Fuga de presos no Hotel do Juquinha

Os “garçons” aproveitaram a visita domingueira para se misturar aos visitantes e sair no pátio externo para ‘dobrar’ a tela que cerca o presidio!

      

       Josemar Pereira de Carvalho, 35, e Rodrigo da Silva Aparecido, 25, fugiram do Hotel do Juquinha no final da tarde deste domingo,06. Eles trabalham da cozinha do presidio e depois de servirem as refeições, ficaram por ali, com pintas de somongó! Mais tarde, durante a saída das visitas, eles se misturaram aos visitantes, saíram no pátio interno, se afastaram em direção à fabrica de blocos, cortaram a tela do alambrado e foram embora do presidio… sem se despedir!

A fuga foi rapidamente percebida pelos agentes e eles descobriram que os fujões usaram um alicate, conseguido ardilosamente com a nutricionista, para cortar a cerca.

Algumas horas depois a policia militar recapturou um dos fujões. Josemar Pereira de Carvalho, 35, oriundo de Itapira-SP, foi preso às margens da BR 459, quando tentava seguir à pé em direção à Congonhal. Ele estava hospedado no Hotel do Juquinha desde 2015, quando foi preso por tráfico de drogas.

Rodrigo da Silva Aparecido, 25, oriundo de Bueno Brandão, possui ‘capivara’ ainda mais gorda do que a de Josemar, na qual figuram furtos, roubos, porte de arma e tentativa de homicídio. Sua última prisão aconteceu em setembro de 2015, quando a polícia desmantelou a quadrilha do “Odair do Dino”, seu pai, em Congonhal. Ele continua respirando o benfazejo ar da liberdade… Mas a batata está assando!

Roubaram o malote do motel

Os assaltantes conheciam o funcionário do motel e sua rotina, e foram assalta-lo em sua residência!

 

         Raspava nove da noite deste domingo, 06, quando o funcionário da Cia. de Motéis recebeu a visita indesejada de dois assaltantes no bairro São Judas Tadeu, em Pouso Alegre. A dupla de lombrosianos não fez cerimônia… foi direto pra cozinha, já de arma em punho e anunciou o roubo. O assaltante alto, magro e feio, que, pelo andar da carruagem conhecia o funcionário do motel e sua rotina, deu logo a ordem:

– Passa logo o malote, Marcelo, senão alguém vai morrer aqui – disse ele apontando o trezoitão para o motorista e seus familiares que haviam acabado de chegar da igreja.

Sem disposição para questionar a ordem, Marcelo informou que o malote com o dinheiro do motel estava dentro do carro da empresa, na porta da sua casa. Não satisfeitos em pegar o dim-dim do malote, os assaltantes exigiram também o que o funcionário mantinha na algibeira: R$ 550.

Segundo a vitima, os assaltantes chegaram à sua residência em uma moto e nela dobraram a serra do cajuru levando R$2.550.

 

* Leia daqui a pouco: Fuga de presos no Hotel do Juquinha!

Assaltados no Chile

O caseiro saiu do Pará, no extremo Norte do Brasil, para trabalhar de caseiro em Concepción, no sul do Chile. Viajou 7 dias de ônibus e ao chegar à rodoviária foi assaltado. Passou 50 dias dormindo na rodoviária de Santiago à espera de uma passagem de volta para o Brasil. Tudo isso na companhia da esposa… gravida de sete meses!

       Estava eu pesando as malas na balança do aeroporto de Santiago, mês passado, quando percebi que um cidadão de camisa amarela olhava atentamente pra mim. Quando retirei o excesso de peso das malas ele disparou:

– Na mala de mão pode levar até quatro garrafas de vinho! Dona Ana falou que pode… minha mulher emprestou a mala dela para levar as garrafas…

Nós já tínhamos esta informação antes mesmo de comprar as garrafas de Casillero Del Diablo na vinícola Concha y Toro, mesmo assim troquei meio centavo de – peso – de prosa com o moço de camisa não oficial da Seleção Brasileira enquanto passava duas garrafas de vinho da mala grande para a de mão, e nos afastamos. Voltamos vinte minutos ao mesmo local, pois era ali, perto da balança, que começava a fila para o check-in. Lá estava o moço da camisa amarela na ponta da fila e foi logo dizendo:

– Podem voltar para os seus lugares… Vocês já estavam aqui antes de mim.

