Assaltantes de sorveteria entram em fria

Pedro Felipe de Almeida

Pedro Felipe de Almeida

Foi mais um assalto pé-de-couve básico no centro da cidade. Às sete e meia da noite desta terça, 2, o sujeito alto, com pinta de maloqueiro entrou na sorveteria Ice Bom da Avenida João Beraldo, enrolou a camiseta na cabeça, baixou o boné para esconder mais o rosto, sacou o trabuco e ameaçou fazer barulho se a balconista não entregasse o dim-dim! Enquanto isso, do lado de fora da porta outro sujeito com cara de Lombroso monitorava o movimento da rua. Levaram também o básico… Cerca de 200 reais. Mas não foram longe. Ficaram nas imediações, comendo lanche e enchendo a cara de Whisky barato!

Enquanto a policia militar rodava o centro da cidade à procura da dupla de assaltantes de sorveteria, eles foram novamente à caça. Já na virada da noite, na esquina da Bueno Brandão com Afonso Pena, dois quarteirões depois da sorveteria, a mesma dupla deu o pulão numa senhora que passava. Enquanto um deles segurou dona Eva, o outro esvaziou sua bolsa. Levaram apenas o aparelho celular.

Quarenta minutos depois os homens da lei trombaram com três suspeitos, cujas características e vestes batiam com as dos assaltantes,  nas imediações.

Nem dona Marilda nem dona Eva puderam afirmar com precisão se eram eles os assaltantes… Mas as câmeras do circuito interno de segurança da sorveteria e câmeras de “Olho Vivo” espalhadas pela cidade puderam!

O assaltante que entrou na sorveteria e deixou dona Marilda gelada, é W.S.G. morador da Francisco Sales nos Quatro Cantos! Ele tem apenas 13 aninhos de idade. Seu parceiro que ficou do lado de fora dando cobertura é Pedro Felipe de Almeida, 20 anos, morador o bairro Anchieta em Santa Rita do Sapucaí. Os dois realizaram também o roubo da senhora Eva na esquina da Afonso Pena e esconderam a pistolinha 22 em um terreno baldio ao lado da E.E.Dom João Rezende, a poucos quarteirões do local dos crimes. Se não tivessem sido presos certamente fariam mais algumas fitas durante a madrugada…!

O terceiro suspeito detido pela PM no inicio da madrugada é P.C.O.T., 16 anos, morador do Jardim, Amazonas. Ele não participou de nenhum dos roubos, mas foi envolvido porque no momento da detenção estava usando uma blusa azul, aa mesma vista através das câmeras do circuito interno durante o primeiro roubo… Ele a havia tomado emprestado do amigo W.S. Embora seja egresso do Hotel do Juquinha, de onde saiu na semana passada depois de uma custodia por roubo à mão armada, nos casos desta terça ele está inocente!

Depois de sentarem ao piano da delegada de plantão, os “dimenor” W.S.G. e P.C.O.T. foram entregues às seus respectivos pais, pois no hotel do Juquinha não tem espaço nem para os marmanjos, muito menos para “dimenor” que, teoricamente, não comete crime! Já o garotão Pedro Felipe de Almeida, que diz ganhar R$350 por semana como servente de pedreiro em Santa Rita, foi se espremer no Hotel do Juquinha!

 

 

Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem!

 

Duelo mortal atrás da Ginásio em Santa Rita do Sapucaí

Ricardo "Ri" Candido Pedro...

Ricardo “Ri” Candido Pedro…

A policia ainda não sabe se o duelo entre os desafetos Cleber do Prado, o “Gu” e Ricardo Candido Pedro, o “Ri” foi casual ou proposital, embora o embate já fosse esperado pela policia e pela população do bairro Recanto das Margaridas. O fato é que o tiroteio aconteceu atrás da Igreja do bairro, às 11h40 da manha deste sábado, 09. Coincidência ou não, neste exato momento eu conversava com o detetive Daniel na delegacia regional de Pouso Alegre sobre a elevada incidência de homicídios em Santa Rita neste ano. E ele dizia que a chapa continuava quente! A qualquer momento aconteceria mais um homicídio na capital da eletrônica… Aconteceu!

