Quatro Semanas e Meia na UTI-Neonatal

Cheguei! Foi ao pé de uma noite morna de principio de julho. Cheguei com varias semanas de antecedência, com metade do peso para a idade,  mas já era esperado. Aliás, como era esperado!!!

De repente senti uma quente e estranha mão puxando minhas pernas, meu bumbum, minha costela, tronco, pescoço… Em segundos me puxaram para fora e me levantaram no ar. Que frio! Imediatamente me passaram de mão em mão como uma bola de handebol e fui parar numa bacia ao lado, numa sala cheia de luzinhas coloridas e pessoas sem rosto. Abri a boca a chorar. Para onde eu me virava uma luz forte e irritante me acompanhava piscando a cada segundo. Não consegui abrir os olhos mas pude perceber que apesar da tensão na sala, todos ficaram alegres e aliviados quando eu chorei, especialmente o fotógrafo… meu pai. Depois de embrulhado num pano grosso e aquecido, percebi que me aproximavam de um rosto que eu ainda não tinha visto mas pelo calor e pelo sorriso senti que me era muito conhecido… era minha mãe. Todo embrulhado fui levado para outra sala onde havia mais 5 crianças como eu, e fui colocado numa casinha de vidro bem iluminada e quentinha. Que delicia! Passei a noite de ‘diboinha’, mas sem entender muito bem o que estava fazendo ali. Logo descobri que era uma UTI-Neonatal. Pela manhã me deu um sufoco danado! Comecei ficar roxo! Antes que eu parasse de respirar colocaram um tubo plástico na minha garganta. Fiquei vários dias com aquilo me incomodando. Quando tiraram aquele, colocaram outro, e com ele veio um liquido amarelado meio sem gosto que inundou meu estomago. Ouvi comentarem que eram três ml de um tal de ‘colostro’. Meus companheiros de UTI começaram me abandonar no dia seguinte. Logo ficamos só eu e a Isabelly, tão frágil quanto eu. Uma semana depois começou encher de novo. Primeiro veio a Maria Eduarda, de Conceição dos Ouros, depois a Marina de Pouso Alegre, depois o Celso Joaquim, de Silvianópolis, a Chiara, de Ouro Fino, o Gabriel e os gêmeos de Guaxupé; Lailson e Lailton. Fiquei triste pelos gêmeos, pois a mãe deles voltou para casa e eles ficaram ali mais de uma semana sem ninguém da família.

Na UTI Neonatal, entre tubos, estufas, ordenhadeira mecânica e luzes piscantes a gente ouve e aprende muita coisa. Uma delas é que adolescente, loira ou não, além de viver num mundo distante do nosso, pode também ser hilária. Minha irmãzinha de catorze anos ficou decepcionada com meu porte físico ao me ver na incubadora com as costelinhas à mostra. Interrogada pelo vovô Julio sobre o que tinha achado, respondeu economicamente fazendo fusquinha;

– Ele é horroroso, né?… ”.

E o avô espirituoso como sempre não deixou por menos:

– Também achei, igualzinho a você quando nasceu!

Eu não fiquei magoado e dias mais tarde quando ela me pegou no colo, já vestido e embrulhado, toda cheia de dedos, como se pegasse um copo de cristal, dei uma gostosa espreguiçada. Ela toda apavorada me devolveu para a mamãe dizendo;

– Ai, ele ta mexendo!!!

No dia em que os gêmeos desceram, tio Helio ficou eufórico. Quando nossos pais chegaram para a visita noturna ele os recebeu na porta da UTI cantarolando e plagiando locutor de circo;

– A UTI Neonatal orgulhosamente apresenta a dupla sensação do momento; Lailson & Lailton, os Gêmeos de Guaxupé…!

Mas nem tudo na UTI é engraçado e alegre. Às vezes a agente dá susto em nossos pais, pois nosso corpinho ainda não faz tudo que um corpinho de 36 semanas faz. É exatamente por isso que estamos aqui na UTI. Quando a enfermeira diz para uma mãe que o médico quer falar com ela, já é o suficiente para seus olhos começarem a nadar e seu coração querer saltar fora do peito.

