Lavradores de Estiva viram artistas de TV

Você acredita no velho ditado: “Ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão”? Os cidadãos Paulo Ramos Pereira e Antônio Carlos de Almeida e seu filho A.C. acreditaram… E se ferraram!!!

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Na manha ainda adolescente de terça o motorista Almir Barbosa da Silva, 42, pegou o volante o ‘toco’ VW na cidade de Guarulhos e partiu rumo Betim-MG onde faria uma entrega de televisores Phillips na loja Wal Mart. Seguia ele belo e formoso pela Fernão Dias já pensando nas cabeludinhas que deixara em casa em São Jose do Campos, especialmente na “cabeludinha do meio”, quando, ao diminuir a marcha para passar pelo radar no KM 884, percebeu que o caminhão Iveco branco emparelhou e o passageiro dava sinais para encostar. No inicio Almir pensou que fosse brincadeira de estradeiros! Mas ao ver o cano escuro de uma pistola apontando para sua cabeça, se deu conta de que a coisa era séria. Seguindo orientação da pistola de cano escuro, Almir ligou seta e entrou numa estradinha vicinal logo adiante e parou a pouco mais de cem metros da Fernão Dias. No local havia um Fiat Palio verde com dois ocupantes esperando por eles. Sob ordens de ficar pianinho com direito a olhar apenas para o próprio umbigo, Almir ficou na boleia do caminhão, enquanto os próprios assaltantes faziam o transbordo da carga para o bauzinho Iveco. Tudo durou menos de vinte minutos. Vinte e poucas TVs ainda continuaram no baú VW de Almir, pois não cabiam no caminhão dos assaltantes.
Feito o transbordo da carga roubada os assaltantes colocaram Almir no Fiat Palio, repetiram o conselho de continuar o namoro com o próprio umbigo, pegaram a Fernão Dias, seguiram até o próximo retorno, contornaram e seguiram rumo à São Paulo. Meia hora depois entraram por uma estrada de terra, rodaram cerca de um quilometro e se despediram do motorista, agradecendo sua boa conduta. Duas horas depois do roubo da carga, o motorista do caminhão de TVs conseguiu chegar a um posto de gasolina na Fernão Dias e fazer sintonia com a empresa dona da carga e contar que as TVs estavam fora do ar!
Enquanto isso, o caminhão com vinte e poucas TVs continuava abandonado, aberto, por conta do Abreu na estradinha vicinal no bairro Boa Vista, vizinho do bairro Lagoa, perto de Estiva…
Ao passar pelo local e ver o caminhão aberto com aquele tanto de TV, os cidadãos Paulo Ramos Pereira e Antônio Carlos de Almeida e o “Dimenor” A.C. Almeida, cresceram os olhos e resolveram ‘adotar’ as TVs. E começaram leva-las para casa ali perto. Antes porém de leva-las direto para casa, eles pensaram:
– Deve ser carga roubada! Se a policia aparecer e resolver investigar e achar as TVs na nossa casa, vai dar manchete policial!
E um deles teve uma brilhante ideia:
– Vamos amoitar as TVs… Depois que a policia for embora a gente leva as TV para casa…

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E assim fizeram. Levaram quase uma dúzia de televisores novinhos para o mato e esconderam em locais diferentes. O “dimenor” A.C., conhecedor de sua condição de inimputável criminalmente, – hoje em dia todo cidadão conhece seus direitos! Só não consegue aprender seus deveres!!! – foi mais insensato… Levou uma TV 42 polegadas para casa, instalou e foi curtir a Sessão da Tarde.
Comunicado o roubo de carga à PRF, e, seguindo o rastreador de satélite, não tardou os homens da lei chegaram ao caminhão roubado e ao restante da carga abandonada. Como a res furtiva estava fora da jurisdição da PRF, a policia militar de Estiva também compareceu ao local. Ao fazer uma varredura nas imediações buscando possíveis pistas dos assaltantes, os policiais encontraram os aparelhos de TV furtadas dos ladrões! Duas aqui, duas ali, outras acolá no meio do mato! Curiosos para saber quem teria escondido as TVs no meio do mato deserto, os policiais de Estiva armaram a arapuca… Plagiaram o sambinha dos Originais do Samba: – ou seria Demônios da Garoa? –
“Se ocês pensa que nóis fumo imbora…! Nóis inganamo oceis… Nóis fingimo que fumo e ‘fiquemo’…, ói nóis aqui traveis”!
Algumas horas mais tarde, quando a noite estendeu seu negro véu e todos os gatos se tornaram pardos, os artistas Paulo Ramos Pereira e Antônio Carlos de Almeida entraram em cena. Quando chegaram ao mato onde haviam deixado as TVs mocosadas, lá estavam os artistas da lei esperando também para entrar em cena! E lhes apresentaram as pulseiras de prata! Dois artistas coadjuvantes conseguiram dobrar a serra do cajuru!
Levados para a DP no taxi do contribuinte o trio de artistas de TV do bairro Lagoa sentou ao piano e assinou o 180. O cachê foi barato: R$ 1 mil reais de fiança para cada um!
Por um bom tempo os artistas de Estiva não vão querer aparecer na TV…! Eles aprenderam que roubar de ladrão… Não tem perdão!

Deu a luz e jogou o baby pela janela do banheiro

O bebê de 38 semanas e meia de gestação nasceu num banheiro deste prédio...

