Comerciaria evita furto na Getúlio Vargas

 

Paloma Pinto Balbino: Eu vi a janela do carro aberta...

Paloma Pinto Balbino: Eu vi a janela do carro aberta…

A tentativa de furto aconteceu no final da manhã desta terça, 03, na Avenida Getúlio Vargas. Ao sair do banco com a bolsa recheada de dim-dim, a senhora B.C.S foi seguida até seu carro estacionado ali perto. Quando colocou a bolsa no banco para ligar o carro, apareceu de repente uma guampuda e arrebatou a bolsa no banco. Pega de surpresa B.C.S botou a boca no trombone aos gritos de pega-ladrão.

Uma jovem comerciaria de uma loja ali perto, ao ouvir os gritos, imediatamente tentou intervir e evitou o roubo. Ao ver-se perseguida, a ladra pegou apenas o dinheiro, jogou a bolsa fora e dobrou a serra do cajuru. No entanto, na fuga, acabou perdendo também o dinheiro, que se espalhou ao sabor do vento pela rua enquanto a ‘mão leve’ fugia de mãos limpas.
A Guarda Municipal que estava por perto foi acionada e uma hora depois abordou a ladra trapalhona na entrada do Aterrado. Ao receber as pulseiras de prata, Paloma Pinto Balbino, que completou 20 anos no dia 12 de janeiro e tem diversas passagens pela policia, alegou que precisava do dinheiro para comprar drogas. Mais tarde na DP chorou as pitangas para o delegado Gilson Baldassari…
– Eu ia passando, vi a janela do carro aberta, aí eu peguei a bolsa, peguei o dinheiro, mas de repente apareceu uma mulher ‘pra catar eu’…! Eu saí correndo e o dinheiro ficou espalhando pelo chão… Ela foi catando tudo… – contou Paloma com toda essa riqueza detalhes e vernáculos!
Quanto ao destino que daria ao dinheiro, caso a mulher da loja não tivesse se intrometido no furto, Paloma disse que iria comprar mantimentos para seu pai que está preso! – Será que as três refeições diárias fornecidas pelo contribuinte no Hotel do Juquinha não são suficientes?
Como todo condenado na hora da morte tem seu ultimo pedido, todo meliante sentado ao piano do paladino da lei tem direito de avisar uma pessoa da sua prisão! Paloma pediu que avisassem sua namorada – namorada!? – Ketlin Caroline, que estava sendo presa.
E foi mesmo.
Com se trata de furto simples, ela teve a fiança arbitrada em um salario mínimo, R$ 788. Mas, como não tinha dinheiro nem para comprar crack e nem para comprar mantimentos para o pai preso, naturalmente ela não tinha também para pagar a fiança!
Por isso pegou carona no Taxi do Magaiver e foi fazer companhia ao pai – Renato Pereira Balbino o “Patinho”, preso no ultimo dia 25 por trafico de drogas, – no Hotel do Juquinha!

Big Brother do Baronesa mandou duas para o paredão

Rana Saray ja conhecia o Hotel do Juquinha: Ela esteve hospedada lá em 2011 por trafico!

Rana Saray ja conhecia o Hotel do Juquinha: Ela esteve hospedada lá em 2011 por trafico!

O imbróglio aconteceu no meio da tarde quente de sexta feira, 30. Tatiane Miranda Machado, 28 moradora do Jardim Aeroporto e Rana Saray Nunes Coleti, 26, moradora do velho Aterrado, desfilaram pelos corredores do Hipermercado Baronesa e encheram o carrinho de compras. Não satisfeitas em encherem o carrinho, as duas mocinhas encheram também a bolsa à tiracolo…!
Ao passar pelo caixa as mocinhas pagaram tudo que estava no carrinho… Mas esqueceram de pagar o que estava na bolsa!!!
O chefe de segurança no entanto, não esqueceu do que ele havia assistido no famigerado Big Brother e foi atrás delas… Antes que as mocinhas chegassem ao estacionamento foram abordadas pelos seguranças e receberam um convite para tomar um cafezinho na gerencia! Os homens da lei foram chamados e o cafezinho – amargo – foi tomado na Delegacia de Policia!
Ao sentar ao piano do paladino da lei, as duas mocinhas participantes do Big Brother do Baronesa, disseram que furtaram os objetos porque estão passando por dificuldades financeiras…! Oh, que pena!
Veja o que elas furtaram: duas lâmpadas, um pacote de chocolate Biz, um pacote de tempero Sazon, um condicionador de cabelo, um conjunto de piercing, um adesivo para unhas e… Um litro de whisky Johnnie Walker ( 169 reais)!

 

Ladrões assaltam igreja N.S.de Fatima

Maycon...

