das nuvens – parece que estava fazendo uma pequena torcida para Pouso Alegre ficar com o ‘São Bom Jesus’ e resolveu botar lenha na fogueira… Abriu as torneiras e deixou a chuva cair! Findas as festividades religiosas anuais, embora muito a contra gosto, pois já haviam escolhido Bom Jesus para padrinho do município que se avizinhava, mas querendo evitar a primeira guerra mundial, justamente por causa do santo, os vilarinhos trataram de atender o ultimato! Tentaram a viagem pelo bairro Faisqueira… Sem chances! Tentaram pelo Ribeirão… Não conseguiram sequer subir o morro da Cava – atual curva da Rua Bento Doria Ramos. Voltaram com o santo para a capela a fim de esperar a estiagem. Não tardou o sacristão recebeu novo recado ameaçador;

 

Para saber qual foi o recado e o desfecho dessa historia, acesse “www.meninosquevicrescer.com.br”.

 

O Juca caiu… Com quase um quilo de maconha

Juca, o celular 'X 9' e a droga...

Juca, o celular ‘X 9’ e a droga…

No final da manhã desta sexta, 07, o Inspetor interino Ricardo Teobaldo  recebeu uma informação detalhada de um amigo oculto da lei que dizia:

– O Juca acabou de receber uma remessa de maconha, mais de quilo! A droga deve estar dentro do Vectra verde com placa de Campos Gerais ou dentro do escritório do Lava Jato Bom Jesus… Vá lá agora que vocês pegam o ‘playboy’ com a mão na erva!!!

Teobaldo, que já andara investigando João Alves de Souza Junior, o “Juca”, imediatamente passou a informação ao seu chefe, delegado Gilson Baldassari, e foram checar a informação na Bom Jesus, no centro da cidade.

Era verdade!

A denuncia do amigo oculto da lei foi precisa!

No interior da geladeira do estabelecimento o detetive André encontrou o primeiro patuá de maconha. O restante da erva marvada – 17 patuás – estava mocosado no interior do aspirador do pó jogado num canto do escritório.

– A maconha que está na geladeira é minha, para meu uso… Mas a que está no aspirador de pó eu não sei de quem é… – Alegou João “Juca” Alves de Souza Junior, 33 anos.

– Quando chegamos ao lava jato, o Sr. Juca estava completamente ‘chapado’, sob o efeito de alguma droga… – disse o delegado Gilson Baldassari.

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Minutos depois da prisão do Juca e apreensão da droga, do carro e do celular do playboy, já na DP, o aludido celular tocou. Teobaldo que redigia o Reds atendeu se passando pelo dono do aparelho e ouviu a seguinte consulta de um provável fornecedor:

– E aê, Juca, você vai querer outra remessa somente de erva ou vai querer “doce” também? … Ok, ligo mais tarde confirmando a remessa!

Antes de tipificar o crime do Juca, o titular da Especializada no Combate ao Trafico ficou na dúvida… Como a maconha foi encontrada no interior do lava jato, dentro da geladeira e do aspirador de pó, o delegado não sabia se enquadrava “Juca” ‘envolvimento com o pó’, por vender ‘droga fria’ ou por ‘lavagem de droga’!!!

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Além da droga no aspirador, Juca não soube dizer a quem pertence o Vectra verde citado na denuncia, o qual estava no seu estabelecimento e jurou de pés juntos que é apenas ‘canabista’. Como “guardar” é um dos verbos sinônimo de “trafico” de drogas mencionados na Lei 11.343, Juca sentou ao piano, assinou o 33 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

… A julgar pela assistência jurídica recebida pelo traficante antes e durante a lavratura do flagrante, esse aspirador do Juca tem muito mais ‘pó’ do se imagina!!!

 

“”” Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!!! “””

*** Neste final de semana voce vai saber como surgiu o “Ribeirão das Mortes”…

 

 

Hotel do Juquinha recebe aparelho de TV… Recheado de celulares!

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Três e meia da tarde desta escaldante segunda, 03… Uma motoca Honda Falcon encostou na portaria do Hotel do Juquinha trazendo uma passageira. Mal a garotinha saltou da garupa levando nas mãos uma televisão antiga, de 14 polegadas, o motoqueiro rodopiou no cascalho e dobrou a serra do cajuru. Com grande esforço, que chegava suar o protótipo de bigodinho, a bonita garotinha chegou à portaria e disse com voz suave e tremula:

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– Vim trazer esta TV para o meu irmão!

