Latrocinio no Itaim

O bairro Itaim fica na divisa de Estiva com Cachoeira de Minas

O bairro Itaim fica na divisa de Estiva com Cachoeira de Minas

O crime foi descoberto no crepúsculo desta quarta, 19, por vizinhos que estranharam o silencio do velhinho e foram fazer-lhe uma visita. Quando chegaram ao local a casa estava toda trancada, ao contrario do costume, e a porta da cozinha apenas encostada. Ao entrarem na casa depararam com a cena macabra… Dionisio Gonçalves estava deitado numa poça de sangue com vários ferimentos pelo corpo, completamente sem vida!
Quando do exame de necropsia no IML, foram constadas 33 ferimentos cortantes feitos provavelmente à faca. No pescoço havia sinais de esgorjamento… O assassino ou assassinos tentou separar sua cabeça do corpo, mas acabou desistindo depois de vários cortes no pescoço. Havia também vários golpes nas costas e ferimentos de defesa nos braços, além de sinais de luta no interior da sala onde ele foi morto.
Uma testemunha contou aos policiais que fora à casa de Dioniso na noite de terça fazer-lhe uma visita, mas ao se aproximar percebeu que havia uma movimentação em casa e resolveu deixar a visita para outro dia. Provavelmente neste momento ele estava travando a luta inglória com os assassinos!
Segundo moradores do local, Dionisio Gonçalves, 69 anos era viúvo e morava sozinho no bairro Itaim, município de Estiva. Na segunda, 17, depois de receber o pagamento da aposentadoria com um amigo, ele estivera em um bar bebendo e comemorando. Sob efeito de Severina do Popote, o velhinho estava mais alegre que o habitual e fazia questão de mostrar que estava com dinheiro.
Sua exibição parece ter sido sua sentença de morte!

 

“Minutos de Sabedoria…”

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“Seja o que você deseja ser.
Não dê importância ao que os outros dizem.
Você é filho de Deus, e como tal tem o direito à sua liberdade.
Não desanime diante dos impedimentos e das dores.
Fique certo de que você, unicamente você, terá de dar contas de seus atos.
Portanto, busque dentro de si mesmo a luz divina e seja exatamente o que você deseja, subindo sempre!”

 

Deixe sua luz brilhar…

O dizimista da Catedral… Um golpe perfeito!