Moises da Silva…

Uma da manhã abafada deste sábado ultimo dia de janeiro. O recepcionista do Hotel Peres no Loteamento Saudade, estava abanando o rosto com o leque para espantar o calor, quando um cidadão moreno escuro, alto, de vinte e poucos anos, usando moletom cinza, calça bege e tênis branco sujo encostou no balcão. Com a mão por baixo do moletom ele disse baixinho:
– Isso é um assalto… Passa o dim-dim!
Pedindo assim com tanta delicadeza, o recepcionista não teve como negar… Entregou os 170 reais que havia no caixa e também seu celular. Concluído o assalto pé de couve, o sinistro e silencioso assaltante da noite abafada saiu à pé pela Isidoro Silva Cobra e misturou-se à penumbra da noite!

Nove da manhã ensolarada deste sábado. Estava o casal Eronildes & Francisca separando donativos na capela de N.S. de Fatima quando ali chegaram dois guampudos e pediram água. Antes que fossem servidos, um deles levou a mão por baixo da camisa e revelou sua verdadeira sede! Sede de dim-dim…! Sob ameaça de uma suposta arma de fogo por baixo da camisa, a dupla pegou a bolsa de Francisca e os celulares e exigiram também as chaves do carro estacionado lá fora. Estava tão facil que os dois ratos de igreja, desculpe, assaltantes de igreja se descuidaram e Eronildes saiu à porta do templo religioso e botou a boca no trombone pedindo socorro. Com a aproximação dos vizinhos, a dupla desistiu do assalto e dobrou a serra do cajuru… no pé dois!
E se eles queriam andar de carro, conseguiram. Foram abordados minutos depois próximo ao Ceasa… E ganharam carona no Taxi do Contribuinte!

Moises

Maycon Aparecido Barbosa…

Segundo o BOPM, Maycon Aparecido Barbosa, 23, e Moises da Silva, 29, confessaram outros dois roubos… O do Hotel Peres no inicio da madrugada e o assalto à clinica Humanitas na quarta feira passada. Os ladrões de igreja, ambos com varias passagens pela policia por furtos e trafico de drogas, agora tem novo endereço!… Hotel do Juquinha!

 

Assalto ao mercadinho no Pantâno

Luiz Guilherme "Mamute" Dias Pereira

Luiz Guilherme “Mamute” Dias Pereira

Cinco da tarde quente de sexta feira, 30. Estavam os funcionários do Mercadinho quietos no seu canto no Distrito de São José do Pantâno quando ali chegaram dois guampudos montados numa Honda Twister vermelha. Sem delongas um deles foi direto ao caixa, sacou um trezoitão e anunciou o assalto. Levaram cerca de mil reais e dobraram a serra do cajuru… A serra do Sertaozinho! E seguiram em direção à Borda da Mata.
Meia hora depois, já cientes do roubo, os policiais e Borda da Mata viram um sujeito apear de uma moto vermelha perto do asilo de Borda da Mata – foi ali que há cinco anos eu entrevistei três velhinhos que presenciaram a farra do Coisa Ruim da Borda em 1953 – O carona da motoca vermelha era Rafael Helington Silva Goulart, o Faelzinho, 24 anos, figurinha fácil no álbum da policia, residente no bairro Santa Cruz na cidade dos pijamas.
No muquifo de Faelzinho ali perto, os homens da lei encontraram 15 barangas de maconha debaixo do seu colchão. Até então Faelzinho jurava de pés juntos que não tinha nada a ver com o assalto ao mercadinho do Pantâno e se recusava a dizer quem era o piloto da moto vermelha que lhe deu carona. Depois de uns agrados dos policiais, ele resolveu colocar as cartas na mesa.
O parceiro era Luiz Guilherme Dias Pereira, 26 anos conhecido por “Mamute” – um goleirão de futebol soçaite! Tempos atras fechou o gol contra ao meu time no Canadá -residente no bairro Serrinha, na cidade do Chiquinho da Borda.
Durante visita de surpresa à residência de Mamute, com o acesso franqueado pelo seu pai, os policiais encontraram a arma usada no assalto ao mercadinho do Pantâno, uma balança de precisão e algumas porções de maconha.

Rafael Helington "Faelzinho" !

Rafael Helington “Faelzinho” Silva Goulart!

Mamute, o assaltante da Twister vermelha estava dando um rolê pela cidade sem saber que a policia estava em sua casa esperando para o jantar. Quando voltou para casa no inicio da noite, deu de cara com os homens da lei.
Ao perceber a presença dos policiais, Mamute bem que tentou dobrar novamente a serra do cajuru, mas acabou caindo da moto, direto nos braços da lei. De volta ao local do crime, eles foram reconhecidos pelos funcionários do mercadinho do Pantâno como sendo os assaltantes da Twister vermelha.
Desde a manhã de sábado Mamute e Faelzinho estão hospedados no Hotel do Juquinha!

Mark Chapman & Jorge Maicon… Dois crimes e duas medidas

Jorge Maicon Sales de Freitas "Thor": Tres assaltos á mão armada, um lçatrocinio e agora trafico formiguinha... Mas ainda é primário! Ficará menos de um ano atras das grades!!!