Segunda feira é o dia fixado pela administração do Hotel do Juquinha para o recebimento de material de higiene… Apenas para o hospedes no período de triagem! Não era o caso do irmão da jovenzinha! Assim mesmo, imaginando um provável engodo, os agentes receberam a encomenda, passaram a garotinha para o lado interno do portão, chamaram três advogados que lá estavam aguardando atendimento para presenciar o ato e iniciaram a revista da encomenda…! Em poucos minutos desmontaram o arcaico aparelho de TV. Aparentemente não havia nenhum ‘objeto estranho’, nenhuma encomenda surpresa entre o tubo e a caixa plástica da TV. No entanto, o experiente agente percebeu que a tampa de plástico estava um pouco mais pesada do que o normal! Ao desmontar a tampa… Eureka!!! Surgiu a encomenda! No fundo falso artesanalmente adaptado com papelão, massa, cola e fita crepe havia quatro aparelhos de celular e três carregadores respectivos.

O aparelho de TV recheado era para o preso Alexsander de Paula Moreira, o “Alex da Gesonia”, condenado por porte de arma em 2012 e preso em maio do ano passado quando se preparava para arrombar mais um caixa eletrônico na região.

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Se além dos aparelhos telefônicos a garotinha estivesse levando também drogas, o juiz da Infância e da Juventude, Walter Jose Vieira, fatalmente iria ‘segurá-la’ por uma temporada de 45 das de reflexão no Hotel do Juquinha. Enfurnada, com cara de poucos amigos, C.P.M. foi econômica nas declarações a este colunista, mas deixou escapar sua insatisfação com alguns leitores do Blog…

– As pessoas só falam mentiras da minha família! – disse ela com uma pontinha de revolta.

Em menos de um ano atrás das grades, esta não foi a primeira vez que Alex da Gesonia, 19 anos, conectou-se ou conectaria com o mundo externo através do celular. Em agosto passado ele navegava pela internet de dentro do Hotel do Juquinha, belo e formoso como se estivesse num Spa! Navegava até um atento leitor do Blog fez a denuncia e a linha ‘caiu’!

Em poucos mais e um ano da atual administração do Hotel do Juquinha, os diretores já perderam a conta de quantos aparelhos já interceptaram nas revistas pessoais dos visitantes e nas ‘jumbadas’…

– Entre celulares e carregadores foram mais de trezentos… – Diz o diretor social Sergio Morais.

O acesso de objetos proibidos ao presidio é diversificado. Pode ser num fundo falso de uma inocente e arcaica TV – como a entregue pela garotinha C.P.M. – pode ser dentro do corpo – tanto por ‘frente’ quanto por ‘trás’ – ou por via aérea! Em dezembro passado quatro aparelhos desceram de ‘paraquedas’ acomodados dentro de um par de botas! O aviador errou o alvo e a botina voadora aterrissou na fabrica de blocos no pátio externo… Não funcionou!

C.P.M. perdeu os aparelhinhos e a TV – que talvez nem funcionasse! – e deve ganhar apenas um ‘puxão de orelha’ do Homem da Capa Preta.

Caiu a casa da Flavia Ruiva…

Flavia Ruiva: ... De trás das grades do sobradinho da Sapucaí, para trás das grades do Hotel do Juquinha!

Flavia Ruiva: … De trás das grades do sobradinho da Sapucaí, para trás das grades do Hotel do Juquinha!