Quando a policia militar chegou ao local chegou ao local encontrou o corpo já sem vida do meliante Ricardo “Ri” Canido Pedro estendido no chão. A perita que ‘fez’ o local do crime encontrou inicialmente três ferimentos à bala. Um na cabeça, outro no tórax e outro na costela. “Ri” portava um revolver Rossi calibre 38 com três munições intactas. Pelo andar da carruagem ele não conseguiu sacar o trabuco! Segundo levantamentos feito pela PM no local, o autor dos disparos fatais foi o meliante Cleber do Prado, o “Gu”, 27 anos.

Ricardo Candido Pedro, faria 35 anos em agosto proximo. Era figurinha fácil no álbum da policia. No seu currículo tem uso de drogas, trafico de drogas, resistencia, homicídio, porte de arma, disparo de arma de fogo e varias tentativas de homicídio. Por isso mesmo vivia em constante perigo. Mais de uma vez ele ouviu o assovio de azeitonas quentes passando muito perto de sua orelha. Só chegou aos 34 anos porque era rápido no gatilho e nas canelas!

Cleber "Gu" do Prado: Segundo populares ele foi o autor dos disparos contra RI.

Cleber “Gu” do Prado: Segundo populares ele foi o autor dos disparos contra RI.

Cleber do Prado, o moço que conversa com os policiais com um sorriso no rosto dizendo que tudo não passa de armação do inimigo, também ocupa pagina de destaque no álbum da policia. Tem no currículo, desde que se tornou “dimaior”, furtos e roubos e dois homicídios. Responde pelo assassinado de Marcelo Henrique Pereira Lopes em 2007 e Eliezer Gregorio Fidelis, em 2014. Talvez não tenha cometido mais crimes porque desde 2007 as grades de seis ou sete penitenciarias do estado não tenham permitido!

“Ri” estava em liberdade desde junho do ano passado. “Gu” desde dezembro, embora tenha uma condenação de 14 anos para cumprir pelo assassinato de Ricardo Henrique.

Até o momento desta postagem, Cleber “Gu” do Prado ainda não havia sentido o frio das pulseiras de prata por conta do duelo fatal atrás da igreja do Recanto das Margaridas.

Estupro na 459

Marcos Maglioni, 50, passou os últimos seis anos atras das grades!

Marcos Maglioni, 50, passou os últimos seis anos no Hotel Recanto das Margaridas… Atras das grades!

Tudo começou com uma inocente carona no sitio Agua Preta no bairro Balaio, zona rural de Santa Rita do Sapucaí, na manha desta quarta, 15. Dona EFS precisava ir à cidade levar o filho infante a uma consulta e, como no local não passa linha regular de ônibus, aproveitou a carona oferecida pelo cidadão Marcos Moreira Maglioni, filho do dono da fazenda onde mora, até Santa Rita. Ao chegar à cidade, no entanto, Marcos passou direto e pegou a rodovia BR 459 em direção à Pouso Alegre. Quando EFS reclamou Marcos mandou que ela se abaixasse no carro e ficasse quieta…

– Cala a boca… Vou te levar para a cidade grande! Vou te levar para conhecer um motel…!

Segundo a vitima, tão logo pegou a rodovia, Marcos começou a passar a mão e acariciar seu corpo…! Na entrada da cidade ele parou para dar carona a duas mulheres na beira da estrada depois de ameaça-la caso ela o delatasse. No trajeto da entrada até o centro da cidade, … aproveitando a distração do tarado, escreveu um bilhete e entregou à uma das mulheres relatando o fato. Quando o carro parou para as caronas desceram na Avenida Vicente Simões, … saltou correndo do carro e procurou a delegacia de policia onde registrou o BO contra o estuprador.

Desde então Marcos Maglione passou a ser caçado pela PM. No final da tarde da quarta acabou caindo nas malhas da lei por outro crime… Ameaça! No dia anterior ele havia se apropriado indevidamente de um Fiat Palio azul da ex-companheira no bairro dos Ferreiras em Pouso Alegre e voltou na tarde seguinte para ameaçar seus familiares. Ele foi preso no bairro Foch em Pouso Alegre e levado para a DP, onde sentou-se ao piano e assinou os artigos 147 e 213 do CP.

Esta não foi a primeira vez que Marcos Moreira Maglioni recebeu as pulseiras de prata da lei.

Filho de tradicional e respeitável família de Santa Rita do Sapucaí, fazendeiros, Marcos anda às voltas – tortas – com a justiça desde 1999, quando assinou seu primeiro artigo criminal, o 180. Depois disso vieram o 171, 147, 149,129, 155, 168 e agora o mais pesado… O 213.

