Assassinos do policial vão sentar no Banco dos Réus nesta segunda

Handerson Gonçalo Evangelista: Ele e o parça Adriano Viana de Oliverira assaltaram a loterica.

Handerson Gonçalo Evangelista: Ele e o ‘parça’ Adriano Viana de Oliveira assaltaram a lotérica.

O subtenente Gabriel Machado Alvarenga tinha 47 anos e estava a prestes a se aposentar...

O subtenente Gabriel Machado Alvarenga tinha 47 anos e estava a prestes a se aposentar…

O assalto aconteceu no meio da tarde da sexta, 14 de março de 2014. Após tomar o dinheiro dos caixas, de revolver em punho, os assaltantes tentaram fugir numa moto roubada. Neste momento o policial militar que estava casualmente na lotérica, à paisana, tentou prendê-los e houve troca de tiros, na qual um dos assaltantes foi atingido de raspão e o policial no abdome. Gabriel foi socorrido por um taxista, mas morreu na madrugada seguinte na UTI do Hospital Regional Samuel Libanio.
A morte violenta e injusta do policial no cumprimento do dever profissional, causou comoção na população. Milhares de pessoas acompanharam seu velório e féretro ao cemitério Jardim do Céu onde foi enterrado com honras militares.
Após atirar no policial que tentava prendê-los, os assaltantes – um deles ferido de raspão – fugiram e trocaram a moto por um carro que os esperava numa ruela do bairro da saúde. No final da noite daquele mesmo dia, numa operação conjunta das policias civil e militar, quatro envolvidos no crime da lotérica e um suspeito foram presos. A dupla que executou o roubo e atirou no policial, o suspeito de ter emprestado o carro para fuga e um casal que abrigou os assaltantes no bairro São João. Desde então eles estão hospedados no Hotel do Juquinha à espera do julgamento.
A audiência preliminar será nesta segunda, 03, no Fórum Orvieto Butti. Cada um dos envolvidos no assalto e assassinato do Subtenente Gabriel Alvarenga poderá pegar de 12 a 30 anos de cana!

A policia chegou aos autores do latrocínio após localizar em frente o numeral 115 da Rua “F” no Jardim São João o veiculo VW Passat Flash, prata, placas GLW-5873, ano 1987, cujo documento está em nome Adilson Celio Moreira, pai de Thamires, usado na fuga. O Passat estava em frente a oficina mecânica onde trabalha Jean Felipe Mendes da Silva. Não há indícios de sua participação no crime, até porque, para resgatar a dupla na moto no bairro da Saúde, bastaria o comparsa Angelo Gabriel, em cuja residência foi encontrado parte da res furtiva. O comprometimento do mecânico Jean Felipe, em tese, seria “tentativa de obstrução do trabalho policial”, pois, ao ser interpelado pelos policiais, ele teria dito que o Passat estava parado perto da oficina há dois dias, o que não condiz com a realidade, uma vez que em seu interior foram encontradas roupas usadas pelos assaltantes. Ainda assim, sua prisão foi mantida pelo Homem da Capa Preta. Nas audiências que começam esta semana, Jean Felipe terá oportunidade de provar sua inocência.

Angelo Gabriel Francisco Costa da Silva: Parte do dinheiro roubado e o revolver usado para matar o policial estavam na sua casa noJardim  São João

Angelo Gabriel Francisco Costa da Silva: Parte do dinheiro roubado e o revolver usado para matar o policial estavam na sua casa no Jardim São João

Na fuga, Adriano Vieira de Oliveira atirou no policial...

Na fuga, Adriano Vieira de Oliveira atirou no policial…

“Chapeleiro”… O ultimo ‘chefão’ do velho Hotel da Silvestre Ferraz

Vi Paulo Sergio pela primeira vez no inicio dos anos 80, num semáforo. O menino ligeiramente encardido, magricela, dentuço, encostou-se à viatura policial, estendeu sua caixinha de sapato com um furo no centro e pediu uma moedinha. Eu sempre soube que não se deve dar dinheiro à crianças, mas eu nunca soube negar! Porém, enquanto eu fuçava os bolsos em busca de alguma moeda, bem menos comum naquela época do que hoje, outro garoto cuja fisionomia não guardei, talvez uns três anos mais velho que ele e inspirando menos compaixão, quase o puxou pelo braço dizendo:
– Não, pra ele não… ele prende a gente!

