A vingança do cunhado surrado…

Ao fazer uma visita para o cunhado Geraldo Vitor Domingues, no domingo à tarde, Ramon Luiz Vieira, 56 anos recebeu uma tremenda surra de cassetete e foi casa com o lombo ardendo! Mas deixou por isso mesmo.

Em visita ao tio Ramon na tarde desta segunda e vendo-o todo esfolado, a garotinha F. quis saber os motivos das lesões. Choroso e carente, ele contou da briga que tivera com Geraldo Vitor no dia anterior…

– Eu fui lá fazer uma visita, de repente ele começou a me bater com um cassetete…

– Mas o que o senhor fez, tio?

-Eu não fiz nada. Nem sei por que fui agredido…

Depois de levá-lo ao medico, a sobrinha chamou a policia.

Quando os homens da lei chegaram em sua casa, no Jardim Aeroporto, Geraldo Vitor, 59 anos, não negou as agressões, mas contou a outra parte da historia que Ramon havia omitido.

-Ele chegou em minha casa, chapado, gritando e chutando meu portão… Eu tive que expulsá-lo com um cassetete…!

Em meio ao dialogo do cunhado com os policiais, Ramon que fora mostrar a residência, destilou seu ‘veneno’…

– Ele tem uma espingarda cartucheira sem registro em casa… – informou.

Franqueada a entrada, os policiais encontraram a cartucheira…

– A espingarda é para me defender de predadores – Argüiu Geraldo Vicente. Mas não teve choro nem vela e nem fita amarela. O homem que surrou o cunhado de cassetete, desceu para a delegacia de policia e não subiu para o Hotel do Juquinha, porque pagou R$ 650 de fiança.

A vingança do cunhado surrado foi “maligrina”…

 

Quebrou tudo em casa e foi dormir no sofá…

Maria Fabiana de Lima, 28 anos e Josiel Teixeira de Araujo, 34 anos dividem os cobertores a pouco mais de um ano, em Estiva. No domingo ela saiu de casa para visitar uns parentes e demorou um pouco mais do que o normal. De repente recebeu um telefonema inusitado;

– Não precisa mais voltar para casa… Estou quebrando tudo aqui… Se você vier, vou quebrar você também!!

Maria Fabiana, conhecendo o amasio, não duvidou de suas palavras. Mesmo assim foi conferir suas bravatas… Era verdade mesmo!!! Quando chegou à casa, encontrou quase tudo quebrado e jogado no quintal. Mesa, cadeiras, guarda roupa, armários… Ele só deixou intacto o sofá da sala. Estava tirando a siesta, com uma faca de cozinha de um lado e uma baranga de maconha do outro. Ao ver a abusada amasia chegar, tentou cumprir a segunda metade da ameaça. Não conseguiu. Ela correu mais rápido e foi se esconder atrás de um veiculo até a chegada dos policiais.

Ao piano do delegado de plantão, Josiel contou que quebrou tudo de raiva da amasia, pois ela não para em casa…

-Maconha? Ah, eu fumo mesmo, desde os 14 anos…

Pela baranguinha de maconha Josiel assinou um 28 e não ficaria preso. No entanto, pelas ameaças, assinou um 147 com tempero de Maria da Penha. Como não tinha R$ 3 mil reais para saldar a fiança e nem moveis em sua casa, foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

 

Candidata perde o celular com vídeo… nua!!!!

Esta estória de postar fotos e vídeos em trajes de Eva e depois dizer que um hacker invadiu seu computador e espalhou suas fotos por aí, já virou moda. O escândalo mais glamouroso foi protagonizado pela atriz Carolina Dieckmann …  Suas fotos nuas circularam pelos quatro cantos do mundo meses atrás, virou caso de policia, mas já caiu no esquecimento. Quem sabe se as fotos fossem da Juliana Paes ainda estivessem em evidência…?