Em meados da década passada Marcos deu muito trabalho para este blogueiro. Depois de aproveitar as branduras do regime semiaberto ele ‘abandonou’ o Hotel Recanto das Margaridas onde cumpria pena e foi se esconder na fazenda dos pais, no bairro do Balaio. Devido à topografia do terreno, ele percebia nossa presença muito antes de chegarmos ao casarão e se embrenhava nas matas e cafezais ao pé da serra, como um verdadeiro matuto! Embora sua captura fosse ponto de honra para nossa equipe na época – pois todos os demais meliantes da capital da eletrônica já estavam atrás das grades – procurá-lo no meio de matas, capoeiras e cafezais era completamente inútil. Depois que penduramos as chuteiras e o perigo passou, Marcos foi ficando manso de gaiola, até que passou a frequentar novamente a civilização… E acabou caindo nas malhas da lei, em 2008. Estava em liberdade desde setembro do ano passado.

 

Embora nossos leitores já estejam devidamente ‘escolados’ nos principais artigos do Código Penal Brasileiro de 1940, convém esclarecer que, de acordo com a nova redação do famigerado artigo 213, dada pela Lei 12.015, de 2009, “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” é ESTUPRO! Portanto “mão boba” com libidinagem pode dar de  6 (seis) a 10 (dez) anos de cana!.

 

PM prende Leandro & Leonardo com drogas em Pouso Alegre

Leandro Fernandes foi de Santa Rita buscar a droga para o "Tioz"...!

Esse é o Leandro de Santa Rita do Sapucaí

Passavam os homens da lei pela Francisco Sales no centro de Pouso Alegre, às duas e meia da tarde desta sexta, 06, quando avistaram dois motoqueiros com pinta de somongós. Enquanto manobravam para fazer a abordagem, o garupa saltou da moto, dispensou a prova do crime e seguiu sorrateiro a pé. Não foi longe. Levado de volta ao local onde jogou o patuá constatou-se tratar-se de duas barangas grandes de pedras beges fedorentas…!

Enquanto o jovem Leonardo Talles Mendonça Silva, 23, natural de São Gonçalo do Sapucaí, tentava tapar o sol com a peneira, o celular de um dos policiais tocou. Era um amigo oculto da lei avisando que a poucos metros dali, na mureta da casa 622, onde Leonardo estava minutos antes havia mais drogas. E havia mesmo… Quatro barangas de maconha.

Ao piano do delegado de plantão Leonardo Talles chorou as pitangas…

– Não tenho nada a ver com a maconha, não doutor… Só as pedras são minhas. Sou usuário. Acabei de compra-las de um formiguinha no Aterrado por 100 conto…!

Quando sentar-se ao piano do Homem da Capa Preta, Leonardo Talles, talvez convença o magistrado de que é apenas usuário de drogas… Mas o paladino da lei, na DP, ele não conseguiu convencer! Até porque o seu passado, apesar da pouca idade, é bastante obnubilado… Já assinou 155, 157 e 33. Se o zeloso delegado tinha alguma duvida no presente, o passado de Leonardo Talles o condenou… Pelo menos por ora! Ao pé da noite de sexta ele pegou o taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha!

 

A prisão de Leandro aconteceu exatamente 24 mais tarde. Ele dançou sem musica no terminal rodoviario! Ao atender o velho e encardido aparelho 190 na central da PM, o policial de plantão ouviu a caguetagem…

– “Óia aqui seu puliça”… Tem um cara indo pra rodoviária neste minuto levando 7 barangas de farinha do capeta. Ele é de santa Rita do Sapucaí e vai pegar o ônibus das quatro e meia da tarde de volta pra lá. Ele é alto, claro, esta usando bermuda jeans e camiseta… – E tem pinta de somongó!

A informação – que parece ter partido do próprio formiguinha que vendeu a droga numa ‘boca’ qualquer do Aterrado – foi repassada paras viaturas do turno. Imediatamente o cabo Ferreira e seu fiel escudeiro soldado Oliveira se postaram nas imediações do terminal rodoviário. Não demorou lá surgiu o somongó de bermuda e camiseta e seu andar jongolhó! Era Leandro Fernandes, 22 anos morador de Santa Rita do Sapucaí. A informação do cagueta era quente! Na algibeira da bermuda ele levava de fato as sete barangas de farinha do capeta.

