Homem Aranha ataca no Jardim Guanabara

Depois de invadir a clinica Femina, ele passou por cima se vários prédios, mas… caiu nas teias da lei!

As cenas de cinema ‘tupiniquim de 5ª’, filmadas por um morador de um dos prédios, aconteceram no início da tarde deste domingo, 02 de julho. Ao ser dedurado pelo alarme eletrônico da clínica, onde entrara através de um prédio vizinho, o meliante tentou dobrar a serra do cajuru. E escolheu o caminho mais difícil… Pelos telhados dos prédios vizinhos! Enquanto passava de um telhado a outro o meliante-aranha, sem perceber, era filmado por um morador. Num destes telhados, ele fez uma rápida parada para trocar de roupa… Dispensou a blusa preta, o boné e continuou a fuga de camiseta branca.

Mas não era dia de Homem-Aranha… quando o meliante aracnídeo pisou em terra firme, já no quarteirão de baixo do bairro, lá estava o sargento Almeida e seus pupilos esperando com as pulseiras de prata! Antes de desfilar para os celulares dos vizinhos, sobre os telhados, o meliante pé-de-couve chegou a visitar a cozinha e o banheiro da clinica, de onde furtou alimentos e produtos de higiene pessoal.

Douglas Rodolfo da silva, o homem aranha do jardim Guanabara, tem 34 anos, nasceu em São Jose dos Campos, é amante da pedra bege fedorenta pela qual faz este tipo de ‘escalada’, tem BO inexpressivos em Três Pontas, Baependi e Itajubá onde mora atualmente. Antes do final da tarde ele pegará o Taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha. Daqui algumas semanas, quando sair do majestoso hotel, será mais um morador de rua de Pouso Alegre.

Encontrado corpo do pescador que caiu no Rio Sapucaí

O acidente aconteceu no inicio da noite de terça feira, 21, no Rio Sapucaí no bairro do Cristal em Pouso Alegre. Pedro Alif Ferreira Feliciano estava pescando com dois amigos quando a canoa virou numa corredeira. Os dois amigos conseguiram nadar até a margem. Pedro submergiu e desapareceu.

A procura pelo corpo do pescador teve inicio na manhã de quarta feira, 22, sendo sempre interrompida à noite, por questões de segurança dos bombeiros.
O corpo do pescado foi encontrado no final da manhã desta segunda, 26, quase uma semana depois do afogamento. O corpo deu entrada no IML de Pouso Alegre no início da tarde, passou por necropsia e foi liberado para os familiares.
Pedro Alif Ferreira Feliciano tinha 23 anos.

Mais um roubo do malote fora de hora

Os assaltantes esperavam pelo gerente no interior da agencia, e levaram os envelopes com R$17 mil do posto Saracura!

O assalto aconteceu dentro da agencia do Bradesco na Avenida Rio Branco, no centro de Camanducaia, no final da manha deste domingo. Quando o gerente do Posto Saracura chegou com o envelope recheado para fazer o deposito no caixa eletronico, um guampudo esperava por ele. Ao ver o assaltante brandindo a pistola oxidada, o gerente virou nos calcanhares e tentou desistir do deposito, mas já era tarde. Do lado de fora da agencia havia outro lombrosiano impedindo sua fuga.
Após tomar o malote com R$17 mil os assaltantes dobraram calmamente a serra do cajuru, seguindo à pé pela rua Nadine Moraes até dobrar uma esquina.
A perguntinha básica que o leitor certamente fará:
– Como é que os assaltantes sabiam que o gerente iria ao banco àquela hora fazer o deposito?

‘Ronald Bigs’ ataca em Pouso Alegre

Ele e um comparsa roubaram R$8,8 mil do empreiteiro de uma obra. O dinheiro se destinava ao pagamento dos funcionários!