Uma manhã eu estava no gostoso colinho da mamãe tentando sugar meu lanche, quando comecei sentir uma bambeza nas pernas, uma falta de ar… Parei de respirar!!! Mamãe manteve o controle. Massageou meu peito, devolveu-me à minha casinha, e comunicou o médico, que me socorreu. Mas quando ela saiu lá fora abriu o bocão. Coitada!

O caso mais comovente foi o da amiguinha Maria Eduarda. Ela chegou com menos de um quilo e três dias depois, ainda mais leve, passou por uma cirurgia. Seus pais a visitavam todo santo dia, de manhã, de tarde e de noite, por muitos dias. Mas ela não conseguiu se alimentar e crescer. Se foi sem ter sentido o calor do colo dos pais.

Nestas quatro semanas e meia conheci também a solidariedade. UTI não escolhe cor, religião ou classe social. Todo bebê prematuro tem que fazer estágio aqui para completar o que o parto antecipado interrompeu. Os pais dos gêmeos de Guaxupé não tinham sequer um enxoval. Sua mãe veio buscá-los de carona e sem nenhuma mala. Mas a graciosidade e estripulia dos meninos contagiou o ambiente, a começar pelo tio Hélio… Eles foram para casa muito bem agasalhados, levando na bagagem quase um caminhão de fraldas, roupinhas e leite, doados por nossos pais, pelas enfermeiras, médicos e todos que souberam das carências dos pequenos. A jovem e humilde mãe verteu lagrimas de alegria.

O objetivo desta crônica no entanto vai além de mostrar o cotidiano dos nossos primeiros passos de vida. Eu disse passos? Eu quero também dar um puxão de orelha em alguns dos profissionais que cuidam de nós. Na UTI nós pacientes, vivemos exatamente no meio do caminho entre o paraíso terreno e o celeste… Nossos pais vivem com a emoção à flor da pele, com o coração na mão, agarrados na barra da saia dos santos e anjos, implorando para que eles nos deixem ficar aqui. A mais insignificante e invisível das bactérias pode encerrar a esperança deles e decidir em qual paraíso ficaremos. Além da higiene asséptica que deve ser impecável, não basta aos médicos e enfermeiras a excelência do conhecimento técnico ou cientifico profissional; é preciso ir além, é preciso ser também humano – quase todos são assim – e tratar a todos com carinho, com paciência, com bondade, com caridade e com igualdade. Sem preconceitos sociais. Não estou queixando por mim, pois recebi tratamento profissional e humano nota dez. Mas vi funcionário entrar na UTI com a roupa do corpo, que vem da rua, da academia, do consultório sem sequer lavar as mãos. E na hora de discutir nossas patologias e prognósticos com nossos pais, não dar o devido valor a eles ou ‘falar demais’… Eu gostaria que todos meus colegas de UTI e seus pais tivessem o mesmo tratamento que eu tive.

Voltemos à parte alegre.

… Bem, se no jardim havia alguns espinhos, gravetos ou quem sabe algumas árvores apenas fora da estação, ainda assim era um belíssimo jardim onde aspirei o delicado e suave perfume do amor fraterno de médicos e enfermeiras. Uns mais, outros mais ainda, você foram maravilhosos comigo e com meus pais. Sou eternamente grato por isso. Quero estender minha gratidão também a todos os demais funcionários – recepcionistas, copeiras e faxineiras – do Hospital Renascentista, onde nasci e fiz meu primeiro ‘estágio’ neste belo mundo de Deus.

Não sei ainda o que esperar das pessoas, mas, por estas, linhas acho que as pessoas sabem o que esperar de mim…

Hoje estou completando dois aninhos. Já fiz estripulias do ‘arco da velha’… Ainda bem que ‘mamã’ o ‘babai’ tem muita paciência!!! Só não entendo porque eles insistem que eu chame “aboba” de banana e “ovo”, de morango!!

… É só o começo. Me aguardem!!!

*Este jovem cronista que vos escreve é filho do colunista policial e blogueiro Airton Chips e de Tatiana e nasceu no inicio de julho de 2010.