Assumimos a pole-position para o check-in e logo esticamos prosa. Em meio a uma fila toda embolada, tipicamente brasileira, em poucos minutos estávamos andando de norte a sul do Chile, até que o moço da camisa ‘made in Vila Xurupita’ disparou a pergunta básica, aquela que grita para sair da garganta nessas ocasiões:

– O que vocês acharam do Chile?

Enquanto as pessoas mais próximas da ponta da fila limpavam a garganta em busca da resposta, ele mesmo respondeu a pergunta:

– Eu não gostei… Eu fui assaltado logo na chegada!

      Ao dizer isso o moço da camisa amarela tornou-se o centro das atenções. Afinal, nenhum de nós havia vivido aventura tão marcante na terra dos Aliende’s, Pinochet’s, e Bachelet’s! O moço da camiseta amarela não desceu para Valparaiso, não conheceu Vina Del Mar, não subiu o Cerro Santa Lucia para venerar ‘Nuestra’ Senhora  de La Concepción, não visitou a caverna onde nasceu o mais famoso vinho das Américas, não subiu na Torre Costanera, a mais alta da América Latina, mas conheceu muito bem três ‘cartões postais’ do Chile que ele nunca mais irá esquecer: o hospital, a embaixada brasileira e a estação rodoviária! Aliás, na rodoviária ele ‘morou’ quase dois meses! O moço da camiseta amarela chama-se Marcelo Fabio Santos Freire, tem 39 anos e passou 50 dias no Chile, como um indigente, nestes três lugares.

Ao ouvir a narrativa de Marcelo, achei seu sotaque parecido com o mineirês, lembrando um pouco o nordestino, e não demorou, chegamos a Alenquer, no Pará. Foi lá que ele nasceu e vive há muito tempo numa comunidade indígena.

Foi com sotaque parecido com mineirês e nordestino que o paraense de Alenquer contou sua história, prendendo cada vez mais a atenção de pelo menos uma dúzia de turistas que bagunçaram de vez a fila do check-in para ouvir sua aventura em terras chilenas, mais precisamente na rica, bela e patriótica Santiago Del Chile.

– Eu moro numa comunidade indígena no município de Alenquer. Foi lá que eu conheci o Sr. Cortez, um engenheiro chileno. Ele me convidou para trabalhar de caseiro no seu sitio em Concepción, no sul do Chile. Eu e minha mulher. Ele me deu mil reais adiantados e pagou nossas passagens. Viemos de ônibus direto de Fortaleza para Santiago. A viagem custou quatrocentos reais e durou sete dias.

O silencio aumentou em torno do paraense… e ele continuou.

– Nós tínhamos acabado de desembarcar e seguíamos para a rodoviária arrastando as malas, de noite, quando percebi que minha mulher caiu no chão! Quando virei para socorrê-la, senti uma pancada nas costas. Uma costela está quebrada até hoje. Só no segundo chute foi que me dei conta que estávamos sendo assaltados… Eram três. Eles bateram sem dó, sem dar tempo de reagir. Enquanto dois batiam, o outro passou a mão pela minha cintura e arrancou a pochete. Só queriam a pochete. Não levaram mais nada. Eu é que tive que levar… minha mulher para o hospital. Ela ficou três dias internada no hospital… Mas graças à Deus o bebê não se machucou, apesar dos chutes que ela tomou na barriga! Na pochete que os bandidos levaram estava todo nosso dinheiro, os documentos e o endereço do patrão Cortez, no celular. No dia que minha mulher teve alta no hospital fomos procurar o consulado do Brasil para chegar até o sitio do patrão em Concepción… Mas eles disseram que não podiam fazer nada. Cortez é sobrenome no Chile…

– E aí, o que vocês fizeram…? – atalhou um curioso apreensivo com o desfecho da estória do paraense.