Bem… cá em terras manduanas, também tem artista exibindo seus dotes sensuais. A artista é uma candidata a vereadora representando um bairro da Zona Sul da cidade. O vídeo mostra seis minutos da musa em pêlo, sobre a cama, com uma mão num cigarro e a outra lá… nas partes pudendas, fazendo, digamos… ‘aquecimento’. Ao cabo de algumas tragadas e tossidas, é a vez dela… ‘aquecer’ o marido, que registra tudo no celular. As cenas explicitas não chegam a ser excitantes porque os dotes sexuais do casal são, digamos… pouco atraentes!

Até aí nada de novo. Casais de amantes ou mesmo de marido e mulher, fazer o pré-aquecimento antes dos  finalmentes entre quatro paredes, é normal. Não é muito corriqueiro registrar esses momentos íntimos em vídeo, no celular. Muito menos corriqueiro ainda é “perder” um celular com um arquivo desses!!! Mas ela jura que perdeu.

Se a candidata de meia idade queria popularidade, com certeza ela conseguiu! No seu bairro, o mais populoso da Zona Sul da cidade e no Cidade Jardim, pelo menos quatro em cada dez celulares, tem um filminho de seis minutos exibindo seus dotes sexuais com o marido. Se isso vai render votos, só as urnas dirão…

A propósito, contenha sua curiosidade… o Blog teve acesso ao vídeo mas, por motivos vários, não vai postá-lo. Até porque, com todo respeito aos protagonistas, a performance deles é, digamos…hum, deixa pra lá …!

Belson Jose, o Rambo de Monte Sião

Moradores do bem estruturado bairro Mococa, a 10 quilômetros de Monte Sião, chamaram os homens da lei, por causa dos estrondos que vinham da casa do vizinho Belson Jose Soares, ao pé da noite deste domingo, 19. O moço de 44 anos estava dando tiros com cartucheira calibre 12 no quintal!!!

Ao perceber a chegada da policia, Belson correu e se jogou num ribeirão que passa solenemente nos fundos de sua casa e ficou respirando de canudinho de junco, tal qual o soldado estressado de guerra John Rambo.

Pelo jeito a tática não funcionou… Quando ele veio à tona para respirar deu de cara com os canudões dos trabucos dos policiais. A calibre 12 do Rambo de Mococa estava com ele mergulhada no ribeirão. Ainda bem que havia acabado a munição…!!!

Na casa dele, além de munição reserva, os policiais encontraram um radio HT sintonizado na freqüência da policia militar – A policia está perdendo um grande guerreiro!!!

Muito agitado, rangendo os dentes, pedindo seus remédios para depressão, Belson Rambo explicou que o tiro foi acidental, enquanto limpava a arma e que o radinho usa apenas para comunicar-se com seus amigos caminhoneiros.

Na manhazinha desta segunda, 20, ele assinou o 15 da 10.826, pagou R$622 de fiança e voltou para casa… Desarmado e menos perigoso!!!

 

Deu broca no feijão no Hotel do Juquinha!!!

A visitante Fernanda Bernardes dos Santos, 20 anos, foi surpreendida levando brocas de furadeiras para o amasio Diego Rosa Domingues, na manha deste sábado 19. Estaria o Hotel do Juquinha realizando obras de reforma ou ampliação???

Não!

As três brocas de furadeiras faziam parte de um “Kit fugas” que ela levava para o amasio, de 23, atualmente vendo o sol nascer quadrado através das apertadas  grades do apartamento 49. Talvez ele quisesse fazer alguns furos na parede, para deixar entrar o vento suave e benfazejo da liberdade perdida! Além das brocas, o kit tinha também um aparelho celular sem chip, uma placa eletrônica, fios e componentes para celular. O material estava bem mocosadinho no fundo falso de uma marmita plástica de feijoada.