 

Alex Delgado, o Magaiver do Hotel do Juquinha

Apesar do combate ferrenho dado pela atual administração ao trafico, a droga continua entrando no Hotel do Juquinha. Após minuciosa investigação, os agentes do setor de inteligência concluíram que no x 08 havia drogas e celulares mocosados.

Mas onde exatamente???

Depois de esvaziar e varrer cada centimetro da cela, só sobrou um pequeno orifício na parede, camuflado por uma foto de Carolina Dickmam em trajes de Eva. Do ‘buiaquinho’, saiam cinco pequenos fios de barbante, cada um de uma cor. Ao serem puxados juntos os barbantes ofereceram resistência e… arrebentaram.

Ali tinha coisa…!!!

Com uma marreta os agentes abriram um buraco na parede e lá estava a prova do crime: 12 barangas de farinha do capeta e quatro celulares. O segredo era puxar um fio de barbante de cada cor, um de cada vez, pois só cabia um aparelho no ‘fuiaquinho’…

Nem Magaiver, o detetive do seriado de TV que, usando a pólvora de um palito de fósforo e a cabeça de um alfinete fazia uma bomba… com as mãos amarradas, faria melhor.

Alex Delgado, 19 anos, natural de Bragança Paulista, radicado em Congonhal, assumiu a ‘paternidade da criança espuria’… apesar de ela não ter seu DNA.  O jovem presidiario, que desde outubro do ano passado se hospeda no Hotel do Juquinha, por trafico ‘formiguinha’ de drogas, desceu para a DP, sentou ao piano e assinou mais um 33.

… Eles quase assaltaram os policiais!!!

O frustrado assalto ao posto do Agenor na ultima terça, alem de culminar com o fim tragico do pequeno ladrão,  de 16 anos, teve ao menos três pontos interessantes para serem observados…

A ironia do destino – Ao adentrar o posto com os rostos cobertos e o ‘vintedoizinho’ na mão, os assaltantes foram direto ao primeiro frentista que viram e exigiram o dimdim. Não se deram conta de que os pagamentos são feitos no caixa central, na guarita… Mas eles não deram conta de um detalhe muito mais importante, que poderia dar outro rumo ao assalto. No carro que o frentista abordado abastecia estavam os dois policiais, fardados,recém saídos do turno de serviço. Se os delinqüentes tivessem abordado primeiro os ocupantes do veiculo, teriam visto que eram policiais e abortado o roubo… Ou atirado neles!!!

A cena comica da tragedia – As jovens V.S. e D.A., que a tudo assistiram apavoradas, também estavam no lugar errado na hora errada… Elas pararam a moto na entrada do posto para atender uma ligação do celular. De repente os dois garotos passaram rapido por elas, puxaram a camiseta no rosto, sacaram o trabuco e correram para o frentista. V.S. e D.A. perceberam o que estava para acontecer e chegaram a gritar para o frentista alertando-o… Ao receber os tiros do policial, Zezinho correu em direção a elas exigindo a moto para fugir. Apavoradas, elas saíram correndo em direção à Perimetral levando a chave da moto, com um pensamento só: fugir do perigoso e tenebroso local…

Sem ter como fugir na moto o atrapalhado e moribundo assaltante largou-a no chão e continuou correndo na mesma direção das jovens até cair metros adiante e não levantar mais…

Ao olhar para trás e ver o assaltante ferido correndo na mesma direção, sem saber sua intenção e sem saber que ele não daria mais do que alguns passos, as jovens correram desesperadas e só pararam quando o fôlego e as forças acabaram, lá perto do desmanche do Gato… Voltaram ressabiadas ao local do sinistro, muito tempo depois que a poeira baixou!!!

“Muita calma nessa hora” – A maior e mais importante constatação que fazemos é que; o cidadão assaltado precisa ter muita calma, muito equilibrio emocional, muito sangue frio para evitar uma trajedia… Pois o assaltante não tem! Atrás do trezoitão está um meliante apressado, apavorado, agitado, nervoso – eles próprios denominam esta ação, de 157 nervoso – tremendo quase como vara verde em tempestade, totalmente despreparado para o imprevisto! O único ‘plano B’ do assaltante é puxar o gatilho… se der tempo!!!