– Eles disseram que dariam as passagens pra nós voltarmos para o Brasil… mas só poderiam liberar as passagens no dia 20 de abril!

– E quando foi isso? – Quis saber outra turista ao lado, com a curiosidade saltando dos olhos castanhos…

– Pois é, nós chegamos no dia 10 de fevereiro e minha esposa ficou três dias no hospital. No dia seguinte nós fomos para o consulado… Antes, o pessoal do hospital fez uma vaquinha pra nós pagarmos o guarda-volumes onde nós deixamos as malas…

– E vocês ficaram hospedados no consulado do Brasil? – questionou outro.

Apesar de estar com os olhos já nodosos e brilhantes, Marcelo conseguiu dar um sorrisinho sarcástico antes de responder…

– Não. Nós ficamos, até ontem, morando na rodoviária…

– Como assim!!! – perguntou Tatiana a meu lado, com as lentes verdes quase saltando dos seus olhos.

– … o consulado nos deu 20 mil pesos e mandou a gente voltar no dia 20 para pegar as passagens…

Ah, bom! Pelo menos o consulado do Brasil deu 20 mil pesos para o casal ‘se virar’ no Chile até o dia da viagem de volta para casa…!

Vinte mil pesos equivalem a R$110 reais! No Chile, a única coisa que existe mais barato é o vinho, seu produto nacional. Os da Concha Y Toro, por exemplo, custam cerca de 40% do que custa no Brasil. O resto tudo é mais caro. Uma camisa oficial do Colo-Colo ou da “U”. custa cerca de 300 reais, ou, 55.000 pesos. Se Marcelo tivesse levado quatro camisas do Brasil ou mesmo do Paysandu para o Chile, teria levado vida de nababo nas sete semanas que passou no Chile! Ou voltado imediatamente. Bastava vender as camisas na moeda local!

– Mas como vocês viveram esses quase dois meses com cento e poucos reais? – perguntou uma jovem noiva que voltava para Goiânia, com o óculos de sol escorregando de indignação dos cabelos lisos loiros.

– Nas marquises da rodoviária sempre passam algumas almas boas, alguns anjos… – respondeu Marcelo, visivelmente emocionado. E emendou:

– O pior não foi isso. O pior é que depois do oitavo mês de gravidez eles não deixam mais a gente viajar de ônibus! A Adriana vai dar a luz no início de maio, mês de Maria. A gente não ia poder viajar de volta para casa…

– E onde está sua esposa?  Você vai voltar sem ela?

Agora o sorriso de Marcelo não foi forçado. Foi de emoção, seus olhos brilharam mais do que nunca. Ele não conseguiria segurar por muito mais tempo as lágrimas…

– Então… ontem nós conhecemos um anjo… Estava frio na estação. Minha mulher me mandou vestir uma blusa que estava na mala. Eu tinha até esquecido a blusa, porque é do Corinthians… – ele tirou a blusa da mala e mostrou. Nisso o anjo passou, viu a gente sentado ali no chão, minha mulher gravida e, ao ver a blusa do Corinthians, puxou conversa, perguntando se a gente era do Brasil… Nos contamos nossa historia. O anjo se chama “Ana” e mora em Fortaleza. É uma senhora de setenta e poucos anos. Ela pediu pra gente cuidar da mala pra ela ir ao banheiro. Quando voltou ela nos levou pra jantar. Foi a primeira vez que eu sentei numa mesa de restaurante aqui em Santiago! O anjo de Fortaleza resgatou suas milhas, juntou mais um pouco de dinheiro e comprou as passagens minha e da minha mulher. Mas só tinha um assento. Por isso minha esposa foi com ela essa ontem à noite. Inclusive emprestou a mala de mão dela para dona levar as garrafas de vinho… Eu volto para casa na próxima madrugada… se Deus quiser!