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O principal adjetivo pejorativo que o cidadão mortal comum profere ao tomar conhecimento de um fato delituoso, com relação ao meliante, é chama-lo de… “Vagabundo”. Quanta injustiça com o pobre meliante!!! O cidadão comum não tem idéia do que se passa nos bastidores da mente criminosa! De quanto trabalho! De quanta encenação é necessário para enfim o artista colocar a mão leve na res furtiva… Na bufunfa alheia.
Leia esta;
O cidadão Unsseteum Caralavada da Silva, moreno claro, estatura mediana, na casa dos cinquenta anos, cismou de descolar uma graninha – ‘quase sagrada’ – da igreja. E mesmo sem saber quanto iria ganhar, se pôs a trabalhar dias após dia, semana após semana até poder ver a cor do dim-dim. Passou a frequentar a catedral metropolitana, participar das missas e numa delas, durante a Semana Santa, fez questão de agradecer uma graça alcançada pela sua neta, que se convalescera bem de um atropelamento, sem sequelas. Preparado o terreno, na terça feira ele finalmente decidiu lançar a semente ao solo… e, contrariando a natureza, fazer imediatamente a colheita! Por volta de dez da manha entrou com cara de beato na secretaria da Catedral, deixou com a recepcionista um maço de ‘santinho’ com imagem de Cristo e uma mensagem de agradecimento pela graça e foi se confessar com o padre Catarino. Em seguida interpelou a secretaria A. L. de C. M., puxou prosa e insistiu para que ela se lembrasse dele, numa missa da Semana Santa, quando comovido fez o agradecimento.
Ao lembrar-se do fato e da fisionomia do Umsseteum Caralavada que queria a todo custo retribuir a graça alcançada tornando-se dizimista da igreja, a secretaria dedicou-lhe toda atenção possível e, enternecida, chegou mesmo a catequiza-lo. Preenchida sua ficha de dizimista e orientado como proceder, Unsseteum finalmente foi embora. Não sem antes desejar todas as benesses do mundo à secretaria e recepcionista ali do lado.
Voltou vinte minutos depois com um cheque de R$ 120 na mão e… Uma ‘graça alcançada’! Dizia ele com os olhos brilhantes e nodosos mais ou menos assim;
– Olha, A.L., como Deus é bom! Mal acabei de manifestar meu desejo de ser dizimista, saí na rua, encontrei uma pessoa que me devia e ela me pagou… Quero doar a metade deste cheque para a igreja.
A secretária tentou explicar a ele que não é bem assim que funciona o dizimo. Mas não houve como dissuadi-lo de sua bondade! E o jeito foi aceitar a doação dos R$ 60. Recolheu o aludido cheque, da praça de São Lourenço, abriu a gaveta, ainda que discretamente, pegou o troco e entregou ao beato Unsseteum que, feliz da vida de cristão, mais uma vez se despediu dando graças e glorias!
Minutos depois ao voltar do cafezinho na copa da igreja, A. L. esbarrou novamente no Unsseteum ao pé da escada e o interpelou despreocupada:
– Ué, você resolveu esperar pela missa da 12h15?
E o cara lavada, beata e placidamente, respondeu que estava indo à secretaria a fim de distribuir mais santinhos… E foi. Passou pela mesa da recepcionista, que, bem como outras pessoas, ali já estavam familiarizados com sua presença, informou que iria pegar uns santinhos sobre a mesa de A. L. a dois metros da sala onde estava o Cônego Edson.
Depois de tanta ladainha, Unssseteum Caralavada já desfilada belo e faceiro nos corredores administrativos da Catedral como se fosse um velho conhecido! Como se fosse ‘alguém da casa’. Era hora de dar o bote fatal! De colher o fruto! De usar a mão leve para surrupiar o dinheiro da coleta dos verdadeiros fieis. Sem que ninguém se importasse com sua beata presença, ele enfiou o braço longo e lânguido através das grades da parede da secretaria, estendeu-o até a gaveta e pegou o envelope com o santo dinheirinho do dizimo, que já estava contabilizado e separado para pagamentos rotineiros. Saiu com cara de santo levando R$ 2.828,87 mais os 60 do troco do cheque de São Lourenço … E dobrou candidamente a serra do cajuru!

Mas Unsseteum Caralavada da Silva nem sempre foi tão pacifico…! Enquanto preparava o terreno para a colheita do dizimo da Catedral, ele fez outra fita ali pertinho, no Bazar Paula, na esquina da Afonso Pena com Adalberto Ferraz. Lá ele colocou o ‘modus operandi’ de 171 para aplicar o 155, mas acabou usando o “plano B” e aplicando o 157! Ele chegou à loja numa hora estratégica, na hora do almoço. Bem trajado com roupa social, disse que queria comprar um vestido, uma blusa ou talvez uma bata para presentear a esposa em suas bodas de prata. Avançou o balcão, olhou uma peça, pegou outra e acabou escolhendo duas. Pediu a lojista que preparasse o embrulho e disse que ia ao banco pegar dinheiro. Foi e voltou minutos depois com um cartão. Jogou mais conversa fora, elogiou o zelo da lojista, falou da sua alegria pelos 25 anos de casados, observou onde ficava o caixa, onde ficava o banheiro e outros detalhes da loja! De repente saiu novamente e disse que ia comprar papel de presente. Foi mesmo! E voltou em seguida com a folha colorida. Após ter certeza de que não havia ninguém por perto da loja, entrou, pegou a jovem vendedora pelo pescoço, tentou tirar-lhe o ar tapando sua boca e tentou arrasta-la para o banheiro…! Mas esqueceu de combinar estes detalhes com ela…!
Ao sentir suas mãos grossas, seus gestos rudes e seu bigode grosso raspando sua nuca, a jovem e impetuosa vendedora pensou logo no pior… Seria estuprada!!!
Não! Não seria… Já quase sem ar, ela chamou pelos anjos das mulheres indefesas, reuniu as forças, esperneou, escapou e conseguiu acertar uma sonora bicuda no sac…, quero dizer, nas ‘coisas’ que ficam onde as pernas do homem se encontram! Sem esperar tal reação, o pobre Unsseteum, também sem ar, que queria apenas levar a lojista para o banheiro para poder sair da loja com o dim-dim sem ser notado, teve que acionar o “plano B”…! Após recuperar o fôlego, abriu rapidamente a gaveta, pegou o que havia, – cerca de R$750 – e desceu correndo a Adalberto Ferraz até virar a esquina do calçadão…
O larapio que usa a mais antiga das armas… a lábia, para conquistar a confiança de suas vitimas, está com os dias de liberdade contados. A batata está assando pra ele… E está bem quente!
Na verdade esfriou!
Este fatos aconteceram em 2011. Na ocasião conseguimos levantar sua capivara. Ele era figurinha fácil no álbum da policia pela pratica de golpes deste tipo. Mas era muito viado…, quero dizer, viajado. Viajava mesmo. Tanto que depois do golpe da igreja viajou, talvez para Itajubá onde tinha raízes e nunca mais foi visto em terras manduanas!
E você meu estimado leitor, caso receba esmola demais, faça como o santo… Desconfie!!!