O bebê de 38 semanas e meia de gestação nasceu num banheiro deste prédio…

O caso aconteceu no crepúsculo desta terça, 02, em um prédio de apartamentos no Bairro Medicina, no centro de Pouso Alegre. Taynara Priscila da Silva, 22 anos, oriunda de Itajuba, viu a filhinha nascer em suas mãos no banheiro onde tomava banho e, em choque, jogou o bebê pela janela.
O bebezinho naturalmente em trajes de Eva, parou no telhado do prédio contiguo a meio metro da janela do banheiro, por isso sobreviveu. Cerca de meia hora depois, uma jovem do prédio vizinho ao sair à janela casualmente viu o bebê no telhado. Ou seria uma boneca? Para tirar a duvida chamou uma colega de republica e no momento em que tentavam identificar o pequeno vulto na penumbra do telhado, ele abriu o bocão para avisar:
– Eiiiii, eu sou um bebê de verdade! Acabei de nascer! Me leva para um berciiiiiiinnnnho…!
O bebezinho recém-nato, ainda mantinha a placenta e parte do liquido amniótico que cobria seu corpo. Dado o alerta do crime que sacudiria as bases da mídia pousoalegrense e chocaria a população através das redes sociais noite afora e parte desta quarta, depois de ser recolhida do telhado por um policial, a criança foi levada para o hospital regional nos braços de uma medica que mora no prédio. Ao mesmo tempo a policia militar, acionada através do 190, cercou o prédio para apurar em qual apartamento o bebe havia nascido e, consequentemente quem era a mãe em puerpério. Não foi preciso muita investigação! As marcas indeléveis do sangue da criança ficaram impressas na janela do banheiro por onde ela fora despachada! O apartamento 102, de cuja janela a criança partiu, é ocupado por quatro jovens. Todas naturalmente juraram de pés juntos que eram inocentes! A palidez e nervosismo no entanto delataram Taynara Priscila da Silva, e ela admitiu:

A bebezinha que fugiu pela janela do banheiro...

A bebezinha que fugiu pela janela do banheiro…

– Eu não sabia que estava gravida! Eu estava sentindo muitas dores abdominais, então tomei um remédio e fui tomar banho. Quando comecei massagear a barriga, de repente o bebe nasceu! Fiquei muito chocada… Não me lembro de mais nada – Contou a jovem de Itajubá esclarecendo o caso do bebê no telhado!
Taynara Priscila também foi levada também Hospital Regional. Mas não para a UTI Neonatal! Ela está internada em outra ala do nosocômio sob vigilância policial, pois além do risco de tentar dobrar a serra do cajuru, ela pode tentar fazer com ela própria o que tentou fazer com a filhinha recém-nata!

O delegado de Homicídios de Pouso Alegre, Renato Gavião, que assumiu o caso agora pela manhã, vai interroga-la tão logo ela receba alta e ainda não sabe em qual artigo enquadrá-la. O caso, a principio se encaixa no artigo 123 do CP – Infanticídio – ou pelo menos tentativa, quando a mãe, devido ao estado puerperal mata ou tenta matar o rebento. Por mais cruel e desumano que possa parecer, a pena para tal crime contra a mais indefesa das vitimas, prevê pena de 2 a 6 anos de prisão:

“Art. 123 – Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena – detenção, de dois a seis anos”. Isso para o crime consumado, muito inferior ao crime de homicídio! Ao contrario da expressão latina “dura lex sed lex”, neste caso “a lei é ‘mole’… mas é a lei”! Embora a olho nu o estado puerperal possa parecer uma monstruosidade, aos olhos da medicina é apenas um estado psicológico que pode acometer até a mais prestimosa das mães!

Por ora mãe e filha estão internadas no Hospital Regional Samuel Libânio. Breve Taynara deverá se mudar para o Hotel do Juquinha...!

Por ora mãe e filha estão internadas no Hospital Regional Samuel Libânio. Breve Taynara deverá se mudar para o Hotel do Juquinha…!

Em 1982, Fernando de Barros matou com um tiro na cabeça um motorista que pegou um atalho com seu caminhão por uma estrada particular de sua propriedade. Naquela noite nosso professor de Direito Penal – a maior autoridade criminal da época na região – naturalmente chegou atrasado para nos ensinar direito. Como era excelente professor que quase nunca usava códigos, livros ou apostilas, aquela noite ele precisou menos ainda. Sentou-se na mesa de frente para nós e passou toda a aula argumentando as nuances do caso. E deixou claro que seu cliente – por sinal seu afilhado! – seria absolvido do crime de homicídio doloso! … E de fato o foi.
A aula de Direito Penal hoje na FDSM, independente do que estiver previsto será sobre “Infanticídio & Estado Puerperal”! “Estado puerperal também é um fato biológico bem estabelecido que a parturição desencadeia numa súbita queda nos níveis hormonais e alterações bioquímicas no sistema nervoso central. A disfunção ocorreria no eixo Hipotálamo-Hipófise-Ovariano, e promoveria estímulos psíquicos com subseqüente alteração emocional. Em situações especiais, como nas gestações indesejadas, conduzidas em segredo, não assistidas e com parto em condições extremas, uma resposta típica de transtorno dissociativo da personalidade e com desintegração temporária do ego – O conceito de Ego é visão da Psicologia com abordagem voltada a Psicanálise – pode ocorrer”. Será um debate e tanto! Um prato cheio para os aspirantes à advocacia criminal. “Taynara & O bebê no telhado” será servido de bandeja! Muitos sairão da aula convictos de que a jovem que diz não saber que estava gravida até a 38ª semana de gravidez não vai sequer conhecer o Hotel do Juquinha!Taynara Priscilla

Apesar da irresponsabilidade da gravidez, talvez Taynara não seja o monstro que está sendo pintado nas redes sociais…!