Enquanto Leandro tentava explicar que acabara de compra a droga no Aterrado para satisfazer seu próprio vicio, seu celular tocou… Era um tal de “Tioz”, de Santa Rita do Sapucaí, perguntando se ele já estava voltando com a droga…!

Não. Não voltou, “Tioz”…

O mulinha Leandro Fernandes extraviou! Ele não embarcou no ‘busão’ da Gardenia! Acabou pegando carona no taxi do contribuinte e foi parar na DP. De lá, depois de assinar seu primeiro 33, – até então só tinha um 28! – pegou o taxi do Magaiver e foi se hospedar no Hotel do Juquinha!

 

Leonardo Talles Mendonça da Silva; ... O passado o condenou!

Esse é o Leonardo, de São Gonçalo do Sapucaí!

 

Santa Rita do Sapucaí será invadida por meninos…

 

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Fernando da Gata, Perfex, Chapeleiro, Pedrinho & Gegê, Val e a Gang dos Najas, O Justiceiro do Recanto das Margaridas, Foguinho, a aborrescente Amelinha, Robertinho, Os irmãos Coelho, Tiziu, Valéria de Camanducai1a, Os irmãos Molina, Monteiro e os quase 40 ladroes do Bagdá, Peixinho, Romeu & Julieta do Beco do Crime, Salinho o meliante de Silvianópolis, Max & Leninha, O Detetive forasteiro e Médica voluntaria, Godofredo o artista atrás das grades, Cirilo do Bola Sete, a Rainha Mara, o Engraxate Cantor, o psicopata Renanzinho e até o Coisa Ruim da Borda…!
Estes e outros meninos invadirão a Livraria “Letras & Livros” na Avenida Delfim Moreira. Mas eles não farão nenhuma traquinagem…! Eles estarão acompanhados do seu criador Airton Chips! A invasão na verdade será no sentido figurado! Trata-se do lançamento do livro “Meninos que vi crescer”, na livraria da Mariana Reis…
“Meninos que vi crescer”, o primeiro livro de crônicas policiais e casos notórios da região, teve seu lançamento oficial no dia 23 de agosto ultimo no Serra Sul Shopping. Desde então o escritor Airton Chips vem recebendo convites para lançar simbolicamente o livro em eventos na região. Agora é a vez de a Livraria Letras & Livros na cidade de Santa Rita do Sapucaí receber o blogueiro e escritor. Cinco das cinquenta historias reais do livro “Meninos que vi crescer” são ambientadas no município de Santa Rita onde o escritor morou e trabalhou como policial em 2006 e 2007.
Das 13hoo às 16h00 Airton Chips estará na livraria recebendo seus leitores, contando historias e distribuindo autógrafos.
Compareça e leve seu “Meninos” para casa…!