DSC05775Antes que eu pudesse dizer ou fazer qualquer coisa o sinal abriu e meu parceiro seguiu em frente, enquanto o garoto imberbe, em calças curtas, singela, mas decentemente trajado liberou o transito e ficou olhando da calçada até a viatura sumir de sua vista.
Estava eu no plantão da DP, dois anos mais tarde, quando a Policia Militar encostou a barulhenta viatura e do forninho desceu um mirrado garoto. Era o garoto do semáforo! Estava mais magro ainda, pois havia crescido vários centímetros! Enfurnado foi se sentar no final do banco de madeira, enquanto o cabo redigia o BO. Ele havia furtado a bolsa de uma senhora loira de meia idade, próximo ao mercado e somente fora alcançado cruzando a antiga Avenida Brasil, em direção ao velho Aterrado. A bolsa já havia sido dispensada na fuga, mas alguns poucos trocados, cruzeiros ou cruzados, não me lembro, estavam no fundo da algibeira de sua surrada bermuda caqui. Foi seu primeiro contato, pelo menos malsucedido, com o crime e com os homens da lei!
Cresceu furtando sorrateiramente estabelecimentos comerciais diversos, fumando maconha, ameaçando garotos menores e até maiores que ele com um canivete. Sempre tentava vazar em direção à “toca do lobo”. As vezes conseguia, outras caia nas malhas da lei, sua família era avisada e invariavelmente a mãe esboçando indignação com o comportamento do filho vinha buscá-lo. Até que
Para conhecer o desfecho desta historia, acesse www.meninosquevicrescer.com.br…

 

Chegou o grande dia…!

 

Familia Coutinho

São duzentos anos de historia desde a chegada do patriarca João Coutinho Portugal ao município de Congonhal…
Foram necessários dez anos de investigação e pesquisa da ‘arvore genealógica…
Agora o livro que conta dois séculos de historia da Família Coutinho no Sul de Minas está pronto.
Será lançado no dia 15 de novembro, no bairro dos Coutinhos em Congonhal, onde tudo começou!
Se você assina Coutinho, Gouveia, Ferreira, Matos, Venancio, Costa, Lino, Pereira e Assis… então você faz parte desta arvore!
Seu nome está no livro “A Historia da Família Coutinho no Sul de Minas” contada pelo professor Hilário, um legitimo Coutinho da sétima geração!
Venha participar do evento, abraçar os parentes e conhecer um pouco de sua própria historia.
Venha posar para a fotografia oficial da “Família Coutinho”!
*A foto que ilustra o convite foi feita em 1920, durante o primeiro encontro da Família Coutinho.

Cachaçaria Água Doce mostra o “Escondidinho” solidário…

A Cachaçaria Agua Doce em Pouso Alegre é especialista no escondidinho… Mas quando se trata de fazer uma ação solidaria, a Cachaçaria mostra suas qualidades e virtudes. Nesta quarta feira, 05 de novembro toda renda do escondidinho vai aparecer na conta da AACD! – Associação de Assistência à Criança Deficiente.

Mostre também a solidariedade que você trás escondidinho no seu peito… Venha descobrir o escondidinho da Agua Doce e revele seu amor ao próximo…!

escondidinho

“Baiano”… Um mineiro bom de jogo de cintura!

Baianorecebeu o "Meninos que vi crescer" escrito por mim... Na verdade ele me viu crescer!l

Baiano recebendo o livro “Meninos que vi crescer” escrito por mim… Na verdade ele me viu crescer!l

A década de 60 ainda usava fraldas quando ele desembarcou do trem na estação de Pouso Alegre, vindo do 8º BPM de Lavras recém-formado policial. Trazia grudado na pele desde os dois anos de idade o apelido que vai levar para a posteridade: “Baiano”. Apesar de trazer do berço – dos pais adotivos – os predicados que fizeram dele uma pessoa tão estimada e respeitada, talvez tenhamos que acrescentar um adjetivo para diferenciá-lo dentre cidadãos com apelido tão comum: “Baiano do Fórum”.
Pouso Alegre contava menos de 40 mil habitantes, mas já era menina dos olhos de muita gente ambiciosa empreendedora e mostrava desde então sua vocação para “princesa” do Sul de Minas. – breve será rainha! – Era preciso coragem, inteligência, generosidade e muito tato para circular de cabeça erguida entre as autoridades nas terras do Mandu. Aureliano Jacinto da Silva, o “nosso Baiano” possuía tais requisitos. Soube como poucos se fazer respeitar embora fosse apenas um ‘agente da autoridade’!
Baiano é do tempo em que os pais quando queriam assustar as crianças ameaçavam:
– Para de fazer birra menino… Olha o policial olhando, ó!
– Se você me desobedecer eu vou contar tudo para o policial!