O diretor Leandro e seus agentes da inteligência, já estavam de antena ligada no casalzinho 20, por isso fizeram-lhe uma visita de surpresa. Com ele apreenderam uma baranguinha de maconha. Certamente passada pela amasia na visita anterior, no interior da va… zilha de feijão!

Fernanda Bernardes, a ‘ajudante de obras’ do Hotel do Juquinha, assinou o 349-A…“Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional”, cuja pena vai de 3 meses a 1 ano de detenção.

Não demora vai cair no 33, levando outras drogas para o amasio…!!!

Tentativa de homicídio na danceteria…

O crime aconteceu na virada da noite de sábado, no interior da danceteria Fim de Tarde, no centro de Santa Rita do Sapucaí.

Musica correndo solta, pouca luz, muita loira gelada, suco de gerereba, uma faca pontiaguda e afiada e raiva; ingredientes propícios para a concretização de uma vingança.

Foi assim que Paulo Eduardo Damasceno, 22 anos, quase deu cabo da vida do desafeto Valdelicio Eduardo de 45 anos, no interior da danceteria. Ele já havia confessado ao amigo Anderson Jose Batista, que pretendia matar o desafeto, pois ele teria estuprado sua prima, dias antes.

Um golpe no braço, outro no abdome e um quase fatal no pescoço. Foi assim que Jairo, proprietário do estabelecimento encontrou Valdelicio, cheio de furos, esvaindo em sangue, sentado em uma cadeira. O próprio Jairo, depois de chamar a policia surpreendeu o homicida no banheiro, entregando a faca assassina ao amigo Anderson para esquivar-se do crime.

Paulo Eduardo assinou o 121 c/c 14 do CP e foi se hospedar no Hotel Recanto das Margaridas. Valdelicio foi socorrido inicialmente no Pronto Atendimento Municipal do Hospital Antonio Moreira da Costa. Seu estado clinico é grave e não está descartada a possibilidade de a tentativa virar homicídio.

Historia & política… E as eleições 2012

Campanha política esquentando, candidatos começando colocar as manguinhas de fora, picuinhas começando mostrar as caras… É a historia das eleições se repetindo.

       E eu aproveito justamente o ‘gancho’ repetir…

Vamos começar em 1972, ano que comecei acompanhar a política de Pouso Alegre Alegre, pendurado em paus de arara de um bairro rural a outro de Pouso Alegre, acompanhando os comícios do candidato Simão Pedro Toledo. Ano que começou a arrancada no desenvolvimento galopante de Pouso Alegre, freado na década passada…

Pois bem, depois da ótima administração do Simão Pedro veio o forasteiro João Rosa. Em 82 Simão voltou sobre os louros da primeira gestão. Em 88 foi a vez do forasteiro – novo – Jair Siqueira. Em 92 Rosa também voltou sobre os louros da primeira grande administração. Em 96 Jair Siqueira volta, também coroado pela brilhante primeira gestão… E fecha-se o ciclo dos três maiores prefeitos da historia de Pouso Alegre.

Em 2000, o eleitor queria renovação e preteriu Jair… Escolheu o novo… Enéas Chiarini. Talvez por não ter correspondido às expectativas, em 2004 o eleitor trocou Enéas pelo Jair, de novo!… Fortalecido naquela campanha, Agnaldo Perugini venceu fácil a disputa de 2008…

Observe o leitor que em 40 anos de historia, Pouso Alegre nunca “repetiu” um prefeito, nunca houve reeleição!!! Isso seria mal sinal para Perugini, que pleiteia a reeleição!?