Santa Doroteia foi o primeiro bairro a ter suas casas construídas em serie em Pouso Alegre. Foi rápido, entre 1969 e 1970. Dezenas de serventes e pedreiros trabalharam nas obras do bairro que começa na rua Pedro Caldas Rebelo.
O êxodo rural estava em franca ascensão. A construção das casas do bairro Santa Doroteia pôs comida na mesa de muitas famílias cujos varões haviam acabado de chegar da roça. E não foram somente os varões que ganharam dinheiro, no muque, trabalhando na obra. Muitos garotos no final da infância, numa época em que garotos podiam trabalhar, ganharam dinheiro vendendo doces, salgados e sorvetes para os peões da construtora. Na hora do almoço os peões se concentravam perto do portão de entrada do bairro, na Rua Pedro Caldas Rebelo. Os que moravam no Fátima velho ou outro local mais próximo dali, recebiam dos familiares suas marmitas de alumínio enroladas em pano de prato, ainda quentinhas! Os que moravam mais distante levavam as mesmas marmitas de alumínio enroladas em panos de pratos dentro do ‘bornal’ de lona. Na hora do almoço cada um esquentava sua marmita. O fogareiro era, apesar de rústico, pratico e barato. Bastava uma latinha de massa de tomate com três furos laterais – para entrar oxigênio -, e algumas gotas de álcool no fundo!
Era nesse intervalo de almoço, entre onze horas e meio dia, que os garotos, alguns deles filhos dos peões, ganhavam seu rico dinheirinho vendendo a sobremesa. Entre eles havia um branquelinho franzino, alegrinho, que vendia picolés da sorveteria do Ferreira, que ficava ali nas Taipas, no final da Comendador Jose Garcia. O ‘picolezeiro’ franzino vivia dando risadas. Ria de tudo que via ou ouvia. Os peões, sabendo que ele ria a toa, viviam provocando seu riso. Uns o chamavam de “Risadinha”! Outros o chamavam “Sorriso”! – Na rua Cel. Brito Filho, tem um senhor, hoje octogenário, que ainda chama o picolezeiro de “Sorriso”!- Talvez por essa empatia, Sorriso era o que mais vendia picolés no canteiro de obras do bairro Santa Doroteia. O melhor dia para se vender picolés ali era no final de manhã de sábado, quando a peonada recebia o vale semanal. Amilar, um sujeito moreno, alto, magro, ligeiro, cara fechada, – salvo engano mora na Rua Mons. Jose Paulino – era quem entregava o envelope com o ‘vale’. No final da manhã de todo sábado, dezenas de peões desciam a Com. Jose Garcia a caminho de casa – ou do mercado dos Irmãos Fonseca onde gastavam quase tudo com comida – contando a bufunfa.
À oeste do Santa Doroteia já existia o velho Cascalho. Dos outros três lados só existia pastos e fazenda. Na porta do bairro passava uma estradinha de terra vermelha – hoje Rua Pedro Caldas Rebello – que seguia para a sede da fazenda do Policarpo Campos. Pouso Alegre contava magros 40 mil habitantes. Traficantes só chegariam alguns anos depois. Maconheiros já havia uns oito ou dez. Só maconheiros. Cocaína era coisa de artista, ou de ‘filhinho de papai’ desajustado. Crack já existia… Mas só no Estádio da Lema, que em 1969 havia chegado à primeira divisão do futebol mineiro, e caído no ‘tapetão’! Assaltantes? Não! Isso era coisa de capital! Pouso Alegre era pura pureza… Naquele tempo, sim, ‘dava gosto viver’! Quem dava trabalho para a polícia eram os ladrões de jabuticaba, ou ladrões de galinhas! Em cada quarteirão do centro da cidade existia um frondoso pomar ou um galinheiro!
Bons tempos aqueles em que se podia andar na rua contando dinheiro! Jamais um peão foi assaltado! Jamais houve sequer um roubo no escritório da construtora Urano!
Quanta mudança!
As fazendas viraram bairros, as trilhas viraram ruas, a população quadruplicou, os assaltantes se ‘miltiplicaram’, e o sorveteiro ‘Sorriso’ cresceu, estudou um pouco, trabalhou o suficiente, aposentou e virou jornalista! Hoje vive contando histórias de assaltantes pés de chinelos… E de outros nem tanto!
Um dos assaltos que poderiam ter acontecido no canteiro de obras do Santa Doroteia, no dia de pagamento dos peões da obra, aconteceu no meio da tarde desta sexta-feira,23 de junho de 2017, com quase meio século de atraso! E foi bem rendoso: R$ 8,8 mil e dois celulares.
Como de habito às sextas-feiras, o empreiteiro da obra ali no bairro foi ao banco, sacou oito mil e quatrocentos reais e voltou para o prédio a fim de fazer o pagamento dos funcionários. No momento em conversava com o engenheiro, já no interior do prédio em construção, entrou um guampudo usando calça jeans dobrada até os joelhos, camiseta vermelha, pés de chinelo e touca ninja portando um trabuco prateado na mão. O lombrosiano não trabalha na obra, mas queria receber seu ‘pagamento’! E era guloso… queria tudo! Após obrigar as vítimas a deitarem no chão e dar uns chutes no empreiteiro, o assaltante enfiou a mão pesada na sua algibeira e pegou a bufunfa. Para aproveitar a empreitada o assaltante enfiou a mão no bolso do engenheiro e pegou também mais quatrocentos reais e seu celular.
A fuga do assaltante do local do sinistro, foi como as demais… Numa motocicleta preta, na garupa do comparsa que o esperava ali perto.
E o assaltante do prédio em construção, apesar de usar chinelos, que aliás deixou para trás durante a fuga, é mesmo apetitoso! Na fuga, já na rua Pedro Caldas Rebello no limite do bairro, ele avistou uma jovem a caminho do trabalho e não perdeu tempo. Fez parar a moto, saltou da garupa, jogou a jovem na parede e tomou seu celular! E dobrou calmamente a serra do cajuru levando quase nove mil reais e dois celulares…!