 

Gerente do Hotel do Juquinha recebe escritor que conta historia dos ‘seus meninos’…

Willian Abrete e Airton Chips: Uma foto no minimo intrigante! O 'gerente' recebendo olvro que conta a historia de dezenas de 'meninos que ele hospeda em seu 'hotel'

Willian Abrete Pinto, diretor do Hotel do Juquinha e Airton Chips: Uma foto no minimo intrigante! O ‘gerente’ recebendo o livro que conta a historia de dezenas de ‘meninos’ que ele hospeda em seu ‘hotel’…!

Foi uma visita informal para autografar a obra, digamos, no seu nascedouro, já que dezenas dos personagens do livro estiveram ou estão hospedados no famoso presidio inaugurado em 2009. Na ocasião o diretor Wiiliam Abrete Pinto falou das ultimas conquistas do presidio e das dificuldades que ainda enfrenta para administrar com dignidade e segurança o ‘hotel’ que abriga atualmente mais de 700 presos nos três regimes prisionais.
Depois da inauguração do “Salão Família”, onde familiares dos presos agora podem esperar a hora da visita com certo conforto, além de ter agua fria e poder fazer suas necessidades bem como trocar fraldas de suas crianças com certa dignidade – antes tinham que fazer necessidades no mato – da criação da banda de musica, da horta comunitária agora vem as salas de aula em local próprio, para que os ‘recuperandos’ que queiram aprender algo mais do que a arte de cuidar do alheio e driblar a policia, possam sair de lá ao menos com um diploma na mão.
O galpão para abrigar mais funcionários terceirizados da Tigre acaba de ser coberto ao lado da fabrica de blocos que está indo de vento em popa. Os presos do regime sem-aberto estão produzindo bloquetes que serão usados no calçamento das ruas de Congonhal e outras cidades parceiras do Hotel do Juquinha. Foi através desta parceria que o presidio conseguiu cobertura para a frota de veículos na entrada do pátio.

Produtos que entraram no presidio -e que poderiam estar recheados d drogas ou celulares - por descuido ou convencia de agentes...!

Produtos que entraram no presidio – e que poderiam estar recheados de drogas ou celulares – por descuido ou conivencia de agentes…!

Apesar das conquistas no campo da dignidade e ressocialização dos presos através do trabalho, uma pedra ainda teima em continuar no sapato do diretor… Trata-se da falta de cobertura do pátio do banho de sol. Através do terreno vizinho ao presidio ainda é possível arremessar kits droga, celular e se vacilar até armas por cima do muro. Os objetos caem no pátio interno e são pescados pelos presos através das ‘terezas’ feitas de tiras de pano ou qualquer coisa que sirva de corda! Bolas de futebol recheadas de drogas ou celulares também costumam voar por sobre o telhado e cair no pátio.
– Desde que assumimos a direção do presidio há quase dois anos, vimos tentando cobrir o pátio com tela. Em setembro do ano passado o Juiz da Execução Penal direcionou verbas oriundas de prestações pecuniárias referentes a condenações e transações penais para o Conselho da Comunidade para Execução da Pena, determinando à sua diretoria que providenciasse as referidas telas… Até hoje, um ano depois, as telas e também as câmeras de vídeo para monitoramento do presidio ainda não chegaram… – diz desalentado o diretor.

A tão sondada tela de proteção que ha um ano saiu do Conselkho da Comundade para Execução da Pena e anda não chegou ao Hotel do Juquinha, poderia evitar que estes kits caíssem no patio...

A tão sondada tela de proteção que há um ano saiu do Conselho da Comunidade para Execução da Pena e ainda não chegou ao Hotel do Juquinha, poderia evitar que estes kits caíssem no patio…

Enquanto o pátio não recebe a tão sonhada cobertura de tela os OVNIs continuam a sobrevoar e aterrissar no pátio do Hotel do Juquinha! Alguns são abduzidos pelos presos e acabam se enfurnando nas celas! E não é só isso. Apesar de todo esforço, ainda há trem fora dos trilhos no presidio – admite o diretor. Segundo ele a aérea não é a única via de acesso de objetos que transgridem as normas da unidade prisional. A vista grossa, a negligencia ou até mesmo o jeitinho brasileiro vez por outra permitem que objetos proibidos adentrem o hotel sem autorização. Foi assim que na semana passada produtos alimentícios – que poderiam estar recheados de drogas ou celulares – foram parar no alojamento dos presos albergados.

Com donativos de empresarios, aqui serãp construidas salas de aula para o oresos.

Com donativos de empresários, aqui serão construídas salas de aula para os presos.

De qualquer maneira, seja pela competência, seja pela seriedade do trabalho, seja pela transparência da administração do empolgado gerente Wiliam Abrete e seus assessores e colaboradores, o Hotel do Juquinha vem recuperando a credibilidade arranhada em administrações passadas. Desde que assumiu no final de 2012, Wiliam aproximou-se da sociedade, fez parceria com empresários de Pouso Alegre e região e vem escrevendo um capitulo mais produtivo e transparente na historia do ‘hotel’ mais famoso do Sul de Minas. Um dos primeiros passos que fez diferença em sua gestão à frente da unidade foi a abertura à imprensa. No mínimo é de se supor que não tenha nada a esconder!

Segurança: essa belezinha - me refiro à submetralhadora SMT 850 veio acompanhado de outras quatro para se somar aos fuzis 556...

Segurança: essa belezinha – me refiro à submetralhadora SMT 850 – veio acompanhada de outras quatro para se somar aos fuzis 556…

À menos de dois da aposentadoria, o ainda jovem diretor mantem a empolgação. Auxiliado por pessoas da sua confiança, segue tentando melhorar a vida dos seus hospedes, tentando resgatar-lhes a dignidade ao dar-lhes tratamento digno e ocupação saudável, preparando-os para a reinserção social quando pagarem seus débitos.