Ela tem contra si uma infinidade de denuncias de amigos da lei, via 181. Só o “Blog do Airton Chips” recebeu uma dúzia de comentários informando como “Ruiva” distribui drogas na porta de sua casa na Sapucaí. Os detetives da Especializada de Combate ao trafico instalaram câmeras secretas nas imediações e filmaram a dinâmica do comercio ilícito. Aliás, dinâmica tão simples como somar 2 x 2… Em poucos minutos de filmagem é possível ver mais de uma dezena de nóias do velho Aterrado e de outros barros e até do centro se aproximando da grade, estendendo a mão direita com o dim-dim e saindo sorrateiramente com a droga na mão esquerda. Tem momentos que Flavia Ruiva mal consegue segurar a bufunfa numa mão só…! Notas de cinco, de dez e de vinte surgem como grama em suas mãos. A fiel escudeira Thalia, sua cunhada, do lado de fora do sobradinho, se encarrega de conduzir os novos clientes que ainda não conhecem a ‘boca’, até a grade! Até pessoas acima de qualquer suspeita, que ‘pagam’ de bonitões no centro – será que você não aparece na fita, não? – vão bater à grade de Flavia Ruiva na bifurcação da Sapucaí com uma nota de dez na mão. Toda esta movimentação está gravada em CD e será apresentada ao Homem da Capa Preta esta semana, juntada ao Auto de Prisão de Flagrante da ultima quinta 28. Ironicamente a traficante – que se não fosse denunciada por amigos ocultos da lei, acabaria assumindo brevemente a coroa da “Rainha Mara”, deposta do trono em 2010 – caiu antes da hora, após tropeçar numa singela roupinha de bebê!!!

Eram 10h40m da manha de quinta 28, quando o jovem Alex Gomes Augusto adentrou a loja Super Star  Kids na Doutor Lisboa, acompanhado de uma mulher  e pediu para ver roupinhas de batizado. Enquanto sua companheira atraia a atenção da vendedora, algumas peças de roupas ‘escorregaram’ para sua sacola. Fingindo desinteresse pela mercadoria ele se despediu e foi embora sem comprar nada. Logo que saíram a vendedora resolveu checar seu “Big Brother” e constatou a tramoia. A policia militar compareceu ao local, registrou o fato e o caso teria ficado o dito pelo não dito, se Alex não tivesse voltado ao local do crime. Por volta de quatro da tarde do mesmo dia Alex desfilou belo e charmoso pelas imediações da Super Star Kids. Desta vez os homens da lei chegaram a tempo de oferecer as pulseiras de prata ao gatuno de roupinha de bebê. Chamado na chincha, Alex deu a fita.

– Eu troquei as roupinhas por três pedras bege fedorentas na esquina da Sapucaí…

Minutos depois Flavia de Fatima Alves a “Flavia Ruiva” recebia os homens da lei em sua casa para o chá das cinco! Além das roupinhas furtadas na Super Star Kids, os policiais encontraram também 28 pedras beges fedorentas num cesto de roupas na sala de sua casa e ainda R$ 184 em notas de porta de igreja e dois celulares.

– Minha cunhada Thalia era usuária de crack… Acho que a droga é dela – Disse solenemente a “Ruiva”.

– E quanto à esta pilha de denuncias de trafico na sua residência? – perguntou o delegado, só para ouvir mais uma ‘perola’!

– Meu filho Juliano, que é ‘dimenor’, costumava vender droga… As denuncias devem ser por isso… – respondeu Flavia sem ficar vermelha.

Flavia Ruiva, 37 anos, cresceu vendo os irmãos Flavio Cagão e Daniel Daniboy enroscado nas barbas da justiça. Flavio foi assassinado há dez anos pelos irmãos ‘Mateus’, depois de matar um deles e Daniboy, na caminhada desde a adolescência, está por conta do contribuinte na Penitenciaria Nelson Hungria, acusado de varias tentativas de homicídio por conta do trafico, no ano passado. O filho Juliano só não vai fazer companhia a ela no Hotel do Juquinha, por conta da tentativa de assalto ao Supermercado Alvorada em 2013 porque a lei ainda não autoriza a prisão de “dimenor”!

Apesar de todo este imbróglio, não estranhem os leitores se Flavia Ruiva voltar a desfilar na Sapucaí e distribuir drogas através das grades do seu sobradinho dentro de alguns meses! É que, embora já esteja no comercio da pedra a algum tempo, esta é sua primeira cana, seu primeiro processo… Apesar de ter assinado o 33 e o 180, ela é primaria. Vai pegar a pena mínima, de 5 anos, reduzida de um terço. Como nossa lei penal é flácida e cheia de buracos, Flavia não criará raízes no Hotel do Juquinha! Mas por ora, verá o sol quadrado…!

Minutos de Sabedoria…

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“Não se deixe abater pela tristeza.

Todas as dores terminam.

Aguarde que o tempo, com suas mãos cheias de balsamo, traga o alivio.