À medida que desfiava seu rosário no Chile, permeado com a fé de que tudo terminaria bem com as graças de N. Senhora de La Concepcion – cuja imagem fincada no cume do Serro Santa Lucia, de onde ele e a esposa Adriana puderam ver apenas de longe -;  coroado com a bondade da anjo Ana, as pupilas negras de Marcelo passaram do brilho ao afogamento. Quando o primeiro turista, calado, se adiantou e entregou-lhe uma garrafinha d’agua, e outro também mudo, um pacote de biscoito, seu corpo todo estremeceu… e as lagrimas caíram! Muitas pessoas em volta tiveram que baixar os óculos escuros dos cabelos para esconder os olhos molhados!

Quando a historia parecia ter chegado ao fim, Marcelo disparou:

– Minha filha vai se chamar vai se chamar Ana Vitoria. Vitoria em homenagem a nossa luta aqui no Chile… Ana em homenagem ao nosso anjo!

Se o anjo Ana garantiu sua passagem de avião para Fortaleza, o mínimo que podíamos fazer era garantir sua passagem de ônibus de Fortaleza para Alenquer. Ao tirá-lo da fila para fazer a foto acima, discretamente Tatiana entregou-lhe o que havia sobrado da nossa viagem; algumas notas de reais. Entregou até a única cédula vermelha, de 5 mil pesos, que estava guardando como lembrança do Chile.

A aventura do casal de caseiros no Chile, além do viés de esperança e fé que os manteve vivos e de cabeça erguida, mostra a inépcia da diplomacia brasileira. Enquanto o país consome uma fortuna incalculável para manter cerca de 600 mil funcionários, boa parte deles  diplomatas em suntuosas mansões, em mais de 130 países, um casal de brasileiros mortal comum, grávido, diante de uma fatalidade quando tentava melhorar de vida, só tem R$110 reais para sobreviver cinquenta dias nos saguões e marquises de um terminal rodoviário a seis mil quilômetros de casa!

Aposentada cai no ‘Golpe do Carro Quebrado’

E deposita 700 reais na conta do filho da mãe! Os depósitos na casa lotérica foram feitos pela faxineira.

     

Imagem ilustratriva

      Golpe do bilhete premiado, golpe do falso sequestro, golpe do chupa-cabra, golpe da promoção da Vivo … haja golpe para tomar o rico dinheirinho dos incautos e incautas! O mais fácil de todos, embora pouco rendoso, é o golpe do carro quebrado. A vitima é quase sempre um tio ou tia na terceira idade, que mora longe. Mas pode ser a própria mãe!

O diálogo entre a boa velhinha de 80 anos e o filho da mãe, no final da tarde desta sexta-feira,04, na terra do Menino da Porteira, foi mais ou menos assim:

– Oi mãe, sua bênção. Tudo bem com a senhora?

– Quem que tá falando?

– Ué mãe, não tá reconhecendo seu filho não, é?

– Mas qual filho que tá falando…?

– Êh mãe, quanto filhos a senhora tem?

– Uai, tem o Antonio, o Pedro, Vanderlei, o …

– Tá ficando gagá, hein mãezinha? Não tá reconhecendo a voz do seu filho preferido? Eu sou o Vanderlei, o mais bonito da família! Escuta mãe, eu estou indo visitar a senhora, vou passar o fim de semana aí em Ouro Fino. Mas teve um problema… Eu sofri um acidente de carro aqui perto de Mogi Guaçu. Eu tô sem dinheiro na carteira, só tenho cartão… A senhora pode me mandar 380 reais pra pagar o conserto do carro? Pode depositar direto na conta do mecânico! Vou passar o numero pra senhora.

Dez minutos depois Isabel, a faxineira de dona Lázara, estava na Lotérica da Sorte na praça João Pinheiro fazendo o deposito na conta do filho da mãe, quero, dizer, do suposto filho da patroa!

Como sempre acontece nestes casos, uma vez fisgada vitima, o salafrário continua aplicando o golpe até onde der… – tempos atrás teve um caso em Pouso Alegre em que um “primo” fez quatro depósitos destes na conta do golpista.

Quando a faxineira chegou à casa com o recibo do deposito na mão, a patroa continuava no telefone. Desta vez o filho da mãe precisava de R$320…

– É que amassou também a roda dianteira do carro… vou ter que trocar! Ainda bem que eu não me machuquei, né mãezinha? – chantageou o vigarista.