Chegou o grande dia… É hoje o “IV Encontro da Família” e lançamento do livro “A Família Coutinho no Sul de Minas “

O ultimo encontro foi em 1996 e reuniu 507 descendentes de João Coutinho Portugal. O próximo encontro será inesquecível!

Espera-se mais de mil familiares e amigos dos Coutinhos…

 

O autor do livro “A Familia Coutinho no Sul de Minas” e este blogueiro, estão nesta foto tirada em março de 1967… Quem identificá-los na foto vai ganhar um livro da ‘família’ ou “Meninos que vi crescer”, autografado pelo autor!

“Flavio Matador” … Horas de tensão na sua prisão em São Lourenço

Flavio Gomes Dias: - Eu não queria matá-la! Eu só queria tirá-la de casa para conversar...!

Flavio Gomes Dias: – Eu não queria matá-la! Eu só queria tirá-la de casa para conversar…!

Desde que assumiu as investigações para localizar o paradeiro do assassino Flavio Gomes Dias, no dia 22 de outubro, os detetives da Especializada de Homicídios de Pouso Alegre, nunca mais saíram do seu rastro. Com ajuda de amigos ocultos da lei, eles sempre estiveram a um passo da sombra do assassino. A possibilidade real de colocar-lhe as pulseiras de prata surgiu no inicio da tarde deste sábado, 08.
Estava o detetive Abel visitando amigos na cidade de Cristina quando a informação chegou…
– O matador está em São Lourenço. Ele acaba de receber um telefonema de um amigo… Vão se encontrar numa pracinha na entrada oeste da cidade, para quem vem de Carmo de Minas… – Segundo o amigo oculto da lei, Flavio ia se encontrar com o amigo, um possível ex-presidiario, para receber munição de revolver 38!
Como estava a pouco mais de vinte quilômetros dali, na histórica Cristina, berço de Silvestre Ferraz, o detetive fez contato com o delegado de São Lourenço e passou as coordenadas para que o policial fosse monitorar o encontro até sua chegada.
– Segundo o informante, Flavio combinou de ir ao encontro do amigo usando camiseta amarela. Igual a ele. Já comuniquei o delegado Renato Gavião de Pouso Alegre… Logo estaremos aí. – combinou o detetive.
Tudo ia bem, até que o delegado Felipe avistou os dois sujeitos de camiseta amarela se afastando da pracinha na entrada da cidade. Sem saber qual deles prender, pois não conhecia nenhum, e, estando sozinho, sem tempo para reunir a equipe da PC, solicitou apoio da policia militar. Rapidamente a Arca de Noé da co-irmã se aproximou da pracinha… Abrindo passagem no giroflex! Ao perceber que havia entrado ‘minhoca no angu’, os dois amigos de camisetas amarelas passaram sebo nas canelas e dobraram a serra do cajuru. Cada um numa direção! Sem saber quem era o fugitivo de Pouso Alegre, os policiais escolheram um deles e saíram fungando no seu cangote… Era o mensageiro, o entregador de munições! Que mesmo assim pulou muros e quintais e conseguiu soverter da vista dos policiais!
Ao chegar à São Lourenço, o detetive Abel acionou novamente seu amigo oculto da lei e soube que Flavio Matador estava mocosado em uma casa grande no bairro Carioca e trataram de cercar a casa. Quando Flavio começou manobrar seu carro para trocar de esconderijo, percebeu que já era tarde! Para todo lado que olhou viu pistolas e escopetas apontado para ele por sobre os muros! Retrocedeu e voltou para a trincheira, tendo inicio o tenso impasse…!
Foram horas de negociação. Atrás de uma janela, Flavio brandia o trabuco carregado e prometia abrir fogo contra quem se aproximasse ou contra a própria cabeça!
Com a chegada do Delegado Renato Gavião, de Pouso Alegre, o impasse chegou ao fim. Para ganhar sua confiança e amainar a tensão, o delegado fê-lo lembrar do dia, há dois meses, quando endossou-lhe um pedido de albergue. Com o celular no ouvido, falando também com a filha em Pouso Alegre, Flavio baixou a arma e a entregou ao delegado e sua equipe. Além da arma municiada, ele levava na algibeira algumas azeitonas do mesmo calibre.

