Tragédia na MG 179

A vida de caminhoneiro, cortando o Brasil de norte a sul, embora tenha os percalços da solidão, da saudade da família, do desconforto, é cheia de aventuras, rompendo distancias, conhecendo novos lugares, novas pessoas, curtindo todos os dias o nascer e o por do sol! Qual pai não gostaria de mostrar tanta novidade e tantas maravilhas naturais a seus filhos imberbes?
Foi pensando assim que o caminhoneiro Leandro, aproveitando as férias escolares dos filhos resolveu leva-los para conhecer o Brasil. Saíram de Roraima onde moram e desceram para o sul com a carreta carregada de alegria para mostrar ao casal de filhos, de 4 e 9 anos. Depois de percorrer o país do Oiapoque ao Chui, Leandro resolveu mandar os filhinhos de volta para casa, de avião, cujo embarque faria em São Paulo.
Ao pegar a MG 179 em Alfenas, no crepúsculo desta segunda, 12, com destino ao aeroporto, já cansado da viagem, Leandro pensava em dormir em Poço Fundo. Mas, como ainda era cedo, cerca de oito da noite, decidiu rodar mais um pouco e dormir em Silvianópolis. Dormiu antes… Na rodovia mesmo! Atrás do volante, perto de São João da Mata! Dormiu e acordou de cabeça para baixo…!
Vencido pelo sono, o experiente motorista saiu da pista, bateu a carreta numa guarita de ponto de ônibus e tombou. Ele e a filhinha sofreram apenas escoriações. O garotinho Leonardo, no entanto, não teve a mesma sorte, pois o choque com a guarita foi justamente do lado dele. Arremessado para fora do caminhão ele sofreu traumatismo craniano e foi levado pelo próprio pai, agonizante para o Hospital Regional Samuel Libanio em Pouso Alegre mas… Chegou sem vida. Morreu nos braços do pai durante a tentativa desesperada de salvá-lo…!
A viagem de aventuras pelo Brasil se transformou em pesadelo! Depois de passar pelo IML o corpinho do garotinho aventureiro seguiu de avião nesta terça feira para Roraima, no extremo norte do Brasil!

Era para ser uma viagem de “pai herói”, mas…

“Olho Vivo” dedura traficantes na Praça Jorge Beltrão

R$ 2.732 para gastar no shopping... Ou nas bocas de fumo?

R$ 2.732 para gastar no shopping… Ou nas bocas de fumo?

Visando inibir as ações delituosas e coibir a criminalidade no município, as autoridades de segurança publica adotaram o sistema de ‘videomonitoramento de câmera’, já adotados com sucesso nos grandes centros urbanos. O “Big Brother” publico, pomposamente batizado de “OLHO VIVO”, foi instalado em Pouso Alegre no final do ano passado.
Desde sua adoção pela 17ª RISP – Região Integrada de Segurança Publica – composta pelas policias Militar e Civil, em 2012, passando pela reunião do Colegiado de Integração de Segurança Publica do Estado em 2013 até sua instalação na cidade no final de 2014, mais de dois anos e meio se passaram… Mas finalmente o projeto – que custou R$ 1 milhão ao Estado e custará R$ 150 mil mensais, para operação e manutenção, ao municipio, – saiu do papel!
Os locais onde as câmeras ficarão fixadas foram definidos após um estudo aprofundado feito pela Polícia Militar. Foram avaliados quesitos como os índices de criminalidade e as prováveis rotas de fuga usadas por infratores. As câmeras têm alcance de um quilômetro, giro automático e manual de 360º e possuem laser infravermelho, o que vai possibilitar e garantir a nitidez das imagens durante a noite
– O monitoramento diurno e noturno vai ser de extrema valia. Nós poderemos visualizar pessoas em estado de flagrante, cometendo crimes e infrações, ou rastrear suspeitos, melhorando a eficácia policial. Isto certamente contribuirá para o aumento da vigilância e redução dos índices criminais – destaca o Comandante da 56ª Cia.PM., Cap. Regis.

Olho Vivo - ao lado do poste - filma todos que passam por aqui...!

Olho Vivo – ao lado do poste – filma todos que passam por aqui…!