E lá foi a faxineira-office-boy de volta à casa lotérica fazer mais um deposito na conta do filho da mãe, quero dizer, filho da patroa…

A ficha de dona Láara só ‘caiu quando ela desligou o telefone’! Ao ligar para o filho em Campinas, constatou que ele estava belo e formoso no seu trabalho. E ela… R$700 mais pobre!

Conte essa estória para sua mãezinha… evite que ela seja a próxima vítima do ‘golpe do carro quebrado’!

     

Pornografia na escola

Um professor teria postado imagens suas, nu, para alunos da 7ª serie, através do WhatsApp.

      Os crimes mais graves que o ser humano pode sofrer, são os de cunho sexual. Notadamente os praticados contra crianças. Daí o agravamento da lei penal para o estupro de incapaz, ou de vulnerável. Para o legislador, incapaz – de conhecer a maldade ou de defender-se da maldade do abuso do seu corpo – é toda criança menor de 14 anos. Para quem comete tal abuso, a pena mínima é de 8 anos, e pode chegar a quinze.

A grande dificuldade na aplicação da lei aos tarados, é a ausência de provas! Pois o simples ato libidinoso, que é tão horrendo quando a própria penetração, de uma forma ou outra, não deixa marcas. Não deixa marcas físicas, não deixa marcas na carne… Mas deixa marcas indeléveis na alma. A mulher, ou o homem, não esquece jamais um abuso sexual. E muitas vezes o trauma poderá acarretar desvios de comportamento irreparáveis. O abuso sexual na infância é imperdoável… pela vítima e pela sociedade.

Outro dia uma jovem acadêmica, durante uma aula de medicina legal, desandou em soluços e se desfez em prantos… É que ela se viu, quase dez anos atrás, na pele de uma vítima usada para ilustrar a aula! Na ocasião do abuso, por parte de uma pessoa muito intima da família, ela não teve coragem para denunciar o agressor. Aliás, situação muito comum nos casos de abusos sexuais dentro do seio familiar.

Mês passado duas irmãs de vinte e poucos anos procuraram a polícia em Pouso Alegre para registrar um BO de abuso sexual, praticado por um vizinho amigo da família. Ele era cheio de ‘mãos bobas’ e, também cheios de ameaças caso elas contassem o fato para os pais. As meninas sufocaram o choro, o medo, a vergonha e cresceram com as cicatrizes na alma. Hoje, ao ver o estuprador na rua, eles sentem desprezo e nojo! Sabem que ele jamais será punido pelos crimes, mas registraram o BO para tentar diminuir as cicatrizes que carregam na alma.

Atitudes como a dessas irmãs que delataram o estuprador mais de dez anos depois, é raridade. Com a criação da Lei Maria da Penha há pouco mais de uma década e com a expansão das delegacias da mulher, muitos casos que antes ficavam corroendo a alma da vítima, agora, apesar da pobreza das provas, tem chegado ao conhecimento da polícia a tempo de punir o tarado.

Esta semana mais um caso escabroso chegou ao conhecimento da policia. Não se trata de estupro de vulnerável, mas é tão tenebroso e nojento quanto… Um cidadão teria postado nas redes sociais, um vídeo pornográfico onde ele aparece nu, se masturbando! Tá, isso é muito comum, infelizmente. Tem pervertido de todo tipo por aí…! O detalhe é que ele é um professor do ensino fundamental e teria postado suas imagens no grupo de WhatsApp dos seus alunos da 7ª serie!

O boletim de ocorrência foi registrado pelo vice-diretor da Escola Estadual Artur da Costa e Silva – o Polivalente -, em Pouso Alegre, nesta sexta-feira, 04. Segundo o vice-diretor a postagem aconteceu no ano passado, mas só agora chegou ao seu conhecimento através do pai de um aluno. Ele informou ainda, no BO, que ao questionar os alunos, obteve a confirmação.

O comportamento do professor de 40 anos, navega pelos delitos de “ato obsceno”, passa perto de “constrangimento ilegal”, flerta com “satisfação da lascívia”, mas pode chegar ao artigo 241 do ECA, que prevê pena de 4 a 8 anos de cadeia.