Eu usei o fato de de ter endossado seu pedido de Albergue ha dois meses para ganhgar sua cinfianlça e convence-lo a se entrtegar... - Dis delegado Gavião.

Usei o fato de de ter endossado seu pedido de Albergue ha dois meses para ganhar sua confiança e convence-lo a se entregar… – Diz delegado Gavião.

Durante a viagem de volta à Pouso Alegre, Flavio contou ao delegado que não tinha intenção de matar a ex-companheira Eliane.
– Ela vivia trancada dentro de casa, sendo explorada pelo filho dela e seus amigos que queriam seu dinheiro para usar drogas… Eu fui lá aquele dia para tirá-la de casa e conversar com ela. Mas eles não a deixaram sair! Quando eu tirei ela de dentro de casa os familiares tentaram toma-la de mim… De repente a arma disparou… – Contou Flavio ao delegado de homicídios. Nesta segunda feira Flavio fará uma pequena viagem do Hotel do Juquinha até a DP da Silvestre Ferraz para explicar formalmente quem é o fujão que foi à São Lourenço levar-lhe munição e acabou tirando-o da toca!
Apesar de carregar a fama e o apelido de “Flavio Matador” – de bandidos – Flavio Gomes Dias, 38 anos, cumpria pena no regime aberto por homicídio praticado contra Leonardo E. de Castro, em 1999, tentativa de homicídio contra o irmão em Wellington, em 2002, porte de arma em 2004 e posse de drogas em 2007. O assassinato da ex-companheira Eliane, qualquer que seja o motivo, foi como colocar fubá, muito fubá na agua quente… Vai engrossar o angu…!

Cidadão enfrenta PM e morre com 4 tiros

O fato aconteceu no Distrito de São Mateus no município de Camanducaia, no final da manha desta terça, 04. Chamados pela enfermeira do PSF do bairro para conter o paciente Benedito Candido dos Santos Filho, que estava agitado e agressivo os policiais militares Alves e Siqueira compareceram ao local para cumprir seu mister. Ao ser abordado pelos policiais, Benedito Candido, que, segundo as profissionais de saúde, sofre das faculdades mentais e precisava ser internado, investiu contra os homens da lei com uma faca na mão. Para contê-los os policiais atiraram em sua perna, depois no braço e mesmo assim ele continuou avançando. Só parou quando recebeu outro tiro no abdome e outro no peito. Os próprios policiais levaram Benedito Candido para o hospital de Camanducaia, mas lá chegou sem vida.
Apesar de terem atirado em legitima defesa própria e de terceiros, os policiais foram recolhidos ao quartel como manda a lei. No entanto, ainda de acordo com a lei processual penal, serão processados em liberdade e portanto devem retornar às suas atividades.