Disciplina é fundamental:   Presos que avançaram o 'sinal vermelho' e agora se movimentam fora das cela, tem que andar na faixa amarela com as mãos para trás...

Disciplina é fundamental: Presos que avançaram o ‘sinal vermelho’ e agora se movimentam fora das cela, tem que andar na faixa amarela com as mãos para trás…

Tres minutos de tensão na Fernão Dias…

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Saímos de casa com horas de antecedência do embarque para, como todo bom mineiro, evitar atropelamentos. Mas não conseguimos! Quando acabamos de descer a Serra da Cantareira ouvimos o som de uma sirene e vi pelo retrovisor as luzes vermelhas da van amarela dos anjos do asfalto. O transito já era bastante intenso na entrada de São Paulo, às tres e meia da tarde deste domingo, 31, por isso demorou alguns instantes para que todos abríssemos espaço para a ambulância passar.
Mal passou por nós, estacionou do lado da mureta que divide as pistas e o primeiro funcionário saltou distribuindo cones de sinalização. O acidente acontecera há poucos minutos. Era um atropelamento! Antes de chegar até ele pudemos ver as pernas de um homem se mexendo estendidas na pista mornas da rodovia atrás de um Astra preto…
Como já aconteceu dezenas de vezes em nossas viagens, o Juramento de Hipócrates cutucou Tatiana. Ao meu lado ela ordenou:
– Pergunta se precisa de ajuda…
Baixei o vidro, coloquei a cara para fora e gritei para ser ouvido em meio ao barulho infernal do transito;
– Precisa de medico?
A mocinha de macacão verde-limão escondida atrás da mascara branca deixando ver apenas os olhos claros e assustados gesticulou que sim. O carro nem havia parado totalmente Tatiana já havia saltado! Além dos três anjos, que ainda não haviam dominado a situação em volta do atropelado, havia mais umas seis ou sete pessoas, inclusive o motorista do Astra que tentava explicar que não tivera culpa. Dentre eles havia uma garota magricela, em torno dos vinte anos que, ao me ver na janela, repetiu em prantos quase arrancando os cabelos…
– Se jogou, se jogou…!
Mal parei o carro na frente do Astra, três dos rapazes que estavam no local do sinistro se afastaram em direção a uma grade quebrada da mureta e atravessaram para o outro lado. Quando passaram por mim pude ver um deles segurando o cabo de uma pistola no bolso da bermuda enquanto outro dizia;
– Vaza, vaza… Já chamaram os ‘zomi’ pra fazer o BO! Vaza.
Olhei para o outro lado da pista, para onde se se dirigiram e se juntaram a outro grupo de umas dez ou doze pessoas e me dei conta… Estávamos na porta de uma favela em Guarulhos! O motorista do Astra, quase que empurrado por outros jovens em volta do atropelado, também entrou no carro e foi embora… Naquele instante compreendi! Não fora um atropelamento acidental! O rapaz da pistola no bolso estava perseguindo o desafeto para mata-lo a tiros. Na fuga ele atravessou a pista que sai de são Paulo, quase sem movimento àquela hora do domingo e quando pulou na pista de transito contrario foi atropelado. Segundo ouvimos da jovem descabelada, ele conseguira escapar de um caminhão, mas entrou na frente do Astra. Provavelmente poupara o trabalho do seu perseguidor…!
E a Tatiana lá atrás, tentando entubar o atropelado. E eu querendo, desejando ardentemente não estar ali naquele momento com o pisca alerta ligado…
Lembrei do “Urtigão” e da “Bebel”! Mas ambos haviam ficado em casa. Tatiana, embora carregue a Bebel na cinta até para ir à padaria, não poderia leva-la para a Disney! Também, de que valeriam duas armas na porta de uma favela numa situação daquelas se eles resolvessem nos roubar?
Saltei do carro e fui até o local do sinistro tentando apressar minha esposa. Naquele exato momento o jovem de vinte poucos anos, pálido, com um pequeno filete de sangue escorrendo da boca e do nariz parou de respirar… Tatiana deu-lhe um soco no peito! E ele voltou a se mexer. A jovenzinha ao seu lado, vendo que o namorado voltava à vida quase teve um xilique de alegria.
Antes que me aproximasse Tatiana acenou-me…
– Volta pro carro! Não deixe nossa filha sozinha!
Eu havia travado as portas, mas voltei e disse à Rayanne…
– Reze, filha… Chame alguns ‘amigos iluminados’ para ficar com a gente porque a coisa está preta.
E fiquei ali, com um olho no retrovisor esperando ver Tatiana se levantar do lado do moribundo e arrancar as luvas, e o outro na frente da favela onde o grupo de pessoas, na maioria jovens, conversavam e gesticulavam! Senti um imenso alivio quando vi que o rapaz da pistola no bolso mantou uma bicicleta e, empurrado por outros colegas, saiu pedalando por uma rua paralela à rodovia, sempre olhando para trás. O perigo estava passando…
Se fossemos assaltados na porta da favela de Guarulhos na beira da estrada não levariam apenas nosso carro e nosso parco dinheiro. Levariam também as passagens de avião pagas à prestação, levariam as malas com tudo dentro e até o feijão carioca que no ultimo dia de Disney viajaria de Orlando para New York na mala da comadre Claudia! Se o rapaz da pistola de cabo branco no bolso e seus amigos resolvessem mudar seu foco criminoso naquela tarde de chuva anunciada em São Paulo, o aniversario de 18 anos da Rayanne na Disney World seria de fato inesquecível!
De repente vi pelo retrovisor, de um movimento só, Tatiana levantar a maca dos anjos do asfalto e colocar o atropelado na ambulância. Aliás, não sei de onde ela tirou aquela força! Ela e o anjo verde-limão levantaram a maca num só golpe e colocaram na van amarela enquanto a mocinha dos olhos claros guardava os apetrechos e o motorista recolhia os cones da pista! Saímos do local do sinistro antes mesmo da ambulância. Segundo Tatiana, o rapaz não tinha fratura visível, mas sofrera um provável TCE. A rapidez no socorro pode ter sido determinante para salvar sua vida. Deixar o local do sinistro, entre a rodovia Fernão Dias e a porta da favela de Guarulhos no final da tarde de domingo prenunciando uma tempestade, o quanto antes, poderia ser determinante para salvar as nossas também…!
Espero que o rapaz que, segundo a namoradinha espevitada ‘se jogou’ na frente do Astra, tenha sobrevivido e tenha valido a pena os ‘três minutos de tensão na Fernão Dias’! Espero também que o restante da viagem de Tatiana e Rayanne rumo à terra do Tio Sam seja menos turbulento…! Susto agora? Só do orelhudo Michey!