Jorge Maicon Sales de Freitas “Thor” vai fazer 19 anos no mês que vem: Tres assaltos à mão armada, um latrocínio e agora trafico formiguinha… Mas ainda é primário! Ficará menos de um ano atras das grades!!!

Quando saí de casa e entrei no fusca pinhão para ir à rodoviária com destino à Belo Horizonte, o toca fitas TKR cara preta tocava freneticamente a canção “Imagine”… Na rodoviária da Praça João Pinheiro no final da noite, a musica mundialmente famosa continuou tocando. Tocava também no radinho do sisudo motorista do ônibus cor de laranja da ENSA, o único que fazia o trajeto Pouso Alegre/Belo Horizonte naquela época. Vencido pelo cansaço acabei adormecendo já de madrugada ouvindo nos radinhos e toca-fitas portáteis dos companheiros de viagem a mesma canção; Imagine! Às seis da manhã quando desci no ônibus na rodoviária de BH, a primeira coisa que ouvi foi… “Imagine”, a canção mais famosa de John Lennon. Ele havia sido assassinado dois dias antes na porta de casa. Eu estava fazendo aniversario naquele dia… Às oito da manhã eu começaria meu curso de detetive na Academia de Policia na capital mineira.
Estes fatos se deram no inicio de dezembro de 1980. Foi no final da noite daquele longínquo 08 de dezembro que o psicopata Mark Chapman matou o mais famoso dos Beatles com cinco tiros na porta do edifício Dakota onde ele morava em Nova York, depois de ter recebido um autografo seu horas antes.
O assassino do cantor foi condenado a 20 anos de cadeia. Sua pena portanto, venceu em 2000. No entanto ele continua preso pelo mesmo crime… há 34 anos! E sabem por que? Porque ele representa um perigo para a sociedade! Se voltar para o convívio social, ele poderá matar outro inocente!

Mark Chapman hoje aos 59 anos. Tinha 25 anos quando matou Lennon para "ser alguem". Foi condenado a 20 anos mas está´preso ha 34, pois representa perigo para a sociedade!

Mark Chapman hoje aos 59 anos. Tinha 25 anos quando matou Lennon para “ser alguem”. Foi condenado a 20 anos mas está´preso ha 34, pois representa perigo para a sociedade!

Os advogados de Mark Chapman no entanto, nunca desistiram de tirá-lo da cadeia. É para isso que existem os advogados. Por isso, a cada dois anos impetram na justiça americana um novo pedido de habeas corpus. O Juiz da execução Criminal, – o Homem da Capa Preta de lá – de acordo com a lei, manda que o assassino seja novamente submetido a uma junta de psicólogos para avaliar se ele tem condições de voltar a viver em sociedade. A cada dois anos os psicólogos concluem: O assassino de John Lennon continua representando um perigo para a sociedade!
A ultima avaliação feita psicólogos através de vídeo conferencia, aconteceu em agosto passado… E Mark Chapman continua atrás das grades!
Ah, e sabem por que o jovem de 25 anos à época matou o cantor John Lennon…?
– Eu queria ser alguém! Pensei que se matasse uma pessoa famosa eu seria reconhecido… – Essa foi uma das respostas que Mark Chapman deu ao recepcionista do edifício Dakota, onde morava o celebre cantor, depois de atirar nele cinco vezes. Quatro nas suas costas!
Ao pé da noite do dia 03 de julho de 2012, dois garotos chegaram ao posto do Agenor na Avenida Perimetral em Pouso Alegre, sacaram um trabuco 22, apontaram para o caixa exigiram o dim-dim e… Ouviram uma voz firme ordenar:
– Parem! É a policia!!!
Eles não contavam com isso. Um policial militar à paisana estava abastecendo seu veiculo no local justamente àquela hora e evitou o assalto. Assustados eles tentaram reagir e depois fugir. Um dos assaltantes morreu no local com um tiro no peito disparado pelo policial. O outro tentou roubar uma moto para fugir, mas acabou dobrando a serra do cajuru à pé mesmo. Minutos depois foi preso debaixo da cama da casa de uma tia no bairro São Jose próximo ao posto. O Revolver usado no assalto ele havia escondido no telhado da vizinha da tia.
O assaltante morto era Zezinho. O fujão que escondeu debaixo da cama da tia era J.M.S.F., 16 anos, morador do Jardim Amazonas. O Sr. ECA não permitiu que eu dissesse seu nome. Só as iniciais. Aliás, na ocasião recebi um puxão de orelhas do Representante do Ministério Publico por ter citado o nome completo do Zezinho e publicado sua foto. Mesmo morto no “exercício do crime” ele tinha a proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Na madrugada do dia 26 de novembro de 2013 um crime brutal chocou Pouso Alegre. O corpo do jovem industriário Edney Alexandre Funchal foi encontrado banhado em sangue, crivado de golpes de faca, no interior do Motel a poucos metros do quartel da Policia Rodoviária Estadual na MG 290. Duas semanas depois a policia civil prendeu o assassino do motel! Era o mesmo J.M.S.F. agora com 17 anos.
Apesar da brutalidade, da futilidade do crime, a imprensa não pode mostrar sua foto e muito menos dizer seu nome. Só publicamos suas iniciais: J.M.S.F. O Blog do Airton Chips se arriscou e publicou sua foto de costas e seu apelido: Thor!
E sabem porque Thor matou o jovem industriário!?
– Eu queria roubar o carro dele! Gravei um CD com 600 musicas de Funk pra ouvir no carro dele depois que roubasse. Todo mundo no meu bairro tem carro, porque eu não posso ter o meu…!? – Respondeu ele ao delegado de Homicídios.
Essa resposta lembra alguém?