A ação do tempo é infalível e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão.

Mais depressa do que supõe você terá a resposta, na consolação de que necessita”.

Continue de cabeça erguida e olhos vivos para ver os sinais de Deus na natureza!

 

Tenham todos uma iluminada semana!

Juiz manda ‘capar’ tarado por tentativa de estupro

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“O adjunto de promotor publico, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora de Santana, quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado que estava atrás de uma moita de mato, saiu dela de supetão e fez proposta à dita mulher por coisa que não de pode trazer à lume, e, como se recuzasse, o dito cabra abrofolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas dela de fora ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio ao amparo dela Nocreto Correia e Norberto Barbosa que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso, fazem prova.

        CONSIDERO:

        Que o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisa que marido dela competia conxabrar, porque casados pelo regime da Santa igreja cathólica romana;   

         Que o cabra Manoel Duda é um suplicante debochado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quis também fazer conxambranas com a Quiteria e Clarinha, moças donzelas;

        Que Manoel Duda é um sujeito perigoso e que, se não tiver cousa que atenue a perigança delle, amanhan está metendo medo até nos homens!

        CONDENO:

        O cabra Manoel Duda, pelo maleficio que fez à mulher de Xico Bento, a ser CAPADO, capadura essa que deverá ser feita a MACETE!  A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.

Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregoe-se editais nos lugares públicos.

 

                          Manoel Fernandes dos Santos

                   Juiz de Direito da Villa de Porto da Folha

                 Província de Sergipe, 15 de outubro de 1833”.

 

… Se a ‘moda tivesse pegado’, o Hotel do Juquinha teria alguns tarados a menos!

 

Tres bandidos perigosos e oito detetives atrapalhados

Nosso eterno Rabo-Verde... Na época ele ainda circulava pelo centro da cidade. cdade

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Na época nosso eterno Rabo Verde ainda circulava pelo centro…

Quando chegamos para o expediente da tarde naquela terça feira, o subinspetor Ângelo nos reuniu na inspetoria e deu a missão…

– O gerente da Útil me ligou… De manhã estiveram na imobiliária três caboclos querendo alugar uma casa no Foch. Eles são bastante estranhos. Estavam com uma maleta de dinheiro vivo… Queriam pagar os seis meses de aluguel adiantado! Pelo jeito são assaltantes de São Paulo querendo se esconder em Pouso Alegre… Eles ficaram de voltar na imobiliária às quatro da tarde para fechar o contrato! Estão num Del Rey ouro…! Adão, Luiz, Pezão, monte uma equipe e vão p’ra lá esperar por eles. Leve uns oito… Espalhem ali por perto, se misturem aos transeuntes, aos clientes da imobiliária e tomem cuidado! Use o fator surpresa… Evitem o confronto! Vocês aprenderam isso na Acadepol, não é?

Antes das três da tarde estávamos espalhados na Rua Dom Assis… No começo da rua estava o pequenino Romeu atrás do volante da “brasilinha verde”, pronto para engatar primeira e encostar na porta da imobiliária! Luiz Neves com seu jeitinho interiorano de Conselheiro Lafaiete e Munhoz com seu rosto sempre vermelho contrastando com seu óculos fundo de garrafa, estavam com pinta de somongós cada um numa esquina! O veterano Luiz Mendes, com seu jeito de Contador prestes a se aposentar e o jovem Barbosinha e seus cabelos enrolados, parecendo qualquer coisa menos policia, estavam dentro da bicicletaria do Santos Patrício, em frente, fingindo muito interesse numa Caloi Barraforte Circular! Encostado no balcão da imobiliária Adão com seu impecável traje social com a fralda da camisa para fora da calça jogava conversa fora com o Vanderlei, já bastante calvo! Eu e Adair Pezão estávamos sentados cada um numa ponta do surrado sofá, com o coração batendo acelerado, esperando ver três sujeitos entrar com uma maleta na mão e talvez um trabuco na cintura por baixo da camisa! Fazia um inquietante mormaço! Os ponteiros do relógio na parede do escritório pareciam estar parados! Até que o sino da Catedral – aquele mesmo que no Natal de 55 bateu desesperadamente anunciando a morte de Jacira no Beco Crime – deu quatro badaladas!

A pressão aumentou!

Os homens viriam ou não?