A historia da política manduana registra outra curiosidade…

Desde sua criação em 1989, o PT sempre participou das eleições municipais. Claudio Pereira e Mariângela cansaram de empunhar a bandeira vermelha em Pouso Alegre e jamais a soma de seus votos ultrapassaram os de um vereador. Em 2004, já com o barbudo na Presidência da Republica, o PT de Pouso Alegre marcaria presença. Mas apenas marcaria presença, até que surgiu um fato novo; Jair Siqueira e Enéas Chiarini, adversários ferrenhos, começaram se digladiar nos comícios e debates. O eleitor não gostou da briga e resolveu optar pelo novo – de novo – pelo humilde professor Agnaldo que iniciou a campanha com pífios 4% de preferência contra 17 de Rafael Simões – o candidato da elite – 19% do Eneas, que tentava a reeleição e 44% do Jair que dera nova cara à Pouso Alegre na primeira gestão. E Agnaldo deslanchou na preferência do eleitorado, subiu e quase venceu a primeira eleição que disputou.

O resultado, muitos se lembram; Jair venceu com 30% e Agnaldo chegou fungando no seu cangote com 29%. Garantem os mais ufanistas, que Agnaldo teria vencido aquela eleição se tivessem mais uma semana de campanha!

A primeira década do século XXI foi de vacas magras para a economia mundial. Especialmente agravada com a crise econômica internacional – leia-se Estados Unidos – de 2008. O Brasil foi um dos poucos a lucrar com isso e Pouso Alegre pegou rabeira. A cidade está crescendo de novo.

Perugini tem este trunfo na mão… Pouso está voltando a crescer. Eneas tem as historia a seu favor… Até hoje nenhum prefeito “repetiu” uma administração seguida.

E Douglas? Qual o seu trunfo?

Bem, ele conta principalmente com a troca de farpas e espinhos entre Agnaldo e Enéas para subir na preferência do eleitorado, para reeditar a “quase virada” de 2004. Se eles se comportarem, Douglas ainda tem um trunfo histórico a seu favor… Ele é o “novo”!

Douglinha, o fujão está de volta

Ele foi preso no final da tarde desta sexta, 17, pela policia militar. Desta vez não foi tão longe, estava trabalhando como gente grande, ali pertinho, no bairro de Furnas, município de São Sebastião da Bela Vista.

O “rei Douglinha” é o grandão…

      Douglas Daniel Fernandes, 33, gatuno e traficante, ganhou com méritos o honroso titulo de Rei das Fugas. Com dezenas de passagens pela policia desde a mais tenra idade, ele nunca criou raízes na cadeia. Sempre conseguiu burlar a vigilância e dobrar a serra do cajuru, deixando para trás os guardas em maus lençóis. Já fugiu de cadeia até em latão de lixo.

A ultima fuga do “rei Douglinha” foi inteligente e sutil. Sabendo que seu irmão, o magricela Jonathan Belquior, 24 anos, que fora preso com ele furtando peças de carros apreendidos no estacionamento credenciado pela policia, seria colocado em liberdade, pois era primário, ele ficou de antenas ligadas. Quando o agente chegou à porta da cela do Hotel do Juquinha com o Alvará na mão e perguntou:

– Quem é Jonathan Belquior Fernandes,.

Ele se adiantou e respondeu, franzindo a testa, fingindo surpresa:

– Sou eu…

Só faltou perguntar;

– Depende… É pra pagar ou pra receber?

… E protagonizou sua enésima fuga. Desta vez, belo e faceiro, pela porta da frente.

Seu paradeiro, em uma obra no bairro rural de Furnas, foi descoberto pela policia militar através de informações de “amigos ocultos da lei”. ‘Corto minha língua, mas não conto para ninguém que o “amigo oculto” desta vez foi o …

Quanto ao ‘rei’ Douglinha, estou apostando dez – centavos – contra um que ele vai perder a coroa…

Maria… 90 anos de solidão

A casinha de cangalha, construída depois que ficou órfã pela segunda vez, tem um cômodo só dividido ao meio por uma parede de tabua e duas janelas. Na parte da frente ficam um dolente fogão de lenha, um banquinho de madeira, uma mesinha e uma prateleira. Atrás da parede de madeira está a canastra onde guarda seus trapinhos – deve ter mais de vinte anos que não compra uma blusa nova – e o catre onde dorme rezando intermináveis terços e as vezes divide com uma ou outra galinha chita que entra pela janela para botar. ‘Dorme’ com as galinhas e levanta-se com os primeiros acordes do galo que precede a aurora.