Agora quem passa pelas ruas e avenidas centrais da cidade e adjacências, inclusive pelo bairro Cidade Foch, onde há grande concentração comercial e agencias bancarias, já pode olhar para cima e dar ‘tchauzinho’ para o “Zoião”…!
Pois é! E o Olho Vivo já fez pelos menos três vitimas… Quero dizer, flagrou três cidadãos com a calça na mão! O primeiro a ser dedurado pelo Olho Vivo não foi bem com as calças na mão, mas com a calça aberta… E o pingulim fora da calça! Ao pezinho da manha do dia 16 de dezembro, Lucas Camilo dos Reis foi surpreendido se masturbando enquanto comtemplava o bumbum – ainda que vestidos – das mulheres que passavam pela Praça Jorge Beltrao!!!
E o Olho Vivo – que também poderia ser batizado de Coruja, pois fala pouco e observa demais – tem uma vista danada de boa! Enxerga mesmo até de noite!
Por volta de oito e meia da noite desta segunda, 12, o Olho Vivo viu dois sujeitos assim-assado em pleno trafico de drogas na mesma mal afamada pracinha Jorge Beltrão.
Segundo os operadores do sistema os dois rapazes interpelavam os passantes, iam até o pé de uma arvore, pegavam alguma coisa, entregava ao freguês e recebia algo em troca, que guardava na algibeira. A dupla abordada pelos homens da lei minutos mais tarde era Thiago Cesar Arantes, 20,  e Allan Horta Freitas, 19, ambos residentes em São Gonçalo do Sapucaí.

Escadão que liga o terminal rodoviario ao centro da cidade: Anos atras as autoridades aharam que bastava fechar a passagem das pessoas para resolver o problema da criminalidade!

Escadão que liga o Terminal Rodoviário ao centro da cidade: Anos atras as autoridades acharam que bastava fechar a passagem das pessoas para resolver o problema da criminalidade!

No momento da abordagem um deles levava na algibeira apenas uma baranga de ‘erva marvada’. O outro tinha mais de dois mil reais no bolso. Ao pé da arvore mostrada pelo esperto Olho Vivo, próximo deles, havia mais três barangas da mesma erva.
– Nós estávamos esperando ônibus, por isso eu vim aqui comprar uns baseados pra gente fumar juntos – disse Allan Freitas tentando tapar o sol com a peneira.
– Esse dinheiro – R$2.734 – eu recebi de um acerto trabalhista em São Gonçalo e vim à Pouso Alegre fazer compras – choramingou Thiago Arantes.
Mas não teve choro e nem vela, nem fita amarela e nem adiantou a chorumela… Os dois amigos de São Gonçalo flagrados pelo Olho Vivo de Pouso Alegre sentaram ao piano, assinaram o 33 e foram se hospedar no Hotel do Juquinha!
Fique de olho vivo!

Desocupados costumam fazer pic-nic no local. Um deles ai perceber a lente da minha câmera, se aproximou querendo receber 'direitos autorais' para posar...! Quando pedi seu nome para colocar nos 'créditos', ele desistiu!

Desocupados costumam fazer pic-nic no local. Um deles ai perceber a lente da minha câmera, se aproximou querendo receber ‘direitos autorais’ para posar…! Quando pedi seu nome para colocar nos ‘créditos’, ele desistiu!

 

Monteiro… O ladrão do Bagdá e seus quase 40 ladrões

Um cordão de ouro, roubado pela quadrilha do Monteiro, foi apreendido no pescoço de um dos seus 'chegados', neste predio...!

Um cordão de ouro, roubado pela quadrilha do Monteiro, foi apreendido no pescoço de um dos seus ‘chegados’, neste predio…!