Será que descobriram que a arapuca estava armada?

Exceto as duplas, estávamos incomunicáveis. Adão, o mais veterano da “operação imobiliária” saiu à porta e conferiu… Cada um estava em seu posto.

A velha Rua Dom Assis estava quase deserta, cheia de vagas para estacionar. E nada do Del Rey ouro com três ocupantes chegar…!

Dona impaciência já estava nos cutucando, convocando-nos para uma mini reunião… Mas desfazer o laço da arapuca sem os pombinhos – melhor dizendo, sem os abutres! – seria muito perigoso. Se os suspeitos vissem um grupo de marmanjos na recepção da imobiliária, na rua ou mesmo na bicicletaria do Santos Patrício, certamente não iriam cair no laço! Além disso, havia o risco de uma troca de tiros! O jeito era massagear a paciência e esperar…!

De repente, sem nenhum aviso externo, o Del Rey ouro estacionou na porta do escritório da Útil!!! Os pouco mais de vinte segundos gastos para o trio descer do carro e adentar o escritório pareceram uma eternidade!!! Quando o trio encostou-se ao balcão a pergunta do atendente se confundiu com a ordem em uníssono…

– Mãos na cabeça… Vocês estão presos!!!

Ah, bons tempos aqueles em que o policial prendia o bandido para depois informar porque ele estava sendo preso! Não havia flagrante, não havia mandado, mas podiam prender, pois estava escrito na testa do suspeito que ele era bandido e tinha debito com a justiça!

Não demorou trinta segundos os outros cinco detetives estavam na recepção da imobiliária… E a Brasilinha Verde nos braços do Romeu, na porta! Antes que eles esboçassem a primeira pergunta para a prisão, já estavam com as pulseiras de prata apertando os pulsos. Foi tudo muito rápido… Rápido demais! Tão rápido que protagonizamos um tremendo ‘mico’! Mas acho que ninguém percebeu…!

Uma coisa que aprendemos claramente na Acadepol é que local de abordagem e prisão não é local para explicação e argumentação! Por vários motivos. E o principal deles é a segurança dos policiais e de quem estiver por perto. Por isso urgia sair do escritório da imobiliária.

Mas precisava ser tão atabalhoadamente…!?

Antes que o curioso ‘Vitinho’ dissesse Pindamonhangaba, o trio de assaltantes, sem fazer uma única pergunta, já estava no banco de trás da Brasilinha Verde com Romeu ao volante e Adair ajoelhado no banco da frente apontado o trabuco para o nariz deles! E desceram a Dom Assis em direção à delegacia. Nós seis embarcamos no Del Rey ouro dos bandidos… E aí aconteceu a trapalhada!

Não conseguíamos inclinar os bancos da frente para passar para os bancos de trás! Puxávamos, procurávamos os botões, de cima a baixo, um de cada lado e nada de os bancos inclinarem! Enquanto isso a Brasilinha Verde se distanciava levando três perigosos assaltantes de bancos com apenas dois policiais… Um ocupado com o volante e o outro ocupado em controlar o medo e o nervosismo!

E se um dos bandidos surpreendesse o Adair? E se na esquina da São João o restante da quadrilha estivesse de tocaia esperando a passagem da Brasilinha Verde?

Não. Não podíamos ariscar a deixar três assaltantes de bancos aos cuidados apenas de um detetive! Não havia tempo para descobrir como inclinar os bancos para sentar atrás! Embarcamos no Del Rey como deu… Pulando por cima do banco, por cima do motorista! Pelas janela… Adão, já apavorado, arrancou com o possante e acabou de ajeitar a carga no tranco! Uns por cima dos outros, deixando para trás uma embasbacada plateia sem entender patavina do que estava acontecendo! Ainda bem que não entenderam, pois, por um mistério quase inexplicável, o ‘espetáculo da Util’ reuniu dezenas de expectadores em menos de um minuto!

Embora seja centro da cidade, com vários pontos comerciais, a velha Dom Assis não tem tanto movimento assim. No entanto, tão logo a Brasilinha rangeu suas molas e freios ao lado do Dele Rey ouro, portas e janelas se empinhocaram de curiosos! Desconfio que o Vitinho ou outro funcionário da imobiliária, ao saber da ‘operação secreta’ deve ter vazado a informação para a vizinhança, recomendando naturalmente…

– Fiquem preparados… As quatro da tarde a policia civil vai prender uma quadrilha aqui no escritório! Não percam! É segredo, não contem para ninguém…! só para as crianças da creche…!!