Há quase meio século, durante a construção do bairro Santa Doroteia, na época do sorveteiro “Sorriso”, cada assalto desse renderia pelo menos 90 mil cruzeiros ao Ronald Bigs tupiniquim!

Mãe desesperada paga resgate da filha à prestação

Depois de receber a primeira ‘parcela’, o sequestrador continuou extorquindo a vitima, até que um parente abriu os olhos dela…!

Este caso aconteceu no bairro esplanada em Pouso Alegre, no sábado,17. Dona Maria recebeu a tradicional ligação de um desconhecido que dizia estar com sua filha. E como sempre, queria muito dinheiro para devolvê-la sã e salva.
Embora não dispusesse de dinheiro para este tipo de despesa extra, ao ouvir as chorumelas da suposta filha no celular, dona Maria pechinchou e pagou R$300.
Depois do primeiro deposito, o sequestrador, sentindo firmeza no negocio, ou fraqueza na vitima, pediu mais dinheiro! E dona Maria fez novo deposito, desta vez de R$450. Quem tem trezentos e depois consegue pagar mais quatrocentos, certamente consegue pagar mais um pouco… Foi o que pensou o sequestrador a centenas de quilômetros de Pouso Alegre, numa penitenciaria qualquer. Por isso ele fincou o pé que só soltaria a filha de dona Maria se ela pagasse mais R$400. E o cofrinho de porquinho virou cacos…! Tão logo recebeu o terceiro pagamento, o salafrário, dando risadas baixinho, pediu mais R$500! E não parou por aí.
Antes de fazer o quinto deposito, já tendo quebrado todos os porquinhos da casa, dona Maria pediu ajuda a familiares… E finalmente a ficha caiu! A filha nunca estivera sequestrada.
A essa altura, o falso sequestrador já havia levado R$1.650 reais de dona Maria!
Isso poderia ter sido evitado…
Quando ouviu o primeiro pedido de resgate e a ameaça para não desligar o telefone, bastava dona Maria dizer:
– Espere um minuto senhor sequestrador. O susto que você me deu foi tão grande que minha pressão foi às nuvens… Só vou tomar meu Atenelol e já volto para resgatar minha filha!
Ao invés do remedinho para pressão, era só ir à casa da vizinha, pedir o seu celular e ligar para a filha! E descobrir que ela estava ‘diboinha’ no seu trabalho, na sua escola, no motel, enfim: gozando plena liberdade. Depois era só mandar o sequestrador pé-de-chinelo sequestrar a senhora mãezinha dele, desejar-lhe boa tarde, desligar o celular e deixá-lo só com o cabo do guarda chuva na mão!

Cachorrada em Cambui

Estudante comprou cachorro de raça, pela internet, por R$2,7 mil… e ficou só com a coleira na mão!

Semana passada a jovem estudante M.M.O., 22, moradora de Cambui, encontrou o cachorro dos seus sonhos… Um “Spitz Alemão”! e resolveu compra-lo. O preço do latildo: R$2.712,00! Mas isso não é problema quando se quer um bichinho de estimação. O enrosco é que o cão é de um criadouro da cidade de Agudos-SP. E para garantir o negócio, a estudante teria que depositar um ‘sinal’ de R$500. Mesmo sem ouvir ao vivo e a cores o latido do Totó, ainda assim, na sexta-feira, 16, M.M. depositou o sinal.
Toda a negociação foi feita virtualmente, através de e-mails e celulares. Tão logo pagou os quinhentos reais de sinal… o cachorro parou de latir, quero, dizer: o vendedor não respondeu mais seus e-mails e nem suas chamadas!