O ano de 1982 era ainda criança. Quando cruzamos a linha de ferro da Avenida Brasil, ao lado da velha estação ferroviária, o ‘chefe’ Adair, que seguia atrás do volante da Brasília verde, perguntou:
– Alguém pegou as algemas?
– Eu não. – Respondi.
– Eu também não. – Resmungou o Barbosinha ao meu lado. Paixão que estava no banco da frente emendou;
– Eu pensei que você tivesse pegado…!
Excetuando Marco Antônio Paixão, que havia assumido suas funções há poucas semanas, todos éramos da mesma turma da Acadepol e, portanto não havia hierarquia entre nós. No entanto havíamos ‘eleito’ tacitamente o colega Adair, o “Pezão”, nosso chefe. Talvez por ser o mais velho do grupo e pela sua bagagem trazida do exercito – fora sargento por cinco anos, antes de ingressar na policia civil em ’80 – Adair fez um pequeno gesto de desaprovação e insatisfação com a cabeça e entrou pela Vinicius Meyer para contornar o quarteirão e voltar pela Adolfo Olinto para a delegacia. Passava pouco das nove da noite. Nosso destino era a zona boemia, recém transferida para o Jardim Aeroporto e já com o pomposo nome de “Capim Gordura”…
A maior fonte de informação sobre crimes e criminosos daquela época era a Zona Boemia. Cafetões, cafetinas, prostitutas de todo tipo, ‘viadinhos’ assumidos e outros enrustidos disfarçados de serviçais se misturavam à eclética clientela. Jovens em grupos; comerciantes discretos; sozinhos ou em duplas, alguns deles barulhentos fazendo questão de exibir status de machões; homens simples da roça que ficavam uma eternidade olhando a distancia, esperando a coragem chegar para convidar a donzela para o ‘afair’! Pequenos grupos de arruaceiros mamados que estavam ali muito mais interessados em atracar com marmanjos do que com as mulheres de vida fácil! Recrutas do exercito que pela primeira vez, agora maiores de idade, se aventuravam a por os pés na mal afamada rua tentando perder a virgindade…! Tinha também os cidadãos bem sucedidos profissionalmente e frustrados no lar em busca da alegria perdida; advogados em surrados ternos, fingindo defender alguma causa – uns levavam até uma valise para reforçar a ideia de que estavam trabalhando! – desfilavam discretamente por ali em defesa da própria ‘causa’…! ‘Garanhões’ montados em seus cavalos, muito mais preocupados em montar e fustigar o alazão arreado do que ‘chegar o reio’ e domar uma potranca na cama! A “Zona” que já nascera batizada de “Capim Gordura” era local ideal para queimar a erva marvada, aspirar a fumacinha do capeta sem ser incomodado. Em meio a todo este burburinho de emoções e comportamentos, desfilavam sorrateiros meliantes de toda especialidade!

Esta e outras 49 historias estão no livro Meninos que vi crescer, em todas as livrarias e bancas de jornais de Pouso Alegre e região...!

Esta e outras 49 historias estão no livro “Meninos que vi crescer”, em todas as livrarias e bancas de jornais de Pouso Alegre e região…!