Esse não foi o segundo crime de J.M.S.F. Antes de ser preso, quero dizer, apreendido pelo assalto frustrado no Posto do Agenor, ele e Zezinho haviam cometido outros dois assaltos à mão armada! No segundo assalto, no dia 17 de janeiro de 2011, aos 15 anos, Thor foi condenado a 13 meses de internação em Casa de Tratamento e Custodia do Estado. Inicialmente ficou seis meses no Hotel do Juquinha. Depois foi transferido para a antiga Febem de Sete Lagoas. Seis meses depois ganhou a famigerada “saidinha” de sete dias e não voltou mais para a prisão. Foi preso um mês depois em Pouso Alegre, mas ficou apenas uma semana atrás das grades e voltou pra rua. Para o crime! Até a noite em que matou o industriário para roubar seu carro e desfilar pelas ruas do bairro São João ouvindo Funk… E olha que ele nem sabia dirigir!
Se fosse penalmente responsável, J.M.S.F. poderia pegar até 30 anos de cadeia pelo latrocínio! Mas na data do crime faltavam 88 dias para ele completar 18 anos!
Hoje, quem comete um crime até a véspera do aniversário de 18 anos é encaminhado a uma Delegacia da Criança e do Adolescente. Pode ficar preso até 45 dias enquanto aguarda uma decisão do juiz. Depois disso, independentemente da gravidade do crime, o infrator ficará no máximo três anos detido.

Então pelo menos até o final de 2016 a sociedade estará livre de J.M.S.F.?
Ledo engano!
J.M.S.F. agora é Jorge Maicon Sales de Freitas. Agora podemos chama-lo pelo nome e mostrar sua foto! E inclusive mostrar seu ultimo crime… Trafico de drogas!
Jorge Maicon foi preso no primeiro domingo deste ano no Jardim São João com 15 pedras de crack. Ele e os amigos tentaram esconder a droga na boca, mas se deram mal e desceram no taxi do contribuinte para a DP. Desde então ele está hospedado no Hotel do Juquinha como gente grande.
Mas espere aí! Ele não tinha que estar internando numa Casa de Tratamento e Custodia até 2016 pelo latrocínio do motel?
Tinha.
Antes de publicar esta matéria, procuramos o Fórum da Comarca para saber como ele saiu da Casa de Custodia. Na Vara da Infância e da Juventude o atendente consultou os autos e disse o que já sabíamos… Que os crimes de Jorge Maicon cometidos antes dos 18 anos correm em “Segredo de Justiça”, portanto ele não podia nos dar nenhum tipo de informação! Não sabemos sequer se o sarcástico assassino do industriário estava na rua mediante alvará ou se havia fugido da Casa de Custodia!
Um dos detalhes mais interessantes desta historia, é que Jorge Maicon é primário! Pois tudo que ele fez de errado antes dos dezoito anos, inclusive a morte do industriário, morreu! Não ficou nada nos seus arquivos! E como primário, pelas 15 barangas de crack que ele tentou comer, pode pegar a pena menor do que a mínima, ou seja: antes do fim do ano estará de volta às ruas!
Mas o que é que tem a ver a historia do assassino de John Lennon com a historia de Jorge Maicon?
Bem… Tem uma semelhança e uma diferença…

A “semelhança” é que Mark Chapman matou para chamar a atenção, para ser reconhecido, ‘ser alguém’…! Jorge Maicon matou para roubar o carro da vitima e ouvir 600 musicas de funk no seu carro, se exibir ‘pra minas’ e ser alguém!
A “diferença” é que Mark Chapman foi enquadrado na lei dos Estados Unidos, lei que protege o cidadão!
E Jorge Maicon foi enquadrado na lei do Brasil…! Lei que protege o bandido!

Só mais uma observação… O crime de roubo prescrito no Codigo Penal Brasileiro, de 1940, prevê pena de 4 a 10 anos de reclusão. Se Jorge Maicon, quando praticou seu primeiro assalto, tivesse pego a pena mínima de 4 anos numa prisão especial para “dimenor”, quando saísse da prisão, não teríamos nenhuma garantia de que ele não iria voltar para o crime! Mas, pelo menos o seu parceiro Zezinho e o industriário Edney ainda estariam vivos!