 

PM espatifa “quadrilha da fumaça” na Praça João Pinheiro

Depois que o terminal rodoviário se mudou para a Perimetral a velha praça com arvores centenárias passou a servir de ponto de prostituição. A centenária e lúdica praça passou por varias reformas, ganhou mais uma escola infantil – a Mons. Mendonça – que se juntou à Joquim Queirós, ganhou um posto da Guarda Municipal e a feira gastronômica e artesanal “Quarta no Parque”. Isso afastou um pouco a prostituição! Em seu lugar vieram os nóias que fazem do local sombreado pelas arvores e pouca iluminação durante a noite e ampla visão de quem se aproxima – especialmente da policia -, um perfeito ponto para distribuição e consumo de drogas.
Atenta a criticas de moradores das imediações e pessoas que precisam transitar por ali, a Policia Militar passou a dar batidas frequentes no local! Nesta quinta, 28, desfez um grupo de nóias e traficantes formiguinhas e levou dois deles no taxi do contribuinte para a delegacia de policia.
A abordagem aconteceu às quatro da tarde. Quando os homens da lei se aproximaram um grupo de cerca de dez garotos se desfez e cada um foi saindo de fininho em uma direção. Um deles, A.M.F., 16, tentou dispensar o baseado que levava na algibeira. No local onde estava concentrada a rodinha da ‘quadrilha da fumaça’, ficou uma caixa de cigarros com varias barangas de Cannabis Sativa de Lineu sem dono. Um dos garotos que saiu de fininho foi abordado na Dom Nery, tentando dobrar a serra do cajuru! Igor Rafael, 18, morador do Jardim Morumbi levava na algibeira cinco barangas de ‘erva marvada’ mas jurou de pés juntos que droga não era dele – como se isso fosse isentá-lo do crime de trafico de drogas! Esqueceram de dizer a ele que “portar” drogas – mesmo que ela seja do Papa Francisco – é crime capitulado no artigo 33 da Lei 11.343. Com ele os policiais apreenderam também um aparelho celular com fotos de vários amiguinhos noinhas fumando maconha.

Em pouco mais de cinco minutos o celular do formiguinha recebeu três mensagens de nóias pedindo maconha...

Em pouco mais de cinco minutos no gabinete do delegado o celular do formiguinha recebeu três mensagens de nóias pedindo maconha…

No gabinete do delegado de Combate ao Trafico, Gilson Baldassari, onde estivemos hoje à tarde, durante os poucos minutos em que lá estivemos colhendo estes dados, o aparelhinho do “formiguinha” recebeu varias mensagens pedindo drogas. Igor, o jovem formiguinha do Morumbi não pode atender, pois desde o pé da noite de ontem estava hospedado no Hotel do Juquinha!
O garotão A.M.F. de 16 anos, foi assistido na DP por sua mãe e naturalmente levado por ela para casa como manda o ECA. Ele, bem como a maioria dos integrantes da ‘quadrilha da fumaça’ da Praça João Pinheiro, ainda são debutantes no mundo das drogas, no mundo do crime.
Quem leu ou está lendo “Meninos que vi crescer” recém lançado por este blogueiro, percebe que é exatamente assim que começa… Daqui uns sete ou anos eles serão os personagens do meu segundo livro de crônicas policiais!
E o leitor atento vai perceber que os “Tizius da vida” – pagina 409 – que agiam solitários, atualmente não existem mais. Os meninos que vi crescer de hoje e do futuro são reféns do sistema penitenciário que eles próprios criaram. Ou seja: uma vez dentro dele só tem duas saídas: cemitério a qualquer momento, ou liberdade depois de trinta anos, quando não servirão para mais nada na vida!
Portanto garotos da esquadrilha da fumaça da Praça João Pinheiro… Saiam da maconha agora! Antes que ela nunca mais saia de vocês!
Pais destes garotos; Abracem seus filhos… Não deixe que as drogas os abracem!

Se o seu cachorro falasse…!

Dominic... Esta cadelinha tem historia!

Dominic… Esta cadelinha tem historia!