A polícia civil vai investigar o caso.

Já Morreu… ressuscitou!

E voltou a cometer os mesmos furtos pés-de-couve de antes!

     Há crimes que, pela insignificância, não valem a pena contar. Alguns no entanto, pelos personagens envolvidos, justificam serem trazidos à baila! Neste perfil estão o furto de um “balão apagado” na porta da igreja e a ressurreição do velho “Já Morreu”.

      Nos primeiros minutos desta quinta-feira, 03, o policial que monitorava o sistema “Olho Vivo” viu uma cena interessante na porta da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre… Um furto estava em andamento. Aproveitando que um cidadão dormia, outro furtava sorrateiramente seu par de tênis. Informados pelo monitor, os homens da lei chegaram ao local a tempo de evitar o furto.  Bruno Luiz da Silva Pereira ainda estava amarrando os cadarços do tênis roubado quando os policiais chegaram. José Benedito Felipe Filho, morador do velho aterrado, disse que havia abraçado Severina do Popote e se entregado às caricias se Morfeu, por isso não percebeu que estava sendo roubado!

 

Já Morreu foi pego furtando uma jaqueta..

Adriano Carlos do Carmo, 39, tem estória para contar! Aliás, até eu já contei algumas dele no livro “Meninos que vi crescer”. Começou cedo sua ‘caminhada’, em Cambui. Apesar da ausência de estrutura familiar, teve todas as chances que um cidadão precisa para viver com dignidade. Mas jogou todas na rua. Na verdade, optou por viver na rua. A ultima vez que o vi ele estava muito bem obrigado! Obrigado mesmo, pelo Homem da Capa Preta a viver na APAC. Estava belo e formoso, forte e corado, aprendendo uma profissão. Mas como eu disse, ele optou pela vida mansa das marquises! E aprontou mais uma…

Ao pé da noite desta sexta-feira, 04, ele entrou na loja Lojão das Fabricas na Dr. Lisboa, andou sorrateiro de um lado para outro, pegou uma jaqueta de couro, feminina, entregou para o ‘parça’ Luciano Marcelino Ribeiro, e se afastaram de mansinho. Antes de trocarem a jaqueta por uma garrafa de suco de gerereba ele sentiu a mão pesada do segurança da loja pousando no seu ombro. E lá foi o velho “Já Morreu” ressuscitar no piano do paladino da lei, por conta de mais um furto pé-de-couve.

Excetuando o primeiro crime – um homicídio – quando ainda era ‘dimenor’, todos seus crimes têm sido assim, insignificantes, nos últimos vinte e cinco anos! Morrer, ressuscitar, morrer…

Estupro no Morumbi

A vitima da vez é uma garotinha de 12 anos.

O hediondo crime teria acontecido no bairro Jardim Morumbi, em Pouso Alegre. O BO foi registrado pela mãe da criança na manhã desta sexta-feira, 04, na Delegacia de Policia. Segundo ela, sua filha A.G.S. vem sofrendo frequentes abusos sexuais do por parte do cidadão W.D.S., 22, morador do Jardim Brasil II, o qual teria se aproximado da família com segundas intenções. Ainda segundo a mãe da garotinha, ao questionar o rapaz, ela foi agredida verbalmente pela mãe dele nos seguintes termos:

– Fala pra sua filha ‘b…’ sossegar dentro de casa, porque os cavalos estão soltos!

O caso, ainda bastante obnubilado, será investigado pela Delegacia de Mulheres. Caso seja confirmado o abuso sexual, o cidadão W.D.S. estará sujeito à pena de 8 a quinze anos de cana por crime previsto no artigo 217 A do Código Penal.

A traficância está baixando… de idade!

Nesta quarta-feira, 02, a policia militar retirou quatro formiguinhas de circulação… Mas eles voltaram para as biqueiras antes de os policiais chegarem lá, pois são todos “dimenor”!

      Se o combate ao trafico formiguinha não passa de enxugar gelo, o que dizer do tráfico praticado por delinquentes de 15, 16 anos, inalcançáveis pela lei! E ái da polícia se receber uma denúncia e não tomar providencias!!