“Direto da Policia” pode voltar ao radio…

Nesta segunda, 26, estive visitando amigos na Radio Difusora de Pouso Alegre. Na oportunidade, Carla Ramos, uma das mais experientes jornalistas de Pouso Alegre, há quase duas décadas responsável pelo “Jornal da Difusora”, recebeu seu “Meninos que vi crescer”, autografado.

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Após entrevista falando um pouco de esporte & policia, na Radio Difosora, Tony Padua, com quem trabalhei varias temporadas nas duas rádios AMs de Pouso Alegre, Tony recebeu o exemplar do livro “Meninos que vi crescer”…
A proposito, recebi o convite dos amigos, e, se acertarmos os detalhes, breve estarei fazendo uma ‘ponta’ no programa do Tony Pádua com o quadro “Direto da Policia”…

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Secretario Executivo de Pouso Alegre é entrevistado pela Mulher Melão

Rafael e a Mulher Melão

O fato aconteceu nesta terça, 20, no meio da tarde, nas areias da mais famosa e charmosa praia Carioca, Ipanema!
O jovem Secretario de Desenvolvimento Econômico de Pouso Alegre, Rafhael Prado, foi abordado aleatoriamente na praia de Ipanema pela repórter Renata Frisson, nacionalmente conhecida por “Mulher Melão” – pela exuberância dos seios – e respondeu perguntas sobre o tema TopLesinRio. Nada sério. Tratava-se de uma pesquisa feita pela ousada – e assanhada – repórter sobre o uso ou não do Top Less nas praias cariocas. Durante a entrevista de pouco mais de um minuto, o Secretario, aparentemente de férias curtindo o verão carioca, teve o privilegio de assistir um pequeno streep teease e ficar cara a cara com os ‘melões’ desnudos da sensual entrevistadora.
Os momentos felizes diante de tal ‘visual’, que deveria ser motivo de prazer ou mesmo de galhardia por ver de tão perto um dos pares de seios mais admirados e cobiçados do Brasil, pode se tornar uma grande dor de cabeça para o jovem e pretensioso politico de terras manduanas! É que a entrevista se deu durante o suposto horário de expediente de uma terça feira, quando, em tese, o dinâmico Secretario da cidade que mais cresce no Sul de Minas deveria estar em seu gabinete em Pouso Alegre, trabalhando, ou, de uma maneira ou outra cuidando dos interesses do município!
A cena do jovem e proeminente politico pousoalegrense – que se diz de Minas na reportagem! – com o olhar atento nos fartos melões, desculpe, seios, da loiraça exibicionista, ganhou as redes sociais em terras manduanas nesta quarta. Desde então o comportamento do Secretario Executivo e pretenso candidato a prefeito na eleição do ano que vem, – com grandes chances de vencer – vem recebendo um bombardeio de criticas! Um dos sites que abordou o assunto, diz que procurou o secretario em seu gabinete nesta quarta durante o horário de expediente – às 18h15 – e não o encontrou. O mesmo site informa e ‘“afirma” que Rafhael não está de ferias, pois tirou licença para a campanha a deputado estadual no ano passado e voltou recentemente ao trabalho”
O vereador Adriano da Farmacia, oposição ao governo municipal e naturalmente fiscalizador da coisa publica, disse por telefone, que vai solicitar ao Departamento de Recursos Humanos da prefeitura, informações acerca da situação trabalhista do Secretario que ocupa ‘Cargo de Confiança’, – diga-se de passagem um dos mais importantes da administração! – No entanto, é bom lembrar que licenças de qualquer tipo, não interferem no direito de férias! Caso ele Rafhael esteja realmente gozando férias regulamentares, tudo não terá passado de “intriga da oposição”!
O site que vazou a entrevista do secretario com a Mulher Melão, trás ainda outros detalhes da vida pessoal de Rafhael. Detalhes ‘estilo Téo’, da novela das nove, que, embora pessoais, não deixam de influenciar a vida politica do cidadão!
Os momentos de prazer que passou na presença de Renata, causaram ‘frisson’ na vida do jovem politico, ‘menino que vi crescer’ desde a tenra idade e acompanhei os primeiros passos na politica! Resta saber que frutos Rafhael vai colher do contato com a “Mulher Melão”…!