Mal acabei de dar o clic na TV, apaguei… Me entreguei de corpo e alma aos afagos de Morfeu! Não passou muito tempo comecei sonhar. Sonhei que havia um cachorro latindo insistentemente no meu quintal querendo me avisar de alguma coisa. Um pouco mais tarde, passado o primeiro baque do sono, despertei… Os latidos do cãozinho não eram sonhos! Ele estava mesmo latindo. Lá longe, bem longe…! À medida que fui despertando o cãozinho foi chegando mais perto, mais perto… Quando acordei de todo percebi que era meu próprio cão que latia. Na verdade era a cadelinha da minha filha, Dominic! E ela latia defronte o portão de grade de ferro que separa em dois o nosso quintal, a poucos metros da parede do meu quarto. Fiquei ouvindo seus latidos ardidos por alguns instantes, sem me preocupar muito com isso…
– Deve ser um gato no telhado, quem sabe um pássaro noturno atraído por migalhas de comida no quintal ou talvez uma assombração, ou ainda um Ovni querendo pousar para abduzir a propria Dominic ou seu filhote Pitoco…! Coisa atoa, pensei! – E acabei voltando para os braços de Morfeu. Tão logo descansei a mente agitada do dia, voltei a sonhar com o latido. Agora sabia que era da cadelinha. Desta vez despertei com um sutil cutucão na costela…
– Amor, a Dominic está latindo muito! Deve ter alguma coisa no quintal! Pegue a “Bebel” e vá ver o que é…! – Bebeu é a .40 dela, que costuma dormir no guarda roupa, a dois metros do alcance da mão!
Como não tenho dificuldade para levantar no meio da madrugada – Fiz isso centenas de noites a trinta anos e voltei a fazê-lo com disposição e um sorriso no rosto sempre que meu pequeno tesouro acorda e vem me pedir “tolinho” – me prontifiquei a levantar da cama. Antes porém, pensei o que ou quem poderia estar no quintal perturbando o leve e vigilante sono de Dominic…! E pensei ainda insone com meus botões:
– Curioso…! Porque a Dominic está fazendo este barulho todo no meio do quintal e a Lessie está quieta?
E a ficha caiu!
Percebi que Dominic não estava preocupada em avisar-me de alguém que estava ‘no’ quintal… Ela queria avisar de alguém que ‘não estava’ no quintal! Levantei-me de um salto e corri pra janela! Não com a “Bebeu” na mão, mas com o controle remoto do portão. Apertei e fiquei olhando o portão se levantar. Mal levantou meio metro Lassie entrou correndo sacudindo o rabo e choramingando!
Lembrei que quando cheguei da rua ela ficou abanando o rabo, sorrindo e saltitando ao meu lado, perguntando se podia dar uma voltinha la fora até que eu disse:

Esta é a Lassie... Se precisar de uma cachorra especial, ela não serve... Ela vai muito além disso!

Esta é a Lassie! Se precisar de uma cachorra especial, ela não serve… Ela vai muito além disso!

-Está bem, garota… Pode ir dar sua voltinha! – E ela saiu correndo cheirando aqui e acolá pela rua afora. Não é sempre, mas de vez em quando eu deixo que ela vá dar seu pequeno passeio noturno, fazer suas necessidades no bosque no final da rua e sentir o ar fresco da liberdade…! Meia hora depois a filha da babá chega do trabalho e ela está esperando no portão. O problema é que a filha da babá não esta mais trabalhando na farmácia e eu esqueci de abrir o portão pra ela entrar…! Esquecida ao relento do lado de fora de casa, Lassie ficou choramingando baixinho no portão.
Depois de entrar ela ainda ficou alguns minutos chorando debaixo da minha janela, esperando meu pedido de desculpas por tê-la esquecido lá fora. Mas eu, envergonhado do meu vacilo, só fui falar com ela na manhã seguinte. Nem foi preciso me desculpar! Tão logo abri a janela, Lassie recebeu-me com o costumeiro sorriso na cara e o balanço das cadeiras como se nada tivesse acontecido na noite anterior. Não guardara magoa…!
Seu choro piedoso qual criança abandonada do lado de fora do portão na madrugada não era ouvido por mim, mas não passou despercebido pela pequena Dominic. Por isso ela desandou a latir avisando que havia alguma coisa errada! Tão logo Lassie entrou e tornei a baixar o portão, Dominic fechou a matraca, bebeu um copo d’agua para esfriar a garganta que estava fervendo após quase duas horas latindo e foi se deitar no seu tapetinho no fundo do quintal. Havia cumprido sua missão… Salvar a amiga do relento da noite!
Historia de cães que tentam se comunicar com seus donos existem aos borbotões…! É preciso dar-lhes atenção. Cães de estimação são como filhos… Só que são cães! Mas tem sentimentos e falam… É preciso saber ouvi-los e entende-los. Eles se contentam com um mínimo e podem nos ajudar muito.
Quando seu cão estiver latindo de madrugada não se limite a colocar a cara na janela e ralhar com ele! Preste atenção! Ele pode estar querendo te dizer alguma coisa importante…!

 

Roger Abdelmassih, o medico estuprador pode ter deixado cicatrizes na região

Você sabe o que aconteceu no dia 24 de dezembro de 2009?

Guarde bem este numero...!

Guarde bem este numero…! Vamos ver quanto tempo o medico ricaço ficará atras das grades!