DSC05756E quando o menino arteiro via aquela figura imensa, esbelta, negra do Baiano dentro do uniforme, debaixo do quepe de soldado, tentava se esconder atrás das pernas do pai… E nunca mais fazia arte. Mesmo que o Baiano sequer tivesse notado sua presença! Aureliano Jacinto Baiano é daquele tempo em o policial era respeitado e se fazia respeitar pelo seu comportamento impecável na sociedade. Se Pouso Alegre dos anos 60 já despertava interesse e cobiça nos cidadãos, especialmente daqueles que detinham o poder, isso muito mais se acentuou com o Golpe de 64 e a consequente Ditadura Militar. Detentora do poder máximo na terra, quero dizer, no Brasil, ai do policial militar que por ventura se esquecesse de bater continência para qualquer farda verde oliva que passasse na sua frente. Se uma viatura do Exercito passasse na rua, todo militar da PM tinha que parar o que estivesse fazendo, virar para a rua e fazer ‘posição de sentido’. Se estivesse conduzindo um bandido, até o meliante tinha que bater continência… Se não quisesse tomar um cascudo! A maior área de atuação da policia naquela época era a famosa Zona Boemia. Era dali que vinha a maioria dos B.Os. E por consequência a maior área de conflito entre a Policia Militar e o Exercito que controlava com mãos de ferro os direitos humanos – ou seriam os deveres humanos? – dos seus recrutas. Os atritos eram frequentes. Militar do exercito, ainda que recrutas recém incorporados, mesmo em flagrante infração às leis vigentes, não podiam ser presos pela PM! Ou seriam presos pela Oficial de Dia. Os imbróglios não raro iam parar no gabinete do Poder Judiciário.
O soldado negro, alto, forte, de olhar bondoso, com sua voz grave, argumentos maleáveis e postura firme e justa, embora não detivesse patente elevada, o soldado Baiano soube desfilar muito bem neste ambiente eivado de vaidades e viver em paz com todas as Forças. Não recebeu o titulo oficialmente, mas bem que poderia ser chamado de “conciliador”! O livro que conta a trajetória da Policia Militar em Pouso Alegre dedica a Baiano três paginas entre os coronéis que fizeram sua historia até os dias atuais.

Baiano e a esposa Neide ... 43 anos de cumplicidade!

Baiano e a esposa Neide … 43 anos de cumplicidade!

Numa era de grandes transformações sociais, Baiano viveu e tem muitas historias interessantes para contar. Assim foi Baiano do Fórum. Assim é Baiano do Fórum! Na verdade o adjetivo “do Fórum” ele ganhou mais tarde. Depois de 18 anos de serviços prestados à sociedade ele tirou a farda bege e foi trabalhar no Fórum. Passou no concurso para Oficial de Justiça em 1977! Em 1996, depois de 36 anos como servidor exemplar do Estado, tendo formado em Direito em 1981, inscreveu-se na OAB e foi advogar… Continuou sendo o “Baiano do Fórum”!
Se Aureliano Jacinto tivesse escrito um livro com o titulo “Meninos que vi crescer”, certamente eu seria um dos seus personagens! “Baiano do Fórum” me viu crescer… Talvez ele não saiba, talvez nem eu tenha percebido, mas ele foi espelho para muitos jovens na vida publica. Inclusive para mim! Tenho muito orgulho de gozar da amizade do Baiano do Fórum!
Não por acaso Aureliano Jacinto Baiano do Fórum respondeu com simplicidade e sabedoria as duas perguntas de epitáfio!
– Maior alegria, Baiano?
– Paz.
– Maior tristeza?
– A incompreensão dos homens!
Vida longa com saúde e paz, meu amigo Baiano…!

 

* Meu amigo Baiano de 76 anos está convalescendo de uma crise diabética que o levou repentinamente para a UTI  na semana passada. Mas graças a Deus já está esbanjando simpatia e bom humor! 