 

PM prende office boy cheirando Loló

 

Antes era produzido em escala industrial...

Antes era produzido em escala industrial…

Estavam os homens da lei rondando a cidade quando receberam a denuncia do amigo oculto…
– Tem um sujeito assim assado usando e vendendo drogas na porta de um barzinho próximo à faculdade de direito!
Chegando ao local os policiais depararam com o cidadão Evander Augusto da Silva com a mão no Loló. Na verdade ele estava viajando no rabo do cometa, alegremente cheirando o Loló e nem deu bola para a presença da policia. Levava na bolsa três capsulas vazias de farinha do capeta, uma baranga de erva marvada e um frasco grande de “Loló”, ou lança perfume, a droga dos foliões dos anos 70 e 80!
Evander Augusto da Silva, 22 anos, morador do Cidade Jardim, explicou aos policiais que comprara os ingredientes em farmácias e casas de materiais de construção, para fabricar o Loló para consumo próprio. Mas, como estava usando em publico, algumas pessoas viram e quiseram comprar…
– Eu só vendi umas quatro ou cinco doses a cinco e dez reais cada uma. Os caras inalaram aqui mesmo comigo. – Ele levava na algibeira R$563, mas disse que o dinheiro era pagamento do seu salario!

... Agora é crime pela Lei 11.343!

… Agora é crime pela Lei 11.343!

A droga cheirosa e aparentemente inofensiva dá sensação de felicidade e deixa qualquer um rindo à toa. Mas ao ser inalada, geralmente em lenços umedecidos, ela acelera a frequência cardíaca podendo chegar a 180 batidas por minuto. Seus efeitos podem causar desde um pequeno zumbido no ouvido até o ruído de um helicóptero pousando ou levantando voo e fortes alucinações. Se inalada em grande quantidade pode destruir as células do cérebro e causar parada cardíaca, levando naturalmente à morte. Por estas e por outras o Loló – mistura de solventes químicos com essência perfumada – é considerada droga pela Lei 11.343.
Como além de cheirar o seu próprio Loló, Evander vendia o seu Loló para as pessoas que queriam sentir a sensação de felicidade, o delegado de plantão o enquadrou no artigo 33. E lá foi Evander Augusto, todo sorridente se hospedar no Hotel do Juquinha…!

Motocicletas derrubam 171 na Vicente Simões

DSC03415Foi numa operação simples e sem alarde chefiada pelo próprio delegado responsável pelo ultimo e decisivo I.P., que o comerciante Francisco Teixeira de Oliveira Filho conheceu as pulseiras de prata da lei.  Ele foi preso ao pé da manhã desta terça no interior da sua loja na esquina da Vicente Simões, onde mais de vinte pessoas deixaram suas motos para vender e não viram a cor do dinheiro.

Ao receber a queixa do cidadão Vander Ursolino Dias no inicio do mês passado, o delegado da Especializada de Estelionato, Marcelo Duarte, lembrou-se que no final de janeiro deste ano já havia feito outro Inquérito Policial contra o mesmo comerciante pelo mesmo motivo. Em conversa com os demais delegados, soube então que alguns deles também já haviam indiciado o mesmo comerciante por Estelionato ou Apropriação Indébita desde meados do ano passado. Nos registros da PC constam dez I.Ps. instaurados desde o dia 17-09-2013. Todos concluídos e enviados à justiça da comarca dentro do prazo legal.
O primeiro foi instaurado a pedido da vitima Elton Custodio Ribeiro, em 21 de outubro do ano passado. Depois vieram as vitimas Arthur da Camara Leal Cardenaz, Fernando Bogliato, Celio Reis da Silva, Edson da Silva Moreira, Maria Jailmara Dantas, todos de Pouso Alegre e ainda David Oliveira de Faria, de Abaeté-MG, Luiz Carlos de Jesus, de O. Fino e Rosangela Costa Bento Ventura, de São Lourenço. Em todos os casos a mesma ladainha:
– Eu deixei minha moto em consignação na loja Fast Moto para vender… Ele vendeu e não me pagou! – Reclamam as vitimas.
– Diante de tantos crimes contra o patrimônio praticados pelo comerciante, todos concluídos e encaminhados à justiça, resolvi relacioná-los e pedir a Prisão Preventiva do estelionatário – Disse o jovem delegado.