Na velha e sombria Davi Campista o perfume de Severina do Popote se misturava com o da cafetina Margarida Leite, da Casa da Paineira – assassinada pelo cafetão turco Faissal – com a Betty da Casa Rosa, com a Cristina Melão – por causa do par de seios que assemelhava à fruta rasteira nordestina – com a Bibi Sete Fôlegos – era capaz de fazer dezessete ou mais programas numa só noite, a cinco reais cada um – com o cheiro azedo de suor, desodorante Avanço e colônia barata dos amantes que ali aportavam em busca de amor… Ainda que falso, pago e efêmero!
O miúdo Vitinho, mais rebolante que uma cobra d’agua mal matada, era apenas o camareiro das mariposas lá no fim da rua. Mais tarde no Capim Gordura teria sua própria boate. Quando a Aids acabou com a prostituição ‘formal’, já no crepúsculo decadente da ‘Zona’, ele venderia maconha num hotel da Silviano Brandão.
Após uma demanda que durou anos, defendida principalmente pelo causídico das piranhas, Jorge Beltrão, finalmente a “Zona” da Davi Campista, no centro da cidade mudou-se para o famoso Capim Gordura. Ali, os pulguentos e fedidos prostíbulos e bordeis antes chamados de ‘casa da fulana’ ganharam o pomposo nome de “Boate”! Elas relutaram tanto para deixar o velho logradouro, receosas de perder a clientela, mas logo viram que a mudança fora um grande negocio. No local mais discreto, longe do centro, o comercio do amor ganhou clientela em quantidade e qualidade. Na velha Davi Campista qualquer grupinho de moleque, depois de abraçar umas loiras geladas, para ali seguiam em busca de uma morena quente. E chegavam a pé, a cavalo, em charretes, fusquinhas e brasílias e até em lotações de kombi. Compravam muito mais cachaça e confusão do que ‘amor’. A distancia de sete quilômetros do centro selecionou a clientela do Capim Gordura. Apesar da poeira, a rua larga bem iluminada e suas travessas; as casas grandes e novas afastadas da rua, tocando musicas de Joaquim & Manuel, Pedro Bento & Ze da Estrada, Leo Canhoto & Robertinho, Marcio Greick ou Wanderley Cardoso em meio a fumaça e luzes coloridas, davam um tom mágico ao lugar. Parecia outro mundo. O cheiro da cuba-libre, uísque Drurys, Campari, Menta e a tradicional Cangibrina, misturava-se ao perfume das donzelas. Algumas recém-saídas da puberdade pareciam ninfetas de revista. Olhar para elas misturava os sentimentos; vontade de agarra-las e… pena do seu futuro! Outras já traziam no rosto carregado de maquiagem, nas cinturas já sem contornos e nos seios caídos as marcas do tempo e do uso! Algumas já passadas de cinquenta primaveras usavam o sorriso largo e falso e os mais de ‘trinta anos de janela’ e lençóis encardidos para se dedicar à cafetinagem.
Esse ambiente de vícios e pecados era também um antro de banditismo. Todo bom bandido tinha uma mulher na Zona… Todo bom policial tinha uma ‘amiga informante’ na Zona!
Os meliantes daquela época eram mais espertos e corajosos; agiam sozinhos. Mas todo bandido tem necessidade psicológica de contar a alguém suas bravatas… De uma confidente! E achavam que as prostitutas, que como eles viviam à margem da sociedade, tinham algo a esconder. Tinham bons ouvidos e motivos para guardarem segredos. Santa ingenuidade! Só bandido mesmo para achar que alguma mulher consegue guardar segredos…! Bom para os detetives que conseguiam criar laços de amizades na zona. Ali poderiam beber qualquer tipo de informação do submundo do crime na fonte. O preço desta amizade? Bem, ia desde pequenos favores tais como afastar arruaceiros da boate, fazer vista grossa a algum achaque de balão apagado, cobrar alguma divida ‘esquecida’ por ou outro cliente… E até alguns momentos de cama! No nosso grupo da época teve colega que quase passou dos “momentos” e por um triz não mudou sua historia pessoal…
Mas essa já é outra historia…
Voltamos para a delegacia da Silvestre Ferraz para buscar as pulseiras de prata, pois policia na Zona sem um revolver no coldre e um par de algemas na cinta – com o perdão do trocadilho – está pelado!
Quando nos aproximamos do Hotel Dias, duas figuras soturnas passaram à nossa frente e desceram a Marechal Deodoro. Eram João Laerte e Damião, a famosa dupla de meliantes conhecida por “Cosme & Damião”, uma das primeiras que estrelavam nosso de álbum de figurinhas na Inspetoria de Detetives. Fazia algumas semanas que andávamos na sua sombra. Cosme e Damião eram amantes da famigerada maconha e além dos furtos independentes para sustentar o vicio, de vez em quando faziam uns ‘bicos’ na quadrilha do Monteiro, dono do Restaurante Bagdá. Este sim, peixe grande. Para aproveitar a viagem, pulamos da Brasília verde e descemos lentamente atrás deles, enquanto Adair contornava o quarteirão descendo pela contramão na Herculano Cobra. Quando a dupla deparou com a Brasília…

Esta é uma das 50 crônicas policiais – incluindo “A verdadeira Historia do Beco do Crime” “Os últimos dias de Fernando da Gata” e o Mistério do Coisa Ruim da Borda” – contidas no livro “ MENINOS QUE VI CRESCER! Para continuar lendo a historia de “Monteiro, o ladrão do Bagdá e seus quase 40 ladrões” e as demais, acesse www.meninosquevicrescer.com.br

 