 

 

O Fórum parou de funcionar

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Não!!! Não se apavore meu estimado leitor! O “Fórum não virou Brasil”. É que os escrivães, oficiais e demais servidores da justiça estavam realizando o “Ato Publico”, conforme noticiamos ontem, em busca de valorização da categoria e de melhores condições de trabalho. Da uma às três da tarde eles permaneceram no recinto do Forum mas não atenderam o publico. Os servidores lutam:
– Por condições dignas de trabalho (espaço físico digno e adequado, equipamentos em bom estado de funcionamento, e quadro de pessoal compatível com a demanda de jurisdicional)
-Combate aos fatores que provocam alto índice de adoecimento aos servidores;
– Por um Estatuto Único, que garanta igualdade de deveres e direitos aos servidores dos judiciários estaduais do país;
– Posse dos aprovados no concurso publico vigente, contratados a titulo precário.
– Politica salarial permanente que garanta manutenção do poder aquisitivo dos salários.
– Por mudanças no plano de carreiras que garantam efetivamente a valorização do servidor;
– Repudio contra a aprovação da PEC 63, que retorna com os adicionais de por tempo de serviço da magistratura e que, caso aprovada, promoverá forte impacto nos orçamentos dos tribunais de justiça do país, inviabilizando investimentos na melhoria das condições de trabalho e, por consequência, na qualidade da prestação jurisdicional.

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– Toda a população convive de perto com a lentidão da justiça, mas poucos sabem de fato o que está por trás dela: excesso de processos, reduzidíssimo numero de servidores, concursados que há anos trabalham a titulo precário e que agora estão sendo dispensados, infra estrutura deficiente, condições de trabalho insalubres e indignas, salários e carreiras estagnadas, falta de segurança no ambiente de trabalho, altíssimo índice de adoecimento dos Servidores… Estes são alguns dos problemas com os quais convivemos há anos – Disse desacorçoado um dos servidores à reportagem.
O novíssimo Fórum Orvieto Butti em Pouso Alegre, tem cerca de 200 servidores entre escrivães, oficiais, contadores e estagiários. Apesar da adesão maciça ao movimento reivindicatório, os serviços essenciais não foram interrompidos. As audiências previamente agendadas foram realizadas normalmente. No entanto, quem foi ao palácio da justiça dar uma ‘fuçadinha’ no processos dos seus clientes ou buscar orientação jurisdicional, teve que gastar o tempo nos corredores, no saguão em meio ao zum-zum-zum dos descontentes, até que os funcionários voltassem para trás da imensas pilhas de processos nas salas apertadas e sem refrigeração!
Se valeu a pena o movimento… Só o tempo dirá!

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28 de outubro – Dia do Funcionário Publico – Comemorar o que?

E eles não ficam apenas na resposta… Vão cruzar os braços nesta quarta feira, 29, em todo país! O objetivo da paralização é chamar a atenção da população e também dos dirigentes dos tribunais para a importância do servidor no funcionamento da maquina judiciaria e na prestação dos serviços jurisdicionais.

DSC05124Para o SERJUSMIG, o servidor não tem o que comemorar, pois convivem com o ônus da lentidão da justiça, fruto do excesso de processos, do reduzido quadro de pessoal, da situação de vários funcionários concursados que há anos trabalham a titulo precário e que agora estão sendo dispensados, da infraestrutura deficiente, das condições de trabalho indignas, dos salários e carreiras estagnados, do altíssimo índice de adoecimento entre outros problemas.
A paralização acontecerá em todo Estado a partir do meio dia. Na capital mineira o Ato Publico será no Forum Lafaiete. No Forum Orvietto Butti em Pouso Alegre, os servidores da justiça cruzarão os braços no período das 13h às 15h.

– Nós não vamos nos ausentar do Fórum, mas também não vamos trabalhar e nem atender ninguém. Da uma às três da tarde estaremos no saguão do Fórum, falando de nossas carências, do descaso com o servidor publico ao longo dos anos… – Diz a assessoria de imprensa do Serjusmig.
O estopim que deflagrou a indignação dos servidores foi a recente aprovação pelo STF e pelo CNJ do pagamento de auxilio moradia no valor de R$ 4.377,73 aos magistrados, independentes de terem casa na cidade onde atuam, inclusive aos aposentados, o que acarretará um impacto de cerca de R$28,45 milhões nos gatos mensais… Isso só na justiça comum! Isto na contramão da alegações dos dirigentes do judiciário de falta de orçamento para atender as reinvindicações dos servidores.
Enfim… Venha a nós salas espaçosas e arejadas, suco de maracujá geladinho e as mais belas e esculturais escrivãs! Ao vosso reino… abra a janela e deixe o vento entrar para refrescar e vá tomar agua no bebedouro do corredor…!