      

      A droga do Feijão

     Foi atendendo denúncias de amigos ocultos da lei que os policiais abordaram o garotão KDS, vulgo “Feijão”, ao pé da noite desta quarta numa quebrada do bairro São João. Ele bem que tentou dobrar a serra do cajuru, mas acabou tropeçando nas malhas da lei. Feijão levava consigo uma baranga de farinha do capeta e a baranga levou os policiais à sua casa. Lá os homens da lei encontraram 44 barangas da mesma droga. Como só tem 16 anos, e, mesmo tendo sido pilhado com a boca botija, ele não sentiria o cheiro de mofo do cárcere, Feijão esnobou sua droga.

– Essa é especial, sargento… Devido à baixa concentração de produtos químicos ela tem alto teor de pureza, é potencializada. Ela é conhecida por “escaminha”, por isso eu vendo a 20 ‘conto’ cada baranga! – exibiu-se o garotão ciente da impunidade!

 

Gordinho e o Ursinho de Pelúcia

       Ao checar uma denúncia de tráfico na Rua Gerson de Oliveira, na Baixada do Mandú, no final da tarde de ontem, os homens da lei avistaram dois garotões com pinta de somongó saindo de um terreno baldio. Ao vê-los, um dos garotões passou sebo nas canelas e tentou dobrar a serra do cajuru… mas caiu nos braços dos policiais. Voltando ao local da ‘largada’ do garotão, os policiais encontraram um tablete de maconha e dezenas de barangas da mesma droga, divididas em pacotes de 10, prontas para venda. O primeiro pacote com dez barangas da erva estava dentro de um urso de pelúcia. “Gordinho”, o que não correu, disse que estava no local afim de comprar um ‘chá’, mas teve a negociação interrompida com a chegada da policia. O formiguinha ‘atleta’, dono do ursinho de pelúcia, pego com a mão – quase – na massa, admitiu que a droga era dele…

– Comprei meio quilo da erva de um cara em lambari por R$500… estou vendendo cada baranga por dez ‘reial’ – disse ele sem medo de assombração.

  Somongós da Policlínica

       A terceira prisão da quarta-feira aconteceu ao pé da noite na esquina da Policlínica, na baixada do Mandú em Pouso Alegre. Ao perceber a aproximação da barca dos homens da lei, dois guampudos que trocavam figurinha na esquina se afastaram cada um em uma direção, com pinta de somongós, mas não foram longe. O ‘dimaior’ estava limpo. Já o ‘dimenor’, conhecido pela alcunha de “Peu”, levava na algibeira um patuá de farinha do capeta. Questionado sobre a droga, o garotão de 15 anos, deu duas versões diferentes. Primeiro disse que havia comprado a droga por R$ 600. Depois disse que estava fazendo uma ‘correria’! Mas, como é ‘sangue bom’, não disse o nome do ‘patrão’…!

Em pouco mais de duas horas os policiais apreenderam pouco mais de um quilo de drogas das biqueiras ambulantes e levou quatro formiguinhas para a Delegacia de Policia. Uma hora depois eles já estavam de volta às biqueiras, pois são todos… “dimenor”.

A propósito, a tão propalada “redução da menoridade penal”, depois de grande pendenga, finalmente entrou em pauta em Brasília… no final de 2015! Mas logo surgiram as discussões do impeachment da ‘presidenta’ e cada congressista tratou de cuidar do próprio rabo e não se falou mais no assunto!

 

Ladrão capota carro roubado no loteamento Astúrias

O acidente aconteceu na madrugada do dia 25 de abril. Desde então o assaltante está internado no Hospital Regional Samuel Libânio esperando alta para ‘subir’ para o Hotel do Juquinha!

 

      Nos primeiros minutos da madrugada, a policia rodoviária federal foi chamada para registrar um acidente de trânsito na rodovia Fernão Dias, no município de São Sebastião da Bela Vista. Ao chegar ao local do sinistro, o acidentado já havia sido socorrido. Um ‘amigo’ o deixou na porta do hospital regional Samuel Libânio em Pouso Alegre e dobrou a serra do cajuru sem dar explicações.