Certa noite adormeceu rezando o terço. Acordou muito tempo depois, com a noite ainda escura e ficou confusa…

– Nossa senhora! Dormi demais…. O dia vai amanhecer. Cruz credo – falou consigo mesmo.

Abriu a portinha da cozinha, viu que ainda era noite, mas estava tudo claro. Não reparou na posição da lua cheia plácida no céu…

– Vou dar uma coça no galo carijó dourado. Preguiçoso! O danado errou a hora hoje de novo… – pensou.

Já havia dormido o suficiente. Colocou uma blusinha nas costas, pegou o radinho, ligou e foi catar lenha na beira da restinga do seu terreno. As duas vaquinhas amarelas e um bezerro castanho desmamado estavam deitados na sombra da velha gabirobeira e fingiram não ouvi-la quando ela passou e os chamou pelos nomes. Sentindo a brisa fresca soprando parte dos seus cabelos cor de cinza, ia ouvindo uma musica dolente no radio de pilha e juntando sem pressa os gravetos de óleo copaíba na beira da restinga. O vestidinho claro, a blusinha de lã surradinha, no mesmo tom e um pano chita amarrado na cabeça, lhe conferiam uma figura impar sob a luz prateada da lua. Lá de cima o astro cálido olhava e tentava entender o que aquela figura octogenária e solitária estava fazendo ali àquela hora da madrugada. De vez em quando a figura às vezes ereta, às vezes curvada sumia na sombra de um galho das frondosas arvores.

– Aconteceu uma coisa estranha, meu fio – conta ela – Eu catava os gravetinhos aqui e ali e ia fazendo um montinho… Quando eu ia juntar os montinhos, não tava mais lá… Aí eu olhava pra frente, tava tudo num monte só…!

– Ué, mas quem estava te ajudando, Maria?

 

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Preso “bonzinho” mata agente com sua própria arma

A tragédia anunciada aconteceu na tarde desta quarta, 15, nos arredores de Guaxupé. Emilio Jose Romanini, condenado por furtos e roubos, considerado pela direção do presídio como preso de “bom comportamento” escreveu a macambúzia pagina na historia da Suapi na cidade.

Agente penitenciário cursava o último ano de direito. (Foto: Reprodução)

O agente penitenciário Ricardo Zavagli, 26 anos, universitário de Direito, jovem altruísta, sonhador e ingênuo como tantos, estava sentado distraído fazendo planos para o futuro enquanto os seis presos da Suapi trabalhavam num aterro de entulho ao seu redor. De repente um deles, classificado pela direção do presídio como de “bom comportamento” levou a mão à sua cintura e num gesto brusco tomou-lhe a pistola e atirou em sua nuca, para em seguida fugir na van que os levara para o trabalho e ser preso horas mais tarde em Tapiratiba-SP.

Um tiro só e foi o suficiente para por fim a uma vida promissora e desencadear uma enxurrada de noticias, comentários, explicações, justificativas em sites e blogs de toda região.

De tudo que foi dito e certamente ainda dirão os dois pontos mais relevantes ainda não foram levantados e não parece que serão.

Primeiro… O policial civil, antes de colocar uma arma na cinta ou na canela, faz um curso de 4 meses na Acadepol. O policial militar passa 6 meses fazendo cursos no batalhão. O oficial da policia militar faz pelo menos três anos de curso antes de colocar a divisa de Aspirante no ombro. O delegado de Policia, antes de ir para a Acadepol fazer seu curso de 4 meses, passa 5 anos no banco da faculdade de direito…

E o agente penitenciário…?