 

 

Está chegando a hora… Faltam 16 dias para o encontro!

cartaz familia coutinho (2)

São duzentos anos de historia desde a chegada do patriarca João Coutinho Portugal ao município de Congonhal…

Foram necessários dez anos de investigação e pesquisa da ‘arvore ggenealógica…

Agora o livro que conta dois séculos de historia da Família Coutinho no Sul de Minas está pronto.

Será lançado no dia 15 de novembro, no bairro dos Coutinhos em Congonhal, onde tudo começou!
Se você assina Coutinho, Gouveia, Ferreira, Matos, Venancio, Costa, Lino, Pereira e Assis… então você faz parte desta arvore!

Seu nome está no livro “A Historia da Família Coutinho no Sul de Minas” contada pelo professor Hilário, um legitimo Coutinho da sétima geração!
Venha participar do evento, abraçar os parentes e conhecer um pouco de sua própria historia.

Venha posar para a fotografia oficial da “Família Coutinho”!

*A foto que ilustra o convite foi feita em 1920, durante o primeiro encontro da Família Coutinho.

Ultima foto da família tirada no dia 14 de julho de 1996...

Ultima foto da família tirada no dia 14 de julho de 1996…

A lenda do Zorro de Pouso Alegre

Zorro I

A chuva caia fina, pouco mais que um sereno no inicio da madrugada de final de abril. O outono ainda era um adolescente, mas o frio do inverno naquela época não esperava a estação oficial para bater na porta… E na pele! Era uma quarta feira quase morta. A única rua da cidade que ainda mostrava sinais de vida era a Davi Campista. Pedro Pedreiro desembarcou de um caminhão de entregas perto do Hotel Cometa e seguiu na direção do infante bairro Jardim América, que não tinha ainda quarenta casas. Ao passar pelo muquifo, quero dizer, boteco do Joao Natal, no inicio da Silviano Brandão percebeu pela tênue luz que escapava pela metade da porta de aço arriada, que o boteco estava aberto. Espiou por baixo da porta e pode ver um sujeito dormindo debruçado sobre uma mesa, certamente embalado por Severina do Popote, e um casal se esfregando no balcão, cada um com um copo e um cigarro na mão enquanto o baixinho e narigudo João Natal cochilava na outra ponta do balcão com um radinho chiando ao pé do ouvido! Entrou e pediu uma cangibrina para espantar o frio! Tomou três! E rumou para casa! Agora mais animado! Qualquer cidadão no seu lugar seguiria pela Silviano Brandão até a Campos do Amaral e aí sim teria que cortar a “Zona”. Pelo menos era um trecho curto. Passar pela Davi Campista em horas mortas não era uma atitude muito sensata. Era um antro de perdição. A confusão morava ali. No mínimo chegaria em casa cheirando a perfume de pomba gíria e seria confusão na certa! No entanto, depois de três doses da ‘marvada’ no eterno decadente boteco do João Natal, todos os empecilhos saíram do caminho. Além do mais, Pedro Pedreiro tinha inclinação para aventuras e o habito de tomar umas biritas por ali, apreciando as belas coxas das morenas de vida fácil, embora fosse casado e bem casado com a baianinha Colombina, rechonchuda e de seios fartos. Resolveu cortar caminho pelo ‘paraíso do baixo meretrício’. Virou a Rosário e sete ou oito passos depois já estava na famosa Davi Campista. Se estivesse sóbrio certamente seguiria em frente, cruzaria a Tiradentes e viraria sem problemas na Campos do Amaral, mas… Resolveu tomar mais uma na boate da Margarida Leite! Mesmo sabendo que ali uma dose de ‘rabo-de-galo’ custaria quase meio dia de trabalho de servente!
A vitrola tocava uma musica muito sugestiva para o local: “Ebrio de Amor”, seguida de “Dama de Vermelho”! A ‘dama’ Margarida Leite, – que seria assassinada pelo gigolô Faissal dez anos depois – já no crepúsculo de mulher da vida, era agora mulher de comercio… Era a mais rica cafetina da Davi Campista de então. Como ela fora uma das prostitutas mais cobiçadas do lugar, sua casa era agora a mais movimentada. Antes o corpo curvilinio e cheio era a atração… Agora era a casa! Quem entrasse na sua casa tinha que ficar um pouco mais… E Pedro Pedreiro ficou! Pedro Pedreiro – que na verdade era servente – ficou por ali em meio às luzes vermelhas, aspirando a mistura de Agua de Colônia com Dama da Noite, Martini, Cuba Libre e aguardente de cana, ouvindo Pedro Bento & Ze da Estrada, Celinho e Ramon no acordeon! Quando percebeu que o movimento já raleava olhou para o relógio Seiko de pulso – mas que trazia no bolso por causa da pulseira quebrada – e viu que faltava pouco para quatro da manhã, saiu apressado e rumou para casa pensando com seus botões…
– Hoje a Colombina me tira o couro…!
Sim. Pedro Pedreiro ficou sem o couro…
Mas não foi a esposa, a mulatinha bem feita de corpo, talvez muito mais bem feita de que dezenas da mariposas das boates soturnas da Davi Campista – de 29 anos, dez a menos que ele, quem tirou!
Quando Pedro virou a esquina da Francisco Sales o couro comeu! Do nada surgiu um cavaleiro montando um cavalo preto e