Os “Meninos” estão se espalhando por aí

Banner Meninos que vi Crescer

Olá… Você já está lendo o livro “Meninos que vi crescer”?
Não?
Então você não sabe o que está perdendo!
Desde meados de agosto os “meninos” estão se espalhando por aí… A cada dia mais pessoas conhecem os “Meninos que eu vi crescer”.
A cada dia as pessoas se emocionam com o drama das mães de “Pedrinho e Gegê” na historia “Assim nascem os nóias”…
Mas também se divertem com “Um processo para ficar nos anais da historia forense” quando o requerente pede perdão à requerida e o juiz comemora a decisão tomando canecas de chimarrão…!
Ou então com a descontraída historia de “ O Lobo & o Carneiro”… e os carrapatos!
A cada dia as pessoas se perguntam: Será que o Robertinho poderia ter evitado a morte dos irmãos Montevecchio na beira da lagoa na Airton Sena?
Depois da pagina 91 os leitores suspiram e se perguntam: “Então foram assim “Os últimos dias de Fernando da Gata”, o mais famoso bandido que já pisou em Pouso Alegre?
Ao voltar da ‘viagem’ à pacata e bucólica Pouso Alegre dos anos 50 – quando na cidade existia apenas uma motocicleta – o leitor vai concluir: “Nossa! Mas então foi assim “A verdadeira historia do Beco do Crime”! Parece a historia de Romeu & Julieta!
Na historia “Max & Leninha… Dormindo com inimigo”, o leitor verá até onde pode ir o romance entre um jovem e perigoso bandido e uma policial!
Em “Peixinho e Eu” o leitor vai viajar para Campinas para presenciar o encontro do policial com seu algoz de infância…!
A partir da pagina 63, você meu estimado leitor, vai saber o que aconteceu em Cambui, n“O dia em que fumei maconha”! E vai saber o que aconteceu a Celso, meu parceiro de ‘baforadas’, numa casinha no alto da serra de Bom Repouso três meses depois!
O leitor de toda região do Sul de Minas vai saber finalmente quem é ou quem foi “Chiquinho”, o “Coisa Ruim da Borda”! Vai inclusive poder sentir um pouco do medo que eu senti quando visitei o carcomido casarão onde o capeta morou nos primeiros meses de 1953!
Em “Val e a Gang dos Najas” o leitor vai notar que a historia ainda não acabou!
Na historia de Godô, o garoto que aos 12 anos assaltou meu filho, o leitor vai perceber que quanto mais cedo se entra no crime, mais difícil é sair dele!
Na pagina 211 do livro o leitor fará uma pausa nas historias tristes para conhecer “O Detetive forasteiro e a medica voluntaria”, uma historia que por si só já daria um romance de final feliz!
Na pagina 309 o leitor verá que o simples furto de um aparelho celular da esposa de um detetive, por um garotinho que roubou sua primeira bolsa aos 9 anos de idade, levou a policia civil à maior apreensão de maconha do Estado… 5 toneladas! Pena que um traficante perdeu a vida naquele sábado tenso de 2007!
O leitor saudosista fará uma viagem ao inicio dos anos 80, aos quase primórdios da Policia Civil na cidade, com a historia de “Monteiro e os quase 40 ladrões do Bagdá”! E vai se chocar ao ver no pescoço de quem um cordão de ouro roubado pelo meliante, foi parar!
Verá também que a ‘rainha’ Mara nem sempre foi do mal. Na adolescência a maior traficante de drogas da região foi uma prendada dona de casa, amada e considerada da família pelos filhos do patrão!
Antes de sentir um frio na espinha com a historia de “Renanzinho, o psicopata da cabeleireira” assassinada no dia 06 de agosto, o leitor fará outra tensa viagem ao inicio do século dezenove, até parar na deliciosa década de 1970 para descobrir como “… surgiu o Ribeirão das Mortes”.
Antes de percorrer as 469 paginas do livro, o leitor terá conhecido os malvados irmãos Molina de Cambui, a vida torta de Valeria de Camanducaia, a rebeldia sem causa da aborrescente Amelinha de Santa Rita do Sapucaí, o Justiceiro do Recanto das Margaridas, Perfex o menino mal, Foguinho o meliante que comeu lichia no meu quintal, Giuliano, o “dimenor” que me fez transgredir a lei, Tuca maia, Tiziu, Renê Cabinho, Fefê, os sanguinários irmãos “Chico & e Reanir e Formigão”, Manoelzinho, Aguinaldinho, Eduardinho e tantos outros “meninos eu vi crescer” e se bandearem para a trilha sombria do crime!
Apesar disso o livro não é ‘pesado’, não é tétrico… Ao contrario, as historias são contadas sem heroísmo e com muito bom humor. Impossível não achar graça nas abordagens do detetive Teobaldo ao Engraxate Cantor! Impossível não rir com o cachorro viralatas sentado debaixo do pé de limão ‘tirando um pelo’ do detetive de primeira viagem quando “o adubo do Brejal foi por água abaixo”!
Meninos que vi crescer faz o leitor passar medo, chorar, rir e pensar: … Poderiam os “meninos” ter um destino diferente? Será que eu estou dando a meu filho a atenção que ele precisa? Onde está meu filho agora?
Cada leitor encontrará sua própria resposta. Mas para isso ele precisa ir a uma banca de jornal ou livraria de Pouso Alegre ou região! Ou, acessar www.meninosquevicrescer.com.br e adquirir seu livro por apenas R$29,90…
Não perca tempo meu estimado leitor! A historia é dinâmica e está acontecendo agora! Não espere que eu conte a ‘sua’ historia amanhã! Além do mais… A segunda edição de “Meninos que vi crescer” poderá custar um pouco mais caro!!!
OBS: Neste sábado 11 de outubro, estaremos na livraria “Letras & Livros”, em Santa Rita do Sapucaí para uma tarde de autógrafos. Venha buscar seu “Meninos” autografado e ouvir nossas historias!