Entramos na Silvestre Ferraz no exato momento em que Romeu estacionava a Brasilinha Verde na porta da DP. Estávamos todos inteiros. Alguns de nós de cabeça para baixo, mas inteiros dentro do Del Rey ouro!

Os três meliantes de caras fechadas foram levado direto para o gabinete do delegado regional onde finalmente soltaram a voz, numa conversa à boca pequena, só com a chefia! De lá foram para o corró e no dia seguinte desembarcaram em São Paulo. O boato que surgiu na delegacia é que eles desembarcaram mesmo… No meio de uma avenida de grande movimento como são quase todos as avenidas paulistanas, deixando os dois detetives que os escoltavam só com o cabo do guarda chuva na mão! Nunca conseguimos entender isso! Do escritório da Util – três quarteirões até a delegacia – nós jovens e sonhadores policiais viajamos até de cabeça para baixo para não perder de vista os perigosos assaltantes na Brasilinha Verde… No dia seguinte eles foram recambiados para outro Estado com apenas dois escoltas…!? E desembarcaram no meio – literalmente – da avenida com a viatura em movimento!!! Bem, deixemos este ‘mistério’ para a imaginação do leitor! Afinal, desde que o mundo é mundo, já existe caminhos – e pessoas – tortas! Voltemos ao ‘mistério’ de “como chegar ao banco de trás” do vistoso Del Rey Ouro…

Tão logo entregamos o trio de assaltantes armados apenas com sua maleta – recheada de cruzeiros, que daria para pagar o salario de toda a equipe aquele mês e mais o Decimo Terceiro – na porta do gabinete do delegado regional, corremos para a garagem, para descobrir como inclinar os bancos da frente do Del Rey. Antes chamamos o Sr. Nelson Wood, que era Vistoriador de veículos e mecânico, para nos auxiliar. Como já havíamos ‘apanhado’ do Del Rey e também para testar os conhecimentos do ‘seu’ Nelson mostramos o carro e falamos.

– Seu Nelson, o Sr. poderia inclinar os bancos da frente para que possamos sentar no banco de trás do Del Rey…?

Nelson Wood olhou para o carro com um olho só – ele era caolho, acho que era o direito! – meio ressabiado e muito singelamente perguntou!

– Mas porque vocês querem entrar pela frente e passar para o banco de trás? É alguém tipo de exercício, mandinga?

– Não, seu Nelson… É que é meio complicado pular por cima do banco, né!

– Ué…! E porque não entram pelas portas de trás? É só puxar a maçaneta…! – E dizendo isso passou a mão na lateral do carro e com um simples ‘clic’ escancarou o lado direito traseiro. Em seguida o esquerdo… Abriu os braços sujos de graxa olhou pra nós e fez uma pequena careta como quem pergunta:

– Qual o problema???

O Del Rey ouro dos assaltantes paulistanos era “quatro portas”!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ainda posso sentir o gosto salgado do suor escorrendo por entre os fios ralos do meu bigode de adolescente até parar nos meus lábios, mas não sei dizer ao certo se aquela interminável tarde de mormaço, de ‘gafe coletiva’, era final de primavera de 81 ou inicio de outono de 82…!

Naquele tempo, carro quatro portas era exceção!

 

Obs: Se você meu estimado leitor tiver uma foto da Útil ou da rua Dom Assis daquele época, envie-me para ilustrar a crônica!

Policia Civil prende motoqueiro ‘serial’ estuprador

Aguinaldo de Lima Martins, 32: - ... Era 'programa'! Eu pagava elas... 100, 150, 200 reais...!

Aguinaldo de Lima Martins, 32: – … Era ‘programa’! Eu pagava elas… 100, 150, 200 reais…!

Chegou ao fim o reinado do ‘sultão’ Agnaldo de Lima Martins. Ele foi preso pela policia civil no final da manhã desta quarta, 22, quando saia de casa no bairro Santo Expedito. Aguinaldo vinha sendo investigado desde o final do ano passado, quando surgiram as primeiras queixas de estupro. Desde então os detetives Elon, Diego e Renato vinham tentando identificá-lo e leva-lo à barra dos tribunais.