Portanto, meu estimado leitor, se o cano escuro e frio de um trezoitão aparecer na frente do seu bigode, muita calma nessa hora. Fale pouco, olhe pouco de frente e concorde com tudo. Deixe que os anéis se vá. O importante é que fiquem os dedos…!

Bolha explode e 8º milionário do mundo cai para 27º lugar

Apesar de o mundo inteiro quase ter ido à bancarrota em 2008, especialmente os Estados Unidos, por causa da famosa bolha do sistema financeiro, os fabricantes de fortunas virtuais continuam contando seus dividendos ainda na “cloaca” da galinha. Nosso mais famoso bilionário que o diga.

EIKE BATISTA (crop).jpgEle está quase mendigando… Agora só tem 19,6 bilhoes de dólares!!!

Eike Batista, o mega empresario que não é sócio da Xuxa mas coloca X em todas suas empresas, figura em 8º lugar entre os mais ricos do mundo e não esconde que pretende superar o mexicano Carlos Slim e chegar ao topo, ainda a tempo de gastar seu rico dinheirinho.

Um declaração da presidente Graça Foster, da Petrobras – principal fonte de dividendos do empresario – na semana passada, demontrando que a maior empresa brasileira e uma das 20 maiores do mundo, não está produzindo e não produzirá tanto petróleo assim nos próximos anos, deve atrasar em décadas os sonhos de ser o homem mais rico do mundo.

Se fosse somente as declarações da presidente, ainda se poderia pensar que tudo não passa de apenas uma ‘bolha’,  mas não. O ‘ajuste’ da Petrobras, que adia a construção de três de quatro refinarias que estavam previstas e redução real na produção de 3,1 para 2,5 milhoes de barris diários até 2016, junto com a constatação de que os poços da OGX, que deveriam fazer jorrar 20.000 barris por dia não jorram mais do que 5.000 fizeram com que as ações das empresas de Eike caíssem em 40%. Pessoas como o leiloeiro e investidor Roberto Haddad que há três meses comprou R$250 mil em ações, agora tem apenas R$150 mil.

Mas não se apavorem. Não há risco de o ex-marido da belíssima – e ex-acorrentada – Luma de Oliveira sentar-se em posição de yoga na porta do Banco do Brasil, na Dr. Lisboa, com a roupa suja e rasgada, esfolar uma gaitinha e estender o chapéu… O empresário que anos atrás montou sua fabrica de jipes no prédio da Monte Belo em Pouso Alegre, ainda tem muita lenha para queimar. Seu filho Thor, o piloto cuja carteira de motorista possui mais de 200 pontos negativos, não corre o risco de andar de fusca! Ele ainda tem combustivel para voar baixo, de Ferraris e Porches, nas avenidas cariocas… Que se cuidem os ciclistas desavisados!

O sonho Eike Batista, ex 8º e atual 27º mais rico do mundo, de chegar ao topo do mundo, pode demorar… mas ainda não acabou!

Ladrão trapalhão pula o muro e cai nos braços da lei

Ele só queria descolar uma graninha extra para pagar o tablet, mas acabou entrando no mundo do crime… pela porta dos fundos.

Cleberson Evanista, 21 anos, diz que jamais pegou alguma coisa que não fosse dele. Tinha uma vida que era uma doçura, trabalhando em Cambuí… em uma fabrica de doces. Mas a fabrica de gostosuras se transferiu para São Paulo e ele não quis ir junto. Quando conseguiu emprego de ajudante de serralhiro, já estava endividado… Para quitar a divida de um tablet que havia comprado para se conectar com o mundo, só achou um saída… Fazer um assalto!

Comprou um revolver e foi à luta. Na terça à noite entrou na casa de uma senhora e apontou o trabuco. Mas deu tudo errado. Além de não ter prática em roubar velhinhas, a vitima tambem não tinha prática em ser asssaltada e assustou-se, muito mais com sua presença dentro de sua casa do que com o trabuco e colocou a boca no trombone.