 

Assassinado por separar briga de marido & mulher

Eliezer Gregorio recebeu 36 golpes de faca

Eliezer Gregorio recebeu 36 golpes de faca

O velho ditado que diz que em briga de marido e mulher, quem mete a colher pode arrumar inimizade, cadeia ou cemitério mais uma vez se confirmou. Desta vez no inóspito bairro São Benedito em Santa Rita do Sapucaí.
Depois de tentar separar uma briga de casal, o jovem presidiário Eliézer Gregório Fidelis, 28 anos foi pra casa. Às duas da manhã o suposto brigão foi até lá acompanhado de outros dois para tirar satisfações. Segundo o pai da vitima, o cidadão, que é padrasto de outro presidiário, insistiu muito para que seu filho saísse à rua;
– Ele ficou um tempão desafiando meu filho, chamando ele pra rua… – contou o pai.
Ao aceitar o desafio e sair pra rua, Eliezer foi atacado a golpes de faca. Recebeu ao todo, segundo o Instituto Medico Legal de Pouso Alegre, 36 golpes de lapiana. A maioria deles nos braços e mãos na tentativa de defender-se. O moço que havia separado briga de casal foi levado ainda com vida para o Pronto Socorro do município antes mesmo da chegada da policia, mas não resistiu aos ferimentos.
Nascido no “Abecê Paulista” em 1985, Eliezer mudou-se para o interior de Minas, talvez para esquivar-se da violência dos grandes centros, mas não conseguiu. Em 2005 o jovem torneiro mecânico conheceu as pulseiras de prata da policia mineira e andou pela primeira vez no taxi do contribuinte… Havia assaltado um ônibus da empresa que eventualmente o levava para casa no extremo norte da cidade. Tomou gosto pela coisa alheia! Desde então cometeu mais de meia dúzia de crimes contra o patrimônio. Tudo crime ‘paia’… No total dos furtos e roubos não faturou sequer mil reais. E não cometeu mais crimes porque as sentenças começaram a descer. Em quatro dos processos recebeu 14 anos e dez meses de cana. Desde então, além do Hotel Recanto das Margaridas, Elizer, conforme era chamado pelos colegas de caminhada na cadeia, conheceu as penitenciaras de Tres Corações e outras quatro da região metropolitana de Belo Horizonte tais como Nelson Hungria, Dutra Ladeira, Jason Albergaria e Ribeirão das Neves.
Apesar da liberdade tolhida até 2019, desde abril do ano passado Elizer cumpria prisão domiciliar! Foi da residência do pai no bairro São Benedito que ele saiu à rua para enfrentar o desafeto furioso e recebeu 36 golpes de faca que o levaram para o cemitério.

Presos com farinha no banheiro da rodoviária

Raspava seis da tarde desta quinta, 04, quando o trio de policiais que fazia o policiamento ostensivo no terminal rodoviário de Pouso Alegre, resolveu fazer uma visita ao banheiro publico. Afinal ninguém é de ferro! Como de praxe, entrou um de cada vez. Quando o cabo Azevedo já estava lavando as mãos para sair, eis que entra um trio de adolescente no banheiro levando uma mochila cor de rosa. Ao vê-lo todos ficaram ressabiados e um deles passou a mochila cor de rosa para o companheiro que perecia ser menor de idade. Entraram cada um num box, mas nenhum deles conseguiu fazer suas necessidades. A presença do policial ‘travou’ tudo! Ficaram lá por quase cinco minutos… Enquanto o cabo Azevedo, que já havia lavado e enxugado as mãos continuava no banheiro atento ao comportamento dos garotos. Quando finalmente saíram dos boxes, foram convidados pelo policial a mostrar o que levavam na mochila…
– Tem nada de ilegal não, ‘seu puliça’! Nós somos de Santa Rita do Sapucaí. Só estamos de passagem… – disse um deles.
A um chamado do policial os outros dois que estavam do lado de fora entraram e deram a geral no trio de Santa Rita. Um deles levava dois tabletes de erva marvada na algibeira. A mochila cor-de-rosa estava mais recheada… Continha trinta barangas de farinha do capeta prontinhas para serem vendidas a dez “real” cada uma!
Levados para DP no taxi do contribuinte sentaram todos ao piano do paladino da lei. A dificuldade maior foi saber de quem era a droga! Hemerson Gonçalves do Reis, morador do bairro Pedreira, na entrada da cidade, único imputável do grupo, tentou tirar o corpo fora. Inicialmente A.E. Desiderio assumiu a paternidade da droga. Mas, pressionado pelos pais, tentou empurrá-la para o parceiro M.M.. Considerando o relato dos policiais militares e levando em conta que os três estavam juntos, foram todos fritados no 33!