No sábado, através de uma amiga, a jovem M.M. ficou sabendo que o endereço do canil na cidade de Agudos – cidade na qual se produz a melhor cerveja Brahma do Brasil -, não existe! E a estudante que pagou R$ 500 apenas de sinal para ter um fofinho Spitz Alemão, ficou só com a coleira na mão…
Que cachorrada!!!

Sequestro em Cambui

Mae desesperada paga mil reais pelo resgate da filha. O dinheiro foi sacado numa agencia na Baixada Fluminense… Só que a filha nunca foi sequestrada!

O golpe do falso sequestro é quase tão velho quantos essas cédulas… Mas tem gente que ainda cai!

O telefonema que fez dona Maria arrancar os cabelos foi recebido no início da tarde desta quarta-feira na cidade de Cambui, a 54 quilômetros de Pouso Alegre e 140 de São Paulo. Ao dizer ‘alô’, pois não, a dona de casa ouviu uma voz tenebrosa que dizia…
– Acabamos de sequestrar sua filha… Se quiser ver a cara dela de novo, você vai ter que pagar dez mil reais de resgate. Anote aí o numero da conta. E não desligue o telefone!!!
Antes que dona Maria emparelhasse ‘tico & teco’ e processasse o que acabara de ouvir, do fundo do telefone veio uma voz feminina em prantos…
– Mãe, pelo amor de Deus, eles vão me matar, mãe!
Ao ouvir a voz afogada em prantos, dona Maria só pensou numa coisa: não tinha R$10 mil para pagar o resgate!
Mas o sequestrador era muito bonzinho! Aliás, deve ser turco, ou daquela região ali do Oriente Médio, que aceita pechincha e faz qualquer abatimento para não perder o negócio. Por isso acabou deixando o pagamento do resgate por R$ 1 mil.
O deposito foi feito numa casa lotérica da cidade de Cambui, pelo filho de dona Maria. Pago o resgate, dona Maria desligou o celular e ligou para a filha… E descobriu que ela estava bela e formosa, feliz contente cuidando da vida em plena liberdade.
Com os olhos faiscando de raiva do vigarista, dona Maria mandou o filho de volta ao banco para desfazer o deposito! Mas já era tarde. Os mil reais haviam sido sacados numa agencia de São João do Meriti, na Baixada Fluminense!
Como policial e jornalista, contando casos como esse aqui no blog e na Super Radio 90.9 FM quase toda semana, eu poderia dar mil dicas de como evitar que as pessoas caiam nesse golpe. Pois bem, vou dar uma dica bem contundente, que qualquer pessoa pode argumentar com o suposto sequestrador que ele vai acreditar numa boa…
– Quando você receber uma ligação dessas no seu celular, diga ao sequestrador que você está com tanto medo que teve uma súbita dor de barriga, e que precisa ir correndo ao banheiro! E peça para o sequestrador retornar a ligação dentro de dois ou três minutos! Neste interim, ligue para sua filha… e irá descobrir que ela está bela e formosa cuidando da sua rotina, em plena liberdade!
E se por acaso o sequestrador voltar a ligar pra voce, pergunte qual das filhas ele sequestrou, pois você tem 17 filhas espalhadas brasil afora! Ou então diga que ele se enganou, pois você não tem filhos! Mas se estiver sem tempo para gastar os créditos do vigarista, pergunte simplesmente, curto e grosso:
-Sr. Sequestrador, você já catou coquinhos hoje…!

Preso no Forum

Em pleno século XXI, tem gente que acha que errado é o jornalista que divulga o crime… e não a pessoa que o comete!
Essa é mais uma prisão ‘mamão com açucar’, daquelas que os policiais militares executam sem ter que molhar a farda, sem ter que correr atrás do meliante: dentro do Fórum, na presença do Homem da Capa Preta!