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PM prende traficante cigano de Congonhal no Aterrado

Julinho: Ele assumiu a paternidade da droga, ms qualquer policial com um minimo de experiencial é capaz de jurar de pés juntos que ele está apensas segurando a cabrita para o 'patrão' mamar!!!

Julinho: Ele assumiu a paternidade da droga, mas qualquer policial com um minimo de experiencial é capaz de jurar de pés juntos que ele está apensas segurando a cabrita para o ‘patrão’ mamar!!!

Não, meu estimado leitor, esta não é a historia do ‘cigano’ Herivelto Dias Faustino contada na terça feira. O modus operandi é o mesmo, mas a droga é mais impura, pesada e fedida… Muda também o local, a hora e o ‘cigano’…!
O fato aconteceu próximo à Rua Sapucaí, às dez e meia da noite desta terça, 14. O sujeito de camisa vermelha com pinta de somongó, andava de um ponto a outro da rua, sem se afastar de um terreno baldio. Conversava com as pessoas que passavam, ia até o terreno pegava a droga, entregava e recebia a bufunfa… Até que os homens da lei que filmaram seu mitier por alguns minutos deram o bote!
O traficante cigano, que mora bem longe dali, ainda tentou dobrar a serra do cajuru, mas acabou tropeçando e caindo nas malhas da lei. E para cair no sentido figurado, antes ele caiu literalmente! Ao perceber a chegada da Arca de Noé, Julio Cesar Alves ligou as turbinas e tentou levantar voo… Pulou muros e quintais, foi escorraçado por vizinhos, foi mordido por um totó que vigiava um quintal, subiu no telhado de uma casa, a telha quebrou e ele acabou caindo… Direto nos braços dos policiais!
Julio Cesar Alves, o Julinho, 34 anos, levava na algibeira uma merreca, R$ 132. É que o movimento estava apenas começando, pois no terreno baldio onde ele entrava e saia toda vez que trocava um centavo de prosa com um nóia na rua – ou seria mais correto dizer: trocava cinco “reial” por uma baranga! – numa pilha de entulhos e tijolos, havia 50 barangas de pedra bege fedorenta. Na parte mais sombria do terreno os policiais desenterraram meia folha de ‘rapadura’ de crack!
“Julinho”, o traficante Cigano da Sapucaí mora, segundo ele, na Cel. Evaristo na vizinha Congonhal. Ao piano do paladino da lei, ele preferiu o silencio. E mudo foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

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Esta é historia do Traficante Cigano que saiu de Congonhal para vender droga na Sapucaí no velho Aterrado em Pouso Alegre… Mas se alguém quiser apostar que a droga não era dele, que ele estava apenas vendendo para um ‘patrão’ em troca de uma ou duas pedras para consumo, e que, mesmo diante do Homem da Capa Preta daqui algumas semanas ele vai continuar segurando a cabrita para o ‘patrão’ mamar, pode apostar que ganha a aposta…!