Sem as motos e sem o dinheiro dos clientes, Francisco Teixeira teve que seguir para o Hotel do Juquinha no Taxi do Magaiver...

Sem as motos e sem o dinheiro dos clientes, Francisco Teixeira teve que seguir para o Hotel do Juquinha no Taxi do Magaiver…

A prisão foi autorizada no final do expediente desta segunda, 03. Hoje, quando o comerciante Francisco Teixeira chegou para abrir a loja havia um novo cliente à sua espera. O ‘novo cliente’ não queria deixar sua Harley Davidson para vender! Ao contrario… O delegado e seus pupilos Balca, Rafael e Renato queriam levar o comerciante 171 para tomar um cafezinho na DP da Silvestre Ferraz.
A moto mais barata foi a do Vander Ursolino; onze mil reais. Mas há motos grandes, acima de mil cilindradas, motos Kawasaki de mais de 40 mil reais… Considerando que alguns Inquéritos tem mais de uma vitima, o prejuízo pode passar de 300 mil reais. E há ainda o prejuízo a “terceiros de boa fé”, que compraram as tais motos e, à priori, terão que devolvê-las – conjecturou o paladino da lei.
Com algumas das vitimas o comerciante chegou a fazer – péssimos – acordos, prometendo pagá-las com promissórias “à perder de vista”.
Com seu jeito educado, polido e a fala mansa, Francisco Teixeira explicou ao delegado que não repassava o dinheiro da motos vendidas aos devidos proprietários, porque sua empresa está passando por dificuldades financeiras;
– A prioridade era colocar as contas da loja em dia… – disse ele com outras palavras.
Até o momento 21 cidadãos que entregaram suas motos em consignação para Francisco vender, pediram instauração de IP contra ele. Mas – Segundo o delegado que ‘derramou óleo na pista do motoqueiro da Vicente Simões’ – este numero pode aumentar…! Enquanto isso o vendedor de motos que derrapou nas malhas da lei vai ficar ‘estacionado’ no Hotel do Juquinha…!

 

Assassinos do policial vão sentar no Banco dos Réus nesta segunda

Handerson Gonçalo Evangelista: Ele e o parça Adriano Viana de Oliverira assaltaram a loterica.

Handerson Gonçalo Evangelista: Ele e o ‘parça’ Adriano Viana de Oliveira assaltaram a lotérica.

O subtenente Gabriel Machado Alvarenga tinha 47 anos e estava a prestes a se aposentar...

O subtenente Gabriel Machado Alvarenga tinha 47 anos e estava a prestes a se aposentar…

O assalto aconteceu no meio da tarde da sexta, 14 de março de 2014. Após tomar o dinheiro dos caixas, de revolver em punho, os assaltantes tentaram fugir numa moto roubada. Neste momento o policial militar que estava casualmente na lotérica, à paisana, tentou prendê-los e houve troca de tiros, na qual um dos assaltantes foi atingido de raspão e o policial no abdome. Gabriel foi socorrido por um taxista, mas morreu na madrugada seguinte na UTI do Hospital Regional Samuel Libanio.
A morte violenta e injusta do policial no cumprimento do dever profissional, causou comoção na população. Milhares de pessoas acompanharam seu velório e féretro ao cemitério Jardim do Céu onde foi enterrado com honras militares.
Após atirar no policial que tentava prendê-los, os assaltantes – um deles ferido de raspão – fugiram e trocaram a moto por um carro que os esperava numa ruela do bairro da saúde. No final da noite daquele mesmo dia, numa operação conjunta das policias civil e militar, quatro envolvidos no crime da lotérica e um suspeito foram presos. A dupla que executou o roubo e atirou no policial, o suspeito de ter emprestado o carro para fuga e um casal que abrigou os assaltantes no bairro São João. Desde então eles estão hospedados no Hotel do Juquinha à espera do julgamento.
A audiência preliminar será nesta segunda, 03, no Fórum Orvieto Butti. Cada um dos envolvidos no assalto e assassinato do Subtenente Gabriel Alvarenga poderá pegar de 12 a 30 anos de cana!