Quando os vizinhos ouviram os gritos de socorro e apareceram para socorrer a velhinha, Cleberson apavorou e pulou o muro dos fundos… Caiu direto nos braços dos homens da lei que passavam por ali. Para completar o fiasco, na fuga seu revolver prensou na porta e se quebrou! … Era de brinquedo. O revolver sim, mas a cana não. Ele sentou-se ao piano, assinou um 157 tentado e deverá hospedar-se no velho Hotel da Cel. Lambert… Se houver vaga, é claro, pois a cadeia de Cambuí anda lotada, soltando preso pelo ladrão…!

PM intervem em assalto e mata ladrão em Pouso Alegre

Atendendo solicitação do promotor da Infância e Juventude de Pouso Alegre, “guardião do ECA”, estamos protegendo a identidade do assaltante morto em ação na terça feira,03.

 Fazemo-lo muito a contra gosto, não com a solicitação do zeloso Representante do Ministério Publico, mas com a lei falha, que protege a identidade do meliante, quando deveria ao contrario, mostrá-lo à sociedade, para que possamos nos precaver e nos proteger de suas ações malignas e criminosas. Até porque o assaltante em questão tinha escola em casa – dois irmãos presos por trafico e outros delitos – e estava na ‘caminhada criminosa’ já a um bom tempo, embora em tenra idade.

Mas… lei, ruim, inócua, insipiente, absurda ou não…é lei! Devemos cumpri-la.

Zezinho morreu no terceiro assalto…

Hora errada, lugar errado… Ao anunciar o assalto ao frentista do posto, os assaltantes não perceberam que do outro lado da bomba havia um policial, pronto para intervir… Pior, ao ver o trabuco apontado para suas caras, tentaram atirar e fugir…

Ao deixar sua casinha simples no bairo Vista Alegre ontem à tarde, F.J.S. N., o franzino Zezinho não imaginou que nunca mais voltaria para lá. Meia hora depois ele encontrou o amigo e parceiro de crimes J.M.S. de Freitas, residente no vizinho bairro Jardim Amazonas e foram para o centro da cidade, escolher uma vitima. De preferência alguém longe de casa, para dificultar o reconhecimento, embora pretendessem esconder o rosto na hora de mostrar a arma.

Planejaram tudo nos mínimos detalhes. Tinha que ser um local onde houvesse bastante dinheiro. Tinha que ser local de pouco movimento, para evitar complicações. Tinha que ser no momento em que os homens da lei trocam de turno e as ruas ficam ‘limpas’, assim o risco seria menor. Escolheram o Posto do Agenor, na Perimetral, do outro lado da cidade, às sete da noite, uma hora antes de fechar. O local tinha ainda mais um fator favorável… Um tia de J.M.S. mora ali perto, assim poderiam realizar o roubo e correr para lá, onde poderiam ficar até a manhã seguinte esperando a poeira baixar. Plano perfeito. Era só apontar o Rossinho 22  lustroso e exigir o dim-dim. Só esqueceram de combinar o plano com os policiais que estão saindo do serviço…

No momento em que estavam passando a sacolinha pelo caixa, o imprevisto apareceu… Um veiculo particular com dois policiais, que acabavam de deixar o turno de serviço, encostou para abastecer.

Ao perceber a movimentação e os gritos de “perdeu, perdeu…” o policial A.A. 35 anos, não teve duvida; era um assalto. Teve calma para seguir o procedimento padrão; protegeu-se, sacou o trezoitão, apontou e deu a ordem:

– Pare… é a policia!

Os dois garotos de 16 anos não haviam planejado esta parte… Pegos de surpresa viraram-se para o policial com a arma na mão…

Dois tiros foram disparados pelo policial. Um acertou o braço, o outro atingiu o peito frágil do franzino Zezinho. Enquanto ele caia mortalmente ferido, J.M.S. tentou fugir numa moto de uma funcionaria – que escondeu a chave – dobrou a serra do cajuru enfurnando-se na penumbra da noite no bairro São Jose.

F.J. S. N., morador da Beija Flor, não viveu nem o suficiente para saber que o inseparavel parceiro seria preso minutos depois debaixo das cobertas na casa da tia, há poucos metros dali, depois esconder o revolver usado no assalto sob o telhado da casa vizinha.