Este, pego à laço – na maioria bombadinhos, porteiros de casas noturnas, segurança de eventos musicais à noite, pedreiro, servente, eletricista, e outras ocupações que não exigem conhecimentos ou cursos específicos, durante o dia, depois de um processo seletivo – me perdoem as exceções e o termo chulo – feito nas coxas, passam por um treinamento de três dias, uma semana talvez e vão pajear a escória nos presídios!!! Esses mesmos agentes, em pouco tempo, viram chefes disso e daquilo dentro do presídio. O treinamento se resume como bem afirmou o subsecretario de Defesa Social, em manejo e uso de arma.

Aprender a manejar um revolver exige no máximo 90 segundos e basta uma aula teórica!!! Uma pistola, talvez precise 90 minutos… O preso dissimulado psicopata não fez curso de manejo e uso de arma e foi bem eficiente…!

– Mas o preso – Emilio Jose Romanini – tinha bom comportamento, iria progredir para o regime semi-aberto daqui a três meses… – Afirma a direção do presídio.

Ora, se iria para o semi-aberto, quer dizer que estava no regime fechado! Preso do regime fechado só sai do presídio com pulseiras de prata para ir ao Fórum, ou ao medico, com pelo menos três escoltas…!!!

Preso de mau comportamento é aquele que discute com os agentes, briga com os colegas, incita greves e motins e vive tentando fugir! Todos os demais são presos de bom comportamento. Quanto mais quietos! Mais dissimulados, mais psicopatas, mais perigosos…! Pra conseguir o que querem, eles se transformam em verdadeiros santos.

Com a inauguração do novo Hotel do Juquinha, em 2009, Lucio Gaudino, condenado a mais de 40 anos por roubos à mão armada, deixou a penitenciaria de Três Corações e veio cumprir sua pena mais perto de casa. Dizia aos quatro cantos que havia mudado de vida, de religião… Só queria pagar sua divida social “diboinha” e voltar para casa. A aura dourada sobre sua cabeça precedia sua presença. Ganhou um “boi” para trabalhar na fabrica de blocos do presídio. Uma bela tarde subiu na tela e saltou para o lado de fora. Andou tomando uns pipocos de borracha e quebrou a perna. Foi levado ainda convalescente para a penitenciaria Nelson Hungria em Contagem. Levou com ele o irmão Ewerton – “Meninos que vi crescer” – na mesma situação. Não estavam preparados para voltar ao convívio social, mas dissimulou bem! O que mais tem nos presídios são as “Carminhas” da vida…

“Antes de sair para o trabalho externo os presos passam por uma pré-seleção e são avaliados por uma Comissão Técnica de Classificação (CTC) na unidade prisional, onde são analisados o comportamento, perfil, entre outras situações”. Balela…!!! Isso só existe no papel. A Suapi não segura médicos, psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais ou outros profissionais capacitados, pagando um salário de R$ 1 mil reais por mês…

Segundo: É bom lembrar; o agente penitenciário lida com o bandido no seu pior momento, quando ele está acuado, estressado, mentalmente cansado… Quando ele tem que provar aos companheiros seu valor, sua capacidade… Quando ele está preso! Sua reação, sua atitude, seu comportamento é totalmente imprevisível! Todo preso, por pior, ou melhor, que seja, tem que ter seus direitos humanos preservados… Mas não pode ser tratado com um colega!

É preciso menos oba-oba na questão da ressocialização do ‘reeducando’. O tempo em que o cidadão tinha vergonha de ser pilhado cometendo o crime e voltava para a sociedade de cabeça baixa quando saia da cadeia, há muito ficou para trás. O perfil do preso de hoje é outro muito diferente… Ele vai à cadeia apenas para fazer estagio no crime e volta pra rua para mostrar o que aprendeu. O agente penitenciário precisa acompanhar esta transformação…!

A morte do jovem e promissor agente Ricardo Zavagli em Guaxupé, anteontem, pelo que vimos nos discursos e desculpas, não parece acenar para as mudanças e aprimoramento do sistema carcerário, infelizmente!