Outro dia navegando nas ondas do passado, tive a ideia de criar uma pagina com o titulo “Você sabe o que aconteceu no dia…?” visando avivar a memoria do leitor para fatos marcantes que mudaram ou que podem mudar a trajetória de vida do leitor… Ao menos de alguns!
A primeira pergunta que faria é: Você sabe o que aconteceu no dia 24 de dezembro de 2009? Bem, “os meninos” tomaram meu tempo, os dias e semanas se passaram e a pagina que reavivaria a memoria do leitor acabou tirando um cochilo no cantinho da memoria deste blogueiro. A prisão do condenado mais longevo da historia da justiça brasileira na ultima terça feira,19, em Assunção, no Paraguai despertou minha memoria. Vou trazer o assunto à baila! Serão rápidas pinceladas – este é o objetivo da pagina – pois já falei sobre o caso em outras ocasiões neste blog. – “Roger Abdelmassih… O monstro de São Paulo fugiu” – Vamos então à pergunta chave: Voce sabe o que aconteceu no dia 24 de dezembro de 2009?
Roger Abdelmassih deixou o presidio em São Paulo e retomou a liberdade! Parece uma noticia atoa, não é mesmo? E seria se não fosse o fato de ele ser acusado de assedio sexual e estupro de 56 mulheres no interior de sua luxuosa clinica de reprodução humana em São Paulo! O medico ricaço, amigo de Pelé, Hebe Camargo e outras celebridades, estava preso preventivamente desde julho daquele ano aguardando julgamento pelos crimes cometidos contra mulheres que aportavam em sua clinica em busca da realização do sonho de ser mãe! – Mas não que ele fosse o pai!
O fato de ter tido a prisão preventiva relaxada após seis meses preso sem condenação, também não chega a ser noticia que mereça enfoque especial na mídia. Aliás, não ocupou mesmo. Quase ninguém falou sobre isso. Mas preste atenção:
Se o Zequinha da Rua de Baixo for preso em flagrante pela PM, tiver sua prisão ratificada pelo paladino da lei e confirmada pelo Homem da Capa Preta, ele vai ficar lá no Hotel do Juquinha vendo o sol nascer quadrado até – pelos menos – o dia do julgamento. Passados os 81 dias do prazo processual, caso ele não tenha sido julgado – e geralmente não é! – ele poderá entrar com Habeas Corpus pedindo a liberdade provisória como todo meliante faz. Se o habeas corpus for sucessivamente negado nas instâncias judiciais, até que chegue à mesa de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, muita agua vai passar debaixo da ponte. No caso do ilustre monstro, desculpe, ilustre medico Deus, desculpe de novo, especialista em modificar a natureza humana para que mães inférteis pudessem ter filhos, o pedido de HC chegou rapidinho à mesa do S.T.F. Calhou de ser apreciado pelo seu presidente à época, Ministro Gilmar Mendes. O doutíssimo magistrado, sabe-se porque cargas d’águas – ou caminhões e caminhões de tanques de agua…! – contrariando o que outros magistrados de menor estirpe entenderam pelo caminho, achou que o acusado de 56 estupros não oferecia perigo para a sociedade, não pretendia esquivar-se da justiça e não era suficientemente bandido para continuar atrás das grades! E mandou soltá-lo…! Naquele 24 de dezembro, por volta de oito da noite, a pesada grade de uma cela foi aberta para devolver o monstro à liberdade sem ter sido julgado. Roger Abdelmassih chegou em casa à tempo de pegar a ceia de Natal com a bela esposa, então procuradora de justiça, Larissa Sacco, com a qual tem hoje um casal de gêmeos de três anos!
Desnecessário dizer que na audiência previamente marcada para o dia 28 de fevereiro de 2010, ele não apareceu para sentar-se no banco do réus! Em novembro de 2010, foi à julgamento. Como era de se esperar – pelo menos por 47 mulheres que o processavam! – o medico estuprador foi condenado a 278 anos de cadeia. Só faltava acha-lo para apresentar-lhe as pulseiras de prata e leva-lo no Taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha. Mas acha-lo é que são – foram… – elas! Foram necessários quase três anos!

Roger Abdelmassih recebendo as pulseiras de prata da lei no Paraguaia... Depois de quase quatro anos de procura!

Roger Abdelmassih recebendo as pulseiras de prata da lei no Paraguai… Depois de quase quatro anos de procura!

As previsões deste blogueiro em comentários anteriores, dizendo que ele estava confortavelmente instalado na terra de seus ancestrais, não se confirmaram. Mas não por culpa do blogueiro! É que Roger havia se distanciado muito dos parentes no Líbano e estava difícil montar uma rede de proteção para ele lá, ao contrario do Brasil, onde ele encontrou vários “parceiros” para blindá-lo – Talvez as leis de lá sejam menos flácidas, quem sabe…! – Roger Abdelmassih estava bem mais perto de casa do que se imaginava, ali mesmo, no vizinho Paraguai. Levava naturalmente vida de nababo numa mansão de seiscentos metros quadrados com tudo que um sultão, que possuiu mais de cinquenta mulheres tinha direito. Ao contrario também do que imaginávamos ele não fez plásticas… Mudou apenas o nome! Era Dom Ricardo na capital Paraguaia. Para levar o casal de gêmeos à escola perto de sua mansão em carros de luxo ou a restaurantes finos na cidade usava perucas e um chapéu inclinado pra frente para esconder o rosto. Mas vivia assombrado… Não podia ouvir alguém falando português que imediatamente mandava passar a régua, fechar a conta e saia de fininho na companhia da jovem esposa que trocou a vida de defensora da lei para viver ao lado do bandido condenado! Durante três anos a policia brasileira tateou no escuro até que em maio ultimo finalmente tropeçou no fio da meada… Encontrou indícios de que o medico fujão vinha frequentando quase regularmente uma fazenda produtora de laranja que já fora sua – deve estar em nome de laranjas! – no município de Avaré-SP. Além dos cupinchas que levavam vultosas quantias em dinheiro do Brasil para ele na fronteira paraguaia, um padre de Assunção a quem ele se confessou, também sabia que o mais longevo condenado da justiça brasileira estava ali, a pouco mais de mil quilômetros do alcance da lei brasileira.
Estupro, considerado pela lei penal brasileira um crime hediondo, na maioria das vezes causa cicatrizes muito mais profundas na alma do que no corpo. A maioria das mulheres levam para o túmulo os traumas do estupro. Casamentos são desfeitos… No caso das vitimas de Roger Abdelmassih, o medico das celebridades, considerado um ‘deus’ na ciência da Reprodução Humana Assistida, acusa-lo de estupro no interior de sua própria clinica, seu templo sagrado, era considerado profano! Muitas das que ousaram denuncia-lo para seus familiares foram consideradas dementes e foram internadas – gravidas – em clinicas psiquiátricas! Como ficam agora os familiares que preferiram acreditar na ‘santidade’ do medico que, mediante quantias exorbitantes de dinheiro, fazia o milagre da reprodução humana e mandaram suas mulheres para o hospício?
Esta é uma das marcas que ficam para sempre na vida das mais de cinquenta mulheres sonhadoras que procuraram o medico Roger Abdelmassih em busca do sonho de ser mãe. Mas ele, naquela noite de véspera de Natal de 2009 deixou a prisão, pois, segundo a autoridade máxima da justiça brasileira, era pessoa de “conduta ilibada”…!
A pergunta agora é:
Você sabe o que quer dizer o numero 7237?
Este é o numero do prisioneiro Roger Abdelmassih, condenado pela justiça brasileira a 278 anos na Cadeia pelo estupro de 47 mulheres. – Muitas outras criarão coragem para denuncia-lo agora depois de sua prisão! O medico condenado deverá cumprir sua pena na Penitenciaria Estadual de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde já estão os Nardoni e Cravinhos!
Guarde bem esse numero. Vamos ver quanto tempo ele passará vendo o sol nascer quadrado!