 

Traficante brasileiro é executado na Indonesia

Marco Archer Cardoso Moreira: Executadio por trafico de drogas depois de dez anos preso na Indonesia

Marco Archer Cardoso Moreira: Executado por trafico de drogas depois de dez anos preso na Indonésia

O instrutor de voo livre, Marco Archer Cardoso Moreira, foi preso em 2004, quando ainda tinha 43 anos, ao tentar entrar na Indonésia, com 13 quilos de cocaína escondida nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. Ao ser descoberto ele ainda conseguiu ‘dobrar a serra do cajuru’, mas caiu nas malhas da lei indonésia duas semanas depois. Passou os últimos dez anos na prisão. Primeiro tentando tapar o sol com a peneira para escapar da dura pena capital. Condenado à morte por fuzilamento, Marco passou os últimos dois anos tentando conseguir o perdão para o seu crime. Neste período o instrutor de voo livre, traficante de drogas nas horas vagas, através de parentes e amigos, recorreu a meio mundo para livrar-se da morte. Pediu a intercessão do embaixador do Brasil na Indonésia, pediu à ONU e finalmente à Presidente Dilma.
Segundo nota da presidência da republica do Brasil, a presidente teria telefonado ao presidente da IIndonésia Joko Widodo, por duas vezes, na ultima sexta, véspera da execução, numa ultima tentativa de conseguir o perdão para o brasileiro. Tudo em vão! Marco Archer Cardoso Moreira, aos 53 anos, foi executado por fuzilamento com outros criminosos no meio da tarde deste sábado, horário de Brasília.
Amigos do condenado se mobilizaram através das redes sociais e ficaram até a véspera da execução “esperando um milagre”
– “A Indonésia é um país tranquilo, bem aberto, mas eles são muito restritos com relação às drogas. Se a pessoa for pega com um cigarro de maconha, ela vai ser presa e está arriscada a passar até oito anos na cadeia” – afirmou um deles através das redes sociais.
As leis da Indonésia contra crimes relacionados a drogas estão entre as mais rígidas do mundo e contam com o apoio da população. “Com isso [as execuções], mandamos uma mensagem clara para os membros dos cartéis do narcotráfico. Não há clemência para os traficantes”, relatou à imprensa local Muhammad Prasetyo, procurador-geral da Indonésia.
A Indonésia tem ainda outros 138 condenados esperando no corredor da morte o momento da execução. Metade dos condenados são estrangeiros. Dentre eles está outro brasileiro – o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte – também condenado por trafico de drogas.
A preocupação dos amigos do instrutor de voo livre com sua vida é louvável. É humano. É nobre! Mas o que dizer das dezenas, centenas, milhares de vidas jogadas na sarjeta, jogadas no lixo com o vicio da droga? Vicio que o instrutor de voo livre nas horas vagas alimentava!? Ele foi preso uma vez na indonésia com 13 quilos de cocaína… Quantos quilos do veneno ele conseguiu levar para a Indonésia ou outros países até cair nas malhas da lei? Quantos jovens, quantas famílias ele ajudou a destruir com sua farinha do capeta? Se para a Indonésia, que ele sabia que poderia morrer se fosse preso, ele levou 13 quilos de cocaína! quanto ele não deve ter levado de um lado a outro no Brasil onde as leis penais são mais flácidas do que pijama de velho…?
Eutanásia, aborto e pena de morte são os três assuntos mais polêmicos e controversos no Brasil. Haverá sempre pros e contras! Jamais chegaremos a um consenso. Portanto, desnecessário expor aqui minha opinião à respeito da execução do brasileiro Marco Archer na Indonesia por trafico de drogas. No entanto, como a criminalidade é filha da impunidade, não posso fugir à observação…
Somando todos os condenados pela justiça da comarca de Pouso Alegre atualmente; incluindo os hospedes do Hotel do Juquinha, os recuperandos da APC, os ‘presos’ albergados, os que devido à periculosidade ou segurança deles próprios estão em penitenciarias do Estado, e os que receberam Indulto de Natal e não retornaram, temos algo em torno de 1200 presos! – Mantidos pelo contribuinte ao custo médio de R$ 2 mil! – Se o Brasil adotasse pena de morte para traficante, esse numero cairia para 120…! Ou menos…

 

Tragédia na MG 179

A vida de caminhoneiro, cortando o Brasil de norte a sul, embora tenha os percalços da solidão, da saudade da família, do desconforto, é cheia de aventuras, rompendo distancias, conhecendo novos lugares, novas pessoas, curtindo todos os dias o nascer e o por do sol! Qual pai não gostaria de mostrar tanta novidade e tantas maravilhas naturais a seus filhos imberbes?
Foi pensando assim que o caminhoneiro Leandro, aproveitando as férias escolares dos filhos resolveu leva-los para conhecer o Brasil. Saíram de Roraima onde moram e desceram para o sul com a carreta carregada de alegria para mostrar ao casal de filhos, de 4 e 9 anos. Depois de percorrer o país do Oiapoque ao Chui, Leandro resolveu mandar os filhinhos de volta para casa, de avião, cujo embarque faria em São Paulo.
Ao pegar a MG 179 em Alfenas, no crepúsculo desta segunda, 12, com destino ao aeroporto, já cansado da viagem, Leandro pensava em dormir em Poço Fundo. Mas, como ainda era cedo, cerca de oito da noite, decidiu rodar mais um pouco e dormir em Silvianópolis. Dormiu antes… Na rodovia mesmo! Atrás do volante, perto de São João da Mata! Dormiu e acordou de cabeça para baixo…!
Vencido pelo sono, o experiente motorista saiu da pista, bateu a carreta numa guarita de ponto de ônibus e tombou. Ele e a filhinha sofreram apenas escoriações. O garotinho Leonardo, no entanto, não teve a mesma sorte, pois o choque com a guarita foi justamente do lado dele. Arremessado para fora do caminhão ele sofreu traumatismo craniano e foi levado pelo próprio pai, agonizante para o Hospital Regional Samuel Libanio em Pouso Alegre mas… Chegou sem vida. Morreu nos braços do pai durante a tentativa desesperada de salvá-lo…!
A viagem de aventuras pelo Brasil se transformou em pesadelo! Depois de passar pelo IML o corpinho do garotinho aventureiro seguiu de avião nesta terça feira para Roraima, no extremo norte do Brasil!