O fato pouco comum aconteceu no final da tarde desta terça, 06, no Forum Orvietto Butti em Pouso Alegre. No final da audiência criminal o MM. Juiz Dr. Carlos Cesar de Chechi e Franco Pinto chamou a policia militar e disse:
– Prenda esse homem!
O homem é BRUNO PEREIRA DE SIQUEIRA, 27. Ele chegou ao Fórum livre, leve e solto, mas saiu de lá com pulseiras de prata, no taxi do contribuinte direto para o Hotel do Juquinha.
Bruno Pereira havia sido preso pela PM no dia 18 de janeiro deste ano, no bairro Foch. Na ocasião os policiais encontraram em sua algibeira, e depois em sua casa, pequenos tabletes de maconha, balança de precisão, semente de erva ‘marvada’ e até um pé de cannabis sendo cultivado num balde. BRUNO e o amigo WELLINGTON, preso na mesma situação, disseram aos policiais que são apenas usuários. Familiares e amigos também acreditam nisso. Mas o homem da capa preta não acreditou!
Bruno é primário, por isso, como autoriza a lei, o meritíssimo inicialmente relaxou sua prisão em flagrante e devolveu sua liberdade. No entanto, ao vislumbrar na conduta de Bruno o crime de tráfico de drogas, o juiz decretou sua prisão. Quando Bruno chegou para a audiência no Fórum, na tarde desta terça-feira, já estava com o destino traçado.
A conduta que gerou a prisão de Bruno Pereira de Siqueira foi publicada aqui no Blog no dia 19 de janeiro de 2017 com o titulo: “PM prende maconheiros no Foch”. Muito provavelmente, como aconteceu na postagem anterior, este colunista será novamente censurado por publicar, com seu estilo peculiar, pura e simplesmente o fato, ou seja: a prisão do moço a mando do Homem da Capa Preta.

Assaltantes levam R$ 6 mil do Serra Sul

O roubo aconteceu nesta terça-feira,06, no bairro Belo Horizonte

Esse aconteceu mais cedo, às 13:00h. Estava a funcionaria M.R.A. quieta no caixa do Supermercado Serra Sul, no bairro Belo Horizonte quando os assaltantes chegaram. Saltaram da moto vermelha de porte pequeno, entraram como se clientes fossem, um deles sacou o trabuco, e foi logo dando ordens:
– Abra logo esse caixa e passa todo o dinheiro, senão…!
O caixa do mercadinho estava, inadvertidamente, recheado…, continha R$6.613.50. Além do dim-dim da micro empresa, os assaltantes levaram também o Samsung J7 Prime da funcionaria. E desceram a Altidouro Rios em direção à BR 459.
Os dois assaltos aos supermercados no espaço de pouco mais de uma hora, entraram imediatamente na ‘agenda de prioridades’ da polícia militar. Os homens da lei passaram o resto da tarde tentando, mas não conseguiram achar os rastros dos quatro assaltantes motoqueiros.
Ou seriam os mesmos dois?

Bruno escorrega na farinha em Congonhal

Ele estava trazendo a droga de Poços de Caldas

Bruno Rodrigues da Silva, 25, costuma viver perigosamente! Ele já teve seu carro metralhado por rivais na porta de sua casa no velo Aterrado; já andou testando trabuco na Dique II; já foi investigado por trafico de drogas no interior do Hotel do Juquinha; já dispensou drogas no Caiçara para fugir dos homens da lei…
A última façanha do Bruno aconteceu ao pé da noite desta segunda-feira na Vila Marlene, na vizinha Congonhal. A prisão foi por acaso. Passavam os homens da lei pela via rural de acesso ao Bairro São Domingos, quando avistaram uma moto Honda Falcon passar por ali e resolveram abordar seu condutor. Ao perceber a aproximação dos homens da lei, o motoqueiro, que levava uma encomenda explosiva na guaiaca, acelerou e tentou dobrar a serra… de São Domingos! Vendo que não conseguiria driblar os policiais, como fizera em 2015 no birro São Fernando, o piloto resolveu dispensar a prova do crime. Cercado, o piloto abandonou a moto, pulou uma cerca de arame e tentou atravessar o Rio Cervo à nado! Não deu. Tropeçou nas malhas da lei e caiu nos braços do policiais!
A prova do crime dispensada durante a fuga eram dois tabletes de pasta base de cocaína do tipo ‘escama de peixe’.
– Paguei R$20 mil pela farinha em Poços de Caldas. Eu ia faturar cerca de R$ 50 mil com a droga… – contou Bruno, de cara emburrada.
Depois da prisão em Congonhal, outra equipe de policiais foi visitar o mocó de Bruno, na rua Jose Antônio Mariosa, em Pouso Alegre. Lá encontraram centenas de cápsulas – vazias – para farinha do capeta. Se Bruno tivesse conseguido passar pela blitz em Congonhal com a droga de Poços de Caldas, ele teria abastecido suas cápsulas e distribuído centenas de barangas na Baixada do Mandu! Desta vez não deu!
Bruno Rodrigues da Silva, 25, sentou ao piano do paladino da lei na delegacia regional de Pouso Alegre, assinou o 33 e foi – mais uma vez – se hospedar no Hotel do Juquinha!