Em seus depoimentos as vitimas, mulheres de varias idades, na maioria adolescentes, contavam versões diferentes para a abordagem. Umas diziam que estavam andando belas e formosas pela rua quando o motoqueiro se aproximava, dizia estar armado e as obrigava a subir na garupa da moto e acabavam levando-as para locais ermos, onde abusada sexualmente delas. Outras contavam que o moço se aproximava de moto, contava uma historia da carochinha e as convencia a ajudá-lo. Uma vez na garupa da moto rumava para local deserto onde as estuprava mediante ameaça.

– Eu estava caminhando quando ele apareceu, falou que sua esposa estava ‘traindo ele’ e me ofereceu 100 reais para tirar uma foto da esposa com o amante. Depois que eu montei na garupa da moto, ele me levou para o mato… – Contou uma das vitimas.

T. aquela garotinha de 18 anos, que este colunista e seus colegas de futebol evitaram que fosse estuprada próximo à quadra poliesportiva do Jardim Canadá no ano passado, contou-nos uma versão mais ingênua quando a levamos para a única casa isolada à beira estrada naquela quarta feira…

– Eu estava sentada no passeio em frente minha casa no Jardim Olímpico… Ele parou pra conversar e perguntou se eu queria dar uma voltinha na sua moto! – Contou ela se embriagando de água com açúcar depois de escapar das garras do estuprador.

A versão da senhora K. é menos ingênua e mais brutal…

– Eu havia perdido o ônibus, aí resolvi voltar para casa à pé mesmo. De repente, na Avenida Alberto Pacciuli, um motoqueiro parou ao meu lado, falou que sabia onde estavam meu marido e meus filhos e ameaçou matá-los se eu não subisse na garupa da moto! – contou ela indignada.

K. foi estuprada debaixo de sol quente do meio dia na beira da estradinha de terra no Recanto Irashai. O estuprador nem se deu o trabalho de tirar o blusão de couro e o capacete!

O Inquérito Policial que colocou os detetives Elon, Diego e Renato na sombra do motoqueiro ‘serial’ estuprador, foi instaurado pela delegada de Mulheres Lucila Vasconcelos, no dia 13 de novembro. A vitima foi a garotinha I.E.F. de 13 anos. Além do abuso sexual, a adolescente contraiu sífilis após o relacionamento animalesco.

Ao sentar-se ao piano do delegado Bruno Lopes nesta quarta, Aguinaldo admitiu todas as conjunções carnais de que estava sendo acusado! Mas tinha sua resposta/defesa na ponta da língua!

– Não foram estupros não, doutor! Foram ‘programas’… Eu ‘convidava elas’ p’ra transar e elas topavam! Eu sempre pagava… cem, cento e cinquenta e até duzentos reais!

Além da minuciosa investigação realizada pelos detetives para identificar e prender o estuprador, o delegado Bruno Lopes, responsável pelo I.P., precisou ir além do profissionalismo… Fez até o trabalho de ‘office boy’ para garantir que o tarado fosse conhecer o Hotel do Juquinha! Tão logo Agnaldo chegou com as pulseiras de prata, o eficiente delegado intimou cinco das vitimas, fez acareação, colheu seus depoimentos, relatou o I.P., formulou o pedido de Prisão Preventiva e o levou pessoalmente ao Forum. Esperou pacientemente quase duas horas que o pedido fosse apreciado pelo Representante do Ministério Publico e assinado pelo Homem da Capa Preta autorizando o ‘mandamus’.

Cinco mulheres vitimas do motoqueiro serial estuprador já foram ouvidas. Outras cinco ou mais – inclusive algumas que ainda não superaram o trauma e o constrangimento e ainda não coragem de registraram queixas na DP – deverão ser ouvidas antes da conclusão do I.P. .

Independente do que disseram as vitimas e o estuprador, Agnaldo já está enrolado até o pescoço nas malhas da lei… I.E.F. uma das meninas que ele disse ter levado para o mato em troca de um punhado de reais, tem apenas 13 anos! Isso é suficiente para enquadrá-lo no artigo 217-A do Código Penal! O estupro de vulnerável poderá custar de 8  a 15 anos ao ‘garanhão’ num ‘curral’ fechado!