Leitor troca livro “Meninos que vi crescer” por pedras de crack

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Quando Marcinho Piolho ganhou seu livro autografado pelo ídolo, – “O reencontro do fã com o ídolo” 27 de setembro – não coube em si de contentamento! Parecia ter ganhado na Mega Sena! Saiu exibindo o livro para todo mundo na rua, nas lojas… Especialmente a dedicatória feita a ele; personagem do livro!
– Olha… Eu tô no livro “Meninos que vi crescer”! Ganhei do Chips. Autografado, veja…!
Por isso quando eu soube que ele havia trocado o livro autografado por duas pedras de crack numa boca qualquer do velho Aterrado, duvidei! Será? Para o usuário de droga trocar uma nota de dez reais, um relógio, um celular, uma bicicleta, um cordão de ouro ou uma motocicleta por uma pedra de crack, é rotina. Faz parte do cotidiano… Mas um livro autografado pelo ídolo! Com dedicatória e tudo? Isso é demais! Daqui uns anos quando o escritor ficar famoso, o livro poderá ser leiloado por uma fortuna ou ser doado ao museu da Academia Brasileira de Letras! Não acreditei…
Semana passada encontrei com ele novamente nas imediações da DP – Ele está sempre por ali, não sei porque! – e abordei o assunto indiretamente…
– E aí Marcinho… Já leu todo o livro? Gostou das historias?
Marcinho fechou o sorriso que trazia estampado no rosto por me ver, baixou a cabeça, recolheu-se à sua timidez, aquela mesma daquela manhã ensolarada quando atravessou a rua cabisbaixo para me pedir um livro, e ‘deu o serviço’…
– Êh, seu Chips… Não deu para ler tudo, não… Eu ‘tava lendo devagarinho, já estava na metade. Aí fui mostrar para os amigos lá na ‘baixada’. Eu ‘tava’ empolgado! Aí bateu uma fissura, cara! Acabei trocando o livro por duas pedras…
Para aumentar ainda mais seu constrangimento diante do ídolo, fiz cara de ofendido e lancei uma piadinha negra.
– ‘Ta de brincadeira, Marcinho! Um livro com dedicatória! Com meu autografo e você trocou por apenas duuuuuas pedrinhas!
– Desculpe seu Chips! Eu ‘tava abraçado com a loira! E bateu aquela fissura… Tava todo mundo doido para ler o seu livro. Quando vi eu já tinha trocado! Voce sabe como é! Nóia não tem juízo… Voce compreende, não é?
Compreendo Marcinho. Compreendo. Na hora da fissura o nóia troca qualquer coisa. Tem gente que troca emprego, carro, saúde, dignidade, cueca – o que vai dentro da cueca! – e tantas outras coisas…! Aliás, você mesmo já trocou casa, carrões e até empresas por pedras! O que é um simples livro de crônicas policiais escrito pelo blogueiro Airton Chips, não é mesmo? Até que você trocou bem! O livro novinho, fechado, nas livrarias custa R$ 29,90… O seu já estava ligeiramente encardido, um pouco amarrotado e você trocou por duas pedras, equivalente a R$20. Até que você trocou bem… É pena que você não poderá ler o restante das cinquenta crônicas que estão no livro. Não saberá como as historias de tantos amigos seus terminaram…
Vendo que minha bronca não era assim tão severa, Marcinho se animou.
– Não Chips! Eu vou comprar outro! Vou juntar uns trocados por aí e vou comprar outro! Eu já vi lá na banca do Ernani!
E, deixando aflorar a espirituosidade habitual, – ele é alegre, apesar de tudo – ficando mais à vontade, recuperando a cor menos pálida do rosto marcado pela vida desregrada, Marcinho jogou a cartada…
– Voce não me vende um com desconto não, seu Chips…?
Vendo Marcinho, vendo.
Voce é meu “fã numero 1”. E além do mais é personagem do livro!
Vou te vender um exemplar do livro “Meninos que vi crescer”, fiado… Sem prazo para pagar! O dia que você se curar das drogas e voltar para sua vida de anos atrás; o dia que você retomar seu trabalho, recuperar não as empresas que você perdeu para as drogas, mas ao menos a saúde… O dia que você vencer as drogas, você me paga o livro. Ele foi escrito para isso… Para mostrar a luz no fim do túnel e trazer força às pessoas que se deixaram vencer pelas drogas!
Não tenho pressa em receber… Mas espero que você e tantos outros “meninos” se agarrem à “Luz” e consigam sair do túnel negro das drogas!

 

Policia prende Teo & Leandro, os assassinos do Kiko

 

Teo...