 

Preso no Cidade Jardim vendendo a droga do Paulista

Passavam os homens da lei pelo Cidade Jardim ao pé da noite desta quinta, 21, morna quando avistaram um sujeito caminhado com pinta de somongó e resolveram abordá-lo. Antes de ouvir a ordem para encostar na parede o cidadão passou sebo nas canelas e dobrou a serra do cajuru. Enquanto corria da barca como se estivesse fugindo do tinhoso, o moço foi deixando “ovanis” pelo caminho. Talvez por estar fora de forma, ou porque contra a força da correnteza não adianta remar, alguns metros adiante a perseguição acabou. Levado de volta ao caminho onde “Joãozinho deixou os torrões de açúcar” os policiais acharam um dos “ovanis” – objetos voadores ainda não identificados – Era um frasco de plástico contendo 13 pedras beges fedorentas…
– Essa droga não é minha, sargento… É do Luciano Paulista!
– E porque estão com você?
– É que eu peguei com ele para vender… Ele vai me dar algumas, pois eu sou viciado!
Ahhhh, bom…! Ainda bem que não sua né, Jonatas!? Você só pegou para vender, né…!?
Luciano Paulista – que deve ser parente próximo do João Tapira – não foi encontrado para embalar a criança! E nem precisava, pois “pegar para vender” em troca de umas pedrinhas para uso próprio está previsto como crime de trafico no artigo 33 da Lei 11.343! Por isso Jonatas desceu o taxi do contribuinte para a DP, sentou ao piano e depois de ter seus direitos constitucionais assegurados, seguiu no Taxi do Magaiver para hospedagem gratuita no Hotel do Juquinha…!

Meninos provocam atrito entre pai e filhos na gráfica

livro (2)

O fato inusitado – que me deixou rindo atoa… ! – aconteceu nesta quarta numa família de gráficos em Pouso Alegre. Ao contratar os serviços da empresa para confecção de cartões e banners, deixei com o empresário Eduardo um exemplar do livro. Ele não me conhecia, mas logo abriu o livro, começou ler e gostou. Ao comentar sobre o mesmo com o irmão Ernane, este deu um pulo da mesa…
– O que!!! Este é o livro do Chips? Eu leio o blog do Airton Chips direto… Estou esperando este livro faz tempo! Me da aqui que eu quero ler…!
… E teve inicio a discussão para ver quem leria primeiro o livro “Meninos que vi crescer”! Nisso chegou Ernane pai, pai dos empresários e ao se inteirar da discussão tomou partido! Proprio, é claro…
– Esperem aí, eu também quero ler o livro do Chips…
– Mas foi eu que comprei…
– Mas eu sou o pai de vocês! E conheço o Chips desde antes de vocês nascerem! Primeiro os mais velhos… – E encerrou a discussão levando o – raro e valioso! – livro embora…!
Preocupado com o fato de minha obra estar causando ‘atrito’ em família para ver quem vai ler primeiro, fui consultar o paladino da lei. Mas ele me tranquilizou e garantiu que briga por este motivo pode acontecer todo dia que não dá nem TCO… Desde que os familiares não cheguem às vias de fato! Mas aconselhou…
– Para evitar até mesmo estas pequenas e saudáveis rusgas familiares, seria aconselhável que cada membro da família adquirisse o seu exemplar do livro “Meninos que vi crescer”…!
Confesso que gostei do conselho dele…!!!

Pouco depois de saber deste fato aconteceu outro para massagear o ego…
Após deixar meia dúzia de livro numa livraria, fui buscar mais no meu carro a alguns quarteirões dali. Quando voltei parei o carro com o pisca alerta ligado, por falta de vaga, e a Tatiana foi fazer a entrega. Logo ela voltou e disse:
– Encosta aí e vem comigo na livraria que tem duas leitoras querendo dedicatória e autografo nos livros.
Naturalmente encostei o carro mais ou menos me arriscando tomar uma multa e lá fui eu, pois não poderia perder o afago! Minha alegria foi ainda maior ao constatar que as leitoras eram as próprias vendedoras da livraria, que, enquanto eu fora buscar a remessa no carro, já estavam folheando e lendo “Meninos que vi crescer” e queriam compra-los antes mesmo de coloca-los à venda!
Se a aceitação do livro continuar neste ritmo, acho que terei que voltar a Editora Santuário antes do previsto…!

 

 

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