A policia chegou aos autores do latrocínio após localizar em frente o numeral 115 da Rua “F” no Jardim São João o veiculo VW Passat Flash, prata, placas GLW-5873, ano 1987, cujo documento está em nome Adilson Celio Moreira, pai de Thamires, usado na fuga. O Passat estava em frente a oficina mecânica onde trabalha Jean Felipe Mendes da Silva. Não há indícios de sua participação no crime, até porque, para resgatar a dupla na moto no bairro da Saúde, bastaria o comparsa Angelo Gabriel, em cuja residência foi encontrado parte da res furtiva. O comprometimento do mecânico Jean Felipe, em tese, seria “tentativa de obstrução do trabalho policial”, pois, ao ser interpelado pelos policiais, ele teria dito que o Passat estava parado perto da oficina há dois dias, o que não condiz com a realidade, uma vez que em seu interior foram encontradas roupas usadas pelos assaltantes. Ainda assim, sua prisão foi mantida pelo Homem da Capa Preta. Nas audiências que começam esta semana, Jean Felipe terá oportunidade de provar sua inocência.

Angelo Gabriel Francisco Costa da Silva: Parte do dinheiro roubado e o revolver usado para matar o policial estavam na sua casa noJardim  São João

Angelo Gabriel Francisco Costa da Silva: Parte do dinheiro roubado e o revolver usado para matar o policial estavam na sua casa no Jardim São João

Na fuga, Adriano Vieira de Oliveira atirou no policial...

Na fuga, Adriano Vieira de Oliveira atirou no policial…

“Chapeleiro”… O ultimo ‘chefão’ do velho Hotel da Silvestre Ferraz

Vi Paulo Sergio pela primeira vez no inicio dos anos 80, num semáforo. O menino ligeiramente encardido, magricela, dentuço, encostou-se à viatura policial, estendeu sua caixinha de sapato com um furo no centro e pediu uma moedinha. Eu sempre soube que não se deve dar dinheiro à crianças, mas eu nunca soube negar! Porém, enquanto eu fuçava os bolsos em busca de alguma moeda, bem menos comum naquela época do que hoje, outro garoto cuja fisionomia não guardei, talvez uns três anos mais velho que ele e inspirando menos compaixão, quase o puxou pelo braço dizendo:
– Não, pra ele não… ele prende a gente!

DSC05775Antes que eu pudesse dizer ou fazer qualquer coisa o sinal abriu e meu parceiro seguiu em frente, enquanto o garoto imberbe, em calças curtas, singela, mas decentemente trajado liberou o transito e ficou olhando da calçada até a viatura sumir de sua vista.
Estava eu no plantão da DP, dois anos mais tarde, quando a Policia Militar encostou a barulhenta viatura e do forninho desceu um mirrado garoto. Era o garoto do semáforo! Estava mais magro ainda, pois havia crescido vários centímetros! Enfurnado foi se sentar no final do banco de madeira, enquanto o cabo redigia o BO. Ele havia furtado a bolsa de uma senhora loira de meia idade, próximo ao mercado e somente fora alcançado cruzando a antiga Avenida Brasil, em direção ao velho Aterrado. A bolsa já havia sido dispensada na fuga, mas alguns poucos trocados, cruzeiros ou cruzados, não me lembro, estavam no fundo da algibeira de sua surrada bermuda caqui. Foi seu primeiro contato, pelo menos malsucedido, com o crime e com os homens da lei!
Cresceu furtando sorrateiramente estabelecimentos comerciais diversos, fumando maconha, ameaçando garotos menores e até maiores que ele com um canivete. Sempre tentava vazar em direção à “toca do lobo”. As vezes conseguia, outras caia nas malhas da lei, sua família era avisada e invariavelmente a mãe esboçando indignação com o comportamento do filho vinha buscá-lo. Até que
Para conhecer o desfecho desta historia, acesse www.meninosquevicrescer.com.br…