Teo…

Cinco da madrugada morna do dia 06 de dezembro de 2014. Três vultos soturnos entram numa quebrada do Rio Mandu atrás do prédio do Sesi no Aterrado. Algum tempo depois apenas dois vultos ainda mais soturnos e lúgubres voltam da ‘quebrada’ do moribundo rio… O terceiro vulto soturno ficou na beira do rio. Sairia de lá sob o sol quente da manhã algumas horas mais tarde… Num tosco caixão da funerária.
O corpo foi encontrado casualmente ao pé da manhã de sábado. Irreconhecível tantas eram as pauladas na cabeça. Os assassinos não deixaram dinheiro com o morto, mas deixaram para trás sua carteira de identidade e o crachá da empresa em que ele trabalhava… Era Alexsandro Ferreira Chaves, 41 anos, funcionário da Cimed.
Ao ver a foto de Alexsandro Ferreira Chaves estampada na tela do Blog do Airton Chispo na segunda feira, uma testemunha levou a mão à boca, suspirou e pensou alto…
– Meu Deus!!! É o Kiko…!!! Por isso ele não voltou da beira do rio! “Teo” e “Leandro” mataram o coitado a pauladas…!
Quando a Delegacia de Homicídios entrou em cena não foi difícil chegar à testemunha. Com base nas investigações dos seus pupilos o delegado Renato Gavião pediu a prisão temporária dos suspeitos. Eles receberam as pulseiras de prata da policia militar nesta segunda e terça, exatamente um mês após o macabro crime da beira do Rio Mandu.
Andre Jose Fermino, o “Teo”, 32, e Leandro Vagner de Morais, ambos figurinhas fáceis no álbum da policia por furtos, roubos e trafico de drogas além de outros crimes mais brandos, sentaram ao piano do Delegado de Homicídios na tarde desta quarta feira. Inicialmente eles admitiram que estiveram no local do crime naquele tétrica madrugada. Mas negaram que tenham matado Kiko.
– Nós fomos ao local apenas queimar uma pedra – Disse Teo.
– Só vou falar em juízo… – Rosnou Leandro Vagner.

... E Leandro: Eles dizem que só vão falar diante do Homem da Capa Preta. Mas admitem que foram ao local do crime queimar uma pedra!

… E Leandro: Figurinhas faceis no album da policia, eles dizem que só vão falar diante do Homem da Capa Preta. Mas admitem que foram ao local do crime queimar uma pedra!

Enquanto seus pupilos buscam outros indícios ainda mais consistentes, além da prova testemunhal, que esclareçam o nefasto crime da beira do Mandu, o delegado Gavião vai pedir a Prisão Preventiva de Teo & Leandro, para garantir que os assassinos de Kiko sejam contemplados com uma longa estadia gratuita no Hotel do Juquinha!
A morte de Alexsandro “Kiko” Ferreira Chaves no dia 06 de dezembro, confirma um dado bastante curioso! Ele, embora fosse uma pessoa boa, trabalhadora, honesta e muito bem quista pelos familiares e amigos, era usuário de drogas, e – embora não haja registros oficiais, nunca há! – alguns amigos dizem que ele era também homossexual! Desde a morte a pedradas do travesti “Chico Mara” no Recanto dos Fernandes em 2011, “todo ano, entre novembro e dezembro, morre um homossexual tragicamente assassinado em Pouso Alegre”!

"Kiko" foi morto a pauladas na madrugada do dia 06 de dezembro.

“Kiko” foi morto a pauladas na madrugada do dia 06 de dezembro.

Policia apreende meio quilo de crack com garoto de15 anos

Gleicivania foi liberada por insuficiência de provas!

Gleicivania foi liberada por insuficiência de provas!

Tudo começou com uma operação de rotina na famosa Praça João Pinheiro, antiga praça da rodoviária velha e atual ponto de encontro de usuários de drogas. Ao ser abordado pela PM o garotão L.H.R. tentou dispensar um baseado debaixo do banco da praça. Pilhado em flagrante, ele levou os policiais até a residência da pretensa sogra Gleicivania da Costa Silva no velho Aterrado. Com a entrada franqueada pela dona da casa, os policiais vasculharam o imóvel e encontraram meio quilo de pedra bege fedorenta. A droga estava mocosada sobre o guarda roupa de Gleicivania. Embora a droga estivesse em sua casa, Gleicivania jurou de pés juntos que não sabia de sua existência.
– O Luquinha namora com minha filha, mas mora na casa do pai dela… De vez em quando ele vem aqui com ela. Deve ter guardado a droga no meu quarto! – garantiu ela.
Para corroborar com as declarações da futura sogra, Luquinha, de 15 anos, assumiu total paternidade da droga.
– Eu comprei o tijolo de um ‘cara aí’ – Joao Tapira, certamente! – e ia fracionar em pedras para vender a R$10 cada uma… – Afirmou o garotão sem medo de ser feliz!
Gleicivania da Costa Silva, portadora de deficiência física, filha de pai e mãe condenados por trafico de drogas, foi presa no dia 14/10/2009 também por trafico. Passou por avaliação no hospital psiquiátrico Jorge Vaz em Barbacena e no dia 28 de agosto de 2011 ganhou a liberdade condicional.
Apesar da conturbada vida pregressa, a delegada de plantão não vislumbrou provas suficiente para enquadrar Gleicivania no 33. Por isso deixou de ratificar o flagrante e a devolveu à liberdade.