Era para ser uma viagem de “pai herói”, mas…

Monteiro… O ladrão do Bagdá e seus quase 40 ladrões

Um cordão de ouro, roubado pela quadrilha do Monteiro, foi apreendido no pescoço de um dos seus 'chegados', neste predio...!

Um cordão de ouro, roubado pela quadrilha do Monteiro, foi apreendido no pescoço de um dos seus ‘chegados’, neste predio…!

O ano de 1982 era ainda criança. Quando cruzamos a linha de ferro da Avenida Brasil, ao lado da velha estação ferroviária, o ‘chefe’ Adair, que seguia atrás do volante da Brasília verde, perguntou:
– Alguém pegou as algemas?
– Eu não. – Respondi.
– Eu também não. – Resmungou o Barbosinha ao meu lado. Paixão que estava no banco da frente emendou;
– Eu pensei que você tivesse pegado…!
Excetuando Marco Antônio Paixão, que havia assumido suas funções há poucas semanas, todos éramos da mesma turma da Acadepol e, portanto não havia hierarquia entre nós. No entanto havíamos ‘eleito’ tacitamente o colega Adair, o “Pezão”, nosso chefe. Talvez por ser o mais velho do grupo e pela sua bagagem trazida do exercito – fora sargento por cinco anos, antes de ingressar na policia civil em ’80 – Adair fez um pequeno gesto de desaprovação e insatisfação com a cabeça e entrou pela Vinicius Meyer para contornar o quarteirão e voltar pela Adolfo Olinto para a delegacia. Passava pouco das nove da noite. Nosso destino era a zona boemia, recém transferida para o Jardim Aeroporto e já com o pomposo nome de “Capim Gordura”…
A maior fonte de informação sobre crimes e criminosos daquela época era a Zona Boemia. Cafetões, cafetinas, prostitutas de todo tipo, ‘viadinhos’ assumidos e outros enrustidos disfarçados de serviçais se misturavam à eclética clientela. Jovens em grupos; comerciantes discretos; sozinhos ou em duplas, alguns deles barulhentos fazendo questão de exibir status de machões; homens simples da roça que ficavam uma eternidade olhando a distancia, esperando a coragem chegar para convidar a donzela para o ‘afair’! Pequenos grupos de arruaceiros mamados que estavam ali muito mais interessados em atracar com marmanjos do que com as mulheres de vida fácil! Recrutas do exercito que pela primeira vez, agora maiores de idade, se aventuravam a por os pés na mal afamada rua tentando perder a virgindade…! Tinha também os cidadãos bem sucedidos profissionalmente e frustrados no lar em busca da alegria perdida; advogados em surrados ternos, fingindo defender alguma causa – uns levavam até uma valise para reforçar a ideia de que estavam trabalhando! – desfilavam discretamente por ali em defesa da própria ‘causa’…! ‘Garanhões’ montados em seus cavalos, muito mais preocupados em montar e fustigar o alazão arreado do que ‘chegar o reio’ e domar uma potranca na cama! A “Zona” que já nascera batizada de “Capim Gordura” era local ideal para queimar a erva marvada, aspirar a fumacinha do capeta sem ser incomodado. Em meio a todo este burburinho de emoções e comportamentos, desfilavam sorrateiros meliantes de toda especialidade!

Esta e outras 49 historias estão no livro Meninos que vi crescer, em todas as livrarias e bancas de jornais de Pouso Alegre e região...!

Esta e outras 49 historias estão no livro “Meninos que vi crescer”, em todas as livrarias e bancas de jornais de Pouso Alegre e região…!