Hotel do Juquinha, o novo endereço de jovem Hemerson da mochila cor-de-rosa preso no banheiro da rodoviaria!

Hotel do Juquinha, o novo endereço de jovem Hemerson G.Reis, da mochila cor-de-rosa, preso no banheiro da rodoviária!

Os garotinhos M.M.O. Guimarães, 15 anos, morador da Rua da Pedra, e A.E. Desiderio, 14 anos, morador da Rua Nova, voltaram para Santa Rita na companhia dos pais, como manda o ECA. Hemerson que em junho ultimo completou 18 aninhos, arrependido da cagad… no banheiro da rodoviária, foi conhecer o Hotel do Juquinha.

 

 

 

 

 

 

 

Sábado 06 de setembro:  Meu ultimo dia de trabalho…

PM prende assassino do enteado em S.S. da Bela Vista

Allisson Fernando...: A batata assou cedo...

Allisson Fernando…: A batata assou cedo…

Assou cedo a batata do jovem Allisson Fernando de Souza. No final da tarde desta segunda, 28, menos de vinte e quatro horas após ter espancado até a morte o pequeno enteado, ele sentiu o aço frio das pulseiras de prata da lei. Ao perceber no inicio da noite deste domingo, que o filho de sua amasia Erika havia morrido em decorrência das pancadas que ele lhe dera, principalmente na cabeça, o ex-presidiario deixou a casa de colono na fazenda do Zé do Etti no bairro Santanal onde morava há dois meses com a mãe do menino e foi se mocosar no mato. No final da tarde desta segunda ele abandonou o esconderijo e foi até a casa do pai, na mesma fazenda, em busca de alimentos. Foi visto e em poucos minutos a policia militar chegou ao local. Aliás, chegou à tempo de evitar que ele fosse linchado por populares!

O assassino de 23 anos confessou ao delegado como e porque agrediu a criança;

– Eu fui na cidade buscar minha e levei ele comigo… No caminho a gasolina do meu carro acabou e tivemos que andar uns quilômetros até o posto. Ele começou chorar e não parava, por isso eu dei uns tapas nele…! – Choramingou Allisson ao piano do paladino da lei.

Os ‘tapas’ foram suficientes para causar a morte do garotinho que em novembro faria 4 anos… E também para garantir estadia gratuita de 12 a 30 anos a Allisson que é cliente da lei desde 2009. Por ora ele ficará hospedado no Hotel Recanto da Margaridas em Santa Rita do Sapucaí aguardando julgamento.

Arapuca p’ra pegar Franguinho em Santa Rita

Embora inadimplente de Pensão Alimentícia não seja um criminoso, tem alguns que fogem da policia pior do que o Fernando da Gata!!!

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Certa tarde recebemos a incumbência de prender um devedor de pensão que deveria estar morando no bairro Roseira, ao pé da Serra da Manoela em Santa Rita do Sapucaí. Chamava-se Reinaldo e atendia também pela alcunha de “Franguinho”! – que eu supus pelo apelido no diminutivo, que fosse um pixote! Não o achamos por lá – devedor de pensão muda mais que cigano – mas localizamos sua moradia, na casa do novo sogro no condomínio Chácaras do Vintém. – provável futuro avô de mais uma criança para reclamar pensão alimentícia! Quando paramos a viatura na frente da rua ouvimos um guaiú de cachorros no quintal. Entendemos imediatamente porque e corremos para lá, mas já era tarde. Nos fundos do quintal começava uma plantação de milho que estava até azul de tão tenra e viçosa. Subi na ponta de um mourão de eucalipto roliço e vi somente aquele mar de milho embonecando, com suas espigas de cabelos multicores e os pendões bege-mostarda saciando enxames de abelhas, marimbondos e vaquinhas com seu pólen. A brisa leve e mansa do fim da tarde balançava suavemente o milharal proporcionando um belo espetáculo da natureza ‘domestica’. Franguinho poderia estar ofegante em qualquer lugar daquela roça de meio alqueire de milho hibrido que em três semanas daria deliciosas pamonhas. Achar uma agulha no palheiro do milharal dali a três meses ou mesmo um franguinho carijó, seria mais fácil do que achar o ‘nosso’ Franguinho caloteiro naquele momento. Na volta de mãos vazias para a delegacia tive uma idéia… E fiz uma proposta aos meus parceiros, o  padrinho Benicio e o jovem Kleber.