O dinâmico, atento e comedido cabo A.A., que alvejou letalmente o assaltante juvenil e evitou o roubo ao posto, foi indiciado em Inquérito Policial Militar, pelo 20º BPM e responderá por homicídio, com as excludentes de criminalidade previstas em lei. Ele já retornou às suas atividades normais

Segundo J.M.S. de Freitas, este foi o terceiro assalto praticado pela dupla. Quando foram ‘apreendidos’ no dia 17 de janeiro do ano passado, no segundo assalto, foram condenados a 13 meses de internação em Casa de Tratamento e Custodia do Estado. Inicialmente ficaram seis meses no Hotel do Juquinha. Depois Zezinho foi transferido para Divinópolis, onde cumpriu ‘de ponta’ sua ‘condenação’. Ele, J.M.S., depois de cinco meses, foi transferido para a antiga Febem de Sete Lagoas. Seis meses depois ganhou a famosa “saidinha” de sete dias e não voltou mais para a prisão. Foi preso mediante mandado no mês passado. No entanto ficou apenas uma semana em cana e ganhou o alvará para retornar à liberdade… e ao crime.

Com o inseparável parceiro Zezinho, cairam no terceiro assalto.

O dinâmico, atento e comedido cabo A.A., que alvejou letalmente o assaltante juvenil e evitou o roubo ao posto, foi indiciado em Inquérito Policial Militar, pelo 20º BPM e responderá por homicídio, com as excludentes de criminalidade previstas em lei. Ele já retornou às suas atividades normais.

Gatunos pés-de-couve atacam em Congonhal

Sábado à tarde o desocupado Oscar Nunes da Silva, 21 anos, entrou sorrateiramente no mercadinho do Moacir dos Santos e ficou por ali, como quem não quer nada. Quando achou que o comerciante estava distraído, colocou alguns CDs – destes de 7,99 – dentro da camisa e saiu de fininho.

Moacir não tem câmeras de ‘big brother’ no seu marcadinho, mas tem os olhos bem abertos. Na saída ele chamou o gatuno mão leve na chincha. Pilhado com a mão na musica, Oscarzinho jogou os CDs no chão e saiu acenando de cara feia com ‘um dedo só’, aquele do meio!…

Cara muito mais feia ele fez mais tarde, quando a PM voltou com ele já de pulseiras de prata para o reconhecimento do comerciante. Oscarzinho assinou um 155 e poderia ter voltado para casa, mas… ficou agarrado na fiança de R$2 mil reais!!!

Carlos Alberto Batista Ponte, 37 anos, não tem endereço muito definido. Ora mora em Santa Rita de Caldas, ora em São Sebastião da bela Vista, mas sabe o que quer… Quer o que não lhe pertence. No sábado à noite ele entrou numa padaria no centro da cidade, perguntou sobre o horário de ônibus para Pouso Alegre por três vezes. Na quarta vez, aproveitando que o balconista Marcos Aurélio estava distraído, montou sua bicicleta que estava na porta da padaria e pegou a estrada. Foi alcançado perto dos Coutinhos, pedalando a todo vapor.

Os homens da lei ajudaram o ‘ciclista’ a chegar mais cedo em Pouso Alegre… deram-lhe carona no taxi do contribuinte.

Carlos Roberto não tinha dinheiro nem para o ônibus, muito menos R$ 1 mil reais para pagar a fiança. Por isso, depois de passar o dedão – há muito tempo eu não via aqui na rica e desenvolvida região sulmineira um analfabeto –  no seu termo de declarações, foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

 

Motoristas mamados… dim-dim no cofre do contribuinte

Para arrecadar dinheiro de multa por infração ao artigo 306 do CTB, basta o patrulheiro rodoviário estacionar numa esquina ou na beira de uma estrada qualquer e “mandar encostar”… Agora nesta época de festas juninas, julinas e agostinas, então, se quiser, dá até para pagar a divida externa don país com arrecadação de multas.

Edney Francisco Pedro, 33 anos, morador de Machado, saia da Festa de São Benedito, em Silvianópolis, no sábado à noite, quando esbarrou numa blitz da policia militar. Ele tinha a fala mansa, os olhos vermelhos e o terrível bafo de jibóia…

– Eu só bebi 4 ‘cervas’ e estou normal… – disse ele com a língua enrolada.