Na velha e sombria Davi Campista o perfume de Severina do Popote se misturava com o da cafetina Margarida Leite, da Casa da Paineira – assassinada pelo cafetão turco Faissal – com a Betty da Casa Rosa, com a Cristina Melão – por causa do par de seios que assemelhava à fruta rasteira nordestina – com a Bibi Sete Fôlegos – era capaz de fazer dezessete ou mais programas numa só noite, a cinco reais cada um – com o cheiro azedo de suor, desodorante Avanço e colônia barata dos amantes que ali aportavam em busca de amor… Ainda que falso, pago e efêmero!
O miúdo Vitinho, mais rebolante que uma cobra d’agua mal matada, era apenas o camareiro das mariposas lá no fim da rua. Mais tarde no Capim Gordura teria sua própria boate. Quando a Aids acabou com a prostituição ‘formal’, já no crepúsculo decadente da ‘Zona’, ele venderia maconha num hotel da Silviano Brandão.
Após uma demanda que durou anos, defendida principalmente pelo causídico das piranhas, Jorge Beltrão, finalmente a “Zona” da Davi Campista, no centro da cidade mudou-se para o famoso Capim Gordura. Ali, os pulguentos e fedidos prostíbulos e bordeis antes chamados de ‘casa da fulana’ ganharam o pomposo nome de “Boate”! Elas relutaram tanto para deixar o velho logradouro, receosas de perder a clientela, mas logo viram que a mudança fora um grande negocio. No local mais discreto, longe do centro, o comercio do amor ganhou clientela em quantidade e qualidade. Na velha Davi Campista qualquer grupinho de moleque, depois de abraçar umas loiras geladas, para ali seguiam em busca de uma morena quente. E chegavam a pé, a cavalo, em charretes, fusquinhas e brasílias e até em lotações de kombi. Compravam muito mais cachaça e confusão do que ‘amor’. A distancia de sete quilômetros do centro selecionou a clientela do Capim Gordura. Apesar da poeira, a rua larga bem iluminada e suas travessas; as casas grandes e novas afastadas da rua, tocando musicas de Joaquim & Manuel, Pedro Bento & Ze da Estrada, Leo Canhoto & Robertinho, Marcio Greick ou Wanderley Cardoso em meio a fumaça e luzes coloridas, davam um tom mágico ao lugar. Parecia outro mundo. O cheiro da cuba-libre, uísque Drurys, Campari, Menta e a tradicional Cangibrina, misturava-se ao perfume das donzelas. Algumas recém-saídas da puberdade pareciam ninfetas de revista. Olhar para elas misturava os sentimentos; vontade de agarra-las e… pena do seu futuro! Outras já traziam no rosto carregado de maquiagem, nas cinturas já sem contornos e nos seios caídos as marcas do tempo e do uso! Algumas já passadas de cinquenta primaveras usavam o sorriso largo e falso e os mais de ‘trinta anos de janela’ e lençóis encardidos para se dedicar à cafetinagem.
Esse ambiente de vícios e pecados era também um antro de banditismo. Todo bom bandido tinha uma mulher na Zona… Todo bom policial tinha uma ‘amiga informante’ na Zona!
Os meliantes daquela época eram mais espertos e corajosos; agiam sozinhos. Mas todo bandido tem necessidade psicológica de contar a alguém suas bravatas… De uma confidente! E achavam que as prostitutas, que como eles viviam à margem da sociedade, tinham algo a esconder. Tinham bons ouvidos e motivos para guardarem segredos. Santa ingenuidade! Só bandido mesmo para achar que alguma mulher consegue guardar segredos…! Bom para os detetives que conseguiam criar laços de amizades na zona. Ali poderiam beber qualquer tipo de informação do submundo do crime na fonte. O preço desta amizade? Bem, ia desde pequenos favores tais como afastar arruaceiros da boate, fazer vista grossa a algum achaque de balão apagado, cobrar alguma divida ‘esquecida’ por ou outro cliente… E até alguns momentos de cama! No nosso grupo da época teve colega que quase passou dos “momentos” e por um triz não mudou sua historia pessoal…
Mas essa já é outra historia…
Voltamos para a delegacia da Silvestre Ferraz para buscar as pulseiras de prata, pois policia na Zona sem um revolver no coldre e um par de algemas na cinta – com o perdão do trocadilho – está pelado!
Quando nos aproximamos do Hotel Dias, duas figuras soturnas passaram à nossa frente e desceram a Marechal Deodoro. Eram João Laerte e Damião, a famosa dupla de meliantes conhecida por “Cosme & Damião”, uma das primeiras que estrelavam nosso de álbum de figurinhas na Inspetoria de Detetives. Fazia algumas semanas que andávamos na sua sombra. Cosme e Damião eram amantes da famigerada maconha e além dos furtos independentes para sustentar o vicio, de vez em quando faziam uns ‘bicos’ na quadrilha do Monteiro, dono do Restaurante Bagdá. Este sim, peixe grande. Para aproveitar a viagem, pulamos da Brasília verde e descemos lentamente atrás deles, enquanto Adair contornava o quarteirão descendo pela contramão na Herculano Cobra. Quando a dupla deparou com a Brasília…

Esta é uma das 50 crônicas policiais – incluindo “A verdadeira Historia do Beco do Crime” “Os últimos dias de Fernando da Gata” e o Mistério do Coisa Ruim da Borda” – contidas no livro “ MENINOS QUE VI CRESCER! Para continuar lendo a historia de “Monteiro, o ladrão do Bagdá e seus quase 40 ladrões” e as demais, acesse www.meninosquevicrescer.com.br