O meio tijolo de crack renderia cerca de R$ 5 no varejo...

O meio tijolo de crack renderia cerca de R$ 5 no varejo…

O garotão Luquinha, que se diz dono do meio tijolo de crack – a outra metade já deve ter vendido – e já foi apreendido anteriormente levando um trabuco na cintura, como é inimputável, também voltou para casa nos braços de um representante legal!
Pelo menos voltou para casa cerca de cinco mil reais mais pobre…!

Formiguinhas tentam comer pedras para escapar da policia no Jardim São João

Passavam os homens da lei pelo Jardim São João, no crepúsculo do primeiro domingo do ano quando avistaram três malacos com pinta de somongós e resolveram abordá-los. Ao verem a chegada de surpresa da Arca de Noé, o trio, que tinha culpa no cartório, tentou esconder a prova do crime no único lugar que cabia… na boca! Mas era muita coisa. Cada um levava um patuá com quinze pedras beges fedorentas embrulhadas em papel alumínio, prontas para o comercio! Antes que os formiguinhas engasgassem com a pedra, foram convidados a vomitá-las. Numa rápida revista em suas casas ali perto, os policiais encontraram mais pequenas porções de maconha.
Ao piano do paladino da lei na DP, cada um contou uma historia para boi dormir, mas todas convergindo para o mesmo final…
– A droga é para meu uso próprio… Sou viciado!
Os garotos DCP e DCR prestaram suas declarações assistidos pelas mães como manda o ECA, já que são “dimenor”! E de braços dados com elas voltaram para o formigueiro, desculpe, para o jardim São João. Já o garotão Jorge Maycon Sales de Freitas, embora tivesse a companhia ‘de mamãe’, não precisava, pois desde fevereiro do ano passado ele é dono do próprio nariz! E depois de assinar o 33 foi se hospedar no Hotel do Juquinha.
Este foi o primeiro crime cometido pelo formiguinha Jorge Maycon Sales de Freitas, como cidadão penalmente responsável pelos seus atos. Mas não foi o primeiro ‘ato delituoso’ de acordo com o Codigo Penal. Quando ainda era ‘dimenor’ ele cometeu, entre outros atos infracionais, um roubo à mão armada e um homicídio e passou um ano atrás das grades! Apesar disso, de acordo com a lei, ele é considerado “primário” e, portanto, de acordo com as leis penais subjetivas vigentes no país do futebol, do carnaval, do mensalão, do petróleo, embora o artigo 33 da Lei 11.343 preveja pena de 5 a 15 anos, ele mal ficará 1 ano e quatro meses vendo o sol nascer quadrado! Compliquei? Não. Quem complicou foram os legisladores que fizeram leis mais brandas e elásticas do que cueca do vovô…!

PM toma 11 quilos de maconha do Pistolinha

Robemario, recém completados 18 anos: - A droga não é minha, 'meu rei'... É do Rafael Pistolinha!

Robemario, recém completados 18 anos: – A droga não é minha, ‘meu rei’… É do Rafael Pistolinha!

Amigos ocultos da lei levaram a policia militar de Cambui à residência de Robemario Souza da Conceição, no final das noite de sexta, 02. Segundo a caguetagem – no bom sentido! – ele estaria distribuindo erva marvada no portão de sua casa na Rua Caribi, no bairro Vale do Sol. O ‘guardador’ da droga estava no portão quando os policiais chegaram e tentou dobrar a serra do cajuru correndo para o interior da casa. Não deu tempo! Tropeçou e caiu nos braços da lei.
– Fomos informados que você anda vendendo drogas aqui em sua casa! É verdade? – perguntaram os policiais, apenas para ver a reação do mocinho.
– É verdade não, oxente! Eu só ‘tou’ guardando a erva aqui em casa! Mas não é minha não, meu rei… A droga é do Rafael Pistolinha! – disse o baianinho de Filadelfia, como se estivesse guardando apenas um saco de caju em coco para um amigo em sua casa!
– E onde está a droga?
Estava no fundo da casa e na cozinha. Ao todo nove tabletes embrulhados em papel pardo, pesando 11 quilos de Cannabis Sativa de Linneu!