Mais tarde, ao ser entrevistado pelos patrulheiros federais, o moço, com ferimentos na cabeça, identificado como Enrico Vieira Nunes, disse que não se lembrava de nada. Não sabia sequer que carro ele estava conduzindo!

Mas a policia logo descobriu. Trata-se do Mitsubishi Lancer cinza, placa HNP-5584. O carro havia sido roubado pouco tempo antes no loteamento Astúrias, em Pouso Alegre. Na ocasião, Enrico e seu parceiro havia surpreendido o jovem E.V.S. e sua namorada próximo à Porteirinha no bairro e levado o carro, celulares e a bolsa da jovem, com tudo dentro. Enrico naturalmente não se ‘lembrou’ do nome do seu parceiro no roubo do Mitsubishi! Devido à gravidade dos ferimentos ocasionados no capotamento do carro roubado, Enrico ficou internado no nosocômio regional escoltado pela polícia militar.

Ao puxar a capivara do assaltante barbeiro e ferido, os policiais descobriram que antes mesmo do roubo do veículo no Astúrias, ele já estava na lista negra da policia. Enrico Vieira Nunes, 21, é figurinha fácil no álbum da polícia pelo seu envolvimento com drogas. A primeira vez que sentiu o frio da pulseiras de prata da lei, ele tinha apenas 15 anos. Na ocasião ele seguia da ‘baixada do Mandu’ para Heliodora, na companhia de um ‘parça’, em um ônibus da Gardênia, levando dezenas de barangas de maconha! No dia 09 de janeiro deste ano, quando Allyson Fernando Paulino foi preso na quadra do Esplanada com quase meio quilo de drogas, Enrico, ironicamente, foi arrolado como testemunha da prisão do ‘parça’… e ‘passou batido’! Com o acidente na Fernão Dias, a batata assou!

Formiguinha ‘agressiva’…

Para atingir seus objetivos, o garotão está disposto a ‘picar’ a família toda… até a mãe!

Imagem ilustrativa

O que era para ser um puxão de orelha por ameaças à própria mãe, terminou com a apreensão de mais de cinquenta barangas de farinha!

Tudo começou porque ele queria navegar na internet! Passava das nove e meia da noite desta segunda-feira, 30, quando a polícia militar foi chamada para conter a fúria de um garotão de 16 anos no bairro Morumbi, no extremo Sul de Pouso Alegre. Segundo a mãe do garoto, ele estava agitado, agressivo e fazia ameaças a ela e às filhas.

– Ele ficou assim porque eu estava usando a internet e ele queria usá-la. Aí, além de fazer ameaças, ele jogou tudo que estava no meu guarda roupa no chão… – contou a senhora de 46 anos, desacorçoada com a agressividade frequente do filho.

Mesmo na presença dos homens da lei o garotão S.P.M.T. continuou agredindo verbalmente as irmãs. Autorizados pela mãe do valentinho destemperado, os policiais deram uma geral no seu quarto e encontraram parte do motivo do seu agito: 54 barangas de farinha do capeta prontas para comercio ou consumo e diversas embalagens usadas de maconha.

– Ele não desgruda de uma mochila preta, sargento, e a noite inteira tem gente batendo aqui no meu portão procurando pelo meu filho para comprar drogas. Como se não bastasse isso ele vive me fazendo ameaças e xingando as irmãs – completou a dona de casa.

Temendo pela própria vida e das filhas, a mãe do garoto pediu, com urgência, uma ‘internação socioeducativa’ para o filho.

S.P.M.T., 16 anos completados em fevereiro último, recebeu carona no taxi do contribuinte e foi sentar-se ao piano do paladino da lei na DP. Seus crimes, ou melhor, “seus atos infracionais”, pois “dimenor” não comete crimes, lhe dariam ‘direito’ a prisão por tráfico de drogas, injuria e ameaças, com tempero de Maria da Penha. “Dariam”, ou dará, só depois que ele completar 18 anos! Enquanto isso o garotão agitado continuará sobre o mesmo teto da mãe e das irmãs, fazendo o que lhe der na telha!