Mas não teve choro e nem vela… Seguiu no taxi do contribuinte para Pouso Alegre onde assinou o 306 e pagou  R$650 de fiança.

João Edmundo Carneiro, 52 anos, morador do jardim Guanabara, em Pouso Alegre, saiu da mesma festa no domingo à tarde. Quero dizer, mal saiu, né, pois foi barrado ainda no Alto da Cata. Ali ele já foi convidado a soprar o bafômetro e abandonar o volante. Pagou R$620 de fiança.

Cidwaldo Silva do Divino, 37 anos, morador do faisqueira, também nem passou do bairro Alto da Cata, no sábado à noite. Ele pelo menos levou seu infortúnio no bom humor… Disse que fora à Silvianopolis visitar um tio e como era festa, aproveitou para festejar.

– Nem sei quantas bebi, seu guarda…

Tudo bem. Não ia mesmo fazer diferença. Mas o contribuinte pode contabilizar mais R$620 reais na sua conta.

Motorista da rodada custa muito mais barato…!!!

Jóia, maconha e dimdim no ‘fiofó’…

A onda de homicídios que vinha assolando a bela Passos, desde o incio do ano passado, levantou bandeira branca. Desde o inicio do mês passado, nenhum passense bateu à porta de São Pedro pedindo hospedagem eterna, embora não tenham faltado tentativas… Mas os furtos e roubos envolvendo principalmente adolescentes, continuam com a corda solta. Alguns casos são pitorescos…!!!

Um ousado assaltante, além de praticar o crime durante o sol forte e ardido do meio da tarde desta segunda,02, com requintes de maldade contra a vitima, dobrou a serra do cajuru andando à pé. Ao ser preso minutos depois do assalto, ele já havia feito magica com parte da res furtiva… Havia desaparecido com o dinheiro e uma aliança roubada!

A vendedora C.MS. estava quieta no seu canto,  numa quitanda do bairro Nossa Senhora de Fátima, no meio da tarde quando o assaltante de 43 anos chegou, fez cara de mau, disse que estava armado e exigiu o dim-dim.  C.M. não se deixou amedrontar. Ele então pegou-a pelos cabelos, bateu sua cabeça contra o balcão, arrancou a aliança de seu dedo, limpou o caixa e foi embora, como se tivesse acabado de comprar um pão-de-ló. Violento mesmo ele ficou quando os homens da lei bateram na sua porta, minutos depois, no bairro Santo Antonio. B. encarou os policiais, rolou com eles na poeira e somente entregou os pontos depois de esfolar o costado.

Com o assaltante havia apenas R$ 112 reais. O restante dos R$ 1.300 e a aliança da quitandeira haviam desaparecido. Mesmo com provas suficientes para mandar o assaltante para o xadrez os policiais continuaram matutando… Onde ele teria escondido o resto da bufunfa?

De madrugada, já confortavelmente instalado no presídio da cidade, o assaltante recebeu nova visita dos homens da lei. Desta vez vieram para uma revista mais minuciosa e acurada! O palpite estava certo. Na sua cueca havia 290 reais em dinheiro! O serviço ainda não estava completo. Só completou quando o ladrão machão decidiu abrir o livro… e as pernas! Ele levava no anus sete barangas de maconha e a aliança roubada da quitandeira!!!

A policia não soube informar se a moça da quitanda vai querer a jóia de volta…!!!

Só o pó… Carreta de cimento tomba na Perimetral

O sinistro aconteceu ao pé da manhã desta terça, 03, na saida da ponte da BR 459 com avenida Perimetral. A carreta-tanque entrou na curva em alta velocidade, bateu na coluna da ponte e tombou na beira da pista. O tanque  transportava cimento à granel. A carga não se perdeu, mas vai dar um trabalhão passá-la de balde em balde para outra carreta.

O piloto, de 20 anos, que segundo um funcionário do resgate levava o pó de cimento na carreta e ‘pó’ de coca na cachola, sofreu apenas escoriações e susto. A estrutura da carreta ficou imprestável…