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Robemario Souza da Conceição, o baianinho de Filadelfia, que no ultimo dia 21 de dezembro completou 18 aninhos, desceu no táxi do contribuinte para a delegacia Regional de Pouso Alegre, sentou-se ao piano, assinou seu primeiro 33 e na manhã de sábado voltou no Taxi do Magaiver pela Fernão em direção à Cambui… Mas passou direto e foi se hospedar no velho Hotel de Extrema!

Jessica Daniela & Osmir são presos na BR 459

Droga do Osmir

Dez e meia da noite do primeiro domingo do ano novo. O Santana seguia belo e formoso pela BR 459, quando na altura do Cidade Jardim os homens da lei deram sinal de parada. Atrás do volante estava o oleiro Osmir Pereira da Silva, 32 anos e ao seu lado a amiga Jessica Daniela Aparecido Franco, 29. Osmir tinha os olhos vermelhos, a fala mansa e o terrível bafo de jiboia. Questionado pelos patrulheiros, ele disse que passara o dia nos braços de Severina do Popote com amigos em um rancho no Paraiso dos Pescadores e naquele momento estava indo levar a amiga Jessica Daniela à boate Havaianas, onde ela tinha um cachê para receber. Além de estar conduzindo o veiculo sem licenciamento, sem carteira de motorista e segurando uma tremenda tocha, Osmir levava na porta do veiculo 9 barangas de farinha do capeta!
– Não seu ‘puliça’, eu não sou traficante, não! Eu comprei de um cara na Perimetral em Pouso Alegre para usar com meus amigos no sitio… – apressou -se em dizer Osmir.
Já a jovem Jessica Daniela tentou tapar o sol com a peneira dizendo que não sabia que Osmir estava levando a droga no carro. Disse mas não colou, pois quando sentou-se o piano do delegado de plantão, Osmir desmentiu a passageira…
– Nós costumamos usar farinha juntos. Ela estava comigo na Perimetral quando eu comprei a droga do… “Garparzinho” por cem reais! – garantiu o oleiro.
Mesmo alegando inocência, Jessica Daniela assinou o 33. O amigo da onça, Osmir Pereira da Silva, que já responde outros dois processos por trafico na Comarca de Santa Rita do Sapucaí, além do 33 assinou também o 306 do Código de Transito Brasileiro e ficou sem carro. No final da manhã desta segunda, 05, ambos seguiram no taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha!

 

Briga de cunhados quase termina em morte no Cidade Jardim

Fagner Araujo Silva: 'Cantando' para o restabelecimento do cunhado...

Fagner Araujo Silva: ‘Cantando’ para o restabelecimento do cunhado…

O entrevero familiar aconteceu na Rua Jose Gonçalves, no bairro Cidade Jardim, ainda nas cinzas dos fogos que saudaram a chegada do ano novo. Embalados pelo clássico do réveillon “… Este ano, eu quero paz no meu coração…”, e pelo suco de gerereba, de repente Thiago Gabriel Pereira e o cunhado Fagner Araujo Silva perderam a paz e foram p’ra rua trocar ‘farpas & espinhos’! Minutos depois Fagner voltou para o interior da casa e passou a desferir socos e pontapés na irmã Ana Caroline! Em defesa da esposa, Thiago armou-se de uma vassoura. Fagner revidou com uma faca de cozinha e só parou quando o cunhado tombou ferido!
Com golpes no abdome, braço e perna, Thiago Gabriel Pereira, 23, foi levado para o Pronto Socorro onde passou por cirurgia. Segundo informações colhidas na DP ao pé da manha desta sexta, 02, seu estado de saúde é grave e incerto.
Até o presente momento Fagner Araújo Silva, 20 anos, está sob os auspícios da “Liberdade Provisoria”, pois foi pego com a boca na botija no dia 06/07/14 na cidade de Tres Pontas. Pelos golpes de lapiana no cunhado na terceira hora do dia primeiro de 2015, ele  responde por tentativa de homicídio… E torce pelo restabelecimento do cunhado!