– Vou arrancar as penas do Franguinho amanha às cinco e meia da tarde ou na quarta às oito e meia da manha. Se meu plano falhar pago meia dúzia de picolés de groselha para cada um. Se der certo quero um picolé de leite…!

Na tarde seguinte sentei diante do computador, digitei um Mandado de Intimação nos seguintes termos;

 

“… Juiz da Vara de Família ( )  intima o cidadão Reinaldo A. de O., … a comparecer ao Fórum da Comarca, à Praça Santa Rita, às 08h30 do dia tal”.

 

Dei um rabisco qualquer na linha acima do nome do juiz, coloquei um capacete fechado, montei minha motoca e fui entregar a intimação na chácara do condomínio. Se ele estivesse curtindo o final de tarde na sombra na frente da casa eu o prenderia e chamaria os parceiros para conduzi-lo. Caso contrario ele nem saberia que estive lá. Fui recebido por uma mocinha de magros 18 anos com um bebê atravessado no colo – futuro credor de pensão de Franguinho! – que mal ouviu minha pergunta e foi logo respondendo;

– Ele não ta aqui, não!

Não tinha importância que ele estivesse ou não atrás do guarda roupa ou debaixo da cama ou que tivesse voado novamente para o mlharal… Na manha seguinte daria bem menos trabalho prende-lo. No dia seguinte saí de Pouso Alegre às 7h50 para chegar em Santa Rita as 8h20 como de praxe mas, meu velho Gol – só consegui comprar carro com menos de 5 anos de uso depois de me aposentar – me deu mais trabalho do que o previsto. Furou a mangueira do radiador e tive que parar a cada cinco quilômetros para recolocar água. Cheguei atrasado ao Fórum! Parei defronte o orelhão e percebi um sujeito espigado, cerca de 1m85 falando agitado ao telefone. Parei ao seu lado como se esperasse para usar o aparelho e ouvi mais ou menos assim;

-… Eu vou voltar para casa. O juiz não vem na parte da manha… Parece que não foi intimação do Fórum…

Não, não fora. Fora intimação minha! E o Franguinho havia ‘mordido o milho’… Quando ele desligou o telefone eu joguei a peia. Peguei um pedaço de papel qualquer do bolso, olhei e perguntei sem que ele visse o que estava escrito:

– Reinaldo A. de O. mais conhecido por Franguinho, é você mesmo?

Ele ameaçou pigarrear e antes que dissesse qualquer coisa eu voltei firme à carga com a firmeza que sempre guardava para estas ocasiões:

– Venha comigo… O delegado está esperando por você na delegacia!

Franguinho tentou levantar a crista e sacudir as asas, mas eu levantei ligeiramente a barra da calça deixando aparecer o cabo lustroso de madeira do 38 especial na canela. Coloquei a mão em seu ombro e indiquei a porta do meu carro há cinco metros dali defronte a charutaria do Caruso. Cheguei à delegacia da Quintino Bocaiúva raspava nove horas e fui direto pra cozinha como de habito;

– Companheiros…! Preparem mais uma chávena! Eu trouxe o Franguinho para tomar café com a gente… – Fui dizendo.

– Meu picolé de leite quero na sobremesa do almoço – acrescentei.

Apesar de Franguinho ter dado mais trabalho do que o habitual para uma prisão tão insignificante, não o levei direto pra cadeia. Deixei que ele passasse o dia no ‘corró’ da DP enquanto seus parentes faziam a ‘correria’ para pagar a pensão. No final do expediente ele subiu para o Hotel Recanto das Margaridas, jurando de pés de juntos que já havia saudado o débito alimentício. O Alvará de Soltura demorou três dias para chegar.

Embora fizesse pintinhos nas franguinhas mais do que galo carijó, sem ter milho para alimentá-los, nunca mais foi preciso buscar Franguinho no milharal da Chácara do Vintém!